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ARTIGO DO LEITOR
22 Fevereiro 2020 07:30:00

O esporte sempre esteve muito presente em minha vida. Aos 15 anos eu tive a oportunidade de estudar no exterior com uma bolsa para jogar basquete pelos campeonatos de High School. Durante alguns anos, tive no esporte perspectiva de carreira e vivi todas as dificuldades e sucessos desse mercado tão difícil. 

Até que, a vontade de empreender, me trouxe de volta ao meu país. As dificuldades no esporte me levaram a fazer algo por esse setor, conciliando dois sonhos em um. Quando decidi criar uma startup com o objetivo de conectar cada uma das pontas do esporte, foi quando nasceu a Atletas- Now. Uma fusão de duas carreiras e do ímpeto de fazer alguma por esportistas que não tiveram oportunidades que eu tive. Eu diria que a primeira, e talvez mais importante delas, foi definir exatamente onde se quer chegar. Assim como uma grande parte das modalidades, para empreender também é preciso pensar em uma estratégia sólida e clara, com metas e objetivos diários. Trabalhar no improviso não funciona nem no escritório, nem no campo.

Como você pode saber qual é o melhor produto para a sua startup se você não tem certeza que essa é uma solução que o mercado realmente precisa? Pense, planeje, avalie, observe os seus adversários antes de colocar um time em campo. 

A segunda lição é que não se pode ganhar nada sozinho. Assim como no time de futebol, por exemplo, cada colaborador é essencial para levar uma empresa adiante e cada um tem um papel e uma responsabilidade diferente. É preciso que as expectativas estejam perfeitamente alinhadas e que cada um conheça a sua função individualmente e em conjunto. Nessa mesma lógica, assim como uma equipe precisa de um líder inteligente e forte, um negócio tem a mesma necessidade. 

Assim como metas, time e liderança, ter organização e disciplina também são fatores que podem ser aplicados tanto na prática esportiva quanto em uma startup. É preciso planejar cada passo, cumprir prazos, trabalhar ou treinar, todos os dias para oferecer a melhor solução possível, cuidar dos gastos e se antecipar a qualquer coisa que possa dar errado. 

O último ensinamento, também tem relação com os erros! Com frequência, realize uma autocrítica do seu negócio e da sua performance. Descubra quais foram os erros e acertos até aqui e se planeje para melhorar. Em suma, o mecanismo utilizado na prática de esportes funciona perfeitamente para guiar quem deseja empreender. Vamos aprender com ele?


Por José Pedro Mello -Fundador e CEO  da AtletasNow





OPINIÃO
16 Fevereiro 2020 06:00:00


Presidente do Badesc/Eduardo Machado

Importantes mudanças econômicas estão ocorrendo no país e todas as instituições, em especial aquelas criadas para o fomento, podem contribuir nesse processo. Foi pensando nisso, que a Agência de Fomento de Santa Catarina (BADESC) buscou focar suas forças no cumprimento da sua missão, que envolve o desenvolvimento econômico e social catarinense. 

Trabalhamos intensamente nesse primeiro semestre para fazer entregas relevantes. Remodelamos a forma de interagir com o mercado indo ao encontro do empreendedor, conhecendo seu negócio e  orientando o que melhor se enquadra à sua necessidade de investimento.
Na mesma linha, reformulamos a concessão de crédito aos municípios, no programa Badesc Cidades. Temos agora um novo modelo, que conta com critérios técnicos que classifica os projetos de infraestrutura municipal de maior relevância e impacto no desenvolvimento local. Nossos resultados operacionais também são comemorados. Nos primeiros seis meses de 2019, estamos próximos de superar todo o ano anterior em operações privadas.
Recebemos mais de R$ 246 milhões em solicitações de crédito aos municípios para o ano de 2019. Alcançamos lucro líquido superior a R$ 19 milhões, 140% maior que 2018. Outro ponto de destaque é a economia gerada com ajustes na estrutura organizacional, que vai desde a redução de cargos, revisão de contratos, até a desocupação de imóveis alugados para as antigas gerências regionais. Isso tudo possibilitará economia anual superior a R$ 4 milhões, reduzindo em cerca de 10% as despesas.
Colhemos bons resultados até agora e continuamos com foco no fomento da economia catarinense, promovendo o desenvolvimento
das regiões, seja com geração de emprego e renda, seja com a manutenção dos empregos já existentes. Queremos mais! Vamos em busca de novas fontes de recursos para ampliação do crédito; elevar a carteira de crédito ao setor público; concessão de crédito rural por meio de parcerias com instituições e empresas estaduais para aumentar os recursos ao agricultor familiar, entre outros desafios.


OPINIÃO
09 Fevereiro 2020 09:42:00


Por Mario Eugenio Saturno - Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Não são os meios de comunicação de massa que geram as notícias negativas, mas o interesse dos "consumidores" Um estudo recente da Universidade de Michigan, intitulado "Cross-national evidence of a negativity bias in psychophysiological reactions to news" (Evidência internacional de um viés de negatividade nas reações psicofisiológicas às notícias), publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, realizado em 17 países, mostrou que as pessoas são mais atraídas por conteúdos negativos do que por conteúdos positivos.

