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EM PAUTA
04 Fevereiro 2020 11:28:00


Nos últimos dias, o mundo todo aprendeu uma nova palavra que tem assustado a humanidade. "Coronavírus" é a possível epidemia da nova década que tem deixado todos os continentes em alerta. E não é para menos; o vírus, altamente transmissível, iniciou em um dos países mais populosos do mundo e ainda não possui nenhum antídoto. 

Na China, o berço dos primeiros sintomas, a população e autoridades já estão trabalhando, a todo vapor, para construir, do zero, hospitais para atendimento exclusivo de vítimas do novo vírus. Em meio a todo o caos, é importante ressaltar o comprometimento da nação para cuidar de seus iguais. E mais do que isso, pensando não somente na sua população, mas na segurança do mundo todo. A China está na lista dos países mais globalizados do mundo, por isso, ao cuidar do foco em terras chinesas, evita-se que o poderoso vírus se espalhe pelo planeta. 

Apesar de atitudes extremamente ágeis, 170 pessoas já perderam a vida para o Coronavírus, sendo 132 apenas na China, e quase oito mil pessoas estão diagnosticadas com sintomas. O vírus já atravessou divisas internacionais e está preocupando os Emirados Árabes e Europa. No Brasil, há nove suspeitas de contaminações, sendo duas em Santa Catarina. Quando tratamos do assunto, parece algo muito distante, mas o perigo já pode estar mais perto do que imaginamos. Enquanto há países com relações internacionais bem resolvidas e pró- -ativas, retirando seus descendentes de lugares vulneráveis da China, o Brasil ainda está com dificuldade em auxiliar brasileiros que estão no país tentando retornar para casa antes de serem contaminados. O momento é delicado para o mundo todo e, mais do que nunca, provamos do gosto da globalização de uma forma tão amarga. Em um dia, o vírus estava em um país e, no outro, em dois, três... atravessando continentes. 

Que possamos atravessar continentes para também saber buscar soluções que contribuam para amenizar a força deste novo vírus. Que, com o caos, o desespero e as perdas, saibamos sermos humanos o suficiente para cuidar de nós mesmos, de quem está ao nosso lado, ou do outro lado do mundo, seja construindo leitos, pesquisando, informando, alertando, doando, nos vacinando... Há muitas formas de se fazer presente e se tornar mais forte do que o inimigo que mal conhecemos.

(Foto: Divulgação) /






EM PAUTA
28 Janeiro 2020 10:44:00
Autor: Por Jenyfer Piola


Tudo o que nos torna únicos é extremamente mutável. Cada um   possui um pensamento e um mundo interior que proporciona conclusões diferentes. Eu não sou a mesma de um ano atrás, e vivendo e amadurecendo, todos se transformam, seja para melhor ou pior. Na maioria das vezes, precisamos de uma mudança para analisar o que realmente importa. E ser racional é ser e estar presente, dentro e fora da realidade, dando prioridade àquilo que realmente importa para você como indivíduo pensante. É pensar por conta própria, ter uma opinião formada. Porém, lhe digo que ser racional é, muitas vezes, deixar o pensar de lado e entregar o ser ao sentir e agir. 

Mas a liberdade que encontramos no nosso mundo particular não é e nunca foi a mesma que a realidade nos proporciona, pois, mesmo no século XXI, nos deparamos com crises que não são atuais. A liberdade de expressão é um belo exemplo disso. Para deixar claro, a maioria das coisas não é preto no branco, pois vivemos na era das comunicações, onde tudo é muito próximo e relativo, a informação é algo extremamente fácil e aparentemente barato. A geração de tanto conteúdo torna-se um emaranhado, sendo muito difícil definir o que é verdade ou fake news, passando a ser mais fácil denegrir a imagem de alguém em segundos do que saber a verdade. 

A tecnologia é uma ótima aliada na nova era e também proporciona a divulgação da opinião de forma instantânea. Em alguns casos, isso é positivo, mas, em outros, abre oportunidade para comentários desnecessários ou crimes de ódio que extrapolam muito além do limite da liberdade de expressão. Claro que isso não é motivo para que a liberdade da comunicação seja culpada por crimes que pessoas mal intencionadas praticam, porque a realidade deve ser apresentada de forma clara e não mascarada através de leis que prejudicam não só a informação como a comunicação e a sociedade de modo geral.

(Foto: Divulgação) /




EM PAUTA
21 Janeiro 2020 17:04:00
Autor: Por Rubiane Lima


Chegamos a 2020 e dê ênfase à data! Era para estarmos comemorando a cura de doenças, o fim de guerras, extinção de bombas atômicas, sociedade vivendo em igualdade e governos trabalhando pelo povo que o elegeu. O que vivemos? Para encurtar os absurdos, vou focar em um dos últimos fatos em Santa Catarina, que foi um deputado, eleito pelo povo para defender os interesses em comum, que menosprezou o assédio sofrido por mulheres durante o Carnaval, uma das datas mais felizes do ano para a maioria dos brasileiros. 

Já sei que tem muita gente que revirou os olhos ao ler o título, considerando a campanha, um ato de mulheres mal amadas e que só estão querendo chamar a atenção. Infelizmente, vivemos num mundo em que pessoas assim ainda existem. Acabei de fazer 32 anos e já passei por tantas coisas desnecessárias vindas de homens, que ultrapassam o absurdo. Já tive que correr por puro medo de estar sozinha, me desviar de abraços durante a execução do meu trabalho, aguentar "piadas" ofensivas, agressividade, humilhação, desprezo, descrédito, desconfiança, tudo pelo simples fato de ser mulher. 

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, entre 2018 e 2019, foram 792 casos de assédio em espaços públicos no estado. O estudo também mostrou que 59 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2019, número 40% maior que o registrado no ano anterior, e que são registrados 75 novos processos de violência contra mulher por dia nos municípios catarinenses. Além de segurança, a campanha é uma luta diária por uma sociedade mais justa e igualitária, para que nós não precisemos mais gritar o óbvio, que não é não! Assédio não é empoderamento feminino, não é paquera, nem um elogio para a mulher. Da mesma forma que vestir um decote, mostrar as pernas ou ser educada, não é sinal de que estamos a fim de você.

