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Trabalho colaborativo


(Foto: Daiana Mendesl) /

De repente, em 2019, você encontra alguém bem próximo que acredita e afirma "com todas as letras", ser contra a inclusão em sala de aula por prejudicar os demais!

Impactada, sim, porém mais motivada ainda

Você, no caso eu, que venho abraçando esta causa de todo o coração e acredita, sim, nos avanços de todo um grupo/turma e do próprio sujeito com a deficiência, ressalta que cada estudante com deficiência é único. Único também é cada professor envolvido.

Justificando o argumento acima, com certeza a pessoa que é contra a Inclusão na Perspectiva da Educação Especial, não deve ter tido uma experiência positiva, e nem tão pouco tem seu filho ou filha nestas possibilidades.

Parcerias

Geralmente quando atuamos nesta área temos profissionais que se sobressaem pela criatividade e olhar ampliado quanto à importância da adaptação do conteúdo didático, em especial para estudantes com Autismo. Como é possível e qual a melhor forma de contribuir em seu processo de aprendizagem, sem dúvida é um desafio para tanto para os educadores, como para os pais e demais profissionais envolvidos.

(Foto: Daiana Mendes) /

Recursos

Na verdade, uma pergunta que não quer calar: COMO POTENCIALIZAR O ACOLHIMENTO DA VARIAÇÃO HUMANA NO PLANEJAMENTO? Sim, existe uma variação humana em cada turma. Existem cérebros que aprendem de formas diferentes, em ritmos diferentes. Como contemplá-los? Quando estamos, por exemplo, em um espaço kids temos um retrato atual de nossas crianças em 2019. Correndo, agitadas, imediatistas, "brigando" pelo mesmo brinquedo, pelo mesmo espaço, e que logo estarão nas salas de aulas com muita dificuldade em permanecer sentadas. Que tipo de aulas oferecer? Que estratégias podem contemplar tal diversidade? Perceba que não é "que tipo de atividade vai contemplar o estudante com deficiência", e sim a diversidade humana ali contida.

(Foto: Daiana Mendes) /

Trabalho colaborativo participativo

Proporcionar modos múltiplos de apresentação através de redes de conhecimento, de tarefas estratégicas contemplando redes afetivas (DUA - Desenho Universal para a Aprendizagem). Pensar e planejar como engajar e manter motivada uma turma no decorrer das atividades pode ter bons retornos através de trabalhos em grupos contextualizados. Possibilidade onde a variação humana e sua diversidade comportamental podem ser contempladas.

O Professor Sandro Reinhold de Geografia e a Professora Daiana A. Mendes, Professora Auxiliar de Ensino Fundamental da EBM Virgílio dos Reis Várzea têm conseguido vários avanços utilizando formatos e ambientes diferentes com a turma 61, da qual faz parte Lucas Gabriel com Autismo e outras comorbidades (TDAH, Déficit Cognitivo, Transtorno da Fala, Restrição Alimentar) além de outros estudantes com Dislexia e Déficit Cognitivo. Ambos pensam em parceria e buscam utilizar recursos didáticos adaptados na tentativa de obter maior foco e avanços na aprendizagem. Nas fotos alguns exemplos onde o professor de anos finais encontra tempo para sentar ao lado daqueles com maior dificuldade. Uma alternativa também utilizada são as parcerias que o referido Professor estabelece com estudantes de bom desempenho que se voluntariam a vir no contraturno como "monitores" para auxiliar estes estudantes com maiores dificuldades durante as atividades em grupo.

Sei que muitas práticas colaborativas vêm se intensificando no anonimato. Mas acredito cada vez mais que as boas práticas, os bons exemplos merecem divulgação, pois podem motivar outros profissionais, bem como podem ressignificar a prática daqueles que já o fazem.

(Foto: Daiana Mendesl) /




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