ASemana 36 anos.png
ASemana 36 anos.png
  
Sulisia.png

CONEXÃO
16 Setembro 2019 10:45:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Em plena sexta-feira à tarde, quatro gerações reunidas se emocionaram diante da IV Mostra Cultural dos 5ºs Anos, do Colégio Menino Jesus de Florianópolis, com o tema Etnias que migraram para Santa Catarina.

Ao receber o convite veio a recomendação: Precisa chegar no horário porque o início é imperdível. E foi. Com certeza em Floripa a locomoção nas sextas-feiras à tarde é desafiadora pelos congestionamentos. Outro detalhe é a falta de estacionamento. Assim, chamar um UBER é a alternativa assertiva.

Chegando ao evento todos recebiam um lencinho branco para acenar, e os que estavam sentados nas primeiras fileiras balançavam um longo tecido em tons de azul representando o movimento do mar.

Ao som do "Tormento D'Amor" tema da novela Terra Nostra 1999/2000, adentravam os simbólicos "cinco navios nomeados" conduzidos pelos estudantes devidamente caracterizados como Poloneses, Japoneses, Alemães, Portugueses e Italianos, que em movimentos coordenados simulavam a tristeza, o medo, a coragem do povo que veio de longe em busca de uma nova Terra (no balanço do mar).

Em seguida os convidados se dirigiam ao anfiteatro onde cada grupo se apresentou de maneira quase indescritível pela abordagem repleta de detalhes variadíssimos, pela qualidade intelectual, pela criatividade unindo as tecnologias e o humano infantil, pela desenvoltura oportunizando as diferentes habilidades da turma, mais a segurança demonstrando muitos ensaios. Ainda elogios para o som e a iluminação do ambiente valorizando cada apresentação. O trabalho dos bastidores foi surpreendente. Nenhuma falha técnica. Muitos aplausos e emoções incontidas, uma vez que cada etnia foi contemplada desde sua origem até os dias atuais.

(Foto: Sulisia Weestphal) /

Um destaque é que cada apresentação foi o resultado de três meses de pesquisas, de organização, de escolhas, do resultando e culminância das apresentações propriamente ditas. Percebeu-se o trabalho coletivo, a criatividade, a inovação e a riqueza que cada grupo encontrou para trazer esta reverente "História de nossos Antepassados. Muitas curiosidades, atualidades e personalidades emergiram nas pesquisas.

A oralidade, a memorização de alguns, o desempenho teatral de outros foi, a praticidade e a interação no palco merecem estas palavras por aqui.

Como passei mais de duas décadas à frente de organizações de eventos similares além de me emocionar diante de tanta beleza nas várias áreas, pude bem avaliar tamanho êxito coletivo.

Que muitos eventos deste porte continuem perpetuando.

Que bela forma de tocar quatro gerações, ou talvez cinco, em suas profundas raízes, valorizando seus antepassados. Dialogando e remexendo sentimentos... Emergindo aplausos e gratidão. Reconhecimento.

Parabéns Equipe Colégio Menino Jesus.

Parabéns, Yasmin, nossa "Bela Portuguesa", que arrasou cantando "A Ratoeira"- tradição açoriana.

(Foto: Divulgação) /




CONEXÃO
09 Setembro 2019 14:14:00
Autor: Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) 

Sexta-feira. Uma hora para almoçar. Penso... Como é bom ter colegas que te animam e te convidam a conhecer novos lugares. Pois geralmente quando trabalhamos na educação, em um intervalo tão curto optamos em uma refeição saudável nas proximidades da escola, ou já trazemos nossa marmitinha especial e precisamos aguardar a fila para utilizar o microondas. Não dá tempo para se deslocar até em casa.

Foi assim que hoje conheci um novo lugar, com um ambiente agradável, comida deliciosa, preço bom, desconto para professor da nossa Unidade, colegas agradáveis, assunto light. Mas durante toda a refeição tentei compreender o porquê daquele gigante mural de entrada:

ATENÇÃO!

NÃO É PERMITIDO CRIANÇAS SE SERVIREM SOZINHAS.

OBRIGADA

Confesso que ainda não havia deparado com um mural parecido. Logo pensei em meus netos, que são as minhas crianças do momento. Não lembro de que eles fizessem algo que desse motivo para tal. Ou será que os olhos de adulto não percebem os estragos- foi o que pensei. Ou, em pleno almoço, os olhos do adulto não se desprendem das telinhas do celular e as crianças se aproveitam da situação para "avacalhar"sem ser chamada a atenção.

Como era um Buffet a quilo, fiquei pensando nas hipóteses:

Qual poderia ser o abuso na autonomia de se servir sozinha?

Podiam misturar os alimentos na hora de se servir?

Bagunçar, sujar a estética do Buffet?

Pegar em excesso e deixar no prato. Mas se fosse a quilo o prejuízo seria dos pais.

A sobremesa está incluída como cortesia. Não vi nenhum aviso de que não pode ser repetida. O que já encontrei em outros locais, será que consumiam em excesso?

Ou será que o recado era para evitar ou diminuir o público infantil que costuma perturbar com birras e atitudes inadequadas para o reduzido tempo de descanso?

Você encontrou outra possível justificativa? Só sei que como era a primeira vez não tive coragem de perguntar o que motivou tamanho alerta.

Realmente não vi nenhuma criança entre os clientes.



CONEXÃO
02 Setembro 2019 11:18:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) 

Não está escrito de forma errônea. Foi um palavrão que se aproximou de meus estudos na área de Altas Habilidades e Superdotação - Rompendo as Barreiras do Anonimato. O curso está sendo oportunizado pela Fundação Catarinense de Educação Especial como formação para professores e profissionais da educação objetivando ampliar e se aprimorar na identificação e atendimento deste público geralmente silencioso e oculto nas salas de aula.

Assim, recentemente tomei conhecimento da Teoria da Desintegração Positiva que fez conhecido o psiquiatra e psicólogo polonês Kazimeirz Dabrowski e dentro dela, o que chamou de "sobreexcitabilidades/superexcitabilidades" ou "super sensibilidades", que aparecem em cinco áreas diferentes: o intelecto, a imaginação, as emoções, os cinco sentidos e o sistema neuromuscular. Essas cinco intensidades criam traços facilmente reconhecidos para muitas crianças com altas habilidades ou superdotação. Ressalta que "todos possuímos instinto desenvolvimental", o que ocorre quando substituímos nossa personalidade inicial, egocentrismo, por uma personalidade superior baseada na beneficência, na empatia, na compaixão, contribuindo para o nosso desenvolvimento individual.

 À medida que vamos conhecendo seus trabalhos, sua desafiadora trajetória como judeu, mais admiramos sua capacidade, seus interesses, que parecem atuais. No entanto, surpreendentemente, foi de 1929 a 1980 que se dedicou à Psiquiatria Infantil, principalmente nos aspectos e na vulnerabilidade a que uma criança não diagnosticada está sujeita: depressão existencial.

Não é meu primeiro curso na área. Mas com certeza está sendo o mais instigante pelo número de crianças/estudantes com indicativos de Altas Habilidades e Superdotação "perdidos/ não identificados". Geralmente as dificuldades de aprendizagem presentes descartam a suspeita. Pois ainda predomina o mito de que as crianças/estudantes com altas habilidades/superdotação são gênios, acima da média em todos os quesitos.


(Foto: Sulisia Westphal) 

ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO NÃO SIGNIFICA APENAS SER GÊNIO, TER QI ACIMA DA MÉDIA, SER TALENTOSO, TER NOTA DEZ EM TUDO. AS HABILIDADES ACIMA DA MÉDIA PRECISAM SAIR DO OBSCURANTISMO, POIS NÃO PRECISAM ESTAR PRESENTES AO MESMO TEMPO OU EM IGUAL INTENSIDADE.

