ASemana 36 anos.png
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05 Novembro 2019 19:37:00


O Dia de Finados está chegando e é comum, nessa data, encontrar cemitérios lotados, muitas flores e homenagens aos que partiram. Ter um dia especial no calendário para lembrar os mortos é, para algumas pessoas, uma demonstração de respeito e que exige celebrações e ritos diferenciados.

Mas eles estão lá o ano todo. Fora do período de Finados, quem passa pelo cemitério observa uma cena bem diferente do que se vê no feriado. Além de poucos visitantes, a precariedade do local chega a aumentar a melancolia de quem está ali para matar um pouco da saudade de alguém querido que se foi. Grama alta, lixo acumulado, túmulos em péssimo estado de conservação dão ao espaço de descanso dos mortos um aspecto de abandono e negligência.

Para muitas religiões, é importante, no Dia de Finados, estar presente nos cemitérios. Mas a presença por obrigação em nada enriquece esse momento. Levar flores caras, lavar lápides como quem lava um carro e manter a limpeza e beleza do lugar apenas para celebrar uma data, mais do que é um gesto vazio, é um gesto de hipocrisia. As almas que deixaram esse plano precisam de orações, de amor sincero e permanente, de lembranças intensas e reais. Elas precisam estar presentes em todos os nossos dias para que não sejam esquecidas.

Se sua religião adota o rito de visitação e você sente-se bem em segui-lo, tente fazer dele um hábito e não um evento. Há quem já tenha essa rotina e isso se percebe facilmente em uma olhada rápida por sepulturas limpas, embelezadas, com flores sempre repostas. Não é preciso esperar uma data para demonstrar esse respeito aos mortos. Que eles descansem em paz não em túmulos frios, mas no calor de nossos corações.


(Foto: Divulgação) 



29 Outubro 2019 17:42:00


Elas vão dominar o mundo. Queria dizer que estou me referindo às mulheres, confesso; mas quando digo que elas vão dominar o mundo, estou falando sobre as fantásticas máquinas que insistimos em aprimorar para fazer pequenas tarefas que já desempenhamos tão bem. A corrida pela fabricação de robôs para substituir o trabalho humano está destruindo uma sociedade, que cega, aplaude em pé sua morte lenta. 

Talvez seja ousado afirmar, principalmente porque sou uma fã da tecnologia, mas ver pessoas tornando-se obsoletas em suas carreiras por serem substituídas por uma máquina, deve fazer parte dos gatilhos que têm adoecido a sociedade. A realidade dói e me faz repensar, inclusive, a nossa existência. Nesta semana, entrevistei uma profissional com trinta anos de carreira. Uma vida inteira trabalhando com o comércio, atendendo seus clientes com olho no olho, sorriso de orelha a orelha, com boas conversas, troca de informações e, por consequência, uma ótima vendedora. 

O que faz a profissional ser uma excelente profissional, não é apenas saber colocar a teoria em prática, ou ter os caminhos mais rápidos e certeiros para preencher um carrinho e finalizar a compra na velocidade de um clique. Profissionais são profissionais, porque antes de desempenhar qualquer conhecimento, são humanos. Mas parece que temos esquecido deste detalhe tão importante. 

Recentemente, vivi um choque de realidade quando, em uma famosa lanchonete me deparei com a opção de fazer o pedido de um hambúrguer com um atendente, como de costume ou me colocar exatamente ao lado dele, e sem precisar falar com ninguém, solicitar minha encomenda, através de uma tela em que eu fazia meu próprio pedido. Na era tecnológica, realmente, a opção é tentadora, tanto, que vi fila se formando para fazer o pedido através da tela touchscreen sem atendente, enquanto dois profissionais, uniformizados e prontos para receber os clientes da lanchonete estavam de braços cruzados atrás do balcão. 

Cenas e realidades como estas demonstram como as pessoas estão preferindo, cada vez mais, contatos com robôs do que com seus iguais. Pequenas atitudes de isolamento têm gerado uma tendência mundial de desprezo em diversas classes profissionais e alimentado adultos que pouco sabem o verdadeiro significado de empatia. Afinal, as máquinas conseguem fazer muitas tarefas, mas não são capazes de despertar o melhor dos seres humanos.

As telas não se importam com nosso humor, com nossa educação, com nossos sentimentos e tão pouco instigam nossa curiosidade para novos assuntos. Nós temos pressa em fazer os robôs evoluírem cada vez mais, mas acada atualização, as máquinas têm matado um pedacinho da humanidade. Elas são programadas para nos obedecer e, historicamente,já sabemos que o homem é apaixonado pela tecnologia que agiliza e enriquece financeiramente.

Para falar a verdade, todo o tempo em que refleti sobre esse momento que estamos passando, uma cena do filme "Tempos Modernos", do Chaplin, não saiu da minha cabeça. Talvez, só estamos revivendo os tempos modernos dos anos 30, repaginado pelos anos 10 do século XXI. 

