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O Fato
13 Fevereiro 2020 16:03:30
Autor: Por Murilo Machado

É que, para meter a colher torta onde não fomos chamados, medito sobre a unção da atriz Regina Duarte para o comando da Secretaria Federal de Cultura. Ah pois, pego da base, da base dos discursos de campanha do, agora, Presidente da Republica, onde prometia as ações de governo despidas de viés ideológico. No caso da Cultura, a atriz, agora quase ex´global, assume o posto por conta exatamente de deslize ideológico de seu infeliz antecessor.

Até aí, ponto para o Chefe da Nação que cumpriu o prometido e defenestrou o infeliz, menos por conta da mancada nazistoide, e mais pela gritaria que ecoou. Na continuação, veio o convite para a festejada atriz, esta com matiz nítido de ideologia direitista e conservadora. Digo mais, se se pretende raspar as ideologias, vistas como prejudiciais, e, concorde-se, até certo ponto elas são, porém o dito Supremo Magistrado da Nação ainda não pode lavar-se exatamente da coloração ideológica que sempre o orientou. Para tanto basta lembrar fato recente, o comentário e a opinião sobre filme-documentário brasileiro, listado para Oscar, película que versa sobre as vidas de Lula e Dilma.

Dos comentários ouvidos penso que a opinião do Presidente brotou exatamente de sua aversão às esquerdas, pois tudo indica que Excelentíssimo não assistiu ao malsinado filme. Pombas, pensamos então que se o cineasta tivesse produzido sua obra em cima da biografia, rica diga-se, do falecido General Emílio Garrastazu Médici, tal bastaria para receber os aplausos, independente do conteúdo da obra, de seus contextos específicos que é o cinema. Disse alguém, em prisco passado, que um leopardo pode perder as pintas mas nunca as manias.

Voltemos à vaca fria, a tal cultura. Já gizamos aqui nossa contrariedade sobre o uso do dinheiro público nas ditas produções culturais. Cinema, teatro, musica e o diabo que o valha, é atividade privada e portanto sua produção ou publicação também se faça às expensas próprias ou no máximo através da captação pela Lei Rouanet. E quando dissemos Lei Rouanet, dizemos pires ou chapéu na mão, chá de cadeira em antessalas de escritórios dos empresários, e não nos gabinetes da Petrobras, Eletrobrás, o diabo bras, o BNDS e suas tetas gordas. De qualquer forma, se nos parece que produtores, cineastas do tipo do falecido Glauber Rocha não terão a menor chance.


30 Janeiro 2020 14:17:00

É que, por constatação mais que obvia, vê-se que continuamos sendo, o Brasil, a velha e boa botoculândia do tempo cabralino do descobrimento. Que temos? Temos que, semana que passou, e ainda reverberando nesta, o discurso infeliz e desastrado do tal Secretário de Cultura do MEC, querendo botar pose e banca de intelectual dos botequins, no meio da arenga que pronunciou pinçou, em plágio, frase do infame Joseph Goebbels, ideólogo do nazismo e consciência de Adolph Hitler.

Ao tentar firmar pontos administrativos de seu projeto, anunciando que a cultura nacional iria, sob sua batuta, atingir píncaros dantes nunca sonhados e patamares nunca vistos, o infeliz pinçou a frase infame do Goebbels e borrou-se todo. Mas onde quero chegar? Digo que a besteira só causou mossa e efeito no meio político, este depois de visualizar a grita de intelectuais furiosos com o atrevimento do tal Secretário.

Ao depois, Autoridades também caronearam o escorregão do besta e ditaram frases de efeito, assumindo poses de paladinos, para afirmar o tal Estado Democrático de Direito, a democracia vigente e irrevogável, a completa negação de espaço e vez para ideias e ideais nazistas e outras tantas, tudo para aproveitar os espaços abertos pelas mídias, estas também carentes de notícias e fatos neste período de férias, recessos e outros que tais. Mas e daí? Daí que, sobre o fato em tela, afora o que se viu, não se viu nas tais redes sociais manifestações do chamado Zé povo.

Constata-se que as tais redes sociais continuam servindo para as futilidades, para curtir o comentar a roupa dos famosos, ou a ausência dela, as fofocas e fuxicos, como se a recente abdicação do Príncipe da Inglaterra, enfadado ele e Exma. Esposa das encheções de saco impostas pelo protocolo real, como se tal despojamento fosse abalar o preço do petróleo, provocar queda das bolsas ou provocar uma guerra nuclear.

Probleminha doméstico prontamente resolvido por Sua Graciosa Majestade- a Matriarca- cuja idade não abala o punho férreo. Mas nos os botocudos, como antes disse, investigamos, seguimos, a vida fútil de cantores sertanejos, alguns de talento prá lá de duvidoso, e nada de nos preocupar com o analfabetismo do Ministro da Educação que não distingue o uso fonético e gramatical de esses e zes. Se for com dois esses ou esse e cê, o homem tem um infarto.


30 Janeiro 2020 14:17:00

É que, por constatação mais que obvia, vê-se que continuamos sendo, o Brasil, a velha e boa botoculândia do tempo cabralino do descobrimento. Que temos? Temos que, semana que passou, e ainda reverberando nesta, o discurso infeliz e desastrado do tal Secretário de Cultura do MEC, querendo botar pose e banca de intelectual dos botequins, no meio da arenga que pronunciou pinçou, em plágio, frase do infame Joseph Goebbels, ideólogo do nazismo e consciência de Adolph Hitler.

Ao tentar firmar pontos administrativos de seu projeto, anunciando que a cultura nacional iria, sob sua batuta, atingir píncaros dantes nunca sonhados e patamares nunca vistos, o infeliz pinçou a frase infame do Goebbels e borrou-se todo. Mas onde quero chegar? Digo que a besteira só causou mossa e efeito no meio político, este depois de visualizar a grita de intelectuais furiosos com o atrevimento do tal Secretário.

