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EDITORIAL
13 Julho 2019 10:54:00
Autor: Por AS

O período é de folga, mas também de planejamento


(Charge: João Moraes) /

Para as famílias que programam férias durante o mês de julho, este ano, a data precisou ser adiada em Curitibanos, devido realização dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), que vai reunir mais de três mil atletas de 12 a 14 anos, vindos de todo o Estado para disputas esportivas no município. O período tão aguardado de descanso, é momento de planejar a sequência do ano, além de aproveitar o que a cidade tem a oferecer.

A realização do Jesc vai modificar a paisagem curitibanense, com delegações uniformizadas de dezenas de cidades e atividades incomuns nas praças esportivas locais, oportunizando conhecimento na área, novas amizades e lazer para os dias de descanso dos livros. O período é de folga, mas também de planejamento do segundo semestre escolar, pausa importante para impulsionar o aprendizado na volta às salas de aula. Em Curitibanos, as opções para o período de folga são, além do esporte, diversão em praças, parques, cinema, caminhadas e atividades diversas ao ar livre.

Aproveitando para melhorar a educação oferecida, equipes técnicas e professores estaduais e municipais estarão, nas próximas semanas, passando por aperfeiçoamento de diretrizes a serem utilizadas com os estudantes, tornando o ato de aprender mais produtivo e com solidez na vida das crianças e adolescentes.

Em muitas rodas de conversa, a impressão é que o ano está passando depressa demais, exigindo melhor planejamento para que as promessas feitas no início de janeiro, ainda possam se tornar realidade até o fim de 2019. Se de um lado o ano tem se mostrado desafiador, de outro tem oportunizado que a criatividade seja posta em prática para contorno e resolução de problemas, fazendo das férias escolares, um alerta para a preparação da chegada de mais um novo ciclo.



06 Julho 2019 08:30:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


O envelhecimento da população brasileira tem indicado que é urgente a necessidade de políticas públicas voltadas à terceira idade. Ao contrário do que tem se visto, é preciso que novos locais de atendimento especializado sejam criados, oportunizando que o idoso tenha suas necessidades supridas. As discussões são imediatas, com objetivo de conduzir a propostas realistas para este novo momento da população.

A realidade tem mostrado que, além de todos os desafios característicos da idade, com questões de saúde e mobilidade, a falta de opções de moradia e cuidados, também tem sido frequente, exigindo que, desde já, todos comecem a pensar em que tipo de velhice desejam ter. Pensar no futuro nem sempre faz parte do dia a dia da população, mas, em Curitibanos, por exemplo, há somente um Lar de Idosos, onde há fila de espera para atendimento, não havendo outras opções de moradia, caso se chegue à terceira idade sem ter onde residir.

Depois de uma vida inteira de trabalho e atividades variadas, muitas vezes, após criar filhos, netos e bisnetos, o idoso se vê solitário, convivendo com o abandono e falta de cuidados. Com baixo poder aquisitivo, a falta de conforto se torna eminente, resultando em doenças e o triste fim de uma vida cheia de realizações.

Até a década de 1950 ou mesmo 1960, as características demográficas do país indicavam uma população bastante jovem, com altas taxas de fertilidade e taxas de mortalidade que apenas começavam a diminuir. A partir de então, teve início um processo de redução das taxas de fertilidade que, nos últimos anos, vem se acelerando. As estimativas indicam que os brasileiros, em 2020, terão mais chances de ultrapassar os 70 anos, havendo necessidade premente de métodos inovadores que possam contribuir para uma atenção ao idoso, em bases humanísticas e, ao mesmo tempo, compatíveis com a realidade socioeconômica do município e região.



EDITORIAL
29 Junho 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes)/

Responsáveis por dar verdadeira lição de união e busca por direitos ao país, neste domingo (30), é dia daqueles profissionais responsáveis pelo transporte de tudo que é utilizado dentro e fora do Brasil e que, mesmo diante de conflitos, seguem na batalha por sua categoria. Que o Dia do Caminhoneiro sirva de momento para reflexão de quais condições de trabalho estão sendo oferecidas para setor tão imprescindível para economia e manutenção do país.

No ano passado, exercendo de seu direito democrático, os caminhoneiros mostraram sua força quando iniciaram greve geral, deixando as cidades desabastecidas e, somente assim, se fazendo ouvir pelos governantes sobre os problemas encarados em seu dia a dia. A indignação dos profissionais é justa, precisando de melhores condições de trabalho e preço de combustível justo, valorizando tarefa tão fundamental para os brasileiros.

