ASemana 36 anos.png
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16 Julho 2019 11:38:00


Ao longo dos últimos tempos, qual foi o investimento que fez em si mesmo? Não digo em material, como roupas e sapatos, mas em conteúdo. Você assiste a algum programa, série, ou lê um livro que lhe traz percepções novas sobre o mundo? É fácil demais sentar no sofá e esperar que as coisas cheguem. É preciso encarar novos desafios. Já chega de olhar para a grama do vizinho. Você está cheio de possibilidades, mas é necessário dar o primeiro passo. 

Não está contente em seu ambiente de trabalho? Faculdade? Vida financeira? Reinvente- se. Porém, para se dar bem em algo, primeiro, busque o conhecimento. Esse não lhe dará decepções. Essa semana, li uma frase nas redes sociais que me chamou atenção e combina bem com o que escrevo: "Que você nunca desista de ser tudo aquilo que você sabe que nasceu para ser". Às vezes, a rotina lhe desanima, mas que seu coração possa falar mais alto.

Se não for para valer a pena, do que adianta viver? Aproveite e tire um tempo para saber se sua vida está no rumo certo. Sempre haverá espaço para reposicionar seus sonhos. Não só no profissional, mas também no pessoal, vejo muitas pessoas buscando a essência do existir. Há gente de todo tipo, idade e caminhos,deixando tudo o que achou que o fazia bem para seguir novos rumos. Isso é errado? Não. Cada um tem seu tempo, ritmo e sonhos. Não cobre, não julgue e não discrimine. Cuide do que é seu, isto é, você mesmo.

(Imagem: Divulgação) /




09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



09 Julho 2019 10:21:00


Aguardadas por uns, temidas por outros, as temperaturas abaixo de zero demoraram, mas chegaram à região. Até quinta-feira (4), a previsão era, inclusive, de neve nesta sexta (5), aumentando ainda mais a empolgação de quem aprecia o frio. Por aqui, ainda não temos uma estrutura turística que explore de maneira eficiente o clima tão atrativo em outras cidades, mas sempre há uma expectativa de movimentação financeira com a chegada do Inverno, principalmente no setor de vestuário. 

Enquanto alguns comemoram e torcem pelo frio intenso e a neve, outros preocupam-se e temem a queda das temperaturas. Agricultores, com suas plantações em risco, não conseguem ver frio e neve como algo positivo. Geadas e lavouras, gelo e maquinários nunca se deram bem. O frio também é inimigo de quem depende de doações e solidariedade para driblar os termômetros abaixo de zero. Para muitas famílias, a perspectiva de uma noite gelada e uma manhã coberta de gelo em nada agrada. Quem não conta com agasalhos e cobertas suficientes para enfrentar o clima rigoroso não entende onde está o charme tão aclamado do Inverno. 

(Foto: Divulgação) /

Em nossa região, já tivemos mortes em função do frio, mostrando que o assunto não é brincadeira e precisa mesmo de uma atenção especial. O momento, então, para quem tanto aprecia o frio, é de aproveitar, mas também olhar em volta e perceber as necessidades que ele acarreta. Quem ainda não abriu os armários com olhares generosos tem tempo de separar aquela blusa que não serve mais, aquela coberta que não é usada há tempos, aquele casaco que considera fora de moda e colaborar com as campanhas de arrecadação que estão sendo realizadas.

Da mesma forma, nossos amigos de quatro patas também contam, nesse momento, com nosso bom senso e nossa bondade para enfrentar o clima frio. Muitas vezes esquecidos, os animais, principalmente de rua, dependem de abrigos, mesmo que improvisados, para não se tornarem vítimas do clima. O momento é este. Faça sua parte, ajude, contribua. E, quando estiver curtindo o frio embaixo de suas cobertas quentinhas, tenha a consciência tranquila, sabendo que sua atitude solidária ajudou a aquecer não só os corpos,mas os corações de alguém.



18 Junho 2019 10:09:00


Uma coisa que os livros me ensinaram... é que, mesmo que haja um desfecho, nunca é o fim. Sempre fui apaixonada pelo mundo da leitura. Lembro-me que, desde pequena, como morava em frente a uma escola, esperava ansiosamente no portão de casa a chegada daqueles vendedores de coleções de livros. Cada vez que os via chegar para alimentar a biblioteca da instituição, era na certa: um investimento para os meus pais.

Antes de qualquer coisa, devo agradecer profundamente a minha mãe, Terezinha Abreu. Professora, me ensinou o valor e como apreciar uma boa leitura, independe do que se tratasse. Com muito carinho, guardo em minha memória, as vezes em que ela preparava as aulas para as turmas e eu estava lá, do seu ladinho, com aquele olhar do gatinho do Shrek,dizendo: "mãe, também quero "estudar". E lá ia ela, fazer atividades para me ensinar.

