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23 Outubro 2019 10:50:00


(Foto: Divulgação) /

Trata-se de palavra inglesa que tem o significado de violência, mais especificamente sobre formas de constrangimento e de ofensas não consideradas como tal, compreendendo ainda as efetivas agressões físicas e verbais.

Ocorrem especialmente nas escolas, situações de relativa gravidade, sem que se tivesse, até há pouco, a noção de violência, sendo essas questões tratadas como normais no relacionamento humano.

Educadores e outros estudiosos identificaram modos de violência causadoras de graves danos psíquicos, sem que fossem objeto de preocupação consentânea. Mais recentemente, até pela atualidade da temática - Violência na Escola - é que o assunto ganha destaque.

Entre a gama de possibilidades de violência na escola, listam-se alguns modos que se apresentam com mais frequência e intensidade: fazer chacota, zoar, excluir, humilhar, discriminar, pôr apelido, ignorar, encarar, dominar, amedrontar, assediar, fazer sofrer pelas mais variadas causas, além das atitudes violentas propriamente ditas.

Existem comumente nos grupos sociais lideranças, algumas positivas, que coordenam seus pares para ações não repreensíveis e, por vezes, até louváveis, enquanto outras pessoas se destacam, impondo-se aos demais membros por alguma forma de violência.

Entre alunos sói acontecer situações assim. E, não raras vezes, alunos de menor resistência física e moral ficam sujeitos à ação perniciosa dessas lideranças coercitivas.

Diversas campanhas educativas já foram levadas a efeito com o objetivo de esclarecer as escolas sobre esta problemática e coibir toda forma de violência, com atenção especial para aquelas implícitas, acobertadas por uma brincadeira, como é o caso do apelido.

É importante que todos, gestores escolares, professores, autoridades constituídas, atentem para esse mal, causador de distúrbios emocionais e do aprendizado, empenhando-se na sua prevenção e repressão.

As famílias também devem estar atentas para sinais de introspecção, de apatia, sem que o filho revele a causa desse comportamento, preferindo fechar-se em seu quarto por longos períodos. É possível que haja em tais situações algum padecimento causado por uma prática, que pode ser séria ou uma simples brincadeira, mas que não é aceita como tal.

De todo modo, é sempre conveniente coibir-se a chacota, apelidos não aceitos, violências e outras tantas formas de constranger, de prejudicar, com a causação de sofrimento. Recomendável a divulgação desses conhecimentos para que as vítimas de bulling se encoragem a denunciar seus agressores e a relatarem o que se passa em seu mundo íntimo.



09 Outubro 2019 10:49:00


(Foto: Divulgação) /

O mês de setembro findou-se já, mas o estado de alerta amarelo em relação à vida, em campanha de prevenção ao suicídio, prossegue.

Em verdade, em vista de que essa ocorrência, de pessoas que tiram sua própria vida, têm crescido ao longo tempo, apropriada a conscientização permanente, para que aqueles que estejam passando por uma crise emocional com ideias suicidas, bem assim os familiares, possam atentar para a gravidade da situação e buscar ajuda.

 É possível em grande número de casos evitar-se o ato extremo, através de auxílio especializado, desde que chegue a tempo ao interessado, este que, muita vez, não se dispõe a busca-lo, cabendo às pessoas próximas a identificação do estado de anormalidade psíquica e a busca de tratamento.

 Por ser de etiologia variada, o autocídio está presente em todas as nações e em todas as camadas sociais. Pessoas carentes materialmente o cometem, assim como em meio àqueles a quem nada falta de conforto material e que, por razões outras, sentem-se baldos de tudo.

Nos países nórdicos, como no restante da Europa, bem assim nos Estados Unidos, de maior desenvolvimento socioeconômico, a triste ocorrência é acentuada, marcada pelo paradoxo de que nada falta àquelas pessoas e, ao mesmo tempo, carecem de tudo ou do mais importante.

No Brasil a mesma tendência, ocupando o primeiro posto na estatística de suicídios o Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina, dois Estados de boas condições econômicas e sociais, com melhor índice de desenvolvimento humano em comparação com outras regiões do país.

Isso demonstra que a situação de ordem material e intelectual, por si só, não preserva o ser dos graves desequilíbrios emocionais, estados mórbidos que têm seu clímax no suicídio, daí a necessidade de busca pela completude ou plenitude, não alcançada com a vida material. Sendo o homem um ser imortal, seu patrimônio não se restringe às coisas deste mundo, por isso experimenta o vazio que estas deixam atrás de si, com a sensação de miséria em meio, muita vez, à opulência.

As religiões têm auxiliado na busca do equilíbrio e da fortaleza moral necessária a todos para o enfrentamento das vicissitudes da vida com intrepidez, sem cogitar de por fim à vida. A fé constitui força poderosa que mantém o homem seguro na travessia da existência planetária.

Agora também a ciência está em alerta, recomendando especialistas a adoção de políticas públicas mundiais para a prevenção do mal, com campanhas de esclarecimento e de valorização da vida.

Deveras, é a vida o maior patrimônio do ser e precisa ser valorizada pela ciência, pela religião, por ortodoxos, liberais despojados, ateus e outros, todos empenhados contra o suicídio e pela valorização da vida.



03 Outubro 2019 11:14:00

Tornaram-se até frequentes nos últimos tempos esses eventos esportivos estudantis, de abrangência regional, nesta cidade de Curitibanos. Há pouco ocorreu um desses encontros de estudantes da rede pública para competições esportivas, verificando-se um expressivo número de atletas, que sofreram com as baixas temperaturas naqueles dias.

  Agora já está anunciado novo evento desta natureza, o que é bastante positivo para a cidade, exercendo o papel de anfitriã de estudantes e profissionais de diversos municípios do Estado. É mais uma responsabilidade para a Administração Pública e para toda a população no empenho de tornar mais bela e aprazível a cidade.

  Como tem ocorrido, Curitibanos vai se tornando uma cidade polo também para tais encontros esportivos, cabendo aos responsáveis o aprimoramento contínuo da organização e da boa acolhida a todos os que nos visitam nessas ocasiões.

  Nesta perspectiva, parece bastante oportuno pensar-se na construção de um moderno complexo esportivo, com ginásio de esportes polivalente que possa ofertar boa qualidade às diversas modalidades esportivas, com toda a estrutura necessária, além de abrigar um número significativo de expectadores/torcedores.

  Inegável que o Ginásio Onofre Agostini, pela sua idade, encontra-se defasado, com quadra de dimensões reduzidas e também reduzida capacidade para a plateia, não estando sua estrutura à altura das importantes competições que se realizam no município.

