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Ministro da Educação

Já nos primeiros meses de Governo, houve a queda do Ministro da  Educação, Velez, não tendo o mesmo  conseguido implantar a gestão 

da pasta de acordo com as expectativas do Presidente da República. Assumiu em seu lugar o professor Ebrahan Weintraub, da Universidade Federal de São Paulo, declarando que, a curto prazo, não haverá alterações sérias na política educacional do país, sendo mantidos o Prouni, Fies, cotas. Por outro lado, afirma o novo Ministro que haverá mais controle do material didático que sair do Ministério, isso, presume-se, em alusão a uma cartilha enviada à rede pública de ensino e que sofreu duras críticas por estimular a erotização das crianças. Neste ponto, dáse apoio ao Ministro, de vez que não se pode conceber que algum material ou conteúdo originário do Governo sirva para a deseducação de crianças e de adolescentes, em atentado aos valores construídos e aceitos pela sociedade.

Tudo precisa ser muito pensado e comedido e, na dúvida entre benefícios e prejuízos, melhor não fazer. Como se apresenta a educação no Brasil, quer parecer pela necessidade de uma correção de rumos, buscando-se a zona central do equipode líbrio, equidistante do "tudo pode" e também do "nada pode". O liberalismo que retirou os freios da disciplina nas escolas produziu resultados funestos, assim como não se pode voltar ao extremado rigor dos castigos físicos, da coação moral. 

Os tempos são outros e a regência da Educação precisa acompanhar essa dinâmica social, sem perder de vista a formação do homem integral, saber e ser. Neste contexto, desponta a postura do novel Ministro sua preocupação com a disciplina ao recomendar que, em caso de violência escolar, promova a vítima o Boletim de Ocorrência Policial para que sejam apuradas responsabilidades, acenando ainda com o corte do benefício do Bolsa Família para alunos agressores. 

Por uma cruzada para o resgate da disciplina escolar e melhoria da educação, há muitas ideias e possibilidades para que sejam postas na mesa do debate, para a avaliação de especialistas, sendo implementadas aquelas que se mostrarem adequadas. Se alunos recalcitram na violência escolar, reacionários às ações voltadas à sua recuperação e sendo beneficiários do Programa Governamental, não se mostra despropositada a suspensão do benefício e até o corte, como política pública bem definida para a disciplina escolar. 

O trabalho é imenso e a expectativa é sempre de bom êxito dos homens públicos, o que implica benefícios à população. Que o Ministro da Educação possa elevar a classificação da 

educação brasileira no ranking mundial, com melhor entrega de resultados em relação ao montante de recursos que a educação consome. 


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