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10 Outubro 2019 11:07:00

É que, mesmo vendo a longa distância, vale gastar rápida meditação em cima da bagunça causada pelas bombásticas declarações do ex-Procurador Geral Rodrigo Janot. Putz, o homem foi direto na veia ao dizer, com todas as letras, que foi ao STF armado e com a idéia de atirar no Ministro Gilmar Mendes.

Ah pois, o que temos e como fica? Temos que ficar apenas na força da expressão e, se nos parece, ensejando exageros de uns quantos a tirar vantagem e holofotes em cima da bravata do seu Janot. Busca e apreensão em sua residência e escritórios, inquéritos e procedimentos policialescos, circo de gosto duvidoso, teatro de fantoches. Corrijam-nos os juristas e doutos, pois recordamos lição de direito penal ouvida há mais de quarenta anos atrás, onde o Professor ditava que não há previsão legal em no direito pátrio para punir o crime de intenção. Foi o que vimos, data vênia.

Janot declarou que, já em passado meio distante, teve a má intenção. Todavia, salvo melhor juízo, não esboçou qualquer gesto para concretizar a idéia. Assim falece qualquer intenção punitiva, pois o crime, se crime houvesse, se ressente do requisito da materialidade indispensável à formação da culpa, exceto se, declaração dele, ter chegado a engatilhar a arma, porem sem mostrar ou apontar para sua pretensa vítima. O fato teria ocorrido já quase há três anos atrás.

Não vamos entrar no varejo barato de ter, segundo Janot, o Ministro Mendes referido à esposa do então PGR de forma desairosa. E como fica? Sem fazer outros juízos de valor, se nos parece que o ex-Procurador, de quando em vez, trejeita os olhos e mira torto como se portador de alguma psicose. Entretanto a afirmação carece de sustentação pois requereria avaliações de profissionais. O que vale dizer é que o carnaval em cima não fica bem pois revela desafetos e mágoas.

Quanto a proibir o agora Advogado Rodrigo Janot de adentrar ao prédio da Suprema Corte já é, isto sim, atentar contra prerrogativa de Advogado, bastando e tão somente cuidar para que ele não porte armas no recinto. Já temos problemas demais, crises demais para tomar de qualquer palha e fazer um samba-enredo com alegorias. A Nação e suas conspícuas Autoridades precisam retornar rapidamente à circunspeção e seriedade que a liturgia dos respectivos cargos exige. 


03 Outubro 2019 11:10:00

É que, até para os deficientes visuais e os tapados, é visível a olho nu a curva descendente de nosso prestígio internacional. Quando meu estimado e (im)paciente leitor estiver nos honrando com a atenção a estas mal traçadas, já se terá encerrado a assembleia geral da Onu. Pois bem, onde vamos e o que temos? Por amor ao protocolo e as tradições, a augusta assembleia tem sua reunião global aberta com o discurso do Presidente do Brasil.

Ah pois, sobredissemos que só por tradição, pois a vontade de quem lá manda era realmente mandar o Brasil às favas e não chamar ninguém. A comprovar o que dissemos, basta observar que a reunião da Onu para o debate do clima e sorte deste infeliz planeta, ignorou olimpicamente o Brasil, e sob a desculpa que a palavra só seria facultada a chefes de Estado e de governo, fizeram com que lá entrássemos calados e saíssemos mudos. Até uma menininha da Suécia, ativista entediada e tediosa, recebeu honrarias e microfones.

O discurso do Presidente do Brasil, mais de manifestação de ranço contra os franceses e cubanos, nada mostrou de concreto. Claro que nosso limbo forçado aconteceu por conta da fumaceira erguida na Amazônia e o tratamento que o Governo Federal dá ao tema, limitando-se a apagar alguns focos de incêndio, enviar militares e distribuir algumas multas, porem sem as atitudes que o mundo espera, a defesa firme e intransigente da maior floresta tropical do mundo. Nos contrários, o governo, sob a desculpa de que a região precisa desenvolver-se, está disposto a algum afrouxamento de rédeas, ou, em suma, o mato que pegue fogo. A opinião pública internacional, importantes chefes de governo olham torvo para tais atitudes, e o Governo da França mostra seu desagrado com as mais claras atitudes.

De bom é que o Senhor Bolsonaro disse lá fora que a Amazônia é nossa e nela ninguém tasca. Uma afirmação necessária de soberania. Ao correr do tempo, diga-se, nunca fomos levados muito à serio, e um francês já disse, em tempos idos que o Brasil não é um pais sério. Porem agora a baixa esta mais para baixo que aquilo que o gato enterra. No campo interno, medidas paliativas ou escorchantes como a reforma da Previdência, e cosméticas como a reforma tributária, esta uma alquimia que apenas vai tornar mais rala a sopa de letrinhas dos tributos, concentrando os impostos em menos siglas, mas a reforma que se esperava e se quer, a redução da sanha tributaria, esta fica para as calendas gregas.


26 Setembro 2019 11:34:30

É que, deixando de lado a constipação intestinal do Excelentíssimo, cuja tripa grossa ameaçava surgir do lado de fora próximo ao umbigo, lancemos rápida vista d'lhos sobre o panorama mundial. Não, nada de falar sobre o plástico que entope os oceanos e já cobre boa parte da superfície da terra. Tema batido e requentado, bastando e tão somente que aguardemos o momento, conforme vaticinado por este humilde escriba moreno, em que seremos literalmente sepultados sob ele. Porem, enquanto tal não ocorre, observemos a absurda vulnerabilidade do gigantismo.

A coisa nos veio à mente quando vimos as imagens do atentado contra a maior refinaria petrolífera do mundo, situada lá nos desertos sauditas. Ah pois, a coisa é tão grande que até um cego acertaria. Se não fora o catastrófico da coisa, seria risível a ideia do ataque, como foi desenvolvido, lançando explosivos levados por drones. Culpa evidente de quem inventou o drone. Em todos os continentes temos estruturas gigantescas agora vistas como sensíveis a atos daquele modelo. Edifícios, laboratórios, fábricas e outros que tais, tudo sensível aos atos de terror.

