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OPINIÃO

Vacinação

'Ao que tudo indica, esses estudos e conclusões se darão a partir da imunização em larga escala'

Por Elton Zuquelo


(Foto: © REUTERS/Dado Ruvic/Direitos Reservados)/

Iniciou esta semana nos Estados Unidos a vacinação contra a Covid-19, demonstrando para a imprensa as autoridades que se submeteram à imunização, com o objetivo de tranquilizar a população sobre a  ausência de riscos da vacina.

Em adotando os Estados Unidos essa providência, após passar por estudos e testes, é de crer-se que a vacina é inócua para efeitos colaterais, sendo esperada a vacinação em massa naquele país, conquanto os rumores de que pessoas tenham apresentado sintomas preocupantes após a imunização.

Por aqui as polêmicas prosseguem, havendo os que defendem a vacina, enquanto outros temem riscos de anomalias, pela falta de mais demorados testes.

A princípio, a possibilidade de imunização da população constitui alento para as pessoas em geral e para as autoridades, estas que se

mostram apreensivas com o expressivo aumento do número de casos de  contaminação pelo coronavírus. Por outro lado, necessário que a ciência ateste a eficácia da vacina e a ausência de efeitos colaterais, sendo ambas as afirmações impossíveis, com a segurança desejada, por falta de tempo para melhor avaliação dos possíveis efeitos do produto no organismo humano. 

Ao que tudo indica, esses estudos e conclusões se darão a partir da imunização em larga escala, o que está previsto para iniciar em fevereiro de 2021, com escalonamento para faixas etárias e para algumas profissões. 

Outra questão diz respeito à obrigatoriedade da vacinação. É razoável que o cidadão possa ter a liberdade de escolha de submeter-se ou não à imunização, máxime diante de certas dúvidas que envolvem a vacina. 

Em contraponto, está o interesse maior da saúde pública, considerando-se que pessoas não imunizadas poderão infectar outras pessoas, em  número imprevisível. 

Sempre que conflitem interesses protegidos pela Constituição Federal  ou por normas inferiores, um dos critérios para a solução é o de privilegiar o interesse público, sacrificando-se o interesse individual, sendo esta regra de uso geral para o fim de socializar o quanto possível os bens da vida. 

Assim ocorre com a obrigatoriedade do voto, em nome do interesse  maior do fortalecimento da democracia no país, em que a escolha de governantes e de representantes da população se dê por vontade da maioria dessa mesma população. A ausência de obrigatoriedade do voto poderia levar a grandes abstenções, inviabilizando pleitos eleitorais. 

Em relação à vacina, o mais importante é sua eficácia e a sua inocuidade residual, sendo secundária a questão da obrigatoriedade, havendo a perspectiva de que, com a segurança, ocorrerá a adesão da população. 

E que o Ano Novo traga bem-estar e esperança a toda a gente; que a  saúde pública normalize, tornando-se a humanidade sempre mais saudável do corpo e do espírito.

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