  Além dos frequentes eventos regionais, a ADC tem-se firmado no cenário catarinense, mandando seus jogos nesse ginásio que, frequentemente, não comporta o número de torcedores que comparecem aos jogos, daí a inteira pertinência de um novo espaço, moderno e amplo, para refletir os novos tempos vividos por aqui.

  Outros aparelhos esportivos poderiam ser implementados no complexo, a depender do espaço físico, até para dar ocupação a jovens, desenvolvendo-se ali diversas atividades esportivas sob responsabilidade de profissionais da área.

Necessária a busca por terreno espaçoso e de fácil acesso, características que, talvez, possam ser encontradas em imóveis localizados na Av. Jorge Lacerda defronte à Escola Alírio Luiz de Almeida, bairro Bom Jesus, que ficam sujeitos a desapropriação por interesse público para essa finalidade.

  É possível que, a partir de um bem elaborado projeto de alcance social, possa a Administração obter financiamento/subsídios tornando menos difícil a materialização do empreendimento.

  Fica a torcida de torcedores, de atletas e de toda a gente para que este anseio se concretize.



12 Setembro 2019 15:54:00

O número crescente e a gravidade dos acidentes de trânsito ocorridos nas rodovias nacionais preocupam toda gente, em vista de que muitas vidas se perdem e muitas pessoas sobreviventes ressentem-se de graves sequelas desses trágicos acontecimentos.

O excesso de velocidade, aliado ao consumo de álcool e de outras substâncias, têm sido as causas preponderantes das intercorrências no trânsito, daí a razão das campanhas de conscientização, bem como da fiscalização exercida aos condutores, no intuito de humanizar a circulação de veículos, observando-se as regras estabelecidas para tanto.

Nas rodovias de trânsito rápido, ressalvadas exceções raras, o limite de velocidade continua em 80 km/h, limite este estabelecido há algumas décadas e que não mais condiz com a realidade atual em que se mostra impraticável o trânsito de longos percursos dentro desta limitação.

Algumas rodovias de melhores condições de trafegabilidade tiveram os limites máximos de velocidade alterados para 110 km/h, em relação aos veículos de passeio, e de 90 km/h, para veículos de carga.

Inobstante a manutenção do número-teto de 80 km/h como regra, verifica-se um consenso tácito dos condutores e das próprias autoridades de que o vetusto patamar está em desuso, observado apenas excepcionalmente, e que um grande número de condutores imprime velocidade de até 110 km/h, em permitindo a rodovia.

Diante desta realidade, faz-se necessário o bom senso das autoridades fiscalizadoras do trânsito, de flexibilizar a norma limitadora sempre que as condições de tráfego sejam favoráveis a uma velocidade de 110 km/h, considerada de relativa segurança aos envolvidos, entendendo-se pela ausência de ilegalidade e de imprudência o deslocamento neste valor, para baixo.

Por outro lado, os condutores não poderão perder de vista a segurança do trânsito, que depende muito da limitação da velocidade. Se se flexibilizar o atual limite de 80 km/h, não se há de entender estar autorizado o tráfego em velocidade superior a 110 km/h e imprimir velocidade altíssimo, como tem ocorrido.

Necessário também nesta questão o bom senso. Se o valor de 80 km/h se apresenta quase que impraticável, nem por isso será aceitável a prática de altas velocidades.

À vista de uma situação fática de desuso do teto de 80 km/h, até que haja mudança da norma que o estabelece, coerente que se flexebilize a norma, adequando-a à realidade presente, deixando de autuar aqueles que trafegam em condições normais em velocidade inferior a 110 km/h, na confiança de que os condutores adotem o prudente bom senso para compatibilizar o deslocamento às condições da rodovia, no limite máximo acima.

A propósito, mais importante do que normas rígidas é a consciência, a educação para o trânsito, esta sim que pode alterar significativamente as estatísticas de acidentes, de feridos e de mortos nas rodovias do país.



04 Setembro 2019 10:25:00


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Quando se fala em cidadania, para logo temos a idéia da consciência e da capacidade do indivíduo de exercer seus direitos, conferidos pela ordem vigente. Isso é verdadeiro, porém, é uma acepção limitada de uma conceituação mais ampla e dinâmica, que se aprimora constantemente.

A cidadania deriva do princípio da igualdade, que, por sua vez, emana do princípio democrático.

Por democracia entende-se não só a participação de todos no Governo. Ela pressupõe ainda a inclusão de todos nos benefícios comuns, nos variados setores da sociedade. Assim, a educação, a saúde, a segurança, a dignidade humana, a liberdade e etc, são valores a serem disseminados indistintamente a todas as pessoas, tão só pela sua condição humana.

Para efetivação dessa generalização das benesses públicas concebeu-se o princípio da igualdade, que objetiva a correção das desigualdades sociais causadas pelo poder econômico e por deficiência estatal na gerência da coisa pública.

A cidadania é um dos fins da igualdade, para que todos sejam conscientes e livres, situação que, a princípio, não está relacionada com a condição socioeconômica do indivíduo, mas que também não se acha de todo divorciada desta.

Mesmo não sendo um valor material a consciência livre, ela não prescinde de um mínimo de estruturação de ordem econômica, para que as camadas sociais mais frágeis possam acessar, entre outros bens da vida, a informação. Sem informação não há cidadania.

Em havendo pessoas privadas de energia elétrica, de água potável, de alimentação condizente, de moradia digna, sem acesso a rádio, televisão e jornais, forçoso reconhecer ali a ausência de cidadania e que essas pessoas estão situadas no seu lado oposto, que é o da exclusão.

Excluídos são os não usuários dos serviços da CELESC, da CASAN, do gás, que, à feição do homem primitivo, saem em busca de alimento para o dia, sem maiores cogitações acerca da vida. Os filhos frequentam a escola porque há obrigatoriedade ou nem a frequentam. As crianças da primeira idade por vezes não recebem as vacinas porque os pais não ficam sabendo das campanhas e não possuem as respectivas cadernetas...

Esse estado de parte da sociedade mundial denota a ausência de democracia, de igualdade e de cidadania.

Verifica-se ainda a massa humana de manobra, ora pela mídia consumista, ora pela fala persuasiva de pessoas formadoras de opinião, tendentes a manter um maior número indivíduos possível sob sua orientação.

Daí a importância da educação libertadora para uma cidadania consciente, não só para escolher livremente seus governantes, como também para orientar-se na vida como sujeito de direitos e de obrigações de consciência livre. De lamentar quando a própria educação, com desvio de rota, forma pseudo-sábios alienados em seu orgulho e distanciados da vocação libertadora de consciências.



