ASemana 36 anos.png
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10 Novembro 2019 08:36:00
Autor: Por Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito

A vida é muito mais do que tudo que olhamos


Stefani Cavalheiro (Foto: Divulgação)/

Tinha um olhar encantador, destes que aparentam abrigar o sol na retina. Olhos que ratificam e justificam a existência. Um cintilar tão extraordinário que levava a muitos a se questionarem: O que é que aqueles olhos conseguem ver? Qual era o segredo para conceber a realidade tão iluminada?

O silêncio prevalecia, pondo em câmera lenta a retrospectiva mental daqueles que se esforçavam em saber acerca donde perderam o brilho dos seus. Em algum momento, talvez, à surdina de uma noite qualquer, quase sem querer, permitiram que furtassem sua capacidade de encantamento.

O brilho contido naqueles olhos transcendia uma leveza incomum. A materialização de um estado de contemplação. Indícios de plenitude e paz. Uns arriscavam ser amor, entretanto, jamais, saberiam ao certo, pois, não possuímos a prerrogativa de conectarmos nossos neurônios ao cérebro do outro, ver e sentir a vida por seus olhos. Pobre e limitada empatia.

Ainda sobre aqueles olhos, disseram ser reflexo da satisfação dos que, constantemente, superam a si mesmo, e descobriram na escuridão uma oportunidade para aprenderem a encantar a dor. Transpondo-a, reconstruíram-se, desconstruíram a ideia engessada sobre a vida. E pariram a compreensão de que a vida é muito mais do que tudo que olhamos e não percebemos e infinitamente superior às coisas que percebemos e quereríamos não ter olhos para ver. Acima dos fatos está a percepção, possibilitando-nos criarmos um lugar de aconchego e paz para nossa própria alma.

Em sua descoberta, no ato de desacelerar para aprender a olhar e ver. Ao encantar a dor, seu olhar luminoso, trouxe vida e luz para os que a rodeavam, simples identificação. Como diria Milan Kundera: "A insustentável leveza de ser." Que tal perceber agora?



OPINIÃO
03 Novembro 2019 09:00:00
Autor: Tereza Conceição de Souza - Professora aposentada

'Canonizados pela igreja, nos são colocados como exemplo'


Tereza Conceição de Souza - Professora aposentada. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

No dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos. Os Santos canonizados pela igreja nos são colocados como exemplo, por que viveram no amor e na justiça de evangelho. É a festa dos pobres, sofredores, misericordiosos, justos, pacificadores e perseguidos. Porém, os Santos não são somente aqueles que estão no céu. Há também os que ainda aqui se reencontram, vivos, os fiéis à verdade de Cristo. São os que lutam para romper os laços com o mal, ódio, injustiça, desrespeito, mentira, deslealdade e se esforçam para viver em comunhão. 

Então, ficam assim as categorias dos Santos na igreja: Santos Triunfantes, que já chegaram no céu; Santos Padecentes, que estão no purgatório; e Santos Militantes, que combatem ainda na terra, que somos nós. Mas o que significa a Comunhão dos Santos? A Comunhão dos Santos é uma verdade de fé, da Igreja Católica, que repetimos no Creio.

1 - Viver em comunhão com os Santos do céu, sem viver em comunhão com os Santos da Terra;

2 - Prestar homenagem aos Santos de mármore, ou gesso e desprezar os Santos de Carne;

3 - Relembrar os Santos que vivem no céu e abandonar os Santos que passam seu tempo servindo os desamparados é hipocrisia.

Viver em comunhão com os Santos significa viver em comunhão com todos os pobres, aflitos, sofredores, puros de coração, semeadores da paz e justiça, praticantes do perdão e misericórdia, e com os perseguidos por causa do evangelho. Os Santos que precisam de ajuda recorrem confiantes aos irmãos do céu que tudo têm em Deus. E essa confiança, intercessão, interesse de uns pelos outros, aqui e lá no céu, e a ajuda, o que continua a servir na prece e no dom, é a Comunhão dos Santos.

Por isso, rezamos creio na Comunhão dos Santos. É um dos mais lindos dogmas de nossa igreja e a gente conhece tão pouco. Quase não refletimos sobre ele, não aprofundamos. E, quase inconscientes, o praticamos.


27 Outubro 2019 12:20:00
Autor: Fabiano de Abreu - Escritor, pesquisador e filósofo

O tempo é sensível e tem a mania orgulhosa de não voltar atrás


(Foto: Divulgação)

Ocupado. Atrasado. Trabalhando. Sem tempo! Quantas coisas você deixou de fazer por você e por outras pessoas ao alegar que está sem tempo? Quantas vezes você não ajudou alguém, ou sentou para conversar com pessoas que poderiam até ser seu amigo futuramente, pois estava correndo com algo?

A verdade é que estamos nos dispersando das pessoas. Nunca temos tempo para nada e milhões de coisas para resolver.

Contudo, em meio as atribulações diárias, se pararmos para refletir sobre os minutos somados que respiramos fora de foco, os instantes que pararmos para relaxar momentaneamente e o olhar para o nada, o resultado seria um troço enorme de tempo que é mais que o necessário para dar atenção as pessoas queridas.

Vivemos em uma era onde dizemos não ter tempo, mas na verdade não sabemos organizar o nosso tempo.

E que engraçado é o tempo! Ele conserva e destrói, é como uma pássaro vivo no tempo que ao comer o inseto o leva a morte. Precisamos de nove meses para sermos feitos, mas é esse mesmo tempo edificante que nos leva embora. Destrói! Devora! Nos constrói e nos devora.

