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20 Maio 2019 10:31:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

De repente, em 2019, você encontra alguém bem próximo que acredita e afirma "com todas as letras", ser contra a inclusão em sala de aula por prejudicar os demais!

Impactada, sim, porém mais motivada ainda

Você, no caso eu, que venho abraçando esta causa de todo o coração e acredita, sim, nos avanços de todo um grupo/turma e do próprio sujeito com a deficiência, ressalta que cada estudante com deficiência é único. Único também é cada professor envolvido.

Justificando o argumento acima, com certeza a pessoa que é contra a Inclusão na Perspectiva da Educação Especial, não deve ter tido uma experiência positiva, e nem tão pouco tem seu filho ou filha nestas possibilidades.

Parcerias

Geralmente quando atuamos nesta área temos profissionais que se sobressaem pela criatividade e olhar ampliado quanto à importância da adaptação do conteúdo didático, em especial para estudantes com Autismo. Como é possível e qual a melhor forma de contribuir em seu processo de aprendizagem, sem dúvida é um desafio para tanto para os educadores, como para os pais e demais profissionais envolvidos.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Recursos

Na verdade, uma pergunta que não quer calar: COMO POTENCIALIZAR O ACOLHIMENTO DA VARIAÇÃO HUMANA NO PLANEJAMENTO? Sim, existe uma variação humana em cada turma. Existem cérebros que aprendem de formas diferentes, em ritmos diferentes. Como contemplá-los? Quando estamos, por exemplo, em um espaço kids temos um retrato atual de nossas crianças em 2019. Correndo, agitadas, imediatistas, "brigando" pelo mesmo brinquedo, pelo mesmo espaço, e que logo estarão nas salas de aulas com muita dificuldade em permanecer sentadas. Que tipo de aulas oferecer? Que estratégias podem contemplar tal diversidade? Perceba que não é "que tipo de atividade vai contemplar o estudante com deficiência", e sim a diversidade humana ali contida.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Trabalho colaborativo participativo

Proporcionar modos múltiplos de apresentação através de redes de conhecimento, de tarefas estratégicas contemplando redes afetivas (DUA - Desenho Universal para a Aprendizagem). Pensar e planejar como engajar e manter motivada uma turma no decorrer das atividades pode ter bons retornos através de trabalhos em grupos contextualizados. Possibilidade onde a variação humana e sua diversidade comportamental podem ser contempladas.

O Professor Sandro Reinhold de Geografia e a Professora Daiana, Professora Auxiliar de Sala da EBM Virgílio dos Reis Várzea têm conseguido vários avanços utilizando formatos e ambientes diferentes com a turma 61, da qual faz parte Lucas Gabriel com Autismo e outras comorbidades (TDAH, Déficit Cognitivo, Transtorno da Fala, Restrição Alimentar) além de outros estudantes com Dislexia e Déficit Cognitivo. Ambos pensam em parceria e buscam utilizar recursos didáticos adaptados na tentativa de obter maior foco e avanços na aprendizagem. Nas fotos alguns exemplos onde o professor de anos finais encontra tempo para sentar ao lado daqueles com maior dificuldade. Uma alternativa também utilizada são as parcerias que o referido Professor estabelece com estudantes de bom desempenho que se voluntariam a vir no contraturno como "monitores" para auxiliar estes estudantes com maiores dificuldades durante as atividades em grupo.

Sei que muitas práticas colaborativas vêm se intensificando no anonimato. Mas acredito cada vez mais que as boas práticas, os bons exemplos merecem divulgação, pois podem motivar outros profissionais, bem como podem ressignificar a prática daqueles que já o fazem.

(Foto: Sulisia Westphal) /





13 Maio 2019 11:37:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Tudo bem que o dia das Mães é todo dia. Mas sem dúvida, neste final de semana intensificaram-se os movimentos para vivenciar o dia delas, o meu dia, o nosso dia. Tempo para recordar e/ou vislumbrar desejos e sonhos ou saudade desta pessoa querida. Seja do coração, seja mãe biológica. Um das coisas mais importantes é o levantamento de dados positivos que merecem gratidão, elogios, reconhecimentos nestas relações. 

Assim, escolhi a experiência de um domingo diferente em que meu filho convidou-me juntamente com meus netos para conhecer um espaço inimaginável. Vários moradores de edifícios em certa proximidade foram se unindo e construindo um belo espaço de lazer junto à natureza, atrativo para adultos, jovens, crianças e pets.

No domingo à tardinha, quando fomos conhecer de perto esta espécie de corredor ecológico, havia muitas pessoas de 0 a 90 anos, aproximadamente. Havia um telão onde seria exibido um filme para a comunidade.

O que mais chamou a atenção foi o nosso destino: um cercado de área verde com muitos cachorros, de várias raças e tamanhos brincando, correndo, se reconhecendo. Estes estavam desprendidos das coleiras para poderem sentir-se livres o suficiente para correr, pular e "fazer novos amigos cães". Desta forma compensando o tempo que passam entediados dentro dos apartamentos.

A AMJA - Associação dos Moradores do Jardim Albatroz contribuiu para este movimento com o intuito de valorizar a vida.

No local, a existência de placas indicativas sobre a responsabilidade de seus donos coletarem os dejetos, parecem bem atendidas, de modo que a boa organização resulta em grande quantidade de cães e seus respectivos donos.

Ao mesmo tempo, percebem-se os donos atentos às reações de seus bichos de estimação para intervir no momento adequado. Chega chamar a atenção, como um espaço tão simples, organizado, respeitado consegue atrair tantas pessoas de diferentes níveis sociais e de todas as faixas etárias. Quem conhece faz de tudo para voltar.


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os animais realmente têm possibilidades e oportunidades de atividades que não são possíveis dentro dos apartamentos e dos condomínios. Muito são donos de animais, poucos oferecem um pátio ou quintal para ele poder correr e brincar.

Também merece elogios uma comunidade que chega a comum acordo para cercar determinada área aumentando a segurança em função de ônibus e carros. O grupo Pet Lovers, formado por moradores donos de bichos de estimação, teve a iniciativa de instalar um cercado no espaço, evitando, dessa forma, que os animais corram risco de atropelamento, bem como problemas de outra natureza.

Como mãe, avó e tia aprovei demais a ideia. Pretendo voltar outras vezes.

Se você está entre as pessoas querendo oferecer uma ideia top para seus bichinhos de estimação fica a dica.

Boa semana.


06 Maio 2019 11:04:00


Foto: Simone Dias Azevedo/

Tempo em que os sussurros também parecem estar em extinção. As pessoas de maneira geral, crianças, jovens e adultos parecem falar em um volume cada vez mais alto. Quase aos gritos.

Quando a minha, agora nossa sala de trabalho, ( Tatiane e Sulisia), a Sala de Recursos Multifuncional está aberta, sinaliza estar liberada para que as crianças com interesse venham conhecer ou brincar. Pois um dos objetivos é que seja vislumbrada não como uma ilha dentro da Escola, mas como um espaço atraente onde todos gostam de estar e/ou frequentar.

É a sala onde realizamos atendimentos educacionais especializados para estudantes com deficiência, autismo ou altas habilidades ou superdotação. Também ali ocorrem muitas reuniões com a equipe pedagógica, familiares, professores e demais profissionais envolvidos. Pode-se denominar "Espaço Movimento Articulador" por e para uma Inclusão na Perspectiva da Educação Especial.

Razão pela qual contempla vários recursos atraentes para as crianças que chegam aos anos iniciais, ou até para coleguinhas interagirem. Por várias vezes brincam em alto tom. Quando questionados respondem que os "gritos ao brincar/jogar pedagógicos" representam a alegria que estão sentindo. Diferente de outros gritos que geralmente representam conflitos onde corpos físicos estão próximos e os corações distantes.

Podemos também acreditar que os sussurros estão em escassez pela dificuldade em "ouvir o outro" cada vez mais presente em todas as faixas etárias. Mas o que dizer dos estudantes que não conseguem se expressar oralmente?