(Foto: Divulgação)



EM PAUTA
14 Janeiro 2020 10:52:00


O ano já começou com um alerta e com grandes expectativas. Por onde passo, as pessoas estão com a esperança lá em cima, acreditando que 2020 será "o ano". Sim, também acredito nisso. Parece que aquela escuridão que pairava no ar recebeu um pico de iluminação. Percebo que aqueles que estão ao meu redor realmente querem uma vida nova. Optaram por largar as amarras e tentar de novo. 

Vindo ao encontro de tudo isso, o primeiro mês é intitulado como Janeiro Branco, voltado ao cuidado com nossa saúde mental. De fato, o ano começou com boas expectativas, mas você reciclou tudo aquilo que trazia há muito tempo? Tirou as mágoas, rancores e frustrações do coração? Sempre me pego pensando nessas coisas e termino na mesma conclusão: em como a vida, mesmo que difícil, é tão bela.

(Foto: Divulgação) /

Não adianta me chamar de sonhadora ou coisa parecida. É preciso tirar a venda que colocaram em seus olhos, quando lhe rebaixaram, e acreditar em si mesmo, no potencial e futuro que pode ter. Estamos longe de ser iguais e jamais seremos, só que é necessário limpar o "lixeiro" que enchemos todos os dias. Costumo igualar nossos sentimentos a um lixeiro: se não o esvaziarmos, sendo conversando com alguém ou buscando ajuda profissional, uma hora, meus amigos, ele vai explodir. 

Nas últimas semanas, assistia alguns episódios daquela série "Black Mirror" e é assustador o fato de como a tecnologia influencia nosse estado de espírito mental. Vale a pena tirar uns minutos para refletir sobre o lado negro das telas. A mensagem de hoje é a seguinte: pare de ser mau consigo. Se precisar chorar ou rir escandalosamente, se solta. O tempo passa depressa. O mundo grita, todos os dias, "VIVA". Chega de ser superficial.


EM PAUTA
07 Janeiro 2020 10:01:00


Um novo ano está começando e é comum, nessa época, que se faça muitas promessas para os próximos 365 dias. Parar de fumar, perder aqueles quilinhos que estão incomodando, ter um - ou mais um - filho, trocar de carro... Muitas são as metas de início de ano e, seja qual for a sua, um passo determinante para conquistá- la é: movimente-se. 

Estar em movimento é fundamental para quem está em busca de algo. É claro que você pode optar por ficar parado e ser levado pela correnteza dos dias, mas, nesse caso, você perde totalmente o controle de direção e será levado de forma aleatória a algum lugar, não necessariamente aonde deseja chegar. Por isso, assumir o comando de sua vida, determinando as coordenadas da rota a ser tomada, é a única forma de chegar ao destino pretendido. 

Ao contrário das estradas, nessa viagem em direção ao novo, não há velocidade nem direção pré-definidas. Como em um jogo de xadrez, o movimento certo pode não ser para frente, mas para o lado ou até mesmo para trás. E considere a possibilidade de recuar, porque, em certas situações, precisamos retroceder alguns passos para tomar impulso e saltar mais longe. 


(Foto: Divulgação) /

Da mesma forma, pensar com calma sobre o próximo movimento e estudar as possibilidades de reação, sem pressa, podem ser fundamentais para o xeque-mate. Mas, para alcançar os resultados esperados, além de pensar no futuro, também devemos dar uma olhada para o passado e aprender com os fracassos. Fazer uma reflexão racional sobre tudo o que foi positivo e o que não saiu como o esperado durante o ano que terminou também é uma forma de tornar 2020 um ano de mais sucesso. 

Ao olhar para 2019, tanto vitórias quanto derrotas devem servir de ponto de partida para novos voos no ano que está começando. Como alcançamos aquele sonho tão desejado? O que fizemos para que se tornasse realidade? Ou, ao contrário, o que deixamos de fazer ou fizemos equivocadamente, impedindo a concretização do desejo? A resposta para essas perguntas pode ser um passo a mais na direção de novas realizações. 

Que tenhamos em mente que dificuldades sempre vão existir e que imprevistos sempre vão exigir de nós jogo de cintura e persistência para manter o foco. O fator diferencial para ter sucesso e atingir os objetivos é o posicionamento que assumimos frente a essas dificuldades. É como aquele famoso ditado sobre chorar ou vender lenços... O que você quer para o seu 2020?


24 Dezembro 2019 11:56:00


Definitivamente, 2019 não foi um ano fácil. Os últimos 12 meses foram desafiadores para muita gente e é fácil afirmar isso com tanta precisão quando seu trabalho é registrar fatos. Eu sei, é sempre melhor contabilizar o saldo positivo, mas é que foram tantas tragédias, tantas incertezas e mudanças bruscas que, pessoalmente, o último ano é um bom período para ser esquecido. 

Não é que eu só queira focar nas coisas ruins, mas é difícil destacar os momentos bons quando o último ano fica marcado por uma mancha de lama que matou 253 pessoas em Brumadinho; é hipócrita comemorar que o homem finalmente está prestes a construir um jato supersônico capaz de viajar pelo espaço quando uma simples operação tapa-buracos em uma rodovia é capaz de salvar vidas. E não é "só" sobre morte. 2019 foi um ano desafiador para empresários, agricultores, políticos, servidores públicos...Sinceramente, ainda não ouvi alguma classe que realmente respirasse aliviada ao falar sobre o desempenho deste ano.