"Não são os meios de comunicação de massa que geram as notícias negativas, mas o interesse dos "consumidores" é que demanda por notícias negativas"

As notícias veiculadas pela mídia de massa fornecem um fluxo de informações entre elites e cidadãos e é um mecanismo importante para democracia. É importante ressaltar que este trabalho sugere que, mesmo que a cobertura noticiosa tenha sido negativa por muitos anos, também tem aumentado nas últimas décadas. Não são os meios de comunicação de massa que geram as notícias negativas, mas o interesse dos "consumidores" é que demanda por notícias negativas, conforme observou J. Dunaway em 2013.


Mesmo quando as pessoas dizem que querem notícias mais positivas, selecionam sistematicamente mais notícias negativas (J. T. Cacioppo em 1999). O que explica a preferência aparentemente generalizada por informações negativas? Uma tentativa de explicar está na teoria da evolução. A atenção à negatividade pode ter sido vantajosa para a sobrevivência: alertas para perigos potenciais, para o diagnóstico ou vigilância.

Diversos estudos mostram que essa negatividade está presente em todas as populações humanas. Em média, os participantes exibiram maior variabilidade da frequência cardíaca e maior condutância da pele durante as notícias negativas. Mas não foi assim em todos os países, alguns apresentaram um viés de negatividade estatisticamente menor, e outros, como o Brasil, Canadá, França, Itália e Suécia apresentaram resposta maior durante o conteúdo de vídeo negativo. De qualquer forma, o Brasil não está mal acompanhado.


ARTIGO DO LEITOR
02 Fevereiro 2020 08:30:00
Autor: Júlio César Cardoso

É o retrato de um Brasil dominado pela má administração política


(Foto: Divulgação)/

A vergonhosa fila no INSS, testemunhada por todos nós, é o retrato de um Brasil dominado pela má administração política aqui reinante há muito tempo. É a demonstração categórica da forma irresponsável como os governos conduzem áreas públicas importantes, minadas de indicações políticas.

Agora, se aqueles que padecem nas filas em busca de seus direitos fossem todos políticos, a situação de operosidade do instituto decerto seria bem outra.

Este é um país de difícil solução, que ainda vai se arrastar por muitas décadas para tratar com dignidade os seus concidadãos. Entra governo, sai governo e o desrespeito com os beneficiários da previdência social continua o mesmo.

Noutro país, que prima pelas instituições e respeita os seus contribuintes, jamais um instituto da responsabilidade de um INSS trataria com tanta negligência os seus beneficiários.

É muito cômodo para os "ilustres" membros do governo virem tergiversar, alegando que a estrutura do INSS está defasada e que precisa de tempo para se adequar. Só que isso não vem de hoje, e o órgão não pode prejudicar, sob pretexto algum, direitos de qualquer trabalhador, pois assim agindo está se apropriando de dinheiro dos segurados.

 Por outro lado, é muito confortável ao presidente do INSS, Renato Vieira, e ao secretário da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, virem afirmar que a situação da fila do INSS só deve ser absolutamente regularizada em seis meses. É aquele negócio: "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Só que neste ínterim, certamente, muitos falecerão sem receber o que têm direito.

Por isso, o Brasil está muito longe de ser considerada uma nação séria. País que é comandado pela corja política incompetente - preocupada apenas com os seus interesses, interesses de parentes e amigos - e que só se dá conta do caos nas instituições públicas depois de eclodir o problema.


Júlio César Cardoso - Servidor federal aposentado 



26 Janeiro 2020 11:49:00
Autor: Por Leonardo Torres - Professor e palestrante


Leonardo Torres (Foto: Divulgação) /

Não é surpresa que o filme "Coringa", de Joaquim Phoenix e Todd Phillips, tenha obtido 11 indicações ao Oscar. Este é um dos filmes que, no mínimo, gostando ou não, intrigam cada um de nós. Assim que o filme foi lançado, seu impacto causou tanta estranheza que muitos se perguntaram: quem é e onde está o Coringa da vida real? Consequentemente, muitos dedos foram apontados: aos políticos, aos marginalizados, etc.. A resposta mais convincente foi dada por um colega da Psicologia, José Balestrini, que pontou que o Coringa é, simplesmente, o coringa: ou seja, uma máscara que cabe em todos nós.

A outra face do Coringa é o palhaço Happy, traduzindo para o português: o Feliz. Ele quer trabalhar, é dedicado, tenta ganhar o seu dinheiro, sonha em ser um astro, ou melhor, ter reconhecimento, isto é, como sinônimo disso tudo: ser feliz. Esta descrição corresponde à grande parte da sociedade atual. A busca da felicidade como sinônimo de sucesso, dinheiro e poder é um imperativo no mundo.

Porém, a busca da felicidade gera uma expectativa tão grande na sociedade, que muitos indivíduos, hoje, ao não conseguirem alcançá-la, fazem uso equivocado de medicamentos, como o clonazepam, para suportar a frustração de suas vidas. A questão é que felicidade não é sinônimo de dinheiro, sucesso ou poder. A Psicologia Analítica entende que não é possível estar em um estado de felicidade sem, frequentemente, enfrentarmos um estado depressivo. E, quem nega as próprias tristezas, frustrações, entre outros sentimentos que julgamos negativos, acaba por torná-los mais frequentes e maiores. O clonazepam ajuda a anestesiá-los, mas não os elimina.