Ao depois, Autoridades também caronearam o escorregão do besta e ditaram frases de efeito, assumindo poses de paladinos, para afirmar o tal Estado Democrático de Direito, a democracia vigente e irrevogável, a completa negação de espaço e vez para ideias e ideais nazistas e outras tantas, tudo para aproveitar os espaços abertos pelas mídias, estas também carentes de notícias e fatos neste período de férias, recessos e outros que tais. Mas e daí? Daí que, sobre o fato em tela, afora o que se viu, não se viu nas tais redes sociais manifestações do chamado Zé povo.

Constata-se que as tais redes sociais continuam servindo para as futilidades, para curtir o comentar a roupa dos famosos, ou a ausência dela, as fofocas e fuxicos, como se a recente abdicação do Príncipe da Inglaterra, enfadado ele e Exma. Esposa das encheções de saco impostas pelo protocolo real, como se tal despojamento fosse abalar o preço do petróleo, provocar queda das bolsas ou provocar uma guerra nuclear.

Probleminha doméstico prontamente resolvido por Sua Graciosa Majestade- a Matriarca- cuja idade não abala o punho férreo. Mas nos os botocudos, como antes disse, investigamos, seguimos, a vida fútil de cantores sertanejos, alguns de talento prá lá de duvidoso, e nada de nos preocupar com o analfabetismo do Ministro da Educação que não distingue o uso fonético e gramatical de esses e zes. Se for com dois esses ou esse e cê, o homem tem um infarto.


09 Janeiro 2020 14:16:52

É que, quando meu estimado e (im)paciente leitor estiver nos honrando com a atenção sobre estas mal traçadas, 2020 estará conosco e nem estará mais inteiro. Que esperar dele? Esperar que não prospere esta propalada bipolarização, este confronto ideológico fabricado nas ditas rede sociais com o intuito malsão de nos dividir. A pluralidade de pensamento, inclusive político e ideológico, é necessária, nos faz progredir e beneficia a democracia. O que prejudica é o sectarismo, o empedernido dos antolhos que não permitem olhar para os lados, para outros horizontes. Este ano, ano atípico, terá como foco e centro das atenções, o pleito municipal, a eleição de Prefeito e Vereadores.

Eleição nova, diferente, a começar pela vedação de coligações partidárias para o legislativo, alguns aplaudindo, outros criticando acerbamente, pois ditam que tal prejudica os partidos ditos pequenos e a própria representatividade. Questão semântica e que o só o tempo responderá com a afirmação ou negação do processo. Em todas as unidades municipais, os modelos e as práticas administrativas estarão sendo avaliadas e testadas com a única pesquisa válida, ou seja o voto direto, secreto, telegrafando a aprovação ou desaprovação do povo.

Bem verdade que obra não ganha eleição e, como é sabido e visto, o copo liso de cachaça ofertada no dia do pleito vale mais que o asfalto da rua ou a escola nova que lhes foi entregue. Neste particular, ainda temos muito que aprender, muito que nos educar. No atacado, espera-se, com salutar ansiedade e expectativa, o avançar das ditas reformas. Algumas já feitas, outras em andamento e muitas ainda por fazer. A reforma principal ainda é a mudança de atitude e pensamento. Louve-se de que o atual Governo do Brasil, ao menos teve a coragem de iniciar.

Reformas longe do que se queria e precisava, reformas que não são isentas do corporativismo e da manutenção de privilégios. Um novo diploma tributário que faça justiça a todos, uma reforma na educação que ultrapasse o bla bla bla dos tecnocratas e se preocupe em realmente ensinar e fazer aprender. Um modelo econômico desconcentrado e que reparta renda. Uma visão de saúde contemple os mais pobres e sofredores, inclusive com o decantado saneamento básico. Mas a melhor das reformas é as das consciências quando então a corrupção e o destrato com o dinheiro e a coisa pública serão cicatrizes em desaparecimento. Esperança e fé é o que temos e repartimos agora. Feliz ANO NOVO. 


02 Janeiro 2020 11:16:00

É que, ano estertetorando nas vascas do dito último suspiro, então vale vista d'olhos sobre os meses que já passaram. Feita a retrospectiva mental conclui-se que o saldo nos é amplamente positivo.

A Administração Municipal realizando e concluindo, em etapas sucessivas o criterioso planejamento resultante das pregações da campanha que a elegeu. Pois bem, a atestar o nosso amplo crescimento nos índices de desenvolvimento social e humano, também, para nosso regozijo, vê-se que pessoas e instituições curitibanenses são observadas e avaliadas. Fato que pode parecer simples, ou de pequeno significado para os desatentos, a nossa ACIC vem de comemorar o significativo número de quatrocentos associados, tal não acontece por acaso mas sim pela respeitabilidade e conquistas da entidade, inclusive tendo à sua frente, e pela vez primeira, uma mulher, a empresária Irene Sonda. A Acic, já de algum tempo, saiu do mundo restrito dos interesses de seus associados para abrir-se na participação e ação comunitária. Em frente, veja-se a nossa APAE conquistando, também recentemente, reconhecimento da

Assembléia Legislativa do Estado, conferindo-lhe medalha e diploma de mérito social pela fidelidade e excelência no cumprimento de sua vocação. Também no âmbito do legislativo do Estado, o empresário Edson Gaboardi foi homenageado. Como coroa desta torta, o Grupo Berlanda recebeu premio do Instituto INOVARE, pela ação de ressocialização de internos da Penitenciária Regional de Curitibanos. Empresas, pessoas, instituições que fazem Curitibanos aparecer, sair do limbo que parece ser próprio dos nossos municípios interioranos. Outros números, índices e medições também nos são amplamente favoráveis. Então creio ser possível afirmar que se ainda não estamos em ritmo de progresso mais pleno, caminhamos a passos largos.

O nível de emprego cresce, ainda que mais timidamente, enquanto que na via contrária, vemos diminuir as demissões. Nossas lideranças, dirigentes, empresários tem o olhar voltado para este futuro. Nada de sonhos para um tempo ao longe, mas trabalho para consolidar, agora, o que já conquistamos e, a médio prazo, ampliar. Foi um ano bom para nós. Agora, as merecidas reuniões e comemorações próprias deste tempo natalino. Retemperar forças para o trabalho do ano próximo. A todos, inclusive os que dedicam bondosa atenção a este humilde escriba, feliz Natal.


