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02 Maio 2019 11:31:00

É que, nestes tempos do pós-moderno, onde as atitudes discretas e a palavra discrição perderam-se nas areias da futilidade, da absoluta e absurda necessidade de exposição, de aparecer, de ser notado. Em tempos não muito distantes ainda se dizia e gritava a alguém meio saliente, que se quer aparecer pinta a traseira de vermelho ou pendura uma melancia no pescoço. 

Agora, esta ânsia midiática, esta vida sem segredos remete a publicação sôfrega de tudo o que faz e o que pensa, ainda que tais sejam desatinos e disparates rematados. Ah, pois, ora veja que, nos tais tempos de antanho, os familiares de um governante, fosse ele sátrapa municipal, governador de estado ou Chefe da Nação, comportavam-se seus familiares, parentes e aderentes, de acordo com os ditames e reclamos da liturgia do cargo.

Mesmo aqui, na terrinha, tivemos primeiras-damas que foram primores de discrição, brilharam e pontificaram exatamente pela ausência, enquanto outras se entendiam tanto ou mais reais que o próprio Rei. Mas onde vamos? Vamos ao Planalto Central, ao Alvorada, ao centro do Poder. O poder, o altissonante exercício da suprema magistratura da Nação quase que diariamente é colocada em situações delicadas, beirando ao vexame, sem contar os desencontros administrativos, exatamente, porque os filhos do Presidente, pressurosos de tal prerrogativa e arrogantes e pretenciosos, querem ser exatamente mais reais que o Rei que, no caso é o pai dos tais, e comandante em Chefe das Forças Armadas.

Dedos cheios de cócegas, disparam disparates no tal twitter e demais redes sociais, adjetivando ministros de Estado, dando os mais estapafúrdios palpites sobre Estados e Governos estrangeiros, nos constrangendo, envergonhando e comprometendo as relações externas com nações amigas e, outras, nem tanto. No tempo presente, o governo do Brasil e uma espécie de quadriunviarato. Melhor será o Capitão-Presidente chamar os meninos a seus joelhos, distribuir as palmadas devidas e necessárias e passar às ordens do dia com ênfase no cala a boca, bico fechado sob pena de suspensão das mesadas e corte dos pirulitos. O poder, ainda que inebriante e causador de desvarios, exige circunspeção e postura.


25 Abril 2019 14:48:00


Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo/

É que, ainda teimamos em não aceitar nem engolir certas coisas. No oceano de tragédias que nos assola desde o começo deste fatídico e aziago ano, agora estamos a conviver com mais uma. No massacrado Rio de Janeiro, Bairro de Muzema, duas edificações, gambiarras, cacetões armados, vieram abaixo de um só golpe, ruíram como castelo de cartas e, desgraçadamente, sepultando em seus escombros mais de uma dezena de vítimas, infelizes que, por circunstâncias da vida, se submeteram a adquirir moradia em tais armadilhas.

Onde vamos? Tais edificações, feitas legitimamente nas coxas, sem qualquer resquício de critério técnico, sem cálculos ou quaisquer outros procedimentos da mais rudimentar engenharia. Mas a questão ainda não é esta. A coisa tem uma origem nefasta. Começa que tais arapucas, as dezenas, se ergueram em lugar vetado para edificação por se tratar de encosta e outras filigranas ambientais e jurídicas que englobam a legislação proibitiva de ali edificar. Caceta e planeta.

Depois da desgraça que nos é dado a, estarrecidos, conhecer, vem a tal Autoridade Municipal, o Alcaide Mor a vomitar palavrório e dizer, pasmem, que já se emitiram tantos e tantos editos proibitivos, autos de embargo e outras patacoadas do tipo. É sabido que a letra fria e morta da Lei, por si não basta, na faz. O que a opera é o sólido braço humano, o fazer valer a Autoridade. Proclama-se agora e a iniciativa habitacional da Muzema é devida a uma Milícia. Citam-se nomes e patentes. Patentes sim, pois mencionou-se um que é ou foi Major da Pm carioca e outro Tenente ou Capitão daquela força pública.

Baralho, para não dizer palavrão pior, nomes conhecidos, blocos de edificações que não podem, por obvio, ser erguidas da noite para o dia. Leva tempo. E a tal Autoridade limita-se a mandar um barnabé ir lavrar um auto de interdição, de embargo ou a fezes que seja. Fezes, porque fezes irão lambuzar o tal papel vindo da Autoridade, pois é a máxima consideração que vai merecer quando recebido por quem já, de há muito, vive à margem da Lei.

Droga, deveriam tais bandidos, salafras e chantagistas, aproveitadores das fraquezas e necessidades dos humildes, deveriam, repito, fazer a tal Autoridade engolir o papelucho logo após o primeiro uso como destinamos acima. A autoridade deve se impor. Requisitar a força policial necessária, levar tratores e máquinas e demolir sem mais delongas. Deu onde deu. Para terminar, os safados das tais milícias também sejam passados à ponta da baioneta sem mais delongas. Não tenho dúvidas que escorre jabaculê entre um tijolo e outro. 


18 Abril 2019 10:59:00

É que ainda teimamos em não  aceitar nem engolir certas coisas. No oceano de tragédias que nos assola desde o começo deste fatídico e aziago ano, agora estamos a conviver com mais uma. No massacrado Rio de Janeiro, bairro de Muzema, duas edificações, gambiarras, cacetões armados, vieram abaixo de um só golpe, ruíram como castelo de cartas e, desgraçadamente, sepultando em seus escombros mais de uma dezena de vítimas, infelizes que, por circunstâncias da vida, se submeteram a adquirir 

moradia em tais armadilhas.

Onde vamos? Tais edificações, feitas legitimamente nas coxas, sem qualquer resquício de critério técnico, sem cálculos ou quaisquer outros procedimentos da mais rudimentar engenharia. Mas a questão ainda não é esta. A coisa tem uma origemnefasta. Começa que tais arapucas, às dezenas, se ergueram em lugar vetado para edificação por se tratar de encosta e outras filigranas ambientais e jurídicas que englobam a legislação proibitiva de ali edificar. Caceta e planeta. Depois da desgraça que nos é dado a, estarrecidos, conhecer, vem a tal Autoridade Municipal, o Alcaide Mor a vomitar palavrório e dizer, pasmem, que já se emitiram tantos e tantos editos proibitivos, autos de embargo e outras patacoadas do tipo. 

