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19 Maio 2019 09:12:00
Autor: Carlos Homem


(Foto: Divulgação)/

Acredito que seja uma espécie de prazer ao avesso. Ou mesmo de curtir o gostinho de nadar contra a correnteza. Sei lá! Nem mesmo Freud com todas suas escavações na alma das pessoas descobriu isso. Uma esquisitice que me leva a sofrer ataques e humilhações frequentes.

Muitos, ou para ser mais exato, os poucos que se dão ao trabalho de ler estas minhas maluquices das sextas-feiras, vão rir. Com certeza torcerão as bocas em nojinhos, apontarão suas unhas compridas e com sujeirinhas, compartilharão comentários engraçados, ódios impessoais e modernos. Tô me lixando! Não sou uma pessoa do bem. Não tenho essa marca mais cara e mais importada dos últimos tempos. 

Não tô nem aí para essa gritante necessidade de ser reconhecido como "do bem". Esse status do "sou do bem" e ter opinião extrema do bem sobre tudo, não me cativa.

Sim, sou um pensador extravagante e não comerciante. Não preciso agradar para vender. Muitas vezes acho que sou uma espécie de varanda ou sacada dos prédios que só servem para depósito de coisas inúteis!

A quase unanimidade das pessoas, na maioria das vezes, não tem a menor ideia do que estão falando, mas copiaram a opinião daquele colunista do bem e "pá" na cara da gente. Repetem, sem pensar e só porque têm boca, os guichês do bem que todo mundo repete. Daí, se você é humano e está abraçado a qualquer honestidade existencial, tá fora do jogo.

Tenho horror, como exemplo, das perguntas pessoais. Que diabo? Por que querem sondar minha vida? Quando me fazem tais perguntas faço aquela cara de tirar carnegão no vivo. Que merda! Por qual razão devo informar, de graça, como estou me sentindo, qual a minha idade, onde moram e o que fazem meus familiares, se já estou aposentado,e o diabo que os carreguem!

Daí, nessas horas é que me divirto ao reverso. Minto sobre tudo. Digo que estou me sentindo muito mal, quase na extrema unção, quebrado, que trabalho feito um escravo africano, que tenho muito mais idade do que aparento. Que vão especular o capeta! Já penso bastante em mim mesmo e isso me ocupa o suficiente. Não sou do bem!

Afinal, perguntam por quê? Se estou mal não vão me ajudar, e se estou bem, vão querer pedir ajuda. É a regra interesseira do bicho humano. Na verdade, invejo apenas como vivem as crianças. Elas não possuem passado, nem futuro. Possuem apenas a razão para aproveitar e gozar o presente. Não se lhes dá conceituar o "ser do bem" ou o "ser do mal". Vivem apenas!


12 Maio 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação)


Em alguns momentos, quando me estico no sofá, me assalta um pensamento recorrente: será que para o exercício da vida vale a pena tanta luta? Justifica-se, como diz o surrado refrão, matar um leão por dia?

Um amigo rico que tive, quando alguém lhe dava uma dica de investimento para o futuro, sempre repetia: pra quem? Realmente, a pergunta não é pra quê? Mas pra quem?

Se somos finitos, estabelecer limites para o trabalho e para a ambição é coisa para os sábios. Acumular riquezas em proporções tais que não vamos desfrutar é um ato de inteligência? Na maioria dos casos, a fortuna é foco de discórdia e desunião das famílias. Amontoar demais, então, pra quê?

Na medida em que me torno reflexivo e jogo luz na realidade, vejo coisas que não via. Daí alguma indignação e inconformismos me fazem aumentar a vontade de corrigir os erros.

Perguntei certa vez a um dos meus alunos adolescentes: qual é a sua motivação na vida? A minha é a vingança, respondeu-me. Ele era prisioneiro de um ambiente de total incompetência, deixara de viver sua vida para se tornar um vingador. Agia com afrontas diárias aos seus progenitores. Tatuava-se, enfiava piercing aqui e ali, deixava os cabelos longos e amarfanhados, trajava roupas agressivas e esquisitas. Se ressentia da incompetência dos pais, e se tornara rebelde na vida como forma de vingança. Ou seja, seus pais continuavam mandando nele, e aquilo o incomodava. Não podia reagir, porque era por eles sustentado. Coisa que não podia entender como nenhum jovem entende, é que os pais não agem assim por maquiavelismo ou manipulação. Daí era um rebelde, contrariando quase tudo e todos.

Havia na revolta daquele rapaz duas coisas que me encantavam: a percepção da complexidade do que motiva nossos atos, e a serena aceitação do exibicionismo excêntrico como parte saudável dele.

Então, retorno a primeira reflexão. Vale a pena tanta luta? Viver por exibicionismo? Assim, como um pavão esnobando seu rabo, vemos gente que exibe seus carros modernos, suas viagens internacionais, suas roupas de grifes, suas casas luxuosas, mulheres troféus bem produzidas e insinuantes. Mas, quase todos são incapazes de manter uma conversa de cinco minutos quando o assunto não focar só no dinheiro.

Sorte minha é que, se tais questionamentos existenciais me angustiam com frequência, tenho em Morfeu um aliado benemérito. Fujo da realidade com auxílio do sono, essa imperiosa e ao mesmo tempo deliciosa necessidade física.



05 Maio 2019 07:00:00

Essas dores do amor, mais conhecida por dor de cotovelo, ou de corno, para ser mais popular, podem ser mitigadas, ou até mesmo resolvidas com um conselho muito simples. Esse conselho ou ensinamento talvez estivesse escorado na larga experiência de um personagem curitibanense que conheci.

Ele sempre teve amante fixa e várias avulsas. A cada passo, quando alguém para ele se lamentava desse tipo de enfermidade ou depressão moral, porque sofrera uma traição aqui ou ali, e que por tal motivo estava sofrendo, aquele mestre desse ramo sentimental ensinava: "O teu problema é acreditar naquilo que te contam, ou nas coisas que você vê! Pare com isso!

Acredite só nela, naquilo que ela diz! Não acredite nem nos teus olhos! Acredite que ela não mente pra você! Pronto, assim você não sofre!" Fácil. Na verdade adoramos mentiras. Elas são convenientes e até confortáveis em muitas oportunidades. Quando mentimos repetidamente acabamos acreditando que nossas mentiras são verdades. Muitas vezes, por carência, aceitamos a mentira dos outros como uma forma de desculpas. Pois, mudando o rumo desta conversa, penso que o Lula é a amante dos petistas descornados, e estes, por sua vez, estão seguindo o conselho do meu personagem.