(Foto: Sulisia Westphal) /

Foi assim que a Professora Auxiliar de Educação Especial, Simone Dias da Escola Básica Virgílio dos Reis Várzea, Canasvieiras, Florianópolis trouxe-nos a novidade denominada SUSSURROFONE. Ideia aprovada que encontrou na Internet e construiu voluntariamente: comprou os canos de PVC, as peças necessárias, serrou, colou e presenteou. O objetivo do recurso foi para um estudante específico, Roberto Tadeu Xavier, e sua turma, na tentativa de que o ouvir sua própria voz, contribuísse no desenvolvimento de sua fala. Geralmente ficam motivados, encantados ao perceberem-se emitindo sons, sílabas, palavras, frases. Como toda novidade, quando a conhecemos, parece que passamos a ouvir falar muito sobre a mesma, talvez bem próxima de nosso contexto. Mas até alguém materializar e apresentar a novidade ela era desconhecida.

Sabe-se também que é um excelente recurso para melhorar a leitura de uma turma em que cada um "sussurra e ouve a sua própria leitura". Também ajuda na timidez, na pronúncia, na leitura coletiva. Cada criança se ouvindo está sendo uma forma divertida e aprovada em várias salas de aula.

A dica é:

Conhece algo novo? Acredita que vai fazer bem em ser compartilhado? Clique já. Com certeza existe alguém necessitando da nova possibilidade, ou pelo menos ampliando seu olhar sobre algo que já conhecia, mas não imaginava tamanha contribuição ali inserida.

Como fazer?




29 Abril 2019 19:44:00


(Foto: Divulgação) /

Posso afirmar atualmente todos conhecemos pelo menos uma família em busca de alternativas para a seletividade alimentar de seu filho (a), neto (a), sobrinho (a) filho (a) de amigo (a), afilhado (a)...

Quando estamos envolvidos com a Educação Especial, mais precisamente com crianças com TEA - Transtorno do Espectro Autista, entre as alterações sensoriais geralmente está a seletividade alimentar. Foi por esta razão que no último sábado fui atraída para um evento elogiável, dentro deste tema. Oficina: Seletividade Alimentar: O que fazer? Com Elisa (nutricionista) e Jéssica (fonoaudióloga), momento de muitas trocas e aprendizagem entre adultos e crianças. Oportunidade de ampliar o olhar sobre esta área crescente em erros e acertos.

Cabe ressaltar que já é a minha terceira participação em palestras com tal abordagem somente neste ano. Pois conheço cada vez mais crianças que comem somente um determinado alimento. Você também conhece alguém? Por exemplo, criança que só come arroz branco, ou que só come strognoff coberto com farofa. Outra que só come um único tipo de massas com molho vermelho. Outras só ingerem alimentos líquidos ou pastosos, ou não tomam nenhum tipo de líquido, nem água. Sem contar às restrições para as crianças com alergia a glúten, lactose, e assim por diante. Muitas vezes pela seletividade não conseguem ficar na escola em período integral, por não se alimentarem do que é ali oferecido.

Divulgando pontos importantes trazidos pelas profissionais acima citadas:

Aproximadamente 30% das crianças apresentam dificuldade alimentar, sendo até 80% crianças com alguma dificuldade de desenvolvimento.

Por que não quer comer? Sistema gastrointestinal, alergia alimentar, sistema cardíaco e respiratório, alteração nas estruturas orais, questões emocionais (medo), sistema sensorial, temperamento e inflexibilidade.

Considerar que o ato de comer é sensorial e talvez a criança esteja querendo dizer que sente desconforto, o que pode aumentar diante do "confronto".

Cor, utensílios, disposição dos alimentos - visual.

Capacidade adaptativa pode anteceder - olfato.

Textura, temperatura e forma dos alimentos - subsídios para se estabilizar.

Pressões e alternativas equivocadas: Alternativa verbal, cuidar com o que verbalizamos (crescem ouvindo o quê?); Alternativa emocional -Chantagem - Se você não comer, você não vai...; Alternativa Ambiental - distração com celular, TV etc.

Não rotular - "Essa criança não come nada!"

Estratégias que ensinam a comer com reforços inadequados.



COMO REVERTER:

Evitar batalhas, promover refeições em família (criança vê, observa como os pais se alimentam), rotina alimentar, exposição repetida e gradativa, brincar com os alimentos, (esconder pequenos objetos dentro dos alimentos como cereais ainda crus, Na gelatina esconder um peixinho. Deixar brincar com macarrão é só depois cozinhar. Com o iogurte permitir até o uso de pincel, para ir experimentando aos poucos. Identificar as preferências. Pedir listas para os pais do que gostariam que seu filho comesse como praticidade e qualidade de vida. Saber dos alimentos da lista pode facilitar nos momentos de eleger com o que ir brincando, disponibilizando, estabelecendo trocas em casa e nos atendimentos. Exemplo citado de uma criança que não gostava de melancia. Mas aos poucos espremia a fruta e parecia gostar do suco. Foi disponibilizado o suco coado em um copo, sem oferecer. A criança já acostumada com o cheiro e o manuseio da fruta passou a ingerir o copo de suco natural e prazerosamente.

Deixar os alimentos sempre EXPOSTOS SEM OFERECER.

 "Evite! A Mamãe vai ficar triste se você não comer..."

Crianças precisam sentir CONFORTO e não CONFRONTO na hora da alimentação.

CELEBRE CADA PASSO!

Elisa Batista e Jéssica de Espíndola fazem parte do Centro de Estudos em Fonoaudiologia e Terapias Associadas - EVOLVERE.



22 Abril 2019 10:11:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Na semana que antecedeu a Páscoa a enorme quantidade de ovos de chocolate que permaneciam nas prateleiras, nas vitrines, gôndolas e nos corredores dos supermercados levava a crer que neste ano as pessoas diriam "não" aos altos preços.

Nos dias em que passava por eles pensava convicta de que estaria no segmento de pessoas que diria "não". Acreditava na minha corresponsabilidade em divulgar o verdadeiro sentido da Páscoa para meus netos.

Até a Sexta-Feira Santa permaneci firme em meus devaneios. Após o tempo reflexivo que tenho por hábito intensificar neste dia, sentia que algo em meu interior não condizia ao que vinha me propondo. Demorei a identificar.

No sábado pela manhã, véspera da Páscoa 2019, lá estava eu com minha lista de nomes de netos, filhos e pessoas queridas para as quais pesquisava e procurava o ovo com as características de cada um diante da variedade que é cada vez mais surpreendente.

Impactante também é que as crianças de maneira geral desconhecem a razão deste símbolo relacionado com a data. Os coelhinhos continuam por toda a parte e nem botam ovo. E em sua maioria, as crianças esperam pelo seu, ou melhor, pelo objeto que acompanha o ovo. Dificilmente se alegram com um coelhinho.

Investi em ovos de chocolate, de lata, em barras... Tentei conhecer meu lado que não conseguiu se conter diante do mercado consumista. Descobri que ainda sou motivada pelo meu lado vivenciado na infância. Foi tão intenso que sinto o "bom compromisso" de retribuir. Minhas avós fizeram de minhas Páscoas momentos felizes em família com cestas e ovos coloridos de todos os tipos. Sempre foram muito criativas, o que penso que também fui por um bom tempo em relação aos meus filhos.

Os tempos mudaram em muitos aspectos. Ganhar um ovo de chocolate da Vó Su, dar outros para a Bisa Dolores e os seus netos, meus filhos crescidos sempre é gratificante. Uma tradição que bate forte e que desejo perpetuar.

Foi em 2019 que descobri que muitas promoções acontecem ainda no sábado da manhã para o período da tarde. Mas corre-se o risco de não encontrar mais os favoritos da galera.

Assim, passada a comilança, fica a responsabilidade em apresentar o verdadeiro sentido da Páscoa para poder promover a fé, o amor, o respeito, possibilitando as escolhas pessoais.

O que você deseja para sua Páscoa 2020?