É sabido que a letra fria e morta da  Lei, por si não basta, não faz. O que a opera é o sólido braço humano, o fazer valer a autoridade. Proclama-se agora e a iniciativa habitacional da Muzema é devida a uma Milícia. Citam-senomes e patentes. Patentes sim, pois mencionou-se um que é ou foi Major da PM carioca e outro Tenente ou Capitão daquela força pública. 

Baralho, para não dizer palavrão  pior, nomes conhecidos, blocos de edificações que não podem, por óbvio, ser erguidos da noite para o dia. Leva tempo. E a tal Autoridade limita-se a mandar um barnabé ir lavrar um auto de interdição, de embargo ou a fezes que seja. Fezes, porque fezes irão lambuzar o tal papel vindo da Autoridade, pois é a máxima consideração que vai merecer quando recebido por quem já, de há muito, vive à margem da Lei. 

Droga, deveriam tais bandidos, salafras e chantagistas, aproveitadores das fraquezas e necessidades dos humildes, deveriam, repito, fazer a tal Autoridade engolir o papelucho logo após o primeiro uso como destinamos acima. A autoridade deve se impor. Requisitar a força policial necessária, levar tratores e máquinas e demolir sem mais delongas. Deu onde deu. Para terminar, os safados das tais milícias também sejam passados à ponta da baioneta sem mais delongas. 

Não tenho dúvidas que escorre jabaculê entre um tijolo e outro. 



11 Abril 2019 14:48:00

É que, segundo adágio antigo, não se cutuca onça com vara curta ou, nos tempos modernos, não se cutuca vara com onça curta. Que temos e onde vamos? 

Lancemos vista d'olhos sobre a recém-encerrada visita do Presidente do Brasil ao Estado de Israel. Claro que sempre é bom manter ativa a relação próxima com as dita nações amigas, pois para isto, o Rei D. João VI abriu nossos portos. Os portos, o comércio e o mais que nele se implica. Aí é que a porca torce o rabo. Convenha-se de que S. Exa. não é exatamente um diplomata, habituada às finuras, rapapés e zubumbaias que a diplomacia exige, pois 

o Presidente é mais afeito e habituado às armas, às cargas de cavalaria. A visita deveria ser protocolar, limitada aos banquetes oficiais, declarações de efeito, mas de nenhum concretismo, sorrisos e basta. 

O homem se passou. Seus gestos e afagos aos judeus enfureceram o mundo árabe. E daí? Daí, que o povo do turbante compra frango aqui em quantidades montanhosas, além de outros produtos. E Israel o que compra? Claro que os ganidos oficiais são para constar, mas, e sempre tem um mas, no mundo dos negócios 

e do dinheiro a música é outra. Outros produtores e comerciantes vão tirar proveito e jogar mais areia e fumaça para puxar as brasas para seus assados. 

Para coroar a visita, o homem ainda disparou a besteira universal do momento ao insistir que o nazismo foi movimento das esquerdas, coisa que os sábios e doutos classificam de disparate e heresia. A cereja do bolo ficou por conta do senador Bolsonaro, com a pose de filho do homem, ao lançar baita impropério contra os palestinos. Um absurdo que nem o falecido Idi Amin Dada seria capaz. Tudo para puxar o saco do Donald Trump.


04 Abril 2019 10:24:00

É que, neste tempo novo, de governo novo, eis que surge um debate e um combate à chamada velha política. A tal velha política é o jargão resumido que, pretensamente, visa condenar hábitos e práticas, vistas até bem pouco, de trocar votos no Congresso Nacional por cargos e sinecuras no governo, com Parlamentares condicionando seu voto e apoio a interesses do Executivo às nomeações de parentes, aderentes, cunhados e amigos. 

Pois bem, nada novo até ali, pois a vida é feita destas coisas. Nos tempos que correm, nada diferente, também, pois os ditos Parlamentares já botaram as mangas de fora e também exigem nomeações e distribuição de mordomias, aliás, coisa que, ao que parece, o tal presidente novo se dispõe a fazer, ainda que preso ao discurso oco e balofo de que tais coisas são da velha política. 

Entretanto, assustou este moreno escriba público a diatribe mantida entre o Chefe do Executivo e o Presidente da Câmara Baixa, a trocarem adjetivos e gentilezas verbais nada condizentes com o decoro e a circunspeção exigida de ocupantes de tão elevadas funções. Saudosista incorrigível, me vem a memória nomes como Nereu Ramos, Tancredo Neves, Rui Barbosa e tantos outros, não só por serem mestres no manejo do vernáculo pátrio como também pela fleuma, educação e diplomacia exigida dos ocupantes de cargos públicos ou no exercício da vida pública, ainda que ferrenho e agudo o debate e antagonismos de posições.

Agora, nestes tempos das tais redes sociais, nos dói o ver a rasteirice e o achincalhe com que Ss. Exase tratam. Pasmem, pretendem assim mudar, transformar o Brasil. Joguinhos estúpidos, manobras e retardos na nomeação de relatores, jogos de cena, para forçar, para fazer vir no coxo. 

A tal reforma da Previdência, proclamada como a redenção nacional, recebe indicações? de que como está não passa, vai virar colcha de retalhos ao sabor das conveniências e de grupos terminando exatamente como planejado. Punindo o povo, sempre este o único culpado pelas mazelas. 


28 Março 2019 10:28:00

É que, nestes tempos dedicados aos neologismos, modismos e futilidades, ganha destaque o movimento da vez, do momento, sob o título pomposo de emponderamento feminino. 

O título, e a questão que o engloba, objetiva ofertar combate ou, para ser mais suave, fazer ceder os conceitos machistas e medievais que carimbou, por longo tempo, a mulher como ser de segunda categoria, sem vez e sem voz, cabeça baixa e submissa aos ditames masculinos, talvez por atávica obediência aos preceitos bíblicos ditados ao tempo de Adão e Eva. 

Porém, lancemos vista d'olhos sobre o tempo presente. Este moreno escriba público desconhece quaisquer campos da atividade humana que seja vetado à mulher Na vida pública, e quando falo vida pública é no melhor sentido, nos esportes, nas artes, à frente de empresas e empreendimentos e, não raro comandando os destinos de povos e nações. Que temos então? 