19 Dezembro 2019 14:57:00

É que, mesmo impactado pelos visíveis e sensíveis avanços observados na Educação em nosso Munícipio, este humilde escriba público não pode silenciar ante o atraso verificado na educação nacional como um todo. Números revelados por pesquisa mundial liderada pela ONU nos deixa em posição nada elogiável; ao contrário, é para envergonhar qualquer cidadão de bem, coisa para fazer corar uma estátua de bronze.

Nos itens pesquisados pelo PISA mundial, como matemática  e leitura, ficamos atrás até de vizinhos sul-americanos, então nada de sonhar em comparativos com a América do Norte ou Europa. No ensino básico e fundamental, os estudantes testados sabiam aritmética apenas para somar dois mais dois e olha lá. No quesito leitura o vexame foi ainda maior: gaguejos, leitura aos arrancos como sapo em reduzida. Interpretar o texto lido, então, é desafiar a lei da gravidade.

Um vexame. Este escriba moreno está longe de se guindar em especialista em educação, mas não foge ao entendimento do ser comum que alguma coisa está errada. A coisa estarrece quando programa jornalístico de TV, quase em cima da malfadada pesquisa, mostrou toneladas de livros didáticos sendo triturados com destino à reciclagem e mostrando, no reverso, escolas com a mais absurda carência dos mesmos livros. O descontrole, a falta de planejamento e logística, a incompetência dos tecnocratas encastelados nos gabinetes acarpetados nos levam a isto. Enquanto o heróico e mal remunerado professor faz o que pode. 

Tal não bastasse e a ONU, também, acaba de divulgar o ranking de desenvolvimento humano, o tal IDH; foi outro tombo. As disparidades gritantes, como a citação de que um por cento dos mais ricos no Brasil concentram dez por cento de tudo o que temos. O levantamento é rico somente em comparativos outros que revelam uma absurda concentração de riqueza nas mãos de uns poucos, muito poucos, enquanto que a absoluta maioria geme a fome. Saúde, saneamento básico, segurança, são apenas fantasias nossas. É mais que tempo de governantes e dirigentes mudarem o eixo. Menos bazófia, menos besteirol pronunciado à boca cheia, menos pirotecnia, e mais atenção com os mais pobres.


12 Dezembro 2019 10:51:00

É que, dentre tantas coisas que temos a louvar e festejar, a semana se fecha com acontecimento dos mais auspiciosos e alvissareiros. Dentre as tantas realizações da Administração Municipal, algumas de vulto pela utilidade ou pelo valor financeiro aplicado, o mês de dezembro se abre com uma inauguração especial. É coisa para encher os olhos, na real, e repetir de boca cheia. Inaugurou-se no prédio da Secretaria Municipal de Educação a PRIMEIRA SALA DE EDUCAÇÃO EM REALIDADE VIRTUAL DO BRASIL.

Gente, é alguma coisa para nos fazer, a todos, explodir de orgulho. A sala, agora aberta, é a cereja do bolo de um amplo e ambicioso programa de atualização, atualização futurística, da educação. As unidades municipais de ensino estão equipadas com as tais lousas digitais e um complexo de informática que insere a comunidade estudantil no primeiro mundo em didática educacional. Este humilde escriba público ficou abestalhado quando colega da Educação, especializado, nos colocou os tais óculos e pudemos ver a coisa em funcionamento. Apenas uns parcos minutos pois já sentia a tontura que a coisa produz em trogloditas como nós.

O Prefeito Dudão e seu principal executivo de gestão, o Secretário Kleberson Luciano Lima, sem alardes ou foguetórios que só os incompetentes gostam, fizeram a coisa avançar silenciosamente e, voila, aí está. Acrescente-se que o programa, os tais software (o palavrinha desgraçada) foram adquiridos diretamente na fonte, na tal Microsoft, nas mãos de Mister Bill Gates, nada de porcarias pirateadas no pais vizinho especializado em dar jeitinhos e falsificar. A aí está. Desde a primeira infância a educação em Curitibanos está pronta para oferecer e empregar o que existe de mais moderno. Um tento de ouro.

O fato atraiu a atenção da Imprensa estadual que veio inteirar-se do fenômeno. Com a generosidade que é própria dos simples e inteligentes, o Prefeito Dudão e o Secretário Kleberson fazem por anunciar que a sala está disponível para toda a comunidade escolar em todas as redes. Gente, não creio incorrer em descortesia ou atravessar o samba quando deixo, aqui nestas mal traçadas, o convite para que todos, cidadãos e cidadãs daqui e alhures tirem um tempinho para conhecer aquilo que já é uma das essências da educação de nossos filhos e netos. Simbólico espumante espocando para um brinde à conquista. Parabéns ao Dudão e ao Kleberson.


05 Dezembro 2019 11:39:36

É que , nestes tempos do pós-moderno, moderno mesmo e fazer chover no molhado, pelo que vejamos: A mais recente genialidade do ilustre Supremo Magistrado da Nação foi a de remeter a apreciação legislativa um projeto que, grosso modo, não mais é que a tão esperada licença para matar. Consiste o Projeto em esmiuçar o título da tal excludente de ilicitude. Se aprovado como desenhado, livra a cara de policiais de todas as esferas, militares das Forças Armadas e Bombeiros militares. A idéia malsã já foi colada de projeto mais amplo remetido pelo Senhor Ministro da Justiça. Que temos então?

Ao primeiro, vale fazer constar de que a legislação ordinária em vigor já dispõe de dispositivos, os necessários, para inocentar o agente da Lei que no exercício de sua função pública faz uso da força e das armas, nos limites necessários, para o cumprimento da ordem emanada da Autoridade Legal, nos casos de flagrante delito e aqueles que configuram resistência desabusada à ordem da Autoridade. Isto se nos afigura o suficiente para proteger o legítimo exercício do agente da Lei. Vamos além, o tal Projeto, agora posto ao exame do Legislador, busca isentar, sem mais delongas e com um mínimo de burocracia legal, verdadeiros absurdos que temos testemunhado, acontecidos e acontecendo mormente nos grandes centros como São Paulo e, de maneira especial, na cidade dita maravilhosa. Comparece lá com o que temos aqui. A Força Pública de Santa Catarina, a nossa gloriosa Polícia Militar é formada por Oficiais e Praças verdadeiramente de escol.