A categoria, além de precisar se acostumar com os desafios das estradas, precisa conviver com a saudade e a distância de seus entes queridos. Muitas vezes, acabam perdendo o crescimento dos filhos, por estar viajando para outros estados e até países. Neste momento, a tecnologia é aliada para manter o contato, mas é preciso refletir, que dentro das cabines dos caminhões, está um ser humano cheio de histórias e lutas pessoais.

Responsáveis pelo transporte de toda riqueza produzida, não há mais espaço para achismos e ideias pré-concebidas sobre a classe. A paralisação mostra, até hoje, que os caminhoneiros são os responsáveis pelo sangue que corre nas artérias do Brasil, alimentando as fomes e o processo econômico de produtos e serviços em toda a sua cadeia. Se a sociedade brasileira deseja superar o ciclo de problemas financeiros, é passada a hora de investir em condições dignas para profissionais tão importantes.



22 Junho 2019 07:49:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

O Inverno começa nesta sexta-feira (21) e, com ele, começa, também, o período de reforçar os agasalhos, caprichar nas comidas e bebidas quentes e tirar as cobertas mais pesadas do armário. Há quem aguarde com ansiedade a chegada do frio - que este ano veio bem mais tarde - e há quem veja na estação uma verdadeira tortura. 

Mas o impacto do Inverno, principalmente em regiões de temperaturas baixas como a nossa, vai bem além de agradar ou desagradar a população. A intensidade e a regularidade com as quais o frio chega influenciam diretamente a economia.

Em Curitibanos, a demora para que as temperaturas começassem a cair já faz com que muitas lojas apostem em promoções de artigos da estação, para incentivar as compras e movimentar o estoque.

Em anos anteriores, a procura por botas, casacos de lã e jaquetas já podia ser observada no início de maio, mas, este ano, o consumidor está reticente quanto a investir nesse tipo de compra.

"A intensidade e a regularidade com as quais o frio chega influenciam diretamente a economia"

O impacto é ainda maior na área rural. As condições climáticas são fatores que afetam diretamente o plantio e, consequentemente, a renda dos agricultores. Para este ano, a previsão é de um Inverno instável, com intervalos irregulares entre frio e calor, chuva e Sol, o que acende uma luz de alerta entre os produtores, preparando-os para uma safra difícil em qualidade e quantidade. Mais uma vez, a incerteza sobre a colheita vai tirar o sono de muitos agricultores. 

E a realidade do campo é sentida também na cidade. Com menos oferta nas prateleiras, a tendência é de preços mais altos para o consumidor final nos supermercados, causando mais um impacto financeiro importante.

A dica para enfrentar os efeitos da estação na economia é a mesma que deve ser seguida para amenizar os efeitos na saúde: prevenção. Acompanhar as previsões climáticas e antecipar os cuidados com a produção são formas de amenizar os impactos do clima instável, chuva irregular e geadas tardias previstos para esse Inverno.


15 Junho 2019 08:30:00


(Charge: João Moraes)


Que o Brasil precisa de reformas, ninguém questiona. Chegamos a um ponto onde, se nada for feito, nosso destino é o fundo do poço. Então, é importante começar a arregaçar as mangas e encarar os desafios com uma atitude mais ativa: chega de discursos, vamos fazer.

O novo governo federal, assim que assumiu, colocou como prioritária, entre tantas reformas necessárias, a da Previdência. Assunto polêmico e que precisa de um amplo estudo para ser votado de forma que traga bons resultados e não cause ainda mais estragos.

Os defensores da proposta apresentada pelo governo garantem que essa é a única forma de colocar as contas em dia, podendo gerar uma economia superior a R$ 1 trilhão em dez anos. Ótima notícia, mas não se pode esquecer que a Previdência refere-se diretamente a pessoas, ao futuro de todos que trabalham e contribuem com ela. Qual seria o impacto dessa economia na vida real de aposentados e pensionistas?

Sim, todos sabem que há muitas falhas a serem corrigidas em nosso defasado e ineficiente INSS, mas nivelar por baixo é um risco que não se pode correr. É importante, sim, fazer um pente-fino, descobrir onde o dinheiro está escoando de forma incorreta, consertar os erros e punir as fraudes. Mas também é importante garantir a quem, em seu futuro, dependerá exclusivamente desse dinheiro, que possa contar com ele para ter uma velhice digna.

Entre os opositores do projeto, o argumento é que cortar apenas na Previdência não será suficiente para fechar o rombo dos cofres federais. É preciso ir mais fundo, cortar mais e fechar de vez as torneiras por onde os recursos escorrem sem controle.

A nós, simples brasileiros, expectadores do teatro encenado em Brasília, resta a torcida para que o contingenciamento de verbas chegue também aos altos escalões, onde as cifras são astronômicas e, na maior parte das vezes, supérfluas. Não seria essa, talvez, uma das formas de economia que o país tanto precisa? Assim como na economia doméstica, seria interessante ver o que acontece quando se corta gastos desnecessários, priorizando apenas o que realmente faz diferença. Vale a tentativa, para evitar que a aposentadoria dos brasileiros acabe se tornando um artigo de luxo.