21 Agosto 2019 10:12:00

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Instituída pela Medida Provisória nº 881, houve mais flexibilização nas relações empregatícias, sendo ponto relevante dessa reforma a possibilidade do descanso semanal remunerado não coincidir com os dias de domingo.

A proposta está sendo apreciada pelo Congresso Nacional e dispõe a obrigatoriedade de o empregador conceder o descanso semanal ao empregado inicialmente a cada sete semanas, o que foi alterado passando a obrigatoriedade de, no mínimo, um domingo a cada quatro semanas, ou seja, uma vez ao mês, o trabalhador estar de folga. As normas legais devem adequar-se à realidade social. A atividade empresária aos domingos, no comércio e na indústria, é uma realidade no Brasil e no mundo. Os maiores estabelecimentos comerciais e industriais operam sete dias por semana, o que vai ao encontro dos interesses do consumidor, pela facilitação de realizar suas compras em horários diferenciados. 

Em nossa cidade houve há pouco tempo alguma discussão sobre a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos, sendo justificado o fechamento dos supermercados nesse dia da semana pela necessidade de os empregados passarem o dia com a família, entre outras razões. Na ocasião houve o entendimento de que a questão está mais relacionada à concorrência do que à família, e que bastava um estabelecimento concorrente abrir aos domingos para que os demais seguissem no mesmo sentido, o que veio de ocorrer em seguida.

Atualmente os supermercados estão abertos aos domingos normalmente. Conquanto a importância do dia de domingo para o convívio familiar, não se vê grande prejuízo ao trabalhador em usufruir o seu dia de descanso e lazer em outro dia da semana. Tudo depende de uma adaptação e poderá o trabalhador ter o seu repouso e laser em outro dia sem maiores consequências. Há ainda os que entendem ser o domingo o dia do Senhor, estando vedado o trabalho nesse dia. Quer parecer que todos os dias são ou devam ser santos e do Senhor e que o trabalho, diferentemente de certas outras condutas praticadas aos domingos, não é pecaminoso, bastando seja realizado com amor e alegria.  

Enfim que, por ser uma tendência irreversível, ao que se mostra, convém aceitar-se essa nova realidade nas relações de trabalho. Infinitamente melhor trabalhar-se aos domingos, ganhar dignamente o pão, do que permanecer ocioso em dias úteis, angustiado pelo desemprego.

Que haja, portanto, muito trabalho aos domingos e que se refreiem aqueles radicais que invariavelmente imputam aos empregadores a pecha de vilões, exploradores do suor alheio. Já é por demais conhecido que a melhoria dos níveis de emprego repercute positivamente na economia e na qualidade de vida, em geral, das pessoas.



15 Agosto 2019 13:28:00

Está em pauta no noticiário o possível aumento do desmatamento da Amazônia, informação que ganhou ênfase partir da demissão do Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, por divergências com o Ministro do Meio Ambiente.

Referido Instituto assessorava o Governo pelo monitoramento remoto nas questões ambientais, informando os níveis de desmatamento da floresta Amazônica e de outras áreas de preservação da natureza.

Não soou bem a fala do Presidente da República de que os dados do INPE que apontam aumento do desmatamento são mentirosos e que estaria o órgão a serviço de alguma ONG.

Compreende-se que o Governo recém empossado queira imprimir o seu modo de administrar, desfazendo práticas e entendimentos utilizados por seus antecessores, mas não se mostra aceitável jogar por terra tudo o que vinha sendo realizado, com um desdém por estar ligado a alguma ideologia política adversa.

Necessário que o Presidente se recomponha, conscientizando-se que governa para todos os brasileiros, tendo o bom discernimento de saber aproveitar o que já vinha apresentando bons resultados, abstendo-se de lançar indiscriminadamente para a vala comum do imprestável políticas públicas, órgãos, dados e pessoas.

Se há uma informação de aumento do desmatamento, a notícia deve preocupar o Governo e buscar prontamente a sua confirmação, se não há plena segurança de sua veracidade. A princípio, é um dado grave e que requer pronta atitude do Governo, primeiramente na certificação da efetividade da notícia e, após, com medidas para conter essa devastação ilegal da floresta amazônica, patrimônio do Brasil e do mundo.

  Nada há que falar em ONG's. Sabe-se que a questão ambiental integra fortemente ideologias de esquerda e que nem sempre apresentam posições razoáveis, dada a sua tendência extremista. Sabe-se também que na Amazônia se infiltram estrangeiros com objetivos vários, travestidos de ambientalistas. Nem por isso hão de ser desprezadas informações sérias, de situações que podem afetar o equilíbrio planetário, bem assim a economia nacional, como é o desmatamento da Amazônia.

   Cada vez mais nossos importadores de comodities estão atrelando negócios à preservação ambiental. Se se aumentar as lavouras de soja ou a pecuária na Amazônia legal, poderão os compradores internacionais desses produtos boicotarem as transações, afetando a comercialização da produção das demais regiões do país.

   Necessário, portanto, comedimento por parte do Governo. Não se há de radicalizar em prol da preservação ambiental e menos ainda perder a governança sobre o meio ambiente, cujas consequências são inimagináveis para a qualidade de vidas das populações, para as exportações e economia em geral, e para as relações internacionais.

   Gostemos ou não, a preservação do meio é irreversível, assim como as tecnologias, por isso melhor é adaptar-se e harmonizar-se. Sua relevância está relacionada à qualidade de vida presente e à possibilidade de vida futura no planeta. É o bastante e transcende toda e qualquer ideologia política.



07 Agosto 2019 11:25:00

Já transcorreram alguns anos da grande mudança do trânsito havida nesta cidade de Curitibanos. Após o período inicial de adaptação, verifica-se a importante melhoria que as alterações acarretaram.

Com efeito, causa estranheza a recordação de que as principais vias desta cidade, a av. Salomão Carneiro de Almeida e a rua Vidal Ramos, eram de mão dupla, com trânsito nos dois sentidos. A população adaptou-se às novas regras de mão única, possibilitando uma melhor fluência do trânsito, não se cogitando de retorno à situação anterior.

 A instituição das rotatórias na av. Rotary igualmente são de grande valia, evitando-se a instalação de semáforos luminosos e, do mesmo modo, dinamizando o fluxo de veículos naqueles cruzamentos.

