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A família

Nos diversos setores da vida social, as distorções verificadas, em que um ou alguns membros do grupo social dissentem do comportamento estabelecido e aceito de um modo geral, em perquirições mais ou menos aprofundadas, chega-se à família como causa desses distúrbios.

As situações mais evidentes de desajustes relacionados com problemas familiares são constatadas na Escola e no Judiciário. 

Na Escola, um número acentuado de crianças, de adolescentes e de jovens ali comparecem com o estigma da desestruturação familiar, refletindo-lhes muito negativamente no aprendizado e no relacionamento social.

Muitos não desfrutam do amoroso convívio com os genitores, sendo criados por terceiros e por isso ressentem-se de carência afetiva, a desencadear anomalias de variada ordem, como a revolta, o medo, a insegurança e etc.

Outros convivem com a violência doméstica, com o alcoolismo e outros vícios, situações altamente prejudiciais para a formação e o desenvolvimento das personalidades e que repercutem na Escola pela indisciplina, pela soberba, pelo desalento em relação ao aprendizado.

Os casos mais graves, de difícil solução para a Escola, desbordam desse ambiente passando a preocupar um meio social mais amplo, em que nossas crianças e adolescentes são autores de atos infracionais, indo ter com a Justiça, ainda em tenra idade.

Ao contato com os mesmos no âmbito do Judiciário, de regra ressumam as questões familiares como causas eficientes ou facilitadoras desses desequilíbrios.

Identificam-se os efeitos e as causas, sendo que a estrutura oficial está voltada somente para os efeitos. Se houve ato infracional, cabível a punição, mesmo diante da constatação de que a infração é resultante da família desestruturada.

É por demais pesaroso ver meninos de Curitibanos e do Brasil entregues ao crack, com os dedos carbonizados pelo consumo da droga, dependência que lhes cobra alto preço e os leva ao furto, ao roubo e a outros delitos, expondo-se a risco constante.

Em meio às carências materiais que possam existir - não impedem elas que os pais proporcionem um ambiente afetuoso aos seus filhos, estes que mais apreciam o amor do pai e da mãe do que o conforto material - possamos proteger nossos pequenos, resguardando-os no ninho familiar contra a porta larga do mundo.

Que a família, regularmente constituída ou não, possa ter sempre em mente os altos compromissos assumidos na formação de seus filhos, encaminhando-os na vereda do bem, pelo bom conselho e pelo bom exemplo, deixando de produzir órfãos de pais vivos.


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