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15 Julho 2019 11:48:00


Posso dizer que as férias de julho, para nós Professores, são um tempo muito especial. Um privilégio em relação às outras profissões, e, ao mesmo tempo, um período para renovar e reinventar a nossa atuação, mesmo compreendendo que para as famílias as articulações para seus filhos em julho, neste mesmo processo de férias/recesso, já é um tempo bastante conflituoso. Afinal, os pais em sua maioria não disponibilizam de uma pessoa para ficar com seus filhos enquanto trabalham. Requer uma tremenda flexibilidade para contemplar a todos o seu melhor.

Foi pensando nesse "melhor" que disponibilizei alguns exemplares de livros como motivadores durante o recesso escolar: Pois, além de atividades envolventes contribuem para o desenvolvimento do cérebro e de seu aprender a aprender. Para aquelas crianças que se sobressaem pelo agite diário auxilia no foco e na concentração. Pois todos têm em comum procurar algo que se encontra escondido.

A DICA É:

Férias também para as telinhas.

Nos livros da categoria "Procure e ache" ou "Busque e encontre" ou "Onde estão Tuti e seus amigos?" e similares. São livros resistentes e de preços acessíveis, geralmente encontrados em feiras de livros no valor de cinco a quinze reais.

São importantes para a estimulação visual, concentração, atenção, memória, expansão do conhecer e muitos outros detalhes que favorecem o contato com eles.

Pensei nos livros porque estão quase obsoletos em várias famílias por estarem sendo trocado pelo universo das telinhas. Acredito na importância do contato com eles como promovedoras de inúmeros benefícios:

Amar livros; Ler como hobbie; Passam a ler e a escrever melhor;

Expandir o olhar além das palavras; Tornam-se mais criativos;

Explorar as imagens e detalhes, ou seja, ir além do que está ali;

Oportunidade de expandir as percepções, as especificidades, de conhecer e reconhecer os conceitos dos quais a criança já se apropriou;

Brincar durante as buscas oferecidas através de sinônimos, antônimo, substantivos, adjetivos, pronomes, artigos, além de características prováveis e improváveis sobre os objetos ou palavras em evidência;

Instigar a ser detetive formando rápidas ideias e histórias sobre as propostas das atividades;

Problematizar as situações: E se... E se você fosse o autor da história... E se... Imaginar e re-imaginar as propostas:

Desenhar o que mais e menos gostou:

Que final diferente você daria?

Percebeu "o que" no início, meio e fim da História?

O que você não conhecia e passou a conhecer hoje?

Se tiver fantoches, dedoches, ou similares reproduzir a história em foco em casa.

Enriquecer o vocabulário;

Conversar entre os pares sobre as vantagens do contato através dos mesmos;

Cria laços afetivos em casa e na escola, bem como nos espaços que frequenta;

Férias! Livros! Bibliotecas! Organização dos livros em casa; Doações; trocas entre colegas?

Cuidados...

Acreditar! Confiar que a partir da expansão das dicas até você, aconteça a multiplicação e a prática ali encontradas.

Boas leituras.








08 Julho 2019 10:22:00


(Foto: Divulgação) /

Massinhas... Lembro até com certo saudosismo do meu encantamento pelas primeiras massinhas de modelar. Àquele aroma inesquecível. Àquela textura. E as inovações já aconteciam quando as primeiras massinhas chegavam acompanhadas de rolo de macarrão e forminhas para recortes. Como era comum acompanhar as mães e avós fazendo bolachinhas utilizando tais utensílios, as massinhas da Estrela já passavam a estar entre os brinquedos favoritos nos pedidos para o Papai Noel. Simples, econômico, mas atraente.

Várias décadas depois elas ressurgem significativamente em minha profissão. Tenho um estudante com autismo, O Lucas Gabriel, que possui uma habilidade extraordinária em modelar os personagens do Bob Esponja com minúcias inacreditáveis. Percebo que com este manuseio diário em casa e na Escola requer uma grande quantidade de massinha. Pelas alterações sensoriais, frequentes entre os estudantes com TEA - Transtorno do Espectro Autista, ele sempre rejeitou as massinhas domésticas ou similares. Só aceitava as de caixinhas... E nem todas. Igualmente apresentava resistência ao manuseio de argila e similares, pois diante de tal habilidade tátil já se pensa em ampliar suas possibilidades nesta área.

Neste final de semana tive a oportunidade de conhecer Daniela, a mãe da Catarina que disse sim ao nosso convite para ser a oficineira ensinando-nos, professores, pais e estudantes a fazer uma massinha que denominamos MASSINHA ESPETACULAR, por apresentar uma textura atraente, maleável, durável quando mantida em saco plástico: mantemos uma desde fevereiro até julho com aspecto igual, sem deteriorar. Mas, principalmente econômica e aprovada pelo Lucas Gabriel, que se interessou e participou da receita com um surpreendente interesse.

Encantada que fiquei com a facilidade da receita e da receptividade pelas crianças, recomprei os ingredientes, encontrados em loja de festas de aniversário. Uma receita sai por menos de dez reais. Resolvi repetir a receita com meus netos. Foi indescritível. Participação ativa e empolgada dos netos de dois aos dez anos. Praticamente nem um vestígio pelo chão. Sem manchar roupas. Além de modelar também é excelente para recortar. Foi um sucesso tão surpreendente, e elem de tudo o efeito é relaxante. Ficaram mais calmos e concentrados sem bagunçar. A criatividade foi à mil.

Importante: Para maior durabilidade guardar sempre em sacos plásticos. Não em potes.

(Foto: Ângela Silveira)/

Segue a receita infalivelmente mágica... ESPETACULAR!

Em uma bacia, coloque os ingredientes secos, misturando-os bem com uma colher de pau/silicone:

Duas xícaras, exatamente até a borda, de FARINHA DE TRIGO.

Meia xícara de sal.

Uma colher cheia de cremor tártaro.

Em uma panelinha colocar para ferver uma xícara e um quarto (1 ¼) de água, um pote de corante de sua preferência e uma colher de sopa de azeite.

Quando ferver -etapa feita por adultos- escaldar os ingredientes secos.

Caso fique mole (raro) polvilhar mais trigo.

Mãos à obra!

Atividade calmante/relaxante para todas as idades.


(Foto: Ângela Silveira) /




01 Julho 2019 10:26:00


(Foto: Sulisia Westphal)/

Muito interessante e motivador quando conseguimos diálogos com gerações diferentes. Refiro-me a bate-papos entre avós e netos, entre professores e crianças curiosas. Em uma destas oportunidades recentes veio a pergunta:

_ Vó Su, o que é eco? Nosso tema de curiosidades nasceu a partir de comparações detalhistas sobre "nossos" eco copos. O meu é assim... O seu veio com cordinha... O dela... Ele ainda não tem... Como estávamos com outras crianças lancei a pergunta para todos. E as respostas foram variadas... Trouxeram exemplo a partir de seus conhecimentos e vivências... Complementei falando da importância de deixarmos um Planeta bem cuidado para quando eles crescessem e tivessem seus filhos, seus netos... Quanta responsabilidade. Quanta reflexão.

Não pude deixar de contar que na minha infância costumávamos brincar de gritar bem alto para ouvir nosso som ecoando entre os morros... Como vivenciar isto novamente? Será que as crianças atuais também se encantariam com uma atividade tão simples junto à natureza?

Nossas reflexões foram muito interessantes: canudos, papéis, reflorestamento e os lápis utilizados, os cuidados com a água, a energia... A faixa etária era de sete a dez anos.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Mal sabia que horas depois, ao realizar minha caminhada privilegiada no verão de junho, à beira mar de Jurerê, encontraria uma enorme tartaruga sem vida. As palavras de horas atrás ainda pipocavam em minha mente. O que é ECO? Ali, diante de meus olhos estava mais um "eco" revoltante de falta de educação, de desrespeito de ausência de corresponsabilidade à natureza, à vida, ao nosso PLANETA. "Vida marinha não é descartável!" Os olhos esbugalhados da enorme tartaruga permaneciam gritando para todos os adultos que impactados paravam para acreditar no que viam.

