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Cortes na educação


(Imagem: Divulgação) /

De repercussão negativa em todo meio educacional a notícia de cortes no orçamento do Ministério da Educação referentes ao ensino público federal.

  Essa iniciativa do Governo Federal provocou manifestações de alunos e professores em todo o país, em demonstração do descontentamento da comunidade escolar com a redução de repasses para as Universidades Federais e para os Institutos Federais. Compreensível que todo decote orçamentário acarreta uma situação nova e adversa, que requer providências para readequação das contas de cada instituição, com o corte de despesas, supressão de serviços e etc.

  Não se tem informações precisas acerca da real necessidade desse ajuste e nem das implicações que a redução de repasses para a educação federal venha a provocar. Segundo o Governo, estão assegurados os serviços educacionais e o pagamento dos salários de professores e servidores, impondo apenas a diminuição das despesas operacionais. Já para os representantes das instituições federais de educação, o corte de recursos públicos inviabilizará diversos serviços educacionais, em prejuízo dos estudantes.

  Deveras, o ato administrativo em questão traz inquietação ao meio educacional e para toda a nossa região, diante da expectativa de ampliação do campi da UFSC de Curitibanos, com a instalação especialmente do curso de medicina. Ninguém quer pensar na possibilidade de ver frustrada essa expectativa acalentada ao longo dos últimos anos, por isso a preocupação generalizada.

  Como o país passa por um momento de ajuste, com Governo recém empossado, sendo muito citada a necessidade de equilíbrio das contas públicas, é compreensível que ocorram medidas de austeridade, com a contenção de gastos. Fato é também que ninguém aprecia o corte de verbas públicas, como as famílias têm grande dificuldade para adaptar-se a uma nova realidade financeira, se acontecer, com perda de qualidade de vida.

  Neste cenário de austeridade na gestão dos recursos públicos, as instituições educacionais federais deverão dar a sua contribuição, pela redução do custo operacional, ou seja, aquelas despesas de manutenção dos serviços diversas dos salários, cabendo a cada uma a criatividade para prosseguimento das atividades normais, com menos recursos. Essa cota de sacrifício, em verdade, é exigida de toda a sociedade.

  De resto, aguardar com confiança no crescimento de nossa UFSC, na implantação do curso de medicina e de outros afins, vislumbrando-se num futuro próximo um polo educacional de renome em nossa região.


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