Assim, a maior parte do mundo político, sanguessugas das ONGs, sindicatos, intelectuais da orelha de livros, jornalistas e artistas produzidos e sustentados pela Lei Rouanet, se fingem de tolos arrematados, assobiam e olham para o lado. Não acreditam, por bloqueio cognitivo, fanatismo, teimosia e paixão pelo Lula, em absolutamente nada do que lhes dizem e do que vêem. Só naquilo que o Lula diz, já que todo mentiroso é convincente por lhe faltar escrúpulo moral.

Se ele afirma que é inocente, é porque é! O resto é armação da direita, do capitalismo selvagem, dos grandes grupos econômicos, e, parvamente, dos Estados Unidos. Só mesmo o mais arrematado dos tolos pode negar que não houve a ladroeira colossal praticada pelas empreiteiras e políticos que agora se acham todos atrás das grades. O chefe de tudo isso seria inocente? Fanatismo nessa crença é sinônimo de burrice! Existe ainda criatura que até hoje defendem o Hitler!

A cacofonia histérica e emburrecedora dessa gente nas redes sociais é de dar ânsia. É até mesmo um cinismo intolerável esse de negar o óbvio: O Lula afundou o país e se escuda, ainda, naqueles que teimam em aceitar suas mentiras. 


28 Abril 2019 07:30:00


A colonização do Brasil teve, também, esse forte incentivo natural. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Sabe-se pela leitura dos relatos dos historiadores, desde a expedição de Pedro Álvares Cabral, nosso suposto descobridor, que naqueles idos as mulheres não viajavam nos navios. Cabral partiu de Portugal com uma frota de 13 navios onde se achavam embarcados 1.500 homens. Eram naves sem condições, com quase absoluta falta de higiene e um trabalho estafante, além de extremamente arrisca do. Os naufrágios eram frequentes. 

Daí, nosso descobridor e seus homens (há quem diga que antes disso os espanhóis já haviam estado por aqui), quando desembarcaram numa praia da Bahia, depois de 44 dias de viagem pelo mar, espantaram-se com as dóceis nativas tupiniquins totalmente nuas e desinibidas.

Não houve como impedir o contato íntimo, plural, e por consequência o nascimento dos mamelucos, filhos dos brancos portugueses com as índias brasileiras. Muitos anos depois, já com a vinda dos padres jesuítas para catequizar os silvícolas, José de Anchieta escreveu uma carta endereçada ao Rei de Portugal onde dizia que "... os colonos portugueses também depararam com nativas que andam nuas e não sabem negar-se a ninguém, mas, ainda, elas mesmas assediam e importunam os homens, metendo-se com eles nas redes, pois consideram uma honra dormir com cristãos". Só não explicou o padre se ele também caiu na tentação, ou não.

Diogo Álvares Correia, náufrago que se tornou lendário pela alcunha de "Caramuru", jamais quis retornar ao seu país. Casou-se com a índia Paraguaçu, filha de um cacique Tupinambá e com ela teve vários filhos.

João Ramalho, que a história não sabe contar se era degredado ou náufrago, se tornou genro de Tibiriçá, maior líder guerreiro da região e da nação dos Guaianazes, casandose com Bartira. Todos tinham muitas concubinas e com quase todas elas uma penca de filhos. As índias não tinham ciúmes. Os portugueses, náufragos, traficantes e degredados que vinham de uma civilização cristã, com costumes rígidos e a imposição religiosa da união monogâmica, nem acreditavam naquele paraíso cheio de belas nativas que se ofereciam graciosamente ou a troco de bugigangas. Podiam ter aqui, como se fossem marajás, quantas mulheres quisessem.

Não era raro que marinheiros, principalmente os grumetes para quem cabia o trabalho mais insalubre, que desertassem e se embrenhassem nas matas para aqui permanecerem.

Pode-se intuir, a partir desse relacionamento fácil das nossas brasileiras nativas com os portugueses carentes de sexo, que a colonização do Brasil teve, também, esse forte incentivo natural.


21 Abril 2019 09:33:00
Autor: Carlos Homem


(Foto: Divulgação) /

Fernando de Noronha, um rico comerciante português e cristão-novo (judeu convertido ao cristianismo), lá pelos anos de 1.502, era amigo de Américo Vespúcio, célebre navegador espanhol, que por suas vez era muito amigo do Rei D. Manuel I de Portugal. Como Fernando de Noronha era amigo do amigo do Rei, conseguiu fazer um contrato de arrendamento que, suponho, foi o maior da história da humanidade. O monarca arrendou o Brasil inteiro para um consórcio de afortunados mercadores lusitanos, liderados por Fernando de Noronha. O contrato? Bem, Fernando de Noronha adquiriu exclusividade na exploração de todo o território brasileiro, principalmente do pau-brasil, durante três anos. No primeiro ano não pagaria nada, no segundo 1/6 e no terceiro ¼ da valiosa madeira aqui explorada e usada naqueles tempos principalmente para fazer tinta para tecidos.

Vem já daqueles primeiros anos do seu nascimento o corrompido destino do Brasil. Claro que amigo do amigo, nestes dias atuais, passou a ser conhecido por pistolão, padrinho, QI, comparsa, etc. Mas Noronha não se contentou só com um `contratinho´ de arrendamento mixuruca como aquele. Em 1.504 ele tornou-se donatário, ou seja, ganhou de presente a bela ilha brasileira que acabou por ficar conhecida pelo nome do seu dono. Esse território insular seguiu sempre na posse dos descentes de Noronha.

Então, se um advogado torna-se amigo do mafioso José Dirceu, e este por sua vez é amigo do Presidente da República, acaba sendo guindado ao cargo de Presidente do Supremo Tribunal Federal, mesmo que tenha sido reprovado em dois concursos para juiz de direito. Uma versão atualizada de Noronha! Amigo do amigo do meu amigo é coisa muito boa! Daí o Brasil que aguente o Totófiofóli!

Daí também algumas perguntas: O José Dirceu foi solto por quê? Será que aquele tchutchuca ia abrir o bico? Querem afundar a Lava Jato por quê? Não permitem a CPI do Lava Toga por quê? O que será que o Totófiofóli vai dizer lá em casa? Vai ser preso? É claro quer não, né! Cadeia é para comediante que desafora uma corrupta. E nem existe mesmo um delegado peitudo para colocar algemas nos pulsos do Tóffelles. Dói só em pensar que o Totófiofóli é guardião da nossa Constituição. Circunstância clássica da raposa cuidando do galinheiro!

O que esperam os novos estudantes digitadores do direito? Aprender apenas a digitar números de processos mais compridos que o número do chassi? Eu os consolo: As leis brasileiras são lindas e justas, na teoria! Por isso sejam espertos e amigos dos amigos do... 