Minha esperança é que as novas gerações se tiverem tempo, possam ser colaboradores e super cuidadores de "SUA CASA," reconstruindo, renovando, reinventando novas formas de viver e de cuidar deste incrível patrimônio.

Meu ECO durante a caminhada reflexiva foi avisar sobre a "visitante" às famílias que estavam na praia com suas crianças. Pois talvez, diferente do que assistir estas indesejáveis cenas pela TV seja assistir ao vivo e assim, criar novos ECO habitantes.

E para você, o que é ECO?

(Foto: Sulisia Westphal) /




24 Junho 2019 09:42:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

 "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer. Deixa Chover..." Para quem acompanhou o sucesso de Guilherme Arantes, com certeza iria identificar este fragmento de uma de suas composições. Mal sabia que esta seria a música fechamento de imprevisto em sua recente apresentação em Floripa.

Na verdade, muitas vezes fico orgulhosa de pertencer ao segmento "Acima dos sessenta", pois faço parte de um grande grupo de pessoas que viu nascer, crescer, renascer e continua acompanhando várias personalidades do mundo artístico brasileiro. Assim, cada vez que surge a oportunidade de assistir um desses ícones que perpetuam com um público fiel esgotando bilheteria, estou entre aquelas em busca de um bom lugar para assistir, se emocionar, cantar, dançar, mexer com a alma que permanece com seu lado jovem sempre vivo. Tempo bom. Tempo que vale a pena investir sempre.

Foi assim que acabei com um ingresso para rever Guilherme Arantes. Justo desta vez por ser próximo a um feriado precisei me deslocar de outra cidade e pude perceber na plateia vários grupos que se organizam e vem de outros lugares para assistir um evento. Casa cheia. Tudo parecia normal. Músicas e histórias que contextualizam as letras... Sempre emocionante rever. A platéia interage animadamente.

De repente, palavras e sentimentos provocam reações... Guilherme referia-se a música Semente da Maré (Canção dos Refugiados). O resultado foi que a apresentação teve que ser encerrada. "Deixa Chover" foi a música escolhida para o fechamento. Quem já o assistiu sabia que a duração prevista seria de três excelentes horas. Ficou em duas. Foi um sentimento tão estranho que ainda fica difícil de entender e de expressar. Lembrei de quando tiramos o pirulito ou o brinquedo de uma criança... Justo quando estávamos todos em sintonia em uma vibração e participação usual e que viriam outras tantas músicas conhecidas... Fim. Os comentários na saída pipocavam entre os casais. Quando aguardamos um evento do qual gostamos muito jamais imaginaríamos algo parecido.

Aprendemos o quê?

Não importa aonde ou quando: Mas na espontaneidade também precisamos agir com sabedoria, cautela com as palavras, com as opiniões, com os sentimentos que expressamos. Corremos diariamente o risco de não sermos bem interpretados. Respeitar ao outro acima de tudo. "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer". Vale promover o entendimento, a harmonia, o bem viver com boa música.



17 Junho 2019 11:11:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Das comemorações do Centenário de Curitibanos, recordo principalmente da Rainha do Evento, minha amiga Nádia Burtet Centenaro. Era a primeira vez que eu acompanhava os movimentos de uma "Rainha" com seus trajes maravilhosos dos pés a cabeça, fazendo por merecer, a nossa Querida Cidade Aniversariante.

Cheguei a percorrer minha história na tentativa de descobrir em que ano escolar estávamos: Oitavo ano, frequentando o Colégio Secundário Casemiro de Abreu. 1969! Confesso que cheguei a suspirar, a parar de respirar. Muito difícil constatar que já faz cinquenta anos. Agora a Cidade Aniversariante já completou 150 anos.

Fiquei emocionada ao folhear o Caderno Especial do A Semana: 150 anos de história! Pude revisitar fragmentos de uma história em um novo tempo, e da qual fiz parte ativamente até meados da década de setenta, mas da qual nunca me desconectei porque parte da família permaneceu. Revi e conheci muitas personalidades que contribuíram no percurso do desenvolvimento da cidade e/ou que prosseguem atuantes e acompanhando o seu visível ritmo de crescimento. Rememorei os espaços dançantes da época, os de lazer e os de encontro das famílias, bem como as tradições culturais. Com certeza cento e quatro páginas não foram suficientes para contar tantos detalhes que agregaram valor e amor a todos que ali viveram.

Não é por acaso que a Confraria dos Amigos de Curitibanos permanece ativa reunindo amigos que fizeram na cidade. Hoje temos a Confraria CAC em Curitibanos, Balneário Camboriú, Curitiba e Florianópolis. Continuam organizando eventos para reunir amigos relembrando os bons tempos na Cidade e, ao mesmo tempo em comum, buscando vivências divertidas e contagiantes perpetuando histórias.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Neste rebuscar de memórias do Centenário, trago uma conquista, publicada seis meses antes, dezembro de 1.968, mas que para muitos foi um ícone histórico. O Livro NOSSA TERRA NOSSA GENTE, impresso em tipografia curitibanense, e com participação de muitos conhecidos, cuja antologista foi "Coracy Pires de Almeida", a qual sou extremamente grata, e que objetivou com sua criação e venda a aquisição dos instrumentos da Banda Guarany, da qual fiz parte, e de onde trago meus conhecimentos musicais pela vida afora. Muitas foram as pessoas que se esforçaram para que ela viesse a se concretizar. Relembro com muito orgulho de nossa participação em eventos comemorativos da cidade e na abertura dos Jogos Abertos. Dona Ieda Hartmann, Prof. Plínio Calomeno, Dona Célia Lemos e Dona Coracy sempre presentes mobilizando os estudantes culturalmente, pois acreditavam na Banda como propulsora do desenvolvimento social da cidade. A execução da obra "O Guarany" era apenas uma das inesquecíveis de emocionar, que tocávamos de coração saltitante.

Na época não disponibilizávamos das tecnologias atuais. Assim, fica a sugestão para que novos "antologistas" se preocupem em articular e reunir registros, por exemplo, a partir do Caderno Especial dos 150 anos de história, fundamentando os próximos que virão.

Como cidadã curitibanense sempre me orgulhei em fazer parte desta obra que quis "incentivar a cultura, a arte e o belo". Atualmente, em meu espaço Conexão, no A Semana online, como colunista motivacional, procuro dar continuidade a tais características com as quais fui contagiada de forma que permanecem circulando em meu ser.

(Foto: Sulisia Westphal) /




10 Junho 2019 10:08:00


(Foto: Dirciane Schimith Dalagnol)/

Ah! Como faz bem participar de uma Festa Junina! Bem melhor ainda quando a festa termina e podemos anunciar que "cinco mil copos de plástico descartáveis A MENOS no Planeta"! Dava a impressão de "um tipo inovador da Oktober", aonde é comum ver as pessoas caminhando com seus canecos dependurados como cordão de pescoço ou chaveiros de bolso. Só que desta vez eram Eco Copos coloridos, nova ideia sustentável, nova moda na Festança do Arraiá Sustentável da Virgílio 2019. "Vamos aprender a viver com menos plástico". Os estudantes aprovaram. Os pais e os professores também"

"Foi uma linda festa com muito trabalho em equipe, famílias reunidas e profissionais realizados. Aconteceu na Escola Básica Municipal Virgílio Várzea, Canasvieiras, neste final de semana. A Escola tem aproximadamente setecentos estudantes da Educação Infantil ao Nono Ano. Como todas as Escolas, têm os ensaios, as apresentações, o Casamento na Roça, as doações, a comilança natural - sem refrigerante e cachorro quente. Tem brincadeiras, têm Pescaria, tem Brechó, tem comissão de eventos responsável pelos detalhes, tem uma Equipe TOP. Todos pegam juntos. Existe liberdade na escolha do horário em que vai "trabalhar", bem como na atividade em que gostaria de participar, o que repercute em uma alegria indescritível. É uma festa que dura quatro horas animadíssimas com muita adesão da comunidade escolar.