EDITORIAL
11 Junho 2019 09:00:00
Autor: Por AS

Curitibanos não deixa de guardar a vida tranquila da cidade de interior


(João Moraes) /

Receptiva para quem chega e acolhedora para quem aqui nasceu ou se instalou, assim pode começar a ser definida a cidade que nesta terça-feira (11), comemora 150 anos de emancipação político-administrativa. Curitibanos teve sua origem num pouso de tropeiros da Estrada das Tropas, chamada, inicialmente, "dos Conventos". A estrada servia de passagem para o gado dos campos do Sul em direção às feiras de São Paulo.

Nestes 150 anos de história, a cidade tem demonstrado que é capaz de manter vivas suas tradições sem deixar de incorporar novidades que contribuam com seu desenvolvimento. Palco de revoluções, como a Farroupilha, Federalista e a Guerra do Contestado, estas terras guardam em sua história as marcas de luta e união de um povo trabalhador e que busca pelo desenvolvimento do local onde vive.

Já respirando ares de cidade grande, com indústrias, universidades, comércio diversificado e hospital de ponta, Curitibanos não deixa de guardar a vida tranquila da cidade de interior, onde as pessoas se conhecem, cuidam umas das outras e se importam com o que acontece com o próximo, sendo caracterizados por serem bairristas e defensores dessa personalidade local.

Para valorizar esta história e eternizar estes momentos em páginas impressas, o Jornal "A Semana" está lançando o caderno especial "Curitibanos 150 anos" e um guia informativo, servindo como uma vitrine do que a cidade tem a oferecer, mostrando como a cidade está se desenvolvendo e se preparando para um crescimento em todo seu potencial, parabenizando a todos por estes 150 anos e se orgulhando de ter a oportunidade de fazer parte desta história.



01 Junho 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes) /

O dia 4 de junho marca uma data que ninguém gostaria de lembrar. O Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão levanta um assunto pouco falado, mas muito praticado dentro dos lares. Apesar de chamar atenção para as agressões, a pauta levanta discussões em torno de todos os abusos que as crianças podem sofrer dentro de casa.

Traumas psicológicos e sexuais são marcas que os pequenos podem levar por toda a vida. Indefesos, são encantados com chantagens, presentes e carinhos de pessoas que confiam, mas depois, se transformam em terríveis monstros. Primeiro começa um carinho mais invasivo, depois as chantagens e os pequenos anjos, que ainda não conhecem as maldades do mundo, nem imaginam que podem ser vítimas de uma pessoa sem coração.

É preciso lutar contra a violência, sim, mas também é preciso cuidar cada vez melhor dos futuros homens e mulheres da nossa sociedade. O diálogo sempre é o melhor caminho. Trazer os pequenos para perto e conversar como foi o dia deles, sobre quem são seus amigos, sobre seus medos, e sonhos é o melhor caminho para que, se um dia, qualquer aproveitador queira se prevalecer sobre sua cria, ela tenha abertura e confiança para alertar antes que qualquer crime ocorra, mesmo sem saber que está correndo risco.

É preciso estar atento e desviar os olhares através das telas e olhar olho no olho, educar, orientar, sem deixar brecha para que qualquer ser mal-intencionado se aproxime. Não é fácil e a culpa não é da vítima ou dos que a amam. O culpado é o agressor, mas se estiver atento aos sinais e puder evitar, um pequeno anjo não precisa crescer com o trauma de ser uma vítima. Uma criança muito agressiva, quieta, ou muito chorosa pode estar passando por alguma violência. É preciso escutar os sinais.


25 Maio 2019 13:02:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Só quem acompanha a rotina de um agricultor consegue medir a dimensão das dificuldades para manter seu trabalho, que inicia ao raiar do Sol e encerra quando ele já está se pondo. Dia após dia, precisa de esforço para não cair a qualidade do que é oferecido aos seus clientes. Além disso, tem de contar com a sorte para que o clima seja favorável a sua produção: em dias, precisando de chuva; em outros, precisando que ela pare para que o plantio não seja prejudicado. 

Depois de tudo isso, ainda precisa travar verdadeira batalha para garantir preço justo e espaço no mercado. Vivendo em meio à crise financeira há alguns anos, produtores de alho estão, novamente, passando por dificuldades para se manter no mercado. Em recente audiência pública, representantes dos agricultores da região foram até Brasília para reivindicar melhores condições de mercado para o alho nacional, valorizando o que é produzido no país e garantindo continuidade ao trabalho aqui realizado.