21 Abril 2019 09:33:00
Autor: Carlos Homem

Fernando de Noronha, um rico comerciante português e cristão-novo (judeu convertido ao cristianismo), lá pelos anos de 1.502, era amigo de Américo Vespúcio, célebre navegador espanhol, que por suas vez era muito amigo do Rei D. Manuel I de Portugal. Como Fernando de Noronha era amigo do amigo do Rei, conseguiu fazer um contrato de arrendamento que, suponho, foi o maior da história da humanidade. O monarca arrendou o Brasil inteiro para um consórcio de afortunados mercadores lusitanos, liderados por Fernando de Noronha. O contrato? Bem, Fernando de Noronha adquiriu exclusividade na exploração de todo o território brasileiro, principalmente do pau-brasil, durante três anos. No primeiro ano não pagaria nada, no segundo 1/6 e no terceiro ¼ da valiosa madeira aqui explorada e usada naqueles tempos principalmente para fazer tinta para tecidos.

Vem já daqueles primeiros anos do seu nascimento o corrompido destino do Brasil. Claro que amigo do amigo, nestes dias atuais, passou a ser conhecido por pistolão, padrinho, QI, comparsa, etc. Mas Noronha não se contentou só com um `contratinho´ de arrendamento mixuruca como aquele. Em 1.504 ele tornou-se donatário, ou seja, ganhou de presente a bela ilha brasileira que acabou por ficar conhecida pelo nome do seu dono. Esse território insular seguiu sempre na posse dos descentes de Noronha.

Então, se um advogado torna-se amigo do mafioso José Dirceu, e este por sua vez é amigo do Presidente da República, acaba sendo guindado ao cargo de Presidente do Supremo Tribunal Federal, mesmo que tenha sido reprovado em dois concursos para juiz de direito. Uma versão atualizada de Noronha! Amigo do amigo do meu amigo é coisa muito boa! Daí o Brasil que aguente o Totófiofóli!

Daí também algumas perguntas: O José Dirceu foi solto por quê? Será que aquele tchutchuca ia abrir o bico? Querem afundar a Lava Jato por quê? Não permitem a CPI do Lava Toga por quê? O que será que o Totófiofóli vai dizer lá em casa? Vai ser preso? É claro quer não, né! Cadeia é para comediante que desafora uma corrupta. E nem existe mesmo um delegado peitudo para colocar algemas nos pulsos do Tóffelles. Dói só em pensar que o Totófiofóli é guardião da nossa Constituição. Circunstância clássica da raposa cuidando do galinheiro!

O que esperam os novos estudantes digitadores do direito? Aprender apenas a digitar números de processos mais compridos que o número do chassi? Eu os consolo: As leis brasileiras são lindas e justas, na teoria! Por isso sejam espertos e amigos dos amigos do... 



14 Abril 2019 09:45:00
Autor: Carlos Homem


(Foto: Luis Moura /Estadão)


Era um lírio branco. Nasceu ali, na margem daquele riacho poluído. Mais do que poluído, estava podre. E o lírio branquinho, puro, imaculado, via passar ao seu lado, dia após dia, toda espécie de sujeira e podridão.

Ele tomava as cautelas e cuidados todos para não ser atingido, ainda que de forma involuntária, por nenhuma daquelas imundícies. Nascera limpo e bonito. Não queria morrer feio e sujo.

Mas o tempo foi passando. O lírio percebeu que limpo mesmo era só ele. Tudo o mais que o circundava estava apodrecido. Cansou! Não poderia viver isolado num mundo assim. Jogou-se no meio da corrente decomposta e passou a fazer parte dela.

Pois tenho aqui os meus medos a respeito do Presidente Bolsonaro. Será que, a exemplo desse lírio, não vai integrar-se no meio da corrompida classe política? Tenho pena dele. Ficou difícil de administrar-se o caráter nos dias em que vivemos. Um mundo em que, com raras, raríssimas exceções, todos se mostram dispostos a mentir, tirar proveito com trapaças e até roubar por se julgarem portadores de direitos.

São razões das mais mesquinhas que poluíram o riacho das relações humanas. Há um sadismo e uma cobiça generalizados nas pessoas. Ninguém mais pode dizer, com absoluta segurança, que dispõe de amigos confiáveis. Têm-se amigos, assim considerados, mas com cautelas e até restrições. Não se confia mais neles.

Nestes dias, colocar as pessoas em situações constrangedoras ou ameaçá-las com processos é corriqueiro. Ninguém ignora que a desonestidade está disseminada no mundo dos negócios e da política. Mentir faz parte do argumento central para se vender alguma coisa. Não basta mostrar as vantagens da mercadoria, é conveniente ocultar as desvantagens. São dois lucros acumulados. Um financeiro e outro da astúcia desleal.

A ideia de falar a verdade, ainda que para as pessoas mais íntimas tornou-se difícil e questionável. Até mesmo temerária. Ninguém pode bater no peito e dizer que é honesto, pois, se verdade fosse, não teria sobrevivido. Não há mais limites. Furta-se dinheiro dos parentes, mulheres dos amigos, objetos das lojas, talheres dos restaurantes. Furta o empregado do patrão e o patrão do empregado. Furta-se de tudo a toda hora e em todo lugar. Aliás, "para o comerciante até a honestidade é uma especulação financeira", diria o filósofo. Ser desonesto virou sinônimo de vivacidade, de habilidade. Faz parte dos negócios. Torço para que o Presidente não se aborreça como o lírio do meu exemplo e se atire no lodaçal que o circunda.



07 Abril 2019 07:00:00


(Foto: Divulgação)/

Foi uma ideia infeliz essa de quem inventou o relógio. Esse instrumento perene de suplício. Um mecanismo de requintada sevícia. É essa máquina torturadora que me interrompe o sono doce de todas as manhãs. Que me faz levantar mau humorado porque me lembra que devo ir trabalhar para viver. 

O relógio é uma máquina de picar o tempo, como se fosse um triturador esmigalhando a existência. Não permite que o tempo continue no singular como nasceu. Transforma-o em plural, fracionando-o e destruindo?a sua unidade. Ele é quem domina minha vida. Estabelece quando e em que exatos momentos do dia devo comer, escovar os dentes, dormir, pagar contas, tomar remédios. Tão atrevido e possessivo que regula até mesmo quanto tempo posso dormir, quanto tempo devo trabalhar, quanto dura o filme que assisto. Está sempre me advertindo que todo o prazo finaliza. 