 A sinalização urbana está em boas condições, de sorte que essa questão do trânsito não reclama maiores providências imediatas, afora algumas situações pontuais que possam demandar alguma alteração. Ao Conselho Municipal de Trânsito o reconhecimento da população, pelos seus bons préstimos.

 A propósito, noticiou a Administração a pavimentação asfáltica em algumas ruas da cidade, dentre as quais está a rua Ana Costa. É sabido que as vias que recebem pavimento asfáltico tornam-se preferidas pelos transeuntes, aumentando consideravelmente o seu movimento.

 Deste modo, poderia o Conselho Municipal de Trânsito estudar a possibilidade de tornar a referida rua preferencial em toda a sua extensão, iniciando-se no entroncamento com a rua Barão do Rio Branco até o bairro São Luiz, até mesmo junto à av. Frei Rogério poderia cogitar-se da alteração de preferência, tendo em vista que a mesma cede preferência mais adiante, junto ao Ginásio Municipal, para a rua Frei Gaspar.

 Essa providência parece acertada considerando-se o maior trânsito atual pela rua Ana Costa em comparação com as vias que a cruzam e que são preferenciais. Com o previsível aumento do trânsito por aquela, torna-se ainda mais justificável ser a via preferencial.

 Ademais disso, a artéria em comento é paralela com a av. Salomão Carneiro Almeida e com rua Vidal Ramos, principais da cidade, mostrando-se razoável a definição de preferência de todas as ruas com sentido norte-sul ou sul-norte.

O que não ficou esclarecida é a necessidade da existência de três lombadas muito próximas na rua Pedro Drissen, nas adjacências da Cresol. Para quem transita pelo local não há justificativas para os três obstáculos limitadores de velocidade num espaço de pouco mais de 50 metros. Oportunamente, poderia o Conselho informar a população acerca das razões para a implantação das lombadas em sequência.

De um modo geral, reconhece-se a melhoria do trânsito desta cidade, devendo merecer contínua atenção, com a adequada sinalização orientadora dos motoristas. 



31 Julho 2019 00:00:00

É crescente o número de animais domésticos que são mantidos pelas famílias, mesmo nos centros urbanos, pelo fato dos benefícios que os animais propiciam ao ser humano.

   Constitui conhecimento científico as vantagens advindas da relação do homem com os animais, estabelecendo-se invariavelmente um afeto recíproco, importante para a qualidade de vida humana e para o tratamento de patologias físicas e emocionais.

   Frequentes são os relatos de comportamentos marcantes de cães em relação aos seus donos, como é o caso daquele animal que acompanhou seu amigo humano em internamento hospitalar, permanecendo em vigília junto à porta do hospital; ou daquele cão, conforme noticiou a imprensa argentina, de nome "Capitán", e que, por quase onze anos, visitou diariamente, às 18 horas, o túmulo de seu dono e amigo, até a morte do devotado animal.

E assim são muitos casos que revelam algo mais do que instinto no comportamento de animais e que emocionam, levando o mais adiantado ser da natureza a reflexões.

   Esses fatos são significativos ao ser humano, que, por vezes, em seu egoísmo, não tem a capacidade de amar e de ser fiel como um cão. Aprende com o animal, seu inferior na criação, o afeto verdadeiro, a lealdade, o devotamento e etc.

   Isso demonstra a solidariedade existente na natureza, em que os seres vivos beneficiam-se reciprocamente e cooperam uns com os outros. Os animais, embora destituídos da razão, situando-se ainda nos domínios do instinto, demonstram claramente sentimentos nobres, como vem a ser o devotamento para com seu tutelar humano, recebendo deste o afeto em retorno, bem como outros benefícios para a vida animal.

   Para os adeptos da teoria evolucionista, esses comportamentos de certos animais, que desconcertam os humanos, são indicadores da evolução das espécies, abrindo-se a perspectiva de que os animais possam avançar além dos instintos, como vem sendo demonstrado amiúde, alcançando sempre mais estágios da razão e do sentimento. Também levam a pensar sobre a imanência divina - Deus em tudo - que não pode ser rechaçada diante das evidências de sentimento afetuoso de um cão. Sem o intuito de polemizar com a ciência ou com a religião, o fato é que o homem aprende com os animais, sendo tocado, muita vez, em seus encastelados sentimentos pela demonstração de afeto de um cão ou pela amizade de seu cavalo, tornando-se assim mais dócil com toda a vida que o rodeia, homens, animais, vegetais, mais a água, o ar...



24 Julho 2019 08:30:00

Nos diversos setores da vida social, as distorções verificadas, em que um ou alguns membros do grupo social dissentem do comportamento estabelecido e aceito de um modo geral, em perquirições mais ou menos aprofundadas, chega-se à família como causa desses distúrbios.

As situações mais evidentes de desajustes relacionados com problemas familiares são constatadas na Escola e no Judiciário. 

Na Escola, um número acentuado de crianças, de adolescentes e de jovens ali comparecem com o estigma da desestruturação familiar, refletindo-lhes muito negativamente no aprendizado e no relacionamento social.

Muitos não desfrutam do amoroso convívio com os genitores, sendo criados por terceiros e por isso ressentem-se de carência afetiva, a desencadear anomalias de variada ordem, como a revolta, o medo, a insegurança e etc.

Outros convivem com a violência doméstica, com o alcoolismo e outros vícios, situações altamente prejudiciais para a formação e o desenvolvimento das personalidades e que repercutem na Escola pela indisciplina, pela soberba, pelo desalento em relação ao aprendizado.

Os casos mais graves, de difícil solução para a Escola, desbordam desse ambiente passando a preocupar um meio social mais amplo, em que nossas crianças e adolescentes são autores de atos infracionais, indo ter com a Justiça, ainda em tenra idade.

Ao contato com os mesmos no âmbito do Judiciário, de regra ressumam as questões familiares como causas eficientes ou facilitadoras desses desequilíbrios.

Identificam-se os efeitos e as causas, sendo que a estrutura oficial está voltada somente para os efeitos. Se houve ato infracional, cabível a punição, mesmo diante da constatação de que a infração é resultante da família desestruturada.

É por demais pesaroso ver meninos de Curitibanos e do Brasil entregues ao crack, com os dedos carbonizados pelo consumo da droga, dependência que lhes cobra alto preço e os leva ao furto, ao roubo e a outros delitos, expondo-se a risco constante.

Em meio às carências materiais que possam existir - não impedem elas que os pais proporcionem um ambiente afetuoso aos seus filhos, estes que mais apreciam o amor do pai e da mãe do que o conforto material - possamos proteger nossos pequenos, resguardando-os no ninho familiar contra a porta larga do mundo.