Tão distantes uns dos outros, n e, talvez, sem saber, juntos preocupados com os novos rumos, parece que buscamos através das telas, uma solução que está dentro de nós, mas só aparece quando nos permitimos conviver com as outras pessoas, que têm sentimentos experiências e histórias para compartilhar. Elas só vão dominar o mundo se a gente deixar.


22 Outubro 2019 10:55:00


Não, dessa vez não foi a morte de um jornalista que instaurou o sentimento de luto, mas, sim, o fim de jornais impressos antes vistos como referência do jornalismo em Santa Catarina. Além disso, o pesar é pelos 23 jornalistas que foram demitidos, as inúmeras reportagens que não estarão disponíveis no papel jornal e pela inenarrável perda e desvalorização do conteúdo impresso de Santa Catarina.

O discurso é de construção do futuro de forma online, mas é doloroso ver um futuro com o corte das raízes que nos ensinaram o fazer jornalístico. A transformação é algo inevitável, mas não me agrada viver uma transformação excludente, pois me preocupa o enaltecer da forma e a diminuição do conteúdo. 

Há 10 anos atuo em redações da Serra catarinense e, mesmo que tímida, minha experiência mostra que vivemos um terror diário na profissão. Seja por medo dos temas abordados, de não conseguir entrevistados, de haver censura ou de interpretações errôneas. Numa época em que qualquer um se intitula jornalista, a profissão corre o risco de cair na banalidade do senso comum - se já não caiu.

O que me motiva a levantar todos os dias e continuar dando murro em ponta de faca, é o jornalismo que fazemos no interior, com maior proximidade, onde conhecemos as pessoas, suas histórias e lutas. Talvez aqui, a desconstrução jornalística não chegue tão cedo, mas já tenho que me preparar para quando ela chegar. No interior, vejo pessoas que aguardam na banca para ter o seu jornal e que até gostam da Internet, mas continuam com o sentimento de que se está no papel, a notícia é confiável e, além disso, querem se ver nas páginas impressas e ter suas histórias eternizadas em material palpável. 

Sinto pelos colegas de profissão que vão precisar tomar novos rumos, mas, principalmente, pelo jornalismo e pela geração que não vai conhecer o poder que o impresso, assim como acredito que deve ser feito e fazemos em Curitibanos e região, tem na vida das pessoas. Enquanto este temido futuro não chega, seguimos firmes na missão de informar.

(Foto: Divulgação) 



15 Outubro 2019 10:08:00


Neste fim de semana, é chegada a hora de vivenciar uma das datas mais esperadas pela criançada, o Dia das Crianças. Que, como sempre, na maioria das datas, mesmo nascendo com um cunho social, proteção ou de bem-estar, se torna um mero momento de recebimento de presentes. As crianças estão sendo compradas e não amadas. É claro, há casos e casos. 

Já cogitou o quão legal seria usar essa data para ensinar algo bom ao seu filho ao invés de apenas instigá-lo ao consumismo? Com toda certeza, o que marca na vida de todos é a presença, é o exemplo, são as ações. Presenteá-lo com um dia diferente, conhecendo a realidade de outras crianças, se doando a dar esperança àqueles que nada têm, isso seria um bom ensinamento. 

Outra coisa bacana de fazer é programar atividades que remetam às suas experiências passadas. Todos já passamos pela tão saudosa infância, alguns com experiências não tão boas, mas que, em algum momento, aquela inocência lhe fez ver que poderia ser o que quisesse, conquistar o que desejasse ou transformar o mundo. Use esse dia para voltar àquela época. 

Seja com filhos, sobrinhos ou afilhados, há uma boa chance de se inspirar em algo e trazer a sua realidade. Além disso, o conhecimento nunca é demais, então, livros, muitos livros, são uma ótima opção. Não adianta dizer que por ser pequeno e não saber ler não vai aproveitar. Vai, sim! O viés literário está cheio de obras lindas e preparadas para todo tipo de público. 

É preciso dar uma pausa nos dias acelerados e entender que não somos nada mais, nada menos, do que crianças grandes. Independentemente do que você exerça na vida. Aí, dentro de ti, tem um pouco da magia do acreditar. Então, relembre, reviva e viva. Use da simplicidade do olhar de uma criança cheia de sonhos, para se moldar e continuar com a velha e boa esperança.


EM PAUTA
08 Outubro 2019 10:14:00


Na última semana, atletas conquistaram um título inédito para Curitibanos. Desde a inesquecível noite da última terça-feira (1), o município é o campeão da etapa Regional Centro-Oeste dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) 2019. É mais que um troféu ou um reconhecimento. O esforço em buscar superar os limites de cada atleta é o reflexo da força que o esporte tem em Curitibanos. Está no DNA do curitibanense. A paixão pelo esporte passou de geração em geração e, neste ano, conquistou mais um importante marco para a história do município. 