Quando a negação destes sentimentos já não é mais suportada, eles nos tomam de uma vez só. Por isso, é muito comum vermos popstars que conquistam uma rápida fama enfrentarem um quadro depressivo logo em seguida. Se aceitássemos nossas tristezas em pequenas doses diárias, conseguiríamos também ser felizes em doses diárias.

Quando Happy veste a máscara do Coringa, ele não aceita em si todas suas dúvidas, frustrações e tristezas, o que seria o caminho certo, psicologicamente falando. Ele rompe com o próprio Happy em si, ele cinde, e é engolido por todos estes sentimentos sombrios. Isso faz nascer o Coringa. Nós não somos diferentes: todos temos tristezas, frustrações e dúvidas. Resta-nos entender as nossas e não apontar dedos para as do indivíduo ao lado. O lado sombrio e negativo da vida é inevitável. A única coisa possível de se fazer é escolher o que fazer com elas.



19 Janeiro 2020 08:30:00
Autor: Ana Lúcia Zattar Coelho

A aprendizagem do atletismo de forma efetiva pode auxiliar o ser humano


(Foto: Halfpoint/Thinkstock/Getty Images) /


Amanheceu. Despertador tocou e lá se vão as pessoas para mais um dia repleto de suas atividades. Vó Clara vai para a academia fazendo sua caminhada matinal. Heitor, que não curte exercício físico, teve que dar uma corridinha para não perder seu ônibus, pois saiu atrasado de casa. Renata faz aula de jump e no final ainda corre na esteira, pois quer emagrecer. Luís é maratonista e pratica a atividade frequentemente, respeitando seu programa de treino. No caminho da escola, Valentina salta alguns buracos da calçada e desafia-se para dar um salto maior para alcançar o meio-fio - coisas que as crianças gostam de fazer.

Com muita frequência, ouvimos falar da prática do atletismo como uma atividade corporal importante na formação de crianças e jovens e que também serve de base para outras modalidades esportivas. Na maior parte das vezes, percebemos o atletismo sendo trabalhado em ambiente escolar ou treinamento, pois o "esporte-base", como é conhecido, é uma importante ferramenta para o desenvolvimento das habilidades naturais do ser humano: andar, correr, saltar, lançar e arremessar.

Porém, se tomarmos como base o relato das práticas das atividades realizadas pelo grupo de pessoas de todas as idades, mencionado anteriormente, pode-se afirmar que, nos dias de hoje, traz-se tais movimentos para o cotidiano, sem ter, porém, consciência de sua real importância e de sua origem. Assim, percebemos que é fundamental o domínio das potencialidades desenvolvidas durante a prática dessas atividades (programadas ou não), que vai além da prática motora, pois contribui para a formação do cidadão. Percebe-se, também, que a aprendizagem do atletismo de forma efetiva pode auxiliar o ser humano em seus afazeres diários.

Para concluir, o que gostaríamos de destacar nesse texto é que corridas, saltos, arremessos e lançamentos estão mais presentes no cotidiano das pessoas do que se dá conta e que cada um de nós possui uma rotina, seja ela de características ativas ou sedentárias e, em ambas, o que não podemos negar é a presença desses fundamentos do atletismo.


Ana Lúcia Zattar Coelho - Professora de educação Física (Foto: Acervo pessoal) /



OPINIÃO
12 Janeiro 2020 07:00:00


Por João Carlos Pawlick, presidente da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc)


A segurança pública de Santa Catarina encerrou o ano novamente exibindo números que dão inveja a qualquer Estado, confirmando a posição de um dos mais seguros do Brasil. Foram registrados, em 2019, 646 homicídios em Santa Catarina contra 743 ocorridos no mesmo período do ano anterior, 97 mortes a menos. Os roubos também continuam em queda.  

Foram 10.797 ocorrências em 2019 contra 11.225 no mesmo período de 2018. E a tendência para 2019 era de fechar os homicídios na faixa de 9.4 a 9.6 mortes por 100 mil habitantes, quebrando uma barreira histórica a nível nacional, conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Considerada a corporação mais confiável do Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina também coloca nosso Estado em posição privilegiada.

São dados que reforçam a qualidade, empenho e a coragem de homens e mulheres, policiais e bombeiros em todas as regiões do Estado. É a força dos nossos praças militares, que atuam na ponta, garantindo esses números que o Estado gosta tanto de exibir.

"Por trás desses números, existe uma categoria que dá o sangue pela farda"

Por trás desses números, existe uma categoria que dá o sangue pela farda. Que todos os dias sai de casa sem saber se irá voltar (um policial é morto de forma violenta por dia no Brasil, segundo pesquisas), que enfrenta duras jornadas de trabalho, a falta de equipamento e problemas sérios de saúde, como depressão. 


(Foto: Divulgação)

E, apesar de tudo isso, está há seis anos sem receber a reposição inflacionária. E não estamos falando de aumento salarial, mas de um direito estabelecido pela Constituição Federal. As perdas inflacionárias dos praças, nos últimos seis anos, chegam a 37%, mas a perda do poder aquisitivo dos servidores da segurança pública passa dos 40% neste período.

Hoje, existem praças que enfrentam problemas sérios para manter a manutenção de sua casa, inadimplentes, com corte de luz e pegando empréstimos que não sabem se irão conseguir pagar. Humilhados pelo Estado.

