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OPINIÃO
24 Fevereiro 2020 09:06:00
Autor: Por Sulísia Westphal


(Foto: Arquivo pessoal)

Em tempos de muita alegria, reverencio uma aniversariante que completa 86 anos e consegue ser um exemplo vivo da característica. 

Uma das habilidades é fazer amigos e, assim, participar de diferentes grupos: Grupos da OASE - Organização das Senhoras Evangélicas, participando ativamente dos momentos das "cucas" e dos brechós. Também os grupos das canastras, dos bingos, dos cafés. Mesmo quando precisou mudar de cidade, pós-queda e lesão em uma das vértebras, após todo o tratamento manteve os vínculos pelo WhatsApp.

Extraordinário é perceber como a alegria percorre suas entranhas visivelmente. Assim, consegue articular amigo para temporadas inesquecíveis na praia. Ali, mesmo com as limitações físicas e todos acima dos 80 anos, conseguem curtir a vida na orla e ao redor da mesa de jogo. Jogo nunca a dinheiro. Mas por diversão, por momentos de risos e algumas vezes de estresse diante da falta de sorte de uma das duplas.


(Foto: Arquivo pessoal)

Outro aspecto é como organizam a gastronomia. Oras percorrendo os restaurantes da quadra, pois já apresentam algumas limitações, oras criando pratos saudáveis, oras realizando atividades de alongamento. E tudo isso regado com muita alegria.

Nós, filhos muito satisfeitos diante da qualidade da amizade, das articulações e da saúde que promove tamanho lazer, nos perguntamos frequentemente:

- Será que aos 80 anos teremos um grupo com tamanha disposição e flexibilidade?

- O que podemos fazer hoje para chegar "neste formato" acima dos 80?

Por outro lado, um sentimento de muita gratidão faz parte: Que privilégio é ter nascido, crescido e estar vivendo ao lado de uma pessoa com tais características. Geralmente costumo atribuir tudo isso a sua fé. É uma mulher orante, que diariamente dedica um tempo orando pelos familiares e amigos. Características da maioria de seus amigos.

Assim, acredito no empoderamento que a fé é capaz de proporcionar e, consequentemente, refletida na qualidade da longevidade de muitas pessoas.

É possível conciliar fé, alegria, folia, diversão. Importante a consciência do equilíbrio por e para uma vida saudável.

PARABÉNS, DONA DOLORES! MUITOS ANOS COM TODA ESTA ALEGRIA ESTENDIDA.


(Foto: Arquivo pessoal)


OPINIÃO - CONEXÃO
17 Fevereiro 2020 09:58:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação)

Todo início de ano letivo é um palco de reencontros, mas, principalmente, de muitas expectativas regadas a emoções. 

Interessante perceber que a ansiedade percorre várias dimensões e todas as idades. Dos pequenos aos grandes, os corações desregulam diante do novo, do desconhecido e também dos reencontros dos vínculos já estabelecidos.

Circular no espaço educativo e contemplar o mix emocional contagiante é inspirador. Em meio aos abraços, lágrimas, ao medo, a palidez frente ao desconhecido, ao impacto diante das reações que em alguns casos envolve crianças de outros países, com outro idioma, mais a insegurança dos pais.

Igualmente as sensações percorrem os adultos, os professores, os pais, pois são o reinício ou a continuidade das parcerias, as novas gestões e equipe...

E o mix emocional vai tomando forma, sentimentos mais e menos acentuados. Alegrias, frustrações iniciais, alívios, insegurança... O nervosismo pairando no ar. As mochilas, os materiais... Os novos uniformes, o novo regimento.

As adaptações dos pequenos na volta à Educação Infantil, ou a sua estreia... A transição da Educação Infantil e a chegada no primeiro ano: carteiras, livros, materiais escolares... E, sem falar no temor instalado frente aos diversos professores a partir do sexto ano...

E a mudança de escola? Volto para os anos 1960, quando mudei de cidade, deixei um clã de primos e familiares, deixei uma escola estadual pequena, com menos de 100 crianças, para chegar ao inesquecível Colégio Santa Teresinha. Aos 9 anos, vivamente em minha memória, o que significa tantas mudanças ao mesmo tempo... Com certeza mais uma experiência que me auxilia no olhar ampliado sobre as crianças e familiares que vivem mudanças, muitas vezes não escolhidas, porém impostas.

Perdas de entes queridos, de emprego, separações... Tantos aspectos, tantas mudanças que por si só já se agigantam na vida das crianças/estudantes ditos típicos/normais.

Mas o que dizer quando algo similar acontece na vida de crianças e estudantes da Educação Especial? Quando a mudança de cidade, de escola, de contextos familiares invade as emoções? Quando as crianças e estudantes são diagnosticados com Transtornos? Com deficiências? Ou ainda buscam caminhos para identificar as diferenças?

Parabéns a mãe Alessandra, do Cairo, estudante do sétimo ano, diagnosticado com Dislexia e TDAH - Transtorno de Déficit de atenção. Ela juntamente com a psiquiatra que acompanha o filho, elabora uma carta de apresentação que é entregue no primeiro dia aos profissionais envolvidos. O que é, como se apresenta, que ferramentas podem favorecer, como o gravador de voz para lembrar de recados importantes, as suas habilidades, os laudos e registros que se encontram disponíveis na escola.

Igualmente a mãe do Cristian, Cristiana, aluno do terceiro ano, que faz uma espécie de folder contendo as principais informações: habilidades, dificuldades, o que gosto, o que não gosto, o que pode desencadear uma desorganização, atendimentos que realiza, entre outros...

Como faço parte da Sala Multimeios/Sala de Recursos Multifuncionais, disponibilizamos para os professores relatos atualizados com as principais informações de cada estudante, com laudo. Promovemos diálogos conforme a necessidade e como promovedor de avanços.

Com tais dados é possível amenizar o impacto diante do novo. Se, por exemplo, já sabemos que a criança gosta muito de frutas ou de letras e números, ou de outro determinado jogo ou objeto, procuramos disponibilizá-los, e assim, "liquidificar" o mix por segurança e contentamento de estar ali.

Por último, trago um episódio que pode ser motivador em seu contexto. Quando uma família recebe o laudo de seu filho, inicia um longo período de aceitação para muitos, repercutindo em resistência e distanciamento da escola. Mas quando ele necessita estar ali no primeiro dia por razões circunstanciais, papel sempre realizado pela mãe, e percebe o acolhimento e reações de carinho e amizade por seu filho, não tem preço.

Fica a dica.

Vamos olhar mais pelos outros, praticar a empatia e ser alguém favorecedor ampliando as emoções positivas.

Muito amor um pelo outro. Mais sorrisos, mais abraços, mais "estender as mãos" e prosseguir nas parcerias.


OPINIÃO
10 Fevereiro 2020 10:37:00


(Foto: Sulisia Westphal)

Empoderamento perceptivo: às vezes chego a crer que algumas pessoas realmente têm a percepção ampliada. À medida que descobrem tal característica, pode ocorrer uma paixão e um impulso ainda maior para a prática da habilidade e consequente desejos de compartilhar com outros as suas descobertas triviais. As conexões emergem simplesmente a partir de fatos corriqueiros, que se registradas, chegam a surpreender e a empoderar. Sempre existirá alguém que ainda não conhecia a "novidade".

Importante ressaltar a força dos elogios, das críticas construtivas, do elencar das bonitezas das palavras, das atitudes, da intencionalidade, dos acontecimentos, das pessoas em nossa volta.

