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ARMADILHAS DA LÍNGUA

Nos homônimos da vida

Kátia Zílio

A nossa língua é realmente muito bonita...

Os homônimos são palavras muito iguais na pronúncia ou na escrita que apresentam significados diferentes: 

Ascender a um cargo e acender a luz...

Todo acento marca a sílaba tônica e o assento marca o lugar onde se senta...

Apreçar é ajustar o preço e apressar é tornar ligeiro...

Quem tem cavalo sela, coloca arreio, mas é na cela que vivem os criminosos...

Eu conserto portas enquanto ouço o concerto de Mozart...

Caçar animais parece ato bruto e cassar é tornar sem efeito...

Podemos cegar ou segar, o primeiro é deixar cego, o segundo quer dizer cortar...

Assim como serração é ato de serrar e cerração é nevoeiro...

Entre cervo e servo, além da letra inicial pensemos que um é veado e o outro é criado...

Para coser, linha e agulha, para cozer alho e sal...

Esses e outros vocábulos nos animam a dizer que a armadilha não é da língua, mas do bem querer da palavras que queremos dizer!




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