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OPINIÃO

Deus nos defenda

Já sabemos que a ideia da ditadura militar existe'

Por Murilo Machado


Imagem Divulgação 

É que, no vazio existencial produzido pela quarentena, que agora já passa de cinquentena, vamos bolar aqui, para preencher este hebdomadário espaço, uma espécie de salada russa. O primeiro ingrediente, o Banco do Brasil, (ainda a malfadada reunião ministerial) quando em sua fala, o ilustre e topetudo ministro da Economia referiu-se à nossa primeira instituição de crédito, ejaculando um palavrão dizendo que está na hora de vender este esperma.

Dio Mio, que horror, que ofensa referir-se em tom tão chulo a uma casa bancaria fundada por sua Majestade D. João VI, em um momento de rara inspiração do rechonchudo monarca, que colheu intervalo entre uma e outra coxa de galinha das quais era profundo admirador e permanente degustador, pois ao que consta sempre tinha um par delas nas profundidades dos bolsos e criada sempre atenta para suprir as faltas momentâneas.

Ah pois, resta já como primeiro consolo que exatamente o primeiro presidente do BB era um baita de um crioulo, tipo guarda-roupas embutido, cujas virtudes eram bem menos por qualquer conhecimento de economia e serviços bancários e mais pelos dotes avantajados e habilidades com que satisfazia a quase insaciável fome sexual da Rainha Carlota Joaquina, sempre disposta aos doces folguedos. Desde então, o Banco do Brasil, como banco público, vem nos prestando os melhores e maiores serviços, no fomento a atividade produtiva e como depositário dos financiamentos que repassa ao agro com juros favorecidos.

Bem verdade que o nosso BB, bem lá no passado foi a falência duas vezes, resultado de tretas e mutretas da má gestão. Nos tempos de agora, ainda que não seja imune às trapaças da política e do uso de alguns canais de desvio, como a publicidade que se vem denunciando, propaganda em suspeitos canais eletrônicos. Mas pombas, por que vender? Interessa a quem? Peço licença às vozes contrárias e me filio à corrente do BB público. Segundo ingrediente. Estas manifestações públicas de defesa do capitão. Um acinte, um descalabro que precisa ser detido, pelas ofensas à democracia e aos Poderes da República.

Claro que não somos bobos, e já sabemos que a ideia da ditadura militar existe, e mais que existir, se tomam atitudes e práticas para materializá-la. Não vamos permitir, pois muitos dos cretinos que ali estão como massa de manobra e bobos úteis, não sabem e não conheceram o que é sofrer nas unhas de um general-gorila. 


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