(Foto: Divulgação) /

Aprendi a ler aos 4 anos e, desde então, minha vida é movida pelas letrinhas. Ao texto, artigo, livro, rótulo de shampoo que seja, agradeço de coração. O que seria da minha vida sem a leitura? NADA. Esses últimos dias foram de êxtase na minha vida. Estar na 6ª edição da Semana Literária de Curitibanos e, ainda por cima, como jornalista, me senti realizada. Ver a Prefeitura investindo em Educação e Cultura é saber que nosso futuro está garantido. É claro que a Administração Municipal  está fazendo sua parte, porém, é preciso ter incentivo em casa para que desde cedo os pequenos possam se apaixonar pelo conhecimento.

Ainda nesta semana, além de participar do bate-papo, tive a oportunidade de conversar brevemente com o jornalista Zeca Camargo. Ele falou muito sobre essa ignorância que a sociedade tem e é, justamente, o que me indigna diariamente. Muitas vezes, as pessoas não entendem o nosso papel como mediador da informação. Não estamos aqui para formar opiniões ou influenciá-los, só queremos contar o que está acontecendo ao seu redor. Então, lhe peço, por favor, encarecidamente, aprenda a interpretar e busque fontes oficiais com pessoas que sabem o que estão fazendo.


04 Junho 2019 07:00:00


Chegando o mês em que Curitibanos comemora seus 150 anos de história nada mais justo que homenagear a melhor cidade do Meio-Oeste catarinense. Nascida e criada nas terras onde correm as águas do rio Marombas, sou uma curitibanense raiz, que ama a cidade onde vive e fala com orgulho o sotaque que puxa o r e fortalece o t de cada palavra. 

É a minha origem. Talvez seja meu signo de Câncer que tem a mania de honrar tanto suas raízes. Mas, acho que o que me faz adorar esse lugar é o espírito de desenvolvimento das pessoas que nascem e passam por aqui. Daria uma grande lista. Curitibanos tem sorte de ter sido a casa de tantas pessoas que administraram, plantaram e trabalharam para vivermos na cidade em que moramos hoje. 

Eu sei que, desses 150 anos, só vivi duas décadas. Tantos outros amantes podem falar desse lugar com mais propriedade do que eu. Mas, sem menosprezar meu sentimento, Curitibanos evoluiu muito mais que apenas vinte anos durante este período. Hoje, temos opções, movimentos, representantes. 

(Foto: BW Films) /

Somos uma cidade que produz, que investe e desenvolve; aqui, sinto que podemos investir para colher depois. É um solo que cultiva projetos. O frio que faz aqui só ensina cada curitibanense a viver com o coração quentinho de amor para recepcionar cada vez mais indústrias, mais estudantes, mais trabalhadores e mais curitibanenses.

Temos  uma cidade preparada para crescer e que está crescendo. É lindo ver que nós não paramos no tempo e que, em muitos assuntos, somos referência. É assim na saúde, na educação, no esporte, na comunicação... Ainda temos muitas histórias para construir, mas já temos muito o que comemorar destes 150 anos. Parabéns, curitibanenses! Parabéns, terra querida.


28 Maio 2019 07:00:00


Antes deles, nunca tinha entendido direito esse negócio de coração de torcedor e muito menos essa paixão doida que amantes de esporte têm. Se há três anos alguém me falasse que eu estaria numa quadra fazendo cobertura, levando bolada, literalmente dando meu sangue pelo meu trabalho e achando isso engraçado, eu o chamaria, no mínimo, de louco. 

Hoje, além de entender, construí um coração gigante de torcedora, que aprendeu a gostar  de esporte na marra, quando foi escalada para assumir a editoria, mas que, com o tempo, viu sua visão de mundo ser totalmente modificada pelas coberturas realizadas. No último fim de semana, acompanhei a ADC Curitibanos Berlanda Futsal até Lages e estava ali na quadra, quando eles/nós, assumimos a liderança de um campeonato importante.

É tanta dedicação dessa equipe, que tem gente que mora em acomodação improvisada em lugar impensado; atleta que passa a semana toda longe da esposa, filhos, amigos, pais e, aos fins de semana, ainda viaja para jogar; tem atleta que encara a dor lancinante para estar em quadra; tem aquele que precisa negociar folgas no trabalho para garantir presença nos treinos e jogos; aquele que está a estados de distância de quem ama; os crias da casa que cresceram com o peso da cobrança em seus ombros; aqueles que têm que encarar sozinhos uma verdadeira guerra interior contra sua confiança; e tantas outras inúmeras histórias regadas a sonhos, lágrimas, luta, estudo e persistência. 