O terror já de há muito utilizado como arma política, para chamar a atenção, forçar negociações ou simplesmente para satisfazer a sede de sangue dos loucos. Fundam-se grupo de matiz ideológico, com objetivos separatistas ou religiosos, em nome de Deus ou de Alá, e da-lhe bomba. As bombas provocam outras bombas, retaliações e respostas armadas. Objetivo final? Final e único, Dinheiro. Dinheiro e Poder. O ser Humano ensandeceu. O passar do tempo, as mudanças de configuração das relações mercadológicas, a globalização fazem com que a relação de causa e efeito se propague muito rápida e contamine os negócios, como a explosão que citamos que acabou por fazer oscilar para menos as bolsas de valores ao redor do mundo. Para este escriba público, pobre de marré, pouco se nos dá se as ações sobem ou descem, podendo inclusive pegar fogo literalmente nas tais bolsas sem que se nos produza o menor abalo.

Loucos, ou expertos e vigaristas que trocam dinheiro por papel, o papel vira outro papel ate que vale absolutamente nada. Alguns ganharam mas sempre tem um trouxa que viu seu dinheiro viram pó.


12 Setembro 2019 15:56:00

É que, pela sazonalidade da época, meditemos sobre a nossa decantada independência, celebrada em prosa e verso mas, e sempre tem um mas, pouco compreendida e relativamente verdadeira. Nosso Brasil, como nação, resulta de um punhado de equívocos, e a tal independência também. Começa a lista de fraudes pelo quadro do Pedro Américo, a pintura não passa de plagio de um pintor francês e a cena retratada, em verdade, era o General Napoleão Bonaparte e seu cavalo branco, cercado de Generais de seu exercito.

O Pedro Américo substituiu o esquadrão de soldados presentes na pintura original por um carro de bois com o seu condutor abestalhado em sem compreender o que acontecia. Piedosa fraude pois o Príncipe =Regente naquele momento protegia-se no detrás de frondosa moita onde dava vazão a desgraçada e poderosa cólica intestina. Atrás da moita o encontrou o estafeta real que trazia as tais cartas do Bonifácio e da Real Esposa. D. Pedro ergueu a mão sobre a touça para pegar as missivas pensando, obviamente, em delas fazer uso no imediato após a pacificação intestinal intercorrente e, por desfastio e tempo fez leitura, habito cultivado por tantos até hoje em ler enquanto aos pés. As noticias eram as comuns e retratavam o quanto não era levado a sério o nosso Regente, com parágrafo que noticiava sua imediata convocação para retorno a Portugal.

Sua Alteza zangou-se pois a fartura material que aqui encontrava para vazão a seu apetite sexual certamente não a teria em Lisboa e adjacências, pois aqui o Majestoso inclusive frequentava, ou era habituê de prostíbulos, pouco se lixando para etiquetas e conveniências. A zanga Real culminou com o tal grito da independência. De resto, aos trancos e barrancos chegamos aqui. A independência a nós doada ainda é relativa e impossível do absolutismo, pois dependemos de dinheiro, tecnologia e conhecimento que estão lá fora e quem os tem sabe o preço a cobrar.

Meu estimado e (im)paciente leitor resmunga que isto faz parte das relações internacionais e não interfere na nossa independência política. Interfere sim. Os gringos lá fora estão sempre de olho e ávidos por dominar este pais de silvícolas rapidamente. Atualmente o pouco respeito e acatamento que dispúnhamos no concerto das nações vem diminuindo pelas atitudes rinocerontescas e elefantina dos que nos governam. Mas o sentimento de brasilidade e grande e manteremos esta independência relativa mesmo se necessário irmos às armas.


12 Setembro 2019 15:56:00

É que, pela sazonalidade da época, meditemos sobre a nossa decantada independência, celebrada em prosa e verso mas, e sempre tem um mas, pouco compreendida e relativamente verdadeira. Nosso Brasil, como nação, resulta de um punhado de equívocos, e a tal independência também. Começa a lista de fraudes pelo quadro do Pedro Américo, a pintura não passa de plagio de um pintor francês e a cena retratada, em verdade, era o General Napoleão Bonaparte e seu cavalo branco, cercado de Generais de seu exercito.

O Pedro Américo substituiu o esquadrão de soldados presentes na pintura original por um carro de bois com o seu condutor abestalhado em sem compreender o que acontecia. Piedosa fraude pois o Príncipe =Regente naquele momento protegia-se no detrás de frondosa moita onde dava vazão a desgraçada e poderosa cólica intestina. Atrás da moita o encontrou o estafeta real que trazia as tais cartas do Bonifácio e da Real Esposa. D. Pedro ergueu a mão sobre a touça para pegar as missivas pensando, obviamente, em delas fazer uso no imediato após a pacificação intestinal intercorrente e, por desfastio e tempo fez leitura, habito cultivado por tantos até hoje em ler enquanto aos pés. As noticias eram as comuns e retratavam o quanto não era levado a sério o nosso Regente, com parágrafo que noticiava sua imediata convocação para retorno a Portugal.

Sua Alteza zangou-se pois a fartura material que aqui encontrava para vazão a seu apetite sexual certamente não a teria em Lisboa e adjacências, pois aqui o Majestoso inclusive frequentava, ou era habituê de prostíbulos, pouco se lixando para etiquetas e conveniências. A zanga Real culminou com o tal grito da independência. De resto, aos trancos e barrancos chegamos aqui. A independência a nós doada ainda é relativa e impossível do absolutismo, pois dependemos de dinheiro, tecnologia e conhecimento que estão lá fora e quem os tem sabe o preço a cobrar.

Meu estimado e (im)paciente leitor resmunga que isto faz parte das relações internacionais e não interfere na nossa independência política. Interfere sim. Os gringos lá fora estão sempre de olho e ávidos por dominar este pais de silvícolas rapidamente. Atualmente o pouco respeito e acatamento que dispúnhamos no concerto das nações vem diminuindo pelas atitudes rinocerontescas e elefantina dos que nos governam. Mas o sentimento de brasilidade e grande e manteremos esta independência relativa mesmo se necessário irmos às armas.


05 Setembro 2019 10:05:00

É que, vale lançar vista d'olhos sobre a bola da vez, a Amazônia, suas queimadas e a diatribe surgida entre o Governo do Brasil e governos da Europa especialmente. Ao primeiro, este humilde e despretensioso escriba público já grafou, aqui mesmo neste espaço, que na Amazônia não vai sobrar uma árvore em pé para contar a história. Felizmente não estarei aqui, e nem os da minha geração, para comprovar a assertiva.