Que a família, regularmente constituída ou não, possa ter sempre em mente os altos compromissos assumidos na formação de seus filhos, encaminhando-os na vereda do bem, pelo bom conselho e pelo bom exemplo, deixando de produzir órfãos de pais vivos.



17 Julho 2019 09:00:00

O tráfico de bens e de serviços, afora as intervenções do Poder Público, rege-se por leis próprias, que orientam a atividade comercial e industrial, bem assim a postura dos consumidores. As principais Leis de Mercado são a da oferta e da procura e a da concorrência.

  A primeira produz oscilações de preços e de consumo de acordo com a produção, clima, mercado internacional. Em havendo maior oferta de determinado produto, seu preço tende a cair, como sói acontecer amiudemente.

  Já a concorrência produz um efeito independentemente da oferta e da procura, estabelecendo-se uma disputa de mercado pelos fornecedores, mediante a oferta de preços mais atraentes, bem assim de melhores comodidades para o consumo.

  Esse fenômeno da concorrência tem sido observado nesta cidade nos últimos tempos, no que tange à oferta de melhores condições físicas ao consumidor para o consumo. Verificou-se em determinado momento que alguns supermercados passaram a oferecer estacionamento coberto, no que foram seguidos pelos demais estabelecimentos similares, tudo para manter e aumentar a clientela.

  Mais recentemente, os mesmos estabelecimentos comerciais posicionaram-se, possivelmente em acordo da classe, de não mais atenderem aos domingos, sob a alegação de inviabilidade, necessidade de tempo para a família etc. Com a abertura de novo estabelecimento com horário estendido de atendimento, inclusive domingos e feriados, os demais retornaram ao atendimento aos domingos.

 Deste modo, pela livre concorrência prevista pela Constituição Federal, o consumidor vai obtendo melhores comodidades para o consumo, além de melhores preços, estes que são reduzidos com o intuito de atrair e de fidelizar o consumidor.

 Necessário, porém, esteja o consumidor atento a algumas nuanças em meio a guerra de preços entre estabelecimentos comerciais, para que não seja enganado por falsas promoções.

 Tem-se observado uma conduta de fornecedores, senão repreensível, antipática ao consumidor, de reduzir peso ou volume de seus produtos, para manter ou baixar o preço, dando a entender que oferta melhor preço que a concorrência, valendo-se os comerciantes dessa estratégia para levar uma mensagem enganosa ao consumidor de que tais produtos estão em oferta, quando há um decote no seu peso ou no seu volume.

 Necessário ainda que o consumidor esteja atento com as promoções, visto que, muito frequentemente, os preços anunciados não são aqueles cobrados no caixa. Para aqueles que reclamam há a justificativa do equívoco e a correção do preço e aqueles que nada conferem são lesados e saem satisfeitos pelos bons preços de certos produtos em promoção.

 De todo modo, a livre concorrência é de suma importância para o equilíbrio do mercado, que não requer a intervenção do Poder Público, apenas a liberdade ou o liberalismo, como querem os economistas, para que as relações de consumo se estabilizem, por suas próprias leis.



10 Julho 2019 08:30:00


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Muito se fala na liberdade de imprensa com vistas ao interesse maior, que é o de informação à população, de modo especial acerca dos atos de governo. No regime democrático, nada deve ficar velado, oculto ao detentor do poder que é o povo.

Com o advento do Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/90, instituiu-se também o dever de informação do fornecedor ao consumidor, como regra geral, em todas as relações de consumo. Constitui obrigação lateral, ao lado do objeto principal da transação, a prestação de informação ampla e clara.

De acordo com o art. 3º da lei consumeirista, também são considerados fornecedores os entes públicos prestadores de serviços, tais os serviços de energia elétrica, água, transporte, saúde e outros, diretamente ou através de delegação.

O enfoque que se pretende aqui respeita à Saúde Pública, com suas vicissitudes amplamente conhecidas. O usuário deste serviço ou paciente do SUS conhece bem as adversidades que enfrenta no tratamento de sua saúde.

Criou-se uma cultura de que o serviço de saúde funciona deficientemente por falta de recursos suficientes, o que é verdadeiro apenas em parte. Existe sim uma carência de recursos que obriga os gestores públicos a medidas austeras na aplicação dos parcos repasses da União, impondo, por vezes, restrições à universalidade do serviço no que tange aos destinatários desse serviço, formando-se uma demanda reprimida ou, como são conhecidas, as filas do SUS; também fica restrita a extensão qualitativa do serviço, ou seja, os tratamentos de mais alta complexidade nem sempre são oferecidos.

O que se verifica nesta questão é que o SUS, criado para atendimento à população desfavorecida por excelência, também é elitizado, prestando melhor serviço a usuários de condição socioeconômica superior, pela razão de que possuem mais acesso à informação. Com o conhecimento do funcionamento do sistema encaminham suas necessidades, que vão sendo atendidas, ao passo que o hipossuficiente, o pária social, vê-se interditado a certos serviços por desconhecer o modo de encaminhamento de suas demandas.

Ainda uma vez, a educação mostra-se necessária, desde que, na sua ausência ou na ignorância, todas as coisas se dificultam ao indivíduo, a exemplo na falta de acesso a serviços de Saúde Pública por falta de conhecimento ou do modo de encaminhamento das demandas.

Diante desta realidade, impõe-se ao serviço público o dever de informação aos usuários, consumidores do serviço, para que, bem orientados, possam auferir as benesses oferecidas, alterando-se gradativamente a cultura de ineficiência da Saúde Pública.

Em verdade, o serviço de Saúde Público existe para atendimento ao princípio da igualdade, por isso não pode compadecer-se com a sua elitização, em favor dos usuários mais esclarecidos. Impõe-se, em casos tais, um segundo passo para a igualdade, pela prestação da informação correta e ampla aos que dela carecem.



03 Julho 2019 07:00:00

Tramita pelo Senado Federal projeto de lei que tipifica condutas de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público como de abuso de autoridade.

 Trata-se de discussão antiga no âmbito do Congresso Nacional, especialmente após esses anos de atividade da operação Lava Jato, que atuou contra muitos políticos e que investigações criminais contra pessoas de destaque social nem sempre sem bem vistas.

 O projeto recentemente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado apresenta algumas condutas que, se praticadas por Juízes e se aprovado o texto do projeto, constituirão crime de abuso de autoridade.

 Dentre as diversas condutas enumeradas, prevê o projeto a atuação de Juiz com evidente motivação política. Já existe vedação legal de o Magistrado participar de atividade política partidária, não podendo, é certo, ser influenciado por ideologia política em seus julgamentos.

