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Venezuela


(Foto: Guillermo Arias/AFP)/

Dramática a situação política e social que se estabeleceu na Venezuela, a partir da recalcitrância de seu ditador, que se apega ao poder com todas as forças, enquanto o país imerge em grave crise.

É próprio de regimes autoritários o apego ao poder e a sua manutenção a qualquer custo, justificando os meios esse fim. É assim que muitas vidas se perdem em conflitos internos, como ocorreu há pouco na Síria e que está se desenhando na Venezuela. 

Com efeito, a tensão ali é tamanha que a qualquer momento poderá estourar a guerra civil, digladiando entre si irmãos de uma mesma nacionalidade, tudo pela soberba de seu governante que se recusa a deixar o governo.

O seu governo já não existe, de vez que o país está mergulhado em anarquia, com desabastecimento, perda de apoio político e popular, bem como de reconhecimento internacional, mesmo assim o Chefe de Governo mantém-se, gerando indefinição, visto que Juan Guaido se intitula presidente interino da Venezuela e conta com o reconhecimento de diversos países da América, da Europa e de outros continentes.

Vive a Venezuela situação política insustentável, não podendo subsistir, não só pela indefinição sobre o governo, mas pela crise econômica e social, com desabastecimento, inclusive de remédios e outros produtos da área da saúde, além de alimentos. 

Causa perplexidade a postura do presidente Nicolas Maduro de fechar a fronteira com o Brasil, impedindo o ingresso de produtos de primeira necessidade, sendo incendiados caminhões com a ajuda humanitária ao povo venezuelano.

Nestes tempos em que se fala na abertura de fronteiras para que os povos se irmanem e se solidarizem, é espantosa essa atitude despótica, que acarreta ainda maior sofrimento àquele povo e estremece as relações internacionais.

Já é tempo de a Venezuela libertar-se da tirania desses ditadores, devendo este último deixar o poder para que aquela nação possa construir uma democracia, com eleições livres e bem estar para toda a gente.

Que os interesses em conflito possam convergir para uma solução pacífica, evitando-se enfrentamentos com derramamento de sangue e outros danos.

As demais nações, especialmente as americanas, podem dar uma significativa contribuição para erradicação pacífica dos últimos déspotas aferrados ao poder, auxiliando a plena libertação da América, que não mais sofre a exploração de seus colonizadores, inadmitindo-se seja subjugada por ditadores.


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