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ESPECIAL

Tijuquense vai para a África em missão humanitária em campo de refugiados: 'desesperador'

Por Lorran Barentin / Jornal Razão

Um tijuquense plantando solidariedade em terras distantes. 

Assim está sendo a rotina de Fabricio Bissoli, desde que decidiu participar da Fraternidade Sem Fronteiras, uma ONG existente em vários países, inclusive no Brasil.

O local onde Fabricio está chama-se Campo de Refugiados de Dzaleka, uma verdadeira cidade, composta por pessoas que foram forçados a fugir de suas terras natais por conta de violentas guerras civis que duram longos anos no continente Africano. 

"Existem pessoas que moram em barracas no campo há mais de 50 anos, feitos com tijolo de barro cru. Não tem colchão, não tem fogão, não tem banheiro, roupa, nada. É chão batido com telhado de palha, que quando chove molha tudo", conta Fabricio. 

O Campo de Refugiados foi montado em Maláwi. O país fornece a terra, mas não consegue fornecer ajuda para a sobrevivência das pessoas. 

Fabricio atua como corretor em Tijucas na WK Imóveis e não hesitou em, literalmente, largar tudo e colocar a mão na massa para ajudar quando surgiu a oportunidade. 

Emocionado pelo que está vendo, Fabricio relata a situação caótica onde vivem aproximadamente 50 mil pessoas:

"Tudo abandonado, tudo jogado. Não existe carro. Alguns poucos privilegiados tem motos velhas. Há um mercado que vende algumas coisas, mas tudo escasso. Dentro do campo vivem pessoas extremamente pobres. Mulheres muitas vezes são engravidadas e abandonadas com várias crianças. O que mais tem é mulher com vários filhos, sem marido, morando em casas vazias, com apenas uma panelinha jogada no chão", relata. 

Diante desta situação, Fabricio conta que a Fraternidade Sem Fronteiras foi até o campo de refugiados e montou a nação "Ubuntu", com escola para crianças, comida para as famílias. O projeto chega a empregar e pagar dinheiro para as mães para prestarem serviços, objetivando expandir a atuação da rede de solidariedade. 

A Nação Ubuntu também abriga as mães e lhes emprega em plantações de milho. Com o milho, faz-se uma "papinha", que é a base da alimentação. 

"Os homens quase não trabalham aqui, é uma loucura. O que a gente mais vê são bebês, crianças e mulheres sofrendo muito. Eu realmente convido a todos a virem para cá, conhecer o projeto e apoiar. É triste saber que muitas vezes temos a oportunidade de ajudar ao próximo e viramos as costas", conta Fabricio. 

Para Nathan Kretzer, proprietário da WK Imóveis, é um orgulho ter Fabricio no time da imobiliária.

"Quando o Fabricio começou conosco, logo percebemos o coração gigante que ele nunca consegue esconder. É um privilégio saber que temos em nossa equipe alguém tão Humano, realmente com a letra H maiúscula. Com certeza também apoiaremos o projeto. Parabéns, Fabricio! Temos muito orgulho de você", diz Nathan.

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