"Está mais que na hora de o setor ter o reconhecimento e atenção devidos"

De acordo com o Censo Agropecuário, realizado pelo IBGE, Frei Rogério foi o segundo município que mais produziu alho em Santa Catarina, seguido por Curitibanos, que ficou em terceiro lugar. Projeções de associação do setor indicam que, se a crise não for revertida, somente este ano, cerca de 20 mil trabalhadores rurais serão demitidos em razão da crise provocada pela concessão de liminares e pelos altos custos de produção.

Está mais que na hora do setor ter o reconhecimento e atenção devidos, tanto para melhoria e continuidade da produção, quanto para proporcionar estabilidade ao produtor, que, mesmo diante das dificuldades impostas pelo momento desfavorável, não deixou de plantar e segue colocando a região no mapa do alho nacional.


EDITORIAL
18 Maio 2019 11:37:00

Se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento


(Charge: João Moraes)

A falta de energia elétrica é algo que já tem se tornado característico e problema crônico em Curitibanos e região, que frequentemente precisa enfrentar as dificuldades resultantes da falta de distribuição. Por um lado, moradores e empresários clamam por uma solução efetiva, uma vez que a consequência tem sido de prejuízos pagos por todos; por outro lado, está a Celesc trabalhando com efetivo restrito e precisando percorrer centenas de quilômetros de fios, para encontrar e solucionar os problemas, restabelecendo a distribuição.

O problema não é de hoje, mas sim, comum em épocas de chuvas acompanhadas de ventos, criando cenário perfeito para interrupção do fornecimento da eletricidade. O homem não manda nas forças da natureza, mas é dever de quem presta o serviço de energia elétrica melhorar sua estrutura e equipe de atendimento aos pontos afetados pela escuridão.

Em recente reunião com a Celesc, a Associação Empresarial de Curitibanos (Acic), cobrou uma solução, uma vez que perdas já estão sendo registradas pelo empresariado local e regional. Por outro lado, a Celesc luta com as armas que tem em mãos, primando pela agilidade no atendimento, com foco em reduzir as perdas da comunidade e empresas.

No ano passado, a Celesc participou de audiência pública na Câmara de Vereadores, onde as aves da espécie João-de-barro, foram apontadas como uma das responsáveis pelas constantes falhas. Investimentos foram feitos, alimentadores trocados, energia ampliada, mas o problema tem perdurado. Assim como em outros setores públicos e privados, se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento.

A legislação brasileira garante o ressarcimento financeiro aos clientes lesados pela queda de energia. O consumidor deve cobrar quando eletrodomésticos são queimados pelos cortes breves no fornecimento, ou há prejuízo financeiro como o enfrentado pela indústria e pelo comércio em maior escala, mas também pelo consumidor residencial. Enquanto não há solução, os munícipes seguem convivendo com as falhas e esperando pelo dia em que as quedas de energia elétrica deixem de existir.



11 Maio 2019 09:00:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


O segredo do sucesso pode estar ligado a diversos fatores, mas, definitivamente, a modernização tem muito a ver com a garantia da sobrevivência de qualquer marca ou instituição. Os 184 anos da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) são um aniversário que representa a força e a dedicação com que a classe trabalha. Mas, principalmente, com a inovação com que o trabalho é desenvolvido.

Os crimes se reinventam e os profissionais da segurança jamais ficam para trás. A tecnologia que passou a fazer parte do dia a dia dos policiais facilita e agiliza o trabalho da segurança pública e não substitui o trabalho feito pelo homem, apenas contribui. É assim com a tecnologia embarcada e com as câmeras de videomonitoramento instaladas em Curitibanos e que trazem, cada vez mais, a sensação de segurança para a população.

Há 184 anos, um grupo está sempre presente, acordando cedo e dormindo tarde para garantir a segurança de todos. Há 184 anos, os policias vestem suas fardas e deixam seus lares para enfrentar criminosos e proteger a comunidade. Há 184 anos, a Polícia Militar de Santa Catarina realiza um trabalho nobre: cuida dos catarinenses.

Em Curitibanos, a solenidade para comemorar a data aconteceu na sexta-feira (3). Aqui, a Guarnição Especial de Curitibanos (GECt) aproveitou a reunião para promover e homenagear oficiais e inaugurar a Transitolândia, o novo espaço disponibilizado para as crianças aprenderem sobre as leis de trânsito. A Transitolândia também é inovação. Aproximar crianças e autoridades é uma modernização de ensino. Parabéns para a PMSC, parabéns para todos os integrantes da GECt.