Faz uma semana que venho confabulando comigo sobre um desafio que talvez também seja o seu: alivia tua bagagem! E a minha mochila... É, sem dúvida, sempre uma das mais pesadas... Sombrinha, jaqueta compactada, estojo com todos os materiais escolares possíveis, pelo menos três tipos de colas, tesouras, cadernos, agendas, são tantos itens diários a gerar minha "segurança".

Enquanto isso, no mesmo tempo e espaço, percebo minha colega de trabalho com um décimo do que carrego, e igualmente competente dentro de meu grau avaliativo interior.

"Nesta semana sua percepção vai para..."

Quanto mais leve, menos apego. Justo nesta época de reinício letivo quando o tema: peso das mochilas é mais uma vez polemizado. E se acaso eu precisasse de algo que não tenho no ali e agora? Com certeza sempre haverá uma alternativa.

Mas a bagagem acima citada não se refere apenas a mochilas. Amplia para nosso interior, tantas vezes ignorado. Pois carregamos, além dos pesos materiais, também os emocionais: falta de perdão, de compreensão, ansiedade, medos, inseguranças, sensações de impotência diante dos quadros circunstanciais, entre outros.

Tudo isso para contar o quanto fiquei feliz que a minha bagagem/mala vai ter mais espaço. Sei que deve existir há muito tempo, mas em meu caso e no de outras mulheres, só recentemente descobri que podemos continuar usando as blusinhas, macacões, vestidos de alças com um silicone adesivo, muitas vezes menor do que carregávamos por muitos anos. E pela experiência mais confortável, mais durável, etc.

E, assim, imaginativamente venho elaborando uma lista de tantos outros objetos e sentimentos que estão sendo compactados para se adaptar aos novos tempos e espaços.

Nesta semana sua percepção vai para...

Todas as soluções estão disponíveis...

Precisamos aprender a percebê-las.


OPINIÃO
03 Fevereiro 2020 11:55:00


(Foto: Divulgação)

Com a chegada da volta às aulas, muitos aspectos perambulam na mente dos adultos, jovens e pequenos. Entre eles, a escolha dos materiais e, em alguns casos, nem sempre significando a aquisição de novos, mas a reutilização de muitos deles. Quando providenciados, alegria para os pequenos e alívio para os grandes. 

Outro aspecto fundamental tem sido a pesquisa de preços aliada à qualidade dos itens essenciais, estendendo-se dos materiais à aquisição de uniformes, calçados adequados, entre outros, uma vez que a maioria apresenta um crescimento surpreendente.

A motivação é fundamental. Para alguns estudantes reencontrar os amigos é uma força positiva capaz de impulsionar os novos hábitos como deitar e acordar mais cedo do que nas férias. Por outro lado, desde a semana inicial convém estabelecer àquelas negociações/combinações para a nova rotina: menos tempo no celular e jogos de maneira abrangente, e mais tempo aprofundando os temas abordados. Desta maneira, conectando escola, pais e filhos por e para uma aprendizagem qualitativa.

Muitos estudantes vivem uma ansiedade em nível acima de seus colegas quando a volta às aulas envolve troca de cidade, de escola ou de turma. O que exige além do recomeço uma adaptação com o novo ambiente, com os novos colegas e profissionais. O mesmo fortemente diagnosticado na transição da Educação Infantil para o primeiro ano e do quinto para o sexto ano em diante. Em se tratando da mesma Unidade Escolar a maioria passa por experiências de contatos e adaptações.


(Foto: Divulgação)

Enfim, ressalto a JOIA RARA: a expectativa de quem será o professor, a professora ou os professores de seus filhos. Refiro-me como "jóia rara" o profissional que consegue estabelecer vínculos afetivos que perpassam décadas. Quando um profissional consegue agir com amor é afetivo, exigente, paciente, carinhoso, criativo, estudioso, pesquisador... E tantas outras coisas mais...

A JOIA RARA, minha primeira professora e inspiradora para ser a profissional que sou, tinha e deve conservar todas as características acima citadas e muitas outras, Dona Valmira Roncáglio, que neste 2 de fevereiro completou 97 anos. Atualmente, reside em Rio do Sul. Quando liguei para cumprimentá-la, a mesma voz alegre e amorosa pronunciando meu nome. Emoção indescritível!

- Sulisia! Como você lembrou-se do meu aniversário?! - Não foi o Face que avisou. Foi o coração!

Sinceramente, desejo a mesma sorte em sua vida. Que encontre professores que toquem seu coração para sempre. Ou, que como eu, tenta diariamente contagiar muitos corações motivados por um grande exemplo.

Gratidão, Dona Valmira. Deus é um querido dando-lhe tantos anos bem vividos propagando o amor.

Feliz Vida!

Nas fotos, uma página do meu primeiro caderno de provas, escrito em 29 de março de 1962, na escola Estadual de Mosquito Grande em que ela me avaliou Gr (grau) 100 e Ordem 90, pelo uso de borracha... E com a assinatura de meu pai.

Em outra, uma foto da minha primeira cartilha. Ambos guardo como relíquia, pois envolveram uma joia rara.


(Foto: Divulgação)


CONEXÃO
27 Janeiro 2020 15:10:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) /

Veraneio em BC - Balneário Camboriú, além de local para reunir a família, proporciona várias atividades habituais quando nas proximidades do Pontal/Barra Norte. Entre elas, a caminhada ao entardecer, costeando a Mata Atlântica. O deck construído e muito bem conservado, com certeza permanecerá entre os pontos turísticos pela belíssima paisagem mesclando mar e mata.

Em 2020, neste mesmo local uma novidade salta aos olhos. Faz parar. Uma quantidade enorme de empilhamentos de pedras de vários formatos e tamanhos. Verdadeiras esculturas naturais exigindo perspicácias humanas. Entre elas a paciência. Pois para equilibrá-las e mantê-las como obras/arte, exige tempo e perseverança até encontrar o equilíbrio necessário.

Ainda impactada pelo belo e surpreendente cenário fiquei a elucubrar o que levaria tantas pessoas de variadas faixas etárias a tentar construí-las. Ao pesquisar, muitas curiosidades:

Trata-se de uma arte milenar praticada no mundo todo com diferentes nomes e significados: Apachetas, Monjitos, Mariolas... Meditação, Marcas de orientação, marcando caminhos, neste caso, construídos em uma altura considerável oportunizando visibilidade. Outras vezes, as pedras são sobrepostas em vários tamanhos e formas como passatempo, ousando desafiar a si próprio na tentativa de mantê-las sem cair. (Observei várias pessoas tentando com muita dificuldade mantê-las em pé). Parece mágico como diariamente vão se replicando os "montinhos de pedras". Ou uma simples brincadeira, ou exercitando a criatividade, revelando seu lado artista...

Eles podem ser encontrados em lugares inusitados como praias, cachoeiras ou até no deserto, como por exemplo, no Deserto do Atacama, as apachetas são utilizadas para marcar e sinalizar caminhos a serem percorridos; Outras vezes foram utilizados como altares sagrados para os deuses incas.

A verdade é que no ato de empilhar, tal qual a vida, é necessária a reflexão, a organização, a harmonia, a perseverança, a paciência, a criatividade...

A PEDRA CERTA PRECISA SER COLOCADA PARA O EQUILÍBRIO.

Você já experimentou construir sua montija, sua apacheta, sua mariola?

Você as constrói em sua vida?

(Foto: Sulisia Westphal) /




OPINIÃO
20 Janeiro 2020 17:10:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) /

Relembro com entusiasmo quando em pleno ano letivo uma professora, a Francielle, chegou em nossa Sala, a Multimeios, pedindo por balões. Trazia nas mãos umas bonecas Barbies, com a intenção de reinventá-las, aproveitando o tempo disponível.

