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Leis de mercado

O tráfico de bens e de serviços, afora as intervenções do Poder Público, rege-se por leis próprias, que orientam a atividade comercial e industrial, bem assim a postura dos consumidores. As principais Leis de Mercado são a da oferta e da procura e a da concorrência.

  A primeira produz oscilações de preços e de consumo de acordo com a produção, clima, mercado internacional. Em havendo maior oferta de determinado produto, seu preço tende a cair, como sói acontecer amiudemente.

  Já a concorrência produz um efeito independentemente da oferta e da procura, estabelecendo-se uma disputa de mercado pelos fornecedores, mediante a oferta de preços mais atraentes, bem assim de melhores comodidades para o consumo.

  Esse fenômeno da concorrência tem sido observado nesta cidade nos últimos tempos, no que tange à oferta de melhores condições físicas ao consumidor para o consumo. Verificou-se em determinado momento que alguns supermercados passaram a oferecer estacionamento coberto, no que foram seguidos pelos demais estabelecimentos similares, tudo para manter e aumentar a clientela.

  Mais recentemente, os mesmos estabelecimentos comerciais posicionaram-se, possivelmente em acordo da classe, de não mais atenderem aos domingos, sob a alegação de inviabilidade, necessidade de tempo para a família etc. Com a abertura de novo estabelecimento com horário estendido de atendimento, inclusive domingos e feriados, os demais retornaram ao atendimento aos domingos.

 Deste modo, pela livre concorrência prevista pela Constituição Federal, o consumidor vai obtendo melhores comodidades para o consumo, além de melhores preços, estes que são reduzidos com o intuito de atrair e de fidelizar o consumidor.

 Necessário, porém, esteja o consumidor atento a algumas nuanças em meio a guerra de preços entre estabelecimentos comerciais, para que não seja enganado por falsas promoções.

 Tem-se observado uma conduta de fornecedores, senão repreensível, antipática ao consumidor, de reduzir peso ou volume de seus produtos, para manter ou baixar o preço, dando a entender que oferta melhor preço que a concorrência, valendo-se os comerciantes dessa estratégia para levar uma mensagem enganosa ao consumidor de que tais produtos estão em oferta, quando há um decote no seu peso ou no seu volume.

 Necessário ainda que o consumidor esteja atento com as promoções, visto que, muito frequentemente, os preços anunciados não são aqueles cobrados no caixa. Para aqueles que reclamam há a justificativa do equívoco e a correção do preço e aqueles que nada conferem são lesados e saem satisfeitos pelos bons preços de certos produtos em promoção.

 De todo modo, a livre concorrência é de suma importância para o equilíbrio do mercado, que não requer a intervenção do Poder Público, apenas a liberdade ou o liberalismo, como querem os economistas, para que as relações de consumo se estabilizem, por suas próprias leis.


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