(Foto: Divulgação) /

Eu sempre ouvi que o mundo é movido pelas pessoas. E realmente é. E eu, que invento tantos achismos, refletindo sobre o ano que se encerra, achei que o que estamos vivendo é exatamente o que temos cultivado ao longo da história. Se pessoas estão morrendo por conta de ganância alheia, é porque um interesse financeiro foi alimentado; se pessoas estão morrendo porque motoristas insistem em beber e dirigir, é porque o egoísmo foi alimentado.

É de praxe: eu, você e todo mundo queremos um 2020 melhor.  E será, se todos alimentarmos bons sentimentos e boas práticas. Não é que 2019 tenha sido ruim, é que talvez nós não tenhamos sidos tão bons com nós mesmos nos últimos tempos. O bom da turbulência é que depois vem a calmaria. Com a certeza de que os ensinamentos de 2019 serão carregados para o embarque da nova década, eu desejo para cada ser humano um 2020 de boas atitudes e bons pensamentos. Com isso, tenho certeza que vamos conseguir construir um ano melhor, sendo melhores com nós mesmos.


EM PAUTA
17 Dezembro 2019 09:42:00


Esse foi um ensinamento que minha mãe tentou me passar, mas que fui desaprendendo com o tempo e com as dificuldades que fui passando. No fundo, o pensamento é sempre tentar tirar os bons ensinamentos mesmo das coisas mais complicadas e deixar passar o resto. Mas como a vida não chega nem perto de um mar de rosas, a esperança de dias melhores nem sempre tem espaço nos pensamentos. 

Foi preciso vir um homem lá do Rio Grande do Sul, de jeito simples, olhar sincero e conversa acolhedora, para me mostrar que acreditar nas pessoas e nas situações ainda é possível. Mais que isso, é preciso! Esse é o Gilberto, chamado de Cavaleiro da Esperança, que, acompanhado de seus dois cavalos, foi do Sul até Brasília atrás de ajuda para o hospital de sua cidade. O resultado: R$ 23 milhões, ampliação da estrutura e atendimento gratuito para sua comunidade. Não bastando, ele fez disso sua razão de viver e, hoje, corre o país em busca de ajuda para causas sociais. 

Ter esperança não é fácil, acreditar nas pessoas é mais difícil   ainda, pois, em meio a tanta gente de coração ruim, acreditar em alguém desprovido de interesses pessoais e riquezas tem sido cada dia mais complicado. Com sua simplicidade, Gilberto explicou que não é preciso ter muito, mas dividir o pouco que se tem, com retorno garantido de realização pessoal, o que faz todo sentido. Recentemente, participei de uma campanha para presentear crianças de uma escola, que escreveram cartinhas com seus pedidos. Comprei um carrinho de controle remoto, simples para mim, mas o menino que recebeu disse que nunca teve um presente como aquele e vê-lo abraçado ao carrinho, como se fosse a maior riqueza desse mundo, fez meu coração disparar em felicidade.

Ajudar o próximo, ser gentil, aliviar nas críticas melhoram o dia  do outro, mas principalmente o seu. Não custa nada exercitar a bondade, nem que seja só de vez em quando, pois, mesmo que seja uma pequena e restrita ação, se cada um fizer a sua parte, o mundo será muito melhor.


03 Dezembro 2019 10:09:00


Circulou, nas últimas três edições do Jornal "A Semana" a campanha "Mais uma dose... Mais uma perda", que mostrou, em três peças, as consequências que o alcoolismo provoca na vida não só de quem bebe, mas de quem está ao seu redor e, muito além disso, de quem você nunca viu na vida. Você já deve ter conhecido alguém para quem o alcoolismo gerou uma situação dramática ou, mesmo que de maneira pequena, afetou a sua própria por conta de vícios em geral. Sim, eu já passei por isso. Já passei por isso na minha família. Já vi pessoas perderem tudo por optarem pela bebida. E, também, já noticiei tragédias nas quais quem falou mais alto foi a bebida alcoólica. 

Temos aquela velha mania de achar que as coisas nunca vão acontecer conosco. Sinto muito, mas acontecem. Esse ano mesmo, o tal "2019 black", perdi uma pessoa muito  importante por conta da inconsequência de alguém que consumiu álcool e dirigiu. É proibido beber? Não. Beber é bom? Sim. Só que saiba a hora. Saiba o momento. Saiba o lugar. Talvez, amanhã, você que nem se importa com o assunto, pode ter a vida transformada pela escolha do outro. Então, meus amigos, vamos conversar mais sobre isso. Viu que seu colega ingeriu álcool e quer dirigir? Não deixe-o, não entre no carro, disque 190. Porque quanto mais você tapar os olhos, mais vidas serão interrompidas. 

Nessa reflexão, destaco mais a influência do álcool no trânsito, mas se você está no vicio ou conhece alguém, procure ajuda. Há muita gente disposta a lhe amparar. Em Curitibanos, tem algumas opções de apoio especializado, como a Casa de Recuperação Água da Vida (Cravi), os grupos Alcoólicos Anônimos e a Casa Terapêutica Bem Viver. A escolha é sua. Não deixe seu vício destruir a alegria de alguém.


27 Novembro 2019 10:42:00

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Por vezes, na busca por um conforto para os pensamentos mais cruéis, tentamos justificar, através do destino, alguns episódios que a vida nos apresenta. Mas alguns números têm provado que muitas perdas e sequelas em decorrência de acidentes de trânsito não são simples ações do destino e poderiam ser evitadas se todos os motoristas decorassem que bebida alcoólica e direção não combinam, tanto quanto sabem pisar fundo no acelerador. 

Só no último feriadão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Catarina flagrou 332 motoristas dirigindo sob efeito de álcool em rodovias do Estado. Em outubro, os motoristas que trafegaram pelas estradas catarinenses conseguiram quebrar um recorde preocupante. Em apenas três dias, as autoridades autuaram mais de 600 motoristas dirigindo com a porcentagem maior que 0,04 miligramas de álcool por litro de sangue. 

