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Sexta, 18 outubro

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As Colônias Unidas de Itapuã

Uma saga imigratória no sul paraguaio

Nas nossas andanças e pedaladas mundo afora, além de conhecer lugares e culturas diferentes, o que atraia mais a nossa atenção, era sem sombra de dúvidas, os povos, as diversas etnias que compunham o rico caleidoscópio da nossa linda Terra.

De cima do selim, vimos russos amáveis e rudes, alemães bebendo chopp e comendo salsicha em um biergarten ("algo tipo jardim da cerveja) depois de um dia de trabalho, suíços correndo apressados para nunca chegarem atrasados a um compromisso, italianos falando alto e com as mãos, árabes observadores, em suas roupas brancas tomando chá, orientais, introspectivos, e acima de tudo, reservados e quietos. Enfim, de tudo um pouco. 

E quem imaginaria que, aqui no Paraguai, encontraríamos uma pequena amostra dessa diversidade de raças do mundo? Sim, chegamos a região das Colonias Unidas de Itapuã. Formada pelos municípios de Hohenau, Bella Vista e Obligado, esta região foi um dos berços da colonização, principalmente europeia e oriental (japonesa na sua maioria) no Paraguai. 

Chegaram a mais de 100 anos atrás, conduzidos ali por uma das maiores autoestradas "liquidas" sul americanas, chamada de Rio Paraná. Largados a sorte em meio a mata intocada, sofreram com doenças, dificuldades, isolamento, mas a exemplo de tantas outras histórias de imigração, buscando uma vida melhor, perseveraram. Criaram uma prospera colônia, que atualmente reflete-se como uma das mais importantes áreas agrícolas do grande produtor Paraguai. 

Foi ali também que conhecemos as famosas ervateiras, ou seja, grandes fazendas de plantação, colheita e processamento da Ilex Paraguaensis, a popular erva mate. Endêmica de toda a região sul do Paraguai, Brasil e norte da Argentina, esta planta foi a primeira moeda de troca de todas as Reduções Jesuíticos-Guaranis na América do Sul. 

Tivemos a oportunidade de realizar uma visita-guiada a uma das três maiores erva-mateiras do mundo, pertencente ao Grupo Selecta, e toda a preocupação ambiental envolvida no cultivo dessa planta.

Conhecida e reconhecida mundialmente por suas propriedades estimulantes e terapêuticas, a erva que durante muito tempo fora banida, e considerada do "diabo" por católicos da época, resistiu, e tornou-se símbolo da cultura pampeana da América do Sul. Impossível dissociar a imagem de um gaúcho, pilchado, sem sua cuia e sua bomba de mate. Sorvando uma refrescante cuia de mate gelado, ou popularmente conhecida entre nós como "tereré", "temperada" com as mais diversas ervas medicinais, modo típico de tomar o mate paraguaio, partimos revigorados na busca por mais uma redução jesuítica. 

Independente da origem do padre fundador, seguimos, pedalando, andando, guiando, pois afinal de contas, o mundo mais do que nunca, definitivamente não possui fronteiras. Que o diga a história.

Agradecimentos: Em toda a região das Colônias Unidas, fomos bem acolhidos, ha exemplo dos imigrantes pioneiros que chegaram na região. Em Hohenau agradecimento ao Hotel El Vagon, e ao Manantial Park, pela estadia e alimentação. Em Bella Vista, gratidão ao Hotel El Encanto Rural, pertencente ao Grupo Selecta.

Próximo Trecho: Buscando roteiros alternativos na região, entraremos numa parte mais "radical", digamos assim, do percurso. Aguardem... Até breve! 



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