Minha surpresa foi pela habilidade até então desconhecida. Precisava de balões pequenos para fazer as roupas que exigiam apenas pequenos recortes. O que até então eu ainda não havia conhecido. Além de praticidade, do colorido, do bom gosto e facilidade na manutenção das mesmas, dispensava, costura ou cola e demais acessórios.

Quando indagada sobre a ideia original, argumentou que pesquisou na Internet. Logo pensei, que as ideias para férias criativas e econômicas estão disponíveis gratuitamente online. Igualmente estão disponíveis as habilidades dentro de cada pessoa. Basta ousar, buscar, querer encontrar algo alternativo.

O que reforço por aqui é que deixemos espaço para ela: Para a criatividade, para a pesquisa na internet. Pois acredito que a partir de ideias encontradas, vamos construindo outras. Sendo que uma condição é primordial: o querer, o desejar, o ter vontade de contribuir fazendo a diferença com pequenas atitudes surpreendendo, contagiando o entorno. Pois acredito que uma ideia é capaz de atrair muitas outras fazendo muitas pessoas mais contentes.

Em poucos minutos as bonecas estavam de guarda-roupa novo, da cabeça aos pés. Os sapatos, também por ela pesquisados, foram feitos a partir da cola quente moldados nos próprios pés das bonecas, e pintados com esmalte de unhas. O que significam elementos de fácil acesso.

Outro aspecto que me entusiasmou foi que através de objetos tão simples estabelecemos vínculos, permitimos emergir nossas habilidades tantas vezes adormecidas, e simultaneamente nos fazemos conhecidos pelos pequenos talentos e pela prestatividade.

Você pode estar pensando: E eu que só tenho meninos?

Respondo que em meu universo de quatro netas e um neto a brincadeira com bonecas e pertences dá ibope para menino que desde pequeno exercita seu lado empreendedor. Assim, costumam brincar de dono de loja e as respectivas vendas.

Dica: Aproveite pesquisar sobre papietagem: técnica artesanal em que se utiliza papel recortado e cola para dar forma a uma escultura ou objeto. Momento para a criatividade contemplar grandes e pequenos, meninos e meninas.

Mão à obra. A criatividade chama por você! Deixe-a emergir!

(Foto: Sulisia Westphal) /

(Foto: Sulisia Westphal) /






13 Janeiro 2020 17:04:00


(Foto: Karen Maria Westphal)/

Diante desta palavra logo nos remetemos a RM: Ressonância magnética, também conhecida por Ressonância magnética nuclear, cuja máquina possui um grande imã que interage com nosso corpo por meio de campos magnéticos e pulsos de rádio freqüência, criando imagens em alta definição, muitas vezes necessitando de contraste para maior nitidez.

Desta vez, a ressonância aqui abordada não se refere a um exame feito pela tal máquina. Mas se refere a uma pessoa querida, cujo grande imã e seu conseqüente magnetismo pessoal foi capaz de reunir familiares e amigos para celebrar seus oitenta anos: Tia Eliza Colaço Westphal.

Em eventos assim, muitos detalhes parecem similares. Outros se destacam pelas peculiaridades e pela ressonância afetiva que perpassam a idade em uma história de vida que merece muito além dessa conexão.

Tudo começou nos anos sessenta, lá em Mosquito Grande, hoje Agronômica, tantas vezes trazida por aqui. Lá convivi em meus primeiros anos de infância em um reduto familiar inesquecível pela qualidade de vida, pelo número de primos com idade parecida, pela criatividade junto à natureza, pois não existia ainda a televisão e o telefone, (mas a Revista Manchete chegava com as notícias do mundo ouvidas pelo Rádio) e pelo idioma em comum: Todos falavam alemão. Em uma casa das Tias só podíamos brincar se este fosse o idioma, com a intenção de preservá-lo. Pois sabia que ao entrarmos na escola, o português estaria em primeiro lugar.

(Foto: Karen Maria Westphal)/

De repente, fomos surpreendidos com a chegada de mais uma família com muitos primos. Vieram do Rio grande do Sul, não falavam o alemão, as brincadeiras e costumes eram muito diferentes, a cor da pele mais bronzeada e sem o verão da praia. Muitas vezes fiquei pensando na decisão difícil que deve ter sido. Mas algumas características predominaram e se estendem pelas décadas: o acolhimento, o calor humano, o sentir-se parte, a queridice. Valores tão compreendidos pelas crianças e com tanta resistência por alguns adultos. A cultura alemã nos foi apresentada fechada, fria na questão afetiva e relacional. Quanto enriquecimento tivemos com a sua chegada.

Nesta história está a aniversariante Tia Eliza. Por isso, e pelos inúmeros detalhes e registros trazidos pelos próprios filhos a palavra que escolhi para defini-la é o ENCORAJAMENTO. Enquanto meu tio rodava as estradas do Brasil ela cuidava dos filhos e iniciava sua vida como empreendedora, nada comum na época em que a maioria das mulheres era dona de casa. Ela teve sua loja, em Rio do Sul onde passou a morar e sabia viajar para adquirir produtos atraentes, brinquedos e presentes de maneira geral. Vieram as enchentes devastadoras, mas conseguiu se reerguer. Muitas outras adversidades fizeram parte. Mas a sua fé, sua amorosidade, sua personalidade muitas vezes enérgica fez com que hoje vivesse este momento tão parecido. Nunca parou de ir à busca do novo. Fez aula de informática, foi instrutora para auxiliar outras mulheres a ter qualidade de vida utilizando os meios de comunicação que continuam cada vez mais aperfeiçoados. Sem contar na grande parceria nos jogos de canastra durante as férias em Balneário Camboriú, momentos de muita descontração e gratidão por continuar fazendo parte desta História.


Para refletir?

CULTIVE A SUA CORAGEM! - Como ressoa para você? A CORAGEM PARA OUVIR-SE E COMPREENDER O QUE SEU CORAÇÃO E SUA ALMA ESTÃO QUERENDO LHE DIZER. OUVIR-SE. ENTENDER. PROSSEGUIR.

CULTIVE A SUA CORAGEM! - Como ressoa para você?


A CORAGEM PARA OUVIR-SE E COMPREENDER O QUE SEU CORAÇÃO E SUA ALMA ESTÃO QUERENDO LHE DIZER.


OUVIR-SE. ENTENDER. PROSSEGUIR.

Como dar os próximos passos para finalmente realizar o que seu coração deseja? Como aprender a estar contente também nas adversidades e incertezas procurando o que possa emergir com ou através delas?

"PROCURE POR MIM nas pequenas coisas de seu cotidiano".

Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados (oprimidos) e eu vos aliviarei - Mateus 11:28.



CONEXÃO
07 Janeiro 2020 08:58:00
Autor: Sulisia Westphal


(Foto: Amanda Román) 

Eis uma palavra que faz sentido para um grande número de pessoas que nesta época, pós-festas, iniciam um clima diferente: um clima tropical. Alguns iniciando as férias na serra, entre as paisagens montanhosas vivenciando um clima diferente da vida urbana do dia-a-dia. Outros, descendo a serra, optam em um tempo nas proximidades do mar, num verdadeiro clima tropical, aspirando ares, pessoas, movimentos e filas, tão diferentes da pressão anula das idas e vindas ao trabalho, nos corre-corres envolventes da vida escolar dos filhos.

Na verdade, é muito interessante observar as diferentes formas, com mais ou menos dinheiro, com pouca ou muita criatividade que as pessoas buscam para contemplar um tempo diferente para seus familiares, o que inclui os grandes, os pequenos, os mais e os menos comprometidos, os pets...

Se hoje alguém me perguntasse sobre uma das aventuras inusitadas que fazem parte deste pacotaço tropical, eu contaria a experiência da compra de um atraente sorvete que originou esta conexão.

