ASemana 36 anos.png
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17 Setembro 2019 09:58:00



A valorização da vida começa pelo cuidado de uma parte do corpo que pouco conhecemos. E não estou falando do coração. Nossa mente é quase um universo a ser desbravado quando o assunto é saúde. Pouco se fala sobre saúde mental, porque, por muito tempo, isso foi problema de louco. A questão, é que com o acesso mais facilitado a informações de qualidade, estamos nos conscientizando, cada vez mais, que nossa mente merece tanta atenção quanto nosso corpo. E isso tem acendido um alerta de que, cuidando da nossa mente, também conseguimos cuidar da mente de quem convivemos. 

A campanha Setembro Amarelo tem colocado em pauta a prevenção do suicídio, mas eu prefiro dizer que a ação dá espaço para falarmos sobre saúde mental. O tentado contra a vida é o último pedido de socorro de uma pessoa que enfrenta problemas mentais, mas, antes do suicídio acontecer, sinais demonstram que uma pessoa pode estar passando por dificuldades psicológicas. 

Cansaço e desânimo podem não ser uma simples tristeza, assim como a euforia pode não ser uma felicidade saudável. Faltas e exageros podem ser sinais de transtornos que desencadeiam um tentado contra a vida. É preciso saber avaliar o seu comportamento e, mais do que isso, o comportamento dos seus pais, dos seus filhos, amigos e familiares, para conseguir impedir que um problema mental tire a vida de uma pessoa.

Não há culpados. Mas podem existir heróis. Identificar um transtorno em alguém e orientar um tratamento médico é uma grande demonstração de carinho. Mas, para que isso aconteça, é necessário estar com a própria mente saudável para ser capaz de perguntar "Como vai você??, e ter ouvidos para escutar a verdadeira resposta; que nem sempre aparece na fala. Mas as pessoas andam sem tempo. Os filhos estão trancados em seus quartos, os pais em seus escritórios, os avós nos asilos e quase ninguém mais cuida de ninguém. Dói ler isso, eu sei, dói escrever, também. Mas se olharmos para além do nosso umbigo, essa é a realidade em muitos lares. Mas ainda há tempo para mudarmos. 

O romantismo do século XIX há de ter deixado algum ensinamento. Entrevistando a psiquiatra Juliana Giani sobre o tema, uma observação me chamou atenção. A especialista afirmou que tudo pode ser superado e, se há dificuldade em superar algo, há algum problema mental para ser resolvido. E quem não carrega alguma questão consigo, né?

Vícios, faltas, perdas, traumas,  desafios? Nossa mente pensa e absorve tanto que é claro que ela precisa de um escape. E não estou falando que todo mundo precisa de um especialista, às vezes, a fuga da mente pode ser uma boa conversa numa roda de amigos, um momento em uma banheira de ofurô, na academia ou uma viagem em família, mas, talvez, a melhor saída apareça na cadeira de um psicólogo, ou psiquiatra. 

Não importa a forma, o importante é buscar o seu melhor jeito de cuidar da sua mente, e saber dar o mínimo de atenção para a mente de quem convive ao seu lado. Estudos comprovam que nove em cada dez suicídios podem ser evitados. Então, vamos evitar. Se a cada três segundos uma pessoa tenta tirar sua própria vida, a cada um segundo vamos olhar com mais calma para quem está ao nosso lado. 

É preciso quebrar preconceitos que possibilitem que pessoas que precisam de acompanhamento médico sejam capazes de admitir que necessitam de ajuda, e que resolver uma questão mental não é coisa de louco, é ação de quem está vivo e quer viver. A melhor forma para conseguirmos isso é propagando conhecimento. Vamos falar sobre saúde mental, vamos ouvir nossos filhos, nossos pais, amigos, vamos buscar psicólogos, psiquiatras, trabalhar pelo equilíbrio entre corpo e mente. Vamos perguntar "Como vai você?", e vamos ouvir. Ninguém está sozinho.


10 Setembro 2019 10:13:00


Quem tem rede social e a acessou nos últimos dias pode notar que o amarelo tomou conta das publicações, nos levando a tema de extrema importância que é a Campanha de Prevenção ao Suicídio. Estar em tratamento psicológico deixou de ser - ou deveria, com urgência, - considerado "coisa para louco" ou algo de difícil acesso. 

Convivendo com depressão de familiares há anos, ouvi muito do senso comum de que não era doida para ir em psicólogo e que esse tipo de coisa era frescura. Dizem que ostentação mesmo é saúde mental e não consigo discordar. Dificilmente você vá encontrar alguém que não tenha passado ou esteja com alguma dificuldade psicológica.

