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OPINIÃO

Em teletrabalho

Precisamos nos acelerar em aprender a produzir e a editar vídeos

Por Sulisia Westphal


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Repentinamente 

Ainda podemos dizer que nosso trabalho pessoal lidando com pessoas, em meu caso, crianças, estudantes, famílias, profissionais envolvidos na Educação Básica, mais precisamente na Educação Especial, e os referidos profissionais relacionados à saúde de nosso público alvo ficamos sem chão, sem espaço, emudecidos, impactados. Estávamos ainda estabelecendo os primeiros contatos no ano letivo 2020.

A provisoriedade

Foi tomando conta. Inicialmente um silêncio avassalador. Olhar pela janela, pela sacada e ver as ruas vazias, todos na verdade tentando compreender a nova realidade em que se estava inserida.

A cada semana

A cada dia as novidades foram chegando, e neste desconhecido novo campo "fique em casa/ população de risco", aos poucos, a comunicação foi sendo restabelecida, bem como iniciava o teletrabalho na Rede Municipal de Educação de Florianópolis.

Iniciamos o mês de abril estreando o Portal Educacional Virgílio do Reis Várzea, onde semanalmente são postadas atividades escolares para cada ano, para cada segmento nas diferentes áreas.

Formações

As formações, aos poucos, foram ativadas pelas necessidades que foram emergindo. Afinal, não estávamos preparadas para um trabalho virtual.

Três meses depois:

Já estamos iniciando as atividades adaptadas para a 11ª semana. Muitos avanços. Muitas horas de estudos, de articulações, de vídeos chamadas, de reuniões online. O trabalho colaborativo foi tomando proporção. Hoje estamos em equipe articulando as atividades adaptadas para o público alvo da Educação Especial. Muitas trocas e compartilhamentos pelo drive, pelo e-mail institucional, pelo Google Sala de Aula.

E agora?

Eis a grande questão: precisamos nos acelerar em aprender a produzir e a editar vídeos, em organizar e aperfeiçoar as reuniões em formato meeting, compartilhando telas e proporcionando apresentações para que possamos interagir, crianças e adultos, e assim nos animar mutuamente a prosseguir em um trabalho que ainda está longe de ser presencial.

Mais coração, menos conteúdos. Mais afeto, menos sobrecarga nos celulares e no tempo profissional online e em casa. Mais tempo para nós mesmos e para a nossa família. Menos colocações negativas. Mais compreensão. Menos cobrança. Mais comprometimento e colaboração. Menos sofrimento. Mais organização das prioridades. Menos ansiedade. Mais esperança de que vamos dar conta.


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