(Foto: Sulisia Westphal) 

Ainda no clima anterior, de fim de ano, em uma fila interminável de supermercado, lembrei de um item faltante: o sorvete. Pedi para minha neta de nove anos escolher os sabores de sua preferência. Lá vem ela com um pote colorido: açaí, creme e coco. Elogiei a bela e rápida escolha.

Horas depois, na maior expectativa dos novos sabores... As reações inesperadas: Não era de açaí- foi o comentário. O sorvete era de uva. Não é de coco, falava a outra pessoa que simultaneamente fechava um dos olhos. Adivinhe? Era de mousse de limão. Que medo pairou no ar sobre o terceiro sabor... Não era de creme. O terceiro sabor em um tom amarelado enganoso era um mousse de maracujá. Nome do sorvete? Sorvete tropical.

Levamos muito tempo para encontrar as letras minúsculas identificando os sabores. Mais uma vez, a família reunida encontrou motivos para rir por muito tempo de quem teve a ideia...

O aprendizado está posto também em pleno clima tropical. Em tempo que deveria ser de relaxamento, de descanso, de expectativas, de desejos pessoais e coletivos. Daqui pra frente, quando for escolher um sorvete... Devagar nas escolhas, pois a diversidade é surpreendente tanto quanto os gostos das pessoas em nosso entorno.

Desejo que seu clima tropical aconteça e esteja de acordo com as suas expectativas.

Bons sorvetes! Bons drinques!



CONEXÃO
30 Dezembro 2019 00:00:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Secretaria de Comunicação de SC) /

Foi em final de janeiro de 1975, quando saí de Curitibanos para residir em Floripa. Ter um fuscão azul pavão e uma placa com número 8001 eram empoderamento. Passar na Ponte Hercílio Luz era comum. Ver as novas pontes em construção e acompanhar cada etapa era uma conquista.

Naquela década mal passava pela nossa cabeça os anos em que o cartão postal da Ilha passaria por reformas, sem acesso para pessoas e veículos.

Mas hoje, dia 30 de dezembro de 2019 um sonho para muitos aconteceu. Meu filho de trinta anos, assim como muitos outros, pôde passar por ela... Apreciar a Ilha de outro prisma.

Mudar de ano e poder dizer às pessoas que sonhar é muito bom e sempre vale à pena, a partir de um sonho assim concretizado, é capaz de sensibilizar a muitos. Insisto sempre: 

Formule, escreva e acredite em seu sonho. Eles precisam existir para merecerem comemorações.

O que você sonhou para 2019? Onde registrou? É capaz de relembrar e persistir ou comemorar e compartilhar?

Qual o seu dia mais feliz do ano? Quem ou o que foi responsável?

O que poderia ter sido diferente? 

Hoje um registro antigo caiu aos meus pés; "A interpretação é arte de romper as máscaras, e de descobrir quem se mascara e porque, e com que sentido se conserva uma máscara remodelando-a" (Gilles Deleuze)

(Foto: Secretaria de Comunicação de SC) /

Assim, pude repensar nas diferentes interpretações que ouvi e acompanhei sobre a "Velha Senhora Viva": A Ponte Hercílio Luz. Pensei em todas as pessoas que conheci que se dedicaram intensamente para mantê-la assim: alegre, faceira, aberta às pessoas. 

Pensei em quantos estiveram envolvidos nesta obra, para o evento, e, em contrapartida, quantos foram esquecidos, ignorados, mal interpretados... Impossível desconsiderar também, que para muitos, nas diferentes circunstâncias só é considerado o produto final de uma obra. O processo é simplesmente aniquilado. Sendo que em cada história o processo construído é fundamental para o resultado alcançado.  

Senti o quanto conseguimos ser facilmente "julgadores, interpretadores" do que conhecemos parte ou muitas vezes até desconhecendo a verdade. Mas temos opinião formada. 

Fiquei animada em ver o número de pessoas que acreditaram no sonho da Ponte ReAberta e vieram ver para crer. Vieram conhecer e sentir o que é passar, atravessar por ela.

Sem demora... Comece a tecer seus sonhos para 2020. Que sejam repletos de gratidão pelo que você conseguiu ser em 2019. Que muitas pontes sejam estabelecidas e fundamentadas em verdade. Abaixo as máscaras. Rostos e atitudes à vista! Época de remodelar a vida. De reabertura para o novo!! Coragem!!!

(Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação) /




16 Dezembro 2019 10:51:00


(Imagem: Rosa Mirta Paz) /

Quando subimos ou descemos a serra dificilmente paramos no acostamento para apreciar a paisagem.

Lembro que na minha infância sempre que visitava os túmulos de meus queridos, lá no inesquecível Mosquito Grande, hoje Agronômica, enquanto minha mãe ajeitava os detalhes eu ficava encantada que ali do alto, eu conseguia identificar as torres das igrejas de outros municípios que ficavam bem distantes... Visibilidade.

Quando subi a Torre Eiffel, emocionada contemplava a tão sonhada Paris...

Em Bariloche, ao alto do Cerro Otto, com todo o esplendor tentava apreciar o lago Nahuel Hapi, ofuscado pela gigantesca nevasca da ocasião.

Por algumas décadas, diariamente apreciei a Lagoa da Conceição, as dunas, a praia da Joaquina, a Mole, a Barra da Lagoa...

Do alto tantas emoções podem ser vividas favorecendo nosso melhor viver aqui embaixo, próximo das pessoas, que aos poucos parecem nos fazer invisível. Do alto o mundo se amplia e as percepções se intensificam.

Pois o mundo do jeito que está é mais fácil de ver quando não se está nele. Um mundo que facilmente está nos comprimindo, nos pressionando, nos fazendo olhar cada vez mais para as telinhas e não para os rostos e as expressões de quem tenta se comunicar conosco. A rotina, a insensibilidade, nos apresenta um mundo que parece alheio ao nosso ser. Sem bom dia, sem boa noite, sem tempo para ouvir a resposta ou sequer dizer o "como vai"?

Precisamos decolar contemplá-lo e contemplar-nos de outra perspectiva. Onde perdão, bondade, e ter significado de pertença ocupem espaço valorizando os relacionamentos. Precisamos impedir o mundo de nos comprimir ou de termos que nos amoldar em suas características atuais.

O QUE REALMENTE IMPORTA? COMO TORNAR MELHOR A VIDA DAS PESSOAS QUE MAIS AMAMOS?

QUE VALORES VOCÊ PRETENDE COMPARTILHAR COM SEUS QUERIDOS NESTA NOITE DE NATAL 2019?

Imaginativamente contemple sua família do alto. Valorize o que está bom. Encontre saídas para "consertar" o que pode melhorar sustentada pela verdade e carregada pelo vento do Amor: Ele veio ao mundo para nos AMAR.

FELIZ NATAL!



CONEXÃO
09 Dezembro 2019 11:57:00


(Imagem: Divulgação) 

De repente, fui atraída pelo som alto e continuado de um motor acelerado de caminhão. Ao chegar à janela fiquei indignada com a cena e tive vontade de denunciar:

À luz do dia, um caminhão despejando esgoto em uma pontezinha sobre um pequeno riacho...

Um dia depois conversando com outro morador do condomínio expus meu relato e percebi meu equívoco: Como está concluindo o asfaltamento da rua, diariamente este caminhão "pipa" ruidoso estaciona sobre a pontezinha para pegar água que era utilizada para regar o asfalto, minimizando desta forma o pó decorrente da obra. Como passei um bom tempo fora de casa o ruído não era familiar.