Desta forma, estão muitas vezes alienados, rebeldes, indisciplinados ou apáticos, são incompreendidos, arrastando-se cognitivamente e anulando-se em sua bagagem oculta. Ou seja, sem oportunidades de expressar sua alta criatividade, suas habilidades acima da média, seu envolvimento diferenciado diante de tarefas de seu interesse.

SÃO ÀQUELES COM POTENCIAL ELEVADO EM QUALQUER UMA DAS ÁREAS: INTELECTUAL, ACADÊMICA, LIDERANÇA, PSICOMOTRICIDADE E ARTES. TAMBÉM APRESENTAM ELEVADA CRIATIVIDADE, GRANDE ENVOLVIMENTO NA APRENDIZAGEM E RELIZAÇÃO DE TAREFA DE SEU INTERESSE. (BRASIL,2008)

É chegado o tempo de romper as barreiras do anonimato. Muitos estudantes ainda permanecem calados para não se posicionarem como diferentes no grupo. Muitos profissionais fingem não perceber, ou não sabem o que fazer e nem conseguem interpretar àqueles mais inquietos, transgressores, que insistem em não atender as solicitações, e que podem estar entediados pelo tempo que passam sentados fazendo "nada significativo".

Tantos desenhistas habilidosos, tantos medalhistas das Olimpíadas de Matemática, de Português, de Astronomia, tanta criatividade inserida em uma educação onde muitos ainda contemplam uma turma de estudantes com caráter padronizado e fixo.

Quando pensamos na educação na perspectiva inclusiva, aos poucos, vamos tendo os olhares ampliados, as ações colaborativas vão se intensificando na busca por um ambiente escolar que contemple às diferenças. Um ambiente que vai se enriquecendo com estímulos, com estratégias e ações pedagógicas em diferentes estilos, gerando o fortalecimento de participações onde as habilidades/potenciais conseguem ter espaço. Sendo contemplados pode ser canalizados rumo ao autoconhecimento e desenvolvimento em seus comportamentos e inteligências diferenciados.

Curiosamente encontrei que Excitabilidade é a capacidade que possui um ser vivo de criar uma ação tendo em conta um estímulo. Condição que, demonstrando certa disponibilidade às reações emocionais, pode ser definida pela enorme quantidade e pela falta de proporção entre estímulos e situações.

Bora... Vamos garimpar, apreciar, valorizar, estimular, enriquecer as possibilidades de quem nos contorna.

(Foto: Sulisia Westphal) 




26 Agosto 2019 10:17:00


(Foto: Divulgação) /

Quando li "o Mundo de Gente Grande", confesso que impactei. Fui logo pensando muito e fazendo as devidas conectividades a que este título remete na visão do segmento "mundo de Gente Pequena". Pois, se de um lado estamos nós, os grandes, pressupõe-se do outro os pequenos.

Em 2019, agosto, comecei a elencar as características predominantes dos "Gente Grande"que pensei: Nos adultos constantemente pressionados pela falta de tempo, pela agenda cheia, pelas redes sociais/pelas respostas e cliques obrigatórias nas devolutivas dos vários grupos a que fazemos parte, ou pelas capacitações/formações presenciais ou online geralmente exigidas nas diferentes áreas de atuação. Sem dúvida os "gente grande" precisam estar em constante atualização para conseguir sentir-se parte/ pertencentes a incessante e muitas vezes oculta disputa de consciência.

Disputar consciência de quê?

De como administrar com sabedoria as finanças pessoais e assim, alcançar o equilíbrio necessário entre o que entra na conta e o que evapora instantaneamente, resultando nos sins e nãos diante das irresistíveis promoções e ofertas que o mercado nos viabiliza.

Disputar consciência em minimamente acompanhar os movimentos dos vários grupos a que temos que pertencer no WhatsApp, já que passou a ser um canal quase que obrigatório de comunicação.

Hoje, particularmente, conheço apenas um profissional que não faz parte e, desta forma, percebo os movimentos necessários para que ele acompanhe as atualizações pertinentes a sua sua corresponsabilidade profissional, já que pode ser considerado um engajado top sem estar conectado. Simplesmente conquistou presencialmente um grande número de adeptos que o atualizam espontaneamente para que prossiga contextualizado.

Pensou em "Gente Grande" diferente? Voltemos para os adultos na esfera do aqui ao lado e agora...

(Foto: Divulgação) /

Prioridades eleitas

Faz-se necessário elencar e ajustar as prioridades eleitas para reger a família onde estarão os grandes e pequenos aqui contemplados. As virtudes, as atitudes e os valores frente as pressões , à falta de tempo e correrias que se estendem da manhã à noite em quase todas as famílias resulta geralmente no esquecimento dessas relações com afeto, com bons exemplos, com os conselhos imprescindíveis, com ênfase aos valores.

No Mundo de Gente Grande atual o celular quase que aniquilou o tempo de se olhar, de se tocar, de se abraçar, de oferecer colo, carinho, de sentar juntos ao redor de uma mesa para as refeições, para assistir um filme.

No Mundo dos Pequenos estão se habituando a crescer no mundo virtual. Já resistem a brincadeiras antigas, a jogos de tabuleiros, a desenhos e pinturas com lápis, giz de cera... Pois no mundo real têm muita dificuldade em perder, em não ser o primeiro, em ter suas vontades resolvidas de formas imediatistas, ou seja, crescem sem saber o que significa esperar. Tem sim para tudo, pois do contrário armam situações que exigirão "dos Grandes" um tempo do qual eles não dispõem. E assim, no Mundo dos Pequenos já não se sabe mais o que é certo ou errado. O que pode ou não pode. Por sua vez no Mundo dos Grandes não se sabe mais o que é adequado ou inadequado. Conveniente ou inconveniente.

No Mundo de Gente Grande já não existe mais certeza de como educar uma criança, do que é acompanhá-la em sua vida escolar, do que representam os valores combinados que podem gerar e gerir um Novo Mundo de Gente Grande no qual se possa acreditar. Literalmente muitos "Grandes" estão perdidos no meio das disputas de consciência.

Valores? O que é isso?

Venho afirmando de que em breve ou já, agora, precisaremos com urgência pensar em Escolas que ensinem a SER PAI E MÃE!

(Foto: Divulgação) /




CONEXÃO
19 Agosto 2019 11:44:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) 

Sem dúvida, neste final de semana esta ação foi de muito significado para toda a Equipe do JORNAL A SEMANA DE CURITIBANOS. Vivemos o 20º PRÊMIO ADJORI/SC DE JORNALISMO TROFÉU LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA.

Vestimos novamente o "orgulho dourado e bronze" nas categorias Jornal impresso, on-line e publicidade através das penas, troféus e menções honrosas em praticamente todas as categorias inscritas.

Revestimo-nos da confiança na Equipe que pensou coletivamente, que se empenhou e soube escolher acertadamente cada trabalho inscrito.

Revivemos as emoções que abarcam cada segundo diante das expectativas quanto às premiações.

Encobrimo-nos da faceirice quanto irmãos, cunhada e sobrinho em ter a Matriarca presente no evento para compreender a dimensão do que representa ouvir o nome do A SEMANA DE CURITIBANOS tantas vezes em uma só noite, entre os finalistas nas categorias da premiação e principalmente sentir o que é caminhar rumo ao palco para receberas às devidas homenagens e respectivas premiações.

Encorajamo-nos através dos olhares, nas pulsações cardíacas, na torcida, na caminhada até o palco para mais um prêmio entregue, nos gritos eufóricos, nos abraços radiantes.

Enaltecemo-nos quando relembramos em flashes as adversidades do percurso que não foram impeditivo suficiente para mais Penas e entre elas a Pena de Ouro e mais duas de Bronze.