O dia a dia não tem facilitado nossa vida, que, salvo raras exceções, está com mais compromissos que horas livres, stress elevado, cobranças frequentes e falta de tempo para dedicação para si.

(Foto: Divulgação) 

Na adolescência, tive problemas pontuais com meu psicológico, mudei de cidade, de realidade e não conseguia enxergar outra saída que não o suicídio. Minha orientação espiritual me ajudou muito na época e, também por isso, ainda estou aqui escrevendo essas palavras. Não é frescura adolescente, nem infantil ou de idosos. Depressão não é birra! Ouvir, amparar e proteger foi o que nossos familiares fizeram, ou deveriam ter feito, durante toda a vida, nos ensinando a ser pessoas melhores e de bem, sendo o nosso momento de passar os ensinamentos adiante. Os dias andam difíceis, mas, com planejamento, dá para tirar um tempo para si e para visitar amigos, família ou estender a mão para alguém que esteja precisando de ajuda. 

De fato, ninguém é uma ilha e, juntos, podemos construir uma sociedade mais leve e com pessoas mais felizes, o que já ajudaria no dia a dia de todos, respeitando os limites de cada um e, através da empatia, se colocando no lugar da pessoa sem julgamentos, apenas a compreensão de seus problemas e momentos. Vamos tentar?


EM PAUTA
03 Setembro 2019 10:43:00


Uma arma de extermínio em massa, criada pelo governo para controle populacional. Não, não estou falando de bomba atômica nem de alguma arma biológica usada pela CIA. Estou falando de vacinas. Absurdo, né? Sim, um completo absurdo. Mas no qual muitas pessoas acreditam e, por conta disso, colocam em risco não só a sua vida como a de outras pessoas.

Numa realidade onde o que é ouvido e lido em smartphones tem o peso de uma tese, as fake news envolvendo vacinas estão entre as mais irresponsáveis e perigosas. Vacinas não matam. Doenças matam. E, muitas vezes, a única forma de evitar essas doenças é com aquela picadinha incômoda e dolorida. 

No caso de doenças contagiosas, a situação é ainda mais grave, pois, ao abrir mão de imunizar- se, a pessoa está tornando-se um instrumento de transmissão, afetando todos a sua volta. É assim que doenças já quase erradicadas estão voltando a nos assombrar, espalhando-se com uma velocidade difícil de controlar e nos levando de volta a um cenário de surtos e epidemias. 

Vacinar é simples, é seguro e é de graça. Não existe um único motivo plausível e sensato para abrir mão dessa proteção. Para quem tem filhos, essa conscientização é ainda mais importante, pois as crianças são, ao mesmo tempo, as mais propensas a complicações e as mais dependentes para serem vacinadas. Vacinar seu filho é um ato de amor, é demonstrar que você preocupa-se com ele e quer protegê-lo, é uma forma de dizer: "Estou cuidando de você". Por outro lado, deixar de imunizar uma criança e deixá-la exposta a doenças que podem levar à morte é uma atitude irresponsável, negligente e cruel. 

Diferente do que acontecia há alguns anos, a proteção, hoje, está ao alcance de todos, logo ali, no posto de saúde do bairro. Vacinas são ferramentas de imunização eficientes, comprovadas, seguras e gratuitas. Vacinas não causam autismo. Vacinas não deixam sequelas. Vacinas não matam. Ignorância mata.

(Imaem: Divulgação) /





27 Agosto 2019 11:59:00


Reconhecimento. Essa é uma palavra que perpassa em todos os corações. Independentemente do que faça, você espera ser reconhecido, seja material ou sentimentalmente. O reconhecimento pode chegar de diversas formas e, nem sempre, é como esperamos, ou, também, pode ser muito melhor. Nesses meus dois anos e meio de Jornal "A Semana" posso dizer que reconheci, de maneiras distintas,o sentimento de ser valorizado. 

No último fim de semana, participei pela terceira vez com a equipe do Prêmio Adjori/SC de Jornalismo. Não há como expor em palavras a sensação de subir ao palco para ser reconhecido por algo que você se esforçou muito. Não é segredo para ninguém o quão forte é o time "A Semana". Pensem ou falem o que quiserem, mas eu sei como é o dia a dia de uma redação multitarefas. Em momento algum, nesse tempo em que estou aqui, deixei de exercer meu papel de jornalista com ética, seriedade, credibilidade ou veracidade. Penso que nosso jornal - digo nosso porque ele também é seu - é um presente semanal para o município.