O relógio fatiou o tempo em anos, meses, semanas, minutos, segundos, milésimos de segundos. Fez farelo do tempo. E o homem, metido a sabido, resolveu aperfeiçoar essa maquininha maldita tornando-a mais sádica ainda. Surgiram então relógios enormes, barulhentos. Aqueles que atormentam a vizinhança de hora em hora batendo sinos que se propagam por léguas. Sinos como os das igrejas, colocados em torres, com badalos potentes que punem até quem está longe com suas sonoridades e vibrações ricochetando nas paredes do tédio. Cruzes! 

Em noites insones ficar ouvindo a marcação das horas é tormentoso. Alimenta a angústia! Há outros mais criativos pendurados nas paredes, com caixinhas artesanais e portinhas de onde sai, com precisão intervalar, um simulacro de passarinho. Um tal de cuco sentenciando que acabamos de encurtar mais um pedacinho da vida. 

É o relógio que dá o sabor da vitória e também o desgosto da derrota. Muitas vezes por frações mínimas da sua aferição absoluta. Submete-nos à sua vontade sem qualquer emoção. É ele quem avalia se o cavalo é veloz, se pode vencer, se tem valor. O relógio é quem nos faz ficar, inexoravelmente, cada vez mais velhos. Nunca mais jovens! Implacável nessa sina, ele jamais retrocede. Como um avarento vigiando seu tesouro. Um carrasco determinado em nos advertir, 

aos poucos e sempre, que a vida é transitória e finita. Uma engrenagem egoísta. Mesmo quando para não faz parar o tempo. Não nos concede nenhuma bonificação. Uma invenção diabólica! 


31 Março 2019 07:00:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, está nervosinho! Diz que ao Presidente da República está faltando "articulação" com o legislativo. Articulação quer dizer o quê? Passar a mão na cabeça dos deputados? Oferecer verbas e cargos para que agradem suas bases? Ou querem suas "excelências" que contam com milhares de assessores jurídicos e auxiliares cheios de graus, que o executivo explique o que pretende com a reforma? Não sabem ler essas criaturas, ou querem que lhes puxem o saco? 

Nhonho quer também o quê? Que mostrem para ele que a reforma da previdência não é para ajeitar os senhores deputados, mas para atender uma urgência do país.

Deputado não é eleito para isso? Agora, com a prisão do seu sogro, Nhonho diz que o projeto do Ministro Sérgio Moro vai ficar na gaveta. Tem outras prioridades na frente, segundo ele. Isso é outra vergonha nacional. Ao presidente do legislativo é que cabe interpretar as prioridades nacionais e também pautar, ao seu alvedrio, quando se aprecia e vota um projeto de lei, ainda que relevante?

"Não é no país que estão pensando"

Ora, assim como os cristãos ao longo dos tempos perderam todas as guerras para o materialismo vulgar, o debate político tornou-se trivial e vai perder sempre. Podem enrolar, mas na continuação a sociedade exige e impõe. Esses babacas que se intitulam de legisladores e representantes do povo devem ser menos hipócritas.

A plebe já entendeu que entre aquilo que eles dizem na frente de um microfone e aquilo que na verdade pretendem nos bastidores, não é no país que estão pensando. Só que agora, dispondo das redes sociais, a hipocrisia é desmascarada de plano. A participação popular, agora, é quem dita às prioridades nacionais.

Há pelo que se observa nessas futricas políticas, uma guerrinha de inveja e de esnobação de poder. Só que essa inveja não é daquelas que almeja a igualdade, e sim a inversão da desigualdade: "Quero me dar bem, e que ele se ferre". Esse raciocínio facilita entender bem os bate-bocas ideológicos da nossa política. Um conflito de personagens que não estão nem aí para o país. Ególatras é o que são.

No fundo mesmo, e isso também acontece aqui no nosso Estado, está havendo um inconformismo da classe política que só sobrevive com o "toma lá dá cá", com o apadrinhamento na distribuição de cargos, com a entrega de verbas aos municípios como se o dinheiro fosse deles. Não vai ser fácil para o Presidente Bolsonaro arrancar essas raízes profundamente corrompidas. Estão muito arraigadas e são antigas. Penso que seja isso o que os deputados denominam de "falta de articulação".


23 Março 2019 10:45:00
Autor: Carlos Homem


(Foto: Divulgação) /

Diga-me uma coisa? Se você, meu raro leitor, tivesse que escolher alguém para ocupar uma vaga de emprego, quem escolheria? Um rapaz bem barbeado, com o cabelo cortado de forma tradicional, vestindo-se com roupas sóbrias e clássicas, calçando sapatos limpos, ou outro barbudo, mostrando rodovias ziguezagueando o cocuruto da cabeça, com uns brinquinhos infames na orelhas, usando tênis e boné encardidos? Optaria por uma moça com as mãos bem asseadas, unhas normais, braços limpos e trajes comedidos, ou outra com unhas desenhadas em cores variadas, braços rabiscados com tatuagens ridículas, argola no nariz? Daria preferência para uma moça ou rapaz que falasse de forma mais ou menos correta ou alguém assassinando o verbo de forma grosseira e rudimentar, repetindo gírias ou até palavrões? Mas, e se a vaga de emprego fosse para faxineira, esses detalhes importam? Importam sim!

Quem não cuida de si próprio, menos ainda cuidará daquilo que é dos outros. Entre uma Carteira Profissional de Trabalho apresentada e bem zelada de um, com poucos registros, e os ali existentes com períodos longos, ou uma carteira toda puída, rota, amarfanhada, com incontáveis registros de contratos com poucos meses em cada um, ou mesmo nem a apresentação da carteira com a velha desculpa de que a extraviou? Aos olhos do empregador, quero acreditar nisso, a aparência de quem se veste afrontando a sociedade, mostrando sua tendência contestadora, querendo enfrentar as estruturas vigentes, não seria prudente contratar um candidato desses.

Quem precisa de emprego deve tomar alguns cuidados básicos ao apresentar-se ao empregador com tal pleito. Pouco, muito pouco adianta elaborar um "curriculum vitae" cheio de habilidades e competências, quando o visual do candidato depõe contra ele. O velho ditado de que "a primeira impressão é sempre a que fica", continua valendo. Quem se submete a uma entrevista de emprego, antes de tudo deve ser educado na chegada, já com a recepcionista da empresa.

Um pretendente não pode se apresentar fumando, nem mesmo cheirando cigarro ou álcool. Celular desligado, isso é básico. Agora, pelo amor do Monge João Maria! Quem precisa de emprego deve mostrar a cara, pessoalmente! Mandar a mãe, pai, mulher ou marido, pedir trabalho nem chega a ser um absurdo. É um desrespeito! Um atestado de incompetência e covardia.  