Este ano a Festa aconteceu na Semana do Meio ambiente em que foram intensificados vários momentos de Conscientização Sustentável. Em especial os estudantes do Projeto Âncora - Projeto de Ampliação do Contraturno, participaram de vários atos sobre Educação Ambiental. Entre eles a caminhada pela Paz e o Abraço ao Mar. "A Vida Marinha não é Descartável!" Diante disto, a responsabilidade em apresentar uma festa sustentável foi inevitável

(Foto: Dirciane Schimith Dalagnol) /

Posso dizer que inicialmente pareceu uma ousadia solicitar no convite que cada um trouxesse o seu copo, uma vez que não seriam disponibilizados copos de plástico descartáveis para servir o suco e os alimentos. Mas que seriam disponibilizados copos sustentáveis "Eco Copo" para aluguel, os quais poderiam ser devolvidos no final do evento.

Os copos eram realmente de qualidade, de cores vivas, bem atraentes e agradou ao público de todas as idades. Também foi disponibilizado porta-copo com cordão, igualmente coloridos, cuja procura foi maior do que se podia imaginar. A repercussão surpreendeu a todos.

Como equipe dos Caixas, ficava imaginando o tamanho das filas no final da festa para devolver o Eco Copo alugado e reaver parte do dinheiro investido. Mas não foi o cenário do final da festa: Muitos ainda procuravam pelo cordão porta-copo. O copo reutilizável veio para ficar. As "cordinhas" / porta copo querem mais! Foi um sucesso que veio para ficar. Maior sucesso ainda porque foi uma idéia trazida pelos próprios estudantes do Projeto, que a escola abraçou. É o início de um mo vimento. 

Ah! Teve algumas pessoas que chegaram a trazer de casa também a colher para a canjica. Demais! Também apareceram muitas sacolas retornáveis para carregar os brindes da Pescaria.

Outro detalhe importante esteve na decoração consciente quanto ao uso do papel e plásticos.

Assim, aos poucos vamos aprendendo uns com os outros e divulgando o que é bom e pode fazer diferença para o nosso Meio Ambiente. ABRACE A IDEIA.



03 Junho 2019 11:35:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Sexta-feira mais do que chuvosa. Locomoção prejudicada. Agendamento de revisão do carro inadiável. Reunião emergencial. Movimentos familiares normais considerando a proximidade do finde. Na concessionária, para revisão agendada, uma surpresa: disponibilidade de Uber para distância pré-determinada, o que me possibilitou chegar em tempo a um evento imprevisto.

No Uber encontrei algo diferente. Na parte de trás do banco do carona um livro de capa dura dos Super Heróis. Como educadora precisei perguntara justificativa que motivou este livro estar ali neste lugar: Esquecimento? Ou intencional?

Foi então que Mateus Oliveira "sem h", explicou sobre o seu diferencial: Disponibilizar o livro para grandes e pequenos justamente para ocupá-los longe das telinhas habituais. Acredita que o livro pode fazer toda a diferença no tempo em que este sujeito permanece em seu carro.

Mostrou também um bordado do Homem de Ferro na manga de sua camiseta preta, e comentou que têm camisetas com Super Heróis diferentes para cada dia. E que quando transporta crianças tem gerado boas trocas.

Detalhe: Eu era a sexta pessoa a utilizar o serviço e a primeira a observar e comentar a respeito. O que pode significar que muitos detalhes estão disponibilizadas gratuitamente bem pertinho da gente, mas que infelizmente sequer percebemos.

Algumas pessoas, já têm o olhar ampliado sobre o seu contexto, o que envolve "um olhar além" sobre as pessoas, os detalhes em móveis, em obras de arte, nos gestos, nas atitudes, nos sorrisos. Geralmente são àquelas que ainda conseguem ficar por um determinado tempo sem o olhar fixo na tela.

Identifiquei-me como colunista motivacional, pedi permissão para fotografar e citar seu nome. Mas não parei por aí. Aproveitei para elogios e sugestões ampliando seu diferencial de atendimento às pessoas. Ao que relatou que às vezes já é identificado como o Superman do Uber ou Uber Superman, incluindo mensagens de elogios pós-traslados dos passageiros.

Sugeri que colocasse um livro atrativo similar para meninas, e que disponibilizasse pequenos livros de auto-ajuda ou de pensamentos reflexivos de valorização à vida nas portas laterais.

Emergiram recordações incríveis dos vinte e tantos anos que fiz o trajeto Lagoa da Conceição-Centro levando meus filhos para a Escola. Dentro do carro sempre havia exemplares com histórias reflexivas cuja leitura correspondia a cada filho, alternadamente, amenizando a distância e propiciando trocas de ideias bastante interessantes. Época em que o celular estava chegando para o uso dos adultos.

Parabéns, Mateus! Que sua criatividade no transporte dos passageiros continue fazendo diferença e inspirando a muitas outras pessoas.

E você que está lendo, consiga fazer de seu trabalho, ou de suas atividades algo prazeroso, criativo capaz de fazer diferença e gerar transformações na vida das pessoas. Entre elas, oportunizar um tempo de olhar fora das viciantes telinhas.



27 Maio 2019 00:00:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Curioso, mas real. Não apenas no mundo tecnológico, mas principalmente no mundo dos "Avós" somos surpreendidos com novidades inimagináveis. Quando vamos pesquisar na internet constatamos que não é tão inovador, mas que existem inúmeras possibilidades similares. Assim como está sendo algo novo e reflexivo em meu contexto, pode também ser para você.

Recentemente, minhas netas Yasmin e Betina vivenciaram uma experiência cativante em meu universo. Yasmin foi sorteada para ser a criança que traria JESUS em formato de boneco de pano, para uma semana de convívio familiar. Os momentos destaques clicados são compartilhados com os demais colegas. Cada criança escolherá o que vai fazer com ele. Já teve até quem levasse "Ele" para o Shopping, para tomar vacina... Soube que na casa delas ficou no sofá da sala assistindo desenhos com a família toda. Como Yasmin foi a contemplada da semana, obviamente nos registros aparece ao seu lado.

Coincidência

Por uma coincidência, Betina, sua irmã foi a próxima sorteada e ele pode voltar no mesmo endereço. Foi assim que o "tal Jesus" veio passar o final de semana na casa da Vó Su. Os netos estariam reunidos e ele mereceria um espaço. E mereceu. Mas sei que merece bem mais do nosso tempo e da nossa criatividade no que diz respeito a conhecê-lo. Meus netos voltaram para suas casas, mas Betina permitiu que ELE ficasse mais um dia exclusivamente fazendo-me companhia. Espero ter inspirações para divulgá-lo.

Parece

Parece uma simples experiência. Aliás, já conhecia vários objetos que passavam o dia ou a semana com cada colega de turma: Malas criativas com objetos relacionados ao Projeto trabalhado na respectiva turma, cadernos de interação que acompanham o objeto e oportunizam registros familiares. Assim conheci as itinerâncias de um "Pequeno Príncipe" e o respectivo caderno. Teve familiar que chegaram a confeccionar os demais figurantes do Clássico da Literatura. Conheci sacolas personalizadas com o tema, cadernos com alças imitando uma pequena mala, mas confesso: Nunca vi COMPANHIA TÃO ESPECIAL VISITANDO AS CRIANÇAS EM SUAS FAMÍLIAS.

Valores

Sabemos o quanto atualmente nossos pequenos crescem carentes de fé. Os contatos estão cada vez mais ausentes, em especial das Escolas. A maioria cresce sem familiares que frequentem esta ou àquela igreja. A maioria dedica seu tempo para o trabalho e por uma qualidade de vida. Muitos valores se perdem na educação das crianças. Entre eles a fé, a afetividade, a atenção, o respeito

(Foto: Arquivo Pessoal) /

Jesus, um boneco de pano

Desde que chegou fiquei a pensar que grande oportunidade está ali contida. O Mestre dos Mestres, o Maior Psicólogo de todos os tempos, o Bebezinho que nasceu no Natal e que anos depois morreu na Cruz e ressuscitou. Vivo está! Como podemos sensibilizar uma criança para ter fé, para crer em DEUS Pai, Filho e Espírito Santo?