Cada um de nós faz parte desta conquista. É clichê falar de superação e união quando o assunto é esporte, mas as palavras se tornam sinônimos dentro de um ginásio com arquibancadas lotadas acompanhando atletas preparados para defender a camisa estampada com nosso brasão. Não tem idade, gênero, partido político ou qualquer outro tipo de preconceito; na hora de comemorar um ponto, todos se abraçam e vibram juntos, como se fosse um gol decisivo de final de Copa do Mundo. Foi assim na final do vôlei e do futsal masculino, nas modalidades em que nossos atletas alcançaram o degrau mais alto do pódio. Foi emocionante. 

Mas esse título vai muito além da superação dos nossos superatletas. Ser campeão em casa, com o apoio de toda a população, é, com certeza, o toque especial dessa conquista que transforma nossa história esportiva. O título poderia ter vindo em qualquer outra edição, sediada em qualquer outro município, mas não teria sido tão especial. Pequenos curitibanenses, que acompanharam os jogos ao longo do evento, tiveram a chance de viver um dos momentos mais especiais da vida de um atleta:levantar o principal troféu de uma competição. Incentivar a prática esportiva entre os pequenos é o principal legado que essa competição deixa. É importante ensinar a competir, mas é de extrema importância mostrar que se pode ganhar. 

ANTONIO PRADO/FESPORTE/

Os atletas que defenderam nosso município neste ano foram nutridos com o apoio da população que valorizou a dedicação, gritou palavras de incentivo da arquibancada e motivou cada um da nossa delegação em fazer valer a pena cada segundo de treino. Foi uma troca de inspirações que resultou em um legado dourado. A população incentivou, cada atleta representou e a competição transformou. 

Possivelmente, os Jasc transformaram a relação esportiva de crianças que acompanharam o evento que aconteceu nos ginásios de suas próprias escolas. 

Durante a entrega das premiações, pequenos olhos brilhantes viram as comemorações de adultos por uma conquista esportiva. E essa é uma pequena semente plantada, que, bem regada, pode trazer futuras conquistas para a cidade. Sem perceber, fizemos de um evento esportivo estadual um ciclo importante de união entre os curitibanenses. E o sucesso deste ciclo, que resultou no principal troféu da competição, não se formou a partir da abertura do evento, nem só do amor esportivo natural do curitibanense. O trabalho desenvolvido há anos por uma equipe preparada para promover treinos gratuitos e de qualidade em tantas modalidades que encontramos no município é a base para que tudo isso seja possível. Parabéns para cada curitibanense, atleta, ex-atletas, equipe da Secretaria de Esportes, incentivadores do esporte. Parabéns, Curitibanos! Essa conquista é nossa!


01 Outubro 2019 11:15:00


Tem gente morrendo no país como se fosse uma guerra. Longe de criticar as ações policiais para conter a criminalidade, mas tem gente matando gente. Vivemos a época da soberania da ignorância, falta de empatia, agressividade diária e, muitas vezes, gratuita, e no meio disso tudo, tem liderança querendo armar mais pessoas. Posso estar muito errada, mas, se uma das características do objeto é matar, como ela pode ser uma coisa boa? 

Sou saudosista mesmo e vivi uma época em que brincava na rua até tarde e só entrava em casa, porque as mães começavam a gritar o nosso nome nas varandas. Tinha um matagal em frente à casa da minha mãe, onde brincávamos de expedição, enterrávamos nossos animais de estimação falecidos e ficávamos até tarde caçando vagalumes. Você consegue imaginar, hoje, seu filho sozinho no meio de um matagal até o anoitecer? Eu não consigo. 

A violência tem tomado conta das pessoas, não das cidades; essa é só mais uma consequência infeliz. Hoje a moda macabra é ser intolerante, gritar com os outros, mostrar a superioridade que se pensa ter, que é "cidadão de bem". De bem para quem? Ainda não sou mãe, estou pensando muito em ser, o que me preocupa é o Brasil que meus filhos vão encontrar. 

Hoje, em 2019, o cinema tinha me mostrado que teríamos skates voadores, não essa sensação de insegurança até nas cidades pequenas em que vivemos. Mesmo Curitibanos sendo acolhedora em grande maioria, já vi aluno da UFSC com medo de sair na rua, já vi e vivi amigo gay sendo humilhado dentro e fora de casa, mulher apanhar de marido e ficar quieta por medo do que a sociedade poderia fazer com ela. 

Não era isso que eu esperava para este século, mas acredito fielmente que ainda há esperança e ela somos nós. Quando digo nós, estou falando de pessoas que não são os autoproclamados "cidadãos de bem", mas aquelas pessoas normais, que se preocupam com os outros, não com o que eles falam de você. Enquanto isso, ninguém solta a mão de ninguém!

