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OPINIÃO

Será que resiste

Nota-se desvios, e a velha e boa ONU vai sendo relegada a plano inferior


(Imagem: divulgação)

É que, mudando um pouco a direção, e para não dizer que não falei de flores, façamos exame rápido sobre questão que vem para a ordem do dia. A Organização das Nações Unidas (ONU). O que temos? Temos, a nosso ver, uma perda sensível de protagonismo da Organização. Em suas origens, no nascedouro, a ONU resultou da reformatação do pool de Nações formado na Segunda Guerra Mundial. 

As ideias surgiram com o objetivo não só da resolução de conflitos e guerras, mas como instrumento de busca de soluções para múltiplas questões de interesse dos países. Inaugurava-se ali um novo modelo, multilateralismo. Esta, a nossa questão presente. Nota-se desvios, e a velha e boa ONU vai sendo relegada a plano inferior e observa-se retorno, ainda tímido, a opção pelas ações bilaterais ou de grupos. Note, meu estimado e (im)paciente leitor, que as dificuldades por que passa inicia, não pelo ostracismo em algumas discussões, mas até pelo contingenciamento de recursos, a inadimplência nas mensalidades com que os Estados-Membros se comprometeram a custear-lhe as despesas.

Começa aqui pela Patria-Brasilis, notícias pipocam aqui e acolá, que nosso atraso acumulado já chega perto dos 500 milhões de dólares. Bem verdade que na solução ou intervenção em conflitos armados, ela sempre  esteve aquém do esperado, raras as intervenções efetivas para cessar guerras. Mas, reconheça-se, que no campo da ajuda humanitária, refugiados e apátridas, ela tem sido importante, e as missões de paz realizadas, tanto para os atingidos pelos conflitos ideológicos e armados, as correntes migratórias forçadas, as nações pobres atingidas por catástrofes climáticas, como o Haiti, por exemplo, a ONU tem se mostrado efetiva.

No caso do Haiti, com a brilhante participação de militares brasileiros. Vale relembrar que nossa primeira participação em missão de paz, com militares, foi a vigilância do canal de Suez, com base no Egito, durante os conflitos Árabe-Israelense quando a ONU extinguiu o mandato britânico sobre o, até hoje, conturbado território da Palestina. Fazendo história, curitibanenses serviram, com o exercito brasileiro naquela missão. Como exemplo das dificuldades, o ilustre secretário-geral acaba de tomar medidas drásticas de contenção de gastos, determinando que os funcionários da sede levem o café de suas casas e suspendeu o fornecimento de água mineral. As máquinas de refrigerantes agora exigem as moedas. Questão secundária ou terciária, a pretensão do Brasil em ter cadeira no Conselho de Segurança, mesmo por que o dito cujo é um clube fechado. A propósito, valorizamos tanto nossa presença lá, que até a Bandeira Nacional Brasileira, colocada lá, a TV mostrou dia destes, já pede substituição.


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