15 Abril 2019 09:35:00


(Foto: Sulisia Westphal) 

Supermercados abarrotados de ovos, coelhos e barras de chocolates. As cestas e os carrinhos abarrotados de alimentos e bebidas. As pessoas comparando os preços. Apenas os preços. Ainda nenhuma visibilidade de aquisição dos produtos. Faltam poucos dias...

Feriadão da Semana Santa encolheu, encurtou. Nas escolas já não se fala mais de Páscoa, de Semana Santa, de coelhinho, e muito menos de ressurreição. O que é esse palavrão?

Familiarmente, recordações e gestos para estender a cultura de outrora. Procurando os ovos coloridos no quintal, deixados pelo coelhinho seguindo suas as pistas de suas pegadinhas.

Em algumas delas, crianças e adultos se reúnem para fazer bolachinhas e chocolates, envolvendo todas as idades através das criativas formas e recheios conforme o paladar da galerinha.

As avós, criativamente pensando na obesidade precoce, EM UMA Páscoa saudável, tentam articular substituições dos doces e chocolates por histórias de sua época, em que o Coelhinho pintava até gatos, cachorros e galinhas do entorno. E que também penduravam as cestinhas com ornamentações inesquecíveis nas árvores frutíferas do pátio da casa.Ou cria programações que envolvam a todos.

(Foto: Sulisia Westphal) 

Por outro lado, as famílias por várias características, já não se encontram como outrora. Primeiramente porque as avós 2019 raramente são gourmets. Em sua maioria ainda trabalham e esperam ansiosamente por um período de descanso. Acreditam que os ambientes são capazes de potencializar o amor entre os pequenos e grandes. Para poder dar amor, faz-se necessário dar-se um tempo reabastecendo-se. A Páscoa é um tempo propício para reflexões de quem doou seu Amor Maior por nós.

Este ano, além das acelerações, da ansiedade em excesso, das pressões e depressões cotidianas, das crianças e das pessoas cada vez mais agitadas, desorganizadas, desrespeitosas, mimadas, superprotegidas, menos verdadeiras, menos cooperativas, mais carentes de afeto, de olhar e carinho dos pais, o destaque fica para as mudanças climáticas cada vez mais impactantes.

Chuvas em excesso em pouco tempo, calor exagerado, neve em proporções nunca vistas completamente fora de época, deslizamentos, desmoronamentos de encostas, de prédios, alagamento irremediáveis.

Enquanto isso surge a novidade das CIDADES ESPONJAS planejadas para absorver as quantidades exageradas de água das chuvas, com abundantes telhados verdes e, principalmente muitas árvores. 

HÁ ESPERANÇA!

CRIE A SUA E VIVENCIE UMA FELIZ PÁSCOA 2019. 



08 Abril 2019 10:49:00


(Foto: Divulgação)/

Sábado nublado. O ritual do supermercado permanece. Lista na mão. Sem expandir olhares para as tentações nas gôndolas. O diferente aconteceu na fila de espera do caixa. Bem à minha direita uma cena fez e faz refletir.

Um menino de aproximadamente cinco anos, caminha timidamente ao lado do pai e pergunta: _ Pai, compra uma banana pra mim? É tão boa... Pergunta e palavras que se perderam no movimento das filas. Sem eco, sem resposta. Com eles uma moça, que deu para perceber tratar-se da namorada do pai, ostentando um pacote de comida especial para gatos... Comentou que era até recheada...

Assim, chocada diante daquele menino com um desejo e um pedido tão simples, "de querer comprar banana, e sem resposta," fez com que eu continuasse a acompanhar os três na expectativa de quem pagaria a conta. Foi a namorada. Fiquei menos incomodada.

Ainda assim, não foi possível interromper a elucubração... Seria uma criança passando o final de semana com o pai? O que levou à indiferença, à negação pública diante de um pedido tão saudável, feito de maneira educada e justificada? Estaria sem dinheiro, sem emprego... Ou estava com o filho por obrigação e achou muito chato ter que sair da fila para procurar bananas. Mas o "saco de ração para gatos estava diante do olhar do menino desejante.

Pensei nos muitos filhos que se calam e sequer expressam o que desejam o que pensam o que sentem. Também incluí em meus pensamentos os filhos/netos, que habitualmente pedem guloseimas, brinquedos, supérfluos de todos os tipos e sequer sabem pedir educadamente. Geralmente choram em tom elevado ou se jogam no chão fazendo birras... E ao final, obtendo o que desejaram.

Ansiosamente teci um paralelo analisando os efeitos cotidianos de simples negações como estas: a de uma "banana, que segundo o menino, é muito boa!" Que personalidade pode estar se formando?

Pensei nos "meninos crescidos de Suzano". Será que tiveram desejos, sonhos, negações ao longo de sua breve vida? Que características contribuíram na formação de sua personalidade?

Analisei minha postura silenciosa. Pensei na intensidade de minha covardia, pois sequer me ofereci para levar o menino para escolher a sua fruta. Não me senti confortável para interferir no cenário ali apresentado.

Filhos, filhas, pequenos e grandes, quantos finais de semana com a guarda compartilhada. Quantos descasos visíveis para a sua presença na vida dos novos relacionamentos dos pais. Quanta falta de afeto, de amor, de presença... Quantas mochilas incompletas no início da semana... Pais esquecendo seu papel na formação dos filhos...

Ou não!?

Muito amor visível, muitos gestos de carinho e acolhida no ampliar das famílias. Muita paciência e persistência. Muita vida compartilhada. Regras, rotina e combinados são muito importantes. Conversar sobre a importância entre os diferentes, sobre os sentimentos, atitudes, ações e discussões para desenvolver valores. Menos celular...


01 Abril 2019 10:47:00


(Foto: Divulgação) 

DIA DOIS DE ABRIL É O DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO. Por isso esta semana, este mês, enfatiza a importância da Conscientização e, neste dia as pessoas vestem-se de AZUL como forma de apoio a causa. O Movimento vai se ampliando a cada ano. Uma corrente que se fortalece. Uns convidam aos outros a participar. VOCÊ também está convidado! 

Nesta época é quando mais ouvimos e aprendemos sobre o TEA - Transtorno do Espectro Autista. Principalmente porque as crianças, os adolescentes, os adultos passam a ser um número cada vez maior em nosso entorno. Transtorno do Espectro no sentido de que não há um autismo, mas muitos tipos, causados por diferentes combinações de influências genéticas e ambientais. O termo "espectro" reflete a ampla variação nos desafios e nas características de cada pessoa com autismo.

Desde 2006 atuo como Professora de Educação Especial / Psicopedagoga Institucional. Desde 2014 faço parte da Sala Multimeios, ou seja, de uma Sala de Recursos Multifuncional que atende crianças e estudantes com Deficiências, Autismo, Altas Habilidades e Superdotação.

Assim, é possível constatar que está havendo um grande aumento do número de crianças e estudantes com TEA, diagnosticados e/ou encaminhados para avaliações. Posso afirmar também que cada um tem suas especificidades. Mas que antes de tudo ali, está um ser humano a ser conhecido e compreendido pelas suas características diferenciadas.

Outro aspecto fundamental está na aceitação e na articulação familiar e os respectivos atendimentos e parcerias estabelecidas. Quanto maior comprometimento, maior qualidade e possibilidades nos avanços. 

Assim também, percebe-se a importância dos Profissionais de Educação Especial de uma Sala Multimeios dentro do contexto escolar, na tentativa de uma inclusão exitosa a partir das trocas e parcerias por e para um trabalho colaborativo. Sempre haverá dois lados que podem agregar ideias, sugestões, trocas, novas tentativas em prol de "nossa criança/e ou nosso estudante com TEA"ou com Deficiência/Altas Habilidades e Superdotação.

Lamentável quando em 2019 ainda existem resistências e argumentações relacionados a falta de formação para trabalhar com tais sujeitos. Os conhecimentos, as informações, a diversidade presente em cada sala de aula requer um olhar ampliado sobre as estratégias e os planejamentos. Basta ir "ao encontro" ao invés de ir "de encontro" e sair murmurando que INCLUSÃO NÃO EXISTE. Ela existe sim, a partir do olhar e do querer de cada um. Sempre haverá a família e o profissional resistentes e os que contribuirão em cada processo, em cada história.

