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Mercado de frango começa a ganhar fôlego e registra crescimento no 1º bimestre do ano em SC

24 Março 2019 11:47:00

Setor foi afetado nos últimos 2 anos com crise e embargo da carne catarinense pela União Europeia.

Por NSC TV

O setor de avicultura, que enfrentou problemas nos dois últimos anos, começa a ganhar fôlego em 2019 em Santa Catarina. No primeiro bimestre deste ano, os embarques com carne de frango somaram mais US$ 231 milhões. O número é 16% superior ao registrado no mesmo período de 2018.

Santa Catarina é o segundo maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Mas a crise no estado começou com o desencadear da Operação Carne Fraca, em 2017, quando a qualidade da produção catarinense foi posta à prova.

Em 2018, três frigoríficos do Oeste do estado foram proibidos de exportar aves para a União Europeia. Prejuízo superior a US$ 9 milhões. E só agora o mercado voltou a aquecer.

Esperança

Na propriedade do produtor Valdenei Ferreira, três galpões alojam cerca de 39 mil frangos, 3 mil a mais do que no início do ano passado, quando a crise no setor foi responsável por diversas empresas suspenderem ou pelo menos reduzirem a produção. Mas 2019 chegou para trazer esperança.

"Nós vimos ao longo desse tempo empresas parando de alojar, outras trabalhando, mas o que passavam pra nós era que estavam no vermelho, trabalhando com prejuízo. Então essa notícia nos anima, aquece o mercado", disse Ferrarini.

Em janeiro e fevereiro, a avicultura respondeu por 19% da receita de exportações do estado. Para o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antônio Ribas, os dados têm ligação direta com a retomada de confiança na produção brasileira. Consequentemente com a abertura de novas negociações, como o caso da África do Sul e uma possível reaproximação com países europeus.

"A gente tem uma expectativa da Europa, que deve vir uma nova missão em julho. A gente também está exportando pro México, temos reunião semana que vem. Tem também o mercado da Ásia, Japão", disse o presidente da ACAV.

Diante das possibilidades, a expectativa é que os próximos meses sejam ainda melhores para o setor.

"Aumento do giro, velocidade normal e certamente haverá uma recuperação de renda porque os dois últimos anos foram muito difíceis, tenho certeza que vamos sair dessa crise mais fortes do que entramos", concluiu.



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