(Foto: Rubiane Lima) /

No esporte, como em tudo na vida, você pode trazer dezenas de títulos e vencer incontáveis jogos, mas é preciso apenas uma derrota para ver seu trabalho ser jogado na sarjeta, independente da tua luta pessoal. No jornalismo, não é diferente e a vida do jornalista também não chega nem perto de um mar de rosas. Nem sempre sabemos a dimensão do que estamos fazendo, se estamos sendo vistos ou se nosso trabalho toca a vida das pessoas de alguma maneira, mas enquanto eu tiver iluminada pelo brilho do olho dos nossos atletas, é lá que eu quero estar. 

Se eles enfrentam suas dores, eu também posso enfrentar as minhas para contar sobre os seus feitos, pois só quem ama o que faz é capaz de espalhar essa motivação por onde passa.


23 Maio 2019 11:20:00


O mês de maio, com a cor amarela, é voltado à conscientização para redução de acidentes no trânsito. A que ponto chegamos... ter a necessidade de fazer campanhas para tentar educar a população. Isso é o mínimo que um mero motorista deveria ter na mente: educação,É preciso ter noção de que não é só você. É a mãe de alguém, irmão, pai, tios e amigos que estão na estrada. O reflexo de uma ultrapassagem no lugar errado mexe com toda estrutura física e mental de alguém.

Em caso de perdas, são dores que não se apagam e nem amenizam. Porque, afinal, a impunidade continua à solta. Não é possível que seja tão difícil dar seta, esperar na fila, não mexer no celular enquanto dirige ou fazer cortesias aos colegas motoristas. Em Curitibanos, se você fica dois minutos observando uma esquina que seja, vê tanta barbaridade. Agora deixo dois questionamentos: a velocidade em que você se coloca e a bebida alcoólica que ingere valem a pena no final das contas?

Os dez minutos que chega antes vão realmente lhe trazer benefícios? Achei o máximo a criação da Transitolândia, no quartel da Polícia Militar de Curitibanos. Além de bonita e bem feita, servirá para o nosso futuro. Assim, os pequenos de hoje serão adultos conscientes quando estiverem em frente a um volante. Sem contar, também, que a inocência de uma criança ao falar de assuntos como esse se torna um puxão de orelha para os maus motoristas. Se nada for feito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 e 2,4 milhões, em 2030. Quem garante que você não fará parte de uma estimativa como essa? Não interessa se seja você ou alguém que conheça, os números só poderão mudar a partir de uma decisão sua.



07 Maio 2019 17:21:00


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Está se aproximando o Dia das Mães e eu não poderia escrever  sobre outro assunto, para tentar agradecer, pelo menos um pouco, por tudo que a Dona Marlene, minha mãe, representa. Às vezes, me pego pensando de onde surge a força das mães para encarar as dificuldades e resolver os problemas de toda a família?

Eu não fui planejada, nasci 13 anos depois do meu único irmão e, na época, as dificuldades financeiras da família eram gritantes. Meus pais foram me criando do jeito que dava e minha mãe amanhecia fazendo bordados para completar a renda. Seis anos depois do meu nascimento, um acidente automobilístico tirou a vida do meu pai, aos 44 anos, deixando minha mãe sozinha para me criar, cuidar da casa, do meu irmão e de todo o resto que a vida adulta exige.

Mesmo com tudo indo contra, ela nunca deixou nos faltar absolutamente nada. Sempre tivemos roupas quentes, alimentação, remédios, casa, cama e cobertores confortáveis, além de diálogo e muito amor, mesmo que tenhamos, até hoje, certa dificuldade em expressar. Acredito que todas as mães são legais, mas a minha é a melhor, porque ela não é perfeita. 

Nossa convivência nem sempre é um mar de rosas. Somos pessoas quase que completamente diferentes. Já brigamos muito, já ficamos sem nos falar, mudamos de cidade, não concordamos com relacionamentos, vencemos preconceitos uma com a outra e nossa história nem sempre é baseada na calmaria, mas o tempo nos ensinou que podemos errar, às vezes. Querer o melhor para outra pessoa, nem sempre significa fazer o melhor para ela e se tem algo que aprendi com a Dona Marlene, foi a me tornar melhor a cada tombo e escolha errada que fiz. 

Minha mãe é tudo de mais valioso que tenho, mas até eu descobrir isso foi um longo caminho. Ela me fez uma pessoa de bem, me ensinou que sempre devemos ajudar, que tirar um tempo para si é importante e que não devemos ser sozinhos. Hoje, com mais de 30 anos, percebo e admito que sou uma mini Marlene e, o melhor, tenho o maior orgulho disso! Feliz Dia das Mães, mãe e a todas as outras, também.