(Foto: Divulgação) /

Perceba  como é importante ter pessoas que levam e cuidam da informação com qualidade para você. Esse prêmio não representa apenas troféus que ficarão expostos em uma galeria. Isso é colocar Curitibanos no mapa de verdade. Muitos dizem que o município tem se destacado perante o Estado, até mesmo com grandes eventos, e de que valeria tudo isso se não tiver quem contar o que aconteceu? Por isso, valorize, participe e divulgue o que recebe. 

É aquela velha história: "santo de casa não faz milagre", mas garanto que o "A Semana" agita seus dias de alguma forma. Tudo o que plantamos, no último ano, colhemos com louvor. Esse é o sentimento que reforço no meu coração: vitória. Vitória por ser jornalista, vitória pelas lutas diárias e, principalmente, vitória por fazer parte dessa grande família que é o "A Semana".


EM PAUTA
20 Agosto 2019 10:05:00


A ignorância tem matado muita gente e, infelizmente, as mulheres têm ficado no topo da lista das vítimas dos crimes mais ignorantes e brutais que temos acompanhado no Brasil. Casais com filhos, namorados que recém se conheceram, jovens que estão morando juntos há pouco tempo; não existe regra temporal, mas há sinais que podem ajudar a detectar que uma mulher está precisando de ajuda.

A ignorância, o sentimento de posse e o machismo cegam um criminoso que não é capaz de perceber suas próprias fraquezas e limitações; que não pede ajuda quando aparecem os primeiros sinais de que sua raiva está extrapolada, seu ciúme está além dos limites e que sua sensação de posse nem deveria existir.

Mas nosso sexto sentido nunca falha. Se um dia, você, mulher, sentiu-se reprimida ou ameaçada por um homem, não pense que é a sua imaginação, não acredite que a culpa é sua. Busque ajuda. Converse com suas amigas, fale para sua mãe. Vá até a Dpcami. Comente o que acontece entre quatro paredes. Você não está sozinha. Evite que um grito mais alto ou um controle do tamanho do seu decote se torne um tapa. Você é dona de si e precisa de alguém do seu lado que te acrescente e não de alguém que te diminua. 

É revoltante ter que escrever que mais uma mulher foi vítima do homem que, um dia, ela chamou de amor. E mais revoltante ainda é saber que milhares de esposas, namoradas e companheiras passam por repressões e humilhações todos os dias e não conseguem pedir ajuda antes que o pior possa acontecer. Ignorar falar sobre feminicídio e violência contra a mulher é dar suporte para os machistas que se aproveitam do silêncio para gritar suas ignorâncias e fraquezas. Nós não somos o gênero mais fraco. 

O mês de agosto é marcado por diversas cores, inclusive lilás, a cor de lavanda, que coloca em pauta a violência contra a mulher. Pesquise sobre indícios de violência psicológica, sexual, física e moral. Arme-se de informação e vamos, juntas, combater a ignorância.

(Imagem: Divulgação) /




06 Agosto 2019 17:35:00


"No mais, apenas criando um aparelho de mordaça". Essa foi a declaração do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as últimas manifestações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro. Também ouvi, extraoficialmente, esta semana, que seria interessante extrair mais alguns dentes do presidente, para que ele ficasse mais algum tempo sem abrir a boca.

O fato é que Bolsonaro elegeu-se com declarações polêmicas e levou sua falta de noção rampa acima para o Palácio do Planalto. Há quem ache engraçado, pitoresco ou até defenda a falta de diplomacia do presidente, mas a questão é que seu modo de agir e falar vem causando constrangimentos e revoltas, inclusive fora do país, onde frequentemente o Brasil tem sido ridicularizado em manchetes que ironizam as falas do nosso chefe do Executivo.

(Foto: Divulgação) /

É claro que Bolsonaro - assim como qualquer pessoa - tem direito à individualidade de sua personalidade, crenças e opiniões, mas quando assumiu o posto de presidente do Brasil, queira ele ou não, perdeu o direito ao foro íntimo. Ao ser eleito e acomodar-se na cadeira de um cargo público, deixou de ser um cidadão qualquer e passou a representar toda uma nação. Agora, tudo o que faz ou fala tem uma repercussão muito maior, que ultrapassa as paredes de sua casa. Como presidente do Brasil, deve ter tato e cautela em seus pronunciamentos e ações, não só porque, a qualquer momento, pode causar um incidente diplomático que trará consequências a todo o país, mas porque, como homem público, deve satisfações ao povo.