Ainda sobrepairam as acusações, veladas ou explicitas da teimosia masculina em obstaculizar a ascensão da mulher, a tolher suas aspirações a obstaculizar suas ações na ocupação de espaços. Recentemente ainda publicaram-se estatísticas de remuneração como prova de machismo, demonstrando, segundo pretenderam, queda de trinta pontos percentuais da remuneração para uma mesma função quando ocupada por mulher. Honesta e sinceramente? os dados me pareceram falsos e forçados.

Como argumento, grosso modo, definitivamente não creio que uma empresa privada ao abrir uma vaga e, optando por uma mulher, vá glosar o salário ofertado, tungando trinta por cento só pela questão sexual. Mesmo porque a opção foi feita em função das aptidões e currículo e não pelo sexo. 

A questão é que somente na contemporaneidade a mulher tem intervindo mais no mercado e a figura da mulher executiva ainda é pálida. Mas os rótulos do machismo propositado, francamente, é incabível. Exemplo disto é Curitibanos, onde recentemente a empresária Irene Sonda foi reconduzida à presidência da Associação Empresarial, onde o universo de associados é preponderantemente masculino. 

As balelas deste artiguete despretensioso são justamente para parabenizar a empresária, não só pela reeleição, mas também por sua permanente presença voluntária nos trabalhos de promoção social e humana, na maioria das vezes anonimamente. 


22 Março 2019 10:58:25

É que, por desfastio, meto a colher torta neste imbróglio, a cada dia mais mal cheiroso, do descaminho dado ao dinheiro público para a subvenção das campanhas eleitorais do ano findo. No paredão, o partido que venceu a eleição presidencial, portanto, o partido no Poder. 

Que temos? Temos que, por conta de uma legislação estúpida, agora comprovado desvão a sugar dinheiro público, e a malfadada cota obrigatória de candidatas, ensejando a mutreta das candidaturas laranja, coisa só para constar e cumprir a lei, sem, no entanto, dispensar a polpuda verba destinada as tais candidatas, muitas delas fabricadas às pressas e nos apuros, sempre de olho no dinheiro. Ora pombas! Ao longo de minha 

militância partidária, e lá se vão para mais de quatro décadas, não?vi ou soube de partido que impe- disse mulheres em se candidatar.?Se o tal belo sexo se desinteressa, então, deixa assim, e muito menos se acuse os partidos de desinteresse ou obstaculização. Isto é parte deste famigerado sistema de cotas, cotas para mulheres, para negros, índios, cafuzos, paraplégicos, etc e etc, tudo desculpas esfarrapadas para substituir a competência que é o que vale e interessa. 

Creio já ter grafado aqui, neste hebdomadário espaço, que a atividade partidária, os partidos,?são entes privados, como clubes ou associações. Embora necessária a existência da legislação que lhes regule a vida, no mais, vivam como puderem ou quiserem. Estapafúrdia a ideia de impor limites a gastos de campanha com eleições, prestações minuciosas de contas e outras quejandas tolices que a lei prevê que não mais são que o motivo para exigir estudos de como burlar. 

É o que se vê no laranjal dito mineiro, trazido à ribalta por conta de ser o governo central e ter um Ministro de Estado como dirigente partidário, o que enseja não o desejo de lisura e cumprimento da Lei, mas simplesmente de ver em chamas a zorba do tal Ministro. 

Mas, e tem um porém, importante, como pergunta: e os outros parti- dos também não inventaram algum suco cítrico? É o grande mal de nosso País. Tudo se regulamenta. Em breve, teremos regulamentação para a atividade de horoscopista, vidente, tarólogo e demais artes ditas divinatórias. Uma gloriosa palhaçada. 



03 Janeiro 2019 11:50:00


(Foto: Divulgação) /

É que, quando meu estimado e (im)paciente leitor estiver brindando este escriba moreno com a bondosa atenção a algaravia que aqui grafamos semanalmente, o ano estará entrando em agonia, nos estertores do mergulho para o passado. Já vi escrito na badana de uma carreta que quem vive de passado é museu, então, lancemos olhar para o futuro, futuro próximo, tentando ver, adivinhar o que vai ser, o que virá. 

Dizem as estatísticas que apenas dez por cento da população brasileira concentra noventa por cento da riqueza nacional, então, para estes que riem à toa, o futuro sempre é risonho e promissor, cheio de ricas possibilidades de mais ganhos. Como estamos inclusos?no cardume da maioria, contando sempre os vinténs e tostões, não é exatamente sem algum temor que vemos o ano novo aproximar-se. 

O que se nos está reservado? Ano novo, governo novo, novos planos que sempre pretendem nos conduzir para o caminho do bem estar, da felicidade. O Presidente da República que se está a empossar anuncia medidas e atos que pretende ele vai colocar as coisas nos eixos. Como gato escaldado tem medo de água fria, este moreno escriba também tem lá seus medinhos. 

O homem tem também suas idiossincrasias e é chegado num ranço, exemplo disto foi a ordem que deu para desconvidar para sua posse os governos de Cuba e Venezuela. Um contrassenso, pois tem ele proclamado que pretende em seu governo eliminar o viés ideológico em suas relações internacionais. O desconvite não foi por conta de desejo de aplaudir a democracia, mas exatamente para demonstrar o seu caráter extremista. Todo extremismo é ruim. 

Encurtando o campo de visão, ao menos aqui em nossa casa as coisas devem fluir em ritmo parecido com o ano que se encerra. A iniciativa privada vai vencendo temores e, ainda que timidamente, vai investindo e fazendo crescer seus negócios. A Administração Municipal deverá continuar a execução das obras em andamento, resultado de acurado planejamento com criteriosos e prudentes investimentos, dentro da acertada política de iniciar obras ou ampliar serviços somente com?o dinheiro garantido. Para o ano, entrante, o prefeito deverá concluir os prédios em execução, a maio?ria destinada à oferta de mais e melhor educação. Até o final do ano próximo o prefeito Dudão deverá então finalizar seu ambicioso e bem sucedido plano de governo, para no início de 2020, com calma, e à tranquilidade que lhe é própria, dedicar-se as tratativas políticas destinadas a partejar seu sucessor. Se não comungamos do otimismo bobo dos sonhadores nos alinhamos na saudável expectativa dos torcedores para tudo dar certo. 