Mui raramente se vê ou ouve falar da prática de ato impróprio, improbo ou que venha a manchar, ainda que de leve, a mais que sesquicentenária corporação. O mesmo vale para a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Agora, mais hodiernamente, se exige diploma e formação universitária para o ingresso. E lá? O que se vê, se sabe e testemunha é o mais absoluto despreparo, a covardia, a displicência danosa no manejo de armas letais, as vítimas inocentes, inclusive crianças, a se empilharem. É a estes que se pretende dar o direito de matar indiscriminadamente. Dar o direito aos policiais corruptos em cobrar o jabaculê, o arrego na boca do fuzil. Quantos às Forças Armadas, não são eles treinados para função policial e sua missão é de outra natureza.


05 Dezembro 2019 11:39:00

É que , nestes tempos do pós-moderno, moderno mesmo e fazer chover no molhado, pelo que vejamos: A mais recente genialidade do ilustre Supremo Magistrado da Nação foi a de remeter a apreciação legislativa um projeto que, grosso modo, não mais é que a tão esperada licença para matar. Consiste o Projeto em esmiuçar o título da tal excludente de ilicitude. Se aprovado como desenhado, livra a cara de policiais de todas as esferas, militares das Forças Armadas e Bombeiros militares. A idéia malsã já foi colada de projeto mais amplo remetido pelo Senhor Ministro da Justiça. Que temos então?

Ao primeiro, vale fazer constar de que a legislação ordinária em vigor já dispõe de dispositivos, os necessários, para inocentar o agente da Lei que no exercício de sua função pública faz uso da força e das armas, nos limites necessários, para o cumprimento da ordem emanada da Autoridade Legal, nos casos de flagrante delito e aqueles que configuram resistência desabusada à ordem da Autoridade. Isto se nos afigura o suficiente para proteger o legítimo exercício do agente da Lei. Vamos além, o tal Projeto, agora posto ao exame do Legislador, busca isentar, sem mais delongas e com um mínimo de burocracia legal, verdadeiros absurdos que temos testemunhado, acontecidos e acontecendo mormente nos grandes centros como São Paulo e, de maneira especial, na cidade dita maravilhosa. Comparece lá com o que temos aqui. A Força Pública de Santa Catarina, a nossa gloriosa Polícia Militar é formada por Oficiais e Praças verdadeiramente de escol.

Mui raramente se vê ou ouve falar da prática de ato impróprio, improbo ou que venha a manchar, ainda que de leve, a mais que sesquicentenária corporação. O mesmo vale para a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Agora, mais hodiernamente, se exige diploma e formação universitária para o ingresso. E lá? O que se vê, se sabe e testemunha é o mais absoluto despreparo, a covardia, a displicência danosa no manejo de armas letais, as vítimas inocentes, inclusive crianças, a se empilharem. É a estes que se pretende dar o direito de matar indiscriminadamente. Dar o direito aos policiais corruptos em cobrar o jabaculê, o arrego na boca do fuzil. Quantos às Forças Armadas, não são eles treinados para função policial e sua missão é de outra natureza.


21 Novembro 2019 11:37:28

É que, vale lançar vista d'olhos sobre os últimos acontecimentos. O mais palpitante, e discutido, a canetada do STF em cima do tal cumprimento de pena após confirmação dos Tribunais estaduais, a tal segunda Instância. Independentemente de quem tenha sido beneficiado, este moreno escriba público já assentou, em vezes outras, ser intransigente defensor do império da Lei.

A regra é clara, pelas disposições atuais, até o esgotamento completo da possibilidade recursal, todos são, presumivelmente inocentes. Se a Lei não serve mais, mude-se a Lei, enquanto tal não for feito, cumpra-se a Lei. Em frente, examinando-se agora a situação política. O Capitão-Presidente vem assumindo posição clara de desfiliação do partido Político sob o qual se elegeu. Questiúnculas internas, diatribes com o Seu Bivar, bate-boca e laranjal. Mais que isto, o Sátrapa de plantão diz pretender fundar uma nova sigla. Não devia perder tempo precioso em nos brindar com piada de tal mau gosto.

Administrativamente já aplaudimos algumas das medidas reformistas que tem implementado, a mais recente para incentivar a abertura de emprego para a juventude, através a desoneração da folha de pagamento das empresas. Tal desoneração é aguardada também em âmbito mais completo. Mudando de mala para saco, penso que em nome da boa vizinhança, deve-se sopesar mais as palavras no campo da política internacional. Ainda que a eleição presidencial argentina não tenha agradado ao Capitão, sua fala deveria conter ao menos respeito pela vontade soberana do povo platino.

Da mesma forma, o imbróglio colombiano que acabou por fazer vagar a presidência daquela Nação. O índio, com pretensão de eternizar-se no mando, acabou por não aguentar o cheiro da brilhantina. Mas tudo problema dos vizinhos que exige moderação nas opiniões e intromissões, ainda que reacionários festejem a queda da última bastilha esquerdista no solo sul-americano. Aos trancos e barrancos vamos caminhando, algumas com acerto, outras nem tanto. Vejamos o que mais nos aguarda. 


10 Outubro 2019 11:07:00

É que, mesmo vendo a longa distância, vale gastar rápida meditação em cima da bagunça causada pelas bombásticas declarações do ex-Procurador Geral Rodrigo Janot. Putz, o homem foi direto na veia ao dizer, com todas as letras, que foi ao STF armado e com a idéia de atirar no Ministro Gilmar Mendes.