Pois bem, o que temos e onde vamos? Temos que a maior floresta tropical do mundo está basicamente assentada sobre uma imensa planície. Terra apropriadíssima para o cultivo e o pastoreio. Assim, grileiros, fazendeiros e et caterva, vão lançando fogo em vastas áreas para o cultivo e pasto. O que já era feito meio na socapa, foi favorecido por recentes declarações governamentais, declarações somadas a atos destrambelhados e tresloucados, interpretados que foram como o sinal verde para atacar o verde com fogo. Como resultado estamos a assistir um espetáculo dantesco que qualquer cineasta de meia pataca filmaria como Amazônia em chamas.

Ao segundo, o clarão e a fumaça acabaram por atrair a atenção dos potentados europeus, atenção esta não pelo sentimento preservacionista mas pela cupidez em achar formulas para apossarem-se do maior bioma do planeta, rico não só do que está sobre o solo mas, especialmente o que está em baixo, pois sabemos que esta gente está defecando para o destino do mico-leão dourado, a ariranha e índios.

Querem mais é que desapareçam logo pois estão atravancando o progresso. Ao terceiro, dentre as besteiras diariamente pronunciadas pelo tal Chefe da Nação, especialista em acidentes verbais, algo que disse não se nos parece tão despropositado assim. O Capitão-Presidente disse com todas as letras que suspeitava de ONG's, pois estas viviam ou vivem de quarenta por cento das verbas doadas pelos governos estrangeiros e entidades internacionais, sugerindo o Homem que à mingua desta polpuda verba, a cambada alvorotou-se e promoveu oportunos incendiozinhos para atrair a atenção e chamar as granas de volta. Nos faz sentido isto, ainda que nós, como o Presidente, não tenhamos a menor comprovação, nem sei eu quais as tais Ong's.

Quanto ao bate boca entre o Bolsonaro e o Macron, que se me parece mistura a excelentíssima de um deles, sugiro que resolva no estilo clássico, ou seja o duelo. Aposto no Borsona. Quanto ao desmatamento em sí, já que o exercito está lá, algumas rajadas de metralhadora e alguns fazendeiros enforcados em uma Massaranduba bem alta, com direito a presença da Imprensa, pode ajudar. 


05 Setembro 2019 10:05:00

É que, vale lançar vista d'olhos sobre a bola da vez, a Amazônia, suas queimadas e a diatribe surgida entre o Governo do Brasil e governos da Europa especialmente. Ao primeiro, este humilde e despretensioso escriba público já grafou, aqui mesmo neste espaço, que na Amazônia não vai sobrar uma árvore em pé para contar a história. Felizmente não estarei aqui, e nem os da minha geração, para comprovar a assertiva.

Pois bem, o que temos e onde vamos? Temos que a maior floresta tropical do mundo está basicamente assentada sobre uma imensa planície. Terra apropriadíssima para o cultivo e o pastoreio. Assim, grileiros, fazendeiros e et caterva, vão lançando fogo em vastas áreas para o cultivo e pasto. O que já era feito meio na socapa, foi favorecido por recentes declarações governamentais, declarações somadas a atos destrambelhados e tresloucados, interpretados que foram como o sinal verde para atacar o verde com fogo. Como resultado estamos a assistir um espetáculo dantesco que qualquer cineasta de meia pataca filmaria como Amazônia em chamas.

Ao segundo, o clarão e a fumaça acabaram por atrair a atenção dos potentados europeus, atenção esta não pelo sentimento preservacionista mas pela cupidez em achar formulas para apossarem-se do maior bioma do planeta, rico não só do que está sobre o solo mas, especialmente o que está em baixo, pois sabemos que esta gente está defecando para o destino do mico-leão dourado, a ariranha e índios.

Querem mais é que desapareçam logo pois estão atravancando o progresso. Ao terceiro, dentre as besteiras diariamente pronunciadas pelo tal Chefe da Nação, especialista em acidentes verbais, algo que disse não se nos parece tão despropositado assim. O Capitão-Presidente disse com todas as letras que suspeitava de ONG's, pois estas viviam ou vivem de quarenta por cento das verbas doadas pelos governos estrangeiros e entidades internacionais, sugerindo o Homem que à mingua desta polpuda verba, a cambada alvorotou-se e promoveu oportunos incendiozinhos para atrair a atenção e chamar as granas de volta. Nos faz sentido isto, ainda que nós, como o Presidente, não tenhamos a menor comprovação, nem sei eu quais as tais Ong's.

Quanto ao bate boca entre o Bolsonaro e o Macron, que se me parece mistura a excelentíssima de um deles, sugiro que resolva no estilo clássico, ou seja o duelo. Aposto no Borsona. Quanto ao desmatamento em sí, já que o exercito está lá, algumas rajadas de metralhadora e alguns fazendeiros enforcados em uma Massaranduba bem alta, com direito a presença da Imprensa, pode ajudar. 


29 Agosto 2019 14:55:00

É que, vencido o primeiro jogo da Reforma da Previdência, com a segunda partida já iniciada no campo do Senado da República, a bola da vez é a tal Reforma Tributária. Reforma? Sim, esta sendo titulada assim. Claro que ainda é cedo para a formulação de juízo mais seguro, porem o que está sendo trazido a público indica que trata-se de reforma cosmética, muito mais no terreno da semântica do que nos tributos.

Ora pombas, enfeixa alguns tributos sob sigla única, retira competências de Estados e Municípios, mas passa ao largo do principal que se nos parece ser exatamente a diminuição da carga tributária escorchante que pesa sobre as empresas e nos cidadãos, especialmente os da camada zé povo. Zé povo repito, pois alguns privilegiados podem contratar especialistas que transitam com desenvoltura neste cipoal tributário e conhecem bem os atalhos para isentar, deixar de recolher ou, em bom português, sonegar sem chance para o Ente Tributador. Veja-se que no departamento do Imposto de Renda já se crava a idéia de alinhavar as alíquotas e sepultar as tais isenções ou deduções fiscais, malha por onde sempre se pode tornar a mordida leonina menos cruel e sangrenta.