O FATO
29 Novembro 2018 15:17:00


(Foto: Divulgação) /

É que, metendo o bedelho onde não fomos chamados, faço introspecção, não muito profunda, sobre esta confusão que rendeu a expulsão dos tais médicos e médicas cubanos. Neste oceano de bandalheiras em que o Brasil foi mergulhado, o tal programa dito "Mais Médicos" foi algo da administração petista que resultou em algum benefício para o povo, o povo pobre, porque o povo rico sempre teve e sempre terá mais benefícios. 

Ah, pois, vamos passar a largo desta miudagem de que o real objetivo não era trazer médicos para suprir necessidades e carências, e sim enviar pela via direta alguns punhados de dólares para o regime castrista. O médico era o meio e não o fim. Também não nos misturemos ao varejo que discute a formação dos tais profissionais, formação esta sempre posta em cheque e dúvidas, preferindo este humilde escriba público ficar com a fama merecida da qualidade de ensino fornecido na ilha socialista. Onde vamos então? Para a questão do agora. 

É fato público a ojeriza que o Presidente Eleito tem pelas esquerdas em geral e por Cuba no muito particular. Já durante a campanha eleitoral o, agora, excelentíssimo sempre disse cobras e lagartos sobre o regime caribenho. Não estava de todo errado o Capitão-Deputado-agora Presidente, quando denunciou e continua denunciando o viés ideológico de certas relações bilaterais do Brasil. Voltemos à vaca fria. A verdade é que existem formas, fórmulas e fórmulas de se mudar o status das coisas. 

Só em Santa Catarina, algo em torno de setecentos e cinquenta mil pessoas eram atendidas pelos profissionais cubanos. No Brasil inteiro a coisa vai para a casa dos milhares, sem contar que alguns municípios e comunidades viram um médico pela vez primeira exatamente sendo um cubano ou cubana. O rompimento de um contrato, seja entre particulares ou entes públicos, deve seguir normas. No caso em questão, a coisa deve passar pelos canais diplomáticos, pelas conversações em alto nível e não com o método de carga de cavalaria adotado pelo destrambelhado Presidente Eleito. Cuba retaliou simplesmente mandando seus cidadãos voltarem para casa. 

É infantil e grotesco, para não dizer grosseiro, o convite, extemporâneo, para os cubanos que quiserem ficar ou trazer familiares. Droga, todos sabem que as famílias são exatamente o refém do governo do onipresente Castro. É de recomendar-se ao futuro Chefe da Nação uma maior circunspecção e tato nas tratativas internacionais, pois meta os pés pelas mãos com figuras como o não menos destrambelhado Trump e o Messias vai ver o que é bom para a tosse. Fica ainda a perspectiva pessimista sobre os editais editados às pressas para convocar médicos interessados em substituir os dispensados. Coisa feita no atropelo e atabalho- ada que não vai produzir nada de bom. 


15 Novembro 2018 10:31:00


(Ilustração: Bill Lesniewsky)


É que, em falta de tema concreto e mais próximo, voltamos as vistas para este quiproquó da tal marcha de povo centroamericano, de Honduras, Guatemala e proximidades, enqueixados como mulas, quase que hipnotizados ou caminhando como zumbis, ideia fixa em entrar na terra do Mickey Mouse. Vontade, desejo, até pode ser legítimo, mas o gesto concreto, a entrada e permanência na terra do Tio Sam já são outras quireras, pois dependem da vontade, da aquiescência de quem lá vive ou, melhor ainda, de quem lá manda e governa.

Há, pois, exatamente o seu governante máximo tem exatamente o maior pavor, horror a este tipo de gente. Primeiro que, de per si, o tal Presidente já tem uma pinta de meio destrambelhado, e, de quando em vez, se duvida até do bom funcionamento da cachola do dito cujo, chegado que é em meter os pés pelas mãos. Mas no caso presente, o homem não deixa de ter lá suas doses de razão.

Primeiro porque lá, diferente de cá, não é casa de mãe Joana, nada de ir entrando e se aboletando. Uma leva de imigrantes, coisa orçada em mais de cinco mil pessoas, acrescenta problema de monta exatamente para o Governo dos Estados Unidos. Criação de estrutura de recepção e encaminhamento, consumo de recursos de saúde e educação, locação de atividade produtiva e remunerada, item este em detrimento de faixa desempregados norte americanos, cuja taxa de desocupação agora de começa a atingir patamares aceitáveis para eles, na cifra dos três e meio por cento.

Neste caso temos que concordar com Mister Trump que, fiel aos ditames da bíblia, prega que " Mateus primeiro os meus". Meus estimados e (im)pacientes leitores gritam que é questão humanitária e outras balelas que estão na ordem do dia. Bem verdade que o povo sofre muito nestas republiquetas bananeiras da falida América Latina. Mas, a rigor, quem pariu Mateus é responsável por embalar.

O troglodita da Casa Branca não está a fim de seguir exemplo e métodos dos governos europeus que vêm ser-lhes socado goela abaixo levas e mais levas de fugitivos do Norte da África e do mundo muçulmano, também atarantados pela desgraça provida pelos arremedos de governo de seus países, a guerrilha e movimentos de insurgentes, fanáticos religioso que na verdade usam a força das armas para livrarem-se de seus miseráveis e indigentes.

Tal não é a ideia do Governo norte-americano que não hesita em enfileirar quase uma dezena de milhar de robustos fuzileiros navais ao longo da fronteira mexicana, claro que no lado saxão, e vai impedir no pau e bala esta inusitada invasão de seu país com a gama de problemas decorrentes. Trouxas foram os mexicanos que permitiram o ingresso destes povos em seu território. Se Mister Trump endurecer como promete, a batata quente fica na mão do México.

Nada muito diferente do que se vê aqui no Sul do mundo, onde levas não pequenas de venezuelanos vem para aqui, onde acreditam ser o paraíso. Como se não tivéssemos nós a nossa própria miséria para chorar. Antes foram o haitianos, porém coisa de fácil solução pois, no contexto era meia dúzia de gatos pingados. A moda já pegou. Precisa os métodos trumpianos também ter mais largo uso.



