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Padrasto é preso suspeito de estuprar e engravidar a enteada de 12 anos

Abuso teria ocorrido em Rosário do Sul em 2020, quando a vítima tinha 12 anos. Bebê nasceu em março deste ano

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Foto: Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Suspeito de 29 anos chegou na DPPA, no final da tarde de segunda, para registro da ocorrência

Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Suspeito de 29 anos chegou na DPPA, no final da tarde de segunda, para registro da ocorrência. Depois, foi levado para a Pesm

Um jovem de 29 anos foi preso temporariamente, no final da tarde de segunda-feira, em Santa Maria, suspeito de estuprar e engravidar a enteada de 12 anos. Ele estava sendo investigado pelo crime, que teria ocorrido em 2020, em Rosário do Sul.  

Conforme o delegado Giovanni Lovato, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Rosário do Sul, o caso começou a ser investigado após o Ministério Público (MP) receber uma denúncia, em março deste ano, quando a vítima, agora com 13 anos, deu à luz o bebê no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Após a notificação ao MP, a Polícia Civil começou as investigações e os policiais descobriram que os abusos teriam acontecido entre junho e julho de 2020, ainda na cidade de Rosário do Sul, onde a família morava. 

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As investigações apuraram, ainda, que a vítima, a mãe e o suspeito se mudaram para Santa Maria no final de 2020. Conforme o delegado, nenhum dos envolvidos confirmou os abusos durante os depoimentos.

Duas coisas chamaram a atenção no Husm e nas investigações. A primeira foi o fato de a menina não ter feito o pré-natal e, a outra, que ela não falava quem era o pai da criança quando estava perto da mãe. Sem a presença da mãe, a adolescente contou apenas que o pai seria um familiar que teria na faixa de 20 anos. A polícia começou a desconfiar do padrasto e descartou outros familiares ao longo das investigações. 

- No interrogatório, ele negou, mas caiu em contradição. Eles montaram uma versão fantasiosa. Vamos fazer o exame de DNA, se ele não for o pai, já comprova que eles tiveram relações sexuais. Tudo indica que sim. Ela não diz quem é. Em depoimento, ele entrou em contradições com várias coisas que apresentamos no interrogatório. Já coletamos material da vítima e do suspeito e agora vamos esperar o resultado do exame - explica o delegado.

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MÃE É INVESTIGADA
A mãe havia sido ouvida como testemunha, e agora passou a ser investigada. Se provado que ela já sabia do abuso sofrido pela filha, também será responsabilizada, segundo Lovato. Para o delegado, são casos complexos de se investigar. 

- São casos que a gente sabe que, infelizmente, acontecem, e são de difícil elucidação. Muitas vezes não há testemunhas e as vÍtimas, pela fragilidade emocional e física, acabam não contando sobre os abusos - diz Lovato. 

A prisão do padrasto foi realizada por policiais da DP de Rosário do Sul e teve o apoio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria. O suspeito foi levado para a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm).

 

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