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As boa conquistas não vêm por doações

É que, nestes tempos dedicados aos neologismos, modismos e futilidades, ganha destaque o movimento da vez, do momento, sob o título pomposo de emponderamento feminino. 

O título, e a questão que o engloba, objetiva ofertar combate ou, para ser mais suave, fazer ceder os conceitos machistas e medievais que carimbou, por longo tempo, a mulher como ser de segunda categoria, sem vez e sem voz, cabeça baixa e submissa aos ditames masculinos, talvez por atávica obediência aos preceitos bíblicos ditados ao tempo de Adão e Eva. 

Porém, lancemos vista d'olhos sobre o tempo presente. Este moreno escriba público desconhece quaisquer campos da atividade humana que seja vetado à mulher Na vida pública, e quando falo vida pública é no melhor sentido, nos esportes, nas artes, à frente de empresas e empreendimentos e, não raro comandando os destinos de povos e nações. Que temos então? 

Ainda sobrepairam as acusações, veladas ou explicitas da teimosia masculina em obstaculizar a ascensão da mulher, a tolher suas aspirações a obstaculizar suas ações na ocupação de espaços. Recentemente ainda publicaram-se estatísticas de remuneração como prova de machismo, demonstrando, segundo pretenderam, queda de trinta pontos percentuais da remuneração para uma mesma função quando ocupada por mulher. Honesta e sinceramente? os dados me pareceram falsos e forçados.

Como argumento, grosso modo, definitivamente não creio que uma empresa privada ao abrir uma vaga e, optando por uma mulher, vá glosar o salário ofertado, tungando trinta por cento só pela questão sexual. Mesmo porque a opção foi feita em função das aptidões e currículo e não pelo sexo. 

A questão é que somente na contemporaneidade a mulher tem intervindo mais no mercado e a figura da mulher executiva ainda é pálida. Mas os rótulos do machismo propositado, francamente, é incabível. Exemplo disto é Curitibanos, onde recentemente a empresária Irene Sonda foi reconduzida à presidência da Associação Empresarial, onde o universo de associados é preponderantemente masculino. 

As balelas deste artiguete despretensioso são justamente para parabenizar a empresária, não só pela reeleição, mas também por sua permanente presença voluntária nos trabalhos de promoção social e humana, na maioria das vezes anonimamente. 

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