O que Bolsonaro parece não ter entendido é que trocou sua liberdade de atos e declarações pela chefia do Executivo Federal. Já não há mais espaço para manifestações pessoais, porque, agora, ele representa um país. Esteja em seu gabinete, de férias na praia ou em um evento informal, ele é visto como presidente, não como Jair, não como capitão. O cargo que ocupa exige dele, 24 horas, sete dias por semana, uma postura de dignidade e vigilância, porque gafes no meio político costumam ter um preço alto. Na falta dessa postura, apenas criando um aparelho de mordaça.



30 Julho 2019 10:32:00


Apenas sorrisos, momentos bons, elogios, amigos, compras, sucesso profissional, conquistas... Um mundo perfeito criado para ser mostrado a outros perfis que também expõem a vida feliz e bem sucedida de outros usuários Essa é a fantástica e falsa vida das redes sociais que tem feito uma sociedade inteira correr por uma rotina impossível de ser alcançada, em que a felicidade é vivida 24 horas por dia. 

Uma tela que propaga ilusões. Parece algo mágico, mas é só o acesso e o consumo excessivo dos conteúdos gerados no Instagram, no Facebook e no YouTube. Recentemente, o principal visionário das redes sociais, Mark Zuckerberg, reconheceu que a disputa pelos likes têm prejudicado a saúde mental dos intagramers e o aplicativo passou a ocultar o número de curtidas de todas as publicações. O resultado foi a prova de que só se publica e curte conteúdos em busca de aprovação: os likes diminuíram e as publicações também. 

Ninguém gosta de ser rejeitado e pouco curtido. Ter uma pequena lista de amigos ou pouco seguidores em qualquer rede social passou a ser um termômetro de autoaceitação na geração conectada. Com isso, aumentou a "baixa-estima", o número de depressão e, acreditem os casos de suicídios.

Pode parecer bobeira e você pode até pensar que não faz parte das estatísticas, mas a rede social é alimentada pelo interesse de se ver o belo e de se expor felicidade. É claro que os aplicativos vieram para ficar, que o número de usuários será cada vez maior, mas é importante saber avaliar o que se está consumindo e também ter consciência do que se está compartilhando. As redes sociais são ótimas mas é necessário cuidado. #FicaADica.


23 Julho 2019 08:30:00


Nunca imaginei que um dia eu teria que admitir que o olho da vizinha fofoqueira me seria útil. Lembro de, na adolescência, no início dos anos 2000, ter praguejado todas as vezes em que eu chegava ou saía de casa e lá estava ela espiando através da sua cortina. Ela sabia exatamente a hora em que eu saía, com quem, o que estava fazendo e nunca deixou de passar um relatório para minha mãe. Mas como o "carrossel nunca para de girar", hoje, é bem essa vizinha e seus relatórios que me deixam segura em saber que minha mãe está "assistida".

Muito mais que espiar o que está acontecendo na vizinhança, estar atento significa mais uma garantia de segurança. Partindo do princípio de que moramos em cidades de poucos habitantes, mesmo que o dia a dia seja corrido e fiquemos pouco em casa, acabamos conhecendo alguns vizinhos, suas rotinas e, ninguém melhor que nós, para saber se há algo estranho acontecendo e que passaria despercebido por quem não é do local.

Neste sentido, foi criada a Rede de Vizinhos, que através do apoio da Polícia Militar tem resultado em diminuição da criminalidade de onde está instalada. Longe de criticar o trabalho dos agentes públicos, mas é notável que há mais trabalho que mão de obra e equipamentos, fazendo dessa parceria um segredo de sucesso contra a criminalidade.

Todos sabem as dificuldades financeiras que enfrentam para ter e manter os seus bens. Seja um carro de luxo ou apenas um celular, foi preciso esforço e dedicação para adquirir e, se eu posso ajudar meu vizinho a ter segurança, por que não fazê-lo? Somente jogar críticas destrutivas para o mundo é fácil, mas é passada a hora de assumirmos responsabilidades pelo bem comum, também. Usa-se tanto o termo "cidadão de bem", mas será que sabemos o que isso realmente significa? Talvez ser "de bem", possa começar a ser descrito como ter empatia e desejar ao outro, exatamente o mesmo que para nós. Cuidemo-nos!



