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Dinheiro x Amazônia

Por Rennan Eduardo Santos


(Foto: Ildo Frazao /Getty Images/iStockphoto) /


Milhões de brasileiros doutrinados pela esquerda por mais de uma década ou, simplesmente adormecidos pelo poder da ignorância, começaram a pensar recentemente na floresta Amazônica, assunto mundial nas últimas semanas devido às queimadas e à suspensão do repasse de recursos ao Fundo da Amazônia.

Nos anos 90, Enéas Carneiro já nos alertava sobre a preocupação excessiva de outros países com a Amazônia, o que não fazia o menor sentido. Se realmente houvesse algum sentimento caridoso internacional pelo país, haveria também certo incômodo com crianças morrendo de fome, prostituição infantil e outros grandes problemas da época.

Para quem ainda não sabe, a maior riqueza existente no planeta está no subsolo Amazônico. É algo imensurável. Ali se encontra a mais cobiçada e poderosa abundância energética do mundo, que há anos interessa a outras nações. Porém, tudo estava calmo e tranquilo, pois o dinheiro compra facilmente o silêncio, mas não para sempre.

Em maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente decidiu alterar os critérios de contratação e escolha dos projetos do Fundo da Amazônia, que financia as ações de combate ao desmatamento e preservação das florestas. Este capital foi constituído em 2008 sob a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado por corrupção.

Dos 103 contratos entre governos estaduais, municípios e ONGs, após analisados pela equipe do ministro Ricardo Salles, cerca de 30 apresentaram diversas irregularidades e inconsistências, como falta de notas fiscais em prestação de contas; informações divergentes nos relatórios de atividades e contratos com órgãos impedidos de prestar serviços ao governo federal, traços típicos de? Corrupção.

É indiscutível o quanto o repasse bilionário do Fundo ajudou nas ações de preservação da floresta. No entanto, não se pode permitir que milhões sejam distribuídos, por exemplo, entre ONGs, sem que existam projetos coerentes e sinérgicos entre si. É preciso, também, que gerem indicadores e que tragam comparativos verídicos com o resultado alcançado.



Rennan Eduardo Santos - Estudante


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