O que sabem sobre Ele? Por que continua vivo no coração das pessoas mais de dois mil anos depois? Qual feito dele mais impactou a Yasmin, a Betina, Você?

Se Ele representa O DEUS FILHO, o DEUS AMOR qual atitude de Jesus mais o (a) impressiona até os dias de hoje? Como repassá-lo?

Expectativa

Espero que a ideia do Boneco de Pano que caracteriza Jesus possa inspirá-lo por e para ideias semelhantes.

SE ELE VIESSE NA SUA CASA, O QUE VOCÊ FARIA?

Boa Semana





20 Maio 2019 10:31:00


(Foto: Daiana Mendesl) /

De repente, em 2019, você encontra alguém bem próximo que acredita e afirma "com todas as letras", ser contra a inclusão em sala de aula por prejudicar os demais!

Impactada, sim, porém mais motivada ainda

Você, no caso eu, que venho abraçando esta causa de todo o coração e acredita, sim, nos avanços de todo um grupo/turma e do próprio sujeito com a deficiência, ressalta que cada estudante com deficiência é único. Único também é cada professor envolvido.

Justificando o argumento acima, com certeza a pessoa que é contra a Inclusão na Perspectiva da Educação Especial, não deve ter tido uma experiência positiva, e nem tão pouco tem seu filho ou filha nestas possibilidades.

Parcerias

Geralmente quando atuamos nesta área temos profissionais que se sobressaem pela criatividade e olhar ampliado quanto à importância da adaptação do conteúdo didático, em especial para estudantes com Autismo. Como é possível e qual a melhor forma de contribuir em seu processo de aprendizagem, sem dúvida é um desafio para tanto para os educadores, como para os pais e demais profissionais envolvidos.

(Foto: Daiana Mendes) /

Recursos

Na verdade, uma pergunta que não quer calar: COMO POTENCIALIZAR O ACOLHIMENTO DA VARIAÇÃO HUMANA NO PLANEJAMENTO? Sim, existe uma variação humana em cada turma. Existem cérebros que aprendem de formas diferentes, em ritmos diferentes. Como contemplá-los? Quando estamos, por exemplo, em um espaço kids temos um retrato atual de nossas crianças em 2019. Correndo, agitadas, imediatistas, "brigando" pelo mesmo brinquedo, pelo mesmo espaço, e que logo estarão nas salas de aulas com muita dificuldade em permanecer sentadas. Que tipo de aulas oferecer? Que estratégias podem contemplar tal diversidade? Perceba que não é "que tipo de atividade vai contemplar o estudante com deficiência", e sim a diversidade humana ali contida.

(Foto: Daiana Mendes) /

Trabalho colaborativo participativo

Proporcionar modos múltiplos de apresentação através de redes de conhecimento, de tarefas estratégicas contemplando redes afetivas (DUA - Desenho Universal para a Aprendizagem). Pensar e planejar como engajar e manter motivada uma turma no decorrer das atividades pode ter bons retornos através de trabalhos em grupos contextualizados. Possibilidade onde a variação humana e sua diversidade comportamental podem ser contempladas.

O Professor Sandro Reinhold de Geografia e a Professora Daiana A. Mendes, Professora Auxiliar de Ensino Fundamental da EBM Virgílio dos Reis Várzea têm conseguido vários avanços utilizando formatos e ambientes diferentes com a turma 61, da qual faz parte Lucas Gabriel com Autismo e outras comorbidades (TDAH, Déficit Cognitivo, Transtorno da Fala, Restrição Alimentar) além de outros estudantes com Dislexia e Déficit Cognitivo. Ambos pensam em parceria e buscam utilizar recursos didáticos adaptados na tentativa de obter maior foco e avanços na aprendizagem. Nas fotos alguns exemplos onde o professor de anos finais encontra tempo para sentar ao lado daqueles com maior dificuldade. Uma alternativa também utilizada são as parcerias que o referido Professor estabelece com estudantes de bom desempenho que se voluntariam a vir no contraturno como "monitores" para auxiliar estes estudantes com maiores dificuldades durante as atividades em grupo.

Sei que muitas práticas colaborativas vêm se intensificando no anonimato. Mas acredito cada vez mais que as boas práticas, os bons exemplos merecem divulgação, pois podem motivar outros profissionais, bem como podem ressignificar a prática daqueles que já o fazem.

(Foto: Daiana Mendesl) /





13 Maio 2019 11:37:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Tudo bem que o dia das Mães é todo dia. Mas sem dúvida, neste final de semana intensificaram-se os movimentos para vivenciar o dia delas, o meu dia, o nosso dia. Tempo para recordar e/ou vislumbrar desejos e sonhos ou saudade desta pessoa querida. Seja do coração, seja mãe biológica. Um das coisas mais importantes é o levantamento de dados positivos que merecem gratidão, elogios, reconhecimentos nestas relações. 

Assim, escolhi a experiência de um domingo diferente em que meu filho convidou-me juntamente com meus netos para conhecer um espaço inimaginável. Vários moradores de edifícios em certa proximidade foram se unindo e construindo um belo espaço de lazer junto à natureza, atrativo para adultos, jovens, crianças e pets.

No domingo à tardinha, quando fomos conhecer de perto esta espécie de corredor ecológico, havia muitas pessoas de 0 a 90 anos, aproximadamente. Havia um telão onde seria exibido um filme para a comunidade.

O que mais chamou a atenção foi o nosso destino: um cercado de área verde com muitos cachorros, de várias raças e tamanhos brincando, correndo, se reconhecendo. Estes estavam desprendidos das coleiras para poderem sentir-se livres o suficiente para correr, pular e "fazer novos amigos cães". Desta forma compensando o tempo que passam entediados dentro dos apartamentos.

A AMJA - Associação dos Moradores do Jardim Albatroz contribuiu para este movimento com o intuito de valorizar a vida.

No local, a existência de placas indicativas sobre a responsabilidade de seus donos coletarem os dejetos, parecem bem atendidas, de modo que a boa organização resulta em grande quantidade de cães e seus respectivos donos.

Ao mesmo tempo, percebem-se os donos atentos às reações de seus bichos de estimação para intervir no momento adequado. Chega chamar a atenção, como um espaço tão simples, organizado, respeitado consegue atrair tantas pessoas de diferentes níveis sociais e de todas as faixas etárias. Quem conhece faz de tudo para voltar.


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os animais realmente têm possibilidades e oportunidades de atividades que não são possíveis dentro dos apartamentos e dos condomínios. Muito são donos de animais, poucos oferecem um pátio ou quintal para ele poder correr e brincar.

Também merece elogios uma comunidade que chega a comum acordo para cercar determinada área aumentando a segurança em função de ônibus e carros. O grupo Pet Lovers, formado por moradores donos de bichos de estimação, teve a iniciativa de instalar um cercado no espaço, evitando, dessa forma, que os animais corram risco de atropelamento, bem como problemas de outra natureza.

Como mãe, avó e tia aprovei demais a ideia. Pretendo voltar outras vezes.

Se você está entre as pessoas querendo oferecer uma ideia top para seus bichinhos de estimação fica a dica.

Boa semana.


06 Maio 2019 11:04:00


Foto: Simone Dias Azevedo/

Tempo em que os sussurros também parecem estar em extinção. As pessoas de maneira geral, crianças, jovens e adultos parecem falar em um volume cada vez mais alto. Quase aos gritos.

Quando a minha, agora nossa sala de trabalho, ( Tatiane e Sulisia), a Sala de Recursos Multifuncional está aberta, sinaliza estar liberada para que as crianças com interesse venham conhecer ou brincar. Pois um dos objetivos é que seja vislumbrada não como uma ilha dentro da Escola, mas como um espaço atraente onde todos gostam de estar e/ou frequentar.

É a sala onde realizamos atendimentos educacionais especializados para estudantes com deficiência, autismo ou altas habilidades ou superdotação. Também ali ocorrem muitas reuniões com a equipe pedagógica, familiares, professores e demais profissionais envolvidos. Pode-se denominar "Espaço Movimento Articulador" por e para uma Inclusão na Perspectiva da Educação Especial.

