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COMEMORAÇÃO

Moradora do bairro Aparecida completa 108 anos nesta terça-feira

Natural de Campo Belo do Sul, dona Etelvina está em Curitibanos há quase 30 anos

Tatiana Ramos


(Foto: Divulgação) 

Ultrapassar os 100 anos com saúde, bom-humor e lucidez parece um sonho impossível, mas é uma realidade para Etelvina Damiano Varella, moradora do bairro Aparecida, em Curitibanos. Hoje (17), ela completa 108 anos, com muita disposição e boas lembranças. 

Natural de Campo Belo do Sul, dona Etelvina está em Curitibanos há quase 30 anos e, atualmente, mora com a filha Maria Zenaide Ceregatti Sauer. Habilidosa costureira quando jovem, mantém os olhos atentos e as mãos ágeis na confecção de suas peças de crochê, sem ajuda de óculos. "Como pouco, durmo bem e me mantenho ativa", revela a centenária, que não tem "frescuras" no cardápio. "Ela come pão, ovo frito e adora uma carne gorda", conta a filha. Segundo ela, os passeios e viagens também são apreciados pela idosa.

Mãe de 12 filhos, dona Etelvina criou outras oito crianças e já tem tetranetos. Hoje, ela recorda, em tom de brincadeira, momentos de sua juventude e seu casamento. "Casei com 19 anos e, naquela época, não sabia que tinha de dormir com o marido na lua-de-mel. No primeiro dia, passei a noite sentada, porque não tinha um quarto só para mim. No outro dia, minha cunhada me explicou que, a partir daquele dia, teria de dormir com ele", diverte-se. 

Da infância, dona Etelvina lembra das brincadeiras de boneca com as amigas, da escola, que frequentou por menos de um ano, e da rigidez do pai. "Meu pai era um homem muito bravo e matou muitas pessoas, principalmente na guerra [do Contestado]. E nós acompanhávamos isso tudo", conta. Já da mãe, as lembranças são mais doces. "Era uma mulher muito trabalhadora, me ensinou tudo", afirma. 

E esse "tudo" inclui os segredos para uma vida longa e saudável, que parece um dom na família de dona Etelvina. Em 2009, ela perdeu uma prima, em Lages, com 110 anos; já a mãe, familiares contam que tinha passado dos 120 quando faleceu. "Minha mãe sempre trabalhou e eu também sempre fui costureira, trabalhando com alfaiates. Para viver bem, temos de trabalhar", ensina a sempre jovem dona Etelvina.

(Foto: Arquivo A Semana)


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