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OPINIÃO

Vigiai e orai (E haja Ministério Público para dar conta)

Dinheiro, sempre o maldito dinheiro


(Imagem: divulgação)/

É que, em verdade, devemos nos inclinar diante da Divindade, e pedir socorro e perdão pelas fraquezas nossas, as ditas misérias humanas. Ah, pois, a cada dia mais me convenço da chegada do fi m dos tempos, pois evidentes os sinais do apocalipse, onde a peste é um dos quatro cavaleiros, e se nos parece que a peste faz presença e colheita, farta messe, entre nós. Ah, pois, que temos e onde vamos? 

Talvez não devesse, mas este humilde escriba moreno, antiquado, vetusto e dinossauresco, ainda consegue escandalizar-se diante do que, em tempos de dantes, verdadeiramente seria um escândalo, mas que nestes tempos do dito pós-moderno, talvez nem tanto. Aos fatos então. Começa com o imbróglio do dito padre Robson, ele reitor de um dos mais visitados santuários, o do Divino Pai Eterno, lá para os lados de Goiás, e que, sob o pálio da ideia da edificação de uma nova basílica, ante o exíguo e acanhamento do templo atual, encetou o supra dito clérigo campanha de arrecadar verba entre fi éis e romeiros para o custeio da vultuosa e arrojada obra, coisa que tem estimativa para cima do bilhão. A tal Internet, as dita redes sociais, são meios ou agentes facilitadores, e as contribuições arrecadas sobem as cifras estratosféricas, o que ensejou o padre Robson e sua turma, a enveredar para o caminho da dita especulação imobiliária e outros departamentos.

Diz o revdo. Pe. que tal se deve como fórmula de proteger o dinheiro e remunerá-lo. Por desoportuno, vamos passar ao largo dos costumes exóticos do religioso, ao que consta chegado a um bafo na nuca e a sustentar gigolô, por sinal caríssimo, pois o dito extorquia o padre em dinheiro aos maços ou em penca. Coisa feia. Se não bastasse, agora a dita gospel-deputada, que atende pelo nome de Flor, acaba de ser denunciada como mandante do homicídio contra a pessoa do próprio marido, ele, o extinto, pastor evangélico em ministério de colheita farta, dinheiro grosso das generosas contribuições de seus crentes.

Ah, pois, diz a polícia que a grana acendeu a gula e o brilho nos olhos de cabra cansada da parlamentar. Dinheiro, sempre o maldito dinheiro. Foi o dinheiro que motivou um dos mais bárbaros crimes cometidos pela Santa Madre Igreja, na Idade Média, quase um genocídio, pois a cobiça do pretenso tesouro dos Cavaleiros Templários, motivou o aceso de imensas fogueiras onde arderam centenas, cujos gritos torturados jamais revelaram os esconderijos do tal tesouro, talvez por inexistente. 

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