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CULTURA

Projeto em Tijucas pretende arrecadar livros para unidades prisionais

Por Daiane Valentin / Jornal Razão
Foto: Divulgação

No início deste mês, o Presídio e a Penitenciária de Tubarão ficaram inundados por conta das fortes chuvas que atingiram Santa Catarina. Com a enchente, a unidade prisional perdeu todos os livros.

Para colaborar com a recuperação da biblioteca, o Instituto Makker, de Tijucas, lançou um projeto social para a arrecadação de livros.

Segundo a coordenadora do Instituto, Jussara Martins, a ideia surgiu pela necessidade da unidade e por que a instituição acredita na ressocialização por meio da educação, leitura e cultura.

Jussara conta que o Instituto Makker também foi procurado pelo Presídio de Joinville, que soube da ação, para integrar o projeto.

"A arrecadação começou no último dia 9 de maio e segue até o próximo dia 18 de junho. Pretendemos fazer a entrega dos livros em Tubarão no início do mês de julho", relata a coordenadora.

Nestes poucos dias desde o início do projeto, o local ocupado pelos livros ainda tem bastante espaço para ser preenchido no Instituto Makker.

Jussara ressalta que toda a comunidade tijuquense e da região pode colaborar.

"Quanto mais livros doados, melhor. Também podem ser usados, desde que estejam em boas condições".

Coleta

Podem ser entregues livros de literatura, dos mais variados gêneros, além de bíblias e dicionários.

O ponto de coleta é no Instituto Makker, na Rua Elói Silva, 96, (lateral do Colégio Cruz e Souza), no Centro de Tijucas.

Quem quiser mais informações sobre o projeto e puder colaborar com mais itens para o acervo pode entrar em contato pelo WhatsApp (48) 9 8421 8156.

Há mais de 10 anos em Tijucas, o Instituto Makker oferece cursos profissionalizantes, técnicos e EJA, além de graduação, tecnólogos, pós graduação e MBA.

Remição de pena

Nas unidades prisionais, a leitura é uma forma de remição de pena, além de propiciar condições para a ressocialização do preso após sair da privação de liberdade.

Especialistas da área do Direito e de Execução Penal acreditam que a leitura e o acesso à educação são oportunidades para o apenado, facilitando sua reinserção no mercado de trabalho, além de agregar conhecimento cultural, que pode prevenir que ele volte para o crime quando liberto, por lhe proporcionar novas perspectivas de vida.

A remição de pena por meio de atividades de educação não-formal foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça, por meio da Resolução 391, de 10 de maio de 2021.

Em Santa Catarina, o preso é orientado por um professor e pode ler o livro na cela por meio do Programa Despertar pela Leitura, criado em 2009 no Estado e desenvolvido em mais de 40 unidades prisionais.

O leitor recebe um prazo entre 21 e 30 dias, no qual tem que entregar uma resenha sobre a obra lida, que é avaliada por um professor. Cada resenha aprovada pode valer quatro dias de remição na pena.

Cada 12 horas de frequência escolar dão direito a um dia de remição. Assim, os presos podem ler até 12 livros por ano dentro do Programa Despertar pela Leitura.

De acordo com dados da Gerência de Educação (Geduc) do Departamento de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina, até maio do ano passado, mais de 6.600 pessoas privadas de liberdade buscaram diminuir o tempo de pena por meio da leitura.

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