Envolvemo-nos verdadeiramente de empoderamento para prosseguir em busca de outras Penas em 2020. Tantas emoções em uma só noite. Tantos gritos de alegria, de vitória, com certeza impulsionam para uma melhora ainda mais intensa em cada área de atuação. Seja jornalista, diagramador, publicitário, gestor, alimentador do site, àquele que cuida do bem estar de cada um e de todos, por e para um ambiente imã: atraindo cada vez mais sucesso na qualidade, no retorno financeiro, na confiabilidade dos leitores quanto à veracidade ali veiculada.

Palavra da Colunista Motivacional que mais uma vez se reveste de orgulho em fazer parte.





CONEXÃO
12 Agosto 2019 11:01:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Evanir Junglos) /

Existem mensagens curtas que nos tocam por vários ângulos. Minha última ouvi durante um dos discursos da inauguração do mega estúdio da Globo com inovações tecnológicas de ponta:

Quanto mais alta for o escalar da montanha, maior a vista que teremos. Ou seja, cada um terá a vista da montanha que escalar.

Esta analogia gritou muito alta e a criatividade imaginária foi acionada. Teria uma participação motivacional em uma reunia pedagógica da Educação Infantil e estava em busca de uma simples analogia ou símbolo que reforçasse a importância da sensibilidade em contagiar as crianças que estão em nosso entorno diário, com enfoque nas "crianças-montanhas".

Montanhas

Qual o significado que esta palavra tem para você? Montanha como algo desafiador, meta, algo difícil para transpor ou contornar, como adversidade, como topo de conquista, de vitória...

Já na reunião, professores e demais profissionais envolvidos em círculo e eu com a palavra: Uma breve retrospectiva das analogias e símbolos apresentados anteriormente com o intuito de sensibilização para o olhar, ser e agir com os pequenos. Com a diversidade ali presente no cotidiano. Pedi licença e subi no parapeito da janela e repeti a frase:

Quanto mais alta for a escalada, maior a visibilidade. Mas de que precisamos para escalar nossas mini-montanhas diárias? Como podem ser realizadas estas escaladas nesta área de trabalho? Mais uma vez enfatizei que uma escalada começa com o cuidado com nós mesmas. Precisamos olhar-nos amorosamente para conhecer mais sobre quem somos, do que gostamos, do que fazemos para sermos pessoas que possam contagiar às outras pessoas, ao nosso pequenos. Aos nossos colegas de trabalho e nossas chefias e nossas.... E nossos... São muitos os detalhes para que possamos estar preparadas, acionadas, pés confortáveis, mentes desejantes pra alcançar o mais alto de nossas montanhas pessoais, familiares e profissionais.

Fico sempre na torcida para que as pessoas alcancem o que buscam. Mas para isso, precisam ter clareza quanto ao que realmente querem.

(Foto: Divulgação) /

É sempre impactante quando bem perto de nós temos pessoas que passam os dias encontrando culpados para tudo. Inclusive para sua própria felicidade ou sucesso profissional. E assim, perdem muitas oportunidades de iniciar suas escaladas para contemplar a vida de outros ângulos. Ao invés de ruminar culpados, agradece por tantas coisas boas que acontecem na obscuridade.

Ao compartilhar desta analogia encontrei quem dissesse:

- Quanto mais alta a escalada, maior o tombo!

Novamente para cada um, com suas experiências pessoais, as escolhas: Escalar montanhas (desafios) ou trilhas (imprevistos) com belíssimas paisagens ampliando a visão de mundo, contemplando as inacreditáveis imagens da natureza, ou simplesmente fica na mesmice ruminando seus infortúnios.



05 Agosto 2019 10:02:00


(Foto: Divulgação) 

Salto no tempo

Sempre que deparo com waffles preparados no "ali e agora" recordo meus tempos no Colégio Arcipreste Paiva, leia-se primário do Colégio Santa Teresinha, Curitibanos, quarto ano. Lembro do meu casaco azul marinho de botões, da saia de pregas, àquela camisa branquinha. Eu na pontinha dos pés, esperando pela novidade da hora do recreio: waffles, vendidos na improvisada cantina da época.


Reaparecimento

Em meu condomínio, sucesso a mais de dois anos, mensalmente, na primeira sexta-feira do mês, três food trucks diversos permanecem à disposição dos moradores. As variedades e os favoritos marcam presença. Um momento que já virou hábito por inúmeros favorecimentos. Você pode levar sua bebida, sucos, refris, vinhos e pode chamar os amigos. Se preferir pode consumir chopp artesanal de vários sabores sem problema de voltar para casa no volante. A criançada além de comer intensifica as brincadeiras e amplia as amizades. Convidam primos, amigos para participar. As mesas e cadeiras são improvisadas. Mas é um ambiente que quem for quer voltar. O atrativo para os movimentos começarem cedo está por conta de um sorteio para quem chega até as vinte horas. Foi assim que conheci Lorenzo Baraldi, carismático publicitário que optou em se especializar em gastronomia e teve a idéia empreendedora de abrir o The Waffle Truck. Desde 2014, sucesso absoluto. Quer faça frio, chuva ou calor, grandes e pequenos fazem fila para degustar os criativos waffles com nutela e morango, bola de sorvete, doce de leite entre outros.

(Foto: Divulgação) 

Evolução

Anos depois, o contato surpreendente com o gofre, wafel ou waffle - um tipo de massa doce de origem belga, confeccionado com farinha, açúcar, manteiga, ovos e leite, cozido num molde onde é prensado em um ferro que imprime texturas quadriculares sobre a massa, o que o diferencia do crepe ou da panqueca. As receitas acompanham os avanços e adquirem novas versões: doces, salgadas, simples, recheados, redondos, quadrados, em formato de coração. Continuam cada vez mais atraentes e conquistando paladares pelo mundo inteiro. Quem passa pela Bélgica, pelos Estados Unidos, sabe o quanto eles fazem parte do café da manhã. Hoje encontrado facilmente nos supermercados.

Assim trazemos nossas boas e não tão boas recordações que emergem a partir de nosso olfato e paladar, de nossas experiências sensoriais. Se você tivesse que compartilhar uma destas experiências de infância, qual seria a primeira memória?


Receitas

Sugestão 1 

Sugestão 2 



29 Julho 2019 11:26:00


Julho. Santa Catarina. As sapatilhas em evidência. Mais um festival de dança reunindo muitos bailarinos. Muitos espetáculos, concursos, revelações, premiações, apresentações em vários espaços da nossa querida Joinville... E porque não, enfatizar no Mega Evento, culturalmente esperado para esta época do ano, atraindo a imensa multidão, as sapatilhas, que devem estar entre um dos produtos mais consumidos aperfeiçoando, dando maior equilíbrio e proporcionando vôos surpreendentes em cada passo.

Mas as sapatilhas que também surpreenderam neste inverno místico entre calor e frio foram as sapatilhas de lã para aquecer os pés. Na verdade, como a maioria dos itens elas também evoluíram. Pois até algum tempo atrás eram conhecidos como os sapatinhos, as meias ou as botinhas de lã de tricô ou de crochê.

Lá se foram décadas. Recordo com nitidez a alegria e o prazer com que a minha avó materna, a Oma Lutci, confeccionava cada par. Eram muito esmero todos da família eram presenteados. O carinho que tínhamos com este gesto, os cuidados para com cada par recebido, mais a qualidade da lã, a perfeição do trabalho fizeram com eu mantenho um par deles até hoje.

Aliás, não só mantenho um par em bom estado, bem como um bastante gasto com o intuito de copiar os modelos e reproduzir o gesto presenteando a família.

