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OPINIÃO

Anedota oportuna

A dose muito forte do remédio poderia matar o doente


(Foto: Divulgação) /

"Então, a convite do nosso governo, o Papa veio visitar o Brasil. Aqui chegando, por sugestão do presidente Bolsonaro, o Pontífice foi com toda a comitiva dar um passeio de barco na Baía da Guanabara. Uma rajada de vento inesperada arrancou o solidéu do Papa no momento em que se encontrava de pé no convés, lançando-o sobre a água. Ante o assombro de todos que não sabiam o que fazer, Bolsonaro desceu tranquilamente e saiu caminhando sobre as águas, juntou o chapéu do Papa, voltou, subiu no barco e o devolveu ao supremo sacerdote. A manchetes dos principais jornais do país foram: "Bolsonaro não sabe nadar!"

Vale a anedota para mostrar que até mesmo nas notícias prodigiosas a mídia brasileira encontra uma forma de desprestigiar o nosso presidente. Chegam ao absurdo de responsabilizá-lo pela propagação do chinesinho virulento. A propaganda negativa quando não é ostensiva, tem sido sublimada. Nestes tempos, porém, as redes sociais não permitem que os poderosos da imprensa e velhos parasitas dos cofres públicos continuem a manipular o povo de acordo com suas conveniências.

Lamentavelmente, mesmo vendo isso, uma considerável parcela de pessoas por teimosia, fanatismo, interesses particulares, frustração política partidária e cegos por opção, servem aos objetivos de quem sempre mamou nas tetas governamentais e que agora estão sofrendo com uma crise de abstinência. Aí, o país é dividido entre o saudosismo dos sanguessugas e os patriotas que querem um Brasil melhor. Por isso, e, além disso, tem sido recorrente nas manifestações em favor do governo, a exibição de faixas e cartazes pedindo a intervenção militar. Nas redes sociais com mais ênfase.

Como a humanidade não descobriu ainda um regime melhor do que a democracia, tendo ela percalços de toda natureza, parece-nos que um militarismo explícito, com a implantação de uma semi-ditadura, ou total, soa temerária. Para usar um lugar comum, a dose muito forte do remédio poderia matar o doente. Mesmo, porque, o problema das ditaduras é o "guarda da esquina" como muito bem definiu Pedro Aleixo, nosso ex-vice presidente.

Até mesmo os defensores desta ideia se nos afiguram como insanos. Será? São tantos os desmandos e interferências do STF nos dois outros poderes, abusando e debochando do povo com decisões absurdas, que talvez fosse melhor termos que conviver com o "guarda da esquina". Um ditador, por pior que fosse, seria talvez melhor que os onze Batmans! 

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