Pensei mais uma vez, o quanto somos suscetíveis a enganos em nossos julgamentos, em nossos pensamentos. Por que ao olhar do alto não me ative em ler o que estava escrito no caminhão pipa e fui logo pensando em algo não bom?

Queria ajudá-lo (la) nesta turbulenta época do ano a ficar atento no tipo de pensamentos que manipulam você.

Lourival Lopes/Sabedoria todo dia traz exemplos que adaptei ao nosso cotidiano:

- Já experimentou soltar um buldogue em um canteiro de flores?

- Ou soltar uma criança hiperativa em uma loja de porcelanas?

Em ambos os casos grandes chances para destruição. O que pode ser comparado, segundo ele, aos pensamentos pesados, agressivos, irrequietos, intolerantes, capazes de "pisotear e quebrar flores e cristais..." Infelizmente tão frequentes em nosso entorno.

Enquanto os bons, os mansos, os tranquilos pensamentos conseguem prosperar inúmeras características, que por sua vez, favorecem os relacionamentos, o modo de agir e seus reflexos.

Como educar a si próprio quanto à qualidade dos seus pensamentos? Pois bem sabemos que o contentamento começa ao desejarmos mais e mais diante do que temos ou vemos. Precisamos CONSERTAR NOSSA FONTE DE DESEJOS. Mais ainda nesta época em que as vitrines, as promoções, os incontáveis eventos e confraternizações criam necessidades e desejos muito além do que realmente precisamos.

Ter o foco em valorizar mais o que temos o que somos o que recebemos e doar o que temos a mais do que realmente utilizamos.

Além de policiar os pensamentos, maximizando os bons, os leves, aproveite para ampliar o olhar sobre o mundo de outra ótica.

E se você estivesse lá? Qual sua fonte de desejos? O que esperaria do outro? Somos o que pensamos?


(Imagem: Divulgação) 



02 Dezembro 2019 09:26:00
Autor: Sulisia Wesphal


Quem é

Foi no dia primeiro de fevereiro, que minha neta Isa, então com quinze anos articulou a família para saber quem acompanharia até Sampa, no dia 30 de novembro para ver seu "querido Shawn Mendes". Foi nesse dia que ouvi falar dele pela primeira vez. A venda de ingressos abriu e esgotou no mesmo dia. Lembro nitidamente como foi difícil conseguir comprar os tais ingressos.

Ele tem o estilo do Ed Sheeran e do John Mayer. Aos 13 anos já tocando violão viralizou fazendo vídeos. Hoje com 21 anos encanta multidões.

Família querida tem sempre alguém que diz sim. Dessa vez foi a Tia Nice. Com determinação aceitou o desafio. E desde então prosseguiram as devidas articulações. Passagens aéreas, hospedagem, localizações, contextualizações, e muitos meses de espera. Muita expectativa. Parecia um evento tão distante.

O dia chegou! Quanta alegria no momento do embarque, na saída do hotel para o show. Quanta emoção na hora de espera nas intermináveis filas que reuniram pré-adolescentes, adolescentes e acompanhantes do Brasil inteiro. Mais de trinta mil.

Impactante! Desespero!

Pela faixa etária predominante havia muitas mães, tias, irmãs mais velhas, que tiveram que ser uma verdadeira fortaleza diante da notícia: Segundo dia de Show do canadense Shawn Mendes no Allianz Parque foi cancelado horas antes. Nós da família, aqui em Santa Catarina, não conseguíamos acreditar. Quanto mais toda esta multidão com tamanha expectativa mergulhada em um sonho desde fevereiro, e já tão pertinho, diante dos portões do evento.

O Bom Menino, artista de sucesso fica sem voz. Laringite e sinusite acabam com o sonho de uma multidão que se articulou por quase um ano. Muito choro. Muita frustração. Na mesma noite, aparece na sacada do hotel e os fãs cantam para Shawn à luz dos celulares...


Curiosamente

Com os ingressos esgotados em um dia apenas, abriram nova data em São Paulo, dia 29/11, um dia antes do que já havia sido vendido. Houve até quem trocasse para sexta-feira, por ter conseguido um lugar melhor. E o segundo show agendado foi um dia antes. Aconteceu. Quem comprou depois conseguiu o que sonhou.

Da fã (em nome de todas)

Primeiramente agradecer a todos vocês pela ajuda para fazer essa viagem possível, porque sem vocês nem viagem teria. Infelizmente não foi dessa vez que a gente pode realizar esse sonho, mas com certeza, terão próximas vezes. Foi muito importante ver que vocês estiveram com a gente em cada conquista e em cada passo para isso ser real. Meu maior agradecimento é pra Tia que abraçou este show comigo e foi parceira e foi forte por mim. Obrigada, nunca vou esquecer isso tudo. "O SHAWN que nos aguarde porque da próxima ele não foge da gente."

Da Tia para a sobrinha (em nome de todas)

"Nunca passou sequer pelo meu pensamento mais pessimista imaginar esse final pra nossa história cheia de capítulos, emoções, etapas, desafios. Sim, abracei o show contigo, fui forte como pude e sensível a tudo que sentimos, vimos, compartilhamos, ainda talvez não compreendemos. Realmente a voz é um bem muito precioso, principalmente para os nossos ídolos da música falou como Fono). Ver-te tão triste, assim como todas àquelas outras filhas, sobrinhas, amigas, foi de partir o coração. Acredite. Voltar em silêncio... Somos fortes, trabalhadoras, dedicadas e sim merecedoras de uma segunda chance. Conte sempre comigo! Guarda tua fita, porque a minha já está esperando o próximo show, próxima turnê. Continue a sonhar."

Para entender

As músicas são bem conhecidas:

Confira algumas:

Life of the Party; Stitches; Treat you Better; Charlie Puth - We don't talk Anymore; There's Nothing Holding Me Back; Never Be Alone entre outras muitas.

Para aprender

Os imprevistos não avisam a hora e nem a data. Às vezes são reversíveis e ampliam nossos valores, nosso pensar e agir. Às vezes não.





25 Novembro 2019 09:42:00


(Foto: Divulgação) 

Poucos minutos podem ser decisivos! Podem ser irreversíveis...

Nas últimas horas, nos últimos dias, tivemos pelo menos dois exemplos com grande repercussão internacional:

Começamos pelos minutos finais da Copa Libertadores. Muitos torcedores brasileiros já haviam saído de cena, porque faltando tão poucos minutos, não acreditavam em um gol para a prorrogação. Uma torcida inteira no país vizinho já comemorava aliviada a vitória que parecia tão fácil desde os quinze minutos iniciais. Enquanto isso, uma torcida impactada, tensa, orante, de fé, permanecia acreditando. Neste momento, muitas torcidas se uniam e a torcida, para muitos passou a ser nacional

E em minutos uma decisão. Uma virada de jogo, uma emoção, pura alegria, uma nação em clima de quase Copa.

As duas torcidas sem acreditar no que acontecia... Em minutos dois gols... Tanta alegria de um lado, tanta decepção do outro... Houve uma inversão de sentimentos... Lágrimas de alegria versus lágrimas de inconformismo... E tudo em inacreditáveis minutos...

ACREDITAR ATÉ O FIM

(Foto: Divulgação) 

No mesmo final de semana, minutos inesquecíveis que abalaram uma nação: uma fatalidade irreversível. O desequilíbrio, a autoconfiança, a altura, o impensado, a quina no lugar errado, na hora errada, a inacreditável e irreversível queda. Minutos, ou quem sabe, segundos para a ida precoce do talentoso e carismático Gugu Liberato.

História que remete a outros fatos conhecidos por muitos:

Perder a vida ao fazer um furo para a colocação de um trilho de cortina.