(Foto: Divulgação) /




24 Setembro 2019 10:29:00


Estamos entrando em mais uma Semana do Trânsito e o que observamos é que, por mais campanhas, multas e punições que sejam criadas para conter a irresponsabilidade que tantas vezes interrompe vidas, muitos motoristas ainda insistem em atitudes arriscadas e imprudentes. Mas por que essa dificuldade em ir mais devagar? 

Numa análise um pouco mais atenta, a conclusão que chego é de que esse comportamento nada mais é do que um reflexo de como conduzimos também nossas vidas atualmente, sempre com pressa, correndo contra o tempo, ignorando os sinais de parada. Assim como os motoristas que dirigem em alta velocidade, também nós, em nossa rotina que não nos permite desacelerar, estamos nos colocando em riscos constantes, negligenciando nossa saúde física e mental. 

Aquele exame que o médico recomendou, a viagem de fim de semana com a família e até mesmo aquela pausa para o café estão sempre sendo adiados em função da falta de tempo e da pressa. O trabalho, que deveria ser apenas nossa fonte de renda, transforma- se em outro motorista apressado, buzinando às nossas costas, nos pressionando a ir cada vez mais rápido, pois quem anda devagar, além de atrapalhar o tráfego, é atropelado pelo fluxo vertiginoso do dia a dia. Não há tempo para apreciar a paisagem, temos de correr. 

(Foto: Divulgação) /

Em busca de produtividade e de recompensas que só são concedidas aos mais rápidos, assumimos compromissos além do que damos conta, nos sufocamos em prazos impossíveis de serem cumpridos, esgotamos nossas energias com horas extras e noites mal dormidas. Como aquele motorista que tem pressa para chegar a seu destino, sem pensar nas consequências, passamos voando pelos sinais amarelos que nosso corpo aponta, porque não podemos esperar. E ao fim de tudo, o que me pergunto é: por que tanta pressa? Para onde estamos indo nessa velocidade frenética? Nem nosso corpo, nem nosso cérebro, nem nossas emoções estão conseguindo nos acompanhar nessa viagem alucinada em busca de algo que, muitas vezes, nem sabemos o que é. Da mesma forma que um motorista perdido na estrada precisa parar para se localizar, também está de hora de fazermos uma pausa para respirar, organizar as ideias, tomar, de novo, o controle da situação. Vamos nos permitir parar nos sinais vermelhos.



17 Setembro 2019 09:58:00



A valorização da vida começa pelo cuidado de uma parte do corpo que pouco conhecemos. E não estou falando do coração. Nossa mente é quase um universo a ser desbravado quando o assunto é saúde. Pouco se fala sobre saúde mental, porque, por muito tempo, isso foi problema de louco. A questão, é que com o acesso mais facilitado a informações de qualidade, estamos nos conscientizando, cada vez mais, que nossa mente merece tanta atenção quanto nosso corpo. E isso tem acendido um alerta de que, cuidando da nossa mente, também conseguimos cuidar da mente de quem convivemos. 

A campanha Setembro Amarelo tem colocado em pauta a prevenção do suicídio, mas eu prefiro dizer que a ação dá espaço para falarmos sobre saúde mental. O tentado contra a vida é o último pedido de socorro de uma pessoa que enfrenta problemas mentais, mas, antes do suicídio acontecer, sinais demonstram que uma pessoa pode estar passando por dificuldades psicológicas. 

Cansaço e desânimo podem não ser uma simples tristeza, assim como a euforia pode não ser uma felicidade saudável. Faltas e exageros podem ser sinais de transtornos que desencadeiam um tentado contra a vida. É preciso saber avaliar o seu comportamento e, mais do que isso, o comportamento dos seus pais, dos seus filhos, amigos e familiares, para conseguir impedir que um problema mental tire a vida de uma pessoa.

Não há culpados. Mas podem existir heróis. Identificar um transtorno em alguém e orientar um tratamento médico é uma grande demonstração de carinho. Mas, para que isso aconteça, é necessário estar com a própria mente saudável para ser capaz de perguntar "Como vai você??, e ter ouvidos para escutar a verdadeira resposta; que nem sempre aparece na fala. Mas as pessoas andam sem tempo. Os filhos estão trancados em seus quartos, os pais em seus escritórios, os avós nos asilos e quase ninguém mais cuida de ninguém. Dói ler isso, eu sei, dói escrever, também. Mas se olharmos para além do nosso umbigo, essa é a realidade em muitos lares. Mas ainda há tempo para mudarmos. 

O romantismo do século XIX há de ter deixado algum ensinamento. Entrevistando a psiquiatra Juliana Giani sobre o tema, uma observação me chamou atenção. A especialista afirmou que tudo pode ser superado e, se há dificuldade em superar algo, há algum problema mental para ser resolvido. E quem não carrega alguma questão consigo, né?