25 Abril 2019 14:54:00


Em meio a tantas preparações para um feriadão, viagens, mercados lotados, chocolates, às vezes, esquecemos que a pausa que fazemos nesta semana em nossa rotina é para relembrar a morte. Estamos vivendo mais uma data que se tornou um grande motivo comercial, mas, na verdade, marca uma passagem. 

Tentando relembrar o verdadeiro espírito da Páscoa, me peguei pensando sobre a morte. Sim, é clichê, mas também é bem verdade: a morte é única certeza que temos em nossas vidas. E mesmo sendo tão certeiro que um dia teremos que conviver com ela ao nosso lado ou que um dia nós teremos que vivê-la, ninguém se prepara para essa parte do ciclo. 

Vivemos de sopros... Sem perceber, vemos morrer momentos, histórias, fases e costumes todos os dias, mas isso não é palpável.  

(Foto: Divulgação) /

Penso que até estamos preparados para perder aquilo que sentimo,s mas não nos acostumamos com a ideia de se despedir daqueles que tocamos. É um pouco egoísmo nosso, sabemos que cada um tem sua hora. Mas sempre dói. A dor deve fazer parte do mistério: o que vem depois? Há um depois?! Pois, no fundo, sabemos que a pessoa que partiu já deixou o seu melhor conosco. Nos ensinou e tocou nossos corações. 

Se você morresse agora, se orgulharia da sua última palavra dita? Se orgulharia da sua última atitude tomada? Nosso fim é a única certeza que temos, uma hora um sopro nos leva, eo que foi deixado aqui? O momento é de reflexão.

Dá para continuar semeando, mas também há tempo para mudar o grão. A gente escolhe o que floresce no coração que vive ao nosso lado e de cada um colhemos exatamente aquilo que cultivamos. A Páscoa chegou. Dá para sentar no sofá, saborear um chocolate e refletir. 



17 Abril 2019 14:23:00


Entrar na casa das pessoas, ser bem recebida e ter a oportunidade de conhecer e passar adiante suas histórias de vida, talvez, seja o maior barato da profissão de repórter. Somente nas duas últimas semanas, tive a oportunidade de conhecer e aprender mais sobre a vida e longevidade de duas centenárias, moradoras de Curitibanos.

Brincando que "deve ser a água do Marombas", as duas me contaram que chegar aos 100 anos foi algo que jamais imaginaram, mas comemoram o feito e tentam passar adiante dicas de longevidade. Maria Laudelina completou os 100 anos no início do mês e me falou que o segredo é ter paciência. Já Dona Analia, que faz aniversário neste domingo, me disse que seu segredo foi nunca ter guardado rancor ou mágoa de ninguém. Agora, me desculpem, pois sei que esses ensinamentos são os mais valiosos, mas levando a vida agitada que levo e sendo este ser basicamente estressado, tem sido cada vez mais impossível ter calma e não guardar rancor de pessoas, coisas ou fatos.

(Foto: Rubiane Lima) /

Manter a calma é uma arte e, não sei vocês,mas tenho a impressão de que o convívio humano está cada vez mais complicado. É um querendo levar vantagem em cima de outro, pessoas preocupadas unicamente com o próprio umbigo e, salvo exceções, empatia é algo cada dia mais em falta.Maria e Analia são reflexo de uma sociedade que precisamos resgatar, onde a preocupação com o outro não era diferente daquela destinada aos familiares ou amigos. Ambas não puderam estudar como gostariam,mas foram professoras para ajudar crianças a aprendera ler e escrever; costuravam para que as pessoas tivessem o que vestir; cozinhavam para que uma infinidade de pessoas tivesse o que comer; e me falaram que a vida é feliz por isso,pois mesmo com as mãos e pernas não obedecendo mais aos comandos, não deixam de ajudar aos outros, agora, passando adiante suas histórias.



10 Abril 2019 09:12:00
Autor: Kalyane Alves


O ser humano deveria ter um reset, não é mesmo? Assim, como quando o computador trava e demora para volta, e aquele botãozinho se torna sagrado para voltarmos a desempenhar nossas funções. Penso que as pessoas também deveriam reiniciar, às vezes. Não digo esquecer, mas recomeçar com racionalidade. 

Não me diga que não acontece, porque é fato que o ser humano "buga". Olha quanta catástrofe e destruição temos visto apenas no primeiro trimestre de 2019. O medo que nos assola é de que es- se pane não seja passageiro e, pelo que me parece, muitas coisas não voltaram ao normal desde os acontecidos, só têm piorado. Seja em um mínimo assunto, as pessoas têm o prazer de expor suas ignorâncias.