Curiosamente nada disto estaria em alta neste momento de minha vida, se não fosse um presente muito especial que minha mãe recebeu de uma amiga querida. Não era data especial. Foi presenteada com um lindo sapatinho de lã porque é muito admirada por ela. O gesto da amiga Erica foi algo que me tocou. Fiquei pensando e lanço a pergunta para você:

- QUANDO VOCÊ PRESENTEOU ALGUÉM SEM SER DATA COMEMORATIVA E FALOU PARA A PESSOA QUE GOSTA MUITO DELA? - Sem interesse, mas por amizade. Minha mãe aos oitenta e cinco anos é alguém que me surpreende cada vez mais. Continuo aprendendo muito com ela. Principalmente neste mês de julho, que entre muitos exames e consultas médicas estando em sua ex-cidade, Florianópolis, conseguiu estar em todos os grupos que já fez parte. Dá gosto de ver a reação dos amigos ao reencontrá-la.

Mas, àquele par de sapatinhos azul mesclado que minha mãe ganhou de presente deu um click, um start para relaxar nestas curtas férias. Pesquisei várias receitas de tricô e assisti muitos vídeos para encontrar o segredo de como é confeccionado. Também encontrei e reproduzi as sapatilhas. Foi e está sendo com prazer que segui os passos de minha Avó e encontrei uma atividade relaxante e prazerosa. Muitas sapatilhas e sapatos de lã estão sendo produzidos. A família está sendo presenteada.

E a pergunta me acompanha: - Para quem será que presentearei uma sapatilha e poderei dizer:

O PRESENTE É PORQUE GOSTO MUITO DE VOCÊ!

Tem interesse nas receitas?


Confira: 

Sapatilha que parece uma bolsinha:



- Veja como fazer o Sapatinho






22 Julho 2019 11:10:00


Marina Hadlich Uliano de Souza/

Já passou uma semana das tão esperadas férias de julho. Divertida Mente... Desenho animado reflexivo. Desenho que merece ser assistido e debatido em família com enfoque nos sentimentos mais comuns encontrados facilmente em nosso entorno: alegria, tristeza, medo, raiva, nojo. O que é possível fazer quando eles surgem, muitas vezes inesperadamente em nossa vida? Ou ainda, como aprender a manipulá-los quando fazem parte de nosso cotidiano?  

Outra pergunta é: O que cada família está conseguindo propiciar para que seus queridos tenham um tempo "divertidamente qualificado"?

Questionamento que remete a criatividade. Como existem pessoas criativas que permanecem no anonimato. Quantas pessoas merecem aplausos ou pelo menos destaque por suas habilidades sociais e pela divulgação de suas simples, porém poderosas ideias capazes de oferecer muita animação.

Acredito que como mães, tias, amigas, dindas, podemos criar momentos fantásticos utilizando as cores e os valores relacionados ao filme Divertida Mente. Lembre de pedir sugestões para as próprias crianças. "Mentes unidas jamais serão vencidas"...

Trago Marina Hadlich Uliano de Souza, como uma das jovens e lindas mulheres entre as mais criativas que tenho acompanhado. Mente que me surpreende a cada dia.

Marina Hadlich Uliano de Souza/

Recentemente trouxe a proposta que intitulou de "Colônia de Férias", ou seja, uma inesquecível tarde para as crianças do movimento infantil da Igreja Luterana de Floripa. Foi Show. Veio caracterizada da personagem Alegria e com muitas ideias geniais, coloridas e divertidas. Com a equipe de adesão proporcionou atividades de ponta para a criançada: Teve máscaras, garrafinhas, pulseiras, brincadeiras e jogos personalizados dentro do tema. Ao mesmo tempo, para cada personagem era narrada uma história de Jesus com ênfase a um dos sentimentos dos personagens do referido filme. Até as comilanças eram coloridas: pipocas, gelatinas, sandubas, tudo dentro do tema. Uma tarde alegre, cultural, de confraternização de conhecimento, reflexão e principalmente de diversão.

Ainda temos uma semana para extravasar na prática as nossas habilidades em prol da criançada. Sei que não faltarão ideias: piqueniques, oficina de biscoitos tipo biocolor, ou de recorte, tipo as de Natal, oficina de massinhas, de recicláveis, trilhas, encenações, plantações de mudinhas nas hortas, nos jardins, jogos de tabuleiros, de cartas, tudo por e para diversão longe das telas. O clima está convidativo. Aproveitemos divertidamente.

Marina Hadlich Uliano de Souza/




15 Julho 2019 11:48:00


Posso dizer que as férias de julho, para nós Professores, são um tempo muito especial. Um privilégio em relação às outras profissões, e, ao mesmo tempo, um período para renovar e reinventar a nossa atuação, mesmo compreendendo que para as famílias as articulações para seus filhos em julho, neste mesmo processo de férias/recesso, já é um tempo bastante conflituoso. Afinal, os pais em sua maioria não disponibilizam de uma pessoa para ficar com seus filhos enquanto trabalham. Requer uma tremenda flexibilidade para contemplar a todos o seu melhor.

Foi pensando nesse "melhor" que disponibilizei alguns exemplares de livros como motivadores durante o recesso escolar: Pois, além de atividades envolventes contribuem para o desenvolvimento do cérebro e de seu aprender a aprender. Para aquelas crianças que se sobressaem pelo agite diário auxilia no foco e na concentração. Pois todos têm em comum procurar algo que se encontra escondido.

A DICA É:

Férias também para as telinhas.

Nos livros da categoria "Procure e ache" ou "Busque e encontre" ou "Onde estão Tuti e seus amigos?" e similares. São livros resistentes e de preços acessíveis, geralmente encontrados em feiras de livros no valor de cinco a quinze reais.

São importantes para a estimulação visual, concentração, atenção, memória, expansão do conhecer e muitos outros detalhes que favorecem o contato com eles.

Pensei nos livros porque estão quase obsoletos em várias famílias por estarem sendo trocado pelo universo das telinhas. Acredito na importância do contato com eles como promovedoras de inúmeros benefícios:

Amar livros; Ler como hobbie; Passam a ler e a escrever melhor;

Expandir o olhar além das palavras; Tornam-se mais criativos;

Explorar as imagens e detalhes, ou seja, ir além do que está ali;

Oportunidade de expandir as percepções, as especificidades, de conhecer e reconhecer os conceitos dos quais a criança já se apropriou;

Brincar durante as buscas oferecidas através de sinônimos, antônimo, substantivos, adjetivos, pronomes, artigos, além de características prováveis e improváveis sobre os objetos ou palavras em evidência;

Instigar a ser detetive formando rápidas ideias e histórias sobre as propostas das atividades;

Problematizar as situações: E se... E se você fosse o autor da história... E se... Imaginar e re-imaginar as propostas:

Desenhar o que mais e menos gostou:

Que final diferente você daria?

Percebeu "o que" no início, meio e fim da História?

O que você não conhecia e passou a conhecer hoje?

Se tiver fantoches, dedoches, ou similares reproduzir a história em foco em casa.

Enriquecer o vocabulário;

Conversar entre os pares sobre as vantagens do contato através dos mesmos;

Cria laços afetivos em casa e na escola, bem como nos espaços que frequenta;

Férias! Livros! Bibliotecas! Organização dos livros em casa; Doações; trocas entre colegas?

Cuidados...

Acreditar! Confiar que a partir da expansão das dicas até você, aconteça a multiplicação e a prática ali encontradas.

Boas leituras.








08 Julho 2019 10:22:00


(Foto: Divulgação) /

Massinhas... Lembro até com certo saudosismo do meu encantamento pelas primeiras massinhas de modelar. Àquele aroma inesquecível. Àquela textura. E as inovações já aconteciam quando as primeiras massinhas chegavam acompanhadas de rolo de macarrão e forminhas para recortes. Como era comum acompanhar as mães e avós fazendo bolachinhas utilizando tais utensílios, as massinhas da Estrela já passavam a estar entre os brinquedos favoritos nos pedidos para o Papai Noel. Simples, econômico, mas atraente.