O tempo transforma a uva em vinho, o vinho em vinagre e o saboreamos de todas as maneiras. Mas até para degustar as delícias precisamos de tempo, ou o sabor não será tão bom e perceptivo. Da mesma forma, o amor faz o tempo passar, mas se não dedicarmos tempo, ele o faz passar.

O tempo é sensível e tem a mania orgulhosa de não voltar atrás.

A verdade é que se utilizássemos nosso tempo útil para ser essencialmente efetivo, conseguimos produzir melhor e ainda ter tempo para viver a vida. Pois, no final das coisas, sempre conseguimos arranjar tempo quando realmente queremos. O mal é achar que os outros vão esperar pela gente e deixamos tudo para depois.



20 Outubro 2019 09:30:00
Autor: Por Mario Eugênio Saturno


(Foto: Divulgação) /

Em julho, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu um café da manhã para os correspondentes da imprensa internacional. Tudo ia bem até que o jornalista espanhol do El País disse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava preocupado com a desigualdade no Brasil e quis saber que medidas o governo estava tomando para reduzir a pobreza no país. O presidente, mal assessorado, negou que houvesse pessoas passando fome no Brasil: "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Você não vê gente mesmo pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo", talvez estivesse referindo-se à África.

Recentemente, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, divulgou o relatório anual sobre a fome no mundo que tem como título "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo". Embora o Brasil tenha melhorado neste século, uma parcela considerável de pessoas passa fome no país. A quantidade de desnutridos no Brasil caiu de 4,6% da população no período de 2004 a 2006 para menos de 2,5% entre 2016 e 2018. Ou cerca de cinco milhões de pessoas desnutridas.

Segundo o relatório, o Brasil voltou a piorar em consequências da crise econômica que começou em 2012. Desde então, o Brasil enfrentou a maior recessão da história, embora a economia esteja melhor, a fome não diminuiu.

A anemia entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) subiu, de 25,3% em 2012 para 27,2% em 2016. Ao menos o índice de bebês que nascem abaixo do peso ficou o mesmo, 8,4% do total entre 2012 e 2015.

O dado mais alarmante é que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não atualiza as pesquisas da fome do Brasil desde a última feita em 2014, sendo que estava programada uma nova no ano passado. Mesmo assim, o IBGE estimou em 15 milhões de brasileiros que passam fome.



Mario Eugênio Saturno 

Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)




13 Outubro 2019 16:04:00

'Algumas pessoas usam a raiva como desculpa para serem abusivas em relação aos outros'


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Patrícia Santos - Consultora e palestrante

Você já sentiu irritação ou raiva alguma vez? Você sente tensão quando está no trânsito, nas filas, no ambiente de trabalho? Percebe que há muita violência no mundo? Se as respostas foram afirmativas, você irá se interessar pelas próximas linhas. Muitas pessoas acham que a raiva é uma emoção negativa. Porém, essa emoção é parte integrante da experiência humana e pode ser trabalhada a nosso favor.

Lidar com pessoas irritadas está se tornando cada vez mais desafiador. É fácil ser contaminado por um ambiente onde a raiva está presente, com trocas de alfinetadas infindáveis, que perturbam e não resolvem o problema. A raiva é uma emoção poderosa. Ela pode variar de irritação leve a raiva intensa. Vem acompanhada de mudanças biológicas em seu corpo.

Quando você fica com raiva, há um aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea e os hormônios do estresse são liberados. Isso pode causar tremores, suor quente. Você pode perder o controle e experimentar uma variedade de outros sintomas desconfortáveis. Quando as pessoas sentem raiva, elas, frequentemente, agem de maneira agressiva.

Comportamentos raivosos incluem: gritar, jogar coisas, criticar, ignorar, atacar e, às vezes, se retirar e não fazer nada. A raiva pode levar à violência se não for devidamente controlada. Algumas pessoas usam a raiva como desculpa para serem abusivas em relação aos outros. Homens e mulheres administram e expressam a raiva de maneiras diferentes.

Com os homens, a raiva pode ser a emoção primária, visto que muitos homens acreditam que a raiva é a emoção mais legítima de expressar seu poder e masculinidade. Para as mulheres, a raiva fica afogada em lágrimas. Aprender a administrar a raiva não é algo que ocorre num piscar de olhos. É um longo caminho a ser percorrido, mas lembre-se: "não é para ser fácil, é para valer a pena!". 


06 Outubro 2019 08:30:00

Conscientizando os futuros adultos, as escolas estarão formando cidadãos mais preparados


De um modo geral, é interessante que a questão da cidadania seja trabalhada em sala de aula, para que a escola possa formar estudantes críticos e que reconhecem seus direitos, que possam exercer seus papéis de cidadãos.

"...a formação da cidadania se faz, antes de mais nada, pelo seu exercício: aprende-se a participar, participando. E a escola será um lugar possível para essa aprendizagem se promovera convivência democrática no seu cotidiano" (BRASIL,1998a, p.37). Achei essa frase muito interessante e, também, fundamental, pois, além dos conhecimentos básicos de sala de aula, poderá ser explorada a democracia e o pensamento crítico dos estudantes, além de ajudá-los a exercer sua cidadania. De uma forma mais lúdica, dinâmica, sem termos muito complexos, os alunos poderão desenvolver capacidade de pensar na situação de seu país e o que ele pode fazer para ser um cidadão melhor. Conscientizando os futuros adultos, as escolas estarão formando cidadãos mais preparados, críticos, com opinião formada e com maior probabilidade de discussão coesa.