Portanto, nessa temporada, quando você ver um policial ou bombeiro militar, lembre-se: ele está há seis anos sem reposição inflacionária, mas estará sempre pronto para te proteger. Junte-se à nossa luta. O apoio da população é fundamental.


ARTIGO DO LEITOR
05 Janeiro 2020 08:30:00
Autor: Por William Moreira Balbinotti


(Foto: Divulgação) /

A necessidade de ensinar finanças pessoais para as crianças fica cada vez mais evidente, pois aquelas que não entendem o conceito de finanças pessoais podem encontrar problemas relacionados a dinheiro mais tarde na vida.

Quando se trata de ensinar finanças de uma maneira que as crianças entendam, é importante que a matemática básica seja incluída nas lições para que se sintam confortáveis com números, isso ajudará as crianças a administrar dinheiro.

Embora sejam poucas as famílias que trabalham educação financeira com seus filhos, esses pais conversam com as crianças sobre gastar e ganhar dinheiro, economizar e outros tópicos gerais. Geralmente, não há muito foco em assuntos mais difíceis, como dívidas e renda familiar, porém, tópicos sensíveis como esse devem ser usados, para ensiná-las sobre gerenciamento de dinheiro, dívidas, contabilidade e crédito, obviamente de uma maneira e linguagem simples para o entendimento.

Um erro frequentemente cometido é tentar ensinar às crianças tudo o que há para saber sobre finanças de uma só vez. A educação financeira abrange muitos tópicos diferentes e, portanto, é importante apresentar isso às crianças lentamente, para que elas compreendam completamente cada uma delas antes de prosseguir. Colocar todas as informações financeiras de que eles precisam em uma única lição sobrecarregará as crianças e, muitas vezes, elas não se lembrarão muito do que foi discutido.

Uma dica simples e bacana é criar um cofrinho personalizado, colando nele a imagem de algum item de desejo da criança já com o valor estipulado e, influenciar ela a guardar o dinheiro nesse cofre para adquirir o objeto de desejo. Nessa lição a criança aprende que nem tudo estará disponível quando ela quiser e que muitas vezes é necessário fazer escolhas. Ele compreende por exemplo que pode comprar lanche na escola, mas, se fizer isso demorará mais para adquirir o objeto desejado. Pequenas lições criam grandes aprendizados.

William Moreira Balbinotti - Empresário /




15 Dezembro 2019 08:30:00
Autor: Por Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito


(Foto: Divulgação) /


Nunca saberemos o que a vida nos reservará. Ainda que façamos planos, projetos e que obstinadamente persigamos nossas metas e objetivos, mesmo que exista uma boa probabilidade de que poderemos, em longo prazo, colher os frutos da disciplina e da constância. Ainda assim, existirão surpresas, desafios e obstáculos pelo caminho. Relacionados àquela porção da vida sobre a qual não temos controle. 

Durante algum tempo, imaginei que pessoas resilientes eram aquelas que persistiam apesar de. Hoje, entendo que ser resiliente é aprender a se adaptar ao novo, ou permanecer com o velho, ou ainda a capacidade de ajustar-se frente ao inesperado. Passamos muito tempo acreditando que a vida do outro é sempre mais bonita e perfeita que a nossa. As viagens e as fotos sorridentes compartilhadas nas redes sociais são interpretadas como grandes realizações ou ausência de problemas, mero equívoco. 

O fato é que na sociedade líquida (definida por Zygmunt Bauman), cria-se uma realidade virtual distorcida. No fundo, estamos todos sobrevivendo, superando a nós mesmos. Construindo nossa jornada, derrubando pontes, erguendo muros, desconstruindo ideias, reconstruindo motivos e sonhos, vencendo medos, pagando contas, resistindo às doenças. Aprendendo a lidar com o mundo e as pessoas: somos desafiados a sermos resilientes. 

Cada qual com seu "kadum", dentro de nossas especificidades: habilidades e capacidades singulares. Portanto, blindemos nossos olhos para a ilusão. Gostaria que soubesse que sua vida e sua história são preciosas, e suas vitórias diárias são o milagre de cada dia. Não existem conquistas maiores, piores ou melhores. Existem pessoas humanas e imperfeitas fazendo escolhas e se esforçando para evoluírem, avançarem e serem felizes. Qualquer ato de comparação é desumano e tudo que vos parecer muito simples e fácil, desconfie.


Por Stefani Cavalheiro


08 Dezembro 2019 14:21:00


Pedro Henrique Carvalho - Gerente administrativo 

O exílio involuntário da região de Curitibanos do Vale do Contestado, além de ser grave, é vergonhoso para Santa Catarina. Não há alternativa turística razoável sem a memória efetiva do território e da população nele existentes.

Para recordar, durante a Guerra do Contestado, o território de Curitibanos abrangia mais de 25 municípios (hoje emancipados), onde aconteceram os eventos de maior relevância do conflito, não esquecendo que a área urbana da sede do município foi incendiada quase que por completo pelos jagunços rebeldes. Nenhuma outra cidade foi tão afetada como foi a de Curitibanos.

"É com a nossa terra que estão brincando"

Trabalhamos e nos destacamos ano após ano no cenário estadual, tanto social e economicamente, para levantar-se, literalmente das cinzas, uma região que, ao longo dos anos, é esquecida pelo estado, prejudicada pelo favoritismo dos vales europeus e litorais. Logo, a troca do nome para "Vale dos Imigrantes" mostra a insignificância que dão à região e sua história.