Ah pois, o que temos e como fica? Temos que ficar apenas na força da expressão e, se nos parece, ensejando exageros de uns quantos a tirar vantagem e holofotes em cima da bravata do seu Janot. Busca e apreensão em sua residência e escritórios, inquéritos e procedimentos policialescos, circo de gosto duvidoso, teatro de fantoches. Corrijam-nos os juristas e doutos, pois recordamos lição de direito penal ouvida há mais de quarenta anos atrás, onde o Professor ditava que não há previsão legal em no direito pátrio para punir o crime de intenção. Foi o que vimos, data vênia.

Janot declarou que, já em passado meio distante, teve a má intenção. Todavia, salvo melhor juízo, não esboçou qualquer gesto para concretizar a idéia. Assim falece qualquer intenção punitiva, pois o crime, se crime houvesse, se ressente do requisito da materialidade indispensável à formação da culpa, exceto se, declaração dele, ter chegado a engatilhar a arma, porem sem mostrar ou apontar para sua pretensa vítima. O fato teria ocorrido já quase há três anos atrás.

Não vamos entrar no varejo barato de ter, segundo Janot, o Ministro Mendes referido à esposa do então PGR de forma desairosa. E como fica? Sem fazer outros juízos de valor, se nos parece que o ex-Procurador, de quando em vez, trejeita os olhos e mira torto como se portador de alguma psicose. Entretanto a afirmação carece de sustentação pois requereria avaliações de profissionais. O que vale dizer é que o carnaval em cima não fica bem pois revela desafetos e mágoas.

Quanto a proibir o agora Advogado Rodrigo Janot de adentrar ao prédio da Suprema Corte já é, isto sim, atentar contra prerrogativa de Advogado, bastando e tão somente cuidar para que ele não porte armas no recinto. Já temos problemas demais, crises demais para tomar de qualquer palha e fazer um samba-enredo com alegorias. A Nação e suas conspícuas Autoridades precisam retornar rapidamente à circunspeção e seriedade que a liturgia dos respectivos cargos exige. 


03 Outubro 2019 11:10:00

É que, até para os deficientes visuais e os tapados, é visível a olho nu a curva descendente de nosso prestígio internacional. Quando meu estimado e (im)paciente leitor estiver nos honrando com a atenção a estas mal traçadas, já se terá encerrado a assembleia geral da Onu. Pois bem, onde vamos e o que temos? Por amor ao protocolo e as tradições, a augusta assembleia tem sua reunião global aberta com o discurso do Presidente do Brasil.

Ah pois, sobredissemos que só por tradição, pois a vontade de quem lá manda era realmente mandar o Brasil às favas e não chamar ninguém. A comprovar o que dissemos, basta observar que a reunião da Onu para o debate do clima e sorte deste infeliz planeta, ignorou olimpicamente o Brasil, e sob a desculpa que a palavra só seria facultada a chefes de Estado e de governo, fizeram com que lá entrássemos calados e saíssemos mudos. Até uma menininha da Suécia, ativista entediada e tediosa, recebeu honrarias e microfones.

O discurso do Presidente do Brasil, mais de manifestação de ranço contra os franceses e cubanos, nada mostrou de concreto. Claro que nosso limbo forçado aconteceu por conta da fumaceira erguida na Amazônia e o tratamento que o Governo Federal dá ao tema, limitando-se a apagar alguns focos de incêndio, enviar militares e distribuir algumas multas, porem sem as atitudes que o mundo espera, a defesa firme e intransigente da maior floresta tropical do mundo. Nos contrários, o governo, sob a desculpa de que a região precisa desenvolver-se, está disposto a algum afrouxamento de rédeas, ou, em suma, o mato que pegue fogo. A opinião pública internacional, importantes chefes de governo olham torvo para tais atitudes, e o Governo da França mostra seu desagrado com as mais claras atitudes.

De bom é que o Senhor Bolsonaro disse lá fora que a Amazônia é nossa e nela ninguém tasca. Uma afirmação necessária de soberania. Ao correr do tempo, diga-se, nunca fomos levados muito à serio, e um francês já disse, em tempos idos que o Brasil não é um pais sério. Porem agora a baixa esta mais para baixo que aquilo que o gato enterra. No campo interno, medidas paliativas ou escorchantes como a reforma da Previdência, e cosméticas como a reforma tributária, esta uma alquimia que apenas vai tornar mais rala a sopa de letrinhas dos tributos, concentrando os impostos em menos siglas, mas a reforma que se esperava e se quer, a redução da sanha tributaria, esta fica para as calendas gregas.


26 Setembro 2019 11:34:30

É que, deixando de lado a constipação intestinal do Excelentíssimo, cuja tripa grossa ameaçava surgir do lado de fora próximo ao umbigo, lancemos rápida vista d'lhos sobre o panorama mundial. Não, nada de falar sobre o plástico que entope os oceanos e já cobre boa parte da superfície da terra. Tema batido e requentado, bastando e tão somente que aguardemos o momento, conforme vaticinado por este humilde escriba moreno, em que seremos literalmente sepultados sob ele. Porem, enquanto tal não ocorre, observemos a absurda vulnerabilidade do gigantismo.

A coisa nos veio à mente quando vimos as imagens do atentado contra a maior refinaria petrolífera do mundo, situada lá nos desertos sauditas. Ah pois, a coisa é tão grande que até um cego acertaria. Se não fora o catastrófico da coisa, seria risível a ideia do ataque, como foi desenvolvido, lançando explosivos levados por drones. Culpa evidente de quem inventou o drone. Em todos os continentes temos estruturas gigantescas agora vistas como sensíveis a atos daquele modelo. Edifícios, laboratórios, fábricas e outros que tais, tudo sensível aos atos de terror.

O terror já de há muito utilizado como arma política, para chamar a atenção, forçar negociações ou simplesmente para satisfazer a sede de sangue dos loucos. Fundam-se grupo de matiz ideológico, com objetivos separatistas ou religiosos, em nome de Deus ou de Alá, e da-lhe bomba. As bombas provocam outras bombas, retaliações e respostas armadas. Objetivo final? Final e único, Dinheiro. Dinheiro e Poder. O ser Humano ensandeceu. O passar do tempo, as mudanças de configuração das relações mercadológicas, a globalização fazem com que a relação de causa e efeito se propague muito rápida e contamine os negócios, como a explosão que citamos que acabou por fazer oscilar para menos as bolsas de valores ao redor do mundo. Para este escriba público, pobre de marré, pouco se nos dá se as ações sobem ou descem, podendo inclusive pegar fogo literalmente nas tais bolsas sem que se nos produza o menor abalo.