16 Julho 2019 11:38:00


Ao longo dos últimos tempos, qual foi o investimento que fez em si mesmo? Não digo em material, como roupas e sapatos, mas em conteúdo. Você assiste a algum programa, série, ou lê um livro que lhe traz percepções novas sobre o mundo? É fácil demais sentar no sofá e esperar que as coisas cheguem. É preciso encarar novos desafios. Já chega de olhar para a grama do vizinho. Você está cheio de possibilidades, mas é necessário dar o primeiro passo. 

Não está contente em seu ambiente de trabalho? Faculdade? Vida financeira? Reinvente- se. Porém, para se dar bem em algo, primeiro, busque o conhecimento. Esse não lhe dará decepções. Essa semana, li uma frase nas redes sociais que me chamou atenção e combina bem com o que escrevo: "Que você nunca desista de ser tudo aquilo que você sabe que nasceu para ser". Às vezes, a rotina lhe desanima, mas que seu coração possa falar mais alto.

Se não for para valer a pena, do que adianta viver? Aproveite e tire um tempo para saber se sua vida está no rumo certo. Sempre haverá espaço para reposicionar seus sonhos. Não só no profissional, mas também no pessoal, vejo muitas pessoas buscando a essência do existir. Há gente de todo tipo, idade e caminhos,deixando tudo o que achou que o fazia bem para seguir novos rumos. Isso é errado? Não. Cada um tem seu tempo, ritmo e sonhos. Não cobre, não julgue e não discrimine. Cuide do que é seu, isto é, você mesmo.

(Imagem: Divulgação) /




09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



18 Junho 2019 10:09:00


Uma coisa que os livros me ensinaram... é que, mesmo que haja um desfecho, nunca é o fim. Sempre fui apaixonada pelo mundo da leitura. Lembro-me que, desde pequena, como morava em frente a uma escola, esperava ansiosamente no portão de casa a chegada daqueles vendedores de coleções de livros. Cada vez que os via chegar para alimentar a biblioteca da instituição, era na certa: um investimento para os meus pais.

Antes de qualquer coisa, devo agradecer profundamente a minha mãe, Terezinha Abreu. Professora, me ensinou o valor e como apreciar uma boa leitura, independe do que se tratasse. Com muito carinho, guardo em minha memória, as vezes em que ela preparava as aulas para as turmas e eu estava lá, do seu ladinho, com aquele olhar do gatinho do Shrek,dizendo: "mãe, também quero "estudar". E lá ia ela, fazer atividades para me ensinar.

(Foto: Divulgação) /

Aprendi a ler aos 4 anos e, desde então, minha vida é movida pelas letrinhas. Ao texto, artigo, livro, rótulo de shampoo que seja, agradeço de coração. O que seria da minha vida sem a leitura? NADA. Esses últimos dias foram de êxtase na minha vida. Estar na 6ª edição da Semana Literária de Curitibanos e, ainda por cima, como jornalista, me senti realizada. Ver a Prefeitura investindo em Educação e Cultura é saber que nosso futuro está garantido. É claro que a Administração Municipal  está fazendo sua parte, porém, é preciso ter incentivo em casa para que desde cedo os pequenos possam se apaixonar pelo conhecimento.

Ainda nesta semana, além de participar do bate-papo, tive a oportunidade de conversar brevemente com o jornalista Zeca Camargo. Ele falou muito sobre essa ignorância que a sociedade tem e é, justamente, o que me indigna diariamente. Muitas vezes, as pessoas não entendem o nosso papel como mediador da informação. Não estamos aqui para formar opiniões ou influenciá-los, só queremos contar o que está acontecendo ao seu redor. Então, lhe peço, por favor, encarecidamente, aprenda a interpretar e busque fontes oficiais com pessoas que sabem o que estão fazendo.


04 Junho 2019 07:00:00


Chegando o mês em que Curitibanos comemora seus 150 anos de história nada mais justo que homenagear a melhor cidade do Meio-Oeste catarinense. Nascida e criada nas terras onde correm as águas do rio Marombas, sou uma curitibanense raiz, que ama a cidade onde vive e fala com orgulho o sotaque que puxa o r e fortalece o t de cada palavra. 

É a minha origem. Talvez seja meu signo de Câncer que tem a mania de honrar tanto suas raízes. Mas, acho que o que me faz adorar esse lugar é o espírito de desenvolvimento das pessoas que nascem e passam por aqui. Daria uma grande lista. Curitibanos tem sorte de ter sido a casa de tantas pessoas que administraram, plantaram e trabalharam para vivermos na cidade em que moramos hoje. 