Na última semana, fiquei de cara ao ler comentários esdrúxulos a respeito da Secretaria de Esportes e Lazer ter ido em busca da Cobertura do Estádio Wilmar Ortigari (Ortigão). Tenha santa paciência, o que mais vocês querem? Reclamam de obras darem sujeira, coisa que não tem como evitar, reclamam por buscarem melhorias. Seja em qualquer área, nunca estão satisfeitos. Afinal, o que querem? 

(Foto: Divulgação) /

Estou custando a acreditar que, apesar de tão apressados, não estão evoluindo. Parece que nada mais contenta a massa populacional. Em suas redes sociais, publicam textos melosos, "Ai, temos que aproveitar os momentos. Valorizar os mínomos acontecimentos", e aí criticam o trabalho de quem tem tentado buscar alguma mudança. Algo de errado não está certo. 

Fugindo do "puxão de orelha" geral, não posso deixar de parabenizar a linda homenagem que foi feita, pela mesma Secretaria citada acima, no último fim de semana, na Copa Regional dos Campeões, com o troféu da nossa bela e eterna jornalista Franciele Gasparini. Apesar de não ser algo que cogitaríamos fazer na vida, esse foi um reconhecimento muito bonito feito por eles. 

Mas voltando às panes humanas, vamos deixar de brincar com coisa séria. Dê valor ao que tem de melhor: o dia de hoje. Critique menos o serviço dos outros, a não ser, claro, que tenha propriedade para falar e que acrescente algo. Caso contrário, evite soltar baboseiras, seja no mundo real ou virtual. E, então, já deu reset hoje? 


02 Abril 2019 15:54:00


Você é um cara certinho. Trabalha com carteira assina-da, paga seus impostos, ajuda com as despesas em casa, nunca se envolveu em uma briga. Seu irmão... Bom, ele não 

é tão certinho. Vive questionando as coisas, teve o título cancelado porque deixou de votar, participa de manifestações nas ruas e já arrumou confusão no trabalho por reivindicar alguns direitos. 

Uma noite, homens arma- dos invadem sua casa. Entre gritos e lágrimas dos seus pais e apelos de socorro de seu irmão, com uma truculência que você achou desnecessária, arrastam seu irmão até um carro e vão embora. Os dias passam... Não há notícias. 

Desesperados, seus pais querem saber o que aconteceu. Por que seu irmão foi levado? Para onde? Quem são aqueles homens? Eles começam a perguntar, investigar, querem respostas. Descobrem que aqueles homens são do Departamento de Ordem Política e Social do governo. Na busca por seu irmão, perguntam demais, descobrem demais, expõem-se demais. 

(Foto: Divulgação)

Um dia, seu pai sai para trabalhar e não volta. Ninguém sabe o que aconteceu, ninguém viu nada. Os dias passam... Não há notícias. Sua mãe tem certeza de que ele também foi levado pelo Dops e se preocupa. Mas ela é uma mulher forte e batalhadora, não se deixa intimidar. Quer saber o que fizeram com seu filho e seu marido e continua a investigar e exigir respostas.

Uma noite, homens armados invadem sua casa e, assim como seu irmão, sua mãe é levada por um carro que, agora, você sabe que é do Dops. Você também sabe, pelas pesquisas de seus pais, que todos foram levados a um lugar de tortura, de desespero e, muitas vezes, de morte. 

Mas, peraí... Você aprendeu que eles só levam vagabundos e criminosos. Seu irmão era um criminoso? Seus pais eram criminosos? Sim. Eles cometeram o crime de questionar, se opor, confrontar, rebelar-se. 

Mas você não precisa se preocupar. Você é um cara certinho. 


27 Março 2019 10:14:00


A Boneca Momo foi o assunto da semana entre grupos de pais e todas as famílias que tem crianças pequenas em casa. A informação replicada diversas vezes na Internet é de que a boneca de sorriso estranho e olhos esbugalhados invade vídeos infantis e instrui crianças a cortar os pulsos. 

O mundo todo ficou em alerta. Todos os adultos ficaram preocupados com a audácia de hackers invadirem o famoso código do YouTube para propagarem um conteúdo tão desnecessário. Mas sabe o que teve de positivo nessa notícia tão sinistra? O alerta gerado. 

Nessa semana, os adultos chamaram os pequenos e conversaram com interesse para saber o que eles acessam na Internet. Esse é um diálogo muito necessário, mas tem acontecido pouco nos lares, e só ganhou força com a tal da Momo colocando a vida das crianças em risco. 