O Capitão-Presidente, sorriso do lagarto, proclama que pretende dispensar do tributo e dá obrigação declaratória os vencimentos de até 5 Mil Reais. O Dr. Paulo, sorri à socapa e diz que até pode ser, porém no íntimo prepara o arroxo do garrote. As empresas serão taxadas pelo lucro, na distribuição de dividendos e no faturamento. Nem um camelo vai guentar. Em síntese, o que a sociedade pede é a tal justiça tributária e não exercícios semânticos a mudar o nome do imposto quando precisar mudar é o percentual.

Para não dizer que não falamos de flores, ainda se planeja a facada mestra, o retorno do imposto sobre pagamentos, a finada CPMF, voltando agora sob a capa de tributar na entrada e na saída. Resta a esperança que este monstrengo seja liquidado pelos Deputados quando manusearem a proposta, pois os tais Parlamentares não são bobos e sabem que um voto favorável a tal absurdo terá preço alto nas urnas. Ainda bem que temos o couro grosso e mais umas chicotadas governamentais não vão exatamente nos abater.


22 Agosto 2019 11:26:00


(Foto: Divulgação) /

É que, mesmo que seja por mero exercício lucubrativo, vale lançar vista d'olhos sobre o Diploma Legal recém-votado pelo Parlamento Nacional, a nova Lei do Abuso de Autoridade. A edição da nova Lei abriu gritaria nacional nos setores corporativos vociferando Delegados Federais, Magistrados e o Ministério Público, os Poderes Constituídos, todos unânimes em dizer que a tal Lei algema, impede, tolhe, amordaça e atemoriza os Servidores Públicos, castra a iniciativa investigativa, atemoriza aprofundamentos nos indícios de crime, em fim uma gritaria de dar dó.

Observe-se, de início, que a lei que possuíamos para estes efeitos data de 1965 e, no dizer de alguns doutos continha omissões e lacunas agora definitivamente preenchidas. Questão de ponto de vista. Na democracia um dos postulados mais caros é exatamente a independência do Juiz para apreciar a prova e sentenciar. Ao ministério Público cabe impulsionar a investigação, acionar a Polícia Judiciária e, se for o caso, ofertar denuncia e requerer a persecução criminal. Então onde vamos e o que temos? Temos que, na atualidade, e à luz de fatos recentes e conhecidos, vimos indícios de conluios, mistura de atividades e funções tudo, ao que dizem, para obter boa prova, saltar obstáculos e condenar.

O ex-presidente Lula grita que é vítima de tais arranjos espúrios e o fato em si se enegrece ainda mais com divulgações da mídia eletrônica sobre troca de mensagens indicativas de, no mínimo, suspeita do tal arranjo. Bem verdade que o velho Sapo Barbudo de inocente não tem nada e tem isto sim suas impressões digitais no jarro. Mas seu maior crime ainda é o de ser nordestino, retirante, sem cultura e que ousou ofender a sociedade conservadora e rançosa com a ocupação da sagrada presidência da República, ora já se viu?

De qualquer forma estão postas as mais sérias dúvidas sobre a imparcialidade com que foi julgado. Voltando à vaca fria, tem que ter cuidado ao algemar, cuidado em olhar torvo para os suspeitos, não exceder prazos e mais um sem número de restrições. Conforme o Réu for tratado na audiência pode ensejar uma denúncia contra o juiz. Claro que a nova lei tem lá seus excessos, suas desnecessárias filigranas, apontam-se propositadas e complicadoras subjetividades e aleatoriedades,e, já dizem por aí, que ela resulta do mais puro revanchismo. Vai lá saber. 


15 Agosto 2019 12:01:00

É que, nestes tempos de Brasil, não podemos e não devemos esconder que o novo Governo Federal nos provoca, no mínimo, alguma perplexidade. Claro que a incontinência verbal do Presidente da República, sua falta de tato e diplomacia já não nos surpreende. Sua diplomacia e fineza no trato dos temas públicos é a mesma de um elefante perdido em um taquaral. Mas há que se conviver que, exatamente de bobo ele não tem nada.

Os rompantes de campanha, o propalado rompimento com a velha política não passou de verborragia balofa, o governo novo tem tudo o mais um pouco de todos os velhos governos, o toma lá da cá, o nepotismo protecionista e privilegiador dos familiares, aos amigos os benefícios da lei e aos inimigos os rigores da lei. Mas, repito, ao menos de bobo, ainda que pareça ao contrário, ele nada tem. Ah pois, então onde vamos? Nossa perplexidade, ou nítida desconfiança, vai por conta desta queda de braço com o INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Organismo técnico é que é detentor dos maiores elogios e credibilidade internacional. Pois bem, o Impe ao divulgar os números, em quilômetros quadrados, do desmatamento, especialmente da Amazônia, acabou por provocar a cólera do Supremo Magistrado da Nação. Os dados mostrados ditam crescimento constante. O Homem contesta os números e pede avaliações novas e de outras fontes. Tal não bastasse ainda anuncia a pretensão de liberar garimpo nas terras indígenas, ao que disse, a idéia e fazer os índios garimpeiros.

Não funciona e os silvícolas precisarão de assistência técnica para a mineração em escala, e lá estará o elemento civilizado, branco e esperto, o que, resumo significa o tiro de largada para uma nova corrida do ouro, com danos a vidas e ao meio ambiente, a degradação social e moral e o escambau. Mas voltemos às árvores. Todos sabemos, e a comunidade internacional grita que a floresta amazônica é o pulmão do planeta.

Pois bem, a ininterrupta agressão, a grilagem de terras, a ampliação de áreas de agricultura e pastoreio agora, ao que se vê, contam com o beneplácito governamental. O Ministério do Meio Ambiente é de fachada. Alemanha e Noruega ameaçam cortar as verbas que, generosamente, doam anualmente para a manutenção da floresta e seu povo. Governos anteriores foram fracos na defesa da Amazônia, mas o que se vislumbra agora é um completo descalabro. Interesse de quem? Meu estimado e (im)paciente leitor pode identificar com facilidade. 


08 Agosto 2019 11:01:00


(Foto: Kalyane Alves) /

O fato é que, mesmo sendo este humilde escriba público um tanto avesso às tais ONGs, aquelas que são fundadas, adredemente, exatamente com o fito de mamar verba pública, não podemos ficar indiferentes áquelas entidades meritórias e de alcance comunitário. Dentre outras, desejo prender-me a PATINHAS DO BEM.