Faz-se necessário enfatizar com orgulho e gratidão que muitos professores e colegas de aula já aderiram e aderem à causa com visibilidade. Parabéns!

Igualmente aos pais que já fazem parte de nosso Grupo "Famílias de Pais do Polo Virgílio". Em especial aos Pais de Filhos com Autismo, Parabéns! 

Vamos vestir sim a cor AZUL. QUEREMOS REFORÇAR E AMPLIAR ESTA CONSCIENTIZAÇÃO.

NESTA TERÇA, DIA 2 DE ABRIL, VISTA AZUL!

(Foto: Divulgação)

Por que a cor e os símbolos?

1- A cor azul - o azul representa a maior incidência de casos no sexo masculino. Para conscientizar a população sobre o TEA, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo que ocorre no dia 2 de abril, vários monumentos significativos e edifícios de várias partes do mundo ficam iluminados com a cor azul.

2- A peça de quebra cabeça - representa a complexidade do autismo e seus diferentes espectros que se encaixam formando o TEA. O logotipo da peça de quebra-cabeça foi usado pela primeira vez em 1963 e foi popularizado pela Autism Speaks . Eles o usam para simbolizar a ideia de que pessoas autistas são difíceis de compreender (como um quebra-cabeça) e que a "cura" para o autismo é a peça que falta.

3- A fita de conscientização que é utilizada também por outras causas, mas em cores diferentes, é permeada de simbologia. A fita do quebra-cabeça foi adotada em 1999 como o sinal universal da consciência do autismo. Embora essa imagem seja uma marca registrada da Sociedade do Autismo. Além de trazer o quebra cabeça, suas peças, são em cores diferentes isso representa a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o transtorno. As cores fortes representam a esperança em relação aos tratamentos e à conscientização da sociedade em geral. É usada para identificar locais onde pessoas com TEA são bem-vindas.

4- O logotipo da neurodiversidade , um sinal do infinito do arco-íris, foi colocado como uma alternativa para a peça do quebra-cabeça. O logotipo celebra a diversidade e a esperança. É um motivo comum no movimento de aceitação do autismo. No entanto, ele também pode ser visto como muito passivo e facilmente inundado por aqueles que afirmam que a neurodiversidade está tentando atrair a comunidade de gays e lésbicas para aceitação em vez de buscar uma identidade própria.

Como se pode ver, as polêmicas estão muito mais relacionadas em como as pessoas vêem os símbolos. Não temos a intenção de entrar nesta polêmica. Para nós o TEA é o que interessa, como uma causa e é esta a simbologia que queremos levar em frente. Boa informação para pais, famílias, médicos e profissionais de saúde e para todos que se interessam por informações.

(Imagem: Divulgação)





25 Março 2019 11:20:00


(Foto: Divulgação) 

Várias possibilidades podem nos deixar 24 horas desconectadas: Esqueceu o celular, ficou sem área, sem bateria, teve seu aparelho travado, roubado, extraviado ou simplesmente teve tantas atividades presenciais que o esqueceu por um dia.

Muitas variáveis podem ocorrer como consequências: Alguém precisou muitíssimo de sua presença e não a encontrou; uma pessoa pode falecer, seu velório e sepultamento já passaram. Como não possui mais o telefone fixo, ninguém consegue avisá-la.

Se já passou por esta experiência bem sabe quantas dificuldades temos que ultrapassar. Se ocorrer em final de semana, geralmente não comprometerá seus relacionamentos profissionais. Mas no mínimo a família precisaria saber o ocorrido para não se preocupar em vão. Pois se qualquer uma das hipóteses acontecerem com você durante a semana os prejuízos pode ser irreversível.

Ainda bem que grande parte dos conectados têm por hábito verificar se sua mensagem foi realmente enviada e se foi recebida e lida.

Preferimos não insistir que o "tal aparelhinho" é somente gerador de impossibilidades: Não permite que a família "veja" seus grandes e pequenos crescerem ao seu redor. Rouba-nos um tempo precioso agregador de valores e conhecimentos por nos distrair com as mensagens, vídeos e babaquices das pessoas "com tempo". Faz-nos esquecer substituindo os emojis por olhares, afetos, carinhos, gestos afetivos reais, palavras...

Mas devemos ser gratas pelas incontáveis possibilidades como a de estar perto de quem está longe, de poder comunicar-se sem se deslocar em um trânsito quase paralisado, do poder articulador quando utilizado para comunicar faltas, atrasos ou mal entendidos, pelo fato de muitas vezes ser o nosso "computador encolhido" do tamanho das mãos podendo receber, enviar importantes mensagens, registros, fotos vídeos decisivos na construção ou desconstrução dos relacionamentos.

Acima de tudo, quando você ouvir o tilintar de mais uma mensagem ou ligação recebidas, se descubra como uma pessoa equilibrada, controlada, madura, com ética suficiente para discernir sobre o momento, o local, o tom de voz e a hora certa de responder ou atender.

Ficar um dia sem, ou, dias sem seu celular é um desafio. Assim, como também é desafiador uma pessoa bem ao seu lado com os olhos na tela e os ouvidos no som do fone o tempo todo. Pior ainda, quando fala tão alto que todos ao redor além de incomodados ficam conhecendo sua história.

Você conseguiria? Faça a experiência. Convide seu entorno. Bom desafio. A sensação de conseguir sem se estressar faz muito bem. Acalma. Você consegue ser mais perceptivo. Tente! 



18 Março 2019 10:43:00


(Foto: Divulgação) 

Sim... O massacre brasileiro em Suzano perpassa os dias fazendo-nos ficar cada vez mais perplexos. Mas principalmente, mais atentos ao mundo "esvaziado de sentido, violento e desumanizado" do qual fazemos parte.

Sinceramente, ainda não sei responder se minha "corresponsabilidade mais gritante é como mãe, como avó, como professora, como mulher, como colunista, ou, simplesmente como pessoa que vive neste Planeta. O que posso fazer para acompanhar uma geração diferente?


Mentes Consumistas

Ao longo dos últimos quinze anos, no dia a dia de seu consultório, a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva assistiu ao significativo aumento do número de jovens adultos em busca de ajuda contra angústia, ansiedade, depressão. Do consumismo à compulsão por compras. Nunca as crianças tiveram tanto. Ao mesmo tempo estão tão insatisfeitas, insaciáveis. O consumismo na tentativa de preencher o vazio. O vazio da presença familiar, da falta de amor, da falta de tempo afetivo, da falta de ter alguém ao lado para e com elas. A falta de fé, de valores do que é certo e errado, do que pode e do que não pode. A falta de respeito, de ética, a falta de amor pelo outro... A falta de muito... A falta de tudo... ONDE FALHAMOS?


Qual o meu papel?

Fiquei impactada, continuo pensativa em como posso ser útil fazendo alguma diferença em meu contexto. Por outro lado, tenho me deparado com reflexões profundas que aumentam cada vez mais a nossa conscientização de que precisamos nos mobilizar por e para uma mudança urgente. A geração que aí está, carece de amor, de afeto, de carinho, de valores, de sentido de vida...


Qual a sua resposta?

 _ "Que valor você vê na vida? - Você é grato pelo que você é? - O que é um valor importante para você? _ TER ou SER? _ O que é gratidão? _ É possível senti-la? Onde falhamos?


E agora?

Em uma mesma semana dois massacres: Brasil e Nova Zelândia. Entrelaçados... Complexos... Forçadamente precisamos pensar em mudanças... Em possibilidades de prevenções... O que faz "nossos monstros" vir à tona? Relembro que tinha por hábito contar às crianças que todos temos dentro de nós dois bichinhos: O do bem e o do mal. Àquele a quem damos mais alimentos, vai ser maior dentro da gente e vai mandar em nossas atitudes e em nosso jeito de ser. Que alimentos são estes? A verdade, o respeito, o amor, tratar bem as pessoas, os amigos, os professores... E o inverso: mentir, bater, ser falso, fofoqueiro, desrespeitar...