04 Maio 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes) /

Ter a oportunidade de viajar para qualquer lugar ou universo sem sair de casa, é um dos benefícios da leitura, que te proporciona conhecimento deste e de outros mundos. Seja de ficção ou histórias reais, a literatura representa grande passo para a aquisição de conhecimento. Em Curitibanos, diversas pessoas estão realizando o sonho de escrever seu próprio livro, como a colunista Natália Sartor de Moraes e o sargento Márcio Pedrão, mostrando ser um sonho possível de realizar e oportunizando que os conterrâneos ampliem seu leque de conhecimento.

Desde já, estamos nos preparando para mais uma Semana Literária, que, este ano, trará nomes nacionais para discussão sobre literatura, cotidiano, dando acesso ao mundo dos livros para todas as pessoas. A leitura oferece, também, contribuição no funcionamento e desenvolvimento do pensamento crítico, levando o leitor a questionar e a avaliar a vida, sob todos os aspectos.

Como um verdadeiro nascimento, o lançamento de um livro exige entrega e coragem de um escritor, sendo reflexo de sua capacidade. Através da Semana Literária, eles terão a chance de mostrar sua obra, pois além de escrever, o que vem depois são muitos livros que precisam ser distribuídos para que as pessoas leiam, com trabalho de divulgação e muito empenho.

Vivemos numa era em que para nos inserir na sociedade, devemos possuir boa formação cultural e muita informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, pois quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.

A leitura tem a capacidade de influenciar nossa maneira de agir, de pensar e até mesmo de falar, além de ser grande agente transformador no país. Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmente o ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável à intimidade com a leitura. Cabe a nós, incentivar a leitura, escrita e valorizar os escritores locais. 


27 Abril 2019 10:27:00


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

Esta quarta-feira (1) marca o Dia do Trabalhador, mas muitos não poderão comemorar a data. Só no último mês, os dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) apontam que 2.976 pessoas deixaram de ter a carteira assinada em Santa Catarina. Os setores que mais fecharam vagas, foram serviços industriais de utilidade pública, comércio, serviços e agropecuária. O momento é de incertezas. 

Entre os trabalhadores que ainda estão fichados, o receio de perder o emprego é cochichado para fora dos balcões. O atual momento financeiro e a instabilidade política, prejudicam o desenvolvimento do país, o giro econômico e a consequência é essa, um presente indesejado para os trabalhadores brasileiros.

"O ciclo do mercado de trabalho está movediço demais"

Não apenas se manter no mercado de trabalho está complicado, mas entrar e sair dele, também tem sido desafio no Brasil. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 12,7 milhões de desempregados e a maioria tem entre 18 e 24 anos.

A faixa etária aponta que ingressar no mercado de trabalho tem sido tarefa complicada. O malabarismo que os jovens têm que fazer entre apresentar experiência, formação profissional, conhecimentos básicos e conseguir se manter com os salários oferecidos, provavelmente contribui para o dado.

Já a aposentadoria é outra incerteza do brasileiro, pois muita é a discussão sobre reforma da previdência. A aposentadoria, assim como o emprego, é parte essencial do mercado interno e contribui para o giro de dinheiro dentro do país. O ciclo do mercado de trabalho está movediço demais e essa fase só deve melhorar com a mudança do cenário político-econômico, neste 1º de maio, talvez, os trabalhadores tenham mais o que refletir do que comemorar.


EDITORIAL
20 Abril 2019 11:05:00

Use esse domingo para renovar seus votos com a vida


(Charge: João Moraes) 

Qual é o verdadeiro significado da Páscoa? Para alguns não passa de um feriado, um dia para não trabalhar, um dia de "folga". Mas o que todo esse ritual, toda essa semana, influencia na vida cristã? É uma semana de reflexão, entrega e renovação. Há alguns anos a inversão de valores vem refletindo nessas datas comemorativas do calendário religioso, mas nem tudo se perdeu.   

Depois que o consumismo tomou conta da mente humana, muito se resume em cifrões. Em qual brinquedo combina mais com o chocolate ou em qual coelho entrega a melhor surpresa no domingo de Páscoa. As crianças estão crescendo em um meio tão competitivo que os próprios pais não tem controle e não sabem repassar a essência de ser.

Várias atividades aconteceram na cidade durante esses últimos dias, como Páscoa Encantada. Esse tipo de evento ajuda a manter a magia que essa época do ano deveria representar para todas as crianças. Algumas pessoas também se uniram para presentear os pequenos dos bairros mais carentes. Isso nos remete ao verdadeiro sentido da Semana Santa. Ver o próximo como se fosse a si mesmo.

Além da vida, da ressureição, essa data marca um novo sentido a morte. As pessoas costumam ter medo do final e, na verdade, a morte chega todos os dias. Ela é indispensável. Porém, a morte não acontece quando paramos de respirar. Ela acontece quando esquecemos de sorrir, olhamos torto para alguém, falamos mal dos outros ou simplesmente não ajudamos quando podemos.