Ah pois, a entidade, protetora dos animais, com foco especial em cães e gatos, sobrevive com dificuldades imensas, carências e, principalmente a carência de recursos para a manutenção de suas atividades. Inegavelmente esta entidade nos presta os mais relevantes serviços, dando amparo e acolhimento a cães abandonados, pois cão sem dono é apenas figura de linguagem, licença literária.

Em uma intervenção digna dos maiores encômios, quando a questão dos cães vadios assumia proporções de alarme, quase epidemia, a Patinhas assumiu papel de liderança e com o apoio do Poder Público fez um trabalho de castração dos cachorros. Outras organizações também as fizeram, antes e depois.

O que vale lembrar é que a campanha em referência não teve custos financeiros individuais para ninguém. Claro que não resolveu o problema em si, mas já lançou impeditivos à proliferação desordenada destes animais, pois os tais estão pouco se lixando para nós e, por quem são, não podem refrear os instintos de procriação de que a mãe natureza lhes dotou. Mas onde vamos agora? Pois é exatamente este o ponto.

A PATINHAS DO BEM vem de lançar campanha tipo ação entre amigos para arrecadar algum fundo. Este artiguete tem o exatamente a finalidade de apoiar e estimular. Convocamos a todos, a começar pelos meus ilustres e (im)pacientes leitores para que se unam, busquem a tal ação entre amigos e permitam que a Patinhas continue com seu meritório trabalho. Mão nas carteiras, talões de cheques e cartões e rostos alegres pela oportunidade de contribuir com algo que nos serve a todos 


25 Julho 2019 11:58:45

O fato é que, voltando ao obvio lugar comum, não é demasiado nunca o afirmar de que o progresso de uma nação se faz com educação. Aqui, na pátria brasilis, ela vai assim meio bamba, mal das pernas, aos trancos e barrancos, avançando aos arrancos quando não marcando passo por conta dos diários equívocos do grande comando, corta verba aqui, manda verba lá onde não é urgente e assim vai.

A grande bola da vez, no processo de emasculação, é a pesquisa. Ah pois, vamos então falar de flores. Aqui, na nossa terrinha, cujas pragas do monge se nos parecem definitivamente esconjuradas, está a acontecer, no âmbito da educação municipal, um evento da maior importância e significado. A Feira do Conhecimento. O título motivacional da atividade é, de per si, um universo. Também demonstra a doação da liberdade necessária que é dada a gestores e professores das diversas unidades educacionais para abordar e desenvolver o tema que desejarem.

Pois bem, a apresentação em curso não se resume a engenhocas ou montagem de quebra-cabeças. Não, vai além e pudemos ver a multiplicidade de criações, desde as mais simples até as mais complexas, abordagens científicas, exposição de pensamentos. Um fato extraímos do contexto. Os trabalhos produzidos foram expostos e a comunidade toda convidada a ir conhecer. Que temos então? Temos que a gestão municipal da Educação, na pessoa do ilustre Secretário - Prof. Kleberson Luciano Lima, este sempre atento aos nortes gerais vindos do Gabinete do Prefeito, não se esconde, não se acovarda.

Ao contrário, se expõe e chama a comunidade para vir exercer seu senso crítico, pois os trabalhos expostos também corporificam resultados da educação ministrada diariamente em sala de aula, desde a tenra infância até as classes mais avançadas. É importante que a comunidade compareça, visite e avalie. A construção de nosso Pais, no futuro de médio prazo está exatamente presa a educação que fornecemos agora, não só os aspectos formais das ciências, humanidades e artes, mas também de cidadania e responsabilidade infundida na geração que ali está a educar-se.

Nem tudo está perdido, vemos, agora mesmo, estudantes brasileiros a receberem honras e glórias em reuniões e competições internacionais do saber. Temos professores capazes e interessados, ainda que suas remunerações estejam aquém, material, massa humana da melhor qualidade, então resta apertar os dentes e seguir em frente. Parabéns a todos.  


18 Julho 2019 09:00:00

É que, neste período invernal, quando semana que passou nosso estado, como de resto toda a região sul, frequentou com assiduidade os noticiosos midiáticos por conta de temperaturas siberianas, geadas de fazer bugio desocupar galho de pinheiro, voltamos nossa atenção para o sofrimento causado pelo frio, especialmente para os descamisados, os despossuídos, moradores de rua sem eira e sem beira.

Claro que este escriba moreno sempre lança olhar torvo para aqueles que, mais protegidos do ouro, lançam-se de longas distâncias para as plagas do sul em busca da famigerada neve, espetáculo bisonho e triste porém atrativo para desocupados ricos, dando razão ao adagio que dita gostarem uns dos olhos enquanto outros apreciam a remela. Com satisfação ouvimos fartas notícias que o poder público, especialmente, o Poder Municipal, sensível e humano, tomou medidas de apoio e acolhimento a este povo desprotegido, com a preparação de abrigos e áreas de acolhimento para os sem-teto, distribuição de agasalhos e cobertores acompanhados de fundos pratos de sopa quente para aquecer corpos e almas combalidas pelo rigor do tempo.

A louvável e oportuna iniciativa do poder público em diversos municípios da chamada região serrana e oeste, é complementada também com fartura, inclusive aqui na nossa terrinha, pela ação social generosa de instituições privadas e entidades filantrópicas que com as campanhas de agasalho recebem doações em quantidade como se vê dos números divulgados. A fome é negra mas acompanhada do frio é a proximidade da morte, o processo letárgico da hipotermia a induzir a mortal sonolência que transporta para o além. Este humilde escriba público tem verdadeiro horror e ojeriza a frio, neve, geada e congêneres do caraca.

Um sofrimento atroz, mitigado pelo velho, bom e já combalido fogão a lenha, em cujo calor medito sobre o ditado chulo de que o brasido só serve para deixar este moreno ainda mais vadio. Todo o sobredito teve como finalidade parabenizar o poder público e a iniciativa privada que se compadeceram dos sofredores. Obrigado.


20 Junho 2019 07:00:00

É que, nestes tempos do dito pos-moderno, da tecnologia, da cibernética e todos os quetais envolvidos no gênero, este humilde escriba público volta às vistas e a atenção para a bola da vez, ou seja, a invasão do smartphone do Senhor Ministra de Estado da Justiça o ex-Magistrado Sergio Moro. O fato seria comum e desapercebido, pois tais invasões cibernéticas acontecem a cada momento, não fora o Excelentíssimo o Juiz Criminal no Processo Criminal contra o ex-Presidente Lula.

