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EM PAUTA

Ignorância mata


Uma arma de extermínio em massa, criada pelo governo para controle populacional. Não, não estou falando de bomba atômica nem de alguma arma biológica usada pela CIA. Estou falando de vacinas. Absurdo, né? Sim, um completo absurdo. Mas no qual muitas pessoas acreditam e, por conta disso, colocam em risco não só a sua vida como a de outras pessoas.

Numa realidade onde o que é ouvido e lido em smartphones tem o peso de uma tese, as fake news envolvendo vacinas estão entre as mais irresponsáveis e perigosas. Vacinas não matam. Doenças matam. E, muitas vezes, a única forma de evitar essas doenças é com aquela picadinha incômoda e dolorida. 

No caso de doenças contagiosas, a situação é ainda mais grave, pois, ao abrir mão de imunizar- se, a pessoa está tornando-se um instrumento de transmissão, afetando todos a sua volta. É assim que doenças já quase erradicadas estão voltando a nos assombrar, espalhando-se com uma velocidade difícil de controlar e nos levando de volta a um cenário de surtos e epidemias. 

Vacinar é simples, é seguro e é de graça. Não existe um único motivo plausível e sensato para abrir mão dessa proteção. Para quem tem filhos, essa conscientização é ainda mais importante, pois as crianças são, ao mesmo tempo, as mais propensas a complicações e as mais dependentes para serem vacinadas. Vacinar seu filho é um ato de amor, é demonstrar que você preocupa-se com ele e quer protegê-lo, é uma forma de dizer: "Estou cuidando de você". Por outro lado, deixar de imunizar uma criança e deixá-la exposta a doenças que podem levar à morte é uma atitude irresponsável, negligente e cruel. 

Diferente do que acontecia há alguns anos, a proteção, hoje, está ao alcance de todos, logo ali, no posto de saúde do bairro. Vacinas são ferramentas de imunização eficientes, comprovadas, seguras e gratuitas. Vacinas não causam autismo. Vacinas não deixam sequelas. Vacinas não matam. Ignorância mata.

(Imaem: Divulgação) /




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