Vícios, faltas, perdas, traumas,  desafios? Nossa mente pensa e absorve tanto que é claro que ela precisa de um escape. E não estou falando que todo mundo precisa de um especialista, às vezes, a fuga da mente pode ser uma boa conversa numa roda de amigos, um momento em uma banheira de ofurô, na academia ou uma viagem em família, mas, talvez, a melhor saída apareça na cadeira de um psicólogo, ou psiquiatra. 

Não importa a forma, o importante é buscar o seu melhor jeito de cuidar da sua mente, e saber dar o mínimo de atenção para a mente de quem convive ao seu lado. Estudos comprovam que nove em cada dez suicídios podem ser evitados. Então, vamos evitar. Se a cada três segundos uma pessoa tenta tirar sua própria vida, a cada um segundo vamos olhar com mais calma para quem está ao nosso lado. 

É preciso quebrar preconceitos que possibilitem que pessoas que precisam de acompanhamento médico sejam capazes de admitir que necessitam de ajuda, e que resolver uma questão mental não é coisa de louco, é ação de quem está vivo e quer viver. A melhor forma para conseguirmos isso é propagando conhecimento. Vamos falar sobre saúde mental, vamos ouvir nossos filhos, nossos pais, amigos, vamos buscar psicólogos, psiquiatras, trabalhar pelo equilíbrio entre corpo e mente. Vamos perguntar "Como vai você?", e vamos ouvir. Ninguém está sozinho.


10 Setembro 2019 10:13:00


Quem tem rede social e a acessou nos últimos dias pode notar que o amarelo tomou conta das publicações, nos levando a tema de extrema importância que é a Campanha de Prevenção ao Suicídio. Estar em tratamento psicológico deixou de ser - ou deveria, com urgência, - considerado "coisa para louco" ou algo de difícil acesso. 

Convivendo com depressão de familiares há anos, ouvi muito do senso comum de que não era doida para ir em psicólogo e que esse tipo de coisa era frescura. Dizem que ostentação mesmo é saúde mental e não consigo discordar. Dificilmente você vá encontrar alguém que não tenha passado ou esteja com alguma dificuldade psicológica.

O dia a dia não tem facilitado nossa vida, que, salvo raras exceções, está com mais compromissos que horas livres, stress elevado, cobranças frequentes e falta de tempo para dedicação para si.

(Foto: Divulgação) 

Na adolescência, tive problemas pontuais com meu psicológico, mudei de cidade, de realidade e não conseguia enxergar outra saída que não o suicídio. Minha orientação espiritual me ajudou muito na época e, também por isso, ainda estou aqui escrevendo essas palavras. Não é frescura adolescente, nem infantil ou de idosos. Depressão não é birra! Ouvir, amparar e proteger foi o que nossos familiares fizeram, ou deveriam ter feito, durante toda a vida, nos ensinando a ser pessoas melhores e de bem, sendo o nosso momento de passar os ensinamentos adiante. Os dias andam difíceis, mas, com planejamento, dá para tirar um tempo para si e para visitar amigos, família ou estender a mão para alguém que esteja precisando de ajuda. 

De fato, ninguém é uma ilha e, juntos, podemos construir uma sociedade mais leve e com pessoas mais felizes, o que já ajudaria no dia a dia de todos, respeitando os limites de cada um e, através da empatia, se colocando no lugar da pessoa sem julgamentos, apenas a compreensão de seus problemas e momentos. Vamos tentar?


EM PAUTA
03 Setembro 2019 10:43:00


Uma arma de extermínio em massa, criada pelo governo para controle populacional. Não, não estou falando de bomba atômica nem de alguma arma biológica usada pela CIA. Estou falando de vacinas. Absurdo, né? Sim, um completo absurdo. Mas no qual muitas pessoas acreditam e, por conta disso, colocam em risco não só a sua vida como a de outras pessoas.

Numa realidade onde o que é ouvido e lido em smartphones tem o peso de uma tese, as fake news envolvendo vacinas estão entre as mais irresponsáveis e perigosas. Vacinas não matam. Doenças matam. E, muitas vezes, a única forma de evitar essas doenças é com aquela picadinha incômoda e dolorida. 

No caso de doenças contagiosas, a situação é ainda mais grave, pois, ao abrir mão de imunizar- se, a pessoa está tornando-se um instrumento de transmissão, afetando todos a sua volta. É assim que doenças já quase erradicadas estão voltando a nos assombrar, espalhando-se com uma velocidade difícil de controlar e nos levando de volta a um cenário de surtos e epidemias. 

