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Mais que a cor amarela


Quem tem rede social e a acessou nos últimos dias pode notar que o amarelo tomou conta das publicações, nos levando a tema de extrema importância que é a Campanha de Prevenção ao Suicídio. Estar em tratamento psicológico deixou de ser - ou deveria, com urgência, - considerado "coisa para louco" ou algo de difícil acesso. 

Convivendo com depressão de familiares há anos, ouvi muito do senso comum de que não era doida para ir em psicólogo e que esse tipo de coisa era frescura. Dizem que ostentação mesmo é saúde mental e não consigo discordar. Dificilmente você vá encontrar alguém que não tenha passado ou esteja com alguma dificuldade psicológica.

O dia a dia não tem facilitado nossa vida, que, salvo raras exceções, está com mais compromissos que horas livres, stress elevado, cobranças frequentes e falta de tempo para dedicação para si.

(Foto: Divulgação) 

Na adolescência, tive problemas pontuais com meu psicológico, mudei de cidade, de realidade e não conseguia enxergar outra saída que não o suicídio. Minha orientação espiritual me ajudou muito na época e, também por isso, ainda estou aqui escrevendo essas palavras. Não é frescura adolescente, nem infantil ou de idosos. Depressão não é birra! Ouvir, amparar e proteger foi o que nossos familiares fizeram, ou deveriam ter feito, durante toda a vida, nos ensinando a ser pessoas melhores e de bem, sendo o nosso momento de passar os ensinamentos adiante. Os dias andam difíceis, mas, com planejamento, dá para tirar um tempo para si e para visitar amigos, família ou estender a mão para alguém que esteja precisando de ajuda. 

De fato, ninguém é uma ilha e, juntos, podemos construir uma sociedade mais leve e com pessoas mais felizes, o que já ajudaria no dia a dia de todos, respeitando os limites de cada um e, através da empatia, se colocando no lugar da pessoa sem julgamentos, apenas a compreensão de seus problemas e momentos. Vamos tentar?

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