01 Novembro 2018 11:20:00


(FOTO: Divulgação)

É que, no calor das eleições e seus resultados, voltamos a atenção para os planos, promessas e projetos do Presidente da República que se empossa em janeiro vindouro. Proclamou que vai alterar o Estatuto do Desarmamento para facilitar a posse de armas. 

À prima vista e longa distância, a alteração proposta pouco dista das normas em vigor, apenas a propalada redução da idade permitida que volta para os vinte e um anos. De resto a legislação, ainda que crie alguns obstáculos, não obsta que o cidadão possua arma legalmente adquirida, com conhecimento da autoridade e no âmbito da residência.

Os incautos e desavisados já comemoravam pensando que haverá uma liberação ampla, geral e irrestrita para o porte, podendo todos ostentar os trabucões afivelados à cinta como nos velhos e não tão saudosos bons tempos.

Agora façamos, examinemos, ainda que com a superficialidade habitual, a praticidade da medida. Nos filiamos ao pensamento de Benjamin Franklin, inventor do para-raios e Presidente dos Estados Unidos. Disse ele que "quando as armas forem propriedade apenas dos governos e dos fora da lei, estes ditarão também a quem pertence as demais propriedades".

"A ARMA, EM SI, NÃO É BOA NEM MÁ, DEPENDE DA MÃO E DA FINALIDADE DE QUEM A EMPUNHA"

Penso que o supra dito, com o poder de um axioma, define as coisas, especialmente aqui na terrinha de Santa Cruz onde o governo é mal armado e a bandidagem possui o que de mais moderno e tecnológico no setor. Digo, a meu sentir, que o direito à posse legal de uma arma faz parte da essência da democracia. Não, é claro, aquele farrancho que se vê nos Estados Unidos onde qualquer um pode possuir um tanque de guerra ou um caça supersônico.

A arma, em si, não é boa nem má, depende da mão e da finalidade de quem a empunha. Se para a proteção de seus bens e familiares, se para impedir a covardia e a injustiça, é válido. Claro que cachorro mordido de cobra tem medo de corda, então sempre vai pairar a justificada suspeita e temor da interferência da indústria específica sempre interessada em ampliar a produção e o comércio da morte.

A visão que o Presidente eleito sempre passou foi a imagem da truculência, da manu militare, mas no atual estágio em que estamos, não é de todo em vão a medida proposta veementemente na campanha vencedora. De resto, é aguardar para ver no que dá.



O FATO
24 Outubro 2018 18:05:00


(Foto: Divulgação) /


É que, por inevitável, voltamos a atenção para a nova correlação de forças políticas que deverão ocupar os diversos círculos de poder e governo a partir do próximo ano. As urnas revelaram uma grande parcela do povo, então eleitores, definitivamente revoltados com o atual quadro e resolveram usar a vassoura da democracia e esvaziar gabinetes, salas e cadeiras, fazendo surgir uma nova geração de políticos e mandatários. É obvio que a varredura não foi completa pois que algumas raposas velhas, velhas e hábeis, souberam operar para manterem-se, ao menos, com a cabeça fora da água. Mas os eixos principais do poder mudaram de mãos e ainda podem mudar mais. Gente já com calos grossos nos glúteos, calças rotas nos fundilhos e assentos de cadeiras adelgaçados pelas décadas de uso. Surgiu gente nova, partidos até então inexpressivos galgaram os degraus do poder. Os velhos contextos ideológicos foram arremessados às latas de lixo da história. Veja-se que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal deverão exibir muitas caras novas. Resta saber e ver se serão somente as caras ou se teremos também ideias novas, novos comportamentos e estilos. Aqui, no espaço destas mal traçadas, sempre propugnamos por um banho de ética na administração pública e na política. Parece que este tempo está a chegar. Velhos e viciados dinossauros, cancros do Poder, foram finalmente remetidos para casa. Alguns Estados de nossa combalida federação até então verdadeiros feudos, dominados por décadas pelos mais autênticos sátrapas, ao repente promoveram a libertação. Viram, finalmente, que estava exatamente em suas mãos as chaves das portas da rua. Entretanto, voltamos a repetir, a mudança não deve restringir-se a nomes ou facies. As ideias é que devem mudar. Fazer da política exatamente o que ela é, instrumento de transformação e crescimento social. Claro que algumas modificações demandam tempo maior. Uma das republiquetas que precisa ser garroteada é a dos banqueiros. Os terroristas financeiros também devem passar por este novo batismo. Os bancos, como qualquer outro setor da atividade econômica, existe com o único objetivo que é o lucro. Porém até o lucro deve ser limitado, limitado, no mínimo, pelo pudor, pelo limite aos juros, aqui escorchantes e usurários. É urgente retomar os meios para o reinício da atividade industrial pois é a espinha dorsal do crescimento de qualquer nação. Esperanças e expectativas cercam o nascer do próximo ano. Que seja bom.



O FATO
17 Outubro 2018 10:14:00


(Foto: O Globo) /

É que, com a seara política revelando gratas e ingratas surpresas, muitos ainda tentando deglutir o amargo do resultado das urnas, este moreno escriba público volta as vistas e atenção para as coisas aqui da terrinha que, diga-se como homenagem emplacou um Deputado Estadual. 

Mas vamos ao ponto. Outubro, fora as eleições, também abriu uma oportuna campanha, liderada pela associação empresarial e fortemente apoiada pelas mídias, visando incentivar e catequisar o curitibanense para que consuma por aqui, faça suas compras aqui, gaste seu dinheiro aqui, mesmo porque é aqui que o ganha. Este escriba também medita e concorda. 

Nosso comércio, diversificado, está apto e preparado para atender a todos. Basta um olhar mais atento e podemos identificar a capacidade de suprir, com eficiência, desde o gosto mais refinado até a necessidade mais exigente. Exceto desejos extremos, nossos lojistas oferecem de tudo. Tudo bom, bonito, o que tem e se vê nos ditos grandes centros e também os despojados de sofisticação ou de recursos para tal, entrando aí os produtos ditos populares. 

