ASemana 36 anos.png
ASemana 36 anos.png
  
Zuquelo.png

Comunicação

A comunicação é indispensável ao homem, como ser gregário e racional, que está constantemente em relação com seus iguais em humanidade. A vida de relação impõe-lhe a necessidade de comunicar-se, de enviar e de receber mensagens, faladas ou escritas, por diversos meios.

 Em razão dessa necessidade, a humanidade foi desenvolvendo sempre mais os meios de comunicação, verificando-se nos últimos tempos grande aprimoramento e facilitação do intercâmbio pessoal, que desconhece distâncias. Inegáveis os avanços sociais e econômicos derivados dessa dinâmica das relações humanas, quantos ganhos, melhorias da qualidade de vida, economia de recursos. 

Entrementes, há o contraponto, o aspecto negativo, que não deveria existir.

 As chamadas redes sociais constituem importante meio de interação, de agregação, em torno de causas relevantes para determinado grupo de pessoas ou para a sociedade em geral, mas que tem-se constituído em poderoso meio de alienação e de escravização.

 É cada dia mais comum pessoas apresentarem uma dependência patológica ao seu aparelho celular, não conseguindo apartar-se do mesmo por poucos minutos que sejam, estando sempre em comunicação febril com pessoas conhecidas ou desconhecidas, on line, não mais desejando a companhia de gente e nem as conversações amistosas, somente o inercâmbio virtual.

 Essa nova tendência está produzindo pessoas alienadas, que não mais pensam, abdicam do seu livre arbítrio para submeterem-se a opiniões que circulam por grupos sociais criando padrões de comportamentos, muita vez impróprios ou dissociados da realidade daquele que recebe o modelo apresentado.

 E os tais grupos de conversações, que poderiam auxiliar grandemente os envolvidos nas comunicações rápidas, acabam sendo quase totalmente inúteis, pelo uso inconsciente, sobrecarregando aquele espaço com inúmeros conteúdos de proveito questionável, que leva muitos a não mais lerem as intermináveis mensagens todos os dias, inclusive alguma informação de real interesse, que se perde em meio a um grande volume de pouca valia, de reduzido proveito.

 É verdadeiramente preocupante, porque essa dependência não acomete apenas adolescentes e jovens, também pais e avós estão sendo enredados nesses tentáculos de modernidade, sentindo-se fortemente atraídos pelo borburinho da insensatez das redes sociais.

 Necessário o discernimento do ser humano para o bom uso e o bom proveito de tudo o que a vida lhe oferece, mantendo íntegra a personalidade, o modo de pensar, não permitindo que essa alucinação pela comunicação lhe desvie a atenção dos seus reais objetivos de vida.


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711