Loucos, ou expertos e vigaristas que trocam dinheiro por papel, o papel vira outro papel ate que vale absolutamente nada. Alguns ganharam mas sempre tem um trouxa que viu seu dinheiro viram pó.


12 Setembro 2019 15:56:00

É que, pela sazonalidade da época, meditemos sobre a nossa decantada independência, celebrada em prosa e verso mas, e sempre tem um mas, pouco compreendida e relativamente verdadeira. Nosso Brasil, como nação, resulta de um punhado de equívocos, e a tal independência também. Começa a lista de fraudes pelo quadro do Pedro Américo, a pintura não passa de plagio de um pintor francês e a cena retratada, em verdade, era o General Napoleão Bonaparte e seu cavalo branco, cercado de Generais de seu exercito.

O Pedro Américo substituiu o esquadrão de soldados presentes na pintura original por um carro de bois com o seu condutor abestalhado em sem compreender o que acontecia. Piedosa fraude pois o Príncipe =Regente naquele momento protegia-se no detrás de frondosa moita onde dava vazão a desgraçada e poderosa cólica intestina. Atrás da moita o encontrou o estafeta real que trazia as tais cartas do Bonifácio e da Real Esposa. D. Pedro ergueu a mão sobre a touça para pegar as missivas pensando, obviamente, em delas fazer uso no imediato após a pacificação intestinal intercorrente e, por desfastio e tempo fez leitura, habito cultivado por tantos até hoje em ler enquanto aos pés. As noticias eram as comuns e retratavam o quanto não era levado a sério o nosso Regente, com parágrafo que noticiava sua imediata convocação para retorno a Portugal.

Sua Alteza zangou-se pois a fartura material que aqui encontrava para vazão a seu apetite sexual certamente não a teria em Lisboa e adjacências, pois aqui o Majestoso inclusive frequentava, ou era habituê de prostíbulos, pouco se lixando para etiquetas e conveniências. A zanga Real culminou com o tal grito da independência. De resto, aos trancos e barrancos chegamos aqui. A independência a nós doada ainda é relativa e impossível do absolutismo, pois dependemos de dinheiro, tecnologia e conhecimento que estão lá fora e quem os tem sabe o preço a cobrar.

Meu estimado e (im)paciente leitor resmunga que isto faz parte das relações internacionais e não interfere na nossa independência política. Interfere sim. Os gringos lá fora estão sempre de olho e ávidos por dominar este pais de silvícolas rapidamente. Atualmente o pouco respeito e acatamento que dispúnhamos no concerto das nações vem diminuindo pelas atitudes rinocerontescas e elefantina dos que nos governam. Mas o sentimento de brasilidade e grande e manteremos esta independência relativa mesmo se necessário irmos às armas.


12 Setembro 2019 15:56:00

É que, pela sazonalidade da época, meditemos sobre a nossa decantada independência, celebrada em prosa e verso mas, e sempre tem um mas, pouco compreendida e relativamente verdadeira. Nosso Brasil, como nação, resulta de um punhado de equívocos, e a tal independência também. Começa a lista de fraudes pelo quadro do Pedro Américo, a pintura não passa de plagio de um pintor francês e a cena retratada, em verdade, era o General Napoleão Bonaparte e seu cavalo branco, cercado de Generais de seu exercito.

O Pedro Américo substituiu o esquadrão de soldados presentes na pintura original por um carro de bois com o seu condutor abestalhado em sem compreender o que acontecia. Piedosa fraude pois o Príncipe =Regente naquele momento protegia-se no detrás de frondosa moita onde dava vazão a desgraçada e poderosa cólica intestina. Atrás da moita o encontrou o estafeta real que trazia as tais cartas do Bonifácio e da Real Esposa. D. Pedro ergueu a mão sobre a touça para pegar as missivas pensando, obviamente, em delas fazer uso no imediato após a pacificação intestinal intercorrente e, por desfastio e tempo fez leitura, habito cultivado por tantos até hoje em ler enquanto aos pés. As noticias eram as comuns e retratavam o quanto não era levado a sério o nosso Regente, com parágrafo que noticiava sua imediata convocação para retorno a Portugal.

Sua Alteza zangou-se pois a fartura material que aqui encontrava para vazão a seu apetite sexual certamente não a teria em Lisboa e adjacências, pois aqui o Majestoso inclusive frequentava, ou era habituê de prostíbulos, pouco se lixando para etiquetas e conveniências. A zanga Real culminou com o tal grito da independência. De resto, aos trancos e barrancos chegamos aqui. A independência a nós doada ainda é relativa e impossível do absolutismo, pois dependemos de dinheiro, tecnologia e conhecimento que estão lá fora e quem os tem sabe o preço a cobrar.

Meu estimado e (im)paciente leitor resmunga que isto faz parte das relações internacionais e não interfere na nossa independência política. Interfere sim. Os gringos lá fora estão sempre de olho e ávidos por dominar este pais de silvícolas rapidamente. Atualmente o pouco respeito e acatamento que dispúnhamos no concerto das nações vem diminuindo pelas atitudes rinocerontescas e elefantina dos que nos governam. Mas o sentimento de brasilidade e grande e manteremos esta independência relativa mesmo se necessário irmos às armas.


05 Setembro 2019 10:05:00

É que, vale lançar vista d'olhos sobre a bola da vez, a Amazônia, suas queimadas e a diatribe surgida entre o Governo do Brasil e governos da Europa especialmente. Ao primeiro, este humilde e despretensioso escriba público já grafou, aqui mesmo neste espaço, que na Amazônia não vai sobrar uma árvore em pé para contar a história. Felizmente não estarei aqui, e nem os da minha geração, para comprovar a assertiva.