Várias décadas depois elas ressurgem significativamente em minha profissão. Tenho um estudante com autismo, O Lucas Gabriel, que possui uma habilidade extraordinária em modelar os personagens do Bob Esponja com minúcias inacreditáveis. Percebo que com este manuseio diário em casa e na Escola requer uma grande quantidade de massinha. Pelas alterações sensoriais, frequentes entre os estudantes com TEA - Transtorno do Espectro Autista, ele sempre rejeitou as massinhas domésticas ou similares. Só aceitava as de caixinhas... E nem todas. Igualmente apresentava resistência ao manuseio de argila e similares, pois diante de tal habilidade tátil já se pensa em ampliar suas possibilidades nesta área.

Neste final de semana tive a oportunidade de conhecer Daniela, a mãe da Catarina que disse sim ao nosso convite para ser a oficineira ensinando-nos, professores, pais e estudantes a fazer uma massinha que denominamos MASSINHA ESPETACULAR, por apresentar uma textura atraente, maleável, durável quando mantida em saco plástico: mantemos uma desde fevereiro até julho com aspecto igual, sem deteriorar. Mas, principalmente econômica e aprovada pelo Lucas Gabriel, que se interessou e participou da receita com um surpreendente interesse.

Encantada que fiquei com a facilidade da receita e da receptividade pelas crianças, recomprei os ingredientes, encontrados em loja de festas de aniversário. Uma receita sai por menos de dez reais. Resolvi repetir a receita com meus netos. Foi indescritível. Participação ativa e empolgada dos netos de dois aos dez anos. Praticamente nem um vestígio pelo chão. Sem manchar roupas. Além de modelar também é excelente para recortar. Foi um sucesso tão surpreendente, e elem de tudo o efeito é relaxante. Ficaram mais calmos e concentrados sem bagunçar. A criatividade foi à mil.

Importante: Para maior durabilidade guardar sempre em sacos plásticos. Não em potes.

(Foto: Ângela Silveira)/

Segue a receita infalivelmente mágica... ESPETACULAR!

Em uma bacia, coloque os ingredientes secos, misturando-os bem com uma colher de pau/silicone:

Duas xícaras, exatamente até a borda, de FARINHA DE TRIGO.

Meia xícara de sal.

Uma colher cheia de cremor tártaro.

Em uma panelinha colocar para ferver uma xícara e um quarto (1 ¼) de água, um pote de corante de sua preferência e uma colher de sopa de azeite.

Quando ferver -etapa feita por adultos- escaldar os ingredientes secos.

Caso fique mole (raro) polvilhar mais trigo.

Mãos à obra!

Atividade calmante/relaxante para todas as idades.


(Foto: Ângela Silveira) /




01 Julho 2019 10:26:00


(Foto: Sulisia Westphal)/

Muito interessante e motivador quando conseguimos diálogos com gerações diferentes. Refiro-me a bate-papos entre avós e netos, entre professores e crianças curiosas. Em uma destas oportunidades recentes veio a pergunta:

_ Vó Su, o que é eco? Nosso tema de curiosidades nasceu a partir de comparações detalhistas sobre "nossos" eco copos. O meu é assim... O seu veio com cordinha... O dela... Ele ainda não tem... Como estávamos com outras crianças lancei a pergunta para todos. E as respostas foram variadas... Trouxeram exemplo a partir de seus conhecimentos e vivências... Complementei falando da importância de deixarmos um Planeta bem cuidado para quando eles crescessem e tivessem seus filhos, seus netos... Quanta responsabilidade. Quanta reflexão.

Não pude deixar de contar que na minha infância costumávamos brincar de gritar bem alto para ouvir nosso som ecoando entre os morros... Como vivenciar isto novamente? Será que as crianças atuais também se encantariam com uma atividade tão simples junto à natureza?

Nossas reflexões foram muito interessantes: canudos, papéis, reflorestamento e os lápis utilizados, os cuidados com a água, a energia... A faixa etária era de sete a dez anos.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Mal sabia que horas depois, ao realizar minha caminhada privilegiada no verão de junho, à beira mar de Jurerê, encontraria uma enorme tartaruga sem vida. As palavras de horas atrás ainda pipocavam em minha mente. O que é ECO? Ali, diante de meus olhos estava mais um "eco" revoltante de falta de educação, de desrespeito de ausência de corresponsabilidade à natureza, à vida, ao nosso PLANETA. "Vida marinha não é descartável!" Os olhos esbugalhados da enorme tartaruga permaneciam gritando para todos os adultos que impactados paravam para acreditar no que viam.

Minha esperança é que as novas gerações se tiverem tempo, possam ser colaboradores e super cuidadores de "SUA CASA," reconstruindo, renovando, reinventando novas formas de viver e de cuidar deste incrível patrimônio.

Meu ECO durante a caminhada reflexiva foi avisar sobre a "visitante" às famílias que estavam na praia com suas crianças. Pois talvez, diferente do que assistir estas indesejáveis cenas pela TV seja assistir ao vivo e assim, criar novos ECO habitantes.

E para você, o que é ECO?

(Foto: Sulisia Westphal) /




24 Junho 2019 09:42:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

 "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer. Deixa Chover..." Para quem acompanhou o sucesso de Guilherme Arantes, com certeza iria identificar este fragmento de uma de suas composições. Mal sabia que esta seria a música fechamento de imprevisto em sua recente apresentação em Floripa.

Na verdade, muitas vezes fico orgulhosa de pertencer ao segmento "Acima dos sessenta", pois faço parte de um grande grupo de pessoas que viu nascer, crescer, renascer e continua acompanhando várias personalidades do mundo artístico brasileiro. Assim, cada vez que surge a oportunidade de assistir um desses ícones que perpetuam com um público fiel esgotando bilheteria, estou entre aquelas em busca de um bom lugar para assistir, se emocionar, cantar, dançar, mexer com a alma que permanece com seu lado jovem sempre vivo. Tempo bom. Tempo que vale a pena investir sempre.

Foi assim que acabei com um ingresso para rever Guilherme Arantes. Justo desta vez por ser próximo a um feriado precisei me deslocar de outra cidade e pude perceber na plateia vários grupos que se organizam e vem de outros lugares para assistir um evento. Casa cheia. Tudo parecia normal. Músicas e histórias que contextualizam as letras... Sempre emocionante rever. A platéia interage animadamente.

De repente, palavras e sentimentos provocam reações... Guilherme referia-se a música Semente da Maré (Canção dos Refugiados). O resultado foi que a apresentação teve que ser encerrada. "Deixa Chover" foi a música escolhida para o fechamento. Quem já o assistiu sabia que a duração prevista seria de três excelentes horas. Ficou em duas. Foi um sentimento tão estranho que ainda fica difícil de entender e de expressar. Lembrei de quando tiramos o pirulito ou o brinquedo de uma criança... Justo quando estávamos todos em sintonia em uma vibração e participação usual e que viriam outras tantas músicas conhecidas... Fim. Os comentários na saída pipocavam entre os casais. Quando aguardamos um evento do qual gostamos muito jamais imaginaríamos algo parecido.

Aprendemos o quê?

Não importa aonde ou quando: Mas na espontaneidade também precisamos agir com sabedoria, cautela com as palavras, com as opiniões, com os sentimentos que expressamos. Corremos diariamente o risco de não sermos bem interpretados. Respeitar ao outro acima de tudo. "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer". Vale promover o entendimento, a harmonia, o bem viver com boa música.