Razão pela qual contempla vários recursos atraentes para as crianças que chegam aos anos iniciais, ou até para coleguinhas interagirem. Por várias vezes brincam em alto tom. Quando questionados respondem que os "gritos ao brincar/jogar pedagógicos" representam a alegria que estão sentindo. Diferente de outros gritos que geralmente representam conflitos onde corpos físicos estão próximos e os corações distantes.

Podemos também acreditar que os sussurros estão em escassez pela dificuldade em "ouvir o outro" cada vez mais presente em todas as faixas etárias. Mas o que dizer dos estudantes que não conseguem se expressar oralmente?

(Foto: Sulisia Westphal) /

Foi assim que a Professora Auxiliar de Educação Especial, Simone Dias da Escola Básica Virgílio dos Reis Várzea, Canasvieiras, Florianópolis trouxe-nos a novidade denominada SUSSURROFONE. Ideia aprovada que encontrou na Internet e construiu voluntariamente: comprou os canos de PVC, as peças necessárias, serrou, colou e presenteou. O objetivo do recurso foi para um estudante específico, Roberto Tadeu Xavier, e sua turma, na tentativa de que o ouvir sua própria voz, contribuísse no desenvolvimento de sua fala. Geralmente ficam motivados, encantados ao perceberem-se emitindo sons, sílabas, palavras, frases. Como toda novidade, quando a conhecemos, parece que passamos a ouvir falar muito sobre a mesma, talvez bem próxima de nosso contexto. Mas até alguém materializar e apresentar a novidade ela era desconhecida.

Sabe-se também que é um excelente recurso para melhorar a leitura de uma turma em que cada um "sussurra e ouve a sua própria leitura". Também ajuda na timidez, na pronúncia, na leitura coletiva. Cada criança se ouvindo está sendo uma forma divertida e aprovada em várias salas de aula.

A dica é:

Conhece algo novo? Acredita que vai fazer bem em ser compartilhado? Clique já. Com certeza existe alguém necessitando da nova possibilidade, ou pelo menos ampliando seu olhar sobre algo que já conhecia, mas não imaginava tamanha contribuição ali inserida.

Como fazer?




29 Abril 2019 19:44:00


(Foto: Divulgação) /

Posso afirmar atualmente todos conhecemos pelo menos uma família em busca de alternativas para a seletividade alimentar de seu filho (a), neto (a), sobrinho (a) filho (a) de amigo (a), afilhado (a)...

Quando estamos envolvidos com a Educação Especial, mais precisamente com crianças com TEA - Transtorno do Espectro Autista, entre as alterações sensoriais geralmente está a seletividade alimentar. Foi por esta razão que no último sábado fui atraída para um evento elogiável, dentro deste tema. Oficina: Seletividade Alimentar: O que fazer? Com Elisa (nutricionista) e Jéssica (fonoaudióloga), momento de muitas trocas e aprendizagem entre adultos e crianças. Oportunidade de ampliar o olhar sobre esta área crescente em erros e acertos.

Cabe ressaltar que já é a minha terceira participação em palestras com tal abordagem somente neste ano. Pois conheço cada vez mais crianças que comem somente um determinado alimento. Você também conhece alguém? Por exemplo, criança que só come arroz branco, ou que só come strognoff coberto com farofa. Outra que só come um único tipo de massas com molho vermelho. Outras só ingerem alimentos líquidos ou pastosos, ou não tomam nenhum tipo de líquido, nem água. Sem contar às restrições para as crianças com alergia a glúten, lactose, e assim por diante. Muitas vezes pela seletividade não conseguem ficar na escola em período integral, por não se alimentarem do que é ali oferecido.

Divulgando pontos importantes trazidos pelas profissionais acima citadas:

Aproximadamente 30% das crianças apresentam dificuldade alimentar, sendo até 80% crianças com alguma dificuldade de desenvolvimento.

Por que não quer comer? Sistema gastrointestinal, alergia alimentar, sistema cardíaco e respiratório, alteração nas estruturas orais, questões emocionais (medo), sistema sensorial, temperamento e inflexibilidade.

Considerar que o ato de comer é sensorial e talvez a criança esteja querendo dizer que sente desconforto, o que pode aumentar diante do "confronto".

Cor, utensílios, disposição dos alimentos - visual.

Capacidade adaptativa pode anteceder - olfato.

Textura, temperatura e forma dos alimentos - subsídios para se estabilizar.

Pressões e alternativas equivocadas: Alternativa verbal, cuidar com o que verbalizamos (crescem ouvindo o quê?); Alternativa emocional -Chantagem - Se você não comer, você não vai...; Alternativa Ambiental - distração com celular, TV etc.

Não rotular - "Essa criança não come nada!"

Estratégias que ensinam a comer com reforços inadequados.



COMO REVERTER:

Evitar batalhas, promover refeições em família (criança vê, observa como os pais se alimentam), rotina alimentar, exposição repetida e gradativa, brincar com os alimentos, (esconder pequenos objetos dentro dos alimentos como cereais ainda crus, Na gelatina esconder um peixinho. Deixar brincar com macarrão é só depois cozinhar. Com o iogurte permitir até o uso de pincel, para ir experimentando aos poucos. Identificar as preferências. Pedir listas para os pais do que gostariam que seu filho comesse como praticidade e qualidade de vida. Saber dos alimentos da lista pode facilitar nos momentos de eleger com o que ir brincando, disponibilizando, estabelecendo trocas em casa e nos atendimentos. Exemplo citado de uma criança que não gostava de melancia. Mas aos poucos espremia a fruta e parecia gostar do suco. Foi disponibilizado o suco coado em um copo, sem oferecer. A criança já acostumada com o cheiro e o manuseio da fruta passou a ingerir o copo de suco natural e prazerosamente.

Deixar os alimentos sempre EXPOSTOS SEM OFERECER.

 "Evite! A Mamãe vai ficar triste se você não comer..."

Crianças precisam sentir CONFORTO e não CONFRONTO na hora da alimentação.

CELEBRE CADA PASSO!

Elisa Batista e Jéssica de Espíndola fazem parte do Centro de Estudos em Fonoaudiologia e Terapias Associadas - EVOLVERE.



22 Abril 2019 10:11:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Na semana que antecedeu a Páscoa a enorme quantidade de ovos de chocolate que permaneciam nas prateleiras, nas vitrines, gôndolas e nos corredores dos supermercados levava a crer que neste ano as pessoas diriam "não" aos altos preços.

Nos dias em que passava por eles pensava convicta de que estaria no segmento de pessoas que diria "não". Acreditava na minha corresponsabilidade em divulgar o verdadeiro sentido da Páscoa para meus netos.

Até a Sexta-Feira Santa permaneci firme em meus devaneios. Após o tempo reflexivo que tenho por hábito intensificar neste dia, sentia que algo em meu interior não condizia ao que vinha me propondo. Demorei a identificar.

No sábado pela manhã, véspera da Páscoa 2019, lá estava eu com minha lista de nomes de netos, filhos e pessoas queridas para as quais pesquisava e procurava o ovo com as características de cada um diante da variedade que é cada vez mais surpreendente.

Impactante também é que as crianças de maneira geral desconhecem a razão deste símbolo relacionado com a data. Os coelhinhos continuam por toda a parte e nem botam ovo. E em sua maioria, as crianças esperam pelo seu, ou melhor, pelo objeto que acompanha o ovo. Dificilmente se alegram com um coelhinho.

Investi em ovos de chocolate, de lata, em barras... Tentei conhecer meu lado que não conseguiu se conter diante do mercado consumista. Descobri que ainda sou motivada pelo meu lado vivenciado na infância. Foi tão intenso que sinto o "bom compromisso" de retribuir. Minhas avós fizeram de minhas Páscoas momentos felizes em família com cestas e ovos coloridos de todos os tipos. Sempre foram muito criativas, o que penso que também fui por um bom tempo em relação aos meus filhos.