Vacinar é simples, é seguro e é de graça. Não existe um único motivo plausível e sensato para abrir mão dessa proteção. Para quem tem filhos, essa conscientização é ainda mais importante, pois as crianças são, ao mesmo tempo, as mais propensas a complicações e as mais dependentes para serem vacinadas. Vacinar seu filho é um ato de amor, é demonstrar que você preocupa-se com ele e quer protegê-lo, é uma forma de dizer: "Estou cuidando de você". Por outro lado, deixar de imunizar uma criança e deixá-la exposta a doenças que podem levar à morte é uma atitude irresponsável, negligente e cruel. 

Diferente do que acontecia há alguns anos, a proteção, hoje, está ao alcance de todos, logo ali, no posto de saúde do bairro. Vacinas são ferramentas de imunização eficientes, comprovadas, seguras e gratuitas. Vacinas não causam autismo. Vacinas não deixam sequelas. Vacinas não matam. Ignorância mata.

(Imaem: Divulgação) /





27 Agosto 2019 11:59:00


Reconhecimento. Essa é uma palavra que perpassa em todos os corações. Independentemente do que faça, você espera ser reconhecido, seja material ou sentimentalmente. O reconhecimento pode chegar de diversas formas e, nem sempre, é como esperamos, ou, também, pode ser muito melhor. Nesses meus dois anos e meio de Jornal "A Semana" posso dizer que reconheci, de maneiras distintas,o sentimento de ser valorizado. 

No último fim de semana, participei pela terceira vez com a equipe do Prêmio Adjori/SC de Jornalismo. Não há como expor em palavras a sensação de subir ao palco para ser reconhecido por algo que você se esforçou muito. Não é segredo para ninguém o quão forte é o time "A Semana". Pensem ou falem o que quiserem, mas eu sei como é o dia a dia de uma redação multitarefas. Em momento algum, nesse tempo em que estou aqui, deixei de exercer meu papel de jornalista com ética, seriedade, credibilidade ou veracidade. Penso que nosso jornal - digo nosso porque ele também é seu - é um presente semanal para o município.

(Foto: Divulgação) /

Perceba  como é importante ter pessoas que levam e cuidam da informação com qualidade para você. Esse prêmio não representa apenas troféus que ficarão expostos em uma galeria. Isso é colocar Curitibanos no mapa de verdade. Muitos dizem que o município tem se destacado perante o Estado, até mesmo com grandes eventos, e de que valeria tudo isso se não tiver quem contar o que aconteceu? Por isso, valorize, participe e divulgue o que recebe. 

É aquela velha história: "santo de casa não faz milagre", mas garanto que o "A Semana" agita seus dias de alguma forma. Tudo o que plantamos, no último ano, colhemos com louvor. Esse é o sentimento que reforço no meu coração: vitória. Vitória por ser jornalista, vitória pelas lutas diárias e, principalmente, vitória por fazer parte dessa grande família que é o "A Semana".


EM PAUTA
20 Agosto 2019 10:05:00


A ignorância tem matado muita gente e, infelizmente, as mulheres têm ficado no topo da lista das vítimas dos crimes mais ignorantes e brutais que temos acompanhado no Brasil. Casais com filhos, namorados que recém se conheceram, jovens que estão morando juntos há pouco tempo; não existe regra temporal, mas há sinais que podem ajudar a detectar que uma mulher está precisando de ajuda.

A ignorância, o sentimento de posse e o machismo cegam um criminoso que não é capaz de perceber suas próprias fraquezas e limitações; que não pede ajuda quando aparecem os primeiros sinais de que sua raiva está extrapolada, seu ciúme está além dos limites e que sua sensação de posse nem deveria existir.

Mas nosso sexto sentido nunca falha. Se um dia, você, mulher, sentiu-se reprimida ou ameaçada por um homem, não pense que é a sua imaginação, não acredite que a culpa é sua. Busque ajuda. Converse com suas amigas, fale para sua mãe. Vá até a Dpcami. Comente o que acontece entre quatro paredes. Você não está sozinha. Evite que um grito mais alto ou um controle do tamanho do seu decote se torne um tapa. Você é dona de si e precisa de alguém do seu lado que te acrescente e não de alguém que te diminua. 

É revoltante ter que escrever que mais uma mulher foi vítima do homem que, um dia, ela chamou de amor. E mais revoltante ainda é saber que milhares de esposas, namoradas e companheiras passam por repressões e humilhações todos os dias e não conseguem pedir ajuda antes que o pior possa acontecer. Ignorar falar sobre feminicídio e violência contra a mulher é dar suporte para os machistas que se aproveitam do silêncio para gritar suas ignorâncias e fraquezas. Nós não somos o gênero mais fraco. 

O mês de agosto é marcado por diversas cores, inclusive lilás, a cor de lavanda, que coloca em pauta a violência contra a mulher. Pesquise sobre indícios de violência psicológica, sexual, física e moral. Arme-se de informação e vamos, juntas, combater a ignorância.