17 Junho 2019 11:11:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Das comemorações do Centenário de Curitibanos, recordo principalmente da Rainha do Evento, minha amiga Nádia Burtet Centenaro. Era a primeira vez que eu acompanhava os movimentos de uma "Rainha" com seus trajes maravilhosos dos pés a cabeça, fazendo por merecer, a nossa Querida Cidade Aniversariante.

Cheguei a percorrer minha história na tentativa de descobrir em que ano escolar estávamos: Oitavo ano, frequentando o Colégio Secundário Casemiro de Abreu. 1969! Confesso que cheguei a suspirar, a parar de respirar. Muito difícil constatar que já faz cinquenta anos. Agora a Cidade Aniversariante já completou 150 anos.

Fiquei emocionada ao folhear o Caderno Especial do A Semana: 150 anos de história! Pude revisitar fragmentos de uma história em um novo tempo, e da qual fiz parte ativamente até meados da década de setenta, mas da qual nunca me desconectei porque parte da família permaneceu. Revi e conheci muitas personalidades que contribuíram no percurso do desenvolvimento da cidade e/ou que prosseguem atuantes e acompanhando o seu visível ritmo de crescimento. Rememorei os espaços dançantes da época, os de lazer e os de encontro das famílias, bem como as tradições culturais. Com certeza cento e quatro páginas não foram suficientes para contar tantos detalhes que agregaram valor e amor a todos que ali viveram.

Não é por acaso que a Confraria dos Amigos de Curitibanos permanece ativa reunindo amigos que fizeram na cidade. Hoje temos a Confraria CAC em Curitibanos, Balneário Camboriú, Curitiba e Florianópolis. Continuam organizando eventos para reunir amigos relembrando os bons tempos na Cidade e, ao mesmo tempo em comum, buscando vivências divertidas e contagiantes perpetuando histórias.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Neste rebuscar de memórias do Centenário, trago uma conquista, publicada seis meses antes, dezembro de 1.968, mas que para muitos foi um ícone histórico. O Livro NOSSA TERRA NOSSA GENTE, impresso em tipografia curitibanense, e com participação de muitos conhecidos, cuja antologista foi "Coracy Pires de Almeida", a qual sou extremamente grata, e que objetivou com sua criação e venda a aquisição dos instrumentos da Banda Guarany, da qual fiz parte, e de onde trago meus conhecimentos musicais pela vida afora. Muitas foram as pessoas que se esforçaram para que ela viesse a se concretizar. Relembro com muito orgulho de nossa participação em eventos comemorativos da cidade e na abertura dos Jogos Abertos. Dona Ieda Hartmann, Prof. Plínio Calomeno, Dona Célia Lemos e Dona Coracy sempre presentes mobilizando os estudantes culturalmente, pois acreditavam na Banda como propulsora do desenvolvimento social da cidade. A execução da obra "O Guarany" era apenas uma das inesquecíveis de emocionar, que tocávamos de coração saltitante.

Na época não disponibilizávamos das tecnologias atuais. Assim, fica a sugestão para que novos "antologistas" se preocupem em articular e reunir registros, por exemplo, a partir do Caderno Especial dos 150 anos de história, fundamentando os próximos que virão.

Como cidadã curitibanense sempre me orgulhei em fazer parte desta obra que quis "incentivar a cultura, a arte e o belo". Atualmente, em meu espaço Conexão, no A Semana online, como colunista motivacional, procuro dar continuidade a tais características com as quais fui contagiada de forma que permanecem circulando em meu ser.

(Foto: Sulisia Westphal) /




10 Junho 2019 10:08:00


(Foto: Dirciane Schimith Dalagnol)/

Ah! Como faz bem participar de uma Festa Junina! Bem melhor ainda quando a festa termina e podemos anunciar que "cinco mil copos de plástico descartáveis A MENOS no Planeta"! Dava a impressão de "um tipo inovador da Oktober", aonde é comum ver as pessoas caminhando com seus canecos dependurados como cordão de pescoço ou chaveiros de bolso. Só que desta vez eram Eco Copos coloridos, nova ideia sustentável, nova moda na Festança do Arraiá Sustentável da Virgílio 2019. "Vamos aprender a viver com menos plástico". Os estudantes aprovaram. Os pais e os professores também"

"Foi uma linda festa com muito trabalho em equipe, famílias reunidas e profissionais realizados. Aconteceu na Escola Básica Municipal Virgílio Várzea, Canasvieiras, neste final de semana. A Escola tem aproximadamente setecentos estudantes da Educação Infantil ao Nono Ano. Como todas as Escolas, têm os ensaios, as apresentações, o Casamento na Roça, as doações, a comilança natural - sem refrigerante e cachorro quente. Tem brincadeiras, têm Pescaria, tem Brechó, tem comissão de eventos responsável pelos detalhes, tem uma Equipe TOP. Todos pegam juntos. Existe liberdade na escolha do horário em que vai "trabalhar", bem como na atividade em que gostaria de participar, o que repercute em uma alegria indescritível. É uma festa que dura quatro horas animadíssimas com muita adesão da comunidade escolar.

Este ano a Festa aconteceu na Semana do Meio ambiente em que foram intensificados vários momentos de Conscientização Sustentável. Em especial os estudantes do Projeto Âncora - Projeto de Ampliação do Contraturno, participaram de vários atos sobre Educação Ambiental. Entre eles a caminhada pela Paz e o Abraço ao Mar. "A Vida Marinha não é Descartável!" Diante disto, a responsabilidade em apresentar uma festa sustentável foi inevitável

(Foto: Dirciane Schimith Dalagnol) /

Posso dizer que inicialmente pareceu uma ousadia solicitar no convite que cada um trouxesse o seu copo, uma vez que não seriam disponibilizados copos de plástico descartáveis para servir o suco e os alimentos. Mas que seriam disponibilizados copos sustentáveis "Eco Copo" para aluguel, os quais poderiam ser devolvidos no final do evento.

Os copos eram realmente de qualidade, de cores vivas, bem atraentes e agradou ao público de todas as idades. Também foi disponibilizado porta-copo com cordão, igualmente coloridos, cuja procura foi maior do que se podia imaginar. A repercussão surpreendeu a todos.

Como equipe dos Caixas, ficava imaginando o tamanho das filas no final da festa para devolver o Eco Copo alugado e reaver parte do dinheiro investido. Mas não foi o cenário do final da festa: Muitos ainda procuravam pelo cordão porta-copo. O copo reutilizável veio para ficar. As "cordinhas" / porta copo querem mais! Foi um sucesso que veio para ficar. Maior sucesso ainda porque foi uma idéia trazida pelos próprios estudantes do Projeto, que a escola abraçou. É o início de um mo vimento. 

Ah! Teve algumas pessoas que chegaram a trazer de casa também a colher para a canjica. Demais! Também apareceram muitas sacolas retornáveis para carregar os brindes da Pescaria.

Outro detalhe importante esteve na decoração consciente quanto ao uso do papel e plásticos.

Assim, aos poucos vamos aprendendo uns com os outros e divulgando o que é bom e pode fazer diferença para o nosso Meio Ambiente. ABRACE A IDEIA.



03 Junho 2019 11:35:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Sexta-feira mais do que chuvosa. Locomoção prejudicada. Agendamento de revisão do carro inadiável. Reunião emergencial. Movimentos familiares normais considerando a proximidade do finde. Na concessionária, para revisão agendada, uma surpresa: disponibilidade de Uber para distância pré-determinada, o que me possibilitou chegar em tempo a um evento imprevisto.

No Uber encontrei algo diferente. Na parte de trás do banco do carona um livro de capa dura dos Super Heróis. Como educadora precisei perguntara justificativa que motivou este livro estar ali neste lugar: Esquecimento? Ou intencional?

Foi então que Mateus Oliveira "sem h", explicou sobre o seu diferencial: Disponibilizar o livro para grandes e pequenos justamente para ocupá-los longe das telinhas habituais. Acredita que o livro pode fazer toda a diferença no tempo em que este sujeito permanece em seu carro.