Eu sei que, desses 150 anos, só vivi duas décadas. Tantos outros amantes podem falar desse lugar com mais propriedade do que eu. Mas, sem menosprezar meu sentimento, Curitibanos evoluiu muito mais que apenas vinte anos durante este período. Hoje, temos opções, movimentos, representantes. 

(Foto: BW Films) /

Somos uma cidade que produz, que investe e desenvolve; aqui, sinto que podemos investir para colher depois. É um solo que cultiva projetos. O frio que faz aqui só ensina cada curitibanense a viver com o coração quentinho de amor para recepcionar cada vez mais indústrias, mais estudantes, mais trabalhadores e mais curitibanenses.

Temos  uma cidade preparada para crescer e que está crescendo. É lindo ver que nós não paramos no tempo e que, em muitos assuntos, somos referência. É assim na saúde, na educação, no esporte, na comunicação... Ainda temos muitas histórias para construir, mas já temos muito o que comemorar destes 150 anos. Parabéns, curitibanenses! Parabéns, terra querida.


28 Maio 2019 07:00:00


Antes deles, nunca tinha entendido direito esse negócio de coração de torcedor e muito menos essa paixão doida que amantes de esporte têm. Se há três anos alguém me falasse que eu estaria numa quadra fazendo cobertura, levando bolada, literalmente dando meu sangue pelo meu trabalho e achando isso engraçado, eu o chamaria, no mínimo, de louco. 

Hoje, além de entender, construí um coração gigante de torcedora, que aprendeu a gostar  de esporte na marra, quando foi escalada para assumir a editoria, mas que, com o tempo, viu sua visão de mundo ser totalmente modificada pelas coberturas realizadas. No último fim de semana, acompanhei a ADC Curitibanos Berlanda Futsal até Lages e estava ali na quadra, quando eles/nós, assumimos a liderança de um campeonato importante.

É tanta dedicação dessa equipe, que tem gente que mora em acomodação improvisada em lugar impensado; atleta que passa a semana toda longe da esposa, filhos, amigos, pais e, aos fins de semana, ainda viaja para jogar; tem atleta que encara a dor lancinante para estar em quadra; tem aquele que precisa negociar folgas no trabalho para garantir presença nos treinos e jogos; aquele que está a estados de distância de quem ama; os crias da casa que cresceram com o peso da cobrança em seus ombros; aqueles que têm que encarar sozinhos uma verdadeira guerra interior contra sua confiança; e tantas outras inúmeras histórias regadas a sonhos, lágrimas, luta, estudo e persistência. 

(Foto: Rubiane Lima) /

No esporte, como em tudo na vida, você pode trazer dezenas de títulos e vencer incontáveis jogos, mas é preciso apenas uma derrota para ver seu trabalho ser jogado na sarjeta, independente da tua luta pessoal. No jornalismo, não é diferente e a vida do jornalista também não chega nem perto de um mar de rosas. Nem sempre sabemos a dimensão do que estamos fazendo, se estamos sendo vistos ou se nosso trabalho toca a vida das pessoas de alguma maneira, mas enquanto eu tiver iluminada pelo brilho do olho dos nossos atletas, é lá que eu quero estar. 

Se eles enfrentam suas dores, eu também posso enfrentar as minhas para contar sobre os seus feitos, pois só quem ama o que faz é capaz de espalhar essa motivação por onde passa.


23 Maio 2019 11:20:00


O mês de maio, com a cor amarela, é voltado à conscientização para redução de acidentes no trânsito. A que ponto chegamos... ter a necessidade de fazer campanhas para tentar educar a população. Isso é o mínimo que um mero motorista deveria ter na mente: educação,É preciso ter noção de que não é só você. É a mãe de alguém, irmão, pai, tios e amigos que estão na estrada. O reflexo de uma ultrapassagem no lugar errado mexe com toda estrutura física e mental de alguém.

Em caso de perdas, são dores que não se apagam e nem amenizam. Porque, afinal, a impunidade continua à solta. Não é possível que seja tão difícil dar seta, esperar na fila, não mexer no celular enquanto dirige ou fazer cortesias aos colegas motoristas. Em Curitibanos, se você fica dois minutos observando uma esquina que seja, vê tanta barbaridade. Agora deixo dois questionamentos: a velocidade em que você se coloca e a bebida alcoólica que ingere valem a pena no final das contas?