Em apenas seis dias, foram quase mil motoristas flagrados arriscando suas próprias vidas e de tantos outros condutores e passageiros que carregam na bagagem de seus veículos a expectativa de chegar com vida a seus destinos. 

Mas o que era para ser apenas um caminho, um passeio ou uma breve ou longa viagem, parece que tem se tornado um verdadeiro campo minado. Não importa se você obedece ao limite de velocidade, não arrisca em ultrapassagens forçadas e obedece a todas as sinalizações de uma rodovia. Não importa se você nunca ingeriu, sequer, uma gota de álcool. A gente nunca sabe quando vai se deparar com um veículo conduzido por um embriagado prestes a explodir. 

(Foto: Divulgação) /

A união entre direção e álcool é o resumo mais prático de um egoísmo imbecil. O trânsito é um cenário da sociedade em que vivemos, com o agravante de que a falta de cordialidade e respeito colocam nossas vidas em xeque a todo o momento. Motoristas embriagados corrompem sua atenção e agilidade sem empatia alguma. Parece que uma caneca de chope gelado ou uma taça de vinho andam valendo mais que a vida de qualquer desconhecido. 

E é apenas ignorância. Não é por falta de informação, de fiscalização ou de leis. A punição para quem é flagrado dirigindo alcoolizado envolve a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sete pontos no prontuário e multa de R$ 2.934,70, mas, se nem o valor da vida parece assustar os apostadores da sorte no trânsito, o valor no bolso também não tem surtido efeito.

Mas se temos o problema, vamos apresentar soluções. Se o cidadão não quer abrir mão de degustar seu drink, ou, de fato, é alcoólatra e precisa buscar tratamento contra a doença, que busque, ao menos, opções seguras para retornar para casa, pular de bar em bar, curtir a noite ou aproveitar o caminho para chegar a qualquer outro lugar que deseja: eleja o motorista da rodada, chame o táxi, uber, vá de ônibus, aciona o Bla Bla Car, liga para esposa, vai a pé; descansa no lugar mais próximo e pega o carro no outro dia. Salve vidas. Salve a sua vida. Seja um cidadão consciente. 

Quantas vidas ainda serão interrompidas para que a sociedade finalmente entenda que é impossível beber e dirigir sem colocar pessoas em risco? Os números têm alertado para as ocorrências que combinam álcool e direção, mas, nesta semana, o "A Semana" encerra uma campanha que conscientiza a população sobre um vício diretamente ligado com morte e violência. O abuso de consumo de álcool não é um problema apenas no trânsito. O álcool é uma droga que compromete saúde, sonhos, carreiras e famílias inteiras. O alcoolismo é uma doença que deve ser tratada. Se podemos fazer do destino uma história melhor, então, vamos fazer. Neste fim de ano, quando as estradas estarão ainda mais lotadas por veículos cheios de famílias, vamos levar na bagagem a conscientização e o respeito para que mais nenhuma família seja ceifada pelo egoísmo.


05 Novembro 2019 19:37:00


O Dia de Finados está chegando e é comum, nessa data, encontrar cemitérios lotados, muitas flores e homenagens aos que partiram. Ter um dia especial no calendário para lembrar os mortos é, para algumas pessoas, uma demonstração de respeito e que exige celebrações e ritos diferenciados.

Mas eles estão lá o ano todo. Fora do período de Finados, quem passa pelo cemitério observa uma cena bem diferente do que se vê no feriado. Além de poucos visitantes, a precariedade do local chega a aumentar a melancolia de quem está ali para matar um pouco da saudade de alguém querido que se foi. Grama alta, lixo acumulado, túmulos em péssimo estado de conservação dão ao espaço de descanso dos mortos um aspecto de abandono e negligência.

Para muitas religiões, é importante, no Dia de Finados, estar presente nos cemitérios. Mas a presença por obrigação em nada enriquece esse momento. Levar flores caras, lavar lápides como quem lava um carro e manter a limpeza e beleza do lugar apenas para celebrar uma data, mais do que é um gesto vazio, é um gesto de hipocrisia. As almas que deixaram esse plano precisam de orações, de amor sincero e permanente, de lembranças intensas e reais. Elas precisam estar presentes em todos os nossos dias para que não sejam esquecidas.

Se sua religião adota o rito de visitação e você sente-se bem em segui-lo, tente fazer dele um hábito e não um evento. Há quem já tenha essa rotina e isso se percebe facilmente em uma olhada rápida por sepulturas limpas, embelezadas, com flores sempre repostas. Não é preciso esperar uma data para demonstrar esse respeito aos mortos. Que eles descansem em paz não em túmulos frios, mas no calor de nossos corações.


(Foto: Divulgação) 



29 Outubro 2019 17:42:00


Elas vão dominar o mundo. Queria dizer que estou me referindo às mulheres, confesso; mas quando digo que elas vão dominar o mundo, estou falando sobre as fantásticas máquinas que insistimos em aprimorar para fazer pequenas tarefas que já desempenhamos tão bem. A corrida pela fabricação de robôs para substituir o trabalho humano está destruindo uma sociedade, que cega, aplaude em pé sua morte lenta. 

Talvez seja ousado afirmar, principalmente porque sou uma fã da tecnologia, mas ver pessoas tornando-se obsoletas em suas carreiras por serem substituídas por uma máquina, deve fazer parte dos gatilhos que têm adoecido a sociedade. A realidade dói e me faz repensar, inclusive, a nossa existência. Nesta semana, entrevistei uma profissional com trinta anos de carreira. Uma vida inteira trabalhando com o comércio, atendendo seus clientes com olho no olho, sorriso de orelha a orelha, com boas conversas, troca de informações e, por consequência, uma ótima vendedora. 

O que faz a profissional ser uma excelente profissional, não é apenas saber colocar a teoria em prática, ou ter os caminhos mais rápidos e certeiros para preencher um carrinho e finalizar a compra na velocidade de um clique. Profissionais são profissionais, porque antes de desempenhar qualquer conhecimento, são humanos. Mas parece que temos esquecido deste detalhe tão importante. 