Agora um site noticioso pega as conversas do Senhor Ministro, seus bate-papos e conversas formais com os Procuradores, o Ministério Público da operação Lava-Jato. Pois bem, onde vamos e o que temos? Ao primeiro, ninguém é néscio para dar atestados de inocência e candidez ao ex-Presidente e agora prisioneiro. O velho Sapo Barbudo no dizer do finado Brizola, aproveitou o e do cargo e botou a mão no jarro. Mas e então? Então o que está sendo publicamente questionado, provocando inclusive resmungos entre Ministros da Suprema Corte, é a necessária e indispensável isenção do Magistrado, do Julgador.

Isenção esta não só para o julgamento do Lula como o de qualquer cidadão. Ao recordar velhas lições de direito, velhas e, agora, ao que parece caducas, aprendi que o ônus da prova incumbe a quem alega. Cabe aos acusadores reunir a prova, reunir dizemos nós, não produzir, no sentido de fabricar. Ao Juiz e Diretor do Processo incumbe, e tão somente, aguardar o carrear das provas aos Autos, promover o debate necessário entre a acusação e defesa e, depois, com a mais absoluta isenção de animus, julgar a prova produzida e sentenciar.

Ao que se vê não foi bem isto que aconteceu no julgamento do ex-Presidente. Mesmo durante a instrução criminal, nos interrogatórios e depoimentos do Lula sempre foi visto, e à saciedade, no mínimo uma certa má vontade do Juiz Moro. Talvez o Julgador como de resto a nação, tomado de cólera ante o escabroso e acintoso assalto levado a efeito nos cofres públicos.

Tal sentimento, todavia, não exime o Julgador da exigida isenção. Para o Juiz o Réu não tem cor, altura, beleza ou feiura. Vem a público agora as conversas do então Magistrado com os Procuradores e, ao que acusam, certos setores, trocaram instruções e intenções de procedimentos. Tal é vetado pela lei e pela ética. Já advogamos aqui, em ocasiões outras, fosse o Velho Sapo julgado com a mais absoluta lisura. Condenado se merecedor. Jamais o tal e decantado estado de direito vai consentir em arranjos. Prova liquida e insofismável. Ainda que criminosa a ação do tal invasor eletrônico, se nos parece que lhe somos devedores de um serviço.


13 Junho 2019 11:51:03

É que, quando meu estimando e (im)paciente leitor estiver nos honrando com sua atenção para estas despretensiosas linhas, estaremos também nas antevésperas da data magna de nossa emancipação político administrativa. Em qualquer situação ou circunstância o fato já ensejaria ruidosa comemoração.

Mas não é um aniversário qualquer, são exatos cento e cinquenta anos de existência como unidade municipal fincada no píncaro do planalto. Olhando em volta, avaliando tudo o que acontece, não há dúvida qualquer que temos muito a comemorar. Ao primeiro porque somos alguém no conjunto e mesurando-se as crescentes taxas de desemprego estamos abaixo dela e, não nas quantidades ideais mas, a cada mês, vamos criando novas vagas de emprego.

À nossa volta, salta aos olhos as transformações, para melhor, por que vamos passando, e o nosso meio urbano vai modificando-se com novos e imponentes edifícios e condomínios, nos remetendo à lembrança nos inícios da década de setenta quando atingimos a marca mágica dos cinco pavimentos. O asfalto vai dominando nossas vias que, ate bem pouco pode se dizer, eram de chão batido. No meio da produção, continuamos focados nas nossas vocações principais e primarias, quais sejam o agronegócio e o reflorestamento com o aproveitamento industrial da madeira produzida, inclusive participando nos percentuais de exportações.

A atividade primaria, por sua vez vai mantendo impulsionando o comércio e a prestação de serviço. No terreno administrativo, o comando modelar vindo a Prefeitura Municipal vem nos dotando das obras estruturantes a garantir os avanços ainda maiores, com especialistas e outros nem tanto dizendo que à próxima administração pouco restará a fazer, exceto na manutenção das rodovias e término das poucas ruas sem pavimentação.

Assim, com o espírito menos carregado e o olhar menos torvo, vamos todos participar da excelente programação de festejos de nosso sesquicentenário, com pontos altos na Semana Literária e o show nacional sertanejo que, acentue-se, é oferecido gratuitamente ao povo em bela iniciativa da administração municipal.


30 Maio 2019 11:40:00


(Imagem: Divulgação) /

É que, continuamos a marcar passo, no compasso de dois para frente e um para traz. A economia. O setor produtivo culpa o governo e os políticos por falta de atitudes que possam favorecer o crescimento. Por sua vez o Governo, a Autoridade Monetária dita que sem a geração de superávit primário, sem equilíbrio fiscal não é possível programar ações que possam estimular o crescimento.

As estatísticas nefastas mostram o brutal desemprego, a grande massa desocupada e, consequentemente, sem renda, sem poder de compra, poder de compra que é um eufemismo para dizer que passa fome ou, no máximo e com muito favor se sub alimenta. Afora do dito agronegócio que vai muito bem obrigado, os demais setores de produção estão em semiestagnação. No máximo a indústria vai penando, fazendo de tripas o coração para se manter de pé e no que está.

Porém a verdade que uma grande medida de nosso parque fabril está ocioso e os empresários temerosos em investir, ampliar, produzir mais e abrir vagas de trabalho. Uma coisa fica facilmente demonstrada, mostra que boa parte de nossa atividade econômica, da ocupação de mão de obra está exatamente nas grandes obras governamentais, as usinas de energia elétrica, os grandes projetos rodoviários, os elefantes brancos que consomem dinheiro e não se concluem.

A coisa toda então mal se equilibra, à beira do precipício e temerosa de cair. Necessidade de grandes obras nos temos, como por exemplo, a ferrovia do frango desde o oeste até o litoral catarinense. Rodovias com asfalto casca de ovo que já se deterioraram nas regiões centro-oeste e norte. Portos em estado de estrangulação clamando por ampliação. Tudo tropeça na absoluta falta de dinheiro. Tal conjunto leva para a projeção de pouco crescimento do PIB, encolhendo este indicador a cada mês, nos remetendo à proximidade de zero até o final do ano.

