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Reforma para quem?


(Charge: João Moraes)


Que o Brasil precisa de reformas, ninguém questiona. Chegamos a um ponto onde, se nada for feito, nosso destino é o fundo do poço. Então, é importante começar a arregaçar as mangas e encarar os desafios com uma atitude mais ativa: chega de discursos, vamos fazer.

O novo governo federal, assim que assumiu, colocou como prioritária, entre tantas reformas necessárias, a da Previdência. Assunto polêmico e que precisa de um amplo estudo para ser votado de forma que traga bons resultados e não cause ainda mais estragos.

Os defensores da proposta apresentada pelo governo garantem que essa é a única forma de colocar as contas em dia, podendo gerar uma economia superior a R$ 1 trilhão em dez anos. Ótima notícia, mas não se pode esquecer que a Previdência refere-se diretamente a pessoas, ao futuro de todos que trabalham e contribuem com ela. Qual seria o impacto dessa economia na vida real de aposentados e pensionistas?

Sim, todos sabem que há muitas falhas a serem corrigidas em nosso defasado e ineficiente INSS, mas nivelar por baixo é um risco que não se pode correr. É importante, sim, fazer um pente-fino, descobrir onde o dinheiro está escoando de forma incorreta, consertar os erros e punir as fraudes. Mas também é importante garantir a quem, em seu futuro, dependerá exclusivamente desse dinheiro, que possa contar com ele para ter uma velhice digna.

Entre os opositores do projeto, o argumento é que cortar apenas na Previdência não será suficiente para fechar o rombo dos cofres federais. É preciso ir mais fundo, cortar mais e fechar de vez as torneiras por onde os recursos escorrem sem controle.

A nós, simples brasileiros, expectadores do teatro encenado em Brasília, resta a torcida para que o contingenciamento de verbas chegue também aos altos escalões, onde as cifras são astronômicas e, na maior parte das vezes, supérfluas. Não seria essa, talvez, uma das formas de economia que o país tanto precisa? Assim como na economia doméstica, seria interessante ver o que acontece quando se corta gastos desnecessários, priorizando apenas o que realmente faz diferença. Vale a tentativa, para evitar que a aposentadoria dos brasileiros acabe se tornando um artigo de luxo.


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