Trabalhando as questões de cidadania, o aluno se sentirá parte daquela comunidade, podendo se comprometer com essas questões. Trabalhar a cidadania não deve ser deixada apenas para o ensino médio e sim, começar no ensino infantil, conscientizando as crianças e mostrando a elas o que é fazer parte de um grupo, para assim, ajudá-las a transformar o mundo num lugar melhor.

A criança, quando inserida no ambiente escolar, já entra em contato com a diversidade. Com raças, cores de pele, etnias, culturas diferentes, será papel da escola ensinar aos pequenos educandos que devemos respeitar a todos de maneira igualitária, sem julgamento, pois por mais que sejamos diferentes externamente, por dentro somos todos iguais, somos humanos.

O respeito é fundamental na hora de formar um bom estudante, mas mais importante ainda, uma boa pessoa, um bom cidadão. Portanto, é de extrema importância que as questões de políticas públicas e cidadania sejam abordadas desde cedo na escola e que todos estejam inseridos nesse meio, sem exceções.




Angela Cristina Cabral Kloppel - Estudante de Psicologia



29 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por Gabriel Collaço Vieira, advogado

Para se falar em igualdade, todos devem ter acesso às mesmas regras


(Arte: Divulgação) /


A Lei Complementar n. 160/2017 promoveu significativos avanços no combate à guerra fiscal. As vantagens da referida lei, todavia, vão além das disputas entre os entes federativos. Ao impor que os estados deem publicidade a todos os incentivos fiscais, a lei endereçou um problema tão presente quanto constante nas legislações estaduais: a publicidade dos benefícios.

Um dos reclamos dos contribuintes, inclusive presente nos principais debates sobre as propostas de reforma tributária em andamento, sempre foi a igualdade na tributação. É evidente que, para se falar em igualdade, todos devem ter acesso às mesmas regras do jogo. Se até então os benefícios fiscais geravam inúmeras assimetrias entre contribuintes, na medida em que eram, em grande parte, desconhecidos (ou pouco conhecidos), com a lei, a tendência é que empresas em situações equivalentes tenham condições de competir em situação de igualdade.

E foi visando adequar a política fiscal catarinense às regras dispostas na LC n. 160/2017 que o Estado de Santa Catarina publicou a Lei n. 17.763/2019, que reinstitui várias isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS. Estão na lei, de maneira expressa e objetiva, as regras e condições de benefícios fiscais concedidos a diversos segmentos, dentre os quais vale citar o comércio exterior, a indústria automobilística, a indústria de eletrodomésticos, a indústria siderúrgica, a indústria de construção civil e a indústria alimentícia.

Com a publicidade exigida pela LC n. 160/2017, os contribuintes passam a ter amplo acesso aos benefícios fiscais disponíveis. A lógica agora será outra: o mercado prestigiará as empresas eficientes, e não aquelas cujo sucesso era pautado pura e simplesmente por incentivos fiscais obscuros. Sendo essa a nova realidade, não é demais lembrar que, agora, as regras do jogo estarão aí para todos.


Gabriel Collaço Vieira, advogado



22 Setembro 2019 08:00:00

Todo processo de criação demanda de ócio


Por Leonardo Torres - Pesquisador, professor, doutorando em Comunicação e Cultura e pós-graduando em Psicologia Junguiana 

O mundo dos negócios quer resultados. O administrador visa o lucro; o publicitário, a venda; o engenheiro, o custo/benefício e por aí vai. Tudo em prol do progresso da empresa. E hoje, as redes sociais de bate-papo estão cada vez mais sendo utilizadas para agilizar a comunicação entre colegas de trabalho, o que gera uma discussão gigantesca sobre elas serem vilãs ou facilitadoras no mundo empresarial. No fundo, a pergunta é: ela auxilia no progresso da empresa?

O progresso, por sua vez, é a premissa para qualquer negócio. Não à toa, a palavra "negócio" pode ser entendida como "negar" o "ócio". Em nossa sociedade ocidental, que valoriza o trabalho a todo custo, quem vive de ócio algumas vezes é considerado "vagabundo"; vide os adjetivos que pessoas preconceituosas dão a artistas, por exemplo.

Curioso é saber que todo processo de criação demanda de ócio, o que chamamos de "ócio criativo". E parece que hoje estamos com tantos "negócios", ou melhor, há tanta negação do ócio que a própria criatividade hoje é uma das características mais pedidas entre recrutadores.

Quantas vezes não estamos quebrando a cabeça com algum problema e só conseguimos resolvê-lo no momento em que relaxamos e esquecemos dele? Parece que a solução vem à mente em milésimos de segundo. Os verdadeiros insights normalmente chegam pelo ócio.

Quem precisa ficar 24 horas diárias conectado, trabalhando, não se permite ao ócio. Os insights, consequentemente, diminuem. Se a resolução de problemas é prejudicada, a produtividade cai. O descanso do indivíduo não acontece. Daí, a cada mensagem que chega, mais um estresse acumulado. Somente o barulho da mensagem já traz todo estresse de volta. Por isso, a síndrome de burnout está cada vez mais comum em nosso tempo.

As redes sociais de bate-papo, que eram para ser facilitadoras, acabam dominando os dias, as horas, os minutos e os segundos do dia e, ainda, invadem nossos finais de semana, feriados e férias. Já é tempo de colocarmos um basta, harmonizarmos nosso cotidiano e perguntarmos: quem serve a quem?