Recentemente, vivi um choque de realidade quando, em uma famosa lanchonete me deparei com a opção de fazer o pedido de um hambúrguer com um atendente, como de costume ou me colocar exatamente ao lado dele, e sem precisar falar com ninguém, solicitar minha encomenda, através de uma tela em que eu fazia meu próprio pedido. Na era tecnológica, realmente, a opção é tentadora, tanto, que vi fila se formando para fazer o pedido através da tela touchscreen sem atendente, enquanto dois profissionais, uniformizados e prontos para receber os clientes da lanchonete estavam de braços cruzados atrás do balcão. 

Cenas e realidades como estas demonstram como as pessoas estão preferindo, cada vez mais, contatos com robôs do que com seus iguais. Pequenas atitudes de isolamento têm gerado uma tendência mundial de desprezo em diversas classes profissionais e alimentado adultos que pouco sabem o verdadeiro significado de empatia. Afinal, as máquinas conseguem fazer muitas tarefas, mas não são capazes de despertar o melhor dos seres humanos.

As telas não se importam com nosso humor, com nossa educação, com nossos sentimentos e tão pouco instigam nossa curiosidade para novos assuntos. Nós temos pressa em fazer os robôs evoluírem cada vez mais, mas acada atualização, as máquinas têm matado um pedacinho da humanidade. Elas são programadas para nos obedecer e, historicamente,já sabemos que o homem é apaixonado pela tecnologia que agiliza e enriquece financeiramente.

Para falar a verdade, todo o tempo em que refleti sobre esse momento que estamos passando, uma cena do filme "Tempos Modernos", do Chaplin, não saiu da minha cabeça. Talvez, só estamos revivendo os tempos modernos dos anos 30, repaginado pelos anos 10 do século XXI. 

Tão distantes uns dos outros, n e, talvez, sem saber, juntos preocupados com os novos rumos, parece que buscamos através das telas, uma solução que está dentro de nós, mas só aparece quando nos permitimos conviver com as outras pessoas, que têm sentimentos experiências e histórias para compartilhar. Elas só vão dominar o mundo se a gente deixar.


22 Outubro 2019 10:55:00


Não, dessa vez não foi a morte de um jornalista que instaurou o sentimento de luto, mas, sim, o fim de jornais impressos antes vistos como referência do jornalismo em Santa Catarina. Além disso, o pesar é pelos 23 jornalistas que foram demitidos, as inúmeras reportagens que não estarão disponíveis no papel jornal e pela inenarrável perda e desvalorização do conteúdo impresso de Santa Catarina.

O discurso é de construção do futuro de forma online, mas é doloroso ver um futuro com o corte das raízes que nos ensinaram o fazer jornalístico. A transformação é algo inevitável, mas não me agrada viver uma transformação excludente, pois me preocupa o enaltecer da forma e a diminuição do conteúdo. 

Há 10 anos atuo em redações da Serra catarinense e, mesmo que tímida, minha experiência mostra que vivemos um terror diário na profissão. Seja por medo dos temas abordados, de não conseguir entrevistados, de haver censura ou de interpretações errôneas. Numa época em que qualquer um se intitula jornalista, a profissão corre o risco de cair na banalidade do senso comum - se já não caiu.

O que me motiva a levantar todos os dias e continuar dando murro em ponta de faca, é o jornalismo que fazemos no interior, com maior proximidade, onde conhecemos as pessoas, suas histórias e lutas. Talvez aqui, a desconstrução jornalística não chegue tão cedo, mas já tenho que me preparar para quando ela chegar. No interior, vejo pessoas que aguardam na banca para ter o seu jornal e que até gostam da Internet, mas continuam com o sentimento de que se está no papel, a notícia é confiável e, além disso, querem se ver nas páginas impressas e ter suas histórias eternizadas em material palpável. 

Sinto pelos colegas de profissão que vão precisar tomar novos rumos, mas, principalmente, pelo jornalismo e pela geração que não vai conhecer o poder que o impresso, assim como acredito que deve ser feito e fazemos em Curitibanos e região, tem na vida das pessoas. Enquanto este temido futuro não chega, seguimos firmes na missão de informar.

(Foto: Divulgação) 



15 Outubro 2019 10:08:00


Neste fim de semana, é chegada a hora de vivenciar uma das datas mais esperadas pela criançada, o Dia das Crianças. Que, como sempre, na maioria das datas, mesmo nascendo com um cunho social, proteção ou de bem-estar, se torna um mero momento de recebimento de presentes. As crianças estão sendo compradas e não amadas. É claro, há casos e casos. 

Já cogitou o quão legal seria usar essa data para ensinar algo bom ao seu filho ao invés de apenas instigá-lo ao consumismo? Com toda certeza, o que marca na vida de todos é a presença, é o exemplo, são as ações. Presenteá-lo com um dia diferente, conhecendo a realidade de outras crianças, se doando a dar esperança àqueles que nada têm, isso seria um bom ensinamento. 

Outra coisa bacana de fazer é programar atividades que remetam às suas experiências passadas. Todos já passamos pela tão saudosa infância, alguns com experiências não tão boas, mas que, em algum momento, aquela inocência lhe fez ver que poderia ser o que quisesse, conquistar o que desejasse ou transformar o mundo. Use esse dia para voltar àquela época. 

Seja com filhos, sobrinhos ou afilhados, há uma boa chance de se inspirar em algo e trazer a sua realidade. Além disso, o conhecimento nunca é demais, então, livros, muitos livros, são uma ótima opção. Não adianta dizer que por ser pequeno e não saber ler não vai aproveitar. Vai, sim! O viés literário está cheio de obras lindas e preparadas para todo tipo de público. 