A educação

Gostei muito quando li: "A educação deveria ser um processo de desenvolvimento pleno, acolhedor".


Fica a pergunta:

O que estamos fazendo ou podemos fazer para educar desta forma? Aonde as crianças 2019 podem encontrar um ambiente acolhedor, que transmita o sentido de vida, a compreensão da Família, da Escola e de sua participação e consequente corresponsabilidade?

Aonde é possível HOJE, encontrar um ambiente, tempo/espaço para cuidar do outro, para dialogar, refletir, estimular, valorizar bons gestos e boas atitudes. 

Como famílias e escola podem se unir para que as crianças não se sintam sozinhas cheias de medo, de raiva, de frustrações, sem possibilidades de diálogo e socorro.

PRECISAMOS MUDANÇAS. COMO?

"A MUDANÇA CABE NA MÃO DE CADA UM DE NÓS"! Começa na escolha de pequenos gestos com gentilezas... Reduza o tempo no celular... Na TV... Brincar mais tempo ao ar livre... Explorar e valorizar os detalhes da natureza...






OPINIÃO
11 Março 2019 11:12:00


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Em um passado nem tão longínquo, raras eram as fotos em preto e branco que costumávamos "tirar" anualmente para identificação em nossos documentos. Sequer tínhamos a opção de escolha. Era um clique representando-nos durante todo um ano. Feias (os) ou bonitas (os) lá estávamos representadas (os).

De repente, pode-se dizer, estamos todo o tempo em vários lugares e em infinitas possibilidades. Muitas vezes esquecendo-nos de que com elas, a foto, os cliques, está dito parte de quem somos, de quem representamos aqui ou acolá.

Foi a partir da escolha da foto atual no perfil de meu WhatsApp que comecei a observar com mais atenção às fotos de meus contatos. Pensei várias vezes se estariam entendendo o que faço ao lado de um Bob Esponja. Assim passei a ampliar o meu olhar sobre o que estariam querendo nos dizer através das suas escolhas. Observação muito importante quando coletamos informações sobre o perfil de um grupo que passamos a fazer parte. 

O que cada um escolheu para "representá-los ali, neste espaço virtual? 

Revisite seu perfil e tente responder de você para você. Já havia analisado nesta perspectiva anteriormente? O que encontramos?

 Muitos escolhem a família. Outros a maternidade trazendo com sua foto a de seus filhos. Outros apresentam um recorte de uma viagem recente. Há os que optam por uma selfie sensual, ou elegem flashes em que parecem mais lindos do que são no dia a dia, mais maquiados, produzidos. Também encontramos fotos criativas, que incluem belas paisagens, mensagens diversas e/ou ainda a divulgação de um evento em que fará parte. Muitos ainda sem fotos, ou escolhem algum objeto ou planta ou caricatura para representá-los. E com esta análise relembramos dos muitos casos em que as fotos são clonadas, falsas, sujeitas a golpes inacreditáveis. 

Quando iniciei o ano letivo, escolhi uma foto recente clicada na Disney/ Orlando com o Bob Esponja, fazendo um sinal de coração/amor saindo do meu peito. Fiz esta foto pensando amorosamente nas "minhas crianças" e "nos meus estudantes com Autismo", que conheci em 2018 e as/os quais atendi e atendo como Professora de Educação Especial da Sala Multimeios do Polo Virgílio Várzea, em Canasvieiras, Florianópolis. Acreditei na repercussão para àqueles que a frequentam, uma vez que lá estão alguns personagens confeccionados em texturas e modelos diferentes. Sabia do significado para muitos. Obtive as reações esperadas: Alegria, vínculos não somente com eles, mas com seus colegas, com seus familiares e com os demais profissionais envolvidos. Uma forma de comunicação para dizer que longe ou perto fazem parte. 

No Face, também é possível ampliar esta rede de informações por e para eles e todos os demais envolvidos. Divulgar as oportunidades de expandirmos nosso olhar e nosso agir sobre este universo de crianças, jovens e adultos ainda muitas vezes incompreendidos em suas habilidades e capacidades é outra forma de parceria.

Reflexão: Uma foto pode fazer a diferença. Pense bem antes de divulgá-la.

Gratidão a todos que de alguma maneira nos inspiram e nos movem a buscar conhecer cada vez mais. Pois cada um é único em sua história pessoal, em suas especificidades. Muitos dias voltamos para casa com interrogações se de fato estamos propiciando as estratégias adequadas para seu desenvolvimento. Com estes e outros tantos questionamentos e trocas as parcerias vão se ampliando e se fortalecendo nas imperfeições a que todos estamos suscetíveis.



OPINIÃO
04 Março 2019 16:27:00


Na semana da alegria, para muitos "foliões", pular, dançar em grupo, sair nos blocos ou nas Escolas de Samba é pura diversão. Entre eles, os que se dedicam e vivenciam expectativas durante o ano inteiro para sair na avenida, na passarela, com glamour, com encantamento, com paixão pela sua Escola, interiorizando o tema, entoando o samba enredo, participando direta ou indiretamente da construção das alegorias, das fantasias. Mas acima de tudo encontra nesta data o motivo de sentido de vida. Motivo para agir, ser e solidarizar-se para sentir as sensações e desejar estar entre os vencedores. 

Tempo anual de substituir tristezas, fracassos e decepções pessoais por um tempo de alegria. Pois ao requebrar o corpo ao som das marchinhas carnavalescas tradicionais, a mente agradece. Os arquivos de infância, de adolescência, da vida de adulto parecem acordar e fazer o corpo balançar no ritmo que ali se apresenta.

Na semana anterior, chegando à academia para as atividades físicas, lá estava a alegria. As marchinhas, a Professora fantasiada e muito bem caracterizada com seus talentos de pintura facial, a penumbra, os fitilhos, os confetes. Lá estava o nosso corpo, após cada equipamento seguindo um passo diferente. Comprovadamente estes ingredientes são capazes de promover a alegria que todos trazemos, mas que muitas vezes não encontramos as formas adequadas para extravasar.

Para outros, a alegria está nos dias de descanso e de rotina diferenciada. Tempo para reencontrar e conviver com amigos e familiares.

Existem àqueles, uma grande maioria que só consegue estar empolgada, dando vez para sua alegria pessoal ingerindo bebidas em companhia de seus queridos. Novamente alguns sabendo a dosagem adequada e outros extrapolando. 

Uma grande parte, no entanto, aproveita o feriadão brasileiro para ampliar o seu bem-estar, o seu convívio, a sua espiritualidade, a sua alegria interior, participando de encontros e retiros espirituais abastecendo e renovando a alma. Tempo para extravasar a gratidão pela vida e pela grandeza deste que é Superior em criatividade, beleza, generosidade e amor para com todos.

Na verdade, a busca pela alegria é algo presente nas entranhas de todos os seres. As formas e as respostas que a promovem é que podem ser muito diferentes: As riquezas da variedade humana, o berço cultural, o ambiente em que cada criança cresce realmente faz muita diferença.

Mas como existe tempo para tudo, para muitos também é tempo de acomodar e administrar a sua tristeza, suas finanças, seu relógio, sua fuga do agito, seu "descompromisso", seu arejar, seu descanso necessário.

Viva a Vida! Lembre de valorizar o agora, independente do segmento em que você se encontrar! Permita uma oportunidade para se alegrar. É preciso!




CONEXÃO
25 Fevereiro 2019 10:45:00


(Foto: Divulgação) 

Cresci acompanhando meu Pai "trocando focos", e eu como assistente, segurando-os com muito cuidado para não quebrar. Hoje, continuo acompanhando as trocas de foco/lâmpadas, mas para maior economia. São cada vez mais frequentes as trocas de fluorescentes por led.