Mostrou também um bordado do Homem de Ferro na manga de sua camiseta preta, e comentou que têm camisetas com Super Heróis diferentes para cada dia. E que quando transporta crianças tem gerado boas trocas.

Detalhe: Eu era a sexta pessoa a utilizar o serviço e a primeira a observar e comentar a respeito. O que pode significar que muitos detalhes estão disponibilizadas gratuitamente bem pertinho da gente, mas que infelizmente sequer percebemos.

Algumas pessoas, já têm o olhar ampliado sobre o seu contexto, o que envolve "um olhar além" sobre as pessoas, os detalhes em móveis, em obras de arte, nos gestos, nas atitudes, nos sorrisos. Geralmente são àquelas que ainda conseguem ficar por um determinado tempo sem o olhar fixo na tela.

Identifiquei-me como colunista motivacional, pedi permissão para fotografar e citar seu nome. Mas não parei por aí. Aproveitei para elogios e sugestões ampliando seu diferencial de atendimento às pessoas. Ao que relatou que às vezes já é identificado como o Superman do Uber ou Uber Superman, incluindo mensagens de elogios pós-traslados dos passageiros.

Sugeri que colocasse um livro atrativo similar para meninas, e que disponibilizasse pequenos livros de auto-ajuda ou de pensamentos reflexivos de valorização à vida nas portas laterais.

Emergiram recordações incríveis dos vinte e tantos anos que fiz o trajeto Lagoa da Conceição-Centro levando meus filhos para a Escola. Dentro do carro sempre havia exemplares com histórias reflexivas cuja leitura correspondia a cada filho, alternadamente, amenizando a distância e propiciando trocas de ideias bastante interessantes. Época em que o celular estava chegando para o uso dos adultos.

Parabéns, Mateus! Que sua criatividade no transporte dos passageiros continue fazendo diferença e inspirando a muitas outras pessoas.

E você que está lendo, consiga fazer de seu trabalho, ou de suas atividades algo prazeroso, criativo capaz de fazer diferença e gerar transformações na vida das pessoas. Entre elas, oportunizar um tempo de olhar fora das viciantes telinhas.



27 Maio 2019 00:00:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Curioso, mas real. Não apenas no mundo tecnológico, mas principalmente no mundo dos "Avós" somos surpreendidos com novidades inimagináveis. Quando vamos pesquisar na internet constatamos que não é tão inovador, mas que existem inúmeras possibilidades similares. Assim como está sendo algo novo e reflexivo em meu contexto, pode também ser para você.

Recentemente, minhas netas Yasmin e Betina vivenciaram uma experiência cativante em meu universo. Yasmin foi sorteada para ser a criança que traria JESUS em formato de boneco de pano, para uma semana de convívio familiar. Os momentos destaques clicados são compartilhados com os demais colegas. Cada criança escolherá o que vai fazer com ele. Já teve até quem levasse "Ele" para o Shopping, para tomar vacina... Soube que na casa delas ficou no sofá da sala assistindo desenhos com a família toda. Como Yasmin foi a contemplada da semana, obviamente nos registros aparece ao seu lado.

Coincidência

Por uma coincidência, Betina, sua irmã foi a próxima sorteada e ele pode voltar no mesmo endereço. Foi assim que o "tal Jesus" veio passar o final de semana na casa da Vó Su. Os netos estariam reunidos e ele mereceria um espaço. E mereceu. Mas sei que merece bem mais do nosso tempo e da nossa criatividade no que diz respeito a conhecê-lo. Meus netos voltaram para suas casas, mas Betina permitiu que ELE ficasse mais um dia exclusivamente fazendo-me companhia. Espero ter inspirações para divulgá-lo.

Parece

Parece uma simples experiência. Aliás, já conhecia vários objetos que passavam o dia ou a semana com cada colega de turma: Malas criativas com objetos relacionados ao Projeto trabalhado na respectiva turma, cadernos de interação que acompanham o objeto e oportunizam registros familiares. Assim conheci as itinerâncias de um "Pequeno Príncipe" e o respectivo caderno. Teve familiar que chegaram a confeccionar os demais figurantes do Clássico da Literatura. Conheci sacolas personalizadas com o tema, cadernos com alças imitando uma pequena mala, mas confesso: Nunca vi COMPANHIA TÃO ESPECIAL VISITANDO AS CRIANÇAS EM SUAS FAMÍLIAS.

Valores

Sabemos o quanto atualmente nossos pequenos crescem carentes de fé. Os contatos estão cada vez mais ausentes, em especial das Escolas. A maioria cresce sem familiares que frequentem esta ou àquela igreja. A maioria dedica seu tempo para o trabalho e por uma qualidade de vida. Muitos valores se perdem na educação das crianças. Entre eles a fé, a afetividade, a atenção, o respeito

(Foto: Arquivo Pessoal) /

Jesus, um boneco de pano

Desde que chegou fiquei a pensar que grande oportunidade está ali contida. O Mestre dos Mestres, o Maior Psicólogo de todos os tempos, o Bebezinho que nasceu no Natal e que anos depois morreu na Cruz e ressuscitou. Vivo está! Como podemos sensibilizar uma criança para ter fé, para crer em DEUS Pai, Filho e Espírito Santo?

O que sabem sobre Ele? Por que continua vivo no coração das pessoas mais de dois mil anos depois? Qual feito dele mais impactou a Yasmin, a Betina, Você?

Se Ele representa O DEUS FILHO, o DEUS AMOR qual atitude de Jesus mais o (a) impressiona até os dias de hoje? Como repassá-lo?

Expectativa

Espero que a ideia do Boneco de Pano que caracteriza Jesus possa inspirá-lo por e para ideias semelhantes.

SE ELE VIESSE NA SUA CASA, O QUE VOCÊ FARIA?

Boa Semana





20 Maio 2019 10:31:00


(Foto: Daiana Mendesl) /

De repente, em 2019, você encontra alguém bem próximo que acredita e afirma "com todas as letras", ser contra a inclusão em sala de aula por prejudicar os demais!

Impactada, sim, porém mais motivada ainda

Você, no caso eu, que venho abraçando esta causa de todo o coração e acredita, sim, nos avanços de todo um grupo/turma e do próprio sujeito com a deficiência, ressalta que cada estudante com deficiência é único. Único também é cada professor envolvido.

Justificando o argumento acima, com certeza a pessoa que é contra a Inclusão na Perspectiva da Educação Especial, não deve ter tido uma experiência positiva, e nem tão pouco tem seu filho ou filha nestas possibilidades.

Parcerias

Geralmente quando atuamos nesta área temos profissionais que se sobressaem pela criatividade e olhar ampliado quanto à importância da adaptação do conteúdo didático, em especial para estudantes com Autismo. Como é possível e qual a melhor forma de contribuir em seu processo de aprendizagem, sem dúvida é um desafio para tanto para os educadores, como para os pais e demais profissionais envolvidos.

(Foto: Daiana Mendes) /

Recursos

Na verdade, uma pergunta que não quer calar: COMO POTENCIALIZAR O ACOLHIMENTO DA VARIAÇÃO HUMANA NO PLANEJAMENTO? Sim, existe uma variação humana em cada turma. Existem cérebros que aprendem de formas diferentes, em ritmos diferentes. Como contemplá-los? Quando estamos, por exemplo, em um espaço kids temos um retrato atual de nossas crianças em 2019. Correndo, agitadas, imediatistas, "brigando" pelo mesmo brinquedo, pelo mesmo espaço, e que logo estarão nas salas de aulas com muita dificuldade em permanecer sentadas. Que tipo de aulas oferecer? Que estratégias podem contemplar tal diversidade? Perceba que não é "que tipo de atividade vai contemplar o estudante com deficiência", e sim a diversidade humana ali contida.