É preciso dar uma pausa nos dias acelerados e entender que não somos nada mais, nada menos, do que crianças grandes. Independentemente do que você exerça na vida. Aí, dentro de ti, tem um pouco da magia do acreditar. Então, relembre, reviva e viva. Use da simplicidade do olhar de uma criança cheia de sonhos, para se moldar e continuar com a velha e boa esperança.


EM PAUTA
08 Outubro 2019 10:14:00


Na última semana, atletas conquistaram um título inédito para Curitibanos. Desde a inesquecível noite da última terça-feira (1), o município é o campeão da etapa Regional Centro-Oeste dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) 2019. É mais que um troféu ou um reconhecimento. O esforço em buscar superar os limites de cada atleta é o reflexo da força que o esporte tem em Curitibanos. Está no DNA do curitibanense. A paixão pelo esporte passou de geração em geração e, neste ano, conquistou mais um importante marco para a história do município. 

Cada um de nós faz parte desta conquista. É clichê falar de superação e união quando o assunto é esporte, mas as palavras se tornam sinônimos dentro de um ginásio com arquibancadas lotadas acompanhando atletas preparados para defender a camisa estampada com nosso brasão. Não tem idade, gênero, partido político ou qualquer outro tipo de preconceito; na hora de comemorar um ponto, todos se abraçam e vibram juntos, como se fosse um gol decisivo de final de Copa do Mundo. Foi assim na final do vôlei e do futsal masculino, nas modalidades em que nossos atletas alcançaram o degrau mais alto do pódio. Foi emocionante. 

Mas esse título vai muito além da superação dos nossos superatletas. Ser campeão em casa, com o apoio de toda a população, é, com certeza, o toque especial dessa conquista que transforma nossa história esportiva. O título poderia ter vindo em qualquer outra edição, sediada em qualquer outro município, mas não teria sido tão especial. Pequenos curitibanenses, que acompanharam os jogos ao longo do evento, tiveram a chance de viver um dos momentos mais especiais da vida de um atleta:levantar o principal troféu de uma competição. Incentivar a prática esportiva entre os pequenos é o principal legado que essa competição deixa. É importante ensinar a competir, mas é de extrema importância mostrar que se pode ganhar. 

ANTONIO PRADO/FESPORTE/

Os atletas que defenderam nosso município neste ano foram nutridos com o apoio da população que valorizou a dedicação, gritou palavras de incentivo da arquibancada e motivou cada um da nossa delegação em fazer valer a pena cada segundo de treino. Foi uma troca de inspirações que resultou em um legado dourado. A população incentivou, cada atleta representou e a competição transformou. 

Possivelmente, os Jasc transformaram a relação esportiva de crianças que acompanharam o evento que aconteceu nos ginásios de suas próprias escolas. 

Durante a entrega das premiações, pequenos olhos brilhantes viram as comemorações de adultos por uma conquista esportiva. E essa é uma pequena semente plantada, que, bem regada, pode trazer futuras conquistas para a cidade. Sem perceber, fizemos de um evento esportivo estadual um ciclo importante de união entre os curitibanenses. E o sucesso deste ciclo, que resultou no principal troféu da competição, não se formou a partir da abertura do evento, nem só do amor esportivo natural do curitibanense. O trabalho desenvolvido há anos por uma equipe preparada para promover treinos gratuitos e de qualidade em tantas modalidades que encontramos no município é a base para que tudo isso seja possível. Parabéns para cada curitibanense, atleta, ex-atletas, equipe da Secretaria de Esportes, incentivadores do esporte. Parabéns, Curitibanos! Essa conquista é nossa!


01 Outubro 2019 11:15:00


Tem gente morrendo no país como se fosse uma guerra. Longe de criticar as ações policiais para conter a criminalidade, mas tem gente matando gente. Vivemos a época da soberania da ignorância, falta de empatia, agressividade diária e, muitas vezes, gratuita, e no meio disso tudo, tem liderança querendo armar mais pessoas. Posso estar muito errada, mas, se uma das características do objeto é matar, como ela pode ser uma coisa boa? 

Sou saudosista mesmo e vivi uma época em que brincava na rua até tarde e só entrava em casa, porque as mães começavam a gritar o nosso nome nas varandas. Tinha um matagal em frente à casa da minha mãe, onde brincávamos de expedição, enterrávamos nossos animais de estimação falecidos e ficávamos até tarde caçando vagalumes. Você consegue imaginar, hoje, seu filho sozinho no meio de um matagal até o anoitecer? Eu não consigo. 

A violência tem tomado conta das pessoas, não das cidades; essa é só mais uma consequência infeliz. Hoje a moda macabra é ser intolerante, gritar com os outros, mostrar a superioridade que se pensa ter, que é "cidadão de bem". De bem para quem? Ainda não sou mãe, estou pensando muito em ser, o que me preocupa é o Brasil que meus filhos vão encontrar. 

Hoje, em 2019, o cinema tinha me mostrado que teríamos skates voadores, não essa sensação de insegurança até nas cidades pequenas em que vivemos. Mesmo Curitibanos sendo acolhedora em grande maioria, já vi aluno da UFSC com medo de sair na rua, já vi e vivi amigo gay sendo humilhado dentro e fora de casa, mulher apanhar de marido e ficar quieta por medo do que a sociedade poderia fazer com ela. 

Não era isso que eu esperava para este século, mas acredito fielmente que ainda há esperança e ela somos nós. Quando digo nós, estou falando de pessoas que não são os autoproclamados "cidadãos de bem", mas aquelas pessoas normais, que se preocupam com os outros, não com o que eles falam de você. Enquanto isso, ninguém solta a mão de ninguém!

(Foto: Divulgação) /




24 Setembro 2019 10:29:00


Estamos entrando em mais uma Semana do Trânsito e o que observamos é que, por mais campanhas, multas e punições que sejam criadas para conter a irresponsabilidade que tantas vezes interrompe vidas, muitos motoristas ainda insistem em atitudes arriscadas e imprudentes. Mas por que essa dificuldade em ir mais devagar? 