Coincidentemente, mais de cinco décadas depois, "FOCO" continua sendo uma palavra que merece nosso alerta. Não no sentido de uma lâmpada que queimou ou precise ser trocada porque vai iluminar um ambiente. Mas por ser uma característica oscilante e predominante na vida das pessoas nos diferentes espaços, independente de sua faixa etária. Estão cada vez mais dispersas, mais estressadas, mais tensas, mais ansiosas, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Entre elas, guardando objetos sem foco, e assim tendo que investir de seu tempo, (cada vez mais escasso) para encontrá-lo. Portanto, ações impactantes crescem em nosso entorno pela falta de concentração e atenção. Falta foco no que está sendo feito no aqui e no agora. Pais esquecem filhos no carro, mulheres e homens chegam a esquecer o local em que estacionaram seu carro, outros chegam a esquecer de fazer as refeições. Outras começam e não concluem seus raciocínios, seus diálogos ou solicitações porque já estão com o foco em outra atividade.

Culpados

É o que frequentemente buscamos para justificar atitudes inadequadas, inconvenientes, constrangedoras. Parece que o número de pessoas e de crianças "pilhadas" está presente em quase todas as famílias. Mas a lista de "culpados envolventes" também se agiganta em nossa volta: Crise, troca de governo, padrão acima das entradas mensais, promoções tentadoras, início das aulas, carnaval, tecnologias, grupos de whats, redes sociais, leituras obrigatórias... Ser Mulher, Mãe, Filha, Amiga, Profissional, Madrinha...

Neste caso, foco contemporâneo é um alerta de que precisamos realmente de luz para iluminar nosso cérebro, nosso ser, tentando reconstruir nossas ações, reorganizar nossa agenda pessoal diária, planejar e administrar finanças e relacionamentos familiares. E, assim, com mais foco, com encontros e gestos além das telas, relembrar com mais facilidade os trajetos e movimentos anteriores, encontrando sem estresse os objetos e as senhas que hoje estão na lista dos mais perdidos/extraviados: as chaves e o carregador de celular, os boletos entre outros.

COMO ACALMAR A NOSSA MENTE?

De repente, estamos no segmento das pessoas que precisam dar conta das agendas transbordantes e, consequentemente, necessitam de muito foco e organização para conviver neste mundo que é uma verdadeira "Caixinha de Tentações", tentando nossa atenção a todo o momento.

*Ouvir músicas relaxantes. Ler um livro antes de deitar ao invés de tecnologias e ou TV... Orar... Meditar... pode estar entre as atividades que podem auxiliar. Ou...

*Fazer reuniões com as pessoas de seu convívio confiscando os celulares por um determinado tempo, exigindo olhares e foco para ouvir sugestões que qualifiquem o seu convívio;

*Definir objetivos, entendê-los e criar um percurso de prioridades e planejamento. O que queremos;

*Outras motivações estão em listar em conjunto alguns tópicos e deixar visível (tempo, tarefa difícil, otimização, premiações, atividades físicas e lazer, conhecer seus limites, evitar isolamento social...

*Importante para foco: Feche o navegador, o programa de e-mail, desligue as notificações, a Internet, estabelecer uma atividade importante (uma janela) para executar, limpe sua mesa... "Aumente seu foco com a mente de um monge".





18 Fevereiro 2019 10:21:00


Em Congresso Educacional recente, com uma presença representativa durante as férias, aproximadamente um mil e trezentos participantes, uma palavra transitou em todas as falas: Vivenciar para aprender. Vivenciar, diferente de experimentar.

A partir desta ênfase, muitos questionamentos internalizados bailavam em meus contextos:

Parada para recordar:

Qual é em sua vida a aprendizagem de infância que você carrega para sempre? Qual professor você admira, tipo ídolo pelo seu jeito diferenciado de "ensinar/transmitir" conhecimento? Qual ação de seus pais repercute positivamente em sua vida para sempre? E de seus avós, padrinhos, amigos, vizinhos... 

Por que as bandas covers reúnem ainda tantos fãs e de todas as gerações? Será que as crianças e adolescentes da geração atual viverão estes fenômenos?

Algumas respostas:

Com certeza em todas as respostas estão nossas vivências. Tudo que vivemos, presenciamos, provamos, nos envolvemos, "experenciamos". Os tempos de vivências com nossos pais, avós, vizinhos, amigos, professores são recordações que nos acompanham. E, a torcida não cala: Que sejam positivas!

A imagem

Quando encontrei a imagem da família em torno da leitura de um livro, logo a resposta primeira foi: Cena em extinção. Os pais normalmente sobrecarregados, sem tempo, sem paciência para a leitura de um livro e consequente diálogo sobre os valores ali contidos. Por sua vez, os filhos, sem o menor interesse e paciência para sentar, ouvir e interagir com uma leitura em família. Não importa se é um livro, um vídeo, uma mensagem de Whats, ou a letra de uma música Aliás, parabéns para as famílias que ainda conseguem investir tempo em diálogos e formações positivas na construção da personalidade de seus filhos, netos, sobrinhos, amigos, vizinhos. 

O que presenciamos são os pais delegando tais características, vivências de seus pequenos e grandes para a Escola, para os Professores.

Sugestões

Rever a organização de suas rotinas. Principalmente por ainda estarmos iniciando um novo ano letivo. Mais tempo para sua família, para seu entorno. Promover momentos para ouvi-los e procurar atender aos gostos da diversidade ali presencial. Pode ser muito difícil iniciar um movimento. Mas pode ser de grande repercussão. Menos tecnologia, menos momentos individuais, MAIS VIVÊNCIAS.

Que tal trazer uma letra de música, que conta uma história, um fato que permanece eternizada por décadas e tecer um paralelo com a letra da música mais ouvida por ele?

Refletir também é uma forma de interagir, vivenciar os valores que permanecem em nós e não podemos deixar de perpetuar,

Provocação: 

Conseguiu parar para pensar nos questionamentos e em suas respostas? A maioria não conseguiu ler até aqui. Vivemos em um tempo que não nos concentramos mais em palavras, mas em VIVÊNCIAS.

Em que você acredita e gostaria de passar para seus familiares/alunos? Que tema pode envolver a todos a partir de uma pizza de vários sabores, por exemplo, em torno da mesa, ou em uma roda de conversa? VIVÊNCIAS!


11 Fevereiro 2019 11:30:00


(Foto: Divulgação) 

Iniciamos uma nova semana com palavras ecoando em nossa alma: "O sonho dos dez meninos chega a um fim trágico. E entre eles dois de Santa Catarina".

Entristecemos com mais um cenário que podia ter sido evitado. Ao mesmo tempo, conhecemos recortes do cotidiano de meninos que buscam a realização de seus desejos, seus árduos caminhos. Pudemos presenciar igualmente o recorte dos sonhos de famílias amigos e comunidades inteiras apostando e torcendo na habilidade precoce de seus queridos atletas meninos.

Diante dos inúmeros flashes mais uma tristeza toma conta do contexto nacional. Por outro lado, grande número de meninos e meninas, de crianças inicia um novo ano letivo. Uma pergunta não quer calar: Que sonhos, que desejos trazem ou não em sua mochila? 

E os professores, será que estão renovando em seus materiais as palavras eternizadas de Rubem Alves: "Que lindo e simples resumo da tarefa da Educação! Plantar jardins, construir cidades-jardins, mudar o mundo, torná-lo belo e manso. Aprender construindo. Aprender fazendo. Para que as crianças possam brincar. Para que os adultos possam voltar a serem crianças. E espalhar sonhos, parques, jardins, cidades e povos se fazem com sonhos."

Ideias ultrapassadas? Será possível? Pois pela primeira vez soube de uma Escola que recebeu suas crianças e estudantes com as paredes completamente vazias. Vazias de quê? Quando a coordenação foi questionada, eis a resposta: Cada criança e sua turma "construirão" os brinquedos, as paredes com suas obras.

Você já havia pensado qual é um dos requisitos para desejar, para poder sonhar? 

É PRECISO CONHECER. Só posso desejar o que conheço.

O que você gostaria muito, que você chega a desejar/sonhar que seja diferente em 2019?

Desejos de transformação, quem sabe... Ser diferente em quê?