(FOTO: KALYANE ALVES)

Possuímos uma das mias ricas histórias do país e o fato de ter tido um papel central na Guerra do Contestado deveria ser mais explorado pelo município e estado. Temos um grande potencial para atrair mais receitas geradas pelo turismo; há cidades europeias que têm menos história e vivem apinhadas de turistas só para visitar um parque ou um castelo de média significância. Afinal, onde está o "Museu do Contestado", prometido há mais de dez anos?

Isto é um puxão de orelha à liderança municipal e ao povo que deve valorizar mais a sua história, Se não aproveitarmos este legado, o perderemos através de acontecimentos como este. Pode soar bairrista, mas é com a nossa terra que estão brincando.


01 Dezembro 2019 09:10:00
Autor: Por William Moreira Balbinotti - Empresário

A educação financeira é fundamental para ter uma boa qualidade de vida


William Moreira Balbinotti - Empresário (Foto: Divulgação) 

É comum no nosso dia a dia depararmos com notícias de que o dólar está em alta ou em queda, sendo natural associarmos isso a turismo. Por esse fato, grande parte da população pensa que, se não tem planos de viajar, não precisa se preocupar com essas cotações, Aí, está o grande erro. 

No mundo globalizado, é natural ocorrer comercialização de produtos entre países. Essa ação é chamada de importação ou exportação e, a diferença entre elas é simples: importação é quando compramos algo fora do Brasil e exportação, quando vendemos para fora do país. Como o dólar é a moeda corrente base para todas essas transações, quanto mais alto ele estiver, mais caro pagamos pelo produto importado. Deste modo, recebemos mais dinheiro ao vender produtos para outros países.

A montanha russa do dólar afeta nossa saúde financeira muito mais do que imaginamos, pois muitos dos produtos que adquirimos aqui mesmo dentro do país usam matéria prima importada. Posso citar o alimento, por exemplo, que é afetado com o sobe e desce da moeda americana. Quase metade do trigo consumido no Brasil é importado da Argentina. Como esse cereal é matéria prima, seu valor é cotado em dólar. Sendo assim, fica mais caro comprar trigo quando o dólar está em alta e, consequentemente, esse aumento de preços é repassado para os seus derivados: bolos, macarrão, farinha de trigo e até nosso pão francês.

Além disso, quando os produtores locais que, ao ver seus lucros subindo através da exportação, priorizam suas vendas para o mercado externo, isso provoca a redução de oferta de produtos internamente, então, obviamente que menos oferta é igual a aumento de preços. 

A alta do dólar e esse aumento generalizado têm uma parte de contribuição com a inflação. Podemos reduzir esses problemas a longo prazo, aplicando em produtos financeiros atrelados à variação da inflação. Outro detalhe importante é, sempre que possível, optar por produtos nacionais, obviamente em itens que não afetem sua qualidade de vida. A educação financeira é fundamental para ter uma boa qualidade de vida.


ARTIGO DO LEITOR
24 Novembro 2019 08:30:00

A cada três dias, o Disque 100 (canal de denúncias de violação de direitos humanos) recebe uma denúncia de preconceito religioso. De cada cem pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras, segundo o Atlas da Violência.

O país lidera as estatísticas de mortes da comunidade LGBT. As mulheres são as maiores vítimas da intolerância. Em 2018, 11 foram assassinadas por dia, dados oficiais de crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Isso sem falar dos crimes de violência sexual e assédio; 88% das menções às mulheres nas redes sociais brasileiras são negativas.

Meus amigos, vivemos um momento histórico, em que a intolerância e o discurso de ódio encontram cada vez mais adeptos. Mas não foi a internet que nos tornou preconceituosos. Essa hiperconectividade apenas amplificou os discursos de ódio que já praticávamos.

No fundo, nas redes ou nas ruas, as pessoas são as mesmas. O que tem estimulado a exposição de muitos é a possibilidade de emitir opiniões sob o manto de um suposto anonimato, atrás da tela de um computador ou celular.

Mas o que podemos fazer para mudar essa realidade? Temos como algoz de nós mesmos a semente da história amparada em costumes seculares, a qual permitimos que germine. Precisamos abandonar estigmas e preconceitos que já não servem mais, o que só será possível por intermédio de uma construção coletiva e robusta por meio da educação. Que seja tão densa, de modo a fazer com que conceitos de cidadania e do não preconceito ultrapassem os muros das escolas, e tomem praças, igrejas, lares.

Uma pesquisa realizada pelo INEP mostrou que 93,3% dos entrevistados possuem algum tipo de preconceito racial, socioeconômico, de gênero, orientação sexual ou territorial. Os entrevistados? Pais, educadores e estudantes, de 500 escolas de todo o Brasil.

Nossa Nação, tão imponente, tão magnífica, não merece entregar para as futuras gerações esse estigma.

Está na hora de tomar medidas definitivas para mudar. E a hora é agora!