Numa análise um pouco mais atenta, a conclusão que chego é de que esse comportamento nada mais é do que um reflexo de como conduzimos também nossas vidas atualmente, sempre com pressa, correndo contra o tempo, ignorando os sinais de parada. Assim como os motoristas que dirigem em alta velocidade, também nós, em nossa rotina que não nos permite desacelerar, estamos nos colocando em riscos constantes, negligenciando nossa saúde física e mental. 

Aquele exame que o médico recomendou, a viagem de fim de semana com a família e até mesmo aquela pausa para o café estão sempre sendo adiados em função da falta de tempo e da pressa. O trabalho, que deveria ser apenas nossa fonte de renda, transforma- se em outro motorista apressado, buzinando às nossas costas, nos pressionando a ir cada vez mais rápido, pois quem anda devagar, além de atrapalhar o tráfego, é atropelado pelo fluxo vertiginoso do dia a dia. Não há tempo para apreciar a paisagem, temos de correr. 

(Foto: Divulgação) /

Em busca de produtividade e de recompensas que só são concedidas aos mais rápidos, assumimos compromissos além do que damos conta, nos sufocamos em prazos impossíveis de serem cumpridos, esgotamos nossas energias com horas extras e noites mal dormidas. Como aquele motorista que tem pressa para chegar a seu destino, sem pensar nas consequências, passamos voando pelos sinais amarelos que nosso corpo aponta, porque não podemos esperar. E ao fim de tudo, o que me pergunto é: por que tanta pressa? Para onde estamos indo nessa velocidade frenética? Nem nosso corpo, nem nosso cérebro, nem nossas emoções estão conseguindo nos acompanhar nessa viagem alucinada em busca de algo que, muitas vezes, nem sabemos o que é. Da mesma forma que um motorista perdido na estrada precisa parar para se localizar, também está de hora de fazermos uma pausa para respirar, organizar as ideias, tomar, de novo, o controle da situação. Vamos nos permitir parar nos sinais vermelhos.



17 Setembro 2019 09:58:00



A valorização da vida começa pelo cuidado de uma parte do corpo que pouco conhecemos. E não estou falando do coração. Nossa mente é quase um universo a ser desbravado quando o assunto é saúde. Pouco se fala sobre saúde mental, porque, por muito tempo, isso foi problema de louco. A questão, é que com o acesso mais facilitado a informações de qualidade, estamos nos conscientizando, cada vez mais, que nossa mente merece tanta atenção quanto nosso corpo. E isso tem acendido um alerta de que, cuidando da nossa mente, também conseguimos cuidar da mente de quem convivemos. 

A campanha Setembro Amarelo tem colocado em pauta a prevenção do suicídio, mas eu prefiro dizer que a ação dá espaço para falarmos sobre saúde mental. O tentado contra a vida é o último pedido de socorro de uma pessoa que enfrenta problemas mentais, mas, antes do suicídio acontecer, sinais demonstram que uma pessoa pode estar passando por dificuldades psicológicas. 

Cansaço e desânimo podem não ser uma simples tristeza, assim como a euforia pode não ser uma felicidade saudável. Faltas e exageros podem ser sinais de transtornos que desencadeiam um tentado contra a vida. É preciso saber avaliar o seu comportamento e, mais do que isso, o comportamento dos seus pais, dos seus filhos, amigos e familiares, para conseguir impedir que um problema mental tire a vida de uma pessoa.

Não há culpados. Mas podem existir heróis. Identificar um transtorno em alguém e orientar um tratamento médico é uma grande demonstração de carinho. Mas, para que isso aconteça, é necessário estar com a própria mente saudável para ser capaz de perguntar "Como vai você??, e ter ouvidos para escutar a verdadeira resposta; que nem sempre aparece na fala. Mas as pessoas andam sem tempo. Os filhos estão trancados em seus quartos, os pais em seus escritórios, os avós nos asilos e quase ninguém mais cuida de ninguém. Dói ler isso, eu sei, dói escrever, também. Mas se olharmos para além do nosso umbigo, essa é a realidade em muitos lares. Mas ainda há tempo para mudarmos. 

O romantismo do século XIX há de ter deixado algum ensinamento. Entrevistando a psiquiatra Juliana Giani sobre o tema, uma observação me chamou atenção. A especialista afirmou que tudo pode ser superado e, se há dificuldade em superar algo, há algum problema mental para ser resolvido. E quem não carrega alguma questão consigo, né?

Vícios, faltas, perdas, traumas,  desafios? Nossa mente pensa e absorve tanto que é claro que ela precisa de um escape. E não estou falando que todo mundo precisa de um especialista, às vezes, a fuga da mente pode ser uma boa conversa numa roda de amigos, um momento em uma banheira de ofurô, na academia ou uma viagem em família, mas, talvez, a melhor saída apareça na cadeira de um psicólogo, ou psiquiatra. 

Não importa a forma, o importante é buscar o seu melhor jeito de cuidar da sua mente, e saber dar o mínimo de atenção para a mente de quem convive ao seu lado. Estudos comprovam que nove em cada dez suicídios podem ser evitados. Então, vamos evitar. Se a cada três segundos uma pessoa tenta tirar sua própria vida, a cada um segundo vamos olhar com mais calma para quem está ao nosso lado. 

É preciso quebrar preconceitos que possibilitem que pessoas que precisam de acompanhamento médico sejam capazes de admitir que necessitam de ajuda, e que resolver uma questão mental não é coisa de louco, é ação de quem está vivo e quer viver. A melhor forma para conseguirmos isso é propagando conhecimento. Vamos falar sobre saúde mental, vamos ouvir nossos filhos, nossos pais, amigos, vamos buscar psicólogos, psiquiatras, trabalhar pelo equilíbrio entre corpo e mente. Vamos perguntar "Como vai você?", e vamos ouvir. Ninguém está sozinho.