Essa semana representa um gesto de amor. E qual foi o gesto de amor que você fez hoje? Use esses próximos dias para deixar para trás aquilo que não acrescenta bondade nesse mundo. Sacrifique-se. Use esse domingo para renovar seus votos com a vida. Para lhe dar uma chance de ser novo. É apenas uma decisão. Seja diferente!



13 Abril 2019 09:25:00


(Charge: João Moraes)


Hospitais de Santa Catarina estão comemorando a derrubada de um veto do governador Moisés pela Assembleia Legislativa que pode representar um fôlego a instituições filantrópicas do Estado. Com a decisão quase unânime dos deputados estaduais, o governo fica comprometido a repassar mais recursos para hospitais como o Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos. 

Essa garantia de repasses chega em um momento de turbulência, em que unidades hospitalares como a nossa lutam para manter os serviços prestados à população, em meio a uma crise que atinge todos os setores. Sabe-se que muitas áreas são importantes ao desenvolvimento e à qualidade de vida de uma comunidade, mas a saúde tem uma prioridade inquestionável, uma vez que é por ela que se traça uma linha tênue entre vida e morte.

Já passamos, em Curitibanos, por uma situação crítica de falta de recursos, quando nosso hospital esteve muito próximo de fechar as portas. Na prática, isso significa dizer que milhares de pessoas ficariam sem atendimento, incluindo casos de urgência, dependendo de deslocamento a outras cidades em busca de apoio médico.

Na próxima semana, uma comitiva curitibanense estará em Florianópolis para negociar com a Secretaria de Saúde a renovação do convênio com o Hospital Hélio Anjos Ortiz. Espera-se que voltem de lá com boas notícias e que o governo do Estado mostre-se sensível às necessidades da instituição para garantir o atendimento de quase 40 mil pessoas por ano.

Os recursos que, agora, o Estado será obrigado a repassar aos hospitais são essenciais à prestação de um serviço de qualidade, mas não são suficientes para atingir esse objetivo. Atendimentos médicos são caros, equipamentos são caros e a manutenção de uma estrutura tão complexa custa caro. Mas cuidar da saúde dos catarinenses não pode ser visto como uma despesa comum, porque salvar vidas não tem preço.



06 Abril 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes) /

Cuidar da alimentação, não fumar, deixar a cervejinha para o fim de semana, praticar atividades físicas, fazer terapia... Tudo isso pode estar na agenda de quem quer uma vida mais saudável, mas, muitas vezes, em meio a tantas preocupações, o principal é esquecido. 

Na última semana, o Estado foi surpreendido com a confirmação da morte de um homem de 36 anos, em Joinville, por Febre Amarela. Desde 1966, Santa Catarina não registrava casos da doença em seres humanos e a morte levou muitas pessoas aos postos de Saúde em busca de imunização. Mas por que, só depois de uma fatalidade, é que se procurou pela prevenção? 

Culturalmente, muitas pessoas levam em conta apenas a vacinação de crianças, negligenciando sua própria saúde. Em muitas famílias, adultos sequer têm uma carteira de vacinação e a maior parte não acompanha o calendário de campanhas voltadas a públicos de todas as idades. 

Estamos vivendo um momento contraditório, em que quanto mais se fala em cuidados com a saúde menos se faz para preservá-la. Há movimentos antivacinas e fake news criadas para confundir as pessoas, pelos mais diversos motivos, e é preciso ter cautela com o que se lê e o que se ouve. Não, vacinas não matam; não causam autismo; não são parte de uma conspiração do governo para beneficiar laboratórios. Vacinas são formas eficazes e seguras de proteger não só nossa saúde, mas nossa vida. 

Houve um tempo em que o acesso a esse tipo de prevenção era escasso e conseguir doses gratuitas era uma tarefa árdua. Hoje em dia, as vacinas estão em todos os postos, de graça, disponíveis para todos os que precisarem delas. 

É fundamental que a população, de todas as idades, esteja comprometida com a saúde coletiva, pois muitas doenças contagiosas podem espalhar-se facilmente a partir de um único transmissor. 

Sim, precisamos cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos, mas algumas doenças são evitadas apenas com vacinas, que não podem ser substituídas por nenhuma outra forma de prevenção. Vacinar-se é uma forma eficiente de contribuir para manter longe de todos ameaças sérias à saúde pública. 


30 Março 2019 07:48:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Segurança? Esse tema é discutido, diariamente, na maioria dos lares brasileiros. Basta ver uma notícia de tragédia que todos pensam em como se salvariam caso acontecesse aquilo próximo de si. Instintivamente, cada ser procura proteger aqueles que estão próximos, porém, com o passar do tempo, surgem novos medos e inseguranças. Se não bastasse o físico, que é, por exemplo, não deixar crianças sozinhas nas ruas, não deixar a porta da casa destrancada, não falar com estranhos, agora, temos de lidar com o mundo virtual. 