Os tempos mudaram em muitos aspectos. Ganhar um ovo de chocolate da Vó Su, dar outros para a Bisa Dolores e os seus netos, meus filhos crescidos sempre é gratificante. Uma tradição que bate forte e que desejo perpetuar.

Foi em 2019 que descobri que muitas promoções acontecem ainda no sábado da manhã para o período da tarde. Mas corre-se o risco de não encontrar mais os favoritos da galera.

Assim, passada a comilança, fica a responsabilidade em apresentar o verdadeiro sentido da Páscoa para poder promover a fé, o amor, o respeito, possibilitando as escolhas pessoais.

O que você deseja para sua Páscoa 2020?



15 Abril 2019 09:35:00


(Foto: Sulisia Westphal) 

Supermercados abarrotados de ovos, coelhos e barras de chocolates. As cestas e os carrinhos abarrotados de alimentos e bebidas. As pessoas comparando os preços. Apenas os preços. Ainda nenhuma visibilidade de aquisição dos produtos. Faltam poucos dias...

Feriadão da Semana Santa encolheu, encurtou. Nas escolas já não se fala mais de Páscoa, de Semana Santa, de coelhinho, e muito menos de ressurreição. O que é esse palavrão?

Familiarmente, recordações e gestos para estender a cultura de outrora. Procurando os ovos coloridos no quintal, deixados pelo coelhinho seguindo suas as pistas de suas pegadinhas.

Em algumas delas, crianças e adultos se reúnem para fazer bolachinhas e chocolates, envolvendo todas as idades através das criativas formas e recheios conforme o paladar da galerinha.

As avós, criativamente pensando na obesidade precoce, EM UMA Páscoa saudável, tentam articular substituições dos doces e chocolates por histórias de sua época, em que o Coelhinho pintava até gatos, cachorros e galinhas do entorno. E que também penduravam as cestinhas com ornamentações inesquecíveis nas árvores frutíferas do pátio da casa.Ou cria programações que envolvam a todos.

(Foto: Sulisia Westphal) 

Por outro lado, as famílias por várias características, já não se encontram como outrora. Primeiramente porque as avós 2019 raramente são gourmets. Em sua maioria ainda trabalham e esperam ansiosamente por um período de descanso. Acreditam que os ambientes são capazes de potencializar o amor entre os pequenos e grandes. Para poder dar amor, faz-se necessário dar-se um tempo reabastecendo-se. A Páscoa é um tempo propício para reflexões de quem doou seu Amor Maior por nós.

Este ano, além das acelerações, da ansiedade em excesso, das pressões e depressões cotidianas, das crianças e das pessoas cada vez mais agitadas, desorganizadas, desrespeitosas, mimadas, superprotegidas, menos verdadeiras, menos cooperativas, mais carentes de afeto, de olhar e carinho dos pais, o destaque fica para as mudanças climáticas cada vez mais impactantes.

Chuvas em excesso em pouco tempo, calor exagerado, neve em proporções nunca vistas completamente fora de época, deslizamentos, desmoronamentos de encostas, de prédios, alagamento irremediáveis.

Enquanto isso surge a novidade das CIDADES ESPONJAS planejadas para absorver as quantidades exageradas de água das chuvas, com abundantes telhados verdes e, principalmente muitas árvores. 

HÁ ESPERANÇA!

CRIE A SUA E VIVENCIE UMA FELIZ PÁSCOA 2019. 



08 Abril 2019 10:49:00


(Foto: Divulgação)/

Sábado nublado. O ritual do supermercado permanece. Lista na mão. Sem expandir olhares para as tentações nas gôndolas. O diferente aconteceu na fila de espera do caixa. Bem à minha direita uma cena fez e faz refletir.

Um menino de aproximadamente cinco anos, caminha timidamente ao lado do pai e pergunta: _ Pai, compra uma banana pra mim? É tão boa... Pergunta e palavras que se perderam no movimento das filas. Sem eco, sem resposta. Com eles uma moça, que deu para perceber tratar-se da namorada do pai, ostentando um pacote de comida especial para gatos... Comentou que era até recheada...

Assim, chocada diante daquele menino com um desejo e um pedido tão simples, "de querer comprar banana, e sem resposta," fez com que eu continuasse a acompanhar os três na expectativa de quem pagaria a conta. Foi a namorada. Fiquei menos incomodada.

Ainda assim, não foi possível interromper a elucubração... Seria uma criança passando o final de semana com o pai? O que levou à indiferença, à negação pública diante de um pedido tão saudável, feito de maneira educada e justificada? Estaria sem dinheiro, sem emprego... Ou estava com o filho por obrigação e achou muito chato ter que sair da fila para procurar bananas. Mas o "saco de ração para gatos estava diante do olhar do menino desejante.

Pensei nos muitos filhos que se calam e sequer expressam o que desejam o que pensam o que sentem. Também incluí em meus pensamentos os filhos/netos, que habitualmente pedem guloseimas, brinquedos, supérfluos de todos os tipos e sequer sabem pedir educadamente. Geralmente choram em tom elevado ou se jogam no chão fazendo birras... E ao final, obtendo o que desejaram.

Ansiosamente teci um paralelo analisando os efeitos cotidianos de simples negações como estas: a de uma "banana, que segundo o menino, é muito boa!" Que personalidade pode estar se formando?

Pensei nos "meninos crescidos de Suzano". Será que tiveram desejos, sonhos, negações ao longo de sua breve vida? Que características contribuíram na formação de sua personalidade?

Analisei minha postura silenciosa. Pensei na intensidade de minha covardia, pois sequer me ofereci para levar o menino para escolher a sua fruta. Não me senti confortável para interferir no cenário ali apresentado.

Filhos, filhas, pequenos e grandes, quantos finais de semana com a guarda compartilhada. Quantos descasos visíveis para a sua presença na vida dos novos relacionamentos dos pais. Quanta falta de afeto, de amor, de presença... Quantas mochilas incompletas no início da semana... Pais esquecendo seu papel na formação dos filhos...

Ou não!?

Muito amor visível, muitos gestos de carinho e acolhida no ampliar das famílias. Muita paciência e persistência. Muita vida compartilhada. Regras, rotina e combinados são muito importantes. Conversar sobre a importância entre os diferentes, sobre os sentimentos, atitudes, ações e discussões para desenvolver valores. Menos celular...


01 Abril 2019 10:47:00


(Foto: Divulgação) 

DIA DOIS DE ABRIL É O DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO. Por isso esta semana, este mês, enfatiza a importância da Conscientização e, neste dia as pessoas vestem-se de AZUL como forma de apoio a causa. O Movimento vai se ampliando a cada ano. Uma corrente que se fortalece. Uns convidam aos outros a participar. VOCÊ também está convidado! 

Nesta época é quando mais ouvimos e aprendemos sobre o TEA - Transtorno do Espectro Autista. Principalmente porque as crianças, os adolescentes, os adultos passam a ser um número cada vez maior em nosso entorno. Transtorno do Espectro no sentido de que não há um autismo, mas muitos tipos, causados por diferentes combinações de influências genéticas e ambientais. O termo "espectro" reflete a ampla variação nos desafios e nas características de cada pessoa com autismo.

Desde 2006 atuo como Professora de Educação Especial / Psicopedagoga Institucional. Desde 2014 faço parte da Sala Multimeios, ou seja, de uma Sala de Recursos Multifuncional que atende crianças e estudantes com Deficiências, Autismo, Altas Habilidades e Superdotação.

Assim, é possível constatar que está havendo um grande aumento do número de crianças e estudantes com TEA, diagnosticados e/ou encaminhados para avaliações. Posso afirmar também que cada um tem suas especificidades. Mas que antes de tudo ali, está um ser humano a ser conhecido e compreendido pelas suas características diferenciadas.

Outro aspecto fundamental está na aceitação e na articulação familiar e os respectivos atendimentos e parcerias estabelecidas. Quanto maior comprometimento, maior qualidade e possibilidades nos avanços. 