Ana Paula da Silva - Deputada estadual  (Foto: Divulgaçã) /




17 Novembro 2019 08:30:00
Autor: Por Peter Albert Visser, Mestre em Educação


(Foto: Getty Images/iStockphoto) /


Para quem acompanha os números do mercado, não há como negar: a ausência de uma educação financeira para as gerações anteriores foi bastante maléfica. Dados da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil) revelam que existem hoje mais de 60 milhões de brasileiros com o nome negativado e um superendividamento dos aposentados, consequência de uma geração que não teve acesso e também pouco debatia temas que envolviam planejamento e organização familiar. 

Não por acaso, o tema passou a conquistar destaque nos últimos anos, principalmente entre as escolas a partir de 2017, quando educação financeira foi incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e ensino fundamental. Por isso, até o início do ano letivo de 2020, as instituições de ensino precisam adequar os currículos e propostas pedagógicas, incorporando a educação financeira como uma disciplina transversal. 

Para entender o que há por trás desse conceito, vale salientar que ensinar finanças é ir muito além de guiá-los nas contas de adição e subtração na hora de receber o troco na padaria, mas sim, de maneira mais macro, compreender a importância dos números e saber contextualizar as informações, aplicando os conceitos no que concerne os juros e porcentagens, por exemplo. Abordar as situações por meio de atividades, como jogos e brincadeiras, além de atividades extraclasses, é uma forma de engajar a partir de experimentações e descobertas, estimulando o raciocínio crítico e fazendo com que os estudantes entendam o conceito de valor na prática, mas em um ambiente controlado. 

A educação financeira, vista da ótica de integradora, é primordial na medida em que o dinheiro está inserido em praticamente todos os aspectos do cotidiano. Aprender a trabalhar com valores desde a primeira infância, faz com que as crianças desenvolvam um maior senso de responsabilidade, e se tornem adultos que, mais do que saber como fazer a gestão financeira, também vão utilizar os recursos de forma inteligente.


Peter Albert Visser



10 Novembro 2019 08:36:00
Autor: Por Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito

A vida é muito mais do que tudo que olhamos


Stefani Cavalheiro (Foto: Divulgação)/

Tinha um olhar encantador, destes que aparentam abrigar o sol na retina. Olhos que ratificam e justificam a existência. Um cintilar tão extraordinário que levava a muitos a se questionarem: O que é que aqueles olhos conseguem ver? Qual era o segredo para conceber a realidade tão iluminada?

O silêncio prevalecia, pondo em câmera lenta a retrospectiva mental daqueles que se esforçavam em saber acerca donde perderam o brilho dos seus. Em algum momento, talvez, à surdina de uma noite qualquer, quase sem querer, permitiram que furtassem sua capacidade de encantamento.

O brilho contido naqueles olhos transcendia uma leveza incomum. A materialização de um estado de contemplação. Indícios de plenitude e paz. Uns arriscavam ser amor, entretanto, jamais, saberiam ao certo, pois, não possuímos a prerrogativa de conectarmos nossos neurônios ao cérebro do outro, ver e sentir a vida por seus olhos. Pobre e limitada empatia.

Ainda sobre aqueles olhos, disseram ser reflexo da satisfação dos que, constantemente, superam a si mesmo, e descobriram na escuridão uma oportunidade para aprenderem a encantar a dor. Transpondo-a, reconstruíram-se, desconstruíram a ideia engessada sobre a vida. E pariram a compreensão de que a vida é muito mais do que tudo que olhamos e não percebemos e infinitamente superior às coisas que percebemos e quereríamos não ter olhos para ver. Acima dos fatos está a percepção, possibilitando-nos criarmos um lugar de aconchego e paz para nossa própria alma.

Em sua descoberta, no ato de desacelerar para aprender a olhar e ver. Ao encantar a dor, seu olhar luminoso, trouxe vida e luz para os que a rodeavam, simples identificação. Como diria Milan Kundera: "A insustentável leveza de ser." Que tal perceber agora?



OPINIÃO
03 Novembro 2019 09:00:00
Autor: Tereza Conceição de Souza - Professora aposentada

'Canonizados pela igreja, nos são colocados como exemplo'


Tereza Conceição de Souza - Professora aposentada. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

No dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos. Os Santos canonizados pela igreja nos são colocados como exemplo, por que viveram no amor e na justiça de evangelho. É a festa dos pobres, sofredores, misericordiosos, justos, pacificadores e perseguidos. Porém, os Santos não são somente aqueles que estão no céu. Há também os que ainda aqui se reencontram, vivos, os fiéis à verdade de Cristo. São os que lutam para romper os laços com o mal, ódio, injustiça, desrespeito, mentira, deslealdade e se esforçam para viver em comunhão. 

Então, ficam assim as categorias dos Santos na igreja: Santos Triunfantes, que já chegaram no céu; Santos Padecentes, que estão no purgatório; e Santos Militantes, que combatem ainda na terra, que somos nós. Mas o que significa a Comunhão dos Santos? A Comunhão dos Santos é uma verdade de fé, da Igreja Católica, que repetimos no Creio.

1 - Viver em comunhão com os Santos do céu, sem viver em comunhão com os Santos da Terra;

2 - Prestar homenagem aos Santos de mármore, ou gesso e desprezar os Santos de Carne;

3 - Relembrar os Santos que vivem no céu e abandonar os Santos que passam seu tempo servindo os desamparados é hipocrisia.