Exige pelo menos algumas características: Amor não pode ser terceirizado. Ampliar a visão de mundo para a diversidade é preciso. Cada um tem uma forma de se apresentar para o outro, para o mundo. Cada uma tem uma forma diferente de conhecer, de aprender. De ser e agir. 

E a inclusão? Ela não é um favor. É um processo de melhora do mundo para todos, diz Lau Patrón. Diagnóstico de deficiência não é de forma alguma engessamento. É ponto de partida. É a busca de alternativas, de redes de professores para ações pedagógicas intencionais que atendam o maior número de características dos estudantes. E não apenas, uma atividade diferenciada para àquela especificidade daquele sujeito ali inserido. Há um potencial a desenvolver. Em parcerias, em um trabalho compartilhado, colaborativo as ideias exitosas vão tomando proporções surpreendentes.

Desenvolver novas práticas, eis um dos desejos e sonhos de muitos.

Menos whats, mais contato familiar.

_ Como foi o seu dia? 

Parar e ouvir a pergunta, a resposta. Insistir, agregar um olhar, uma palavra, um elogio, um toque. Encontrar mais tempo para vivências. Pois a influência do ambiente tem muito a contribuir na formação da personalidade das crianças. Por meio da criança é possível criar mudanças. 

Qual o seu desejo? O seu sonho para sua vida? Que narrativa você tem para desejá-los?

E os sonhos dos DEZ MENINOS? Que Deus os acolha e conforte aos familiares e amigos.



04 Fevereiro 2019 11:09:00


(Foto: Divulgação) /

Brumadinho, Minas Gerais... Tragédia impactante... As barragens... Os rejeitos da mineradora... A rapidez... O grande número de vítimas... O horário... A dimensão da devastação... Vidas... Famílias... Bens... Resgates... Identificações... O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e de várias partes do Brasil... Os cães farejadores... As Indenizações... A Solidariedade... Tantos aspectos abordados durante toda a semana...

Surpreendente

Circulam notícias, vídeos, registros sobre salvamentos inusitados. No entanto, chega a emocionar a criatividade solidária, capaz de formar grupos anônimos inimagináveis.

Diariamente temos presenciado pessoas completamente enlameadas com os abundantes rejeitos da tragédia, na árdua missão de localizar mais vítimas desaparecidas. Entre as pessoas, um grupo cristão que se mobilizou e encontrou uma forma interessante na tentativa de amenizar o pesado quadro ali instalado. Apresentaram a idéia de cuidar das roupas das equipes de resgate. Solicitaram e receberam como doações máquinas de lavar e secar as roupas dos envolvidos, e transformaram uma igreja em lavanderia 24 horas. De acordo com as voluntárias, são lavadas 200 peças de roupa por dia, incluindo a higienização com formol. Depois, são passadas e embaladas individualmente em sacos plásticos. Os bombeiros recebem ainda um bilhete carinhoso e uma barrinha de cereal. 

Confesso que diante das cenas observadas, nunca pensaria neste tipo de ajuda, que com certeza motiva ainda mais as equipes, que acredito sentirem-se muito bem com tais cuidados, considerando o estado diário das roupas utilizadas.

Outro grupo, pois acredito que devam existir muitos gestos que nunca teremos conhecimento, nasceu de uma pessoa que fechou temporariamente seu estabelecimento onde eram servidos pratos comerciais e veio oferecer sua experiência em prol das pessoas envolvidas. Algumas adesões aconteceram durante o fim de semana, ou dia de folga no trabalho.

Em ambos os casos, a partir de sua divulgação, crescem pelas "adesões em prol do outro", que por sua vez, voluntariamente já está no local para ajudar onde for necessário. 

A dor

Realmente ela não tem preço. É uma dor imensurável que reflete em várias instâncias. E com ela aparecem os porquês, os para quês...

A dor que toma uma proporção internacional. A dor que por sua vez dispara alerta para que uma terceira História Trágica não venha a se repetir. A dor que traz o medo para quem vive nas proximidades de outras barragens... A dor que instiga às verdadeiras causas que provocaram tamanha fatalidade...

A dor que nos chama a participar... 

Quantas vezes, bem perto estão pessoas necessitando de ajuda e não sabemos como agir. Ou optamos em ignorar, fazendo de conta que não vemos, ou ainda, simplesmente negamos qualquer tipo de ajuda com argumentos infundados. Afinal, temos nossas habilidades a ser ofertadas, mas pela crise nacional somos facilmente contagiados ficar encerrados em nós mesmos.

Que estas pequenas/grandes verdades possam ser farol para iluminar outras formas de solidariedade.





28 Janeiro 2019 13:43:00

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(Foto: Sulisia Westphal Román) /

No verão, além do calor, praia, convívios familiares existem outros momentos privilegiados à beira mar: pedaladas, surf, caminhadas, "sentadas reflexivas" usufruindo a paisagem e o frescor do ambiente, principalmente em dia de chuva, em que a areia é perceptível. As pessoas se recolhem e buscam alternativas. Os Transatlânticos embelezam os cenários.

De repente, em meio à harmonia, eis que uma folha se desprende de uma amendoeira e cai aos meus pés. (foto)

Estava exatamente embaixo de uma árvore. Uma amendoeira com grandes folhas verdes, brilhantes, tão proveitosas em uma estação aquecida como esta. Como é possível produzir folha tão minúscula em comparação com as demais? Tão colorida... Quisera ser bióloga para compreender tal transformação. Ou tal deficiência que contribuiu para que ela não se desenvolvesse.

Verão, férias, reflexão! Pensei no ser humano: 

Por que tantas vezes esperamos transformações que nunca conseguimos vislumbrar? Ou, temos tanta dificuldade para aceitação das pessoas com suas reações e atos tão diferentes dos nossos?

Por que a transformação é tão difícil? Por que sozinhos não as percebemos? Transformação para quê?

A conexão estava para um Professor de Psicologia Positiva em Harvard, Dr. Tal Ben-Shahar, professor da Alegria. Uma formação optativa na graduação que iniciou com menos de dez estudantes e obtém um grande número atualmente, devido à conscientização da importância de ser feliz como contribuição para a qualificação profissional. Hoje com vários livros publicados.

Muito interessante, quando em uma publicação em 2014, li sobre a comparação da felicidade com um controle remoto: Perdemos sempre, procuramos loucamente e inúmeras vezes estamos sentadas sobre ele. Analogia que pode ser feita com a alegria, com a felicidade. Geralmente estão dentro da gente. Quando a descobrimos como importante, e a buscamos, a transformação pode acontecer. Podemos nos transformar em pessoas melhores.

Para Shahar- Harvard, seis chaves são importantes para contribuir para sermos felizes: Perdoar nossos fracassos; Ser gratos e não veras coisas boas como garantidas; Praticar esporte/ atividade física regularmente; Simplificar no lazer e no trabalho concentrando-se, desconectando-se quando estiver em família; Aprender a meditar/orar; Treinar a resiliência, enfrentando as adversidades acreditando que a felicidade depende de nosso estado mental.

Existem coisas simples do cotidiano que chegamos a ignorar. Uma folha colorida caindo aos nossos pés pode parecer bobagem. Mas depende exclusivamente de nós para fazerem diferença na vida de alguém. "Ser feliz é uma questão de apreciar o que temos agora, de estar em paz e plenitude com o que temos." 

Deseja alguma transformação em 2019? Olho Vivo! Mão à obra! 


21 Janeiro 2019 11:09:00


(Foto: Sulisia W. Roman) /

Foi na Legoland Flórida- Parque da Lego em Orlando, que além das incríveis criações com Lego, pude interagir com uma super tela feita com mais de mil quadradinhos de aproximadamente 10 centímetros. 

Em um local do Parque de bastante fluxo de pessoas, havia algumas convidando a conhecer e a participar gratuitamente da construção de uma tela gigante de Legos a partir de um quadrado que já vinha com a pintura que necessariamente precisava ser preenchida com as peças nas cores demarcadas. Para isso estavam disponibilizados vários cestos contendo as diferentes cores.  

Não havia idade limite pra interagir. O prazer estava em contemplar a receptividade dos visitantes quando convidados a participar. 