Fim da linha ao trocar uma simples lâmpada...

Um banho de mar em uma praia tranquila comemorando o início das férias de verão em companhia da filha e... Uma correnteza, um buraco inesperado.

De repente, você vem de um fim de semana em família e perde o controle da direção: óleo na pista. Sem carro/caminhão no lado oposto, você teve a oportunidade de narrar uma história que poderia ter seu final bem neste trecho da BR 470.

Você está caminhando com seus filhos pequenos em uma movimentada rua da capital. De repente despenca um vidro enorme de uma janela do terceiro andar bem à sua frente...

CUIDADOS SEMPRE

São tantas histórias... São tantos BÔNUS VALE MAIS TEMPO DE VIDA que só posso desejar o uso de uma boa Lupa imaginária para garimpar, registrar e valorizar as tantas coisas boas que a vida oferece TAMBÉM EM MINUTOS...

E geralmente nem percebemos.



18 Novembro 2019 11:54:00

À medida que vai se aproximando o dia do aniversário, em especial das crianças, acredito ser comum para muitos uma sondagem junto aos pais para a assertividade na escolha do presente. 

Foi em uma destas experiências recentes, pedindo sugestão para menina de 11 anos, minha neta Yasmin, que ouvi pela primeira vez sobre Lettering:

 - Pode ser qualquer coisa relacionada à Lettering, pois está uma febre entre as amigas.

A resposta imediata cheia de interrogações não expressas foi: - Muito obrigada. Amei a dica. Vou ver o que encontro. Consultar o Google e ouvir a ala jovem da família foi esclarecedor. Existe muito sobre isso. Acredito sinceramente na infinidade de pessoas que assim como eu deparam com isso diariamente sem saber do que se trata.

A arte de desenhar as letras


Lettering é a arte de desenhar as letras. Usando a criatividade e a habilidade em afiná-las, engrossá-las, criar ondulações e detalhes variados, bem como optar pelos tamanhos, fontes e cores seguindo a estética e o gosto de cada um.

Letra bonita sempre foi algo importante em minha época de estudante. Tanto que ainda guardo carinhosamente o nome da minha amiga com a letra mais linda que já conheci: Leila Córdova. Uma perfeição. Também linda era a letra da minha primeira Professora, dona Valmira Roncáglio. Igualmente a da minha filha Janice, e, consequentemente, entendi a escolha de minha neta em se aprofundar chegando a fazer curso sobre esta nova arte do caminho das letras para obter um efeito espetacular.

Tipografia, caligrafia, lettering

Tipografia: a arte e a técnica de compor e imprimir com uso de tipos.

Caligrafia: arte visual, arte da letra bela. Arte de dar forma de maneira expressiva, harmoniosa, arte de escrever seguindo linhas e um padrão pré-estabelecido.

Lettering: arte de desenhar as letras, também poderia se dizer que é a caligrafia criativa.

Estrutura da letra 

É o caminho da letra. Ao subir, menos pressão na caneta, o que produz um afinar a letra. Subiu: Afinou. Ao descer, mais pressão, deitando a caneta o efeito é engrossamento da letra. Desceu: engrossou.

Folha de exercício

Pode iniciar utilizando papel vegetal sobre linhas pré-delineadas contendo as linhas ascendentes para letras b, h, l..., e descendentes para f, g...

Canetas especiais

Tipo brush pen existem muitos tipos. Umas com ponta pincel e outras com ponta nuvem. Pontas maiores, menores, pois quanto maior a letra, maior o tipo de pincel. Assim, existem algumas bem fininhas para letras pequenas. Outras com efeito metálico, ou do tipo marcador, excelente para preenchimentos. Umas flexíveis outras bem rígidas. Umas que permitem a mistura de tintas, umas com pontas em feltro, outras com cerdas de pincel. Sem contar que existem àquelas recarregáveis e outras que resistem ao envelhecimento. A pesquisa não tem fim.

Dicas

Escolha da frase que pretende desenhar; planejar o formato/composição; definir as palavras destaque, as mais importantes; fazer as linhas de construção; definir o estilo das letras; harmonia entre as fontes; espaçamento e refinamento do desenho; detalhes finais.

Fazer um rascunho é importante principalmente se estiver no rol dos iniciantes.

Atividade Relaxante

Minha gratidão maior está no sentido de ter encontrado mais uma atividade manual relaxante. E disponível gratuitamente de formas incontáveis. Divirta-se.

Ah! Pelo pouco que já observei Yasmin estreando suas novas canetas, leva muito jeito para a arte. Habilidade aprovada...



SULÍSIA W. ROMÁN
11 Novembro 2019 11:18:00


(Foto: Thiago Correa)/

Passando vários dias pelo mesmo bairro populoso horizontalmente, uma obra gigante chama a atenção: as enormes torres de uma igreja sendo levantadas.

Foi necessário o click fotográfico para compreender a dimensão:

Como interpretar o perfil desta comunidade sonhando tão alto e grande? O que pode em 2019 ter movido tal ação e ter aprovado um projeto deste porte? Quanto tempo levará para estar concluída considerando que inicialmente só estão levantadas as duas torres de três andares? O que move os fiéis a se articularem para arrecadar os fundos necessários? Afinal, está em obras com pessoas trabalhando...

Cada dia a reflexão ampliava: Grande e alta torre... Fé enorme, Comunidade religiosa ativa, motivada, fiéis engajados.

Grande envolvimento, grande resultado. Ficava pensando quantas festas seriam necessárias para angariar a verba ainda faltante. Que "grande" fé/força e esperança seriam capazes de motivá-los? Que líder estaria à frente?

Por outro lado, sendo um bairro predominantemente de classe média baixa, baixa, penso nas parcerias, nos empreendedores/empresários envolvidos e nos diferentes focos de interesse.

Mas, principalmente considero as possibilidades contributivas de uma comunidade de fé. Pessoas engajadas em uma comunidade religiosa tendem a serem mais confiáveis, pacíficas, mais unidas, solidárias engajadas, oferecendo atividades capazes de atingir às várias gerações.

Uma obra iniciada deste porte não pode ser de uma comunidade que pensa pequeno... Ou ser o pagamento de alguma promessa.

Pois hoje a maioria das Igrejas que tenho observado ou o público é pequeno e de pessoas idosas, com sintomas de "de extinção", ou é predominantemente feminino. Ou ainda, de casais com filhos pequenos. Porque as igrejas acompanhando os novos tempos oferecem programas alternativos e atraentes para as famílias. Conheço igrejas que oferecem atendimentos de saúde incluindo fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, neuropsicopedagogo, como forma de cumprir seu papel social.

Considerando que "a fé não é estrada, mas pode ser a força que nos faz caminhar", a pergunta que fica:

_Será que as ALTAS torres quando tiverem seus adendos concluídos/IGREJA, terão seus bancos preenchidos pelos fiéis na dimensão deste SONHO?

Acredito: "Quando se rega um sonho com fé, Deus abençoa a colheita."



04 Novembro 2019 13:02:00


A expectativa sobre os temas abordados nos concursos como o ENEM, os exames de ingresso à Universidade, entre outros, vai além dos estudantes, dos professores, dos familiares, dos amigos e dos torcedores de maneira geral. Particularmente, estou entre os interessados, pois acredito que a banca organizadora das avaliações tem também o propósito de formação do evento em si.


O tema em foco adquire uma expansão imensurável.