Com tal quadro, os ditos investidores, ou seja os compradores de papéis da Bolsa, se retraem ou trancam as bolsas pessoais e bolsos, migram para outros ativos, compram Dólar, ouro ou fedelspato.Um atraso que nos mantem no degrau terceiro-mundista. Quando as riquezas e reservas naturais secarem então veremos sim o que é bom para a tosse. É que, continuamos a marcar passo, no compasso de dois para frente e um para traz. A economia. O setor produtivo culpa o governo e os políticos por falta de atitudes que possam favorecer o crescimento. Por sua vez o Governo, a Autoridade Monetária dita que sem a geração de superávit primário, sem equilíbrio fiscal não é possível programar ações que possam estimular o crescimento. As estatísticas nefastas mostram o brutal desemprego, a grande massa desocupada e, consequentemente, sem renda, sem poder de compra, poder de compra que é um eufemismo para dizer que passa fome ou, no máximo e com muito favor se sub alimenta.

Afora do dito agronegócio que vai muito bem obrigado, os demais setores de produção estão em semiestagnação. No máximo a indústria vai penando, fazendo de tripas o coração para se manter de pé e no que está. Porem a verdade que uma grande medida de nosso parque fabril está ocioso e os empresários temerosos em investir, ampliar, produzir mais e abrir vagas de trabalho. Uma coisa fica facilmente demonstrada, mostra que boa parte de nossa atividade econômica, da ocupação de mão de obra está exatamente nas grandes obras governamentais, as usinas de energia elétrica, os grandes projetos rodoviários, os elefantes brancos que consomem dinheiro e não se concluem.

A coisa toda então mal se equilibra, à beira do precipício e temerosa de cair. Necessidade de grandes obras nos temos, como por exemplo, a ferrovia do frango desde o oeste até o litoral catarinense. Rodovias com asfalto casca de ovo que já se deterioraram nas regiões centro-oeste e norte. Portos em estado de estrangulação clamando por ampliação. Tudo tropeça na absoluta falta de dinheiro. Tal conjunto leva para a projeção de pouco crescimento do PIB, encolhendo este indicador a cada mês, nos remetendo à proximidade de zero até o final do ano.

Com tal quadro, os ditos investidores, ou seja os compradores de papéis da Bolsa, se retraem ou trancam as bolsas pessoais e bolsos, migram para outros ativos, compram Dólar, ouro ou fedelspato.Um atraso que nos mantem no degrau terceiro-mundista. Quando as riquezas e reservas naturais secarem então veremos sim o que é bom para a tosse. 


23 Maio 2019 11:35:00


( Imagem: Divulgação)

É que, por falta de inspiração e tema concreto a preencher este hebdomadário espaço, voltamos a atenção para este mundo que se convencionou chamar de fake news e sua influência no comportamento cotidiano. Dados que se divulgam diariamente dão conta de que ainda estamos distantes das metas fixadas pelo Ministério da Saúde para o atual período de vacinação contra a gripe, a tal h1n1, n2 e o diabo a quatro.

Ah, pois, por conta das tais fake news detectou-se que o povo tem corrido da vacina muito menos por fobia a agulha, caso deste escriba moreno, e mais pelas notícias e comentário disseminados nas tais redes antissociais propagando-se ali os maiores absurdos sobre efeitos colaterais adversos, um amontoado de besteiras ditas por bocas moles, que não sabem nem para que lado os patos urinam quanto mais sobre efeitos colaterais de qualquer coisa.

É um desserviço que se presta a cada minuto ao espalhar-se inverdades e absurdos sobre os efeitos das vacinas. Canalhas que deveriam ser identificados e presos, severamente punidos exatamente por atentarem contra a saúde publica. A facilidade e o pseudo anonimato facilitam o espalhar destes absurdos. Daí, por conta de nossa crassa ignorância, fugimos daquilo que, a duras penas e sabei-se lá por que milagre, o governante ainda tem ofertado gratuitamente. Somos uma nação doente e de doentes e, agora, quando se chama o povo para imunizar-se acontece isto. Vacina, isto remete a outro pensamento.

Vacina é ciência, e ciência é pesquisa. Ah pois, agora, a Autoridade acaba de tungar, de passar o gadanho em percentual avultado das receitas destinadas às Universidades Federais. De há muito vem se proclamando que a razão e o motivo de nossas mazelas é a educação ou a falta dela. No meio acadêmico, na Universidade brasileira se concentra a absoluta maioria dos cientistas e pesquisadores. Agora trabalhos devem ser interrompidos, tempo e esforços perdidos e conhecimento que se atrasa ou se perde. A Universidade Federal de Santa Catarina, inclusive o nosso campus prepara, com razão, manifestação pública de repúdio contra este absurdo e nos conclama a todos juntarmo-nos a eles.

 Nunca dantes se precisou tanto de massificação da educação para deixarmos esta condição de pais tupiniquim.



02 Maio 2019 11:31:00

É que, nestes tempos do pós-moderno, onde as atitudes discretas e a palavra discrição perderam-se nas areias da futilidade, da absoluta e absurda necessidade de exposição, de aparecer, de ser notado. Em tempos não muito distantes ainda se dizia e gritava a alguém meio saliente, que se quer aparecer pinta a traseira de vermelho ou pendura uma melancia no pescoço. 

Agora, esta ânsia midiática, esta vida sem segredos remete a publicação sôfrega de tudo o que faz e o que pensa, ainda que tais sejam desatinos e disparates rematados. Ah, pois, ora veja que, nos tais tempos de antanho, os familiares de um governante, fosse ele sátrapa municipal, governador de estado ou Chefe da Nação, comportavam-se seus familiares, parentes e aderentes, de acordo com os ditames e reclamos da liturgia do cargo.

Mesmo aqui, na terrinha, tivemos primeiras-damas que foram primores de discrição, brilharam e pontificaram exatamente pela ausência, enquanto outras se entendiam tanto ou mais reais que o próprio Rei. Mas onde vamos? Vamos ao Planalto Central, ao Alvorada, ao centro do Poder. O poder, o altissonante exercício da suprema magistratura da Nação quase que diariamente é colocada em situações delicadas, beirando ao vexame, sem contar os desencontros administrativos, exatamente, porque os filhos do Presidente, pressurosos de tal prerrogativa e arrogantes e pretenciosos, querem ser exatamente mais reais que o Rei que, no caso é o pai dos tais, e comandante em Chefe das Forças Armadas.

