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Sexta, 18 outubro

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TRADIÇÃO

DEPOIS DE UM MÊS, PROVÍNCIA ARGENTINA DE CORRIENTES

Nesta pequena cidadezinha Narbal, Cris e Pedro conhecem um dos mais importantes museus do período Jesuítico no Sul do continente.

O tempo corria, veloz como um relâmpago, e já estávamos a mais de um mês na estrada. Chovia, mas a dúvida de entrar ou não foi diluída não só pela forte chuva que caia, mais principalmente pelo imenso portal com motivos jesuiticos guaranis na entrada da pequena cidade argentina.

Entretanto, para chegar onde pretendíamos contamos uma pequena historia. Na saida de La Cruz, ouvimos muito falar sobre a Laguna Ibera. Era uma reserva natural, completamente fora do nosso caminho, que acarretaria em uma volta de mais de 200 kms. E a dúvida nos deprimia.

Tudo bem, pois afinal de contas estavamos de carro, bem preparado, inclusive para as estradas de terra que enfrentariamos neste desvio. O fato e que a laguna deixou um pouco a desejar, com um saldo de dois pneus furados e uma noite na barraca de uma imensa fazendo, uma Estancia, como se diz no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Nossa sorte foi encontrar esse local para pousar em meio ao caminho.

O resumo da volta também não foi aquelas coisas. É que chegamos tarde e extremamente extenuados na pequena cidade, sem lugar definido para ficar e definição do que fazer. Batemos na igreja e nada. Buscamos e encontramos a Secretária de Turismo e Cultura da cidade, Alessandra, que prontamente nos acolheu. Parecia que tudo estava resolvido, num mixto de cansaco, beirando a torpez. Pra ajudar deixei o carro trancado com a chave dentro.

Como se nao bastasse, uma hora depois de consegui-lo abrir sobre chuva, bati no carro da propria secretaria. A sorte parecia ter-nos abandonado. Apreendemos entao pela primeira vez que o cansaco vale, ate mesmo para quem viaja de carro.

Contratempos a parte, ja instalados, vimos que das ruinas jesuiticas pouco ou quase nada havia restado na cidade. Contudo, o museu ali encontrado, apesar de pequeno, foi um dos melhores de toda viagem ate aquele momento.

Suportados pela experiente e simpatica responsavel pelo museu, Cristina, conhecemos um pouco mais a fundo a rica historia, cultura e arte da passagem dos padres por aqui. Foi aqui tambem que houve uma das mais espetaculares fugas de Andresito Guacurari, quando acoado na igreja pelas tropas do bandeirante brasileiro Francisco das Chagas Santos, explodiu literalmente a antiga igreja, fugindo para a mata com uns poucos remanescentes. Ali praticamente chegava ao fim a linda e tambem controversa passagem dos padres jesuitas por San Carlos. O fato e que dias depois voltariamos novamente a pequena cidade para prestigiar, conhecer e documentar a Festa Jesuitico Guarani, organizada pela prefeitura local, atraindo grupos folcloricos de diversas partes da Argentina.

Merecido destaque ao grupo folclorico paraguaio de "Encarnacion". Foi tambem na festa jesuitico e guarani que vimos a forte presenca do estilo gaucho, denominado Chamame, comum nas pradarias do sul do Brasil. Depois de toda intensidade vivida (e sofrida!!) en San Carlos, chegamos a conclusao que as vezes o destino revela grandes surpresas, ate mesmo naqueles momentos menos esperados.

"Entonces, Gracias San Carlos e su pueblo!!! Hasta luego, hermanos"...

Proximo Trecho: Finalmente chegaremos as famosas e gigantescas ruinas jesuiticas de San Ignacio Mini, na Argetina, tombadas como Patrimonio da Humanidade pela UNESCO. Muita coisa boa vindo por ai.

Nos acompanhem semanalmente nas paginas do Jornal Razao, e tambem pelo nosso site (www.pedalanarbal.com.br) e pelas nossas redes sociais.


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