Se pararmos para pensar em todas as situações ruins que podem acontecer tanto física quanto virtualmente, não teremos um minuto de tranquilidade. Então, temos de nos apegar a formas de evitar que esse tipo de coisa aconteça.

"O mundo virtual anda tão avançado que não se tem domínio algum"

Nos últimos tempos, a Internet tem tomado conta dos lares, a relação interpessoal já não faz mais parte, na grande maioria. Os pais preferem entregar uma "telinha eletrônica" para dominar os filhos. Educação que se preze não funciona assim. Apesar de achar ter controle sobre o conteúdo que seu filho assiste ou utiliza na Internet, o mundo virtual anda tão avançado que não se tem domínio algum. Na última semana, aquela tal de "boneca Momo" apavorou muitas famílias. E aí vem o questionamento: é preciso acontecer as coisas para se precaver?

Como algum tempo atrás, quando surgiram aqueles desafios da "Baleia Azul", vemos que as crianças e adolescentes estão tão suscetíveis que aceitam qualquer coisa para ter um pouco de atenção. Mas tenha calma, ainda há tempo. Se sua decisão for de, a partir de hoje, conversar mais, passar mais tempo ao lado de seu filho, levá-lo passear ou convidá-lo para preparar um lanche contigo, você começará a trilhar o caminho certo. Agora, se acha que está bom do jeito que está, prepare-se para um futuro incerto e inseguro.


EDITORIAL
23 Março 2019 11:17:00

'Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?'


(Charge: João Moraes)

O ataque que resultou em dez mortes, em uma escola de Suzano, no interior de São Paulo, chocou a todos na última semana. A brutalidade da ação também atingiu quem não estava diretamente envolvido, porque coloca em xeque qualquer confiança que tenhamos de que, em espaços como a escola, nós, nossos filhos, familiares, amigos, enfim, todos estejamos seguros.

Ao sairmos de casa para estudar, trabalhar, ir ao supermercado, temos, inconscientemente, a certeza da volta. Ninguém espera por uma fatalidade e nem se prepara para ela. Por isso, casos como o de Suzano são tão chocantes.

Após o ataque, muitas pessoas questionaram o sistema de segurança das escolas, cobrando que medidas mais rígidas fossem adotadas para evitar o acesso de criminosos ao ambiente escolar. Mas como fazer isso? Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?

Nas escolas, como em qualquer outro lugar, há uma série de estruturas implantadas para nos dar pelo menos uma sensação de segurança, mas a verdade é que esse tipo de ataque não pode ser previsto ou contido. Trata-se de pessoas que não se intimidam com qualquer tentativa de bloqueio e, sem o discernimento que só o equilíbrio emocional e psicológico nos garante, agem de forma impulsiva e violenta. Mesmo com todos os recursos de segurança disponíveis atualmente, não há como garantir, com 100% de certeza, que estaremos a salvo. O que se pode analisar e questionar, em situações como a de Suzano, é como essas pessoas - incluindo um menor - tiveram acesso a armas com tanta facilidade. Não, não se pode prever esse tipo de ação. Mas impedir que instintos violentos sejam equipados com armas letais é, com certeza, o primeiro passo para evitar tragédias.



16 Março 2019 08:30:00
Autor: A Semana


(Charge: João Moraes)


Estamos vivendo a Quaresma, período que, para os cristãos, representa um momento de reflexão e conversão. A tradição da data pede que todos façam algo que possa ser caracterizado como penitência, numa demonstração de fé e respeito. Mas encontrar algo de que gostamos e que estejamos dispostos a abrir mão durante 40 dias pode ser uma tarefa mais complicada do que parece.

Para alguns, a decisão é certa: nada de carne vermelha. Outros decidem abolir festas, bebidas alcoólicas, deixam a barba crescer... Há muitos hábitos que se enraizaram na cultura católica e que, hoje, são reproduzidos através das gerações, embora muitas pessoas desconheçam sua real motivação. E redescobrir essa motivação deve ser a meta daquele cristão que realmente quer dar significado a sua penitência.

Para isso, é preciso olhar para dentro de nós. A verdadeira transformação deve ser feita de dentro para fora, começando por avaliar e repensar nossas falhas, onde precisamos agir para nos tornarmos pessoas melhores. Em um momento em que todos estão empenhados em demonstrar e renovar sua fé, estar disposto a corrigir-se de fato deve ser a primeira decisão a ser tomada. Mais que uma decisão, deve ser um compromisso assumido internamente e que transpareça externamente, na forma como nos relacionamos com o mundo, incluindo tudo e todos que estão a nossa volta.

