37 anos.png
37 anos.png
  
Murilo.png
OPINIÃO

Deus nos defenda

'Já sabemos que a ideia da ditadura militar existe'


(Foto: Divulgação) /

É que, no vazio existencial produzido pela quarentena, que agora  já passa de cinquentena, vamos bolar aqui, para preencher este hebdomadário espaço, uma espécie de salada russa. O primeiro ingrediente, o Banco do Brasil, (ainda a malfadada reunião ministerial) quando em sua fala, o ilustre e topetudo ministro da Economia referiu-se à nossa primeira instituição de crédito, ejaculando um palavrão dizendo que está na hora de vender este esperma.

Dio  Mio, que horror, que ofensa referir-se em tom tão chulo a uma casa bancaria fundada por sua Majestade D. João VI, em um momento de rara inspiração do rechonchudo monarca, que colheu intervalo entre uma e outra coxa de galinha das quais era profundo admirador e permanente degustador, pois ao que consta sempre tinha um par delas nas profundidades dos bolsos e criada sempre atenta para suprir as faltas momentâneas.

Ah, pois, resta já como primeiro consolo que exatamente o primeiro presidente do BB era um baita de um crioulo, tipo guarda-roupas embutido, cujas virtudes  eram bem menos por qualquer conhecimento de economia e serviços bancários e mais pelos dotes avantajados e habilidades  com que satisfazia a quase insaciável fome sexual da Rainha Carlota Joaquina, sempre disposta aos doces folguedos.

Desde então, o Banco do Brasil, como banco público, vem nos prestando os melhores e maiores serviços, no fomento a atividade produtiva e como depositário dos financiamentos que repassa ao agro com juros favorecidos. Bem verdade que o nosso BB, bem lá no passado foi a falência duas vezes, resultado de tretas e mutretas da má gestão. Nos tempos de agora, ainda que não seja imune às trapaças da política e do uso de alguns canais de desvio, como a publicidade que se vem denunciando, propaganda em suspeitos canais eletrônicos. 

Mas pombas, por que vender? Interessa a quem? Peço licença às vozes contrárias e me filio à corrente do BB público. Segundo ingrediente. Estas manifestações públicas de defesa do capitão. Um acinte, um descalabro que precisa ser detido, pelas ofensas à democracia e aos Poderes da República. Claro que não somos bobos, e já sabemos que a ideia da ditadura militar existe, e mais que existir, se tomam atitudes e práticas para materializá-la.

Não vamos permitir, pois muitos dos cretinos que ali estão como massa  de manobra e bobos úteis, não sabem e não conheceram o que é sofrer nas unhas de um general-gorila.

Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711