Pois bem, o que temos e onde vamos? Temos que a maior floresta tropical do mundo está basicamente assentada sobre uma imensa planície. Terra apropriadíssima para o cultivo e o pastoreio. Assim, grileiros, fazendeiros e et caterva, vão lançando fogo em vastas áreas para o cultivo e pasto. O que já era feito meio na socapa, foi favorecido por recentes declarações governamentais, declarações somadas a atos destrambelhados e tresloucados, interpretados que foram como o sinal verde para atacar o verde com fogo. Como resultado estamos a assistir um espetáculo dantesco que qualquer cineasta de meia pataca filmaria como Amazônia em chamas.

Ao segundo, o clarão e a fumaça acabaram por atrair a atenção dos potentados europeus, atenção esta não pelo sentimento preservacionista mas pela cupidez em achar formulas para apossarem-se do maior bioma do planeta, rico não só do que está sobre o solo mas, especialmente o que está em baixo, pois sabemos que esta gente está defecando para o destino do mico-leão dourado, a ariranha e índios.

Querem mais é que desapareçam logo pois estão atravancando o progresso. Ao terceiro, dentre as besteiras diariamente pronunciadas pelo tal Chefe da Nação, especialista em acidentes verbais, algo que disse não se nos parece tão despropositado assim. O Capitão-Presidente disse com todas as letras que suspeitava de ONG's, pois estas viviam ou vivem de quarenta por cento das verbas doadas pelos governos estrangeiros e entidades internacionais, sugerindo o Homem que à mingua desta polpuda verba, a cambada alvorotou-se e promoveu oportunos incendiozinhos para atrair a atenção e chamar as granas de volta. Nos faz sentido isto, ainda que nós, como o Presidente, não tenhamos a menor comprovação, nem sei eu quais as tais Ong's.

Quanto ao bate boca entre o Bolsonaro e o Macron, que se me parece mistura a excelentíssima de um deles, sugiro que resolva no estilo clássico, ou seja o duelo. Aposto no Borsona. Quanto ao desmatamento em sí, já que o exercito está lá, algumas rajadas de metralhadora e alguns fazendeiros enforcados em uma Massaranduba bem alta, com direito a presença da Imprensa, pode ajudar. 


05 Setembro 2019 10:05:00

É que, vale lançar vista d'olhos sobre a bola da vez, a Amazônia, suas queimadas e a diatribe surgida entre o Governo do Brasil e governos da Europa especialmente. Ao primeiro, este humilde e despretensioso escriba público já grafou, aqui mesmo neste espaço, que na Amazônia não vai sobrar uma árvore em pé para contar a história. Felizmente não estarei aqui, e nem os da minha geração, para comprovar a assertiva.

Pois bem, o que temos e onde vamos? Temos que a maior floresta tropical do mundo está basicamente assentada sobre uma imensa planície. Terra apropriadíssima para o cultivo e o pastoreio. Assim, grileiros, fazendeiros e et caterva, vão lançando fogo em vastas áreas para o cultivo e pasto. O que já era feito meio na socapa, foi favorecido por recentes declarações governamentais, declarações somadas a atos destrambelhados e tresloucados, interpretados que foram como o sinal verde para atacar o verde com fogo. Como resultado estamos a assistir um espetáculo dantesco que qualquer cineasta de meia pataca filmaria como Amazônia em chamas.

Ao segundo, o clarão e a fumaça acabaram por atrair a atenção dos potentados europeus, atenção esta não pelo sentimento preservacionista mas pela cupidez em achar formulas para apossarem-se do maior bioma do planeta, rico não só do que está sobre o solo mas, especialmente o que está em baixo, pois sabemos que esta gente está defecando para o destino do mico-leão dourado, a ariranha e índios.

Querem mais é que desapareçam logo pois estão atravancando o progresso. Ao terceiro, dentre as besteiras diariamente pronunciadas pelo tal Chefe da Nação, especialista em acidentes verbais, algo que disse não se nos parece tão despropositado assim. O Capitão-Presidente disse com todas as letras que suspeitava de ONG's, pois estas viviam ou vivem de quarenta por cento das verbas doadas pelos governos estrangeiros e entidades internacionais, sugerindo o Homem que à mingua desta polpuda verba, a cambada alvorotou-se e promoveu oportunos incendiozinhos para atrair a atenção e chamar as granas de volta. Nos faz sentido isto, ainda que nós, como o Presidente, não tenhamos a menor comprovação, nem sei eu quais as tais Ong's.

Quanto ao bate boca entre o Bolsonaro e o Macron, que se me parece mistura a excelentíssima de um deles, sugiro que resolva no estilo clássico, ou seja o duelo. Aposto no Borsona. Quanto ao desmatamento em sí, já que o exercito está lá, algumas rajadas de metralhadora e alguns fazendeiros enforcados em uma Massaranduba bem alta, com direito a presença da Imprensa, pode ajudar. 


29 Agosto 2019 14:55:00

É que, vencido o primeiro jogo da Reforma da Previdência, com a segunda partida já iniciada no campo do Senado da República, a bola da vez é a tal Reforma Tributária. Reforma? Sim, esta sendo titulada assim. Claro que ainda é cedo para a formulação de juízo mais seguro, porem o que está sendo trazido a público indica que trata-se de reforma cosmética, muito mais no terreno da semântica do que nos tributos.

Ora pombas, enfeixa alguns tributos sob sigla única, retira competências de Estados e Municípios, mas passa ao largo do principal que se nos parece ser exatamente a diminuição da carga tributária escorchante que pesa sobre as empresas e nos cidadãos, especialmente os da camada zé povo. Zé povo repito, pois alguns privilegiados podem contratar especialistas que transitam com desenvoltura neste cipoal tributário e conhecem bem os atalhos para isentar, deixar de recolher ou, em bom português, sonegar sem chance para o Ente Tributador. Veja-se que no departamento do Imposto de Renda já se crava a idéia de alinhavar as alíquotas e sepultar as tais isenções ou deduções fiscais, malha por onde sempre se pode tornar a mordida leonina menos cruel e sangrenta.