(Foto: Daiana Mendes) /

Trabalho colaborativo participativo

Proporcionar modos múltiplos de apresentação através de redes de conhecimento, de tarefas estratégicas contemplando redes afetivas (DUA - Desenho Universal para a Aprendizagem). Pensar e planejar como engajar e manter motivada uma turma no decorrer das atividades pode ter bons retornos através de trabalhos em grupos contextualizados. Possibilidade onde a variação humana e sua diversidade comportamental podem ser contempladas.

O Professor Sandro Reinhold de Geografia e a Professora Daiana A. Mendes, Professora Auxiliar de Ensino Fundamental da EBM Virgílio dos Reis Várzea têm conseguido vários avanços utilizando formatos e ambientes diferentes com a turma 61, da qual faz parte Lucas Gabriel com Autismo e outras comorbidades (TDAH, Déficit Cognitivo, Transtorno da Fala, Restrição Alimentar) além de outros estudantes com Dislexia e Déficit Cognitivo. Ambos pensam em parceria e buscam utilizar recursos didáticos adaptados na tentativa de obter maior foco e avanços na aprendizagem. Nas fotos alguns exemplos onde o professor de anos finais encontra tempo para sentar ao lado daqueles com maior dificuldade. Uma alternativa também utilizada são as parcerias que o referido Professor estabelece com estudantes de bom desempenho que se voluntariam a vir no contraturno como "monitores" para auxiliar estes estudantes com maiores dificuldades durante as atividades em grupo.

Sei que muitas práticas colaborativas vêm se intensificando no anonimato. Mas acredito cada vez mais que as boas práticas, os bons exemplos merecem divulgação, pois podem motivar outros profissionais, bem como podem ressignificar a prática daqueles que já o fazem.

(Foto: Daiana Mendesl) /





13 Maio 2019 11:37:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Tudo bem que o dia das Mães é todo dia. Mas sem dúvida, neste final de semana intensificaram-se os movimentos para vivenciar o dia delas, o meu dia, o nosso dia. Tempo para recordar e/ou vislumbrar desejos e sonhos ou saudade desta pessoa querida. Seja do coração, seja mãe biológica. Um das coisas mais importantes é o levantamento de dados positivos que merecem gratidão, elogios, reconhecimentos nestas relações. 

Assim, escolhi a experiência de um domingo diferente em que meu filho convidou-me juntamente com meus netos para conhecer um espaço inimaginável. Vários moradores de edifícios em certa proximidade foram se unindo e construindo um belo espaço de lazer junto à natureza, atrativo para adultos, jovens, crianças e pets.

No domingo à tardinha, quando fomos conhecer de perto esta espécie de corredor ecológico, havia muitas pessoas de 0 a 90 anos, aproximadamente. Havia um telão onde seria exibido um filme para a comunidade.

O que mais chamou a atenção foi o nosso destino: um cercado de área verde com muitos cachorros, de várias raças e tamanhos brincando, correndo, se reconhecendo. Estes estavam desprendidos das coleiras para poderem sentir-se livres o suficiente para correr, pular e "fazer novos amigos cães". Desta forma compensando o tempo que passam entediados dentro dos apartamentos.

A AMJA - Associação dos Moradores do Jardim Albatroz contribuiu para este movimento com o intuito de valorizar a vida.

No local, a existência de placas indicativas sobre a responsabilidade de seus donos coletarem os dejetos, parecem bem atendidas, de modo que a boa organização resulta em grande quantidade de cães e seus respectivos donos.

Ao mesmo tempo, percebem-se os donos atentos às reações de seus bichos de estimação para intervir no momento adequado. Chega chamar a atenção, como um espaço tão simples, organizado, respeitado consegue atrair tantas pessoas de diferentes níveis sociais e de todas as faixas etárias. Quem conhece faz de tudo para voltar.


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os animais realmente têm possibilidades e oportunidades de atividades que não são possíveis dentro dos apartamentos e dos condomínios. Muito são donos de animais, poucos oferecem um pátio ou quintal para ele poder correr e brincar.

Também merece elogios uma comunidade que chega a comum acordo para cercar determinada área aumentando a segurança em função de ônibus e carros. O grupo Pet Lovers, formado por moradores donos de bichos de estimação, teve a iniciativa de instalar um cercado no espaço, evitando, dessa forma, que os animais corram risco de atropelamento, bem como problemas de outra natureza.

Como mãe, avó e tia aprovei demais a ideia. Pretendo voltar outras vezes.

Se você está entre as pessoas querendo oferecer uma ideia top para seus bichinhos de estimação fica a dica.

Boa semana.


06 Maio 2019 11:04:00


Foto: Simone Dias Azevedo/

Tempo em que os sussurros também parecem estar em extinção. As pessoas de maneira geral, crianças, jovens e adultos parecem falar em um volume cada vez mais alto. Quase aos gritos.

Quando a minha, agora nossa sala de trabalho, ( Tatiane e Sulisia), a Sala de Recursos Multifuncional está aberta, sinaliza estar liberada para que as crianças com interesse venham conhecer ou brincar. Pois um dos objetivos é que seja vislumbrada não como uma ilha dentro da Escola, mas como um espaço atraente onde todos gostam de estar e/ou frequentar.

É a sala onde realizamos atendimentos educacionais especializados para estudantes com deficiência, autismo ou altas habilidades ou superdotação. Também ali ocorrem muitas reuniões com a equipe pedagógica, familiares, professores e demais profissionais envolvidos. Pode-se denominar "Espaço Movimento Articulador" por e para uma Inclusão na Perspectiva da Educação Especial.

Razão pela qual contempla vários recursos atraentes para as crianças que chegam aos anos iniciais, ou até para coleguinhas interagirem. Por várias vezes brincam em alto tom. Quando questionados respondem que os "gritos ao brincar/jogar pedagógicos" representam a alegria que estão sentindo. Diferente de outros gritos que geralmente representam conflitos onde corpos físicos estão próximos e os corações distantes.

Podemos também acreditar que os sussurros estão em escassez pela dificuldade em "ouvir o outro" cada vez mais presente em todas as faixas etárias. Mas o que dizer dos estudantes que não conseguem se expressar oralmente?

(Foto: Sulisia Westphal) /

Foi assim que a Professora Auxiliar de Educação Especial, Simone Dias da Escola Básica Virgílio dos Reis Várzea, Canasvieiras, Florianópolis trouxe-nos a novidade denominada SUSSURROFONE. Ideia aprovada que encontrou na Internet e construiu voluntariamente: comprou os canos de PVC, as peças necessárias, serrou, colou e presenteou. O objetivo do recurso foi para um estudante específico, Roberto Tadeu Xavier, e sua turma, na tentativa de que o ouvir sua própria voz, contribuísse no desenvolvimento de sua fala. Geralmente ficam motivados, encantados ao perceberem-se emitindo sons, sílabas, palavras, frases. Como toda novidade, quando a conhecemos, parece que passamos a ouvir falar muito sobre a mesma, talvez bem próxima de nosso contexto. Mas até alguém materializar e apresentar a novidade ela era desconhecida.

Sabe-se também que é um excelente recurso para melhorar a leitura de uma turma em que cada um "sussurra e ouve a sua própria leitura". Também ajuda na timidez, na pronúncia, na leitura coletiva. Cada criança se ouvindo está sendo uma forma divertida e aprovada em várias salas de aula.

A dica é:

Conhece algo novo? Acredita que vai fazer bem em ser compartilhado? Clique já. Com certeza existe alguém necessitando da nova possibilidade, ou pelo menos ampliando seu olhar sobre algo que já conhecia, mas não imaginava tamanha contribuição ali inserida.

Como fazer?




Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711