17 Março 2019 08:30:00


(Foto: Reinado Canato)


O fim da obrigatoriedade compulsória de pagar o imposto sindical foi uma medida mais do que oportuna. Era uma vergonha fazer com que o trabalhador brasileiro tivesse que dar o valor equivalente a um dia do seu salário por ano, para sindicatos que não tinham nenhuma serventia. Era um festival desses monstrengos. Incontáveis dirigentes sindicais se encostavam naquelas fortunas tungadas para viverem nababescamente e sem trabalhar. Aliás, os sindicatos não ajudavam, mas atrapalhavam as atividades empresariais impossibilitando a criação de mais empregos.

No Brasil, os sindicatos, quase todos, estão infestados de pelegos e faziam como ainda fazem aquele discursinho socialista de instigar conflitos entre patrões e empregados. Aquela coisa nojenta do "nós e eles".

Mais grave ainda! Esqueceram que deviam tomar uma posição isenta na política, já que, em tese, representam todos os segmentos da produção e da organização no mercado de trabalho. Uma infinidade de dirigentes sindicais, com o dinheiro que não lhes pertencia, faziam campanhas eleitorais caríssimas e se guindavam aos altos cargos públicos.

Mas, neste país, sempre que as coisas se complicam para esta ou aquela atividade, busca-se o famoso jeitinho brasileiro. Então, os sindicatos encontraram uma forma de fugir daquele dispositivo da reforma trabalhista que acabou com a obrigação de pagar o imposto sindical, pois ela estabelece que para isto seja necessária a prévia autorização do empregado permitindo que descontem a excrescência parasitária do seu salário. Fizeram os sindicatos então, o quê? Convocaram em algumas atividades e em grandes empresas assembleias gerais onde só os caciques compareciam, e lá, escandalosamente, decidiam que as contribuições sindicais poderiam ser descontadas nas folhas de pagamentos salariais. Em seguida, ingressavam com medidas cautelares nos tribunais superiores do trabalho e conseguiam decisões que obrigavam tais descontos.

Mas, quando o rato é muito esperto, a ratoeira deve ser aperfeiçoada. O Presidente Bolsonaro, para fechar as portas dessa tunga do dinheiro dos trabalhadores, baixou uma medida provisória estabelecendo que não possa haver tais descontos diretos, embora permita ser cobrado o imposto sindical através de boletos. Quá, quá, quá! Sabem quantas vezes o empregado vai ao banco com um boleto para pagar aquilo que não deve? Nunca!!! Acabou-se a mamata desses carrapatos sociais! Imaginem só! São 17 mil sindicatos que botavam a mão em 3,6 bilhões por ano. Ufa! Até que enfim mais uma medida salutar para o operário brasileiro.



10 Março 2019 10:30:00


Teve uma época em que eu consultava o horóscopo quase todo dia. Claro, essa fragilidade humana consorciada com a insegurança que trazemos no gene sempre quer saber o que nos reserva o futuro. Uma coisa parecida com a reza. Estamos sempre querendo o troco. Rezamos para que nos ajudem, raramente para que a ajuda seja aos outros. A oração é um ato egoísta por natureza. Uma espécie de investimento nos fundos da crença objetivando recompensa ou lucro. 

Uma coisa sempre me deixava encucado. Se meu signo é virgem, por ter nascido em setembro, que significa (sete) do sétimo mês, por quê no calendário é nove? Então as previsões do meu signo sempre estiveram erradas, por lógico. 

Aliás, o primeiro calendário tinha dez meses e começava em março, em homenagem ao deus da guerra Marte. Depois, para acertarem o tempo da natureza, acrescentaram mais dois meses, janeiro e fevereiro, que findavam o ano. O imperador romano Júlio César foi quem transferiu janeiro para ser o primeiro mês do ano. E aumentou dois dias, fazendo-o então com 31. Batizou janeiro com o nome de um deus romano Janus que simbolizava abrir as portas. A divindade tinha duas faces e olhava tanto para frente quanto para trás. Quando menino, eu desconfiava que minha mãe tivesse também olhos na nuca. Ela manjava tudo! 

Janeiro já surgiu no calendário desconfiando dos humanos. Foi o papa Gregório que adotou como oficial o nosso atual calendário, gostando da ideia de que o ano um(1) deveria ser o ano do nascimento de Cristo. A confusão fica maior ainda quando outubro de oito virou dez, novembro de nove passou a ser onze e dezembro de dez se transformou em doze. Até mesmo o quinto mês denominava-se "quintilis", mas foi rebatizado para julho quando passou a ser o sétimo em homenagem a Júlio César. 

O horóscopo tem previsões com base em que calendário afinal? Na verdade as previsões dos horóscopos são todas fajutadas. Pura empulhação! É que cada um de nós tem suas particularidades, manias e comportamento típicos. Somos individuais e únicos. Gostamos de adaptar, mentalmente e por conveniência, as coisas boas que dizem os horóscopos ao cotidiano das nossas vidas. As ruins de imediato descartamos e achamos bobagens. É muito tolo e inseguro o tal bicho humano! 


03 Março 2019 09:33:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Não tenho cabeça pra entender esse gosto pelas drogas. Sou um remanescente dos chamados "caretas". Assumo isso sem qualquer problema. Antiquado, fora de moda, sucatão, digam lá o que disserem. Se um dos requisitos para ser espertinho e sabido é consumir um desses bagulhos que proliferam por aí, fico na minha. Muito mais agora que estão usando a bunda para transportar essas porcarias.

A cavidade anal virou cofrinho ou cofrão dos traficantes. Ali são escondidas "bonecas" e "trouxinhas" com cocaína ou maconha. Se as tais drogas já são por natureza uma coisa nojenta, ficam ainda mais fedidas quando transportadas nesse local nada convencional. Arre!

Já sou meio desconfiado com as galinhas! Penso até que elas sejam traficantes de ovos! Me dá uma certa ojeriza consumir um alimento que esteve enfiado na bunda de alguém! Mas o ovo é confeccionado por ali mesmo. E a galinha não é tão imunda quanto às pessoas, com certeza. Já as drogas são introduzidas numa improvisada cloaca humana, nada higiênica.  

"Ganhar dinheiro fácil sempre submeteu a raça humana a fazer coisas irracionais"

Esse esconderijo anatômico não é novidade ao longo dos tempos. Os prisioneiros judeus, nos campos de concentração nazistas, já ocultavam no reto alguns objetos de ouro para subornar os guardas alemães. Henri Charrière, famoso escritor francês, no seu livro "Papillon", relata que ficou treze anos com uma cápsula de metal onde guardava dinheiro, enfiada no orifício corrugado para escondê-lo dos parceiros e dos policiais, nas prisões por ande passou. São coisas difíceis de entender. Mas, compreender significa testemunhar a dificuldade de distinguir a fantasia da realidade. É bizarro constatar esse comportamento nos humanos.