Dedos cheios de cócegas, disparam disparates no tal twitter e demais redes sociais, adjetivando ministros de Estado, dando os mais estapafúrdios palpites sobre Estados e Governos estrangeiros, nos constrangendo, envergonhando e comprometendo as relações externas com nações amigas e, outras, nem tanto. No tempo presente, o governo do Brasil e uma espécie de quadriunviarato. Melhor será o Capitão-Presidente chamar os meninos a seus joelhos, distribuir as palmadas devidas e necessárias e passar às ordens do dia com ênfase no cala a boca, bico fechado sob pena de suspensão das mesadas e corte dos pirulitos. O poder, ainda que inebriante e causador de desvarios, exige circunspeção e postura.


25 Abril 2019 14:48:00


Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo/

É que, ainda teimamos em não aceitar nem engolir certas coisas. No oceano de tragédias que nos assola desde o começo deste fatídico e aziago ano, agora estamos a conviver com mais uma. No massacrado Rio de Janeiro, Bairro de Muzema, duas edificações, gambiarras, cacetões armados, vieram abaixo de um só golpe, ruíram como castelo de cartas e, desgraçadamente, sepultando em seus escombros mais de uma dezena de vítimas, infelizes que, por circunstâncias da vida, se submeteram a adquirir moradia em tais armadilhas.

Onde vamos? Tais edificações, feitas legitimamente nas coxas, sem qualquer resquício de critério técnico, sem cálculos ou quaisquer outros procedimentos da mais rudimentar engenharia. Mas a questão ainda não é esta. A coisa tem uma origem nefasta. Começa que tais arapucas, as dezenas, se ergueram em lugar vetado para edificação por se tratar de encosta e outras filigranas ambientais e jurídicas que englobam a legislação proibitiva de ali edificar. Caceta e planeta.

Depois da desgraça que nos é dado a, estarrecidos, conhecer, vem a tal Autoridade Municipal, o Alcaide Mor a vomitar palavrório e dizer, pasmem, que já se emitiram tantos e tantos editos proibitivos, autos de embargo e outras patacoadas do tipo. É sabido que a letra fria e morta da Lei, por si não basta, na faz. O que a opera é o sólido braço humano, o fazer valer a Autoridade. Proclama-se agora e a iniciativa habitacional da Muzema é devida a uma Milícia. Citam-se nomes e patentes. Patentes sim, pois mencionou-se um que é ou foi Major da Pm carioca e outro Tenente ou Capitão daquela força pública.

Baralho, para não dizer palavrão pior, nomes conhecidos, blocos de edificações que não podem, por obvio, ser erguidas da noite para o dia. Leva tempo. E a tal Autoridade limita-se a mandar um barnabé ir lavrar um auto de interdição, de embargo ou a fezes que seja. Fezes, porque fezes irão lambuzar o tal papel vindo da Autoridade, pois é a máxima consideração que vai merecer quando recebido por quem já, de há muito, vive à margem da Lei.

Droga, deveriam tais bandidos, salafras e chantagistas, aproveitadores das fraquezas e necessidades dos humildes, deveriam, repito, fazer a tal Autoridade engolir o papelucho logo após o primeiro uso como destinamos acima. A autoridade deve se impor. Requisitar a força policial necessária, levar tratores e máquinas e demolir sem mais delongas. Deu onde deu. Para terminar, os safados das tais milícias também sejam passados à ponta da baioneta sem mais delongas. Não tenho dúvidas que escorre jabaculê entre um tijolo e outro. 


18 Abril 2019 10:59:00

É que ainda teimamos em não  aceitar nem engolir certas coisas. No oceano de tragédias que nos assola desde o começo deste fatídico e aziago ano, agora estamos a conviver com mais uma. No massacrado Rio de Janeiro, bairro de Muzema, duas edificações, gambiarras, cacetões armados, vieram abaixo de um só golpe, ruíram como castelo de cartas e, desgraçadamente, sepultando em seus escombros mais de uma dezena de vítimas, infelizes que, por circunstâncias da vida, se submeteram a adquirir 

moradia em tais armadilhas.

Onde vamos? Tais edificações, feitas legitimamente nas coxas, sem qualquer resquício de critério técnico, sem cálculos ou quaisquer outros procedimentos da mais rudimentar engenharia. Mas a questão ainda não é esta. A coisa tem uma origemnefasta. Começa que tais arapucas, às dezenas, se ergueram em lugar vetado para edificação por se tratar de encosta e outras filigranas ambientais e jurídicas que englobam a legislação proibitiva de ali edificar. Caceta e planeta. Depois da desgraça que nos é dado a, estarrecidos, conhecer, vem a tal Autoridade Municipal, o Alcaide Mor a vomitar palavrório e dizer, pasmem, que já se emitiram tantos e tantos editos proibitivos, autos de embargo e outras patacoadas do tipo. 

É sabido que a letra fria e morta da  Lei, por si não basta, não faz. O que a opera é o sólido braço humano, o fazer valer a autoridade. Proclama-se agora e a iniciativa habitacional da Muzema é devida a uma Milícia. Citam-senomes e patentes. Patentes sim, pois mencionou-se um que é ou foi Major da PM carioca e outro Tenente ou Capitão daquela força pública. 

Baralho, para não dizer palavrão  pior, nomes conhecidos, blocos de edificações que não podem, por óbvio, ser erguidos da noite para o dia. Leva tempo. E a tal Autoridade limita-se a mandar um barnabé ir lavrar um auto de interdição, de embargo ou a fezes que seja. Fezes, porque fezes irão lambuzar o tal papel vindo da Autoridade, pois é a máxima consideração que vai merecer quando recebido por quem já, de há muito, vive à margem da Lei. 

Droga, deveriam tais bandidos, salafras e chantagistas, aproveitadores das fraquezas e necessidades dos humildes, deveriam, repito, fazer a tal Autoridade engolir o papelucho logo após o primeiro uso como destinamos acima. A autoridade deve se impor. Requisitar a força policial necessária, levar tratores e máquinas e demolir sem mais delongas. Deu onde deu. Para terminar, os safados das tais milícias também sejam passados à ponta da baioneta sem mais delongas. 

Não tenho dúvidas que escorre jabaculê entre um tijolo e outro. 



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