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Desmatamento

Está em pauta no noticiário o possível aumento do desmatamento da Amazônia, informação que ganhou ênfase partir da demissão do Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, por divergências com o Ministro do Meio Ambiente.

Referido Instituto assessorava o Governo pelo monitoramento remoto nas questões ambientais, informando os níveis de desmatamento da floresta Amazônica e de outras áreas de preservação da natureza.

Não soou bem a fala do Presidente da República de que os dados do INPE que apontam aumento do desmatamento são mentirosos e que estaria o órgão a serviço de alguma ONG.

Compreende-se que o Governo recém empossado queira imprimir o seu modo de administrar, desfazendo práticas e entendimentos utilizados por seus antecessores, mas não se mostra aceitável jogar por terra tudo o que vinha sendo realizado, com um desdém por estar ligado a alguma ideologia política adversa.

Necessário que o Presidente se recomponha, conscientizando-se que governa para todos os brasileiros, tendo o bom discernimento de saber aproveitar o que já vinha apresentando bons resultados, abstendo-se de lançar indiscriminadamente para a vala comum do imprestável políticas públicas, órgãos, dados e pessoas.

Se há uma informação de aumento do desmatamento, a notícia deve preocupar o Governo e buscar prontamente a sua confirmação, se não há plena segurança de sua veracidade. A princípio, é um dado grave e que requer pronta atitude do Governo, primeiramente na certificação da efetividade da notícia e, após, com medidas para conter essa devastação ilegal da floresta amazônica, patrimônio do Brasil e do mundo.

  Nada há que falar em ONG's. Sabe-se que a questão ambiental integra fortemente ideologias de esquerda e que nem sempre apresentam posições razoáveis, dada a sua tendência extremista. Sabe-se também que na Amazônia se infiltram estrangeiros com objetivos vários, travestidos de ambientalistas. Nem por isso hão de ser desprezadas informações sérias, de situações que podem afetar o equilíbrio planetário, bem assim a economia nacional, como é o desmatamento da Amazônia.

   Cada vez mais nossos importadores de comodities estão atrelando negócios à preservação ambiental. Se se aumentar as lavouras de soja ou a pecuária na Amazônia legal, poderão os compradores internacionais desses produtos boicotarem as transações, afetando a comercialização da produção das demais regiões do país.

   Necessário, portanto, comedimento por parte do Governo. Não se há de radicalizar em prol da preservação ambiental e menos ainda perder a governança sobre o meio ambiente, cujas consequências são inimagináveis para a qualidade de vidas das populações, para as exportações e economia em geral, e para as relações internacionais.

   Gostemos ou não, a preservação do meio é irreversível, assim como as tecnologias, por isso melhor é adaptar-se e harmonizar-se. Sua relevância está relacionada à qualidade de vida presente e à possibilidade de vida futura no planeta. É o bastante e transcende toda e qualquer ideologia política.


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