Viver em comunhão com os Santos significa viver em comunhão com todos os pobres, aflitos, sofredores, puros de coração, semeadores da paz e justiça, praticantes do perdão e misericórdia, e com os perseguidos por causa do evangelho. Os Santos que precisam de ajuda recorrem confiantes aos irmãos do céu que tudo têm em Deus. E essa confiança, intercessão, interesse de uns pelos outros, aqui e lá no céu, e a ajuda, o que continua a servir na prece e no dom, é a Comunhão dos Santos.

Por isso, rezamos creio na Comunhão dos Santos. É um dos mais lindos dogmas de nossa igreja e a gente conhece tão pouco. Quase não refletimos sobre ele, não aprofundamos. E, quase inconscientes, o praticamos.


27 Outubro 2019 12:20:00
Autor: Fabiano de Abreu - Escritor, pesquisador e filósofo

O tempo é sensível e tem a mania orgulhosa de não voltar atrás


(Foto: Divulgação)

Ocupado. Atrasado. Trabalhando. Sem tempo! Quantas coisas você deixou de fazer por você e por outras pessoas ao alegar que está sem tempo? Quantas vezes você não ajudou alguém, ou sentou para conversar com pessoas que poderiam até ser seu amigo futuramente, pois estava correndo com algo?

A verdade é que estamos nos dispersando das pessoas. Nunca temos tempo para nada e milhões de coisas para resolver.

Contudo, em meio as atribulações diárias, se pararmos para refletir sobre os minutos somados que respiramos fora de foco, os instantes que pararmos para relaxar momentaneamente e o olhar para o nada, o resultado seria um troço enorme de tempo que é mais que o necessário para dar atenção as pessoas queridas.

Vivemos em uma era onde dizemos não ter tempo, mas na verdade não sabemos organizar o nosso tempo.

E que engraçado é o tempo! Ele conserva e destrói, é como uma pássaro vivo no tempo que ao comer o inseto o leva a morte. Precisamos de nove meses para sermos feitos, mas é esse mesmo tempo edificante que nos leva embora. Destrói! Devora! Nos constrói e nos devora.

O tempo transforma a uva em vinho, o vinho em vinagre e o saboreamos de todas as maneiras. Mas até para degustar as delícias precisamos de tempo, ou o sabor não será tão bom e perceptivo. Da mesma forma, o amor faz o tempo passar, mas se não dedicarmos tempo, ele o faz passar.

O tempo é sensível e tem a mania orgulhosa de não voltar atrás.

A verdade é que se utilizássemos nosso tempo útil para ser essencialmente efetivo, conseguimos produzir melhor e ainda ter tempo para viver a vida. Pois, no final das coisas, sempre conseguimos arranjar tempo quando realmente queremos. O mal é achar que os outros vão esperar pela gente e deixamos tudo para depois.



20 Outubro 2019 09:30:00
Autor: Por Mario Eugênio Saturno


(Foto: Divulgação) /

Em julho, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu um café da manhã para os correspondentes da imprensa internacional. Tudo ia bem até que o jornalista espanhol do El País disse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava preocupado com a desigualdade no Brasil e quis saber que medidas o governo estava tomando para reduzir a pobreza no país. O presidente, mal assessorado, negou que houvesse pessoas passando fome no Brasil: "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Você não vê gente mesmo pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo", talvez estivesse referindo-se à África.

Recentemente, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, divulgou o relatório anual sobre a fome no mundo que tem como título "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo". Embora o Brasil tenha melhorado neste século, uma parcela considerável de pessoas passa fome no país. A quantidade de desnutridos no Brasil caiu de 4,6% da população no período de 2004 a 2006 para menos de 2,5% entre 2016 e 2018. Ou cerca de cinco milhões de pessoas desnutridas.

Segundo o relatório, o Brasil voltou a piorar em consequências da crise econômica que começou em 2012. Desde então, o Brasil enfrentou a maior recessão da história, embora a economia esteja melhor, a fome não diminuiu.

A anemia entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) subiu, de 25,3% em 2012 para 27,2% em 2016. Ao menos o índice de bebês que nascem abaixo do peso ficou o mesmo, 8,4% do total entre 2012 e 2015.

O dado mais alarmante é que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não atualiza as pesquisas da fome do Brasil desde a última feita em 2014, sendo que estava programada uma nova no ano passado. Mesmo assim, o IBGE estimou em 15 milhões de brasileiros que passam fome.



Mario Eugênio Saturno 

Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)




13 Outubro 2019 16:04:00

'Algumas pessoas usam a raiva como desculpa para serem abusivas em relação aos outros'


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Patrícia Santos - Consultora e palestrante

Você já sentiu irritação ou raiva alguma vez? Você sente tensão quando está no trânsito, nas filas, no ambiente de trabalho? Percebe que há muita violência no mundo? Se as respostas foram afirmativas, você irá se interessar pelas próximas linhas. Muitas pessoas acham que a raiva é uma emoção negativa. Porém, essa emoção é parte integrante da experiência humana e pode ser trabalhada a nosso favor.

Lidar com pessoas irritadas está se tornando cada vez mais desafiador. É fácil ser contaminado por um ambiente onde a raiva está presente, com trocas de alfinetadas infindáveis, que perturbam e não resolvem o problema. A raiva é uma emoção poderosa. Ela pode variar de irritação leve a raiva intensa. Vem acompanhada de mudanças biológicas em seu corpo.