Também integra o projeto de lei a vedação de o Juiz expor publicamente sua opinião sobre processo em trâmite, por qualquer meio de comunicação. Atualmente, com o avanço das comunicações, mostra-se salutar que assuntos relacionados a processos judiciais em curso não sejam levados a público por aqueles que atuam nesses processos, especialmente por quem tem a atribuição institucional de julgar.

Ainda prevê a novel disciplina a vedação ao Magistrado de receber recompensa ou vantagem pela sua atuação em processo judicial. Essa grave conduta já é delituosa, constituindo o crime de corrupção passiva, não se concebendo a possibilidade de semelhante coisa no desenrolar de processo judicial.

Outras situações são previstas pelo projeto, todas como normas de boa conduta na atividade judicial.

Para os membros do Ministério Público há práticas assemelhadas tipificadas como de abuso de autoridade.

Conquanto sua aparente pertinência para refrear desvios de conduta na atividade judiciária, não se mostra de boa política criminal a constante ampliação da criminalização de ações, o que revela o subdesenvolvimento das sociedades que assim entendem.

Em meio a esses comentários sobre a atividade judicial, o que não é bem aceito pela sociedade é a divulgação ampla de prisões realizadas, aquelas que ocorrem antes do julgamento e da condenação, em que, por vezes, a Polícia Judiciária convoca órgãos de imprensa para a cobertura do ato de prisão, estimulando a execração pública daquela pessoa presa, que, não raro, posteriormente, após esclarecidos os fatos, recebe absolvição, porém, o dano à sua pessoa é irreversível.

Existe o direito de informação do indivíduo, que não pode ser suprimido. Contudo, o sensacionalismo que se vê frequentemente em relação à prisão de certas pessoas, apresenta-se gravoso, cabendo discussão na busca de evitar-se um dano irreparável a pessoas de bem e às suas famílias.



19 Junho 2019 11:49:00

A comunicação é indispensável ao homem, como ser gregário e racional, que está constantemente em relação com seus iguais em humanidade. A vida de relação impõe-lhe a necessidade de comunicar-se, de enviar e de receber mensagens, faladas ou escritas, por diversos meios.

 Em razão dessa necessidade, a humanidade foi desenvolvendo sempre mais os meios de comunicação, verificando-se nos últimos tempos grande aprimoramento e facilitação do intercâmbio pessoal, que desconhece distâncias. Inegáveis os avanços sociais e econômicos derivados dessa dinâmica das relações humanas, quantos ganhos, melhorias da qualidade de vida, economia de recursos. 

Entrementes, há o contraponto, o aspecto negativo, que não deveria existir.

 As chamadas redes sociais constituem importante meio de interação, de agregação, em torno de causas relevantes para determinado grupo de pessoas ou para a sociedade em geral, mas que tem-se constituído em poderoso meio de alienação e de escravização.

 É cada dia mais comum pessoas apresentarem uma dependência patológica ao seu aparelho celular, não conseguindo apartar-se do mesmo por poucos minutos que sejam, estando sempre em comunicação febril com pessoas conhecidas ou desconhecidas, on line, não mais desejando a companhia de gente e nem as conversações amistosas, somente o inercâmbio virtual.

 Essa nova tendência está produzindo pessoas alienadas, que não mais pensam, abdicam do seu livre arbítrio para submeterem-se a opiniões que circulam por grupos sociais criando padrões de comportamentos, muita vez impróprios ou dissociados da realidade daquele que recebe o modelo apresentado.

 E os tais grupos de conversações, que poderiam auxiliar grandemente os envolvidos nas comunicações rápidas, acabam sendo quase totalmente inúteis, pelo uso inconsciente, sobrecarregando aquele espaço com inúmeros conteúdos de proveito questionável, que leva muitos a não mais lerem as intermináveis mensagens todos os dias, inclusive alguma informação de real interesse, que se perde em meio a um grande volume de pouca valia, de reduzido proveito.

 É verdadeiramente preocupante, porque essa dependência não acomete apenas adolescentes e jovens, também pais e avós estão sendo enredados nesses tentáculos de modernidade, sentindo-se fortemente atraídos pelo borburinho da insensatez das redes sociais.

 Necessário o discernimento do ser humano para o bom uso e o bom proveito de tudo o que a vida lhe oferece, mantendo íntegra a personalidade, o modo de pensar, não permitindo que essa alucinação pela comunicação lhe desvie a atenção dos seus reais objetivos de vida.



12 Junho 2019 16:59:15


(Foto: Divulgação) 


Preocupantes são os números da violência no Brasil, tomando-se apenas os casos de morte, homicídio e feminicídio, sem falar das outras violências que também são graves.

   Noticia a imprensa o aumento de mortes por arma de fogo, mesmo com a proibição de porte de arma para a maioria das pessoas. Esta é uma das razões dos defensores da liberação das armas à população, ao argumento de que, pela situação atual, apenas as pessoas fora da lei, delinquentes, é que possuem armas e amedrontam as pessoas de bem, estas privadas desses meios de defesa.

   É um posicionamento respeitável e que, num primeiro momento, sem séria reflexão, pode ser acolhido. Entretanto, a partir de um estudo sobre o fenômeno da criminalidade, desponta a conclusão de que a violência não se combate com a violência. Se o marginal, de índole violenta, utiliza-se de arma de fogo, o cidadão consciente não deve partir para o enfrentamento com esse mesmo recurso, porque a arma, por paradoxal que possa parecer, deixa a pessoa mais vulnerável e sujeita a um fim trágico.

   Com efeito, a defesa com arma de fogo coloca a pessoa numa situação concreta de matar ou morrer, ambas as ocorrências destruidoras de vidas. Perder a vida, muita vez por banalidades, ou manchar as mãos com sangue fratricida, são hipóteses de grande perda pessoal e familiar, que deve ser evitada. Pudesse a pessoa assim envolvida retroceder a momento anterior à tragédia, por certo faria a opção pela não violência, dispensaria a arma de fogo, e armaria-se de um novo pensar em ralação à vida de relação.

   Também a exacerbação das leis penais, pelo aumento de pena e maior rigidez no seu cumprimento, não produzem o resultado esperado da diminuição da violência, o que está a indicar que a peçonha da violência combate-se com seu antídoto que é a paz.

   Deste modo, não parece acertada a medida governamental de liberação das armas de fogo, possibilitando o acesso a armas a um maior número de pessoas, situação que gera potencial violência.

