ASemana 36 anos.png
ASemana 36 anos.png
  
Zuquelo.png

Ainda a reforma trabalhista


(Foto: Divulgação) /

Instituída pela Medida Provisória nº 881, houve mais flexibilização nas relações empregatícias, sendo ponto relevante dessa reforma a possibilidade do descanso semanal remunerado não coincidir com os dias de domingo.

A proposta está sendo apreciada pelo Congresso Nacional e dispõe a obrigatoriedade de o empregador conceder o descanso semanal ao empregado inicialmente a cada sete semanas, o que foi alterado passando a obrigatoriedade de, no mínimo, um domingo a cada quatro semanas, ou seja, uma vez ao mês, o trabalhador estar de folga. As normas legais devem adequar-se à realidade social. A atividade empresária aos domingos, no comércio e na indústria, é uma realidade no Brasil e no mundo. Os maiores estabelecimentos comerciais e industriais operam sete dias por semana, o que vai ao encontro dos interesses do consumidor, pela facilitação de realizar suas compras em horários diferenciados. 

Em nossa cidade houve há pouco tempo alguma discussão sobre a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos, sendo justificado o fechamento dos supermercados nesse dia da semana pela necessidade de os empregados passarem o dia com a família, entre outras razões. Na ocasião houve o entendimento de que a questão está mais relacionada à concorrência do que à família, e que bastava um estabelecimento concorrente abrir aos domingos para que os demais seguissem no mesmo sentido, o que veio de ocorrer em seguida.

Atualmente os supermercados estão abertos aos domingos normalmente. Conquanto a importância do dia de domingo para o convívio familiar, não se vê grande prejuízo ao trabalhador em usufruir o seu dia de descanso e lazer em outro dia da semana. Tudo depende de uma adaptação e poderá o trabalhador ter o seu repouso e laser em outro dia sem maiores consequências. Há ainda os que entendem ser o domingo o dia do Senhor, estando vedado o trabalho nesse dia. Quer parecer que todos os dias são ou devam ser santos e do Senhor e que o trabalho, diferentemente de certas outras condutas praticadas aos domingos, não é pecaminoso, bastando seja realizado com amor e alegria.  

Enfim que, por ser uma tendência irreversível, ao que se mostra, convém aceitar-se essa nova realidade nas relações de trabalho. Infinitamente melhor trabalhar-se aos domingos, ganhar dignamente o pão, do que permanecer ocioso em dias úteis, angustiado pelo desemprego.

Que haja, portanto, muito trabalho aos domingos e que se refreiem aqueles radicais que invariavelmente imputam aos empregadores a pecha de vilões, exploradores do suor alheio. Já é por demais conhecido que a melhoria dos níveis de emprego repercute positivamente na economia e na qualidade de vida, em geral, das pessoas.


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711