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OPINIÃO

Árbitro trila o apito

A nosso ver, pelo andar da carruagem, procedem com acerto os que vetam prorrogações de mandatos

Por Murilo Machado


(Imagem: divulgação)

É que, até por desfastio, acontece fato novo. Novo, mas já esperado. Ah, pois, o Senado da República acaba de aprovar PEC alterando a data das eleições municipais, remetendo o pleito para depois de Finados. Pelas análises dos entendidos, a Câmara dos Deputados deverá referendar a decisão. Até aí tudo bem, pois atenho vaga lembrança que lá no passado os pleitos eleitorais eram em novembro. E, daí? Daí que a medida, com vistas às questões de saúde altamente envolvidas, embutem uma pequena atrapalha ação, qual seja a tendência acertada da coisa, é não prorrogar mandatos nem por um mísero minuto.

 Então, temos que haverá pouquíssimo tempo para a tal transição, os atos preliminares destinados a situar o prefeito eleito com a máquina administrativa e preparar-se minimamente, pois, no caso, sempre pega o bonde andando. A nosso sentir não chega a ser um grande problema, ou melhor, depende da sigla partidária de quem entra, pois se o eleito for da mesma bandeira que os atuais, o que sai sempre poderá voltar ao gabinete e orientar o sucessor, já se vislumbrando dificuldades maiores no caso dos adversários, pois o mandatário saído sempre deixa jabutis a serem decifrados.

A forçada alteração de data traz prejuízo, ainda que pequeno as sociedades municipais. A nosso ver, pelo andar da carruagem, procedem com acerto os que vetam prorrogações de mandatos. Os atuais mandatários foram eleitos com prazos restritos e fixos. Ainda que sublinhado pela urgência e situação especial, tais prorrogações não contribuem para o polimento de nossa incipiente democracia. Já a dificuldade que apontamos não se verifica no Legislativo Municipal pois os novos vereadores, ainda que inaugurem legislatura, terão as tarefas facilitadas pelas características da atividade legislativa, ou seja, apreciam o que ficar, se ficar, e passam a estudar o que vier de propostas novas.

De qualquer forma, não se vislumbra, ao menos até aqui, tendências a modificações nos prazos para os partidos políticos e em assim sendo, da segunda quinzena de julho próximo até a primeira semana de agosto, devem os partidos chamar as convenções partidárias para oficializar candidaturas, o que obriga a acelerar tratativas em andamento para as amarrações possíveis, vencer obstáculos, intransigências e vontades pessoais, ceder ou firmar pé, tudo ao sabor das certezas que cada um possui.


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