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Aurora da vida


(Foto: Divulgação) /

Passados dias em repouso, minha velhinha (Olivetti) fez questão de voltar a pinicar ou beliscar os Pés de Fumo.

Me fez recordar os saudosos tempos da Aurora da Vida, ainda aos cinco ou seis anos de remota idade, que pai e mãe, ao clarear o dia, esperavam-nos junto ao galpão ou mangueira, com um bule de café bem quente, para tomar o popular Camargo, ou leite apojado da teta da vaca em meia xícara de café. Para quem é inimigo de idade (como eu), se o amigo leitor deseja saber, era no final da era Vargas.

O mesmo prazer de sentir o esplendor do amanhecer, ao ver os raios do sol entre a floresta, se repete até hoje, quando saio cedo ao trabalho. Mas ao limpar os óculos, sua leitura interrompida pergunta: o que tudo isto tem a ver com Pé de Fumo? É que, naquele belo tempo nem se ouvia falar em maconha, sendo hoje na gíria popular para quem não está acostumado saber, é quase o mesmo que pé de cana quem bebe cachaça. Pé de fumo quem consome fumo.

Hoje, muitos jovens estão trocando o dia pela noite ou vice-versa; consumindo fumo até altas horas e dormindo até quase ao meio dia. Não tiram tempo para apreciar o belo espetáculo da natureza ao amanhecer e nascer do sol.

Que futuro triste, ao comparar com nossa idade, a quem viveu os belos dias de uma infância sadia. Como é lindo e belo o amanhecer. Quem muito dorme, pouco se aprende. Além da imaginação, contemplas, adore, ame e admires a natureza do alvorecer ao pôr do sol, se queres ter longos e belos dias.


Rogério de Souza Ortiz 





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