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Inocências roubadas


(Charge: João Moraes) /

O dia 4 de junho marca uma data que ninguém gostaria de lembrar. O Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão levanta um assunto pouco falado, mas muito praticado dentro dos lares. Apesar de chamar atenção para as agressões, a pauta levanta discussões em torno de todos os abusos que as crianças podem sofrer dentro de casa.

Traumas psicológicos e sexuais são marcas que os pequenos podem levar por toda a vida. Indefesos, são encantados com chantagens, presentes e carinhos de pessoas que confiam, mas depois, se transformam em terríveis monstros. Primeiro começa um carinho mais invasivo, depois as chantagens e os pequenos anjos, que ainda não conhecem as maldades do mundo, nem imaginam que podem ser vítimas de uma pessoa sem coração.

É preciso lutar contra a violência, sim, mas também é preciso cuidar cada vez melhor dos futuros homens e mulheres da nossa sociedade. O diálogo sempre é o melhor caminho. Trazer os pequenos para perto e conversar como foi o dia deles, sobre quem são seus amigos, sobre seus medos, e sonhos é o melhor caminho para que, se um dia, qualquer aproveitador queira se prevalecer sobre sua cria, ela tenha abertura e confiança para alertar antes que qualquer crime ocorra, mesmo sem saber que está correndo risco.

É preciso estar atento e desviar os olhares através das telas e olhar olho no olho, educar, orientar, sem deixar brecha para que qualquer ser mal-intencionado se aproxime. Não é fácil e a culpa não é da vítima ou dos que a amam. O culpado é o agressor, mas se estiver atento aos sinais e puder evitar, um pequeno anjo não precisa crescer com o trauma de ser uma vítima. Uma criança muito agressiva, quieta, ou muito chorosa pode estar passando por alguma violência. É preciso escutar os sinais.


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