Ao mesmo tempo, ao lado, havia um concurso de criatividade livre para quem quisesse construir sua obra sem critérios pré-estabelecidos. Os mais criativos seriam premiados.


(Foto: Sulisia W. Roman) /

Um dia todo quase não foi suficiente para apreciar as obras ali disponibilizadas. Além de vários brinquedos oferecidos para diferentes idades. O destaque foi para uma espécie de círculo de cavalinhos para montar, que uma vez acionado imitava movimentos parecidos com o Barco Viking, porém incluindo movimentos circulares.

Na verdade, quando conhecemos anteriormente o ritmo dos Parques da Disney World, é um espaço bem agitado, proporcionando menos adrenalina. Mas para os apreciadores do Lego, o que inclui várias gerações é um tempo espetacular.

Em diferentes momentos passávamos para ver o desenvolvimento da tela, que infelizmente percebemos não ficar concluída a tempo. Talvez esperassem um fluxo ainda maior para a data. Mesmo assim foi emocionante identificar no meio de tantas a "sua" contribuição para a obra que ia sendo formada.

Fiquei imaginando, que em proporções menores, pode ser um atrativo interessante. Uma ideia que pode tomar dimensões e características diferenciadas conforme seu jeito e objetivo empreendedor. 

Shark tank Brasil

Ideias e empreendedorismo remetem ao " Tanque de Tubarões Brasil/ Shark tank Brasil: Liberdade, liberdade financeira, produtividade e gestão versus aspirantes a empreendedores em busca de oportunidades. Fazendo repensar que em cada um de nós, em tempos de Brasil em movimento, existe potencial suficiente para criar, apresentar um produto, um plano de negócios e uma boa dose de persuasão capaz de gerir projeções por e para um novo negócio em prol de um empreendedorismo bem sucedido. Exemplos: Fundador(a) da Chilli Beans (óculos escuros e acessórios), China in Box ( Fast food e delivery), Polishop, Beauty'In, Phytoervas.

Vale acreditar!

(Sulisia W. Roman) /




14 Janeiro 2019 14:35:00


(Foto: Divulgação) /

Quando perdemos uma pessoa querida, ainda jovem, várias indagações acompanham nossos sentimentos de inconformismo: Por quê? Como? Para quê? É mesmo verdade? Destino? Fatalidade? O que nos deixa? O que prosseguimos aprendendo com sua ausência precoce?

Muitas respostas se mesclam com as mensagens recentes de fim de ano que mereceram ser arquivadas pela significatividade. Mesmo compreendendo que na dor da perda palavras dificilmente encontram eco, trago algumas que podem fazer diferença quando a vida torna-se a pauta.

Gratidão diária, reconhecimento pela oportunidade de acordar, de ter autonomia no ir e vir, no ser e estar, no expressar dos desejos...

Olhar ampliado sobre quem está perto e longe. Não esperar para elogiar, para dizer o que pensa, sente, pedir desculpas ou perdoar, esclarecer mal entendidos tão freqüentes em nosso contexto exacerbado...

Olhar para si mesmo, não em demasia, mas para perceber, encontrar e acreditar reforçando tudo que está aí dentro da gente, e que depende única e exclusivamente de nós, de nossas ações, de nosso agir... O quão responsável somos por nós mesmos. Cuidar-se... Oportunizar qualidade de vida, valorização de nossas habilidades, de tudo que somos e podemos ainda melhorar, renovar, inovar... Que podemos fazer diferença na vida de outra pessoa através de uma mensagem, de uma foto, de uma ligação...

Fazer uma lista de pequenos prazeres e priorizar tempo para articulá-los. Assim, saber realmente do que gosta e "cobrar-se" do que faz para eles aconteçam. 

Reservar um tempo para ouvir... Possibilidade para conhecer um pouco mais de meu entorno.

Sonhos... Quais os meus? Qual meu projeto de vida para 2019? Precisam muitas vezes de um tempo de retrospectiva pessoal, e assim, poderem ser vislumbrados, interiorizados para merecerem comemoração quando conquistados... 

E a Fé? Precisa ter espaço... Podemos negar a Deus até que possamos vê-lo em tudo e em todos... Ele se faz visível... Se começar a desanimar e achar que sua vida nunca vai mudar, saiba que o oposto é verdade. É nessas ocasiões que Deus está agindo. Procure achegar-se a Ele confiante em sua provisão.

"A vida" por Bert Hellinger

A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.?A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.?A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como "É".?A vida vai retirar o que você tem até você parar de reclamar e começar agradecer.?A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.?A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.?A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.?A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de "reagir".?A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.?A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.?A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.?A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo. 

A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.?A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.?A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.?A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.?A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.?A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.?A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.?A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.?A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.?A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.?A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.?A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.?A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.?A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.?A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta? Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste? até que só o AMOR permaneça em ti"


07 Janeiro 2019 11:16:00


Feliz Ano Novo! Feliz 2019! Desejos que ouvimos e recebemos infinitas vezes nos últimos dias. Entre tantas mensagens, entre tantos vídeos, fotos, áudios, com certeza, você deve ter ouvido mais de uma vez àquela que mais a (o) sensibilizou. Também escolhi a minha, a qual ouvi repetidas vezes e desejei muitíssimo para mim mesma e, consequentemente, compartilho com você.

A essência da escolhida

Proposta para 2019: FELIZ EU NOVO! FELIZ EU NOVA! Pare e ouça: Feliz EU NOVO (a), ao invés de FELIZ ANO NOVO. Aceitei a proposta. Ouvi mais vezes e constatei algo imediato: O que está bom e muito bom dentro da gente? O que merece reconhecimento e gratidão? Logo pensei e elenquei as pessoas mais significativas que contribuíram para os tópicos de meus muitos bons momentos de 2018. E para cada uma, antes da virada, à beira mar, admirando o último entardecer deste ciclo, consegui enviar um áudio. Incluiu família, pessoas, grupos... Naquela empolgação, característica de minha pessoa, graças a esta mensagem do FELIZ EU NOVO, enviada por um amigo de muita sensibilidade, eu nem imaginaria as respostas maravilhosas que chegariam ainda neste mesmo ano...

EU NOVA (O) I

Assim, estava dada a largada para "Meu EU NOVA 2019": Tempo para as pessoas que são importantes e fazem nosso jeito de ser expandir em ideias, inspirações, ações, reações...

Perceba que tudo iniciou a partir das características positivas que sempre carregamos e, no entanto, tantas vezes são asfixiadas por nossas correrias, por nossas intempéries, por nossas auto-acusações por nos exigirmos perfeitas... Esquecendo completamente de parar, de ouvir-nos, de ouvir os outros, de encontrar motivos para agradecer e principalmente de expressá-los para os responsáveis indiretos e diretos.

EU NOVA (O) II

Dada a largada, os reflexos daqueles que contagiamos com gestos e palavras, positivamente, nos fortalecem e encorajam a detectar suar a camisa, tentando lidar com nossas características não tão boas. Nem tão leves. Mas, que uma vez detectadas, no próprio convívio em nossos muitos contextos, se estivermos abertos, nos aperfeiçoam, nos aprimoram em nossos relacionamentos. Ajudam-nos a mudanças internas significativas.

Ainda enfatizava

A importância de sermos "mais autor de nosso próprio destino, ao invés de viver à reboque dos acontecimentos".

A luz em minha vida EU tenho que fazer - Ciclos existem dentro e fora de nós.

"Em uma perspectiva mais lúcida, mais madura, mais proativa, o desejo de desenvolver o interior pode vir à tona."

Observar a vida com mais serenidade, com mais dignidade, aprender a amar, a perdoar...

O sol nasce todo dia, qualquer dia, nos dando uma oportunidade, nos convidando a ser uma nova pessoa.

Topa a proposta? Então, FELIZ EU NOVO(A) PARA VOCÊ! Tente estar mais disponível para o mundo, mas principalmente para você mesmo (a). E assim, aprendendo com os outros, ser capaz de agradecer, de amar, de fazer a diferença acontecer.



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