Quem conhece e domina ou já pensou a respeito, além da autossuficiência sabe que existem vários critérios em jogo. Que os textos de apoio estão como norteadores para apresentar sua desenvoltura adquirida ao longo da Educação Básica, dos quais não se pode fugir. Também é o momento em que a letra ilegível, a fuga da proposta solicitada, a entrega da folha de redação em branco, até mesmo a língua estrangeira predominante, desenhos, além de outras formas propositais de anulação tem seu peso e sua medida. Quem acredita que conhece sobre o tema, é capaz de elaborar um rascunho e mudar quase tudo ao transcrever. Saber muito, às vezes facilita a fuga.

Quem não conhece buscará uma luz, uma inspiração nos textos de apoio. Com certeza sairá da "prova" querendo saber mais ou minimamente pensando sobre. O tema certamente continuará em foco em casa, nas escolas, nas rodas de conversa, na mídia. Igualmente continuará obtendo repercussões considerando a predominância da faixa etária. Sem contar em todas as possibilidades cogitadas e aprofundadas anterior ao exame.


Democratização/ Acesso/ Cinema

Se o acadêmico fosse você, qual viés seguiria considerando os inúmeros critérios avaliativos? Quando o tema 2019 foi compartilhado, eu, você, "eles", cada um teve suas ideias que desencadearam as demais: O recente corte nas verbas ligadas ao cinema versus cultura, contraponto à democratização no sentido de ampliação de acesso. Outro aspecto é a importância, o significado do cinema na vida de cada um. Neste caso, as diferenças culturais, a não democratização quanto ao acesso com certeza estará delineado no viés em jogo.

Pensei na quantidade de jovens que talvez nunca frequentaram um cinema, mas que tiveram ali a oportunidade de expressar ou não os seus desejos ou a indiferença cultural sobre o tema. Pensei em quantas cidades ainda não oferecem ou deixaram de oferecer as grandes telas.

As telinhas com certeza contribuíram para os manifestos escritos, uma vez que as informações, os filmes, o movimento recente dos cortes ligados ao Cinema podem ter ou não gerado a curiosidade da faixa etária.

E porque não citar a geração combo/pipoca/refrigerantes como aliado principal nas idas ao cinema. O filme em si, em segundo plano. Pensar no que envolveu a produção está fora de cogitação.

Cinema? Para quê? Projetos para cinemas públicos? Reinventar sessão de cinemas nas praças,nas associações de bairro? Expandir sua importância? Produzir seus curtas? Qual a intencionalidade em democratizá-lo ou não?


Recente

Enquanto um neto vai com o amigo ao cinema assistir Malévola, a Bruxa do Bem, a irmã menor choramingando tenta reivindicar que ela não foi. Ao que a Avó argumenta:

- Mas nós fizemos uma sessão de cinema em casa! Qual foi seu "desenho"preferido? - - La Bruxa! - um curta-metragem espanhol premiado e com muitos valores a serem apresentados. Conhece?

Acreditamos no valor do Cinema? Investimos tempo para valorizar o acesso ao cinema em nosso meio?



28 Outubro 2019 11:27:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Faça sua parte! - Slogan encontrado em uma embalagem de papel. Dizia mais: Se quer mudar o mundo, mude primeiro você. Além do bom gosto na escolha das cores e da imagem, uma girafinha, estilizada, simpática e de óculos. Chamou minha atenção. Trouxe na bolsa e fotografei.

Pensei na quantidade de leitores que não se interessa quando o olhar ampliado se estende até as características pessoais. Mas, ao virar a embalagem deparei com uma velha e conhecida mensagem que sempre faz bem ao ser relembrada: Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece.

Passa dia, passa mês

Todos nos conscientizando das "pedrinhas no sapato", às vezes se amaciando, se adaptando e se tornando invisíveis imperceptíveis. Por outro lado, à medida que crescem, tendem a pressionar nossos pés, o que pode refletir em nosso jeito de ser e de se relacionar. Muitas vezes carregamos em nós uma dor que circunstancialmente não podemos compartilhar. Assim, deixamos de sorrir e desperdiçamos a oportunidade de ser cordial, de receber e cumprimentar bem às pessoas. O que envolve até o esquecimento do obrigado, por favor, com licença...

Telhado de vidro

Como é fácil jogar pedras/palavras, críticas, tecer opiniões sobre os outros. Se nos habituarmos a agradecer pelo que somos e fazemos ao invés de julgar o outro, com certeza vamos viver mais e melhor. Atire a primeira pedra quem for perfeito... E por que continuar sendo inflexível exigindo-as de tudo e todos?

Tempo para ouvir

Cada vez mais raro é deitar-se ao relento sobre o gramado e observar as crianças brincando. Longe das telinhas, oferecer-se como alguém que tem muito para contar, mas principalmente tempo para ouvir: - Oi! Estou aqui... Vamos brincar de Stop sem caneta e sem papel par aumentar nossos conhecimentos? Passar tempo com os familiares não tem preço!

Atitudes

Gostei. Gosto. Não gostei... Vale sempre argumentar, principalmente com nossos pequenos os motivos de nossos diferentes gostos, diferentes emoções, diferentes olhares sobre as mesmas atitudes, sobre os mesmos objetos. Muitas vezes precisamos "repetir" porque não gostamos de determinadas atitudes inadequadas, de mau gosto, de falta de bom senso, desrespeitosas. Muitas crianças crescem sem que alguém diga porque sim e porque não. Quais atitudes desejamos, esperamos dos outros?

Expressar sentimentos

O que é isso? Não compreendo... Necessitamos intensificar a oferta de espaços em que os grandes e pequenos possam expressar suas emoções. Entre elas desde pequeno cultivar o agradecimento pela vida do outro na minha vida, por exemplo. Dê mais flores, mais obrigados, escreva cartões, envie mensagens. Multiplique as boas atitudes valorizando-as entre "seus queridos", entre seus relacionamentos de maneira geral.

Faça sua parte. Sinta-se bem e aguarde surpreendentes retornos.

(Foto: Sulisia Westphal) /




21 Outubro 2019 12:46:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

 A semana, o dia, podem sem dúvida apresentar fatos inusitados para todos. Por conta de um episódio assim, ironicamente, venho perguntando sobre a existência "de uma receita" para auxiliar uma sexagenária a apropriar-se de sua idade, tendo em vista o surgimento de atividades que, inevitavelmente precisam ser delegadas para pessoas mais jovens.

Difícil resposta

Pela primeira vez "despenquei de um lugar". Felizmente não tão alto.Calculei mal onde estava a cadeira de apoio. Sem considerar que, justo neste dia chuvoso estava com uma bota de salto. Ou seja, sem os costumeiros tênis anti impacto. Além disso, meus braços estavam no alto, finalizando um mural que fora construído coletivamente. Meus braços não tiveram tempo para chegar ao chão e proteger o meu corpo. Senti-me um verdadeiro pássaro gigante em seu voo rasante. Simplesmente caí sobre o joelho direito, em plena manhã, no corredor de uma Escola. Sorte que os estudantes e profissionais estavam em sala.

Primeira reação

Assustada e agradecida pelos anos de academia que me faziam supor certa garantia de algo pior. Fazia menos de uma hora que tive o alerta sobre a importância de ter alguém de apoio ao executar tarefas deste porte. Mas esta pessoa não estava disponível ali naquele momento. Duas pessoas vieram me socorrer. Otimista, agradeci e fui logo me justificando. Como fazemos geralmente em circunstâncias similares. Durante todo àquele dia a possibilidade de ter que imobilizar a perna ocupava minha atenção... Tudo estava estranho. E se tal hipótese viesse a se confirmar, eu não tinha a menor ideia de nada... Nem de como... Nem de quem... Nem do que me poderia acontecer.

Paralelamente o evento da Escola, SALT 2019, Semana de Arte e Literatura tinha sua abertura e acontecia em todos os ambientes. Minha parte era os registros fotográficos. Meu sorriso e alegria habituais desapareceram diante das expectativas.