Ganhar dinheiro fácil sempre submeteu a raça humana a fazer coisas irracionais. Tem sido frequente a prisão ou apreensão de mulheres que usam, como se fossem cangurus, a genitália para levar drogas, celulares e até armas aos seus parceiros encarcerados. Ou para o tráfico direto.

Algumas roubam das lojas até peças intimas do vestuário escondendo-as ali. Façam-me um favor, loucas criaturas! Isso aí não foi projetado para depósito! Não é um porta-malas para 100 litros! Nem mochila! Há outras utilidades muito mais recreativas e prazerosas do que ficarem por aí bancando marsupiais.


24 Fevereiro 2019 09:20:00

Eleger um poste são coisas raras neste país


(Foto: Divulgação)/

Cedo, muito cedo para falar sobre a sucessão do nosso prefeito. Em política, porém, talvez não seja assim tão cedo. Quem chega na frente bebe água limpa, diz o ditado. Com amparo nesse brocardo, quem sabe, já se vê, aqui ali, alguns movimentos de olho na sucessão municipal. São bem tênues ainda. Mas, já existem. Só que desta vez, ao contrário de todas as outras, os movimentos pré-eleitorais não acenam com nomes fortes. De forma muito tímida escuta-se falar em nomes de alguns jovens, verdes ainda na política. Uns entusiasmados com essa onda mudancista despertada pelo fenômeno Bolsonaro. Outros, escorados em mandatos de vereadores. Entre estes alguns até doidivanos. Mas, nenhum nome de peso. Nenhum com carisma.

Claro que as raposas velhas se mantêm caladas. Sabem que essas coisas exigem cautela. Bem verdade que seja lá o nome que for, se eventualmente estribado na junção das duas forças eleitorais que sempre ditaram os rumos do município, é muito difícil uma "novidade" lograr vitória. O Prefeito Dudão, pela excelente administração que fez e está fazendo, será um cabo eleitoral considerável. Mas, eleger um poste são coisas raras neste país. E até mesmo temerário. Não creio que jogue seu prestígio nisso. Até porque isso já foi causa de desastres como aconteceu com Fleury, Dilma e Haddad.

Vivemos em tempos que o eleitor não vota só pela simpatia ou vínculo partidário. O perfil do candidato, a competência administrativa, o histórico da sua vida, entre outros aspectos são analisados. Desses nomes muito jovens que se ouve falar não se identifica neles nenhum destes requisitos. Administrar um município como o nosso requer um currículo mais sedimentado. Quem nunca administrou sequer um boteco de banana não tem credenciais para gestor de uma comunidade. O desafio é enorme. Elementar! Pode acontecer, pelo açodamento que a eleição de um deputado doméstico tenha causado, que alguns neófitos se intitulem candidatos a prefeito, supondo, erroneamente, que tenham regimentos necessários para ir à guerra. Ledo engano! Eleições municipais têm características e nuances próprias.

Buscando socorro na culinária é oportuno afirmar que o uso só da metade da receita pode inverter o resultado. Para se entender esses meandros da politica caseira é preciso ir devagar. Se ficarmos mal conectados podemos errar feio. Como dizia Thales Ramalho, habilidoso político pernambucano, em política, quem disser que sabe das coisas, ou está mal informado, ou está mentindo!       



17 Fevereiro 2019 09:00:00


(Arte: Divulgação) /


Uma pessoa como eu faz perguntas sem importância. A maioria estúpidas. É que as bobagens são ditas graciosamente. Tira também algumas conclusões que se não são óbvias, parecem mais compreensíveis. Daí, como exemplo, nessa reforma da legislação trabalhista, a esposa do cara passou a ser considerada celetista e a amante terceirizada. Certo? Não fica mais fácil de entender?

E o golpe que pialou a Dilma, foi ou não foi golpe? Sei lá, mas que foi uma solução supimpa foi! Se foi golpe ou não, ficou mais tranquilo do que estava. Melhorou, não melhorou?

Outro exemplo: ao invés dos cientistas ficarem gastando fortunas para viajar no espaço, por que não resolvem meu problema de calvície? É mais urgente, embora não necessário. Ou porque não inventam um meio de gelar a cerveja em segundos? Por que as pessoas puxam conversa no elevador se não vai dar tempo de concluir? Alguém consegue entender por que aqueles que se incomodam com os cachorros de rua querem que os outros resolvam o problema? Não seria mais lógico e econômico fazer um canil nos fundos da casa de cada um desses "politicamente corretos"? Existe, por acaso, alguma lei que garanta estacionamento privativo para autoridades? Mas se as ruas são públicas, como podem ser privadas? Que espécie de "empoderamento" é esse? Mau exemplo! Resquícios dos tempos do império, com certeza.

O mundo caminha apressado para uma superpopulação, certo? Então a homossexualidade será a solução, não acham? Sim, porque homem com homem não nasce filho, nem mulher com mulher, por óbvio. Conclusão: o mundo vai acabar!

Mais um exemplo: se um amigo meu planta maconha e fuma, o que é que eu tenho com isso? Segundo meu instituto particular de pesquisas, 95% dos problemas deste mundo não existiriam se as pessoas compreendessem que se meter na vida dos outros não melhora a nossa vida! Aliás, por que toda pessoa fuxiquenta sempre diz que não suporta fuxico?

Por que todo papai fresco acha que contar traquinagens do seu filhinho é bonito? Quer mostrar que seu enxertinho é muito mais inteligente que os outros? A pieguice é um saco! Não gostaram dessa minha implicância? Paciência, eu também não gostava de radite com chips de alho e tive que aprender a gostar!


03 Fevereiro 2019 07:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

"Imagine um país em que não haja limitações à terceirização do trabalho - nem de atividades meio, nem de atividades fim. Imagine que, nele, homens e mulheres só possam se aposentar após os 67 anos de idade e que, depois de aposentados, recebam em média menos da metade do que ganhavam enquanto trabalhavam. Meia entrada para idosos não existe lá. 

Imagine que nesse país não existam 30 dias de férias remuneradas. Imagine que os empregados têm de negociar com os patrões quanto tempo terão de férias e se elas são remuneradas ou não. Adicional de férias não existe por lá. Imagine que 13º salário também não existe.