Assentado isto, é de concordar-se com a campanha midiática em curso e exercitarmos um bairrismo saudável deixando por aqui mesmo o nosso suado e, não raro, escasso dinheirinho. É dispensável digressões maiores sobre a geração de impostos que para aqui retornam, melhorias e embelezamento da cidade, incentivo maior a que o próprio comércio cresça e se especialize, geração de empregos e vai por aí. Felizmente se nos parece que já caíram de moda as famosas e famigeradas excursões organizadas para o velho e bem amado Paraguai, o desaguadouro das falsificações mundiais, a profusão de espelhinhos e miçangas que atraiam a nós, tupiniquins. 

Aos poucos, parece que a rota de leste foi sendo abandonada. Ultrapassado o período eleitoral estaremos então com as vistas para o chamado período natalino e festejos de cruzamento de ano com os apelos e incentivos ao consumo. Então, nada mais justo que comprar aqui o que vamos consumir aqui. Voltando à vaca fria, para o imediato e vindouro período legislativo temos um deputado a nos representar, coincidentemente o novel parlamentar procede do meio lojista. Então, estamos conversados e ajustados e nada de exportar dinheiro. 



O FATO
04 Outubro 2018 11:41:00


(Foto: Divulgação) 

É que, outubro entrante, o ar primaveril vai deixando perceber novas cores. Além da florada própria da estação, também os conjuntos sociais vão atribuindo cores identificadoras dos movimentos e ações que são encetadas. Agora, a bola da vez é o rosa para gravar a campanha contra o câncer de mama, e, por consequência, estimular o cuidado feminino com a saúde. 

Saúde, tema recorrente e obrigatório nestes tempos de campanha política. Porém, fiquemos agora no centro da meta que é o câncer de mama. As estatísticas dão conta de elevados índices de mortalidade e a colocação deste maldito caranguejo muito próximo do topo da lista de letalidade entre as mulheres. Pois bem, ainda que sejam acerbas as críticas contra os serviços públicos de saúde, há que se convir de que o sistema público tem sido insistente nos chamamentos para os serviços preventivos. 

Assim é de aproveitar-se a campanha e de nos engajarmos todos nela, bem como em todas as demais. Estimular, falar, pegar pela mão e levar. É indesculpável e inaceitável a alegação da falta de tempo, e outras esfarrapadas desculpas para a omissão, mesmo porque a vítima pode ser exatamente quem se furta em fazer o mínimo por sua saúde. Os serviços preventivos ofertados em tempo integral, mas de maneira especial desejam as autoridades responsáveis usar este mês como um símbolo de combate a uma moléstia tão pertinaz e fatal. 

Ainda que a palavra câncer cause arrepios só em pensar, a ciência e os profissionais da medicina não cansam de pro- clamar que, no caso do tumor de mama, o sucesso na cura é quase que certo quando a descoberta se faz no nascedouro. A descoberta precoce permite intervenção menos dolorosa e com as chances multiplicadas de cura completa e eliminação de sequelas. Insistimos de que, de ordinário seja justificados em termos o nosso dissabor e descrença no sistema público de saúde, tão pior é não utilizar o serviço oferecido. 

Os ideais da medicina contemporânea tem favorecido mais a prevenção de doenças que exatamente a sua cura. A cura é duvidosa enquanto que a prevenção faz exatamente por prevenir e afastar a doença. Mulheres, neste mês todos os caminhos devem levar as unidades básicas de saúde. Ter o serviço é um direito, usá-lo um dever. 



O FATO
20 Setembro 2018 10:50:00


(Foto: Divulgação) 

É que, na falta de tema mais concreto ou proveitoso, lancemos vista d'olhos sobre este surrealismo brasileiro vindo com a atual temporada eleitoral. Nada de novo até então, não fora a facada no candidato Jair Bolsonaro. Vai que, sangue às vezes é bom e útil, primeiro para o próprio ferido, pois a vítima sempre se torna dodói do povo.

Os demais, a fingir um estarrecimento que estão longe de sentir, blasonaram frases de efeito, como a manjada e gasta "atentado à democracia". Uma piada. Atentado à democracia foi o assalto levado a efeito nas burras do Estado, agora vazias, pois os piratas escavaram até sangrar as unhas.

A democracia jamais poderia sofrer atentado pelo brandir de uma faca empunhada por um doido, maluquete, rebelde sem causa que, à mingua de ter o que fazer, parafusos frouxos na cachola, lançou a Deus a origem do fato, dizendo ter recebido do próprio Criador a ordem para cometer o gesto tresloucado.

A democracia, como tal, está bem acima disto. Claro que aqui na pátria tupiniquim ela sempre está sob risco e nunca se sabe de onde virá o golpe, se dos sabres e fuzis ou de alguma malsinada sentença judicial. Não devem meus estimados e (im)pacientes leitores tirar ilações precipitadas e pensar que este moreno escriba público está a dizer que a prisão de um ex-presidente da República Federativa do Brasil foi um golpe.

Não, isto é papo gasto das retóricas das esquerdas cegas. O tal homem foi submetido ao devido processo legal. Bem verdade que, a certa altura, segundo juristas de nomeada, se fez uma guinada e moça no bom direito no que tange à presunção de inocência. No caso presente, segundo alguns doutos, as facadas resultaram de colheita do que se plantou. As jactâncias de violência, a apologia às armas e à truculência estatal desenharam o alvo no peito do cara.

Os demais, pegando carona no mal feito, aproveitaram para o exercício vil da demagogia barata, do externar de sentimentos que não tinham, pois na verdade o desejo é que pegasse fogo na zorba dele. De resto, a campanha, a propaganda eleitoral mostra mais do mesmo, os mesmos discursos e promessas vàs, o aceno como o velho morro de cuscuz e os açudes de leite, as soluções que não existem, as promessas que sempre iludiram nossa gente. No âmbito legislativo, as tendências mostram a reeleição dos mesmos em absoluta maioria, o que significa dizer que nada vai mudar.


18 Agosto 2018 08:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, a se julgar pelos noticiários e multimídias, estamos a viver sob o império da violência e, por consequência, do medo. Como qualquer epidemia, a ela não estamos imunes ou a salvo. Semana que passou nosso hebdomadário estampou manchete mostrando o brutal assassinato de um jovem, um adolescente. A coisa se nos parece começou e terminou nas proximidades de uma casa noturna ou bailão. Cabe reflexão, repetitiva é verdade, sobre a banalização do sangue e a desvalorização da vida humana. 