Assim também, percebe-se a importância dos Profissionais de Educação Especial de uma Sala Multimeios dentro do contexto escolar, na tentativa de uma inclusão exitosa a partir das trocas e parcerias por e para um trabalho colaborativo. Sempre haverá dois lados que podem agregar ideias, sugestões, trocas, novas tentativas em prol de "nossa criança/e ou nosso estudante com TEA"ou com Deficiência/Altas Habilidades e Superdotação.

Lamentável quando em 2019 ainda existem resistências e argumentações relacionados a falta de formação para trabalhar com tais sujeitos. Os conhecimentos, as informações, a diversidade presente em cada sala de aula requer um olhar ampliado sobre as estratégias e os planejamentos. Basta ir "ao encontro" ao invés de ir "de encontro" e sair murmurando que INCLUSÃO NÃO EXISTE. Ela existe sim, a partir do olhar e do querer de cada um. Sempre haverá a família e o profissional resistentes e os que contribuirão em cada processo, em cada história.

Faz-se necessário enfatizar com orgulho e gratidão que muitos professores e colegas de aula já aderiram e aderem à causa com visibilidade. Parabéns!

Igualmente aos pais que já fazem parte de nosso Grupo "Famílias de Pais do Polo Virgílio". Em especial aos Pais de Filhos com Autismo, Parabéns! 

Vamos vestir sim a cor AZUL. QUEREMOS REFORÇAR E AMPLIAR ESTA CONSCIENTIZAÇÃO.

NESTA TERÇA, DIA 2 DE ABRIL, VISTA AZUL!

(Foto: Divulgação)

Por que a cor e os símbolos?

1- A cor azul - o azul representa a maior incidência de casos no sexo masculino. Para conscientizar a população sobre o TEA, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo que ocorre no dia 2 de abril, vários monumentos significativos e edifícios de várias partes do mundo ficam iluminados com a cor azul.

2- A peça de quebra cabeça - representa a complexidade do autismo e seus diferentes espectros que se encaixam formando o TEA. O logotipo da peça de quebra-cabeça foi usado pela primeira vez em 1963 e foi popularizado pela Autism Speaks . Eles o usam para simbolizar a ideia de que pessoas autistas são difíceis de compreender (como um quebra-cabeça) e que a "cura" para o autismo é a peça que falta.

3- A fita de conscientização que é utilizada também por outras causas, mas em cores diferentes, é permeada de simbologia. A fita do quebra-cabeça foi adotada em 1999 como o sinal universal da consciência do autismo. Embora essa imagem seja uma marca registrada da Sociedade do Autismo. Além de trazer o quebra cabeça, suas peças, são em cores diferentes isso representa a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o transtorno. As cores fortes representam a esperança em relação aos tratamentos e à conscientização da sociedade em geral. É usada para identificar locais onde pessoas com TEA são bem-vindas.

4- O logotipo da neurodiversidade , um sinal do infinito do arco-íris, foi colocado como uma alternativa para a peça do quebra-cabeça. O logotipo celebra a diversidade e a esperança. É um motivo comum no movimento de aceitação do autismo. No entanto, ele também pode ser visto como muito passivo e facilmente inundado por aqueles que afirmam que a neurodiversidade está tentando atrair a comunidade de gays e lésbicas para aceitação em vez de buscar uma identidade própria.

Como se pode ver, as polêmicas estão muito mais relacionadas em como as pessoas vêem os símbolos. Não temos a intenção de entrar nesta polêmica. Para nós o TEA é o que interessa, como uma causa e é esta a simbologia que queremos levar em frente. Boa informação para pais, famílias, médicos e profissionais de saúde e para todos que se interessam por informações.

(Imagem: Divulgação)





25 Março 2019 11:20:00


(Foto: Divulgação) 

Várias possibilidades podem nos deixar 24 horas desconectadas: Esqueceu o celular, ficou sem área, sem bateria, teve seu aparelho travado, roubado, extraviado ou simplesmente teve tantas atividades presenciais que o esqueceu por um dia.

Muitas variáveis podem ocorrer como consequências: Alguém precisou muitíssimo de sua presença e não a encontrou; uma pessoa pode falecer, seu velório e sepultamento já passaram. Como não possui mais o telefone fixo, ninguém consegue avisá-la.

Se já passou por esta experiência bem sabe quantas dificuldades temos que ultrapassar. Se ocorrer em final de semana, geralmente não comprometerá seus relacionamentos profissionais. Mas no mínimo a família precisaria saber o ocorrido para não se preocupar em vão. Pois se qualquer uma das hipóteses acontecerem com você durante a semana os prejuízos pode ser irreversível.

Ainda bem que grande parte dos conectados têm por hábito verificar se sua mensagem foi realmente enviada e se foi recebida e lida.

Preferimos não insistir que o "tal aparelhinho" é somente gerador de impossibilidades: Não permite que a família "veja" seus grandes e pequenos crescerem ao seu redor. Rouba-nos um tempo precioso agregador de valores e conhecimentos por nos distrair com as mensagens, vídeos e babaquices das pessoas "com tempo". Faz-nos esquecer substituindo os emojis por olhares, afetos, carinhos, gestos afetivos reais, palavras...

Mas devemos ser gratas pelas incontáveis possibilidades como a de estar perto de quem está longe, de poder comunicar-se sem se deslocar em um trânsito quase paralisado, do poder articulador quando utilizado para comunicar faltas, atrasos ou mal entendidos, pelo fato de muitas vezes ser o nosso "computador encolhido" do tamanho das mãos podendo receber, enviar importantes mensagens, registros, fotos vídeos decisivos na construção ou desconstrução dos relacionamentos.

Acima de tudo, quando você ouvir o tilintar de mais uma mensagem ou ligação recebidas, se descubra como uma pessoa equilibrada, controlada, madura, com ética suficiente para discernir sobre o momento, o local, o tom de voz e a hora certa de responder ou atender.

Ficar um dia sem, ou, dias sem seu celular é um desafio. Assim, como também é desafiador uma pessoa bem ao seu lado com os olhos na tela e os ouvidos no som do fone o tempo todo. Pior ainda, quando fala tão alto que todos ao redor além de incomodados ficam conhecendo sua história.

Você conseguiria? Faça a experiência. Convide seu entorno. Bom desafio. A sensação de conseguir sem se estressar faz muito bem. Acalma. Você consegue ser mais perceptivo. Tente! 



18 Março 2019 10:43:00


(Foto: Divulgação) 

Sim... O massacre brasileiro em Suzano perpassa os dias fazendo-nos ficar cada vez mais perplexos. Mas principalmente, mais atentos ao mundo "esvaziado de sentido, violento e desumanizado" do qual fazemos parte.

Sinceramente, ainda não sei responder se minha "corresponsabilidade mais gritante é como mãe, como avó, como professora, como mulher, como colunista, ou, simplesmente como pessoa que vive neste Planeta. O que posso fazer para acompanhar uma geração diferente?


Mentes Consumistas

Ao longo dos últimos quinze anos, no dia a dia de seu consultório, a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva assistiu ao significativo aumento do número de jovens adultos em busca de ajuda contra angústia, ansiedade, depressão. Do consumismo à compulsão por compras. Nunca as crianças tiveram tanto. Ao mesmo tempo estão tão insatisfeitas, insaciáveis. O consumismo na tentativa de preencher o vazio. O vazio da presença familiar, da falta de amor, da falta de tempo afetivo, da falta de ter alguém ao lado para e com elas. A falta de fé, de valores do que é certo e errado, do que pode e do que não pode. A falta de respeito, de ética, a falta de amor pelo outro... A falta de muito... A falta de tudo... ONDE FALHAMOS?


Qual o meu papel?

Fiquei impactada, continuo pensativa em como posso ser útil fazendo alguma diferença em meu contexto. Por outro lado, tenho me deparado com reflexões profundas que aumentam cada vez mais a nossa conscientização de que precisamos nos mobilizar por e para uma mudança urgente. A geração que aí está, carece de amor, de afeto, de carinho, de valores, de sentido de vida...


Qual a sua resposta?

 _ "Que valor você vê na vida? - Você é grato pelo que você é? - O que é um valor importante para você? _ TER ou SER? _ O que é gratidão? _ É possível senti-la? Onde falhamos?


