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Cinquenta anos


(Foto: Sulisia Westphal) /

Das comemorações do Centenário de Curitibanos, recordo principalmente da Rainha do Evento, minha amiga Nádia Burtet Centenaro. Era a primeira vez que eu acompanhava os movimentos de uma "Rainha" com seus trajes maravilhosos dos pés a cabeça, fazendo por merecer, a nossa Querida Cidade Aniversariante.

Cheguei a percorrer minha história na tentativa de descobrir em que ano escolar estávamos: Oitavo ano, frequentando o Colégio Secundário Casemiro de Abreu. 1969! Confesso que cheguei a suspirar, a parar de respirar. Muito difícil constatar que já faz cinquenta anos. Agora a Cidade Aniversariante já completou 150 anos.

Fiquei emocionada ao folhear o Caderno Especial do A Semana: 150 anos de história! Pude revisitar fragmentos de uma história em um novo tempo, e da qual fiz parte ativamente até meados da década de setenta, mas da qual nunca me desconectei porque parte da família permaneceu. Revi e conheci muitas personalidades que contribuíram no percurso do desenvolvimento da cidade e/ou que prosseguem atuantes e acompanhando o seu visível ritmo de crescimento. Rememorei os espaços dançantes da época, os de lazer e os de encontro das famílias, bem como as tradições culturais. Com certeza cento e quatro páginas não foram suficientes para contar tantos detalhes que agregaram valor e amor a todos que ali viveram.

Não é por acaso que a Confraria dos Amigos de Curitibanos permanece ativa reunindo amigos que fizeram na cidade. Hoje temos a Confraria CAC em Curitibanos, Balneário Camboriú, Curitiba e Florianópolis. Continuam organizando eventos para reunir amigos relembrando os bons tempos na Cidade e, ao mesmo tempo em comum, buscando vivências divertidas e contagiantes perpetuando histórias.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Neste rebuscar de memórias do Centenário, trago uma conquista, publicada seis meses antes, dezembro de 1.968, mas que para muitos foi um ícone histórico. O Livro NOSSA TERRA NOSSA GENTE, impresso em tipografia curitibanense, e com participação de muitos conhecidos, cuja antologista foi "Coracy Pires de Almeida", a qual sou extremamente grata, e que objetivou com sua criação e venda a aquisição dos instrumentos da Banda Guarany, da qual fiz parte, e de onde trago meus conhecimentos musicais pela vida afora. Muitas foram as pessoas que se esforçaram para que ela viesse a se concretizar. Relembro com muito orgulho de nossa participação em eventos comemorativos da cidade e na abertura dos Jogos Abertos. Dona Ieda Hartmann, Prof. Plínio Calomeno, Dona Célia Lemos e Dona Coracy sempre presentes mobilizando os estudantes culturalmente, pois acreditavam na Banda como propulsora do desenvolvimento social da cidade. A execução da obra "O Guarany" era apenas uma das inesquecíveis de emocionar, que tocávamos de coração saltitante.

Na época não disponibilizávamos das tecnologias atuais. Assim, fica a sugestão para que novos "antologistas" se preocupem em articular e reunir registros, por exemplo, a partir do Caderno Especial dos 150 anos de história, fundamentando os próximos que virão.

Como cidadã curitibanense sempre me orgulhei em fazer parte desta obra que quis "incentivar a cultura, a arte e o belo". Atualmente, em meu espaço Conexão, no A Semana online, como colunista motivacional, procuro dar continuidade a tais características com as quais fui contagiada de forma que permanecem circulando em meu ser.

(Foto: Sulisia Westphal) /



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