Os noticiários, as tais redes sociais, o tecido social enfim apodrecido. No caso concreto, aqui acontecido, a violência latente, o condicionamento psicológico já leva a tais desfechos. Meu estimado e (im) paciente leitor franze o cenho e se deixa assaltar pela dúvida. Será que alguém já sai de casa predisposto à violência. Respondo que sim, pois se tal não fosse, não saia armado. Se a intenção real fosse a saudável diversão e a dança em um clube popular, não portaria arma letal.

"É SÓ APERTAR O RIGOR E FECHAR OS DESVÃOS POR ONDE AS ARMAS ENTRAM E PASSAM"

Assim não é desabusado o afirmar da predisposição. A questão bordeja a interrogações como a respeito da idade da vítima que se nos pareceu bastante jovem, talvez menor de idade e, portanto, legalmente impedido de estar no local. Em outra vertente, se nos parece que tais locais de afluência e fácil acesso público devem merecer um olhar mais atento da autoridade, visita em horário incerto e verificação detalhada, retirando do local aqueles que a Lei veta ali entrar.

Providência primária deve ser tomada pelos proprietários e dirigentes de tais locais, ao primeiro exigindo identificação inequívoca que estabeleça a idade e, em ato contínuo e imediato, a revista verificadora de posse e porte de armas. Os dirigentes destes clubes, muitos já veteranos e calejados sabem de cor e salteado os esquemas mais que manjados de contrabandear armas para dentro. É só apertar o rigor e fechar os desvãos por onde as armas entram e passam.

Porém, nada disto adianta ou produz efeito sem desenvolver-se ou retomar-se a consciência tanto individual como coletiva de que a vida humana deve ser valorizada e que a demonstrações de coragem, de machismo, de masculinidade são absolutamente dispensáveis e desnecessárias, pois outros são os caminhos do verdadeiro homem maiúsculo.


11 Agosto 2018 08:50:00


É que, lucubração de fim de semana vadio, remeteu a mastigação

de evento recém-encerrado em Curitibanos e que reuniu

jovens rurais. O fato em si veio casar com notícias, também

recentes, dando conta do desempenho crescente de nossa safra

agrícola iniciada ano passado e colhida este ano. Pois bem,

dispensando a citação de percentuais, vale dizer a tonelagem

obtida foi com redução de área plantada. Pois muito bem, as

prévias do Censo Agropecuário do IBGE já demonstram o aumento

do uso de maquinaria, tecnologia e conhecimento profundo

das culturas.


As lavouras ditas de extensão como o soja, a cana de açúcar,

algodão e afins têm alvissareiro desempenho a cada hectare

plantado. O encontro da juventude ruralista objetivou estimular

a permanência e, em alguns casos, o retorno dos jovens ao

meio rural e às lides da terra. Como fator de convencimento

as ações do poder público unido ao privado, disponibilizando

no meio rural o acesso a mecanismos antes só vistos no meio

urbano, como sinal de Internet, telefonia móvel, televisão por

satélite e a tevê paga. Tais confortos acabam exatamente por

contribuir para a pretendida fixação do jovem na propriedade

rural e convencendo-o a produzir. Também a esta parcela da

juventude se garante acesso ao conhecimento dos insumos e

meios produtivos.


"AO NOSSO FOGÃO E MESA

CHEGAM OS ALIMENTOS

PRODUZIDOS NA PEQUENA

PROPRIEDADE, DE

ECONOMIA FAMILIAR"


A nosso sentir o evento merece aplausos especialmente porque

também preocupou-se em demonstrar aos moços as dificuldades

do viver no meio urbano, para onde são muitas vezes

atraídos como mariposas à luz. Enfatizou-se que viver nas cidades

exige disponibilidade de recursos financeiros, cada passo o

levar as mãos aos bolsos e pagar. Claro que ações como esta,

que estamos a examinar com a superficialidade que este espaço

permite, devem ser ampliadas com a criação de outros mecanismos

de incentivo e apoio. A agricultura de extensão, do dito

agronegócio visa, na mor das vezes, a exportação os mercados

externos. Ao nosso fogão e mesa chegam os alimentos produzidos

na pequena propriedade, de economia familiar.


Esta é que merece e deve ser apoiada ao máximo, recursos,

financiamentos abundantes e de baixo custo, pois é daí que

comemos. Mantenha-se o jovem no campo. A exceção é sua

saída, temporária, para melhor educar-se, o curso superior. É

inconcebível que com um desempenho agrícola de tal monta

tenhamos ainda em nosso meio miséria e fome. Chega a ser criminoso.

Fatos como este, cujas humildes conclusões ousamos

repartir como os leitores, indicam que nosso Brasil tem meios

e jeito, bastando apenas restaurar a honestidade e o civismo

como pilares na reconstrução de nossa nação tão aviltada por

uns poucos safados.


04 Agosto 2018 09:45:00


É que, pela inexorabilidade do calendário e da Lei, a rosca chega no último friso para fechar. Falo do período eleitoral, do prazo em expiração para os partidos realizarem convenções e lançarem em ata os rumos que tomam. Nossa meditação gravita em torno de análise pessimista e frustrada sobre a quantidade e qualidade dos partidos políticos que pululam a terra brasilis.

Quase quarenta com existência sacramentada e quase mais uma centena aguardando o batismo do TSE. A quantidade que desqualifica a qualidade. Já quase a espocar o tiro de largada para as eleições e os tais partidos não mais sabem em que mundo vivem, em que águas navegam, que rumos vão tomar.

Com algumas raras e bem marcadas exceções, até o quadrante ideológico é embaralhado e confuso, com a esquerda brincando de ser direita e a direita guinando para a esquerda enquanto o centro fica hermético em sua crassa burrice. 

A nebulosidade é tão densa que ao momento em que este modesto e ignaro escriba público batuca estas mal traçadas, os tais líderes partidários correm como as clássicas baratas tontas para buscar composições que lhes dê um vice, um candidato ao Senado, um Federal cuja candidatura não mele as demais. Os chamados palanques nacionais então, Jesus, que balaio de gatos magros. Coliga na Nacional, mas a tchurma de baixo, nos estados, tem composição diferente, ninho mais e menos heterodoxo, pois o pensamento em baixo dita que na hora de muricí cada um trata de si.  

