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Sexta, 18 outubro

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Dr. Celso defende a valorização do Rio Tijucas

Celso Leal da Veiga Júnior, popularmente conhecido como Dr. Celso, é professor de Direito e coordenador do curso de Direito da Univali de Tijucas


"A evolução é importante, o desenvolvimento é fundamental, mas sem perder contato com as origens e sem desconsiderar aqueles que antes de nós deram a sua contribuição" 

Quem é o Dr. Celso? 

"Resido em Tijucas há mais de 30 anos. Mantemos também o programa Crônica Popular na Rádio Vale. Vim para Santa Catarina ainda adolescente. Terminei meus estudos em São João Batista numa época de dificuldades: para fazer o ensino superior precisei estudar e morar em Pedra de Amolar, em Ilhota. Depois de formado, acabei retornando para o Vale do Rio Tijucas, onde acabei me envolvendo em vários aspectos da história local e regional."

Como enxergo Tijucas 

"Tijucas cresce de forma positiva através do desenvolvimento natural. As pessoas vão evoluindo e evidentemente o desenvolvimento e a evolução acompanham estes momentos. Sempre consideramos Tijucas uma terra de boas energias. É visível o desenvolvimento e acredita-se que gradativamente aumentará ainda mais.

A tradição de Tijucas e a história de Tijucas mostra que pelo labor de seu povo, é uma terra de boas energias."

Tijucano ou tijuquense? 

"Sempre houve uma discussão entre o termo tijucano e tijuquense. Pesquisadores e autoridades me disseram em inúmeras oportunidades as suas opiniões sobre o assunto, porém Juci Varella sempre me disse que não existe tijucano e tijuquense. Todos aqueles que nascem e chegam em Tijucas são tijuquenses. É o mesmo raciocínio de Luiz Telles: quem chega e adota Tijucas, também é tijuquense. O tijucano, na leitura feita por alguns, é aquele que não nasceu em Tijucas, porém se aportou na cidade.

O tijuquense raiz talvez seja aquela pessoa tranquila, com tradição açoriana no sentido da pesca e da caça, além da farra de boi e diversas outras culturas que Tijucas já teve. Ser tijuquense, como dizia o saudoso Desembargador Raul Bayer Laus, algo que não se explica: só quem nasceu e vive é que sabe."

A cultura está se perdendo 

"Se compararmos o que Tijucas tem de tradição e verificarmos o que encontramos hoje, é lamentável constatar várias perdas culturais, apesar de esforços reconhecidos por várias autoridades. Nós perdemos o vínculo com a história a partir do momento que nos afastamos do dia a dia de rua, que não colocamos mais fatores históricos na rua. É preciso dentro do esforço de cada um resgatar aquilo que une Tijucas, sempre lembrando que a cidade tem uma tradição pelo rio. Se percebermos, ainda estamos voltados contra o rio. O rio hoje serve para abastecer outras cidades, porém não temos pontos de encontro, de relaxamento e de lazer, voltados para o leito do rio. Não podemos utiliza-lo apenas para embarcações e jet skis, por exemplo. Temos que valorizar algo simples como descansarmos olhando para o rio.

De outro lado, fazemos pesquisas voltadas ao tempo do Desterro, tempo em que Tijucas era todo um ponto importante se comparado com a capital. Tantas e tantas coisas que haviam e nós perdemos! Tantos elementos de história que foram perdidos. Se estamos em curso superior e levantamos algum tópico relacionado à força de Tijucas, percebemos que não há um grande interesse e que as pessoas se afastam disso.

O que hoje identifica a Tijucas de ontem? Será a comida? Será o rio? Será a história do pescador ou será as inúmeras atividades econômicas que Tijucas já teve? Se voltarmos no tempo, a cidade tem uma tradição histórica do ramo cerâmico, mas independente disso já tivemos inúmeras outras tradições.

Guilherme Varella pontuava que a origem do Rio Tijucas estava no fato de um casal de índios que não puderam fortalecer a união porque a menina índia era filha do Cacique, que não queria a união com aquele índio de uma hierarquia inferior. Em certo momento, o Cacique mandou o índio para um ponto caçar e o índio nunca mais retornou. Sua amada saiu para lhe procurar e não encontrando, começou a chorar. Daí nasceu o Rio Tijucas. Pode parecer uma brincadeira, mas nossa juventude e nossos idosos precisam resgatar os fatos para termos mais contribuição e força no resgate às tradições de Tijucas.

A evolução é importante, o desenvolvimento é fundamental, mas sem perder contato com as origens e sem desconsiderar aqueles que antes de nós deram a sua contribuição."


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