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EDUCAÇÃO

Professores sofrem perseguição em São João Batista por reivindicarem direitos

Por Daiane Valentin / Jornal Razão
Foto: SINDIEDUCAR/Arquivo

A reivindicação dos professores batistenses pelo reajuste de 33,24% no piso salarial nacional continua. Na semana passada, o Projeto de Lei Ordinária nº 07/2022 foi reprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores.

Em meio aos embates, falas do prefeito Pedro Alfredo Ramos, conhecido como Pedroca de que não haveria diálogo com o presidente do Sindicato, assim como ataques a professores, tem repercutido negativamente no município.

Professores de SJB exigem que prefeitura conceda reajuste no piso salarial

Segundo o SINDIEDUCAR, a autoria dos vídeos ainda não foi identificada. Deivid Herartt, presidente do Sindicato, a professora citada é servidora de carreira e está há 30 anos no magistério em São João Batista. Ela tem cursos e especializações, que justificam o aumento progressivo no salário durante a carreira.

Nesta segunda-feira (28), o Sindicato emitiu uma nota de repúdio aos ataques. Leia na íntegra:

"NOTA DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO

O SINDIEDUCAR vem a público manifestar sua indignação em relação aos ataques contra os professores da rede municipal de ensino de São João Batista iniciados já em 2021, onde professores são ameaçados e coagidos em entrevistas e lives em redes sociais.

Em recente ataque, ocorrido na semana passada, circulou por meio de aplicativo de mensagens instantâneas um vídeo montagem com dados da folha de pagamento de uma professora, com o registro em foto de sua participação na sessão da Câmara Municipal de Vereadores no dia 21/03, contendo "ameaças" de que mais profissionais teriam seus vencimentos expostos, no intuito de intimidar profissionais da educação que livremente estão manifestando sua insatisfação com a política remuneratória do governo municipal.

Sobre este ocorrido, aliado a total e injustificada omissão do Poder Público em tratar o momento com a importância devida assunto de tamanha importância, nos resta lamentar, seja pela pobreza de gestão, seja pela desmerecida exposição dos professores, seja pela falta de verdade no trato do tema, seja, ainda, pela humilhação que a classe vem passando desde 1° de janeiro de 2022, por apenas buscar a implementação de um direito da classe.

Por fim, repudiando os ataques pessoais, as insinuações e as falsas comparações, afirmamos, sem "individualizar", que buscaremos de todas as formas garantir os direitos previstos em lei, sempre que estes estiverem em vias de serem tolhidos, agindo com firmeza, de forma a garanti-los, inclusive o direito de mobilização e da livre manifestação do pensamento."

PROJETO DE LEI

O PL rejeitado na Câmara havia sido enviado pelo Executivo de São João Batista no último dia 4 de março. A rejeição se deu porque a proposta apenas forneceria o complemento do piso em cima do salário base, em forma de bonificação, sem incorrer qualquer vantagem - triênio, férias, regência de classe.

Além disso, o valor poderia ser retirado e também seria perdido quando os profissionais de aposentassem, por se tratar de uma bonificação.

Deivid afirmou, em entrevista à Rádio Super na última sexta-feira (25), que o Sindicato vem tentando negociações com a prefeitura há cerca de duas semanas e tem aguardado uma posição do município.

Outro ponto é que o magistério foi excluído da proposta de revisão anual geral de 16%, que inclui todos os outros servidores do município.

De acordo com o Sindicato da categoria, o Executivo alega que o limite da folha de pagamentos dos servidores seria estourado, caso o reajuste de 33,24% seja concedido integralmente.

A informação, entretanto, foi contestada pelo advogado do SINDIEDUCAR, Fabiano Berghahn, que também participou da entrevista na Rádio Super.

Ele descreveu o PL proposto pelo município como uma "aberração" e insiste que além da revisão geral anual e da concessão integral do piso salarial, os professores também precisam de um plano de carreira.

POSSIBILIDADE DE GREVE

"Nossa busca hoje é para o cumprimento da Lei Federal, o último assunto a ser debatido vai ser greve", afirma o presidente do Sindicato. Deivid explica que grande parte dos professores cobra uma greve. O presidente ressalta que todas as medidas legais estão sendo debatidas dentro do Sindicato.

Nesta segunda-feira (28), é dia de sessão na Câmara Municipal de São João Batista. Deivid e o advogado Fabiano relatam que se não houver a leitura de um projeto de lei que vá de encontro às reivindicações da categoria, uma assembleia será convocada junto aos profissionais do magistério, que irá definir o rumo das negociações.

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