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VARIEDADES

Teatralizando em Curitibanos

Grupo curitibanense reúne-se semanalmente para trabalhar desenvoltura dos atores

Renata Westphal

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(Foto: Renata Westphal) 

Ser ou não ser, viver a personalidade que deseja, histórias que sonha, conhecer novos mundos e se conectar com pessoas. Essas são possibilidades que a arte proporciona para pessoas que se permitem viver o teatro. Em Curitibanos, um grupo reúne-se semanalmente para trabalhar a desenvoltura de atores e atrizes que buscam, na arte, uma maneira cada vez melhor de se comunicar com o mundo. 

Nesta quinta-feira (19), o grupo de teatro Peripatéticos tem um motivo especial para comemorar. A data é marcada pelo Dia do Teatro. Hoje, cerca de 15 pessoas fazem parte do grupo teatral que nasceu este ano no município. Um dos artistas que deu início ao Peripatéticos é o estudante de Medicina Veterinária Gustavo Soares, que desde a infância vive em contato com a arte teatral. "Sempre fui conhecido pelo envolvimento com o teatro. Ainda quando pequeno, tive contato com a dança e minhas primeiras vivências teatrais foram na escola Lucas David, em Joinville, onde aprendi sobre cenários, figurinos, dramaturgia e o estudo do teatro em geral ", relatou o estudante que está há nove meses em Curitibanos e idealizou o grupo com pessoas que conheceu na cidade. 

De acordo com Gustavo, a ideia surgiu como um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para auxiliar estudantes e a comunidade em geral, proporcionando cultura e arte para todos. Entre os participantes do grupo, que se reúne todas as terças-feiras no auditório do Cedup, está o designer gráfico e cozinheiro Ronaldo Souza e o policial civil Carlos Augusto Wehle Junior, que têm, em comum, a paixão pelo conhecimento teatral. 

Ronaldo, que vive o teatro desde seus 7 anos, garante que o conhecimento das técnicas da arte contribui para a formação do senso crítico do cidadão. "No meu dia a dia, o conhecimento do teatro auxilia, inclusive, na abertura de críticas para o trabalho de designer e cozinheiro", comentou. 

Já para o policial Carlos, que é formado em Direito, o contato com a arte contribui para a desenvoltura, principalmente do diálogo, melhorando o relacionamento com as pessoas. "Profissionalmente, as técnicas do teatro auxiliam, inclusive, em atividades rotineiras do ambiente policial, para desenvolver diálogos e contribuindo para investigações", avaliou Carlos. 

O policial ainda observou que o grupo de teatro forma um ambiente terapêutico para todos que se permitem vivenciar a experiência. "O teatro nos possibilita conviver com pessoas de diversas tribos e classes sociais. Nós formamos uma grande família", destacou o integrante do Peripatéticos.

Para o estudante Gutavo, que repassa seu conhecimento sobre o mundo teatral desde o ano passado, o teatro é como uma filosofia de vida que possibilita manter viva a cultura de um país. De acordo com o ator, o cenário da apreciação teatral em Curitibanos está ganhando cada vez mais força na cidade. "O panorama teatral não era muito bom quando iniciamos o projeto na cidade,mas com o tempo fomos conquistando os curitibanenses ejá conseguimos um público de cerca de 80 pessoas em uma apresentação na cidade. Vivemos quebrando preconceitos contra atores e sobre o teatro no geral", ressaltou o futuro veterinário.

Para participar 

Interessados em conhecer mais sobre o projeto do grupo teatral podem acessar mais informações através do Instagram @grupoteatralperipatéticos. Os encontros acontecem todas as terças-feiras, das 19 às 21 horas, no auditório do Cedup, e o projeto é gratuito.


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