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OPINIÃO

O SUS nosso de cada dia

No conjunto da obra é um sucesso


(Imagem divulgação)//

É que, a despeito do normal azedume deste escriba moreno, colhemos do momento e do espaço para alguma louvação. A quem ou ao que? Ah pois, vou tecer os mais encomiásticos louvores ao SUS. Creio que semana passada ouvi, de relepes, que o Sistema estava festejar data comemorativa, de criação, de fundação, sei lá, e também não importa aqui. O fato é que a menção do festejo, nos levou a meditar sobre sua existência, finalidade, missão, acertos e tropeços.

Ah, pois, constata-se que o Sistema personifica, ou dá contextos práticos, a um dos belos postulados da constituição peregrina e cidadã que dita ser a saúde direito de todos e dever do Estado provê-la e promove-la. Em comparando-se com outras nações, países ditos ricos e adiantados, sabe-se que lá o Estado e seu governo chegam ao máximo a algum tipo de subsidio, suporte de parcela de despesas hospitalares, descontos significativos na aquisição de remédios, mas, por exemplo, nada de custeio a serviços terapêuticos como massagistas, fisioterapia, psicólogo e assemelhados.

Aqui na terrinha, praza aos céus, até receita de assistência espiritual, tipo centro de macumba, o velho e bem-amado SUS é capaz de bancar, dentro do princípio sagrado do tal direito universal a saúde. Como supradito, nos países ricos, como Suécia e Dinamarca é que acontece algo parecido. Mas acontece, porque exatamente são extremamente desenvolvidos, receitas financeiras astronômicas e, o que mais importante, populações pequenas, e povo culto e civilizado, portanto não exposto e mazelas como a zica e a dengue, o bicho barbeiro, a áscaris lumbricoides entre tantas outras.

Caceta e planeta, bancar saúde pública universal para um pais continental como o nosso não é bolinho não. Ainda mais que se complementa com programas adicionais como distribuição gratuita de remédios, exames até sofisticados e caros. Temos que aplaudir. Claro que a coisa toda, como instituição tem seus defeitos, suas falhas, mas mesmo assim, com todas as imperfeições, é magnífico. Assente-se que existem algumas urgências, coisa inadiável, como o reajuste das tabelas de honorários aos médicos e profissionais, a elevação do pagamento dos serviços hospitalares e vai por aí. Mas, no conjunto da obra é um sucesso.


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