(Imagem: Divulgação) /




06 Agosto 2019 17:35:00


"No mais, apenas criando um aparelho de mordaça". Essa foi a declaração do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as últimas manifestações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro. Também ouvi, extraoficialmente, esta semana, que seria interessante extrair mais alguns dentes do presidente, para que ele ficasse mais algum tempo sem abrir a boca.

O fato é que Bolsonaro elegeu-se com declarações polêmicas e levou sua falta de noção rampa acima para o Palácio do Planalto. Há quem ache engraçado, pitoresco ou até defenda a falta de diplomacia do presidente, mas a questão é que seu modo de agir e falar vem causando constrangimentos e revoltas, inclusive fora do país, onde frequentemente o Brasil tem sido ridicularizado em manchetes que ironizam as falas do nosso chefe do Executivo.

(Foto: Divulgação) /

É claro que Bolsonaro - assim como qualquer pessoa - tem direito à individualidade de sua personalidade, crenças e opiniões, mas quando assumiu o posto de presidente do Brasil, queira ele ou não, perdeu o direito ao foro íntimo. Ao ser eleito e acomodar-se na cadeira de um cargo público, deixou de ser um cidadão qualquer e passou a representar toda uma nação. Agora, tudo o que faz ou fala tem uma repercussão muito maior, que ultrapassa as paredes de sua casa. Como presidente do Brasil, deve ter tato e cautela em seus pronunciamentos e ações, não só porque, a qualquer momento, pode causar um incidente diplomático que trará consequências a todo o país, mas porque, como homem público, deve satisfações ao povo.

O que Bolsonaro parece não ter entendido é que trocou sua liberdade de atos e declarações pela chefia do Executivo Federal. Já não há mais espaço para manifestações pessoais, porque, agora, ele representa um país. Esteja em seu gabinete, de férias na praia ou em um evento informal, ele é visto como presidente, não como Jair, não como capitão. O cargo que ocupa exige dele, 24 horas, sete dias por semana, uma postura de dignidade e vigilância, porque gafes no meio político costumam ter um preço alto. Na falta dessa postura, apenas criando um aparelho de mordaça.



30 Julho 2019 10:32:00


Apenas sorrisos, momentos bons, elogios, amigos, compras, sucesso profissional, conquistas... Um mundo perfeito criado para ser mostrado a outros perfis que também expõem a vida feliz e bem sucedida de outros usuários Essa é a fantástica e falsa vida das redes sociais que tem feito uma sociedade inteira correr por uma rotina impossível de ser alcançada, em que a felicidade é vivida 24 horas por dia. 

Uma tela que propaga ilusões. Parece algo mágico, mas é só o acesso e o consumo excessivo dos conteúdos gerados no Instagram, no Facebook e no YouTube. Recentemente, o principal visionário das redes sociais, Mark Zuckerberg, reconheceu que a disputa pelos likes têm prejudicado a saúde mental dos intagramers e o aplicativo passou a ocultar o número de curtidas de todas as publicações. O resultado foi a prova de que só se publica e curte conteúdos em busca de aprovação: os likes diminuíram e as publicações também. 

Ninguém gosta de ser rejeitado e pouco curtido. Ter uma pequena lista de amigos ou pouco seguidores em qualquer rede social passou a ser um termômetro de autoaceitação na geração conectada. Com isso, aumentou a "baixa-estima", o número de depressão e, acreditem os casos de suicídios.

Pode parecer bobeira e você pode até pensar que não faz parte das estatísticas, mas a rede social é alimentada pelo interesse de se ver o belo e de se expor felicidade. É claro que os aplicativos vieram para ficar, que o número de usuários será cada vez maior, mas é importante saber avaliar o que se está consumindo e também ter consciência do que se está compartilhando. As redes sociais são ótimas mas é necessário cuidado. #FicaADica.


23 Julho 2019 08:30:00


Nunca imaginei que um dia eu teria que admitir que o olho da vizinha fofoqueira me seria útil. Lembro de, na adolescência, no início dos anos 2000, ter praguejado todas as vezes em que eu chegava ou saía de casa e lá estava ela espiando através da sua cortina. Ela sabia exatamente a hora em que eu saía, com quem, o que estava fazendo e nunca deixou de passar um relatório para minha mãe. Mas como o "carrossel nunca para de girar", hoje, é bem essa vizinha e seus relatórios que me deixam segura em saber que minha mãe está "assistida".

Muito mais que espiar o que está acontecendo na vizinhança, estar atento significa mais uma garantia de segurança. Partindo do princípio de que moramos em cidades de poucos habitantes, mesmo que o dia a dia seja corrido e fiquemos pouco em casa, acabamos conhecendo alguns vizinhos, suas rotinas e, ninguém melhor que nós, para saber se há algo estranho acontecendo e que passaria despercebido por quem não é do local.

