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SAÚDE

Atenção para vacinação de bebês contra o Sarampo

Crianças de 6 a 11 meses devem tomar 'dose zero' da vacina

Tatiana Ramos


(Foto: Divulgação) 

A epidemia de Sarampo que atinge o Brasil fez com que o Ministério da Saúde alterasse o calendário de vacinação contra a doença. Desde a última semana, todos os bebês entre 6 e 11 meses devem ser vacinados com a chamada "dose zero". Anteriormente, a vacina contra Sarampo era indicada a crianças de 12 e 15 meses. Em Curitibanos, a vacina já está disponível, mas, segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Luely Katto, a procura ainda é pequena. 

A baixa adesão é motivo de preocupação para a equipe de Saúde, uma vez que o Sarampo é uma doença altamente contagiosa e grave, podendo levar à morte. A enfermeira alertou que o paciente infectado pode passar a doença para 90% das pessoas próximas e que a transmissão pode iniciar até seis dias antes de aparecerem os sintomas. "A única forma de evitar a doença é a vacina. Uma vez que a pessoa seja infectada, a transmissão é muito rápida, por isso, a imunização é tão importante", reforçou Luely. 

Segundo a enfermeira, essa imunização não é garantida somente com a "dose zero" da vacina. Para estar protegida contra a doença, a criança deve tomar, além dessa vacina extra, a primeira dose aos  12 meses e a segunda, aos 15. Luely destacou que a "dose zero" não substitui as outras duas e é apenas preventiva, em função da atual situação do país, não sendo indicado que os pais esperem o bebê completar 1 ano para vaciná-lo. "A situação é preocupante e exige uma ação mais imediata, por isso, essa dose extra para bebês menores de 1 ano. 

É essencial, para a saúde das crianças, que os pais levem seus filhos para tomar as três doses, pois só assim estarão protegidos contra o Sarampo", enfatizou a enfermeira.


Adultos

Além da "dose zero" para bebês, outra iniciativa de prevenção é garantir a vacinação de jovens e adultos que ainda não se imunizaram contra a doença. Como a vacina é contraindicada para gestantes, a orientação para mulheres que estão planejando um filho é que se vacinem antes de engravidar, uma vez que, se o Sarampo for contraído durante a gestação, pode trazer graves consequências, como malformação fetal e aborto. 

No caso de pessoas com doenças que afetam a imunidade,  como portadores de HIV e pacientes oncológicos, a recomendação da vacina deve ser feita pelo  médico, avaliando caso a caso.


Responsabilidade 

A enfermeira destacou que, como o Sarampo é uma doença altamente contagiosa, vacinar-se contra a doença é um ato de responsabilidade, pois acaba refletindo em toda a sociedade Luely lamentou que, por questões culturais, muitas pessoas descuidem da prevenção, deixando sua própria saúde e a de outros expostas a doenças graves. Em relação a crianças, ela considerou que o caso é ainda mais sério, uma vez que elas dependem dos pais para que sejam vacinadas. A enfermeira revelou que, em parceria com as escolas, a Carteira de Vacinação das crianças é analisada todos os anos e, quando falta alguma dose, manda-se um bilhete para que os pais procurem o Posto de Saúde e coloquem as vacinas em dia, mas a maioria deles não atende à solicitação. "Estamos vendo doenças que já estavam eliminadas voltando, devido à falta de vacinação. O que observamos, muitas vezes, é que só após uma morte as pessoas percebem a gravidade da situação e recorrem aos postos para se vacinar, mas não precisa ser assim, basta ter a consciência da prevenção", finalizou Luely.


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