Em nossa região, basta lembrar de sua fama de utilização de armas e mortes causadas por essas armas. Mercê de uma elevação cultural e da proibição do porte de armas, houve uma ascensão social, desanuviando-se a psicosfera desses sentimentos bélicos primários. Nos últimos tempos, a luz do entendimento superior, da cultura da paz, venceu a treva produzida pela violência e pela ignorância, clareando-se o horizonte, franqueando o desenvolvimento social, econômico e político desta parte central do Estado.

   Essa conquista, que demandou décadas de trabalho por todos os de boa vontade, não pode periclitar pela facilitação das armas, expondo o risco de retorno do status anterior de região violenta, com elevado índice de homicídios por arma de fogo.

   Independentemente da ordem legal, o mais importante é a consciência de rechaçar todas as formas de violência, de recusar o acesso a armas de fogo, entendimento que deve ser mantido, sempre lembrado nas salas de aula, nos templos religiosos, nos ambientes sociais e nas famílias.



05 Junho 2019 07:00:00


(Foto: Divulgação) /

A iluminação pública em nossa cidade é assunto recorrente, em vista das positivas alterações verificadas nos últimos tempos e que merecem reconhecimento de toda a gente, bem assim por novas demandas que deverão ser avaliadas pelo Poder Público.

  Após reivindicações e queixas, a Administração municipal implantou a iluminação da parte urbana do município junto à BR 470, serviço que melhorou sobremaneira a vida das pessoas que utilizam aquele espaço à noite, que se sentem protegidas pela iluminação, bem como trouxe uma nova visão da cidade para os transeuntes da rodovia.

  Houve ainda melhoramentos da iluminação no centro da cidade e também nos bairros, contribuindo eficazmente para a segurança da população, além de embelezar os logradouros e os imóveis beneficiados pela iluminação renovada.

  Resta a implementação de outra reivindicação nessa área, que é a iluminação da rodovia Ulisses Gaboardi, no trecho entre o Pinheiro Tênis Clube e a Universidade Federal de Santa Catarina. Com a implantação da UFSC, todo aquele trajeto até a cidade tende a urbanizar-se, com o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, que acarretam um fluxo crescente de pessoas.

  Ademais, mesmo que a Universidade não desenvolva atividades noturnas, existe um deslocamento de acadêmicos no período noturno, até em razão de o restaurante universitário situar-se no centro da cidade, sendo que um número razoável de alunos reside próximo ao campi e se desloca até o centro à noite.

  Por estas e outras razões, parece bastante apropriada a iluminação pública no referido trecho, que irá também contribuir para o desenvolvimento daquela região.

  Quanto à iluminação da cidade, em meio a diversos registros positivos, verifica-se a deficiência da manutenção do serviço, permanecendo lâmpadas queimadas por longos períodos, inexistindo, ao que se percebe, pessoas responsáveis pela identificação de pontos falhos da iluminação para a necessária reposição de lâmpadas danificadas, atuando o serviço de manutenção a partir de solicitações dos consumidores.

  Após as últimas chuvas com ventos fortes, um número expressivo de postes estão às escuras, havendo ruas em que vários pontos de iluminação acham-se desativados em sequência, com riscos para a segurança dos moradores e das pessoas que por ali transitam, especialmente a pé.

  Necessário que a Administração se conscientize de que, uma vez cobrado o serviço da população, é obrigação do Poder Público a sua manutenção, independentemente do aviso/reclamação dos usuários, cabendo-lhe destacar servidores com jornada de trabalho diferenciada para verificação noturna das irregularidades do sistema de iluminação e a imediata sanação. Com isso, a iluminação urbana estará sempre em ordem, servindo a população, e digna de elogios.



30 Maio 2019 11:38:00


(Foto: Agência Brasil) 

Questão recorrente é a que diz respeito ao modo de produção agrícola no Brasil e no mundo, com o uso de produtos químicos para o controle de pragas e também o combate a ervas daninhas.

  Compreensível que a agricultura em larga escala requeira tecnologias diversas, não comportando o método artesanal de produção. Por outro lado, a utilização de produtos de alta toxidade, como ocorreu no passado e que ainda persiste no meio rural, torna necessário uma atenção permanente sobre os seus efeitos indesejados para o meio ambiente e para a saúde humana.

  Por tratar-se de método não natural de limpeza de lavouras e de controle de infestações, esses produtos químicos sempre sofreram críticas de especialistas e alertas à população sobre os riscos de intoxicação e de outras intercorrências pela utilização de tais produtos e também pelo consumo de hortifrutigranjeiros assim tratados.

  Parece fora de dúvidas que, senão todos, grande parte dos agentes químicos utilizados na agricultura acarretam riscos no seu manuseio e também pela contaminação de grãos, frutas e legumes a eles submetidos e consumidos em sequência. Diversos são os casos conhecidos de intoxicações por agrotóxicos, com danos à saúde humana e animal.

  O que se tem notícia é da existência de um mercado clandestino de produtos proibidos e que são utilizados por produtores rurais desavisados, expondo-se a riscos próprios, ao meio e às pessoas indeterminadas que irão consumir os grãos ou os hortifrutigranjeiros assim produzidos.

  Além disso, noticiou-se recentemente que o Governo liberou a comercialização de alguns defensivos agrícolas que eram proibidos, aumentando os receios daqueles que melhor conhecem os efeitos danosos desses produtos.

  Essa postura governamental parece confirmar a tese defendida por especialistas de que o Brasil, por sua política ainda incipiente nesse setor, acaba recebendo como que o lixo constituído de defensivos agrícolas recusados por grande número de países, devido aos riscos que acarretam.

  Não se apresenta de grande complexidade o Brasil adotar uma política séria e austera para a produção agrícola, buscando um parâmetro em países com tecnologia mais aprimorada, como a França e a Alemanha, nações extremamente preocupadas com a qualidade de vida das pessoas, ajustando no que for necessário à realidade brasileira. É necessária vontade política e o bom combate contra a indústria química, que é poderosa.

  Necessário urgente estudo de possíveis relações entre agrotóxicos e número elevado de casos de câncer que se apresenta; também da possível relação com a diminuição das abelhas; e ainda ter em mente o fato já demonstrado de contaminação da água.



23 Maio 2019 11:25:00


(Imagem: Divulgação) /

De repercussão negativa em todo meio educacional a notícia de cortes no orçamento do Ministério da Educação referentes ao ensino público federal.

  Essa iniciativa do Governo Federal provocou manifestações de alunos e professores em todo o país, em demonstração do descontentamento da comunidade escolar com a redução de repasses para as Universidades Federais e para os Institutos Federais. Compreensível que todo decote orçamentário acarreta uma situação nova e adversa, que requer providências para readequação das contas de cada instituição, com o corte de despesas, supressão de serviços e etc.