Respeito pelos outros, tolerância às diferenças, caridade, compaixão, fraternidade... Esses são sentimentos que devem ser companheiros inseparáveis de quem se diz um cristão, mas que, por muitas vezes, ficam esquecidos no dia a dia. Talvez, nesse período de Quaresma, retomá-los em nosso cotidiano seja a penitência mais dura que possamos fazer, porque a bondade e a generosidade são sentimentos nobres, mas que exigem prática e uma vigilância constante de nossos pensamentos e ações.



OPINIÃO
08 Março 2019 16:13:00


(Charge: João Moraes) /

Parece clichê, mas o que as mulheres realmente querem é ser valorizadas nos outros 364 dias do ano tanto quanto são parabenizadas no dia 8 de março. É importante ter uma data só para elas. Na verdade, ter 24 horas em memória do gênero que mais habita a Terra é um bom pretexto para se levantar discussões tão importantes na sociedade. 

Por que elas têm tanto medo de andar sozinhas na rua? Por que cuidam do tamanho do decote e da altura da saia? Por que ganham menos? Por que ocupam cargos inferiores? Por que assumem responsabilidades que não escolheram? Por que se tornam vítimas do "amor" de suas vidas? Por que são tão pouco representadas nas mesas de autoridades? 

Em meio a tantos porquês, nos últimos tempos, as mulheres têm percebido que suas melhores amigas são a atitude e a coragem e que, em parceria com uma boa companheira chamada união, dá para transformar esse trio em uma força que só as mulheres têm, simplesmente porque todas essas características são femininas. É tão natural a garra com que as mulheres têm lutado pelo espaço e poder de escolha, direitos reprimidos por tantos anos, que as indagações sobre a desigualdade têm incomodado os machistas de plantão. 

Elas são livres para escolher quem querem ser; podem se tornar engenheiras, jornalistas, médicas, esportistas... Assim como têm o direito de engravidar ou não, parir e criar, ou não. A luta das mulheres é pelo direito de escolha e nada disso interfere na vida dos homens que cuidam de suas próprias vidas e lavam suas próprias roupas. Ora, cada um cuida de si. O homem escolhe se quer cozinhar e lavar para sua esposa, assim como a mulher escolhe se cozinha e lava para seu marido. Isso não é inversão de valores. O que estamos vivendo é só a quebra de uma cultura machista que se consolidou por anos. 

Mudanças assustam, mas não é justo que as mulheres paguem o preço de continuar vivendo em uma sociedade que fecha os olhos para o machismo impregnado nas pequenas atitudes. Para acordar, o despertador tem de fazer barulho. Não dá mais para agradar mulheres só com chocolates e buquê de flores no dia 8 de março. Elas querem respeito e igualdade, o ano inteiro. 


02 Março 2019 12:54:00


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

A tão comentada Reforma da Previdência chegou ao Congresso Nacional e provocou o barulho esperado. No entanto, antes mesmo que se conheça todos os seus pontos, a promessa já é de alteração. Ou seja, enquanto a população discute idades, alíquotas e benefícios, a Câmara já se debruça sobre o documento com ideias de mudança. 

Especialistas, órgãos de classe, trabalhadores, sindicatos, juristas, políticos... Todos têm uma opinião sobre a reforma e, até que ela seja aprovada, haverá muitos palpites. Se eles serão incluídos no novo documento, vai depender de quanta articulação e força cada segmento tem junto aos parlamentares, mas o certo é que a reforma aprovada deve ser bem diferente da proposta inicial do governo.


"O jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados" 


Para o Executivo, um novo formato de Previdência é apontado como urgente e indispensável para todas as outras medidas planejadas pela equipe, mas se sabe que o caminho será longo e cheio de obstáculos até a aprovação. No trâmite pela Câmara dos Deputados e, depois, pelo Senado, o jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados para garantir que a essência da proposta que apresentaram seja mantida. Além de atuar junto a bancadas, partidos e lideranças, será necessário lidar com a pressão de categorias com grande poder e que não vão abrir mão facilmente dos privilégios que conquistaram ao longo dos anos.

No meio dessa batalha, está o principal interessado e a quem as alterações da Previdência mais afetarão: o trabalhador comum. Para esse, o maior inimigo é a generalização, sem levar em conta as particularidades de cada função para entender de que há profissões que permitem o trabalho até 65 anos sem grandes comprometimentos, mas há outras que se tornariam verdadeiras torturas após os 60. Que haja, entre os responsáveis por aprovar a nova Previdência, o entendimento de que expectativa de vida não significa, em muitos casos, qualidade de vida.




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