Os dez minutos que chega antes vão realmente lhe trazer benefícios? Achei o máximo a criação da Transitolândia, no quartel da Polícia Militar de Curitibanos. Além de bonita e bem feita, servirá para o nosso futuro. Assim, os pequenos de hoje serão adultos conscientes quando estiverem em frente a um volante. Sem contar, também, que a inocência de uma criança ao falar de assuntos como esse se torna um puxão de orelha para os maus motoristas. Se nada for feito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 e 2,4 milhões, em 2030. Quem garante que você não fará parte de uma estimativa como essa? Não interessa se seja você ou alguém que conheça, os números só poderão mudar a partir de uma decisão sua.



07 Maio 2019 17:21:00


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Está se aproximando o Dia das Mães e eu não poderia escrever  sobre outro assunto, para tentar agradecer, pelo menos um pouco, por tudo que a Dona Marlene, minha mãe, representa. Às vezes, me pego pensando de onde surge a força das mães para encarar as dificuldades e resolver os problemas de toda a família?

Eu não fui planejada, nasci 13 anos depois do meu único irmão e, na época, as dificuldades financeiras da família eram gritantes. Meus pais foram me criando do jeito que dava e minha mãe amanhecia fazendo bordados para completar a renda. Seis anos depois do meu nascimento, um acidente automobilístico tirou a vida do meu pai, aos 44 anos, deixando minha mãe sozinha para me criar, cuidar da casa, do meu irmão e de todo o resto que a vida adulta exige.

Mesmo com tudo indo contra, ela nunca deixou nos faltar absolutamente nada. Sempre tivemos roupas quentes, alimentação, remédios, casa, cama e cobertores confortáveis, além de diálogo e muito amor, mesmo que tenhamos, até hoje, certa dificuldade em expressar. Acredito que todas as mães são legais, mas a minha é a melhor, porque ela não é perfeita. 

Nossa convivência nem sempre é um mar de rosas. Somos pessoas quase que completamente diferentes. Já brigamos muito, já ficamos sem nos falar, mudamos de cidade, não concordamos com relacionamentos, vencemos preconceitos uma com a outra e nossa história nem sempre é baseada na calmaria, mas o tempo nos ensinou que podemos errar, às vezes. Querer o melhor para outra pessoa, nem sempre significa fazer o melhor para ela e se tem algo que aprendi com a Dona Marlene, foi a me tornar melhor a cada tombo e escolha errada que fiz. 

Minha mãe é tudo de mais valioso que tenho, mas até eu descobrir isso foi um longo caminho. Ela me fez uma pessoa de bem, me ensinou que sempre devemos ajudar, que tirar um tempo para si é importante e que não devemos ser sozinhos. Hoje, com mais de 30 anos, percebo e admito que sou uma mini Marlene e, o melhor, tenho o maior orgulho disso! Feliz Dia das Mães, mãe e a todas as outras, também.


25 Abril 2019 14:54:00


Em meio a tantas preparações para um feriadão, viagens, mercados lotados, chocolates, às vezes, esquecemos que a pausa que fazemos nesta semana em nossa rotina é para relembrar a morte. Estamos vivendo mais uma data que se tornou um grande motivo comercial, mas, na verdade, marca uma passagem. 

Tentando relembrar o verdadeiro espírito da Páscoa, me peguei pensando sobre a morte. Sim, é clichê, mas também é bem verdade: a morte é única certeza que temos em nossas vidas. E mesmo sendo tão certeiro que um dia teremos que conviver com ela ao nosso lado ou que um dia nós teremos que vivê-la, ninguém se prepara para essa parte do ciclo. 

Vivemos de sopros... Sem perceber, vemos morrer momentos, histórias, fases e costumes todos os dias, mas isso não é palpável.  

(Foto: Divulgação) /

Penso que até estamos preparados para perder aquilo que sentimo,s mas não nos acostumamos com a ideia de se despedir daqueles que tocamos. É um pouco egoísmo nosso, sabemos que cada um tem sua hora. Mas sempre dói. A dor deve fazer parte do mistério: o que vem depois? Há um depois?! Pois, no fundo, sabemos que a pessoa que partiu já deixou o seu melhor conosco. Nos ensinou e tocou nossos corações. 

Se você morresse agora, se orgulharia da sua última palavra dita? Se orgulharia da sua última atitude tomada? Nosso fim é a única certeza que temos, uma hora um sopro nos leva, eo que foi deixado aqui? O momento é de reflexão.

Dá para continuar semeando, mas também há tempo para mudar o grão. A gente escolhe o que floresce no coração que vive ao nosso lado e de cada um colhemos exatamente aquilo que cultivamos. A Páscoa chegou. Dá para sentar no sofá, saborear um chocolate e refletir. 



