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Agrotóxicos


(Foto: Agência Brasil) 

Questão recorrente é a que diz respeito ao modo de produção agrícola no Brasil e no mundo, com o uso de produtos químicos para o controle de pragas e também o combate a ervas daninhas.

  Compreensível que a agricultura em larga escala requeira tecnologias diversas, não comportando o método artesanal de produção. Por outro lado, a utilização de produtos de alta toxidade, como ocorreu no passado e que ainda persiste no meio rural, torna necessário uma atenção permanente sobre os seus efeitos indesejados para o meio ambiente e para a saúde humana.

  Por tratar-se de método não natural de limpeza de lavouras e de controle de infestações, esses produtos químicos sempre sofreram críticas de especialistas e alertas à população sobre os riscos de intoxicação e de outras intercorrências pela utilização de tais produtos e também pelo consumo de hortifrutigranjeiros assim tratados.

  Parece fora de dúvidas que, senão todos, grande parte dos agentes químicos utilizados na agricultura acarretam riscos no seu manuseio e também pela contaminação de grãos, frutas e legumes a eles submetidos e consumidos em sequência. Diversos são os casos conhecidos de intoxicações por agrotóxicos, com danos à saúde humana e animal.

  O que se tem notícia é da existência de um mercado clandestino de produtos proibidos e que são utilizados por produtores rurais desavisados, expondo-se a riscos próprios, ao meio e às pessoas indeterminadas que irão consumir os grãos ou os hortifrutigranjeiros assim produzidos.

  Além disso, noticiou-se recentemente que o Governo liberou a comercialização de alguns defensivos agrícolas que eram proibidos, aumentando os receios daqueles que melhor conhecem os efeitos danosos desses produtos.

  Essa postura governamental parece confirmar a tese defendida por especialistas de que o Brasil, por sua política ainda incipiente nesse setor, acaba recebendo como que o lixo constituído de defensivos agrícolas recusados por grande número de países, devido aos riscos que acarretam.

  Não se apresenta de grande complexidade o Brasil adotar uma política séria e austera para a produção agrícola, buscando um parâmetro em países com tecnologia mais aprimorada, como a França e a Alemanha, nações extremamente preocupadas com a qualidade de vida das pessoas, ajustando no que for necessário à realidade brasileira. É necessária vontade política e o bom combate contra a indústria química, que é poderosa.

  Necessário urgente estudo de possíveis relações entre agrotóxicos e número elevado de casos de câncer que se apresenta; também da possível relação com a diminuição das abelhas; e ainda ter em mente o fato já demonstrado de contaminação da água.


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