As novas gerações já nascem praticamente conectadas e cada vez mais cedo já escolhem seus youtubers preferidos, assistem a vídeos de unboxing de brinquedos e já sabem acessar seu canais onlines prediletos; alguns passam horas do dia assistindo a esses conteúdos. 

(Foto: Divulgação)

Isso é confortável para o adulto e atrativo para a criança. Mas não é o mais seguro e todo mundo sabe. Mas é claro, a correria do dia a dia, o trabalho, as funções... às vezes nos fazem esquecer de que essa atitude não é a que concordamos. Daí vem uma boneca que deixa todo os adultos com os olhos parecidos com os dela, percebendo que talvez não estejam monitorando a rotina online dos pequenos tanto assim. 

A tal da boneca Momo alertou pais, tias, avós.. que os conteúdos consumido pelas crianças na Internet devem ser cuidadosamente monitorados. A tecnologia é boa, a modernidade é legal. Mas é preciso cuidado, conscientização. 

O suicídio assusta e, talvez a Momo tenha surgido para alertar uma população viciada em internet sobre os perigos oferecidos na rede. Logo ao lado da aba de um vídeo divertido, um fórum sobre um assassinato pode ser acessado. Fica o alerta. 



OPINIÃO
12 Março 2019 10:13:00
Autor: Kalyane Alves


Problema ou não, não há como deixar passar. Há algumas semanas viemos batendo constantemente no assunto "animais nas ruas de Curitibanos". Parece brincadeira que uma cidade chegue ao ponto de ter que tomar medidas imediatas porque os "racionais seres humanos" não cuidam de seus bichos de estimação. Sabemos o quão indefesos eles são e, também, aprendemos, desde sempre, que, para se ter algo em sua posse, é necessário dedicar tempo e cuidado. 

Acredito, aliás, acreditava que eram poucas as pessoas que os pais não ensinavam a ter comprometimento quando assume algo. Lembro-me muito bem que minha família sempre teve amor pelos animais, porém, ao atingir certa idade e pegar um cão, por exemplo, minha mãe deixou claro quais seriam minhas responsabilidades caso realmente quisesse tê-lo em casa. Agora, olhando as ruas de Curitibanos, chega a dar medo. Você nunca sabe se será mordido ou não, então, quando vê uma "gangue" de cachorros, é melhor atravessar a rua. 

(Foto: Kalyane Alves) /

O que me gera esperança na mudança é o fato de um grupo de pessoas que, mesmo com seus afazeres, decidiram dedicar seu tempo em tentar amenizar o problema. A cidade conta agora com a Rede Curitibanense de Proteção Animal (Recupera), que trabalhará efetivamente para conscientizar a população sobre os direitos e deveres enquanto tutores de animais. 

Voltando ao quesito educação, essa mensagem é para vocês, pais. Aproveitem que as aulas reiniciaram há pouco tempo e façam com que seus filhos entrem num ritmo de cuidado com esses seres indefesos. Deixem como herança o que melhor podem ter, a educação. 

Engraçado como foi preciso ver gente de outras cidades tentando solucionar algo que é daqui, tão nosso. Então, meus queridos, ao invés de abandonar ou maltratar, nem tenha animal algum. Espero que, daqui para frente, com essas ações que vêm acontecendo, a conscientização aconteça. Nem que seja preciso mexer no bolso dos cidadãos (o que será muito necessário). 


OPINIÃO
06 Março 2019 11:02:00
Autor: Tatiana Ramos


A polêmica sobre a execução do Hino Nacional em escolas estava em todas as rodas de conversa e redes sociais durante esta semana. Uns defendiam, outros criticavam e, no meio da confusão, o "governo iô-iô" fez o que tem feito com bastante frequência nesses quase dois meses de mandato: recuou Ao longo de minha vida escolar, cantei muito hino e, honestamente, não vejo nada de mais em perfilar os estudantes em frente à bandeira e fazer uma homenagem a seu país. A execução do Hino está prevista na Constituição e, até onde meu conhecimento de leiga acompanha, não há nenhum impedimento - legal ou moral - para que essa homenagem seja realizada nas escolas. 

Por outro lado, repetir meia dúzia de versos cantados sem compreender seu significado tem alguma relevância? Fui uma criança até bem inteligente, mas, aos 7, 8 anos, não tinha a menor ideia do que era um "impávido colosso", um "lábaro que ostentas estrelado" ou um "florão da América". Cantava e achava bonito... Mas não entendia absolutamente nada sobre a história daquela letra que eu repetia. 