17 Abril 2019 14:23:00


Entrar na casa das pessoas, ser bem recebida e ter a oportunidade de conhecer e passar adiante suas histórias de vida, talvez, seja o maior barato da profissão de repórter. Somente nas duas últimas semanas, tive a oportunidade de conhecer e aprender mais sobre a vida e longevidade de duas centenárias, moradoras de Curitibanos.

Brincando que "deve ser a água do Marombas", as duas me contaram que chegar aos 100 anos foi algo que jamais imaginaram, mas comemoram o feito e tentam passar adiante dicas de longevidade. Maria Laudelina completou os 100 anos no início do mês e me falou que o segredo é ter paciência. Já Dona Analia, que faz aniversário neste domingo, me disse que seu segredo foi nunca ter guardado rancor ou mágoa de ninguém. Agora, me desculpem, pois sei que esses ensinamentos são os mais valiosos, mas levando a vida agitada que levo e sendo este ser basicamente estressado, tem sido cada vez mais impossível ter calma e não guardar rancor de pessoas, coisas ou fatos.

(Foto: Rubiane Lima) /

Manter a calma é uma arte e, não sei vocês,mas tenho a impressão de que o convívio humano está cada vez mais complicado. É um querendo levar vantagem em cima de outro, pessoas preocupadas unicamente com o próprio umbigo e, salvo exceções, empatia é algo cada dia mais em falta.Maria e Analia são reflexo de uma sociedade que precisamos resgatar, onde a preocupação com o outro não era diferente daquela destinada aos familiares ou amigos. Ambas não puderam estudar como gostariam,mas foram professoras para ajudar crianças a aprendera ler e escrever; costuravam para que as pessoas tivessem o que vestir; cozinhavam para que uma infinidade de pessoas tivesse o que comer; e me falaram que a vida é feliz por isso,pois mesmo com as mãos e pernas não obedecendo mais aos comandos, não deixam de ajudar aos outros, agora, passando adiante suas histórias.



10 Abril 2019 09:12:00
Autor: Kalyane Alves


O ser humano deveria ter um reset, não é mesmo? Assim, como quando o computador trava e demora para volta, e aquele botãozinho se torna sagrado para voltarmos a desempenhar nossas funções. Penso que as pessoas também deveriam reiniciar, às vezes. Não digo esquecer, mas recomeçar com racionalidade. 

Não me diga que não acontece, porque é fato que o ser humano "buga". Olha quanta catástrofe e destruição temos visto apenas no primeiro trimestre de 2019. O medo que nos assola é de que es- se pane não seja passageiro e, pelo que me parece, muitas coisas não voltaram ao normal desde os acontecidos, só têm piorado. Seja em um mínimo assunto, as pessoas têm o prazer de expor suas ignorâncias.

Na última semana, fiquei de cara ao ler comentários esdrúxulos a respeito da Secretaria de Esportes e Lazer ter ido em busca da Cobertura do Estádio Wilmar Ortigari (Ortigão). Tenha santa paciência, o que mais vocês querem? Reclamam de obras darem sujeira, coisa que não tem como evitar, reclamam por buscarem melhorias. Seja em qualquer área, nunca estão satisfeitos. Afinal, o que querem? 

(Foto: Divulgação) /

Estou custando a acreditar que, apesar de tão apressados, não estão evoluindo. Parece que nada mais contenta a massa populacional. Em suas redes sociais, publicam textos melosos, "Ai, temos que aproveitar os momentos. Valorizar os mínomos acontecimentos", e aí criticam o trabalho de quem tem tentado buscar alguma mudança. Algo de errado não está certo. 

Fugindo do "puxão de orelha" geral, não posso deixar de parabenizar a linda homenagem que foi feita, pela mesma Secretaria citada acima, no último fim de semana, na Copa Regional dos Campeões, com o troféu da nossa bela e eterna jornalista Franciele Gasparini. Apesar de não ser algo que cogitaríamos fazer na vida, esse foi um reconhecimento muito bonito feito por eles. 

Mas voltando às panes humanas, vamos deixar de brincar com coisa séria. Dê valor ao que tem de melhor: o dia de hoje. Critique menos o serviço dos outros, a não ser, claro, que tenha propriedade para falar e que acrescente algo. Caso contrário, evite soltar baboseiras, seja no mundo real ou virtual. E, então, já deu reset hoje? 


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