Imagine que mulheres grávidas só tenham direito a 12 semanas de licença maternidade e que durante o período de ausência elas não são remuneradas. Imagine que os patrões possam negociar com os empregados se eles vão trabalhar em finais de semanas ou feriados nacionais. Adicional noturno, por horas extras, trabalho em finais de semana ou feriados não existem. Imagine que não existem faculdades gratuitas, nem meia entrada para estudantes em cinemas, shows, teatro ou outros espetáculos.

Imagine um país onde ninguém tem estabilidade no emprego, nem os funcionários públicos. Imagine um país onde não existe FGTS, muito menos adicional de 40% em caso de demissão sem justa causa. Imagine que nele os trabalhadores não tenham um limite no número de horas que podem trabalhar. Seus patrões e eles podem combinar o que quiserem.

"Imagine um país onde ninguém tem estabilidade no emprego"

Imagine que o salário mínimo por lá fique 11 anos sem nenhum reajuste. Imagine que não exista carteira de trabalho, nem Justiça Trabalhista. 

Quem iria querer trabalhar e morar em um país assim? Quase todo mundo. Esse país existe. Ele se chama EUA e seu presidente está se esforçando para impedir a entrada de milhões e milhões de trabalhadores de outras nações que a cada ano querem ir trabalhar lá.

Com regras assim, como tanta gente arrisca a vida e tantos outros se mudariam para lá nesse exato segundo se pudessem? Talvez, porque por essas e outras razões, os preços e a inflação são muito menores do que aqui, a taxa de desemprego é um terço da nossa e as pessoas ganham, em média 7 vezes mais do que aqui? Talvez?".

O texto do economista Ricardo Amorim é irretocável. Faltou, quem sabe, mencionar o gigantismo da Justiça do Trabalho no Brasil. São 1.500 Varas, 24 Tribunais Regionais e um Tribunal Superior com 27 Ministros, tendo gasto no ano de 2017 o valor 18,2 bilhões de reais do dinheiro público. Deste astronômico valor, 94% foram gastos com salários. Ora, se já temos uma Justiça Federal, não há como justificar esse oneroso e pesado aparato especializado. Um bis in idem no Poder Judiciário.


25 Janeiro 2019 17:04:00

Vou comprar um pra mim! Não me venham com esses discursos?da esquerda do politicamente correto. A esquerda armou os bandidos, isso estava certo? Vou guardar meu trabucão num lugar estratégico dentro de casa. Até que seja liberado também o porte. Nem que tenha de andar meio torto por aí com o peso daquela ferramenta. Se entrar bandido lá, eu mando bala! Gosto quando os policiais dizem: Antes que chore minha mãe, que chore a mãe dele! 

Volta e meia, quando aqui escrevo, me dou por exemplo, embora não seja aconselhável. Mas, já fui assaltado duas vezes. Na primeira, o marginal me humilhou ao extremo. Me fez deitar no chão, roubou meu relógio. Não levou grana porque eu não tinha. Que vontade de matar o FDP naquela hora. Mas ele tinha arma e eu não! Na segunda, sem um mínimo de cautela, dois elementos arrombaram o portão da garagem e entraram enganados nela supondo, presumo, ser a entrada da casa. Eram apenas nove horas da noite. Só podia ser um assalto, pois dois deles ficaram dentro do carro, lá fora, dando cobertura. Advertido pela minha mulher da presença daqueles vagabundos, peguei meu trezoitão que na época eu tinha, e pela fresta da janela atirei. Pena que sou um banana no manuseio de arma. Errei por uma diferencinha de mais ou menos quatro metros. Mas os morféticos saíram jogando terra nos cascos. 

Ora, por qual razão não posso ter uma arma em casa? Os moralistas hipócritas, todos falsos, argumentam que uma ar- ma de fogo em casa pode causar acidentes, por em risco a vidas das crianças e blá-blá-blá. E as facas? Vamos proibir o uso das facas nas residências? Cortar churrasco com talheres inox? E os veículos? Há muito mais mortes causadas por automóveis do que por arma de fogo. 

Arma nenhuma mata. Quem mata é quem a manuseia, assim também com as facas e os auto- móveis. Nos Estados Unidos, existem mais de 350 milhões de armas. Se a arma é um perigo, os Estados Unidos seria o pior país do planeta para as pessoas viverem. Mas tá assim de brasileiros com discurso moralista de desarmamento louco pra ir morar lá. 

Depois tem outra: onde fica o direito republicano da legítima defesa? Uma arma de fogo dentro de casa deixa a família mais tranquila, mais segura. Ou não? Criminosos invadem domicílios, lojas, matam pessoas com crueldade e o cidadão não pode defender-se? 

Essa conversa fiada não me convence. Chumbo neles! Ora, temos um Estatuto do Desarmamento vigorando há mais de 15 anos e a taxa de homicídios ultrapassa 60 mil por ano. Os politicamente corretos gostam muito de estatísticas. Fiquem com esta, então! 


20 Janeiro 2019 10:00:00
Autor: Carlos Homem

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(Foto: Divulgação) /

Então, uma mulher procurou emprego numa pequena empresa. Como aquela firma estava mesmo necessitando urgente de auxiliares de produção, admitiu a postulante. No entanto, alegando que havia extraviado sua Carteira de Trabalho e outros documentos, prometeu a mulher que os apresentaria no prazo de dez a quinze dias. A boa fé da empregadora assim aceitou.  

Só que a operária, depois de trabalhar apenas cinco dias, não apareceu mais no emprego. Ao invés disso, dizendo mentirosamente ter sido demitida porque estava grávida, sem qualquer outro procedimento ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho. Pediu, entre outros direitos, o aviso prévio, o salário proporcional e a estabilidade da gestante no emprego pelo período de 5 meses, ou, alternativamente, o pagamento do salário relativo a tal período.

A empresa foi condenada a pagar os valores respectivos postulados pela malandra. Por quê? Porque a lei exige que a empregada seja registrada no ato da sua admissão. Também porque estando grávida, existe uma tal responsabilidade objetiva que garante o direito estabilitário da gestante. Mas a Constituição Brasileira não diz no seu artigo 10, II, letra "b", que a estabilidade de cinco meses é garantida "... desde a confirmação da gravidez? Bobagem. Constituição não vale nada. O que vale são as famigeradas "Súmulas" dos Tribunais sob justificativas hermenêuticas.

Neste país, o Executivo e o Judiciário legislam mais do que o Legislativo. Destarte, o formalismo da Justiça do Trabalho é muito cruel e tem mão única. Não se questiona o golpe da barriga como foi no caso acima relatado. Ao empregador é que cabe a culpa por não ter tido a cautela de registrar a empregada antes de ela começar a trabalhar. A má fé da obreira predomina sobre a boa-fé da empregadora! Devia também ter sido exigido neste caso o atestado admissional. Só que, a verificação da gravidez, ignorada pela dita cuja, não poderia e não pode ser objeto de exigência da empresa para tal atestado, sob pena de responsabilidade por dano moral. Quer dizer: se correr o bicho pega, se parar o bicho come! É justo isso?