Horas depois

Muito gelo, alma se aquietando... Uma simples constatação: Existe tempo para tudo. Tenho as ideias fluindo intensamente, compartilho, envolvo a muitos, corro atrás, executo. Porém, "declaradamente" chegou o momento de aprender a delegar o que já não me compete. Posso até continuar voando na imaginação, na articulação das incessantes ideias que jorram abundantes quando amamos o que fazemos.

A receita

Aprendi que saber delegar tarefas também faz parte das características de um bom profissional, independente da idade. Ser menos hedonista, praticando a espera, também precisa estar entre os requisitos para uma vida saudável e menos ansiosa. Saber aprender e aproveitar cada experiência mesmo quando estamos no segmento dos sexagenários é saber viver com prudência e sabedoria.

Acreditar que é possível contagiar o entorno com nossas ideias, nossos desejos, nossos sonhos, considerando que nossos "anos de experiência como pano de fundo" podem ser valorizados e fazer a diferença para continuarmos neste chão nem sempre fácil, mas prazeroso, que é a Educação.



14 Outubro 2019 10:52:00


(Foto: Sulisia Wetphal) /

Pela primeira vez estava diante de um quadro de saúde de minha mãe que exigia o até então desconhecido, Implante TAVI: Implante por cateter de bioprótese aórtica. (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation), considerado um dos avanços da medicina no tratamento dos problemas estruturais do coração. No caso, ela estava quase 70% calcificada. "No âmbito histórico da Cardiologia, este foi o primeiro estudo em que uma técnica percutânea e menos invasiva superou - em termos de benefícios clínicos - o tratamento cirúrgico."

Na verdade, era algo novo para a família. Foi também a primeira vez que tivemos contato com um hemodinamicista, indicado pelo cardiologista. O problema foi detectado em exame de rotina apresentando uma espécie de sopro no coração. Mediante exames mais apurados a calcificação foi identificada.

Foi um processo que levou alguns meses considerando que não está na lista da obrigatoriedade coberta pelo Plano de Saúde. Foi necessário um movimento judicial.

Chegou finalmente a data agendada para o Procedimento. Nada melhor do que uma caminhada à beira-mar, quando se tem o privilégio de estar perto dele, para ajeitar emocionalmente o coração de filha diante das expectativas. Céu e mar se fundem no infinito. Areia pacífica, água gelada.

De repente, uns enormes cactos

Eles refletem o quadro: Àquela vegetação sobrevivente da estiagem, com seus enormes galhos verdes repletos de espinhos - a expectativa. Mas, ao mesmo tempo uma abundância de flores por abrir - a esperança, a certeza de que tudo vai dar certo.

E deu: Somos gratas por todo o processo envolvido, pelas muitas pessoas amigas em oração. Deu tudo certo, já estamos em casa e a espera pelas flores continua: A vida.

Coincidentemente, a Semana do Dia do Professor

Os cactos prosseguem "falantes"

Também na Educação o contexto estiagem de valores, contravalores, de interesse, o desejo de querer aprender com significado, a cultura do espetáculo, e o abundante acesso a informação gera uma disputa cada vez maior de consciência. Os professores encontram-se em um quadro/contexto em que o processo de aprendizagem está conectado à recepção de mensagens desordenadas e fragmentadas, à fascinação de imagens, à emoção, à criatividade, ao conhecimento, às percepções múltiplas - os cactos.

Mas existe a expectativa das flores

Os cactos não são só espinhos. Florescem, enfeitam, ornam, alimentam. Nós como professores, que amamos nossa profissão, mesmo em meio às inúmeras disputas buscamos nos modelar de maneira diferente na forma de ser, de pensar, de agir, e sentir "nossos" alunos com relação às gerações anteriores.

Há de se considerar que diante da decodificação múltipla em que crescem e a sua prática/habilidade que são capazes de perceber e entender de forma simultânea há de se oferecer também a variedade de possibilidades que oportunizem que eles aprendam a se expressar, a verbalizar o que compreendem, o que conhecem. A forma que encontram para reagir às propostas trazidas pelos professores e assim, aprendam também a respeitar as diferenças, a acolher o outro, a qualificar seus relacionamentos, suas interações, sua comunicação também ao vivo, longe das telas.

Entre os espinhos a impaciência, a ansiedade, a atenção flutuante/hiperatividade, e a dificuldade em lidar com as frustrações, em saber ouvir, em reaprender ou simplesmente aprender a esperar. Pois na tecnologia crescem como hedonistas, as respostas são quase sempre imediatas. Não conseguem esperar a vez...

E assim, meus colegas Professores, vamos nos adaptando, buscando cada vez mais parcerias, compartilhando as trocas exitosas em busca de menos fracasso escolar e mais interesse e participação de todos os envolvidos "repropondo" em que aspectos e de que forma devemos ampliar as respostas às necessidades dos indivíduos e da sociedade.

PARABÉNS PELO NOSSO DIA!

Bônus

"Educar significa arrancar ou evocar aquilo que está latente; portanto, educação significa arrancar para fora as capacidades da pessoa para entender e viver, e não encher uma pessoa passiva de conhecimentos preconcebidos. (Stephen Najmanovick)



07 Outubro 2019 17:07:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) /

Tempo cor de rosa... Tempo de viajar... Tempo para encarar e superar os desafios... Tempo para celebrar a vida, a união, as conquistas... Tempo de gratidão... Tempo de rever tudo que já aconteceu de bom... Tempo que voa... Que não cabe mais nas vinte e quatro horas. Tempo que faz a maioria das pessoas correrem incessantemente pelos diferentes compromissos... E assim, sem tempo para viver, para olhar, observar, apreciar, eleger, priorizar... Repentinamente, talvez surpreendido "sem tempo" porque a vida passou... E muito ficou, irreversivelmente, para trás.  

Celular

Quantas vezes nos flagramos tendo que enviar uma mensagem importante pelo Whatsapp, mas ao abrirmos o celular somos imediatamente dispersos, "enviados/transcendentes" para "outra dimensão/situação" sem concluirmos o que pretendíamos. Uma vez conectados, outra vez arremessados contra o tempo. São tantos grupos, tantos comprometimentos online, que chegamos a nos sentir "sufocados" também por este simples aparelho sempre perto de nós.

Colegiados

Nesta época, estar entre os profissionais em um grupo de pais, professores e estudantes ouvindo quem são quais as metas propostas e alcançadas em percentuais, quais ainda merecem destaque por não terem sido alcançadas possibilita muita reflexão:

Quem são esses

Quem é esta nova geração, filhos dos pais "sem tempo"? Quem é esta "sociedade dos órfãos?" Que resultados estamos acompanhando das crianças que apresentam deficiência na interação pelas horas excessivas nos celulares?

Com a proximidade do "dia das Crianças" fica a renovada torcida: Que entre os esperados presentes estejam muitos jogos de tabuleiros como motivadores para pais e filhos juntos treinarem o que é esperar a vez, o que é saber resistir à frustração de perder e de ganhar. O que é se conhecer mais e trocar ideias sobre estratégias utilizadas. Acima de tudo que possam prazerosamente encontrar tempo para sentar juntos e resgatar àqueles jogos que possibilitavam muitas horas de lazer em casa e com os amigos.

Que tal um piquenique? Uma árvore para escalar e se dependurar? Que tal um dia sem celular?

Você merece! APROVEITE ESTE TEMPO! CONSCIENTIZE-SE DE SUA RESPONSABILIDADE EM PROL DE SUA qualidade de vida. Saiba dizer "não" para quem tentar tirá-lo do foco.

Pare, planeje, agende. ENCONTRE TEMPO.



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