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MERCADO IMOBILIÁRIO

Porto Belo vai dobrar de tamanho com empreendimento bilionário da Vokkan

Pelos próximos dez anos, a cidade catarinense de Porto Belo não será lembrada apenas pelas praias que formam a chamada Costa Esmeralda, apelido conquistado por causa da cor das águas que remetem ao Caribe.

O local vai se tornar um imenso canteiro de obras. Isso porque a Incorporadora Vokkan, da vizinha Itapema, vai construir um bairro planejado, o Vivapark Porto Belo, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 12 bilhões e estrutura para receber 25 mil moradores - mesmo número de habitantes do município atualmente.

Somente neste ano, na fase de lançamento do projeto, serão investidos mais de R$ 100 milhões de capital próprio, segundo o CEO Roderjan Volaco.

"Não é apenas mais um empreendimento imobiliário, mas a inauguração de uma era de cidades planejadas, tecnológicas e inteligentes", afirmou o empresário, que fez fortuna no ramo da contabilidade e decidiu mergulhar no ramo dos imóveis há sete anos, quando fundou a empresa tendo como sócios as famílias Kipper e Kirchner.

O mais ambicioso projeto imobiliário em andamento no Sul do País, que carece de investimentos públicos principalmente em rodovias, foi desenhado pelo urbanista Jaime Lerner (1937-2021), ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba.

O Vivapark foi seu último trabalho em vida, mas o desenvolvimento segue sob gestão de seu escritório. "Todo pensamento e estilo de Jaime compõem esse projeto", disse o arquiteto Felipe Guerra, diretor de criação do escritório.

O conceito do bairro, basicamente, propõe a harmonia entre espaços de moradia, trabalho, educação, lazer e cultura, com base em uma infraestrutura de alta tecnologia e sustentabilidade.

O primeiro bairro parque do Brasil tem em sua primeira fase, a um custo de R$ 1 bilhão e imóveis que poderão custar de R$ 1,2 milhão a R$ 5 milhões, mais de 138 mil m² de área verde com dois grandes lagos e cinco praças. Duas edificações dentro do Vivapark Porto Belo iniciaram as obras no começo de 2022, o Vista Jardins e o Vértice.

Com VGV de R$ 170 milhões e entrega prevista para 2025, o Vista Jardins será feito em parceria com a construtora Torresani. Com uma torre residencial, o Vista Jardins terá 31 pavimentos, 107 unidades e um total de 24 tipologias com áreas de 119 a 668 metros quadrados.

Com o Vivapark, a Vokkan espera surfar na onda do aquecido mercado imobiliário catarinense. Mesmo com a alta nas taxas de juros, os investidores têm buscado alternativas de investimento na região, para moradia, veraneio ou locação, segundo Guiherme Braga, da consultoria Brain Inteligência, especializada no setor.

"Como faltam ativos de qualidade para investimento na região Sul, projetos com alto valor agregado se tornam atraentes para quem enxerga o potencial de valorização dos produtos em longo prazo", afirmou.

"Criar novas opções para os clientes, com novos conceitos de moradia, vai ajudar toda a região Sul a mostrar o potencial", afirma Rafael Kirchner, sócio da Vokkan.

Em Santa Catarina, o mercado de imóveis está aquecido. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sindicato de Habitação do Sul de Santa Catarina (Secovi-Sul/SC), com a perspectiva do fim da pandemia e os incentivos fiscais o setor deve repetir em 2022 o desempenho do ano passado no estado, quando registrou aumento de 12,8% na venda de imóveis e 25,9% em lançamentos.

"O sul catarinense tem grande diversidade econômica, com indústria, agricultura e comércio", afirmou o presidente do Sindicato de Habitação do Sul de Santa Catarina (Secovi-Sul/SC), Helmeson Machado, ao justificar o potencial de expansão do setor na região nos próximos anos.

O otimismo para 2022 também reflete na atuação da Caixa, a principal agente de financiamento e crédito imobiliário no Brasil, com cerca 70% do mercado. Recentemente, a instituição anunciou um aumento das operações com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a habitação, oferecendo mais subsídios e vantagens.

Para este ano, a Caixa também projeta crescimento de 10% a 15% na carteira de crédito imobiliário, assim como aumento de R$ 6,9 bilhões para a contratação de obras e de R$ 500 milhões em subsídios para a aquisição de imóveis.

Para Rafael Kirchner, sócio da Vokkan e diretor de urbanismo e incorporação, o Vivapark vai puxar a demanda por imóveis de alto padrão no litoral catarinense, com investimentos até então muito concentrados em Balneário Camboriú.

"Criar novas opções para os clientes, com novos conceitos de moradia, vai ajudar toda a região Sul a mostrar o potencial reprimido no mercado imobiliário", disse.

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