E agora?

Em uma mesma semana dois massacres: Brasil e Nova Zelândia. Entrelaçados... Complexos... Forçadamente precisamos pensar em mudanças... Em possibilidades de prevenções... O que faz "nossos monstros" vir à tona? Relembro que tinha por hábito contar às crianças que todos temos dentro de nós dois bichinhos: O do bem e o do mal. Àquele a quem damos mais alimentos, vai ser maior dentro da gente e vai mandar em nossas atitudes e em nosso jeito de ser. Que alimentos são estes? A verdade, o respeito, o amor, tratar bem as pessoas, os amigos, os professores... E o inverso: mentir, bater, ser falso, fofoqueiro, desrespeitar...


A educação

Gostei muito quando li: "A educação deveria ser um processo de desenvolvimento pleno, acolhedor".


Fica a pergunta:

O que estamos fazendo ou podemos fazer para educar desta forma? Aonde as crianças 2019 podem encontrar um ambiente acolhedor, que transmita o sentido de vida, a compreensão da Família, da Escola e de sua participação e consequente corresponsabilidade?

Aonde é possível HOJE, encontrar um ambiente, tempo/espaço para cuidar do outro, para dialogar, refletir, estimular, valorizar bons gestos e boas atitudes. 

Como famílias e escola podem se unir para que as crianças não se sintam sozinhas cheias de medo, de raiva, de frustrações, sem possibilidades de diálogo e socorro.

PRECISAMOS MUDANÇAS. COMO?

"A MUDANÇA CABE NA MÃO DE CADA UM DE NÓS"! Começa na escolha de pequenos gestos com gentilezas... Reduza o tempo no celular... Na TV... Brincar mais tempo ao ar livre... Explorar e valorizar os detalhes da natureza...






OPINIÃO
11 Março 2019 11:12:00


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Em um passado nem tão longínquo, raras eram as fotos em preto e branco que costumávamos "tirar" anualmente para identificação em nossos documentos. Sequer tínhamos a opção de escolha. Era um clique representando-nos durante todo um ano. Feias (os) ou bonitas (os) lá estávamos representadas (os).

De repente, pode-se dizer, estamos todo o tempo em vários lugares e em infinitas possibilidades. Muitas vezes esquecendo-nos de que com elas, a foto, os cliques, está dito parte de quem somos, de quem representamos aqui ou acolá.

Foi a partir da escolha da foto atual no perfil de meu WhatsApp que comecei a observar com mais atenção às fotos de meus contatos. Pensei várias vezes se estariam entendendo o que faço ao lado de um Bob Esponja. Assim passei a ampliar o meu olhar sobre o que estariam querendo nos dizer através das suas escolhas. Observação muito importante quando coletamos informações sobre o perfil de um grupo que passamos a fazer parte. 

O que cada um escolheu para "representá-los ali, neste espaço virtual? 

Revisite seu perfil e tente responder de você para você. Já havia analisado nesta perspectiva anteriormente? O que encontramos?

 Muitos escolhem a família. Outros a maternidade trazendo com sua foto a de seus filhos. Outros apresentam um recorte de uma viagem recente. Há os que optam por uma selfie sensual, ou elegem flashes em que parecem mais lindos do que são no dia a dia, mais maquiados, produzidos. Também encontramos fotos criativas, que incluem belas paisagens, mensagens diversas e/ou ainda a divulgação de um evento em que fará parte. Muitos ainda sem fotos, ou escolhem algum objeto ou planta ou caricatura para representá-los. E com esta análise relembramos dos muitos casos em que as fotos são clonadas, falsas, sujeitas a golpes inacreditáveis. 

Quando iniciei o ano letivo, escolhi uma foto recente clicada na Disney/ Orlando com o Bob Esponja, fazendo um sinal de coração/amor saindo do meu peito. Fiz esta foto pensando amorosamente nas "minhas crianças" e "nos meus estudantes com Autismo", que conheci em 2018 e as/os quais atendi e atendo como Professora de Educação Especial da Sala Multimeios do Polo Virgílio Várzea, em Canasvieiras, Florianópolis. Acreditei na repercussão para àqueles que a frequentam, uma vez que lá estão alguns personagens confeccionados em texturas e modelos diferentes. Sabia do significado para muitos. Obtive as reações esperadas: Alegria, vínculos não somente com eles, mas com seus colegas, com seus familiares e com os demais profissionais envolvidos. Uma forma de comunicação para dizer que longe ou perto fazem parte. 

No Face, também é possível ampliar esta rede de informações por e para eles e todos os demais envolvidos. Divulgar as oportunidades de expandirmos nosso olhar e nosso agir sobre este universo de crianças, jovens e adultos ainda muitas vezes incompreendidos em suas habilidades e capacidades é outra forma de parceria.

Reflexão: Uma foto pode fazer a diferença. Pense bem antes de divulgá-la.

Gratidão a todos que de alguma maneira nos inspiram e nos movem a buscar conhecer cada vez mais. Pois cada um é único em sua história pessoal, em suas especificidades. Muitos dias voltamos para casa com interrogações se de fato estamos propiciando as estratégias adequadas para seu desenvolvimento. Com estes e outros tantos questionamentos e trocas as parcerias vão se ampliando e se fortalecendo nas imperfeições a que todos estamos suscetíveis.



OPINIÃO
04 Março 2019 16:27:00


Na semana da alegria, para muitos "foliões", pular, dançar em grupo, sair nos blocos ou nas Escolas de Samba é pura diversão. Entre eles, os que se dedicam e vivenciam expectativas durante o ano inteiro para sair na avenida, na passarela, com glamour, com encantamento, com paixão pela sua Escola, interiorizando o tema, entoando o samba enredo, participando direta ou indiretamente da construção das alegorias, das fantasias. Mas acima de tudo encontra nesta data o motivo de sentido de vida. Motivo para agir, ser e solidarizar-se para sentir as sensações e desejar estar entre os vencedores. 

Tempo anual de substituir tristezas, fracassos e decepções pessoais por um tempo de alegria. Pois ao requebrar o corpo ao som das marchinhas carnavalescas tradicionais, a mente agradece. Os arquivos de infância, de adolescência, da vida de adulto parecem acordar e fazer o corpo balançar no ritmo que ali se apresenta.

Na semana anterior, chegando à academia para as atividades físicas, lá estava a alegria. As marchinhas, a Professora fantasiada e muito bem caracterizada com seus talentos de pintura facial, a penumbra, os fitilhos, os confetes. Lá estava o nosso corpo, após cada equipamento seguindo um passo diferente. Comprovadamente estes ingredientes são capazes de promover a alegria que todos trazemos, mas que muitas vezes não encontramos as formas adequadas para extravasar.

Para outros, a alegria está nos dias de descanso e de rotina diferenciada. Tempo para reencontrar e conviver com amigos e familiares.

Existem àqueles, uma grande maioria que só consegue estar empolgada, dando vez para sua alegria pessoal ingerindo bebidas em companhia de seus queridos. Novamente alguns sabendo a dosagem adequada e outros extrapolando. 

Uma grande parte, no entanto, aproveita o feriadão brasileiro para ampliar o seu bem-estar, o seu convívio, a sua espiritualidade, a sua alegria interior, participando de encontros e retiros espirituais abastecendo e renovando a alma. Tempo para extravasar a gratidão pela vida e pela grandeza deste que é Superior em criatividade, beleza, generosidade e amor para com todos.

Na verdade, a busca pela alegria é algo presente nas entranhas de todos os seres. As formas e as respostas que a promovem é que podem ser muito diferentes: As riquezas da variedade humana, o berço cultural, o ambiente em que cada criança cresce realmente faz muita diferença.

Mas como existe tempo para tudo, para muitos também é tempo de acomodar e administrar a sua tristeza, suas finanças, seu relógio, sua fuga do agito, seu "descompromisso", seu arejar, seu descanso necessário.

Viva a Vida! Lembre de valorizar o agora, independente do segmento em que você se encontrar! Permita uma oportunidade para se alegrar. É preciso!




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