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EDITORIAL

Quedas de energia elétrica e suas consequências

Se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento


(Charge: João Moraes)

A falta de energia elétrica é algo que já tem se tornado característico e problema crônico em Curitibanos e região, que frequentemente precisa enfrentar as dificuldades resultantes da falta de distribuição. Por um lado, moradores e empresários clamam por uma solução efetiva, uma vez que a consequência tem sido de prejuízos pagos por todos; por outro lado, está a Celesc trabalhando com efetivo restrito e precisando percorrer centenas de quilômetros de fios, para encontrar e solucionar os problemas, restabelecendo a distribuição.

O problema não é de hoje, mas sim, comum em épocas de chuvas acompanhadas de ventos, criando cenário perfeito para interrupção do fornecimento da eletricidade. O homem não manda nas forças da natureza, mas é dever de quem presta o serviço de energia elétrica melhorar sua estrutura e equipe de atendimento aos pontos afetados pela escuridão.

Em recente reunião com a Celesc, a Associação Empresarial de Curitibanos (Acic), cobrou uma solução, uma vez que perdas já estão sendo registradas pelo empresariado local e regional. Por outro lado, a Celesc luta com as armas que tem em mãos, primando pela agilidade no atendimento, com foco em reduzir as perdas da comunidade e empresas.

No ano passado, a Celesc participou de audiência pública na Câmara de Vereadores, onde as aves da espécie João-de-barro, foram apontadas como uma das responsáveis pelas constantes falhas. Investimentos foram feitos, alimentadores trocados, energia ampliada, mas o problema tem perdurado. Assim como em outros setores públicos e privados, se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento.

A legislação brasileira garante o ressarcimento financeiro aos clientes lesados pela queda de energia. O consumidor deve cobrar quando eletrodomésticos são queimados pelos cortes breves no fornecimento, ou há prejuízo financeiro como o enfrentado pela indústria e pelo comércio em maior escala, mas também pelo consumidor residencial. Enquanto não há solução, os munícipes seguem convivendo com as falhas e esperando pelo dia em que as quedas de energia elétrica deixem de existir.



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