15 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por João Marcelino


(Foto: Divulgação) 

Entrar nas redes sociais virou uma via crucis. Toda publicação envolve política. Ou então um assunto delicado que possa envolver a política. Ou então envolve qualquer coisa que vai virar um assunto delicado e que vai virar política. Um monte de gente mostrando a necessidade de mudar o mundo sem ter a mínima consciência da dimensão do mundo, ou como mudar, efetivamente, o mundo. Parece paradoxal, mas não é. Vou resumir pra facilitar: as pessoas não sabem do que estão falando.

Essa máxima, um pouco polêmica, transcende qualquer inclinação ideológica. Aqui, exclusivamente, falo com esquerda, direita, centro e seja-lá-o-que-mais-tem. O Brasil perdeu a capacidade crítica. As pessoas escolhem um lado, como se fosse um time, sem sequer entender o que pensam, o que querem fazer ou aonde querem chegar. Não ligam de não saber de verdade história, sociedade, política. Só entendem que precisam torcer. E gritar. Nem que seja pelos dedos.

Estão todos cheios de si e cheios de convicção, embasados em textões rasos e óbvios e conteúdos ruins achando que adquirem, assim, munição para debate, puramente pela urgência de argumentar com aquele conhecido militante que "só pensa em lacrar", ou a tia conservadora que é "burra e atrasada". Ou só o inimigo mais próximo dentro da internet, mesmo. Calma lá.

É uma provocação um pouco grossa, mas, ao mesmo tempo, necessária: perdemos completamente o fio da meada. Enquanto sociedade, não conseguimos mais discutir de forma útil, pensando no progresso, no NOSSO progresso. Só queremos conseguir ganhar discussões completamente pífias e deu. Não precisa ser assim! Vamos exercitar a inteligência, a empatia, a capacidade de ouvir e o nosso senso crítico. Um dia de cada vez, que tal? Ainda há tempo de abandonarmos essa via crucis e seguirmos o caminho inteligente. É o mesmo pra todo mundo.

João Marcelino

Jornalista e redator



08 Setembro 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação) /

Acordou, revirou-se sobre a cama, pensou em fechar os olhos e permanecer ali, afinal, sentia-se confortável entre as cobertas. Foi quando um raio de sol transpassou a cortina e iluminou seus olhos. Como se a luz refletida a trouxesse para o presente. Por instantes, recobrou sua lucidez e apreciou a melodia dos pássaros.

Agenda repleta de compromissos e uma pasta abarrotada de boletos esperavam-na. Mas, algo estava diferente, soava perturbador e até meio bizarro, observava pela janela a pensar: como são raros os momentos em que estamos presentes em nossa própria vida.

Naquela manhã, jurou a si mesma bloquear o modo automático e ficar disponível para desfrutar dos pequenos detalhes. Não fazia a menor ideia do que viria pela frente. Se encontraria portas abertas ou fechadas, pessoas amistosas ou desafiadoras. Entretanto, estava disposta: correria o risco de estar viva.

Vestiu-se em cores, usou um batom vivo, olhou-se no espelho e gostou. Lembrou-se da senhora usando seu chapéu violeta, aquela narrada pelo autor, que chegou a certa altura da vida, vestiu-se de si mesma e foi ser feliz. Sem o peso do passado ou a angústia do futuro.

Compreendeu que, mais do que fatores externos, estar presente, ficar à vontade com ela mesma era fundamental para viver o extraordinário da vida. Grandes realizações nada mais são que a soma das pequenas conquistas diárias e daqueles pequenos detalhes que mudam qualquer coisa.

Nietzsche costumava dizer que não existem fatos, apenas interpretações. Ao perceber a luz, ela significou o pensamento. Trouxe-o para sua realidade. Atualizou seu modo de ver. Optou por ser cor a refletir. Seja a cor, deixa-a vir à luz!



Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito



01 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por Rennan Eduardo Santos


(Foto: Ildo Frazao /Getty Images/iStockphoto) /


Milhões de brasileiros doutrinados pela esquerda por mais de uma década ou, simplesmente adormecidos pelo poder da ignorância, começaram a pensar recentemente na floresta Amazônica, assunto mundial nas últimas semanas devido às queimadas e à suspensão do repasse de recursos ao Fundo da Amazônia.

Nos anos 90, Enéas Carneiro já nos alertava sobre a preocupação excessiva de outros países com a Amazônia, o que não fazia o menor sentido. Se realmente houvesse algum sentimento caridoso internacional pelo país, haveria também certo incômodo com crianças morrendo de fome, prostituição infantil e outros grandes problemas da época.

Para quem ainda não sabe, a maior riqueza existente no planeta está no subsolo Amazônico. É algo imensurável. Ali se encontra a mais cobiçada e poderosa abundância energética do mundo, que há anos interessa a outras nações. Porém, tudo estava calmo e tranquilo, pois o dinheiro compra facilmente o silêncio, mas não para sempre.

Em maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente decidiu alterar os critérios de contratação e escolha dos projetos do Fundo da Amazônia, que financia as ações de combate ao desmatamento e preservação das florestas. Este capital foi constituído em 2008 sob a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado por corrupção.

Dos 103 contratos entre governos estaduais, municípios e ONGs, após analisados pela equipe do ministro Ricardo Salles, cerca de 30 apresentaram diversas irregularidades e inconsistências, como falta de notas fiscais em prestação de contas; informações divergentes nos relatórios de atividades e contratos com órgãos impedidos de prestar serviços ao governo federal, traços típicos de? Corrupção.

