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Um pouco de luz


(Foto: Divulgação) /

Acordou, revirou-se sobre a cama, pensou em fechar os olhos e permanecer ali, afinal, sentia-se confortável entre as cobertas. Foi quando um raio de sol transpassou a cortina e iluminou seus olhos. Como se a luz refletida a trouxesse para o presente. Por instantes, recobrou sua lucidez e apreciou a melodia dos pássaros.

Agenda repleta de compromissos e uma pasta abarrotada de boletos esperavam-na. Mas, algo estava diferente, soava perturbador e até meio bizarro, observava pela janela a pensar: como são raros os momentos em que estamos presentes em nossa própria vida.

Naquela manhã, jurou a si mesma bloquear o modo automático e ficar disponível para desfrutar dos pequenos detalhes. Não fazia a menor ideia do que viria pela frente. Se encontraria portas abertas ou fechadas, pessoas amistosas ou desafiadoras. Entretanto, estava disposta: correria o risco de estar viva.

Vestiu-se em cores, usou um batom vivo, olhou-se no espelho e gostou. Lembrou-se da senhora usando seu chapéu violeta, aquela narrada pelo autor, que chegou a certa altura da vida, vestiu-se de si mesma e foi ser feliz. Sem o peso do passado ou a angústia do futuro.

Compreendeu que, mais do que fatores externos, estar presente, ficar à vontade com ela mesma era fundamental para viver o extraordinário da vida. Grandes realizações nada mais são que a soma das pequenas conquistas diárias e daqueles pequenos detalhes que mudam qualquer coisa.

Nietzsche costumava dizer que não existem fatos, apenas interpretações. Ao perceber a luz, ela significou o pensamento. Trouxe-o para sua realidade. Atualizou seu modo de ver. Optou por ser cor a refletir. Seja a cor, deixa-a vir à luz!



Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito



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