(Foto: Divulgação) /

Exatamente por isso, acredito que, antes de colocar os alunos em frente à bandeira para cantar o que quer que seja, é preciso conscientizá-los sobre esse gesto. Para os mais novos, é preciso, literalmente, traduzir os versos de nosso Hino de vocabulário e construção tão complicados. Seja obrigatório ou voluntário, o Hino repetido de forma vazia não acrescentará em nada na formação de crianças e jovens. 

Além disso, não consigo ser otimista a ponto de achar que o retorno do Hino Nacional às escolas estará contribuindo para uma geração mais patriota e cidadã. Na era da informação, as cabeças funcionam de forma muito diferente, há outra dinâmica de raciocínio. Cantar o Hino não vai minimizar o que essa geração conectada vê nos noticiários e nas ruas todos os dias: corrupção, desigualdades, violência de todos os tipos... É impossível amar um país no qual não acreditamos. Antes de qualquer coisa, é preciso resgatar a esperança e fazer com que os brasileiros acreditem em uma verdadeira mudança para melhor. Obviamente, isso não será conquistado da noite para o dia, mas começar a trabalhar nas prioridades poderia ser um bom começo. O Hino pode esperar. 


OPINIÃO
26 Fevereiro 2019 09:55:00


Bem-vindos ao futuro. Finalmente, parece que a tecnologia deve passar pela porta das escolas e entrar na rotina dos alunos, contribuindo na formação dos estudantes e, principalmente, colaborando na evolução do futuro da nossa cidade. 

Em tempos em que se pede mais atenção à educação e mais investimentos na área em nível nacional, podemos sentir ainda mais orgulho em ver Curitibanos sendo pioneira em um projeto tão inovador. 

A nova forma de interação entre alunos, professores e pais, a possibilidade de acessar o mundo dentro da sala de aula e a chance de as crianças serem educadas com auxílio de telas, que já fazem parte do dia a dia delas em casa, só engrandecem o processo de formação. 

Há cinco anos, eu estava no Ensino Médio e o celular ainda era visto como um inimigo das escolas. A possibilidade de acessar qualquer informação só era vista, pela maioria dos professores, como negativa, como um desvio de atenção... Finalmente, a tela cresceu e, hoje, a tecnologia que substitui o quadro negro funciona com as mesmas possibilidades que já tínhamos na palma de nossas mãos. 

Trabalhar com educação e modernidade só facilita o diálogo dentro dos centros de educação. Moldar os métodos de ensino conforme as características das novas gerações é o caminho do sucesso. As nossas crianças que, aos 3 anos, já acessam o YouTube, têm suas preferências na Netflix e acompanham pais conectados nos celulares e lendo livros no Kindle não são as que vão parar para prestar atenção em uma aula linear, onde o professor fala e alunos absorvem. 

Vivemos o momento da interação e da descoberta das novas funções da tecnologia. Vivemos a era em que os mais velhos ensinam sobre os conteúdos tradicionais e o mais novos nos surpreendem, a cada dia, com novas possibilidades da tecnologia. Parabéns aos visionários que modernizaram a educação em Curitibanos, que quebraram preconceitos e moldaram um projeto de acordo com as demandas das novas gerações. 

(Foto: Tatiana Ramos)/





19 Fevereiro 2019 14:59:00
Autor: Rubiane Lima


Fazer parte de uma editoria de esporte é algo que nos revela outro horizonte de histórias de vida, dedicação, dores, superação e amor pelo que se faz. Somente esta semana, tive a imensa satisfação de aprofundar meu conhecimento em lutas, com entrevista com atleta de kickboxing, jiu-jitsu e muay thai, todos curitibanenses que estão, literalmente, lutando pelo seu espaço nos tatames. 

Rotina que inicia ao raiar do Sol com o primeiro treinamento e é encerrada somente tarde da noite, depois do último treino do dia. Essa tem sido a realidade de adolescentes e adultos que fazem dos tatames, uma nova forma de vida. Entre lágrimas de felicidade e dores, os atletas trabalham sua parte técnica, física e psicológica, levando o respeito, responsabilidade e filosofia da luta para o seu dia a dia.

Iniciando e encerrando com uma reverência, a luta ensina a ser grato pelo aprendizado diário, com comprometimento de utilizar o ensinamento para o bem, se fortalecendo para os desafios da vida. Muito mais que esporte, seja na modalidade que for, é da vida das pessoas que estamos falando, seus sonhos, objetivos, foco e razão de viver. Aprendi, com meus entrevistados, que ser atleta é enfrentar todas as dores possíveis, físicas ou psicológicas, e não ter medo de enfrentar o mais árduo desafio para ver seu sonho de vitória realizado. 