É indiscutível o quanto o repasse bilionário do Fundo ajudou nas ações de preservação da floresta. No entanto, não se pode permitir que milhões sejam distribuídos, por exemplo, entre ONGs, sem que existam projetos coerentes e sinérgicos entre si. É preciso, também, que gerem indicadores e que tragam comparativos verídicos com o resultado alcançado.



Rennan Eduardo Santos - Estudante


25 Agosto 2019 12:07:00
Autor: Richard Vasconcelos - CEO da LEO Learning Brasil


Richard Vasconcelos - CEO da LEO Learning Brasil (Foto: Divulgação)

Daqui a cinco ou dez anos, nem você nem ninguém se lembrará com precisão da tarefa que está fazendo no trabalho neste minuto. Mas os primeiros passos do seu filho e a primeira medalha da sua filha seguirão ocupando a parte mais nobre do seu "HD", a memória emocional. De acordo com especialistas em neurociência, há uma relação direta entre esse tipo de memória e a inteligência emocional, elemento comprovadamente mais influente para uma carreira de sucesso do que processos de formação ou índices de Q.I.

Especialmente aos homens, neste mês em que é comemorado o Dia dos Pais, é válida a reflexão sobre a importância de ressignificar o cotidiano e atribuir o devido valor à existência de memórias emocionais de qualidade. Some-se a isso o fato de que é urgente às empresas incentivar um compartilhamento mais igualitário entre pais e mães no que diz respeito ao acompanhamento da rotina de seus filhos.  

Afinal, vivemos em um país em que o nascimento de uma criança representa um direito legal de seis meses de afastamento exclusivamente materno equiparado a apenas uma semana de pausa paterna. Além disso, o mais comum é que responsabilidades como consultas médicas e reuniões escolares comumente também fiquem a cargo das mulheres.

Nesse contexto, o famoso horário comercial e a jornada de trabalho acabam se estruturando como impedimentos quase monolíticos à presença paterna em eventos importantes, seja uma reunião escolar, uma consulta médica ou a final da escolinha de futebol. E cabe às empresas abraçar mais flexibilidade para mudar esse cenário.  

A flexibilidade entra aqui como ferramenta para reforçar a possibilidade de equilíbrio entre trabalho e família. Afinal, todos sabem que tarefas não desaparecem e que metas de entregas precisam ser cumpridas. Porém, pode-se chegar mais cedo, sair mais tarde, fazer o trabalho em casa. O fato é que qualquer tarefa do dia-a-dia pode ser feita em um horário alternativo. E oferecer condições aos colaboradores para que equilibrem as duas esferas da vida é o melhor presente que um gestor pode dar.

Daqui a cinco ou dez anos, nem você nem ninguém se lembrará com precisão da tarefa que está fazendo no trabalho neste minuto. Até lá, permita que um enorme volume de memórias emocionais positivas sejam armazenadas ao longo do tempo por você.



18 Agosto 2019 08:30:00
Autor: Por Clemente Ganz Lúcio - Sociólogo


(Foto: Divulgação) /

A família voltou ao centro da política, como mote para os debates ou embates eleitorais, como objeto da ação do governo, como organização administrativa do Estado, como objeto de políticas públicas. Valores, conceitos e preconceitos passaram a circular nos debates e iniciativas. 

Dois filmes lançados recentemente destacam muitas questões em torno da família e proporcionam oportunidade de uma observação crítica.

"Benzinho", filme nacional dirigido por Gustavo Pizzi, é um deles. Irene é uma empreendedora (vendedora ambulante) que busca uma ocupação assalariada. Klaus, um empreendedor (livreiro) que sonha com um negócio maior. O casal tem quatro filhos e um deles é convidado para jogar na Alemanha. A família vive condições e oportunidades diferentes, sonha, tem um cotidiano de lutas, esforços nos limites impostos pelos contextos diversos. Uma história cheia de complexidades individuais, coletivas, situacionais.

No japonês "Assunto de família", dirigido por Hirokazu Kore-Eda, Osamu é operário da construção civil e Nobuyo, empregada em uma lavanderia. Os dois vivem em local paupérrimo e apertado, junto com o filho pré-adolescente, Shota, a irmã mais velha de Nobuyo e a avó Hatsue. A essa família será integrada a menina Yuri. O filme vai revelando como é tecido e o que tece os elos dessa unidade familiar. Que família é essa? Quais emoções compõem a rede que une e reúne as pessoas desse núcleo? Como o Estado observa e atua?

Nos dois filmes, a casa se expressa como lar, unidade física que se apresenta em emoções e sonhos, escritos nos tijolos da morada que se constrói ou na porta que se abre como história ou em novo começo. A praia e o mar também estão no enredo.

Dois filmes que ousam desafiar, de maneira criativa, elegante, lírica e crítica o pensamento mecânico e dogmático, bem como o olhar bicolor. Arte que dá um conforto que incomoda, pois, expressa a simplicidade das múltiplas unidades momentâneas e ininterruptas do cotidiano, que são originárias de histórias únicas que engendram, cada uma no seu contexto, as complexidades da vida de cada um, só, ou com o outro, ou de todos juntos.