Exemplo claro é o MDB que poderá ungir o ex-Ministro Henrique Meireles, ungir para constar pois, no após, fará como fez com os falecidos Ulysses Guimarães e Orestes Quércia olimpicamente deixados na estrada e aos corvos. E tudo por quê? Qual a causa?

O nosso modelo presidencialista, cuja concepção, desde o nascedouro, jamais contemplou coexistir com partidos fortes. A miscelânea enfraquece, distorce, facilita os conchavos, os acertos e arranjos que não mais fazem se não escancarar o já largo túnel da corrupção. O eleitor, cabisbaixo e meditabundo, já não mais sabe onde ir, o que fazer e em quem votar.  

Meus estimados e (im)pacientes leitores grunhem que nem eles nem eu ouvimos ainda as propostas. Mas e precisa? Os pensamentos e tendências são sobejamente conhecidos, o que são e o que pretendem também. O marketing dos comunicadores pretende que esta seja a eleição da esperança. Para os céticos como nós apenas mais uma eleição sem que se promovam as mudanças que poderiam realmente mudar. 



21 Julho 2018 08:00:00


 É que, definitivamente, somos o ponto fora da curva. Fora da curva dos malfeitos, das desgraças e tragédias que assolam a terra de Santa Cruz, males agravados pela Seleção Canarinho que vem de cravar mais um espinho em nossos sofridos corações. Então fiquemos com o que de bom acontece aqui na terrinha inutilmente amaldiçoada pelo Monge. Em ação administrativa de longo alcance, quase imensurável, a Administração Municipal vem de celebrar convênio com o SENAI para fornecer preparação profissional a estudantes da rede municipal.

 Preparação profissional. Esta é a nova ordem que se instala. E vejam meus estimados e (im)pacientes leitores que não estamos a falar de adolescentes ou entrantes na fase adulta. Não. O programa atinge os mais jovens, da nona série. Cento e quatro alunos do Teresa Lemos Preto, Leoniza Agostini e Getúlio Vargas frequentarão curso de mais de 90 horas, uma vez por semana para aprenderem mecânica básica, mecânica avançada, robótica e fundamentos de informática entre outros. Salta a frente a Secretaria de Educação do Município, atenta ao programa de governo do Prefeito e antenada com as exigências deste tempo novo.

 Fornecer conhecimento, despertar o interesse por uma profissão, preparar para o mercado de trabalho. Isto é que deve ser feito sempre. Evitar o assistencialismo que leva a preguiça, a indolência e mata a vontade de crescer. Os mercados nunca antes estiveram tão exigentes. Não mais Admitem improvisos ou improvisadores. Pedreiro meia-cuié, eletricista de gambiarra estão sendo excluídos ou se auto excluindo. Preparação e refinamento de conhecimento. Vale destacar que a Administração Municipal não usou da verba carimbada da educação. Pinçou recursos do orçamento geral do Município para bancar esta despesa. Investe nas crianças e nos jovens. Note-se que o curso de robótica remete à mecânica industrial, futuros engenheiros mecânicos estão sendo forjados agora.

 Informática é básico para o tempo de hoje, pouco ou nada mais se faz sem ela. As conversações com o SENAI já preveem novos cursos, novas turmas, e já se visualiza o calendário letivo do ano que vem. Passos importantes, visão ampla do que nos espera no futuro próximo. Ações para receber este futuro que já é quase presente. Esta é a Curitibanos que todos queremos, mais oportunidades a quem precisa e menos choromingação que é o escudo dos incompetentes. A conquista é de todos.




14 Julho 2018 09:33:00


(Foto: Rubiane Lima)


É que, após o xabú da Copa da Rússia, ainda curtindo a dor, quase física, de nossa merecida eliminação, pois lá, naquele torneio, só os fortes merecem ficar, e o nosso timinho não dava nem para a Sul-Americana, creio não ser desabusado falar ainda sobre esportes.

Na semana vindoura estaremos recebendo a juventude esportiva de nosso Estado para celebrarmos juntos mais uma edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. De começo, vejo como uma grande sacada a ocupação dos arcos metálicos da Avenida Salomão para ostentar as bandeiras de todos os municípios que estarão conosco. Cabe a nós bem receber e hospedar.

Dentre os visitantes certamente muitos estão repetindo visita, assim poderão avaliar o nosso pique de progresso e de aformoseamento urbano, percebendo acréscimos e modificações inseridas desde suas últimas estadas entre nós. A administração municipal preparou-se para esta ocasião, deu de si e tem a cidade pronta para receber.

A visita destes jovens que aqui virão, trarão como objetivo principal a saudável competição esportiva mas, e cabe a nós promover e incentivar, estarão observando e conhecendo o nosso complexo universitário, a nossa capacidade de abriga-los para estadias mais longas em futuro próximo. Entre os dirigentes e torcedores, por certo a presença de empresários e investidores a quem nos cabe igualmente seduzir.

É um tempo bonito, de celebração do esporte e um nicho de oportunidade.

Falando em oportunidade, é oportuno trazer à lembrança o seu criador, quase um alquimista. Falo e relembro de Felipe Abrahão Neto - o nosso Feio - já habitante de outra dimensão, mas igualmente morador em nossa saudade. Desportista emérito, de arraigado amor por Curitibanos e sua gente, basta lembrar da doação da vida de um de seus filhos-Robson- pelas coisas de nosso esporte amador e as cores curitibanenses. O Feio está na lista, e a pontifica, exclusiva de nomes como Ramiro Ruediger, Max Coutinho, Fauzí Miguel, Fidelis Bach, meu xará Murilo Barreto de Azevedo estes todos já junto ao Feio no astral eterno, só para lembrar alguns. Então preparemo-nos para acompanhar e aplaudir.

Incentivar os jovens, mostrar-lhes o caminho e alertá-los para a gravidade do que lhes espera em breve, quando tomarem as rédeas deste país e fazê-lo menos safado e indecente do que nos tempos que correm. O Prefeito Dudão e sua equipe marcaram mais um ponto de alto valor.



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