Neste sentido, foi criada a Rede de Vizinhos, que através do apoio da Polícia Militar tem resultado em diminuição da criminalidade de onde está instalada. Longe de criticar o trabalho dos agentes públicos, mas é notável que há mais trabalho que mão de obra e equipamentos, fazendo dessa parceria um segredo de sucesso contra a criminalidade.

Todos sabem as dificuldades financeiras que enfrentam para ter e manter os seus bens. Seja um carro de luxo ou apenas um celular, foi preciso esforço e dedicação para adquirir e, se eu posso ajudar meu vizinho a ter segurança, por que não fazê-lo? Somente jogar críticas destrutivas para o mundo é fácil, mas é passada a hora de assumirmos responsabilidades pelo bem comum, também. Usa-se tanto o termo "cidadão de bem", mas será que sabemos o que isso realmente significa? Talvez ser "de bem", possa começar a ser descrito como ter empatia e desejar ao outro, exatamente o mesmo que para nós. Cuidemo-nos!



16 Julho 2019 11:38:00


Ao longo dos últimos tempos, qual foi o investimento que fez em si mesmo? Não digo em material, como roupas e sapatos, mas em conteúdo. Você assiste a algum programa, série, ou lê um livro que lhe traz percepções novas sobre o mundo? É fácil demais sentar no sofá e esperar que as coisas cheguem. É preciso encarar novos desafios. Já chega de olhar para a grama do vizinho. Você está cheio de possibilidades, mas é necessário dar o primeiro passo. 

Não está contente em seu ambiente de trabalho? Faculdade? Vida financeira? Reinvente- se. Porém, para se dar bem em algo, primeiro, busque o conhecimento. Esse não lhe dará decepções. Essa semana, li uma frase nas redes sociais que me chamou atenção e combina bem com o que escrevo: "Que você nunca desista de ser tudo aquilo que você sabe que nasceu para ser". Às vezes, a rotina lhe desanima, mas que seu coração possa falar mais alto.

Se não for para valer a pena, do que adianta viver? Aproveite e tire um tempo para saber se sua vida está no rumo certo. Sempre haverá espaço para reposicionar seus sonhos. Não só no profissional, mas também no pessoal, vejo muitas pessoas buscando a essência do existir. Há gente de todo tipo, idade e caminhos,deixando tudo o que achou que o fazia bem para seguir novos rumos. Isso é errado? Não. Cada um tem seu tempo, ritmo e sonhos. Não cobre, não julgue e não discrimine. Cuide do que é seu, isto é, você mesmo.

(Imagem: Divulgação) /




09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



18 Junho 2019 10:09:00


Uma coisa que os livros me ensinaram... é que, mesmo que haja um desfecho, nunca é o fim. Sempre fui apaixonada pelo mundo da leitura. Lembro-me que, desde pequena, como morava em frente a uma escola, esperava ansiosamente no portão de casa a chegada daqueles vendedores de coleções de livros. Cada vez que os via chegar para alimentar a biblioteca da instituição, era na certa: um investimento para os meus pais.

Antes de qualquer coisa, devo agradecer profundamente a minha mãe, Terezinha Abreu. Professora, me ensinou o valor e como apreciar uma boa leitura, independe do que se tratasse. Com muito carinho, guardo em minha memória, as vezes em que ela preparava as aulas para as turmas e eu estava lá, do seu ladinho, com aquele olhar do gatinho do Shrek,dizendo: "mãe, também quero "estudar". E lá ia ela, fazer atividades para me ensinar.

(Foto: Divulgação) /

Aprendi a ler aos 4 anos e, desde então, minha vida é movida pelas letrinhas. Ao texto, artigo, livro, rótulo de shampoo que seja, agradeço de coração. O que seria da minha vida sem a leitura? NADA. Esses últimos dias foram de êxtase na minha vida. Estar na 6ª edição da Semana Literária de Curitibanos e, ainda por cima, como jornalista, me senti realizada. Ver a Prefeitura investindo em Educação e Cultura é saber que nosso futuro está garantido. É claro que a Administração Municipal  está fazendo sua parte, porém, é preciso ter incentivo em casa para que desde cedo os pequenos possam se apaixonar pelo conhecimento.

Ainda nesta semana, além de participar do bate-papo, tive a oportunidade de conversar brevemente com o jornalista Zeca Camargo. Ele falou muito sobre essa ignorância que a sociedade tem e é, justamente, o que me indigna diariamente. Muitas vezes, as pessoas não entendem o nosso papel como mediador da informação. Não estamos aqui para formar opiniões ou influenciá-los, só queremos contar o que está acontecendo ao seu redor. Então, lhe peço, por favor, encarecidamente, aprenda a interpretar e busque fontes oficiais com pessoas que sabem o que estão fazendo.


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711