Clemente Ganz Lúcio - Sociólogo


11 Agosto 2019 08:30:00
Autor: Belle Leal


(Foto: hdlatestwallpaper) / 


O amor. Este sentimento abstrato que nem as mais belas palavras do mundo são capazes de explicar. É o fio condutor dos romances. A base de sustentação de toda a vida. Existem incontáveis técnicas para escrever melhor. Mas, apenas uma sintetiza todas elas: o amor. Se existe um motivo para eu, Belle Leal, passar horas e mais horas escrevendo um livro, definitivamente, desconheço!

O processo de escrever, para mim, é um verdadeiro paradoxo: passa de um piscar de olhos a uma eternidade. O escritor, em teoria, dá tudo de si. Abdica daquela saída com os amigos, das noites bem dormidas, do feriadão na praia, do cineminha com o namorado, da viagem com a família. Eu nunca estive grávida, mas a comparação com uma gestação é inevitável. Uma jornada longa e difícil que, ao final de tudo, é recompensada em forma de história. E acredito que o amor depositado em cada linha é devolvido em dobro, com a vontade do leitor de chegar à última página.

Bom, podemos dizer que a minha história com a literatura foi amor à primeira vista. Antes dos 11 anos, não tive contato com um livro que me brilhasse os olhos. Mas quando eu li "Minha Vida Fora de Série", da escritora Paula Pimenta, parece que uma chave virou no meu coração. Foi o estopim para que a minha vida literária começasse de fato e sou muito, muito grata por isso.

Uma vez, quando participei de uma sessão de autógrafos da Paula, essa mesma que me fez ficar apaixonada pelos livros, ela me disse: "Escreva o livro que você gostaria de ler". Isso foi mais do que suficiente para tudo começar. E por que estou falando isso? Assim como eu, muitos podem ter se apaixonado pela literatura do dia para noite. E o primeiro motivo para escrever é amar aquilo que está disposto a colocar no papel.

Mesmo engatinhando no universo da literatura, neste momento, revelo a todos a minha técnica infalível para escrever mais e melhor: o amor.


Belle Leal - Escritora



04 Agosto 2019 13:00:00
Autor: Celso Bazzola - consultor em recursos humanos


(Foto: Divulgação) /

O desemprego está em alta e por mais que haja uma perspectiva de melhor, essa não será em curto prazo, outro ponto é que se observa um crescente desânimo no mercado profissional com a insatisfação dos profissionais por motivos variados, criando uma crescente busca por um reposicionamento no mercado no trabalho. Assim, alguns cuidados devem ser tomados antes de qualquer ação de procura de emprego ou mesmo de mudança.

É importante ter claro que, em momentos de incertezas na economia e nos resultados das empresas, o surgimento de novas oportunidades fica comprometido, com isso, buscar uma recolocação no mercado de trabalho tende a ser mais dificultoso. Mas, isso não torna impossível.

Desemprego é motivo de desespero?

Pode parecer difícil manter a calma diante o desespero e as informações negativas do mercado que vemos diariamente, mas, nesse momento manter a tranquilidade e equilíbrio torna-se um fator essencial para seu reposicionamento.

Para e repare como sempre a ansiedade e o desespero tende a dificultar ainda mais o raciocínio e apresentação de suas habilidades técnicas e comportamentais, por isso se controle. Além disso, agir por impulso de induzi-lo a decidir por uma oportunidade qualquer, que não agregará em sua vida profissional ou poderá deixar vulnerável a golpes existentes no mercado, por trás de oportunidade milagrosas de ganhos. Assim, primeiro ponto que ressalto, mantenha o raciocínio lógico.

Passos para se reposicionar

A busca por reposicionamento não é tão simples, porém também não é impossível, sendo necessário planejamento e preparo em suas ações e construções de novas oportunidades. Cito sete passos que julgo importantes para que essa busca tenha êxito:

1. Amplie sua rede de relacionamentos a cada momento, isto é trabalhe o seu network, lembrando que esse não deve ser utilizado somente nas necessidades. Assim, esteja pronto também para ajudar e nunca deixar de ser lembrado;

2. Defina a estratégia para que possa desenvolver sua autoapresentação, de forma transparente, segura e que demonstre preparo;

3. Crie interesse por parte do entrevistador, através de um Curriculum Vitae bem elaborado, com ordem e clareza na apresentação descrita e verbal, apresentando quais seus objetivos e seu potencial;

4. Cuidar da imagem pessoal é tão importante quantos os demais itens, demonstram autoestima e amor próprio, pois, primeiro temos que gostar de nós mesmos para depois gostar do que fazemos;

5. Busque conhecimento e informações além de sua formação, a fim de manter-se atualizado diante das mudanças de mercado;

6. Conheça as empresas que tem interessem em buscar oportunidades, analisando seus produtos ou serviços, estrutura e sua colocação de mercado.

7. Tenha transparência e autenticidade, esses pontos que atraem as empresas, portanto, não queira construir um personagem, seja você mesmo, demonstre o quanto tem valor nas competências técnicas e comportamentais.

Estou empregado, mas insatisfeito!

O fato de passarmos por uma crise não significa que os profissionais que estejam posicionados e desmotivados devam ficar estagnados, sem analisar novas possibilidades. Porém, aconselho que primeiramente se busque quais os motivos que estão levando a condição de desmotivação, criando oportunidades de mudança do ambiente e tornando-o mais atraente.

Após essas ações e análises, concluindo-se que realmente é momento, recomendo que busque novas oportunidades, contudo, antes de deixar a colocação atual, aguarde o melhor momento e uma boa proposta para tomar a decisão em definitivo.

