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OPINIÃO

Juros

'Atenção maior devem ter os aposentados e pensionistas com os empréstimos consignados'


(Foto: Divulgação) /

A questão dos juros no Brasil tem merecido destaque há bastante  tempo, tendo em vista constituir política pública para controle da inflação, repercutindo intensamente na vida privada no custo do crédito, que é de grande interesse no desenvolvimento da economia. 

A taxa básica de juros, a Selic, tem registrado nos últimos meses a  menor pontuação, atendendo ao anseio de vários setores da economia que clamavam pela queda dos juros, economizando com isso, o Tesouro Nacional, significativos valores com o pagamento de juros. 

O crescimento da economia não se coaduna com altas taxas de juros,  o que dificulta os investimentos necessários, sabido que economia está atrelada aos juros, desde que nas diversas atividades faz-se necessário o capital circulante, que não poderá ter alto custo. A baixa taxa Selic é facilitadora ao crédito para capital de giro e para investimentos das pessoas jurídicas. 

Já para as pessoas em geral, os juros mais baixos facilitam o consumo  e a administração do orçamento familiar. E para o grande número de pessoas altamente endividadas, que insistem em transferir responsabilidades a outrem por esse estado de coisas, é um alento o menor custo da dívida. 

Este ano em curso, a situação da pandemia apresenta um novo  componente digno de consideração nas relações negociais, em razão de que pessoas físicas e jurídicas tiveram grande revés em suas atividades econômicas devido às restrições e isolamento social, sendo apropriada a repactuação de algumas condições dos contratos vigentes. 

Não se pode, porém, confiar na baixa taxa Selic, que também repercute no pífio rendimento da caderneta de poupança, para lançar mão de crédito fácil, porque as taxas de juros de mercado ainda estão  elevadas. Atenção maior devem ter os aposentados e pensionistas com os empréstimos consignados, operações de crédito facilitadas pelo desconto das parcelas nos benefícios previdenciários e que têm comprometido parte significativa de sua renda. 

Do mesmo modo, os servidores públicos ativos e inativos é conveniente a adoção de critérios na tomada de crédito, tendo em vista que após a obtenção do recurso e sua fruição, boa ou má, não pode  o mutuário transferir responsabilidade pelo seu endividamento. Diversos são aqueles que não se impõem limites para o consumo e assim comprometem sua renda com empréstimos para pagamento em prestações mensais e que buscam socorro no Judiciário, imputando a responsabilidade por esse estado de coisas às instituições financeiras, por lhes terem concedido crédito. 

Sabe-se que as instituições financeiras comumente adotam políticas  agressivas para venda de seus produtos, o que não impõe qualquer obrigação dos consumidores aderirem às ofertas. O que se verifica é o desejo de consumo, daí que não há possibilidade de eximir-se do pagamento.

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