O Capitão-Presidente, sorriso do lagarto, proclama que pretende dispensar do tributo e dá obrigação declaratória os vencimentos de até 5 Mil Reais. O Dr. Paulo, sorri à socapa e diz que até pode ser, porém no íntimo prepara o arroxo do garrote. As empresas serão taxadas pelo lucro, na distribuição de dividendos e no faturamento. Nem um camelo vai guentar. Em síntese, o que a sociedade pede é a tal justiça tributária e não exercícios semânticos a mudar o nome do imposto quando precisar mudar é o percentual.

Para não dizer que não falamos de flores, ainda se planeja a facada mestra, o retorno do imposto sobre pagamentos, a finada CPMF, voltando agora sob a capa de tributar na entrada e na saída. Resta a esperança que este monstrengo seja liquidado pelos Deputados quando manusearem a proposta, pois os tais Parlamentares não são bobos e sabem que um voto favorável a tal absurdo terá preço alto nas urnas. Ainda bem que temos o couro grosso e mais umas chicotadas governamentais não vão exatamente nos abater.


22 Agosto 2019 11:26:00


(Foto: Divulgação) /

É que, mesmo que seja por mero exercício lucubrativo, vale lançar vista d'olhos sobre o Diploma Legal recém-votado pelo Parlamento Nacional, a nova Lei do Abuso de Autoridade. A edição da nova Lei abriu gritaria nacional nos setores corporativos vociferando Delegados Federais, Magistrados e o Ministério Público, os Poderes Constituídos, todos unânimes em dizer que a tal Lei algema, impede, tolhe, amordaça e atemoriza os Servidores Públicos, castra a iniciativa investigativa, atemoriza aprofundamentos nos indícios de crime, em fim uma gritaria de dar dó.

Observe-se, de início, que a lei que possuíamos para estes efeitos data de 1965 e, no dizer de alguns doutos continha omissões e lacunas agora definitivamente preenchidas. Questão de ponto de vista. Na democracia um dos postulados mais caros é exatamente a independência do Juiz para apreciar a prova e sentenciar. Ao ministério Público cabe impulsionar a investigação, acionar a Polícia Judiciária e, se for o caso, ofertar denuncia e requerer a persecução criminal. Então onde vamos e o que temos? Temos que, na atualidade, e à luz de fatos recentes e conhecidos, vimos indícios de conluios, mistura de atividades e funções tudo, ao que dizem, para obter boa prova, saltar obstáculos e condenar.

O ex-presidente Lula grita que é vítima de tais arranjos espúrios e o fato em si se enegrece ainda mais com divulgações da mídia eletrônica sobre troca de mensagens indicativas de, no mínimo, suspeita do tal arranjo. Bem verdade que o velho Sapo Barbudo de inocente não tem nada e tem isto sim suas impressões digitais no jarro. Mas seu maior crime ainda é o de ser nordestino, retirante, sem cultura e que ousou ofender a sociedade conservadora e rançosa com a ocupação da sagrada presidência da República, ora já se viu?

De qualquer forma estão postas as mais sérias dúvidas sobre a imparcialidade com que foi julgado. Voltando à vaca fria, tem que ter cuidado ao algemar, cuidado em olhar torvo para os suspeitos, não exceder prazos e mais um sem número de restrições. Conforme o Réu for tratado na audiência pode ensejar uma denúncia contra o juiz. Claro que a nova lei tem lá seus excessos, suas desnecessárias filigranas, apontam-se propositadas e complicadoras subjetividades e aleatoriedades,e, já dizem por aí, que ela resulta do mais puro revanchismo. Vai lá saber. 


15 Agosto 2019 12:01:00

É que, nestes tempos de Brasil, não podemos e não devemos esconder que o novo Governo Federal nos provoca, no mínimo, alguma perplexidade. Claro que a incontinência verbal do Presidente da República, sua falta de tato e diplomacia já não nos surpreende. Sua diplomacia e fineza no trato dos temas públicos é a mesma de um elefante perdido em um taquaral. Mas há que se conviver que, exatamente de bobo ele não tem nada.

Os rompantes de campanha, o propalado rompimento com a velha política não passou de verborragia balofa, o governo novo tem tudo o mais um pouco de todos os velhos governos, o toma lá da cá, o nepotismo protecionista e privilegiador dos familiares, aos amigos os benefícios da lei e aos inimigos os rigores da lei. Mas, repito, ao menos de bobo, ainda que pareça ao contrário, ele nada tem. Ah pois, então onde vamos? Nossa perplexidade, ou nítida desconfiança, vai por conta desta queda de braço com o INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Organismo técnico é que é detentor dos maiores elogios e credibilidade internacional. Pois bem, o Impe ao divulgar os números, em quilômetros quadrados, do desmatamento, especialmente da Amazônia, acabou por provocar a cólera do Supremo Magistrado da Nação. Os dados mostrados ditam crescimento constante. O Homem contesta os números e pede avaliações novas e de outras fontes. Tal não bastasse ainda anuncia a pretensão de liberar garimpo nas terras indígenas, ao que disse, a idéia e fazer os índios garimpeiros.

Não funciona e os silvícolas precisarão de assistência técnica para a mineração em escala, e lá estará o elemento civilizado, branco e esperto, o que, resumo significa o tiro de largada para uma nova corrida do ouro, com danos a vidas e ao meio ambiente, a degradação social e moral e o escambau. Mas voltemos às árvores. Todos sabemos, e a comunidade internacional grita que a floresta amazônica é o pulmão do planeta.

Pois bem, a ininterrupta agressão, a grilagem de terras, a ampliação de áreas de agricultura e pastoreio agora, ao que se vê, contam com o beneplácito governamental. O Ministério do Meio Ambiente é de fachada. Alemanha e Noruega ameaçam cortar as verbas que, generosamente, doam anualmente para a manutenção da floresta e seu povo. Governos anteriores foram fracos na defesa da Amazônia, mas o que se vislumbra agora é um completo descalabro. Interesse de quem? Meu estimado e (im)paciente leitor pode identificar com facilidade. 


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