Atletas, vocês são nosso orgulho nas vitórias e nosso ensinamento nas derrotas, com a certeza de que a guerra nunca está perdida, basta seguir com dedicação e foco, que os objetivos se tornam mais acessíveis. Do tatame para vida, a luta faz parte de todos que, mesmo diante das maiores dificuldades, precisam seguir e lutar por uma solução para amenizar os problemas de seus dias. Que, assim como nossos atletas, possamos seguir em frente e nos tornar mais fortalecidos a cada tombo, pois, acima das vitórias, eles ensinam a levantar e seguir em frente. 


(Foto: Divulgação) 



12 Fevereiro 2019 11:11:00


Há buracos que jamais serão preenchidos em nossas vidas. Lacunas que, por vez ou outra, voltam a nos assombrar. Aquele último abraço, último sorriso, último afago, estão ali, bem vivos e quentes em nossa memória, enquanto os dias transcorrem e seguem, como se tudo não passasse de um engano. É estranho pensar que o mundo continua a girar quando alguém não está mais aqui. Você olha para os lados, vê os outros rindo, correndo, se apertando em embalagens superficiais da sociedade e aquela pessoa não está mais ali. De certo modo, não mais. 

É incrível como a dor da perda te faz modificar alguns sentidos. Há sempre aquele script de que deve passar cada fase e sentir cada coisa. Mas devemos nos sentir assim mesmo? Parece tão errado continuar, mesmo que a passos lentos, sua rotina de vida. Não sei para você, mas não há uma receita de como l dar fielmente com o fato de não poder mais vivenciar momentos ou contar coisas para alguém que, fisicamente, sonoramente, não poderá mais te responder. 

Já cansei de usar esse espaço para falar de injustiças, mas, desde o dia 14 de janeiro, vivemos uma injustiça diária, que não será passageira ou esquecida. Não há nem como expressar o sentimento de quando alguém que é tão nosso não pode mais ser por uma irresponsabilidade alheia. Alguém que sorria, cantarolava, incentivava e lhe trazia esperança já não tem mais voz e nem teve a chance de se defender. Quantas gerações ainda passarão por esse mundo e não aprenderão a ternura que é o amor e o cuidado com o próximo?

Posso dizer que, com todas as experiências juntas, aprendi e levarei eternamente os ensinamentos de minha mentora profissional e, por vezes, espiritual Franciele Gasparini. Não quero deixar que o mundo esqueça a pessoa fantástica que ela foi na vida de tantos. Não quero que um fato tão banal encerre seu legado ou dimi- nua a legião de amigos de alma que essa moça formou. Vivemos em constate aprendizado, mas jamais aprenderei a preencher o vazio que ficou sem te ter aqui. Eternamente gravada em mim. Eternamente, meu ser de luz. 


25 Dezembro 2018 08:17:00


Natal é época de comemorações, reuniões e alegrias. Essa é a fachada que a sociedade estampou para generalizar a data, como se todas as pessoas tivessem o mesmo sentimento em relação ao dia. Nessa época, além de tudo isso, costumam frisar a importância da solidariedade. Realmente, concordo com a necessidade de fazer o bem. Porém, não é só nesses dias que o mundo necessita de ajuda. Todos os dias do ano alguém precisa de um presente. 

Como é clichê ouvir nesta época: "O Natal não se resume aos presentes"; digo ao contrário: ele resume-se a isso. Porque o pre- sente não se intitula somente ao material. Presente é se fazer pre- sente. Presente é um abraço, um afago, um toque. Presente são passeios, risos e planos. Presente é viver inteiramente o momento ao lado de quem ama. 

Não canso de dizer que a maior alegria de uma criança, por exemplo, é a atenção. Então, como presente, ouça e converse com as pessoas. Todos gostam de se sentir importantes para alguém. Deixe um pouco os "stories" de lado e se conecte ao mundo real. As coisas passam, não deixe para dar valor quando o tempo acabar. 

Acredito que o dia 25 de dezembro seja a oportunidade de rever algumas coisas, pois para nós, católicos, Jesus é o centro desse dia. E, a partir de seus exemplos, devemos pesar o que estamos fazendo, ou não, de bom aos nossos semelhantes. É como se essa data fosse um start, pois o ano começa no Natal, com o nascimento de novos planos. 

Já em clima de ano novo, também, para 2019, não quero desejar a você coisas como "realize seus objetivos", isso já é natural demonstrar ao outro. Quero que saia de sua rotina, vá além do que tem ao seu redor, conheça realidades, agradeça pelo que possui, deixe de reclamar de coisas que não fazem o menor sentido, volte à essência, se valorize e o principal, ame sem medidas. Ame seus amigos, seus inimigos, seus familiares, ame a vida e faça-se novo todos os dias. 


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