Enquanto isso não ocorrer, busque motivação para contribuir com a empresa, atitude que considero no mínimo profissional e que dará respeito e consideração futura. Lembrando que deixar um legado positivo em resultados e em atitudes pode consolidar sua imagem em seu campo profissional.



28 Julho 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação) /

Na Legião da Boa Vontade (LBV), não alimentamos clima para conflito de gerações. Pelo contrário: aliamos ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. E o povo ganha com isso.

Estamos constantemente recordando aos jovens que, um dia, também terão cabelos brancos. Da mesma forma fraternalmente falamos aos idosos, lembrando-lhes de que já foram moços... É muito importante não esquecermos disso...

Os jovens amanhã envelhecerão também... Se quiserem manter o mesmo espírito de esperança, a mesma feição juvenil, apesar das naturais rugas do tempo e dos sempre belos cabelos brancos, pratiquem o bem. Não há outro caminho. É o Espírito que fortalece o nosso ânimo, que nos concede a beleza eterna da simpatia. Não há melhor cosmético do que a consciência tranquila.

Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E os que podem pensam: "Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguirem resistir tanto que se danem..." Não há exagero algum aqui. É o que se vê. Tem-se a impressão de que muitos daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de até mesmo alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também não o há sem velhos. Jovem é aquele que mantém o ideal no bem.

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José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor


21 Julho 2019 08:30:00


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Outrora ouvi alguém, sujeito determinado que dispensa aposto - visto que a vida nem sempre necessita de explicações para seguir adiante - dizer que o verbo é o coração da oração e a partir dele as demais classes gramaticais desempenharão uma função específica. Na prática, a confusão é instaurada no momento em que o contexto resolve embaralhar as cartas da compreensão, neste caso, de imediato nada fará muito sentido.

Levei anos para compreender a analogia, de fato, não sei discernir se custou-me mais aprender o verbo, ou entender minha função na oração - ora subordinada, ora coordenada.

A morfologia nos ensina que somos semelhantes as palavras e palavras não são tão somente adjetivos, nem tão pouco apenas numerais. Mais do que isso ela detalha que não estamos limitados a uma única função. Antes disso, somos e sendo, em determinados contextos, naturalmente, desempenhamos funções. Somos pais, mães, filhos, irmãos, amigos, vizinhos, alunos e então, nós escolhemos estar subordinados a alguns cargos. Veja bem, somos antes de estarmos. Não somos porque estamos.

Quando colocamos o verbo no período temos a oportunidade de fazer perguntas pertinentes, às quais nos auxiliam com a leitura de mundo e a interpretação acerca da vida. Claro, nem sempre estamos dispostos a refletir e questionar, motivo pelo qual há frases sem verbos, que comunicam a mensagem perfeitamente, entretanto, frases desprovidas de verbos "jamais" serão orações.

Somos palavras expressas por frases inertes e orações vivas escritas em capítulos diários, em construção. Somos sujeitos da nossa própria ação e em nossas mãos possuímos o poder para escrever e reeditar nossa história. Conjuguemos mais "o verbo". Prefiramos ser a estar. E que nosso verbo seja inundado de gratidão.

Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito./




14 Julho 2019 09:13:00
Autor: Por Reinaldo Domingos - Doutor em Educação Financeira


Reinaldo Domingos - Doutor em Educação Financeira (Foto: Divulgação)

Julho é mês de férias escolares e sabemos que durante esse período os pais costumam se planejar para aproveitar o momento em família. Mas muitas vezes os gastos também podem fugir do controle, por isso é preciso ficar atento diante das muitas oportunidades de lazer. Parques de diversão, idas ao shopping, lanchonetes, viagens, além das programações especiais de férias, podem extrapolar o orçamento e trazer surpresas desagradáveis na volta às aulas. 

Entretanto é possível curtir as férias sem se preocupar tanto com o bolso. Confira algumas orientações para não comprometer as finanças:

Decisão dos sonhos

Estabelecer metas e decidir quais sonhos serão realizados durante as férias são dois passos muito importantes para se planejar financeiramente e fazer com que eles aconteçam. Independentemente do tamanho desse sonho, o planejamento é essencial para que os gastos não ultrapassem o orçamento disponível.

Para que isso aconteça de forma organizada, reunir todos os integrantes da família é essencial, ressaltando que essa reunião deve ser um momento de descontração da família, com a participação e consideração das ideias de todos.

Pesquisar para poupar

Depois da definição dos sonhos, fazer uma boa pesquisa para encontrar passeios mais em conta é a melhor saída. No caso de pacotes de viagens, passagens e hospedagens nos dias de semana costumam ser mais baratas. Veja também os dias de entrada mais barata em cinemas e teatros e utilize a meia entrada.

Incentive as crianças

As férias também podem ser uma ótima oportunidade para introduzir a educação financeira na vida dos filhos. Para isso, nada melhor do que o incentivo de realizar o sonho das férias, seja ele uma viagem, a ida até um parque de diversões ou até mesmo um passeio com os amigos. Ações simples e que fazem diferença nas contas do mês como, por exemplo, tomar banhos menos demorados para economizar energia e água, reciclar o lixo ou lembrar de apagar as luzes, tudo isso pode ajudar a criar um pensamento mais sustentável, além de contribuir para a realização do sonho.

Divirta-se muito gastando pouco

Existem muitas atividades que podem garantir a diversão sem gastar muito ou quase nada. Por exemplo, um piquenique no parque, passeio de bicicleta, dia da leitura, noite do pijama, sessão de cinema em casa, enfim, as possibilidades são inúmeras. Veja qual programa se encaixa melhor nos gostos dos seus filhos e boas férias!