Quando você fica com raiva, há um aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea e os hormônios do estresse são liberados. Isso pode causar tremores, suor quente. Você pode perder o controle e experimentar uma variedade de outros sintomas desconfortáveis. Quando as pessoas sentem raiva, elas, frequentemente, agem de maneira agressiva.

Comportamentos raivosos incluem: gritar, jogar coisas, criticar, ignorar, atacar e, às vezes, se retirar e não fazer nada. A raiva pode levar à violência se não for devidamente controlada. Algumas pessoas usam a raiva como desculpa para serem abusivas em relação aos outros. Homens e mulheres administram e expressam a raiva de maneiras diferentes.

Com os homens, a raiva pode ser a emoção primária, visto que muitos homens acreditam que a raiva é a emoção mais legítima de expressar seu poder e masculinidade. Para as mulheres, a raiva fica afogada em lágrimas. Aprender a administrar a raiva não é algo que ocorre num piscar de olhos. É um longo caminho a ser percorrido, mas lembre-se: "não é para ser fácil, é para valer a pena!". 


06 Outubro 2019 08:30:00

Conscientizando os futuros adultos, as escolas estarão formando cidadãos mais preparados


De um modo geral, é interessante que a questão da cidadania seja trabalhada em sala de aula, para que a escola possa formar estudantes críticos e que reconhecem seus direitos, que possam exercer seus papéis de cidadãos.

"...a formação da cidadania se faz, antes de mais nada, pelo seu exercício: aprende-se a participar, participando. E a escola será um lugar possível para essa aprendizagem se promovera convivência democrática no seu cotidiano" (BRASIL,1998a, p.37). Achei essa frase muito interessante e, também, fundamental, pois, além dos conhecimentos básicos de sala de aula, poderá ser explorada a democracia e o pensamento crítico dos estudantes, além de ajudá-los a exercer sua cidadania. De uma forma mais lúdica, dinâmica, sem termos muito complexos, os alunos poderão desenvolver capacidade de pensar na situação de seu país e o que ele pode fazer para ser um cidadão melhor. Conscientizando os futuros adultos, as escolas estarão formando cidadãos mais preparados, críticos, com opinião formada e com maior probabilidade de discussão coesa.

Trabalhando as questões de cidadania, o aluno se sentirá parte daquela comunidade, podendo se comprometer com essas questões. Trabalhar a cidadania não deve ser deixada apenas para o ensino médio e sim, começar no ensino infantil, conscientizando as crianças e mostrando a elas o que é fazer parte de um grupo, para assim, ajudá-las a transformar o mundo num lugar melhor.

A criança, quando inserida no ambiente escolar, já entra em contato com a diversidade. Com raças, cores de pele, etnias, culturas diferentes, será papel da escola ensinar aos pequenos educandos que devemos respeitar a todos de maneira igualitária, sem julgamento, pois por mais que sejamos diferentes externamente, por dentro somos todos iguais, somos humanos.

O respeito é fundamental na hora de formar um bom estudante, mas mais importante ainda, uma boa pessoa, um bom cidadão. Portanto, é de extrema importância que as questões de políticas públicas e cidadania sejam abordadas desde cedo na escola e que todos estejam inseridos nesse meio, sem exceções.




Angela Cristina Cabral Kloppel - Estudante de Psicologia



29 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por Gabriel Collaço Vieira, advogado

Para se falar em igualdade, todos devem ter acesso às mesmas regras


(Arte: Divulgação) /


A Lei Complementar n. 160/2017 promoveu significativos avanços no combate à guerra fiscal. As vantagens da referida lei, todavia, vão além das disputas entre os entes federativos. Ao impor que os estados deem publicidade a todos os incentivos fiscais, a lei endereçou um problema tão presente quanto constante nas legislações estaduais: a publicidade dos benefícios.

Um dos reclamos dos contribuintes, inclusive presente nos principais debates sobre as propostas de reforma tributária em andamento, sempre foi a igualdade na tributação. É evidente que, para se falar em igualdade, todos devem ter acesso às mesmas regras do jogo. Se até então os benefícios fiscais geravam inúmeras assimetrias entre contribuintes, na medida em que eram, em grande parte, desconhecidos (ou pouco conhecidos), com a lei, a tendência é que empresas em situações equivalentes tenham condições de competir em situação de igualdade.

E foi visando adequar a política fiscal catarinense às regras dispostas na LC n. 160/2017 que o Estado de Santa Catarina publicou a Lei n. 17.763/2019, que reinstitui várias isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS. Estão na lei, de maneira expressa e objetiva, as regras e condições de benefícios fiscais concedidos a diversos segmentos, dentre os quais vale citar o comércio exterior, a indústria automobilística, a indústria de eletrodomésticos, a indústria siderúrgica, a indústria de construção civil e a indústria alimentícia.

Com a publicidade exigida pela LC n. 160/2017, os contribuintes passam a ter amplo acesso aos benefícios fiscais disponíveis. A lógica agora será outra: o mercado prestigiará as empresas eficientes, e não aquelas cujo sucesso era pautado pura e simplesmente por incentivos fiscais obscuros. Sendo essa a nova realidade, não é demais lembrar que, agora, as regras do jogo estarão aí para todos.


Gabriel Collaço Vieira, advogado



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