  Não se tem informações precisas acerca da real necessidade desse ajuste e nem das implicações que a redução de repasses para a educação federal venha a provocar. Segundo o Governo, estão assegurados os serviços educacionais e o pagamento dos salários de professores e servidores, impondo apenas a diminuição das despesas operacionais. Já para os representantes das instituições federais de educação, o corte de recursos públicos inviabilizará diversos serviços educacionais, em prejuízo dos estudantes.

  Deveras, o ato administrativo em questão traz inquietação ao meio educacional e para toda a nossa região, diante da expectativa de ampliação do campi da UFSC de Curitibanos, com a instalação especialmente do curso de medicina. Ninguém quer pensar na possibilidade de ver frustrada essa expectativa acalentada ao longo dos últimos anos, por isso a preocupação generalizada.

  Como o país passa por um momento de ajuste, com Governo recém empossado, sendo muito citada a necessidade de equilíbrio das contas públicas, é compreensível que ocorram medidas de austeridade, com a contenção de gastos. Fato é também que ninguém aprecia o corte de verbas públicas, como as famílias têm grande dificuldade para adaptar-se a uma nova realidade financeira, se acontecer, com perda de qualidade de vida.

  Neste cenário de austeridade na gestão dos recursos públicos, as instituições educacionais federais deverão dar a sua contribuição, pela redução do custo operacional, ou seja, aquelas despesas de manutenção dos serviços diversas dos salários, cabendo a cada uma a criatividade para prosseguimento das atividades normais, com menos recursos. Essa cota de sacrifício, em verdade, é exigida de toda a sociedade.

  De resto, aguardar com confiança no crescimento de nossa UFSC, na implantação do curso de medicina e de outros afins, vislumbrando-se num futuro próximo um polo educacional de renome em nossa região.



01 Maio 2019 07:00:00

A semana em curso registra fatos importantes na política do País. A iniciar pela aprovação da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o que autoriza a tramitação do Projeto até sua votação pelo plenário daquela Casa Legislativa. Conquanto, a aprovação na referida Comissão, o Governo já sentiu as dificuldades que se apresentarão para que a proposta tenha êxito na Câmara e, também, no Senado, referindo o presidente da Câmara à falta de articulação do Governo, que necessitará empenhar-se para cooptação de parlamentares e evitar desgastes com o Legislativo. 

Também foi publicado nestes dias, o resultado da pesquisa de avaliação do Governo Bolsonaro, realizada pelo Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria. Segundo a pesquisa, o Governo é considerado bom ou ótimo para 35%; e ruim ou péssimo para 27%; e regular para 31% dos entrevistados. 

A avaliação do atual Governo, em seu início, é a pior dos últimos presidentes, sendo que Fernando Collor registrou 45%; Fernando Henrique Cardoso 41%; Lula 51% e Dilma Roussef 56% de aprovação, no período inicial de Governo. 

Essa aprovação tida como baixa cria alerta para o Presidente e sua  equipe, tendo em vista o natural desgaste que ocorre ao longo do Governo. Necessária se faz a legitimidade, não só pelas urnas, como, também, pela aprovação popular, para preservar- se o Governo de crises políticas. Ainda aconteceu nesta semana o julgamento do recurso do ex- Presidente Lula contra a condenação criminal recebida, sendo seu recurso parcialmente provido pelo Superior Tribunal de Justiça, que reduziu a condenação de 12 anos e um mês para oito anos 10 meses e 20 dias de reclusão.

A defesa postulava a absolvição. Com essa redução, ficam mais próximos os benefícios concedidos pela Lei de Execução Penal, especialmente a progressão para o regime semiaberto. O que, entretanto, é de maior importância para a população é o crescimento econômico e o nível de emprego que precisam de reação positiva. Muito se fala que a melhora dos indicadores da economia depende da Reforma da Previdência, sem que se saiba se essa relação existe mesmo, e seu alcance. A esperança prossegue de que, para breve, haja sinais claros de retomada do crescimento, com entusiasmo geral para novos empreendimentos.


24 Abril 2019 10:36:00


(Foto: Guillermo Arias/AFP)/

Dramática a situação política e social que se estabeleceu na Venezuela, a partir da recalcitrância de seu ditador, que se apega ao poder com todas as forças, enquanto o país imerge em grave crise.

É próprio de regimes autoritários o apego ao poder e a sua manutenção a qualquer custo, justificando os meios esse fim. É assim que muitas vidas se perdem em conflitos internos, como ocorreu há pouco na Síria e que está se desenhando na Venezuela. 

Com efeito, a tensão ali é tamanha que a qualquer momento poderá estourar a guerra civil, digladiando entre si irmãos de uma mesma nacionalidade, tudo pela soberba de seu governante que se recusa a deixar o governo.

O seu governo já não existe, de vez que o país está mergulhado em anarquia, com desabastecimento, perda de apoio político e popular, bem como de reconhecimento internacional, mesmo assim o Chefe de Governo mantém-se, gerando indefinição, visto que Juan Guaido se intitula presidente interino da Venezuela e conta com o reconhecimento de diversos países da América, da Europa e de outros continentes.

Vive a Venezuela situação política insustentável, não podendo subsistir, não só pela indefinição sobre o governo, mas pela crise econômica e social, com desabastecimento, inclusive de remédios e outros produtos da área da saúde, além de alimentos. 

Causa perplexidade a postura do presidente Nicolas Maduro de fechar a fronteira com o Brasil, impedindo o ingresso de produtos de primeira necessidade, sendo incendiados caminhões com a ajuda humanitária ao povo venezuelano.

Nestes tempos em que se fala na abertura de fronteiras para que os povos se irmanem e se solidarizem, é espantosa essa atitude despótica, que acarreta ainda maior sofrimento àquele povo e estremece as relações internacionais.

Já é tempo de a Venezuela libertar-se da tirania desses ditadores, devendo este último deixar o poder para que aquela nação possa construir uma democracia, com eleições livres e bem estar para toda a gente.

Que os interesses em conflito possam convergir para uma solução pacífica, evitando-se enfrentamentos com derramamento de sangue e outros danos.

As demais nações, especialmente as americanas, podem dar uma significativa contribuição para erradicação pacífica dos últimos déspotas aferrados ao poder, auxiliando a plena libertação da América, que não mais sofre a exploração de seus colonizadores, inadmitindo-se seja subjugada por ditadores.



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