07 Julho 2019 10:31:00
Autor: Joaquim Reichmann - Ortopedista e traumatologista


(Foto: Divulgação)


O hábito regular de exercícios aumenta a resistência e ajuda a prevenir e aliviar dores nos ossos e nas articulações causadas pela compressão vascular - problema comum no Inverno. No entanto, a queda da temperatura faz com que muitos desistam das academias, caminhadas, corridas ou qualquer outra atividade física.

 Não deixe a indisposição tomar conta! Por mais que seja um pouco difícil tomar a iniciativa e se exercitar no frio, é fundamental fazer um esforço. Basta alguns minutos para se acostumar e a sensação de bem-estar no final comprova que a atitude sempre vale a pena.

Aliado a isso, outros fatores demonstram a importância de movimentar-se no Inverno. O fato de as pessoas, muitas vezes, permanecerem encolhidas nas baixas temperaturas pode afetar e tencionar músculos e nervos. Com isso, algumas partes do corpo ficam mais doloridas. Além disso, esse hábito pode afetar a postura e provocar dores na coluna. Nas articulações, o líquido sinovial (um dos elementos que formam o Sistema Locomotor, junto com os ossos, músculos, ligamentos e articulações) fica mais encorpado com o esfriamento do corpo e pode também causar problemas. Apesar de haver poucos estudos sobre o impacto da baixa temperatura no organismo, o Inverno é uma época do ano em que recebemos muitas queixas de desconforto nos ossos, articulações e músculos. Os exercícios são essenciais para prevenir ou aliviar essas tensões.

Os músculos e articulações frequentemente parados provocam aumento nos sintomas de muitos problemas de saúde, pela perda de flexibilidade. Por isso, reforçamos a orientação de manter a prática exercícios físicos em todas as estações do ano. Alongamento diário e caminhadas também são importantes, pois são complementares e recomendadas para a maioria das pessoas, em qualquer idade. Também ajudam a destravar ossos, músculos e nervos, para que o sistema locomotor funcione plenamente e com facilidade. Os exercícios de alongamento são simples e podem ser praticados em qualquer lugar.

Quanto à caminhada, são necessários alguns cuidados. É importante saber que a respiração se altera durante esta atividade no Inverno, porque o ar gelado entra pelo nariz e se choca com a temperatura interna do corpo. Além disso, ficamos mais vulneráveis a lesões musculares e a outras doenças, como gripes e resfriados.

Por fim, é essencial esclarecer que as pessoas que continuam praticando atividades físicas no Inverno também obtêm outros benefícios como a melhora do apetite e do sono, além de apresentar menos riscos de desenvolver diversos tipos de problemas de saúde.


Joaquim Reichmann - Ortopedista e traumatologista 



30 Junho 2019 07:00:00


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Quem investe, multiplica o que tem e tem sempre! O problema é que muita gente pensa que é preciso ter muito dinheiro para começar a investir. Seguindo essa lógica, é provável que a pessoa nunca ache que tem o suficiente para investir.

Começar a investir desde o primeiro dinheiro que recebe, é o primeiro passo para se tornar um grande investidor. Toda maratona começa com o primeiro passo! Se você é estagiário e ainda achava que não tinha dinheiro para investir, mude esse pensamento e comece no seu próximo salário. O estagiário deve separar 10% do valor que ele recebe como estagiário. Mesmo que esse valor pareça muito pouco, a partir de R$ 30,00 é possível investir no Título do Tesouro Direto, pode começar pelo Tesouro Selic. É simples e a cada mês é possível investir o valor que quiser. Não tem uma obrigatoriedade de investir o mesmo valor todos os meses.

Aproveitar esse período da vida que o estagiário tem menos custos, por morar na casa dos pais, ou por não ter filhos, é uma excelente estratégia para construir uma vida financeira saudável. Ao seguir a maioria das pessoas, o estagiário entra no ciclo de gastar tudo o que ganha. Quando recebe aumento, aumenta os gastos e segue esse padrão por toda a vida.

Não importa a quantidade de dinheiro, se você não tiver hábitos inteligentes e saudáveis ao gerir esses recursos, ele entra e sai na mesma velocidade. Fazendo esse simples investimento com 10% do valor do salário, ao final de 1 ano o estagiário terá mais de 1 mês de salário! Imagina se você chega no final do ano e tem mais um salário inteiro para fazer o que quiser! Você pode usar para fazer algo que você deseja muito ou pode deixar esse dinheiro lá. Continue investindo 10% do salário e você vai ver como se tornar um investidor, mesmo com salário de estagiário é totalmente possível.

Criar esse hábito não ajuda apenas a juntar 1 salário a mais no final do ano, esse comportamento de investir 10% do salário todos os meses, deve continuar quando o salário for aumentando e a cada novo progresso, aumenta a sua capacidade de investimento. Esse valor a médio e longo prazo, pode te ajudar a comprar um imóvel, fazer um curso de especialização, abrir um negócio ou fazer algo que você queira verdadeiramente fazer. Esse valor se não for poupado e investido, vai ter sumido facilmente se você não criar esse hábito.

Você só tem a ganhar estabelecendo esse novo hábito que pode ser um grande diferencial entre as pessoas que conseguem realizar os sonhos e os que não conseguem. Simplesmente, comece!


 Aline Soaper - Terapeuta financeira.





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