10 Setembro 2019 10:13:00


Quem tem rede social e a acessou nos últimos dias pode notar que o amarelo tomou conta das publicações, nos levando a tema de extrema importância que é a Campanha de Prevenção ao Suicídio. Estar em tratamento psicológico deixou de ser - ou deveria, com urgência, - considerado "coisa para louco" ou algo de difícil acesso. 

Convivendo com depressão de familiares há anos, ouvi muito do senso comum de que não era doida para ir em psicólogo e que esse tipo de coisa era frescura. Dizem que ostentação mesmo é saúde mental e não consigo discordar. Dificilmente você vá encontrar alguém que não tenha passado ou esteja com alguma dificuldade psicológica.

O dia a dia não tem facilitado nossa vida, que, salvo raras exceções, está com mais compromissos que horas livres, stress elevado, cobranças frequentes e falta de tempo para dedicação para si.

(Foto: Divulgação) 

Na adolescência, tive problemas pontuais com meu psicológico, mudei de cidade, de realidade e não conseguia enxergar outra saída que não o suicídio. Minha orientação espiritual me ajudou muito na época e, também por isso, ainda estou aqui escrevendo essas palavras. Não é frescura adolescente, nem infantil ou de idosos. Depressão não é birra! Ouvir, amparar e proteger foi o que nossos familiares fizeram, ou deveriam ter feito, durante toda a vida, nos ensinando a ser pessoas melhores e de bem, sendo o nosso momento de passar os ensinamentos adiante. Os dias andam difíceis, mas, com planejamento, dá para tirar um tempo para si e para visitar amigos, família ou estender a mão para alguém que esteja precisando de ajuda. 

De fato, ninguém é uma ilha e, juntos, podemos construir uma sociedade mais leve e com pessoas mais felizes, o que já ajudaria no dia a dia de todos, respeitando os limites de cada um e, através da empatia, se colocando no lugar da pessoa sem julgamentos, apenas a compreensão de seus problemas e momentos. Vamos tentar?


EM PAUTA
03 Setembro 2019 10:43:00


Uma arma de extermínio em massa, criada pelo governo para controle populacional. Não, não estou falando de bomba atômica nem de alguma arma biológica usada pela CIA. Estou falando de vacinas. Absurdo, né? Sim, um completo absurdo. Mas no qual muitas pessoas acreditam e, por conta disso, colocam em risco não só a sua vida como a de outras pessoas.

Numa realidade onde o que é ouvido e lido em smartphones tem o peso de uma tese, as fake news envolvendo vacinas estão entre as mais irresponsáveis e perigosas. Vacinas não matam. Doenças matam. E, muitas vezes, a única forma de evitar essas doenças é com aquela picadinha incômoda e dolorida. 

No caso de doenças contagiosas, a situação é ainda mais grave, pois, ao abrir mão de imunizar- se, a pessoa está tornando-se um instrumento de transmissão, afetando todos a sua volta. É assim que doenças já quase erradicadas estão voltando a nos assombrar, espalhando-se com uma velocidade difícil de controlar e nos levando de volta a um cenário de surtos e epidemias. 

Vacinar é simples, é seguro e é de graça. Não existe um único motivo plausível e sensato para abrir mão dessa proteção. Para quem tem filhos, essa conscientização é ainda mais importante, pois as crianças são, ao mesmo tempo, as mais propensas a complicações e as mais dependentes para serem vacinadas. Vacinar seu filho é um ato de amor, é demonstrar que você preocupa-se com ele e quer protegê-lo, é uma forma de dizer: "Estou cuidando de você". Por outro lado, deixar de imunizar uma criança e deixá-la exposta a doenças que podem levar à morte é uma atitude irresponsável, negligente e cruel. 

Diferente do que acontecia há alguns anos, a proteção, hoje, está ao alcance de todos, logo ali, no posto de saúde do bairro. Vacinas são ferramentas de imunização eficientes, comprovadas, seguras e gratuitas. Vacinas não causam autismo. Vacinas não deixam sequelas. Vacinas não matam. Ignorância mata.

(Imaem: Divulgação) /





27 Agosto 2019 11:59:00


Reconhecimento. Essa é uma palavra que perpassa em todos os corações. Independentemente do que faça, você espera ser reconhecido, seja material ou sentimentalmente. O reconhecimento pode chegar de diversas formas e, nem sempre, é como esperamos, ou, também, pode ser muito melhor. Nesses meus dois anos e meio de Jornal "A Semana" posso dizer que reconheci, de maneiras distintas,o sentimento de ser valorizado. 

No último fim de semana, participei pela terceira vez com a equipe do Prêmio Adjori/SC de Jornalismo. Não há como expor em palavras a sensação de subir ao palco para ser reconhecido por algo que você se esforçou muito. Não é segredo para ninguém o quão forte é o time "A Semana". Pensem ou falem o que quiserem, mas eu sei como é o dia a dia de uma redação multitarefas. Em momento algum, nesse tempo em que estou aqui, deixei de exercer meu papel de jornalista com ética, seriedade, credibilidade ou veracidade. Penso que nosso jornal - digo nosso porque ele também é seu - é um presente semanal para o município.

(Foto: Divulgação) /

Perceba  como é importante ter pessoas que levam e cuidam da informação com qualidade para você. Esse prêmio não representa apenas troféus que ficarão expostos em uma galeria. Isso é colocar Curitibanos no mapa de verdade. Muitos dizem que o município tem se destacado perante o Estado, até mesmo com grandes eventos, e de que valeria tudo isso se não tiver quem contar o que aconteceu? Por isso, valorize, participe e divulgue o que recebe. 

É aquela velha história: "santo de casa não faz milagre", mas garanto que o "A Semana" agita seus dias de alguma forma. Tudo o que plantamos, no último ano, colhemos com louvor. Esse é o sentimento que reforço no meu coração: vitória. Vitória por ser jornalista, vitória pelas lutas diárias e, principalmente, vitória por fazer parte dessa grande família que é o "A Semana".


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