Estando grávida de uma semana, que nem mesmo ela sabia, foi indenizada em 13 meses (9 da gestação, mais 5 da estabilidade, 1 do aviso prévio e 1 de férias, 1 do 13º, mais os encargos previdenciários). Tomando-se o salário mínimo como referência, custou para a pequena empresa mais de R$ 23.000,00. Mas, se já estava grávida antes de começar a trabalhar é direito dela a estabilidade? Tendo sido contratada, sim. Há justiça nisto? O Presidente Bolsonaro anda acenando com a possibilidade de extinguir a Justiça do Trabalho. Tomara! Justiça paternalista e de mão única não é justiça! Convenhamos!



13 Janeiro 2019 09:45:00


(Lilian Quaino/G1)


O cargo de procurador da Justiça do Trabalho foi uma invenção de Getúlio Vargas quando entrou na onda do populismo latino-americano com uma coisa chamada trabalhismo. Com esse trabalhismo tupiniquim proliferou o sindicalismo.

Uma figura que transitava nesse meio, com influência total, referenciada como patrono até os dias atuais, era Plínio Affonso de Farias Mello, pai do nosso Ministro do Supremo Tribunal Marco Aurélio, conhecido pelas suas lambanças jurídicas. Tinha tanto prestígio o Sr. Plínio que mesmo no regime militar, João Figueiredo manteve aberta a vaga para o cargo de procurador no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro até que Marco Aurélio completasse 35 anos em 1981. Assim, atendida a exigência legal, sem qualquer concurso público, nosso Ministro assumiu aquele cobiçado cargo.

Nessa trilha, ainda com o prestígio do pai, foi guindado ao Tribunal Superior do Trabalho em Brasília. Depois, sob a tutela de Fernando Collor de Mello, seu primo, em 1990 foi 'promovido' para Ministro do Supremo Tribunal Federal. Assim, entre compadrio, parentesco, corporativismos, oportunismos e pistolões, temos o nosso ministro que gosta de soltar bandido. Como este sabia e sabe o caminho fácil, logrou nomear sua filha Letícia para o cargo de Desembargadora da 3ª Região no Rio de Janeiro, agora com a chancela de Dilma Rousseff, pouco importando essa história de nepotismo.

Nesses meandros conhecidos pelos espertos, o Ministro Dias Toffoli, atual presidente do STF, por ter sido advogado do PT, de José Dirceu, da União sob Lula, também ascendeu a tal suprema posição, mesmo sem concurso para juiz e após ter sido reprovado em dois. Já o Ministro Lewandowski chegou lá graças as suas ligações de compadrio e amizade com o casal Maria Letícia e Lula.

Mas, afinal de contas, faço estes relatos por quê? Por achar que está errado? Pode. Mas, na verdade, o que tenho mesmo é inveja. Sou muito burrinho e não conseguiria ser aprovado num concurso de juiz. Só que assim na moleza, de galho em galho, com padrinhos poderosos, eu aceitaria ser Ministro sem me fazer de rogado. Me contentaria até mesmo com uma função de Desembargador, ou na pior, de Procurador de uma instituição pública federal qualquer. Mas dessa forma! Sem concurso, sem teste nenhum da minha capacidade. Apenas na base do compadrio e da amizade. Fácil assim. Será que alguém recusaria?



06 Janeiro 2019 08:44:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

"A justiça carcomida é o pior câncer de uma sociedade. Em 1971, ganhei uma bolsa para estudar nos EUA. Foi um seminário sobre desenvolvimento econômico na Harvard University. Em um encontro com um professor, eu propus uma simples pergunta a ele. Qual o principal fator (citando apenas um), para explicar a diferença do desenvolvimento americano e o brasileiro, ao longo dos 500 anos de descobrimento de ambos os países? Então o mestre sentenciou sem titubear: a justiça! Explicou ele em poucas palavras: a sociedade só existe e se desenvolve fundamentada em suas leis e sua igualitária execução. A lei é o solo onde se edifica uma nação e sua cidadania. Se pétrea, permitirá o soerguimento de grandes nações. Se pantanosa, nada de grande poderá ser construído. 

Passados quase 50 anos deste aprendizado, a explicação continua cristalina e sólida como um diamante. Sem lei e justiça, não haverá uma grande nação. Do pântano florescerão os "direitos adquiridos", a impunidade para os poderosos. Daí se multiplicarão as ervas daninhas da corrupção, que por sua vez sugarão a seiva vital que deveria alimentar todas as folhas que compõem a sociedade. Este abismo gerará violência e tensão social. Neste ambiente de pura selvageria, os mais fortes esmagarão os mais fracos. O resultado final: o pântano se tornará praticamente inabitável. As riquezas fugirão sob as barbas gosmentas da justiça paquiderme, para outras nações.

"Nestes dias atuais, não há brasileiro que não sinta vergonha da sua Suprema Corte"

Os mais capazes renunciarão a cidadania em busca de terras onde a justiça garanta o mínimo desejado: que a lei seja igual para todos. Este é o fato presente e a verdade inegável do pântano chamado Brasil! Minha geração foi se esgotando na idiota discussão entre esquerda e direita. E ainda continua imbecializada na disputa entre 'nós e eles', criada pelo inculto Lula e o séquito lulista. Não enxergaram um palmo na frente do nariz da essência da democracia. Foram comprados com pixulecos, carros, sítios e apartamentos. Não sei quantos jovens lerão este texto e terão capacidade de interpretar e aprofundar a discussão. Aos meus 70 anos, faço o que está ao meu pequeno alcance"(John Kirchhofer).

O texto acima que me foi enviado e que transcrevo espelha uma realidade secular. Nestes dias atuais, não há brasileiro que não sinta vergonha da sua Suprema Corte.

O Supremo Tribunal há muitos anos abandonou por completo a sua função de autocontenção e guardião constitucional. Noticiam, a cada passo, as barganhas que faz com o Executivo e com o Legislativo, sobre causas das mais variadas.

O mau exemplo, então, vem até aos juízes de primeiro grau. Daí não ser nada estranho saber-se de decisões cunhadas ao sabor de simpatias pessoais, de convencimentos emprenhados pelos ouvidos, de sentenças lavradas ao arrepio das leis e absurdamente em frontal contradição com outras decisões do mesmo julgador. Que segurança pode ter o cidadão comum? Nenhuma!


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